História Relationship Status - Capítulo 17


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Chan "Dino", Lee Jihun "Woozi", Lee Seokmin "DK", Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN", Xu Ming Hao "THE8"
Tags Boo Seungkwan, Chwe Hansol, Jigyu, Jihancheol, Slice Of Life, Soonchan, Soonwoo, Soonwoo X Soonchan, Verkwan
Visualizações 175
Palavras 4.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus amores! <3
Demorei mais que de costume por culpa do meu curso TT Estudar não é fácil

Espero que tenham passado bem a semana
Boa leitura! <3

Capítulo 17 - O que a bebida não faz?


Depois de almoçarem, eram só risos todos os presentes ali na sala do apartamento dividido por Hansol, Chan e Wonwoo, com apenas ⅔ dos moradores em casa no momento.

Jeonghan estava sentado na poltrona robusta pertencente a Wonwoo, e Chan estava sentado no braço da mesma.

O sofá de três lugares estava sendo ocupado por Hee Young, logo ao lado Hansol e então Seungkwan.

Os cinco zoavam uns aos outros, se divertindo. Hee Young parecia ter até esquecido de sua birra contra Seungkwan, pois conversava e ria com ele livremente.

 

A tarde passou como um flash. Quando perceberam, o sol já tinha sumido e a lua iluminava o céu.

Foi então que Jeonghan, querendo animar mais o local, deu a ideia de chamar mais pessoas e fazer uma festinha.

Chan aceitou de cara, já Hansol sofreu com a insistência do mais velho, mas foi convencido apenas por Seungkwan, quando o mesmo sussurrou em seu ouvido que talvez fosse bom para ele esvaziar sua mente... e o que Hansol não fazia por ele?

Ainda assim, Hansol insistiu em ligar para Wonwoo, com o intuito de perguntar-lhe se ele se importava, mas como ele não atendeu a ligação e nem respondeu nenhuma mensagem, eles resolveram fazer mesmo assim, acreditando que o mais velho não se incomodaria. Sendo assim, todos começaram a chamar os amigos mais próximos.

Hansol ligou para Seokmin; Chan foi até a porta ao lado, convidar o vizinho deles, Joshua; e Seungkwan chamou Mingyu e Jun, faltando apenas Seungcheol, que quando Seungkwan ligou para ele, foi recebido com broncas e não lhe deu mais ouvidos quando Seungkwan não quis explicar por onde andou a semana toda.

— Prontinho. Todos os convidados foram acionados. — Seungkwan disse ao desligar o celular e voltou ao seu lugar no sofá. — Pedi ao Mingyu para trazer bebidas. — Bateu palminhas.

— O Shua hyung disse que vem aí. — Chan comentou. Havia voltado não fazia mais de um minuto e voltou a se sentar no braço da poltrona, que ainda comportava Jeonghan ali. — Que sorrisinho é esse, Jeonghan hyung? — Reparou.

— Nada. — Respondeu tentando disfarçar sua empolgação.

— Seus amigos confirmaram? — Hansol se virou para Seungkwan no sofá.

— Só o Mingyu e o Jun, por enquanto.

— Não vai convidar seus amigos, Hee Young-ssi? — Jeonghan perguntou.

Chan e Hansol lançaram-lhe olhares de repreensão, e ele deu os ombros sem entender as caras.

Hee Young sorriu sem graça, olhando para os próprios pés.

— Eles não são muito de festas. — Mexeu no cabelo, desconfortável e Jeonghan notou.

Chan cutucou sua costela para ele aproximar o rosto e sussurrou:

— Eles não gostam da gente. A gente que eu digo, nós amigos do Hansol.

— Por quê? — Jeonghan perguntou, também baixinho.

— Porque nós somos gays.

Jeonghan abriu a boca em surpresa, mas logo voltou a agir normalmente, tentando não deixar o clima ruim, mas a tensão na sala já estava formada.

Hansol sabia como Hee Young ficava com aquele tipo de situação, então arrastou sua mão para segurar na dela. Seungkwan fatalmente seguiu com o olhar os dedos deles se entrelaçando e sentiu algo estranho em seu interior, logo desviando o olhar.

De repente a campainha tocou e Chan e Hansol pularam do sofá, torcendo para que a pessoa que chegara fizesse o clima do local mudar.

Chan foi o mais rápido a chegar na porta e recebeu o recém-chegado um abraço.

Joshua reluzia, parecia ser a criatura mais delicada do mundo com um suéter rosa e a franja castanha ultrapassando suas sobrancelhas, mas suas calças rasgadas denunciavam que talvez o doce Joshua Hong não fosse apenas uma inocente criatura no mundo, ainda mais quando, assim que entrou, lançou uma piscadela secreta para Jeonghan, que passou a língua pelos lábios em resposta.

— Desculpa, não tem mais lugar para sentar. — Hansol falou depois de abraçá-lo também.

— Não estamos em uma festa? — Joshua gesticulou, chamando a atenção de todos. — Vamos dançar!

— É isso aí! — Jeonghan levantou animado e puxou Chan consigo. — Chan, pegue um alto-falante para a gente. — Falou para o mais novo, mas olhava diretamente nos olhos de Joshua, o desejando a distância.

— Okay, estou indo. — Chan se direcionou para o quarto. — Hansol-ah, ajeite o espaço! — Gritou já de longe.

Como a sala possuía poucos móveis, foi fácil de executar a tarefa, ainda mais com Joshua se dispondo a ajudá-lo. Eles arrastaram com certa facilidade a pequena mesa de centro da sala até encostar em uma das paredes e encostaram o sofá e a poltrona mais para o canto. A estante com a tv já ficava na parede então nada mais precisou ser movido. E no centro da sala, apenas um tapete felpudo permaneceu, sendo logo apelidado por Joshua como a área vip da pista de dança.

— Hyung, me ajude aqui! — Chan gritou do quarto. — Não alcanço!

— Qual de nós exatamente ele está chamando? — Seungkwan perguntou.

— Deixa que eu vou. — Jeonghan foi atrás do mais novo.

— Hyung... — Seungkwan chamou Joshua timidamente e acenou assim que fez contato visual.

— Desculpe não cumprimentar você antes, Kwan. — Joshua sorriu e acenou.

— Por um segundo achei que não ia falar comigo por causa do meu ex… Achei que tivesse com raiva de mim. — Confessou baixinho. Joshua era um dos melhores amigos de Soonyoung.

— De você, Kwan? Eu fiquei com raiva dele por arruinar um namoro tão certo como era com você. — Joshua caminhou até ele e se sentou no braço do sofá ao seu lado. — Ele fez merda. É meu amigo, mas não teria motivo para eu ter raiva de você, principalmente quando nem ele tem.

Seungkwan assentiu com a cabeça. Ele sabia muito bem disso.

— Ele me contou que pediu para voltar com você… — Falou baixo para apenas Seungkwan ouvir. — Ele fez muita merda, mas ele te ama. — Colocou uma mão em seu ombro. — Ele quer consertar as coisas.

— Não tem o que consertar. — Respondeu e bruscamente tirou a mão de Joshua do seu ombro, levantando do sofá. Sabia que ele só estava sendo um bom amigo para Soonyoung, mas aquela simples ideia o irritava. E o irritava mais ainda porque ele na verdade não sabia o que fazer. — Vou ligar para o Mingyu e perguntar se ele vai demorar. — Disse se afastando, apenas para fugir da situação.

Jeonghan e Chan voltaram do quarto, conectando o alto-falante ao bluetooth do celular do mais velho, fazendo uma música agitada começar a tocar.

Jeonghan e Joshua foram dançando um em direção ao outro, até estarem no meio da sala dançando juntos.

Chan correu e apagou a luz central, deixando apenas uma luz amarela pequena acesa.

Hee Young, que antes da luz ser apagada ajeitava seus cabelos em um espelhinho de bolso, largou o objeto de lado e começou a seduzir o próprio namorado, deixando beijos pelo seu braço e subindo para o ombro e então pescoço. Seungkwan, que infelizmente notou, torceu para aquela pegação não se intensificar muito, já marcando pontos estratégicos para onde poderia fugir caso aquilo fosse demais para sua força de espírito.

Jeonghan e Joshua se divertiam, aproveitando a luz baixa para dançar provocativos um para o outro, enquanto trocavam palavras obscenas no ouvido um do outro. Chan, que observava os dois, sentia uma pontinha de inveja, desejando ter alguém para si também e… talvez aquilo pudesse ser resolvido. Se deu conta, enquanto seu olhar pendia para uma certa pessoa sozinha sentada no sofá.

Chan caminhou até Hansol e o puxou de Hee Young, preocupado demais com seus pensamentos que nem percebeu que a menina tentava excitar o namorado, o alisando aqui e lá, e o mesmo suava frio com medo de Seungkwan estar vendo alguma coisa.

— O que foi? — Hansol perguntou enquanto era levado, agradecendo Chan internamente por ele tê-lo tirado dali.

— O que você acha do Seungkwan? — Chan perguntou ao pararem na porta da cozinha.

— Ahn? — Hansol o encarou, tentando decifrar o que ele queria dizer com aquela pergunta.

— Ele parece ser alguém divertido. — Chan disse e voltou a olhar para a sala, em direção a ele.

Seungkwan era puxado por Jeonghan e Joshua para o meio da sala, os dois mais velhos começaram a dançar com ele no meio dos dois, gargalhando enquanto o mais novo ficava cada vez mais vermelho de vergonha.

— Não me encochem! — Seungkwan exclamou, fazendo os dois gargalharem.

Joshua colou a boca no ouvido de Seungkwan e sussurrou alguma coisa, causando uma sensação esquisita no mais novo, que deu um salto.

— Eu pedi para não fazer! — Deu um passo para trás, apontando um dedo furioso para Joshua.

— Mas ele não fez nada. — Jeonghan o defendeu, ainda rindo.

Seungkwan soltou um palavrão, irritado, deu as costas para eles e se dirigiu para o sofá, mas então a música que estava tocando finalizou e entrou uma canção do Wonder Girls. Na mesma hora ele começou a dançar e cantar alegremente, mas ainda fazia bico para os dois garotos quando seus olhares se cruzavam.

Um que não estava nada contente, era Hansol, com a conversa que ele tinha com Chan.

— Divertido e bem reclamão. — Hansol acrescentou.

— E legal e engraçado. — Chan apontou, mostrando Seungkwan rebolando sozinho, fazendo graça.

— Por que essas observações? — Perguntou, completamente desconfortável com onde ele queria chegar.

— Faz algum mal falar? — Chan gesticulou, sem entender aquele incomum jeito rude de falar de Hansol.

— Está interessado no Seungkwan? — Hansol perguntou.

Chan ficou alguns segundos calado, então deu de ombros e caminhou de volta para a sala, sem dar-lhe uma resposta. Hansol, frustrado, acompanhou seus passos, vendo-o parar de frente para Seungkwan e puxá-lo pela cintura para dançar colado a ele.

A campainha tocou novamente e dessa vez Chan a ignorou, focado demais na dança com Seungkwan.

Hansol revirou os olhos e fingiu que não viu aquela interação completamente desnecessária (absurda), e passou direto para atender a porta.

Ele abriu a porta e sorriu ao ver Mingyu, este lhe entregou todas as bebidas que estavam em suas mãos, soltando um suspiro aliviado e abrindo espaço para Jun passar, que vinha com todo o resto — uma quantidade bem maior que a de Mingyu.

— Preguiçoso. — Jun reclamou para Mingyu. —  Só não lhe dou um chute na canela porque poderia desequilibrar com tanto peso nas mãos.

Mingyu riu, indo para perto de Seungkwan. Não havia feito aquilo por preguiça, mas sim por pura implicância.

Jun levou as bebidas para a cozinha junto de Hansol. Colocaram o máximo que cabia dentro da geladeira e as remanescentes levaram de volta para a sala, dando uma garrafa de cerveja para cada um, deixando as outras em cima da mesa de centro — que estava no canto — para quem chegasse depois e Chan logo logo se dirigiria para lá, pois sua primeira garrafa estava esvaziando rapidamente, enquanto se divertia junto de Seungkwan e Mingyu.

— Vai com calma aí. — Seungkwan segurou o braço de Chan quando ele virou metade da garrafa de uma vez só.

— Estou de barriga cheia, não se preocupe. — Chan disse sorrindo, se aproximando para falar.

Mingyu, que tinha os braços envolvidos em Seungkwan por trás, apenas observava desconfiado do jeito de Chan para cima do seu melhor amigo.

— Nenhuma refeição resiste a tanto álcool de uma vez só. — Seungkwan riu, abaixando novamente a garrafa que Chan queria beber. — Não tem outra coisa para botar nessa boca sem ser uma garrafa de bebida não?

— A sua língua, talvez? — Chan piscou algumas vezes, querendo fazer charme, mas sentiu uma tontura por um momento e se segurou em Seungkwan para se equilibrar.

— Não é possível que já esteja tonto. Vem, vamos para o sofá. — Seungkwan desprendeu os braços de Mingyu de si e puxou Chan, sentando-o ao seu lado.

— Não estou. — Chan levantou novamente, para mostrar-lhe o quão bem estava, mas então caiu “sem querer” no colo dele.

O mais velho gargalhou notando o truque barato e empurrou Chan de volta para o seu lugar.

— Sutilidade não é o seu nome do meio. — Seungkwan comentou, balançando a cabeça em negativo.

Durante o tempo que Seungkwan foi ajudar o menino carente, Mingyu dançou um pouco com Jeonghan e Joshua, mas como os dois estavam muitos safados para o seu gosto, se afastou e acabou indo atrás de Jun quando o viu sozinho.

Junnie — Mingyu o chamou, pegando a garrafa de sua mão e tomando um gole.

— Gyu, onde está o seu namorado? — Perguntou para o provocar, pegando sua garrafa de volta.

— Cuidando da vida dele como você deveria estar fazendo com a sua.

— Ouch… — Fingiu estar ofendido.

— O que tanto olha? — Perguntou.

Jun indicou com a cabeça Hee Young perto da mesa, virando uma garrafa de cerveja na boca, e então Chan e também Hansol de pé em frente a Seungkwan, ambos parecendo que iam comê-lo com os olhos.

— Algum interesse em um deles? — Mingyu perguntou.

— Querido, Gyu... — Jun encostou uma mão em seu ombro, olhando em seus olhos. — Se eu pegasse alguém daqui — soltou uma risada convencida — o Seungkwan, por exemplo. Se eu fizesse isso, o Chan ali e o Hansol estariam fora do jogo imediatamente, porque o Seungkwan obviamente se apaixonaria.

Mingyu riu forçado.

— Eu só jogo jogos justos. — Jun completou.

Mingyu riu alto.

— Vou deixar você com a sua justiça e ir pegar mais bebida para mim. — Disse e saiu para a cozinha.

Jun jogou um beijo no ar para Mingyu e se aproximou de Seungkwan, Chan e Hansol.

Hansol — Jun sussurrou (ou achou que tinha sussurrado) no ouvido do garoto.

— Ai! — Hansol se afastou reclamando, pondo uma mão no ouvido como reflexo pelo berro.

— Como estão seus contatinhos?

— Hm?

— Seus contatinhos.

— Que que é isso?

Jun olhou para Hansol como se ele fosse de outro mundo.

— Deixa para lá. — Jun balançou a cabeça em negativo e recomeçou: — Como anda esse relacionamento aberto?

— Ah… Normal, eu acho. — Hansol não sabia exatamente o que responder.

— Sabe — Jun passou um braço pelo seu ombro, fazendo-o caminhar com ele pela sala — Acho essa ideia super válida. Se eu estivesse em um relacionamento, ele com certeza seria aberto.

— Por quê? — Hansol perguntou.

— Ah… Porque a vida é curta e a minha felicidade não é presa a uma pessoa só.

— Não é presa a uma pessoa só ou você que ainda não achou a pessoa certa?

— Pode ser que eu ainda não achei a pessoa certa, meu querido Hansol, mas até lá, eu vou continuar procurando. — Piscou para ele. — Mas e você, acha que a Hee Young é a sua pessoa certa?

— Ah… — Hansol abriu a boca, mas parou. Não sabia realmente o que responder. Na verdade sabia, mas tinha medo demais da resposta.

— Mas é claro que eu sou. — Ela apareceu de repente ao seu lado e lhe deu um beijo no rosto. — Vamos dançar um pouco.

— Ah, eu não gosto de dançar. — Hansol recuou.

— Por favor… — O puxou em direção a pista de dança e finalmente ele acabou cedendo, dançando próximo aos mais velhos.

Jeonghan e Joshua pareciam incansáveis. Desde que a música começou a tocar na caixa de som continuaram lá e naquele momento, Hee Young havia tomado um espaço no tapete e começado a dançar animadamente e Hansol batia o pé de um lado para o outro, parecendo um hétero de boate, fazendo Jun gargalhar enquanto assistia.

A diferença era que, ao invés de, como os héteros que não perdiam a concentração nos passos da menina sensualizando a sua frente, os olhos de Hansol tendiam a desviar a uma certa dupla que continuava conversando no sofá.

A diversão — não tanta para uns — continuou e a maioria já tinha bebido uma quantidade considerável de álcool. Hee Young para permanecer sorrindo e fingindo que não via Hansol olhar para tudo menos para ela, virava garrafas atrás de garrafas. Jeonghan havia tomado a primeira cerveja que entregaram a ele e a de Joshua também, que não tocou na bebida. Hansol e Seungkwan não haviam ingerido mais que uma garrafa, se é que terminaram a primeira. No caso de Chan, este já estava mais para lá do que para cá e Mingyu não estava muito diferente, rindo à toa, enquanto tentava aprender alguns passos de dança com Jun, mesmo este não conseguindo nem ficar de pé direito, já que era o pior de todos, quase totalmente bêbado.

O celular de Mingyu começou a tocar e ele se afastou de Jun — que nem percebeu ele indo para longe e continuou falando com o vazio — para atender a ligação de vídeo.

— Hyung! — Mingyu deu um tchau afetado para a tela.

— Mingyu? — Seungcheol falou do outro lado, apertando os olhos. — Mal da para te ver ou escutar.

— Espera. — Mingyu procurou nos bolsos seu fone de ouvido e ao encontrá-lo, plugou no celular. — Pronto. Pode falar.

— Essa festinha parece estar boa. — Ele riu conseguindo na luz branda enxergar a silhueta de alguns garotos dançando. Dois deles começaram a se aproximar.

— Seungcheol… — Joshua e Jeonghan cantarolaram em uníssono, sorrisos maliciosos preenchendo os lábios dos dois.

— O que vocês…? — Seungcheol começou assustado.

— Venha nos ver, Cheol. — Jeonghan disse e mordeu o lábio inferior.

— Me pegar com você dentro da sala do reitor é maravilhoso, mas te encontrar fora não seria nada mal. — Joshua disse.

— Opa, acho que já ouvi demais. — Mingyu empurrou Jeonghan e Joshua para longe e voltou a atenção ao celular.

— Obrigado. — Seungcheol disse.

— Não os expulsei por você. Por que fica fugindo dos seus amantes?

— Amantes?

— Tem um em cada esquina.

— Como assim? — Seungcheol parecia bastante ofendido. — Tá me confundindo com o Jun?

— É verdade... Ele é a piranha do grupo.

Seungcheol assentiu.

— “Bom demais para parar com uma pessoa só” nas palavras dele. — Seungcheol citou.

— Para que me ligou afinal? — Mingyu perguntou.

— Queria saber como o Seungkwan está. Ele está aí, não está?

— Sim. — Mingyu confirmou e virou a câmera, apontando-a para o garoto que animadamente conversava com Chan.

— Ele não quis me explicar o que aconteceu nessa semana que ele sumiu. Ele te falou?

Mingyu virou a câmera para si novamente.

— Não. — Respondeu. — Mas talvez possa ter a ver com Hansol? — Disse em dúvida. — Soube que ele dormiu na casa do Seungkwan ontem.

— Hansol? — Seungcheol sorriu do outro lado. — Bela escolha, Boo Seungkwan, bela escolha. — Disse pensativo.

— Você não vem hoje?

— Não posso. Tenho que terminar de preparar minha próxima aula.

Mingyu negou com a cabeça, não acreditando naquela desculpa e sorriu malicioso.

— Você não vem por causa dos seus cachorrinhos ali. — Apontou com a cabeça para Joshua e Jeonghan.

— Mingyu! — Seungcheol brigou, começando a ficar vermelho. — Eu preciso me lembrar de não ficar bêbado perto de você…

Mingyu riu, lembrando do dia que Seungcheol chegara devastado da faculdade onde dava aulas.

 

Seungcheol bateu na porta de Mingyu e assim que ele o recebeu, o abraçou forte e chorou em seu ombro por horas, resmungando que estava morrendo de medo de ser demitido.

Mingyu tentava entender porque isso aconteceria, mas Seungcheol apenas balbuciava que não havia escapatória.

O mais velho quis beber para afugentar sua preocupação e, Mingyu, como um bom amigo, o acompanhou. Porém, enquanto Mingyu se atentou a duas taças de vinho, Seungcheol tomou uma garrafa e meia.

E bem, depois de tanto álcool, sua cabeça girava e seus segredos escapuliam.

— Eu gosto tanto… — Seungcheol murmurou. Ele tinha a cabeça apoiada em uma das mãos, sentado à mesa, de frente para Mingyu.

— Do que, hyung? — Perguntou e puxou discretamente a garrafa meia vazia, para escondê-la.

— Cachorrinhos.

— Você gosta de cachorrinhos?

— Eu gosto dos meus cachorrinhos. — Falou e do nada desatou a chorar novamente, se debruçando sobre a mesa.

— Você não tem cachorros, hyung. — Mingyu disse confuso.

— Tenho sim. Dois.

— Na casa dos seus pais? — Chutou.

— Na faculdade. — Disse, secando as lágrimas e fungando.

— Vocês tem mascotes?

— Não. Eles são meus cachorrinhos.

— Que cachorrinhos? — Mingyu bateu na mesa, começava a ficar irritado com a conversa sem sentido.

— Meus alunos, Joshua e Jeonghan.

Mingyu levantou uma sobrancelha.

— Por que os chama assim?

— Porque eles são como cachorrinhos... Eu gosto muito deles e de fazer carinho neles e eles também adoram me dar atenção. Ficam empolgados quando me veem em qualquer momento e sempre me procuram. Sem contar que — Seungcheol deu um sorriso malicioso — adoram ficar de quatro.

— Seungcheol-ssi! — Mingyu chamou sua atenção — Está ficando com dois alunos seus? — Finalmente tinha entendido todo o drama do dia.

Seungcheol riu fraco, o pânico era visível em seus olhos.

 

— Mingyu, vou desligar. — Seungcheol anunciou. — Divirta-se.

— Vai mesmo deixar seus cachorrinhos sozinhos?

Em um milésimo de segundo Mingyu viu um rosto muito irritado de Seungcheol e do nada a ligação fechou.

Mingyu gargalhou sozinho e botou o celular de volta no bolso.

— Mingyu-ah! — Jun segurou em seu ombro, começando a rir imediatamente.

— Que foi? — Mingyu se virou para ele e entendeu exatamente de onde vinha a graça. Bebida.

— Você é lindo, meu querido dongsaeng. — Disse e apertou a bochecha de Mingyu com uma mão e então deixou um beijo em sua bochecha, logo se afastando para a mesa de bebidas.

Mingyu levantou uma sobrancelha para a atitude. Aquele ali já estava chegando ao seu limite de álcool.

Jun pegou a cerveja e se acomodou no sofá entre Hee Young — que depois de cansar de dançar, havia se jogado ali e dormiu toda de mal jeito com o corpo para o braço do sofá — e Seungkwan.

Cumprimentou rapidamente Seungkwan e Chan, que conversavam, e permaneceu em silêncio aproveitando a sua cerveja, enquanto mexia em seu celular.

— Ele fez isso mesmo? — Chan tinha a boca aberta, sem acreditar no que ouvia. Seungkwan contava sobre sua história com seu ex, em como tinha sempre uma menina no meio de tudo que faziam. — Ele foi um babaca com você!

— Ele mencionou casamento com ela. Casamento! — Seungkwan falou, indignado com a lembrança.

— Caralho, ainda não acredito que continuou com ele depois disso! — Chan falava desnecessariamente alto demais.

— Nem eu…

Quando Chan viu que a raiva de Seungkwan havia diminuído e a tristeza tomava o lugar, ele sabia que devia mudar a situação.

— Mas o que importa é que você o deixou. — Ele disse e pediu um minuto a Seungkwan, correndo até a mesinha, pegando duas garrafas de cerveja e entregando uma a ele.

— Um brinde por se livrar de um babaca. — Disse, erguendo a garrafa. Jun levantou os olhos do celular ao ouvir.

— Com licença. — O chinês falou e também levantou sua garrafa. — A festa inteira merecia brindar isso.

Seungkwan riu e então os três brindaram.

Cada um tomou uma bela golada.

— Se me permite. — Chan falou, erguendo um dedo. — Que as pessoas que atrapalham as nossas vidas se fodam!

— As pessoas me amam. — Jun comentou. Seungkwan e Chan reviraram os olhos.

Seungkwan concordava com Chan com todas as letras.

— Kwon… — Começou a falar, mas um soluço o interrompeu, causando uma crise de risos nele, em Chan e em Jun. — Meu ex é tão cretino que até quando vou falar o nome dele para xingá-lo, algo me impede.

Chan riu amargurado e Jun balançou a cabeça em negativo.

— Seu ex e o cara que ficou com o cara que eu gosto... são dois cretinos.

— De quem você gosta? — Jun perguntou curioso.

— Nosso professor. — Chan respondeu.

Os olhos de Jun se arregalaram e ele começou a tossir imediatamente, olhando de Seungkwan para Chan.

— O que foi? — Os garotos perguntaram ao mesmo tempo.

— A bebida só entrou pelo lugar errado. — Disse batendo no próprio peito e forçando um sorriso. — Está tudo bem. — Se levantou e se afastou rápido, chegando até Mingyu. — Puta que pariu. — Disse apertando o braço dele, seus olhos desesperados.

— O que foi? — Mingyu se virou para ele, rindo do seu tom de voz. — Jun? Jun? — Sua feição divertida deu lugar à preocupação. O mais velho, como uma pena, desmontou, contudo, Mingyu conseguiu segurá-lo antes que ele caísse no chão. — Ei, Jun! — O sacudiu por alguns segundos e então ele abriu os olhos, piscando confuso, seu estado era muito ruim. — O quanto você bebeu? Alguém me ajuda aqui!

Todos que ainda estavam lúcidos correram até eles e ajudaram como puderam, ajudando a levá-lo até o sofá.

Eles o sentaram ao lado de Hee Young, enquanto que Seungkwan sentou ao seu lado fazendo carinho em sua cabeça e Mingyu se ajoelhou em sua frente, segurando em suas mãos.

— Me arranja café. — Mingyu pediu a Hansol que correu até a cozinha e voltou algum tempo depois com um copo em mãos.

— Só tinha coca. — Entregou a Mingyu.

— Melhor ainda. — Mingyu agradeceu.

— Eu só quero dormir. — Jun disse, empurrando o copo que Mingyu queria colocar em sua mão.

— Você pode depois que tomar isso. — Jun fez que não com a cabeça. — Vai se arrepender amanhã se não tomar, sua cabeça vai te matar mais ainda se não tomar isso.

Jun empurrou o copo mais uma vez, e quando fez isso, sentiu seu estômago pular para fora.

Mingyu se jogou para trás e com sorte conseguiu desviar da maior parte do jato que saiu da boca de Jun e derramou todo o copo de coca-cola em cima de si mesmo.

Seungkwan havia encolhido as pernas para cima do sofá, para escapar da sujeira e alisava as costas de Jun, que continuava sentindo sua barriga revirar.

Hee Young continuava dormindo no meio de toda a confusão.

Jeonghan e Chan olhavam a cena de longe, horrorizados.

Logo Mingyu estava gritando por um balde e panos e todo mundo começou a correr para ajudar e no meio de toda a correria, o barulho do celular de Hansol passou despercebido.

O aparelho caído no canto do sofá vibrava com a chegada de novas mensagens.

 

Wonwoo: Festa não é a minha preferência, mas talvez hoje não seja nada mal.

Vou levar aquele meu amigo que você conheceu no outro dia. Lembra dele?

Estamos indo.


Notas Finais


Desculpa pelo vômito, tentei ser o mais simplista possível nisso para não deixar ninguém com nojo aosaksas Mas vida de quem bebe muito é assim, então para quem gosta de beber, pensa duas vezes antes de exagerar na dose porque você pode passar por isso um dia

E o que acharam do capítulo?
Beijão! <3


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