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História Relatos De Um Amor - Capítulo 6


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Notas do Autor


Olá leitores, desejo lhes uma boa leitura sempre! Nos vemos amanhã com mais capítulos dessa história!.

Capítulo 6 - Nossos 12 E 13 anos


12 anos.Mais um ano vivido ao lado desse ser maravilhoso, a gente nunca teve brigas ou discussões sérias em dois anos de amizade, até agora caiamos na mesma classe e sempre íamos para nosso cantinho da sala ficar conversando e fazer a aula ser mais divertida, fugir do normal.Aos doze anos a raposa começou a se interessar por esportes, algo que ele não fazia antes e eu não tinha liberdade de me expressar quanto a isso porém ele entrou para a minha academia de judô e começou a treinar comigo, ambos começamos a desenvolver um físico mais resistente, parece que aos doze anos o corpo começava a aceitar ou pedir mudanças como músculos.Eu nunca recebi um tanquinho ou algo do tipo, isso porque eu já estava há mais de dois anos treinando.Eu não me esforçava para receber tal coisa já Yoshie se mostrava mais atraído pelas aulas, começou a subir a ganância e deixar-se ser guiado pelo meu sensei que acreditava que ele tinha potencial, lógico que tinha! Era meu amigo afinal!.Era bom explorar um lado competitivo da raposa, ele tentava sempre lutar comigo, eu por ter mais experiência sempre o vencia mas com o passar de alguns meses ele já me superava.Sim, me superou com facilidade, ele era maior que eu e mais pesado afinal!.Quando ele já estava até mais especializado que eu nos golpes, eu ficava com receio de lutar com ele confesso.O professor o pedia para sempre ir sem pena e quando ele não sabia usar os golpes ele ia mesmo porém quando os aprendeu corretamente, ele me derrubava várias vezes mas nenhuma me machucava, todos que lutavam com ele não se queixavam de dor mas evitavam a opção de querer lutar com ele ao invés de outros, parecendo que ele só pegava leve comigo.Começava então a sobrar apenas eu e a raposa para lutarmos um com o outro e foi nessa época que começava os nossos corpos a se tocarem com a troca e encaixe de golpes, éramos obrigados a sentir isso, estávamos sempre numa constante luta de apenas eu e ele nos treinos e eu não percebia que tinha o livre arbítrio de trocar de oponente mas a verdade era que no fundo, isso não me incomodava.Eu nunca ia admitir isso para mim então sempre fugia dessa alternativa ou conclusão.Eu também não ia admitir que começava a gostar um pouco mais do que o normal da raposa dês dos meus onze anos, era cedo para ter certeza e eu tinha medo de ser o que meus sentimentos me dizem então só deixava minha vida fluir com ele por perto, me sentia sempre nos eixos com ele, a única certeza que eu sempre tive é que não o queria fora da minha vida nunca… nunca!.Não era sempre que treinavamos, era apenas na quinta e na sexta, nesses dias íamos direto ao sair da escola, chegavamos fedendo a suor.

Aos treze anos eu quis fazer uma pequena surpresa para ele em minha casa mesmo, eu já sabia a data do seu aniversário antes e todas as outras vezes eu comemorava na casa dele e depois voltava para a minha(obviamente até porque meu pai teria um treco se um dia eu pensasse em algo assim, então deve ser por isso que ele permite de vez em quando a raposa dormir aqui para que eu não durma longe de casa).Eu fiz uma festa surpresa para ele, o enganei dizendo que íamos jogar a noite toda para ele trazer a mochila dele para depois ele levar bolo para seus pais nela, mas não seria mentira, íamos jogar realmente ou eu ao menos acreditava que sim.

Estava tudo prontinho, ele seria obrigado a ir ao meu quarto aonde preparei um bolo pequeno (eu que fiz e estava feio mas foi o meu primeiro bolo) junto de alguns refrigerantes, ele não parecia ter sabor, um gosto específico ou favorito para refrigerantes então eu deixava no meu quarto pelo menos três refrigerantes de sabores diferentes para ele ao menos querer um.Para simbolizar a nossa amizade naquele dia, eu escrevi um bilhetinho pequeno e deixei encima do bolo, as velas eu coloquei encima do papel então ele teria que ler o bilhetinho e as assoprar ao mesmo tempo.Meu pai me gritou da porta mesmo, as escadas fizeram um eco na voz dele que acabou por chegar ao meu quarto, era o alerta de que a raposa tinha chegado.Já estava tudo arrumado e pronto para ele apenas subir e olhar porém ele só chegou depois e junto de meus pais que subiram logo atrás dele e acho que ele suspeitou sem dúvida e acabou por subir com uma pulga atrás da orelha, a pulga não importava pois ao ele abrir a porta ele já se deparou comigo na cama de pernas cruzadas sentado e o esperando, dalí e atrás de mim eu retirei o bolo que ele não tinha visto até eu mostrar gritando a palavra: "surpresa".Meus pais gritaram atrás dele também e eu ri achando que ele ia levar um susto danado antes mesmo de saber a reação dele.Foquei meus pais atrás dele sorrindo gritando parabéns e batendo palmas e não vi a reação dele, só percebi quando voltei a olhar para o rosto da raposa, haviam lágrimas e um sorriso que me arrancavam todos os problemas na hora.Eu confesso que eu deveria ser mais resistente e não chorar mas eu derramei umas gotinhas não vou negar.Era lindo ver ele chegando e se sentando na minha frente, não era lá grande coisa para quem via de fora mas para quem estava de frente para ele no caso eu, percebia o quanto aquilo era especial, meu coração acelerava a cada vez que ele chegava mais perto das velas para as assoprar, fomos interrompidos bem na hora.

- Cantar parabéns!! Não apaga ainda gente!!.- Meu pai estava mais apavorado que a gente credo haha.Minha mãe ria da animação toda dele.

Yoshie e eu junto dos outros dois bobões cantamos parabéns, fizemos uma pequena rodinha perto do bolo, dava para todos se sentarem por perto do bolo na cama então ficou bem legal a cena que ficava cada vez mais especial.Meus pais saíram e nos deixaram a sós logo após cantarem o parabéns, eles iam subir novamente para comer o bolo mas acho que eles sabiam que íamos conversar bastante antes das velinhas serem apagadas e o primeiro pedaço sair.Yoshie abanava a cauda sem parar, eu não tirava os olhos dela, me atiçavam como um gato fica ao ver um rato ou um brinquedo.Por segundos ficamos em silêncio até ele parar de chorar para conversar comigo.

- Ialá, parece que os papéis foram invertidos hoje, hoje é seu dia, seu dia de chorar!.- Dizia tentando o puxar para um abraço, já éramos um pouco íntimos então eu perdia um pouco da timidez com o tempo e demonstrava carinho por ele como dar abraços e apertar a mão, nada demais mas que eu só fazia de vez e nunca e quando a vergonha não era maior que minha vontade de abraçar-lo.

Claro que hoje era um dia especial, não podia ser um abraço normal…

Consegui finalmente o puxar para mim e antes que ele pudesse cogitar em tentar sair eu me certifiquei de o prender com um golpe de imobilização que aprendi a muito tempo e nunca pensei que usaria até porque brigar e ir com as porradas até o chão para eu finalmente imobilizar alguém, não iria acontecer nunca algo assim.Meu professor dizia para não usar golpes fora da academia mas hoje é um dia especial e eu não vou usar para o machucar novamente, ao menos eu acho que não irei o machucar.A raposa não resistiu e nem saiu do meu abraço, eu pretendia o prender com minhas pernas mas logo as desci da cintura dele.Tinhamos o tempo parado para a gente por segundos, pois nos encaravamos naquela cena toda sem rir, ele só sorria para mim e eu não conseguia pensar malícia vinda dele naquela hora, na verdade sempre foi assim, ele nunca me desrespeitou e muito menos eu faria algo assim para perder a amizade mas cenas como essas ficam mal interpretadas e por isso pensamentos sobre o respeito que conquistamos um do outro vinham a tona no momento.

Yoshie quando eu o abracei, eu senti seu rosto no meu, no caso sua bochecha na minha.Sentia as pequenas gotas descerem do rosto dele e encostarem na minha bochecha deduzindo que ele mais uma vez chorava um pouco mais, eu tentei então o abraçar mais forte, dar um conforto para ele soltar tudo que sentia naquele momento para mim.

- Calma bobão, foi só um bolo, não precisa dessa choradeira toda e-- Eu ia falar um pouco mais para o acalmar mas com certa timidez eu acabei por tentar descontrair a situação que ficamos.O abraço não tinha fim e ele de repente começou a falar em tom mais alto que eu me cortando no meio das minhas falas.

- Obrigado! Obrigado, muito obrigado!.- A raposa estava tão contente a ponto de só conseguir agradecer por isso por pelo menos dois segundos.

- Como eu disse, é só um bolinho simples, não saiu bonito mas eu fiz de coração.- Eu tentava acalmar a pobre alma a minha frente que estava inquieto.

- Não, não é um simples bolo, foi você quem fez! Você nunca fez nada na sua casa durante o tempo que te conheço, assim nada entre aspas, você não fazia comida ou se interessava por algo assim antes, ainda mais bolo que é difícil, isso tudo foi por mim não é?.- Ele acertava tudo em cheio, me leu como um livro.Eu fiquei com vergonha e me afastei um pouco dele.

- Falando assim me dá calafrios e eu pareço uma menininha querendo agradar o garoto que gosta.Não me entenda mal, eu só fiz o bolo porque era seu aniversário, não faça pouco de mim ao pensar que fico fazendo coisas de menininhas!.- Confesso que fui um pouco insensível por tentar me defender sobre fazer o bolo, eu acredito que ele me conhecia tão bem quanto eu me conheço então eu não precisava nem falar nada mas eu não quero que ele pense que eu fiz tudo para impressionar ele, se bem que é praticamente isso mesmo porém não no intuito de ele me olhar de um jeito diferente, foi só para uma surpresa mesmo para ele ver que eu me importo com ele e que ele é único.

- Não, eu só perguntei para ter certeza, você é incrível sabia?…- Os olhos dele encheram de lágrimas novamente mas não as deixou rolar pelo rosto ao falar que eu era incrível, acho que ele queria dizer importante e não soube dizer mas tá valendo.Eu o abracei novamente para ele parar de ficar assim, eu entendo porquê chorei o mesmo tanto que ele ou até mais porém eu não quero ver ele chorando que nem eu, é vergonhoso porque eu sei que o motivo tá todo em mim.

- Vamos pare, já está bom de choro…- Eu tentava colocar um fim nisso, jajá ele vai embora então não podemos ficar enrolando a noite toda.

- Não faça pouco de mim Josephi, você também chorou um bocado aquela vez e eu não disse nada!.- Ele não gritava comigo, exclamava de fato porém era só indignado pela desigualdade de eu chorar a vontade e ele ser questionado ou atrapalhado enquanto chora.Eu sorri assentindo e assistindo ele desabar mais um pouquinho, só faltava ele apagar as velas com as lágrimas haha.

- Bom agora que está melhor, apague-as…- Apontei com dedo indicador para o bolo e as velas, ele foi para apagar rapidamente e nas cinco primeiras das treze ele apagou num piscar, aí em modo rotativo, ele apagou as restantes devagar e notou o papelzinho usado como apoio das velas.No papel eu agradecia por mais um ano encurtando o máximo possível pois só assim ele ia notar de longe que era um bilhetinho.

Yoshie arrancou todas as treze velas e pegou o bilhetinho, saiu da cama e o guardou sujo de bolo mesmo na mochila dele, voltando logo a seguir para a minha cama.

- O que pediu ao apagar as velinhas?.- Eu quando apaguei as do meu primeiro aniversário com ele, pedi na seguinte até esse ano a mesma coisa e seguirei sempre pedindo..., pedindo para que ele nunca se enjoe de mim e me troque por outro amigo.Eu nunca acreditei nesses pedidos de velas mas ele estava presente naquele ano e depois que pedia por mais um ano ele estava alí novamente então se isso estende ao menos nossa amizade, eu não ligo de ficar pedindo sempre a mesma coisa.

- Pedi para ter mais momentos assim com você…- Ele sorriu para mim como se o desejo fosse realizado e ele agradecesse sorrindo enfrente ao gênio da lâmpada que os concedeu.

- Ah que desperdício de desejo…- Eu vi ele abaixar a cabeça entendendo que eu estava zombando ou fazendo pouco do pedido dele. - isso já se realiza, tinha que pedir algo mais difícil de se realizar, tenta melhor da próxima vez!.- Gosto dele quando ele sorri então se o desejo dele é conviver mais comigo assim como o meu, não será difícil de realizar na verdade será fácil demais.

- Ahhh você é mesmo um doce!.- A raposa se jogou para cima de mim, milagrosamente ele não acertava o bolo.

- Olha se você acertar uma pézada nesse bolo, consideresse morto!.- Eu podia até ser um doce para ele mas se eu ficar horas fazendo um bolo e confeitando e até fazer ficar na forma de um coração para ele destruir com aquelas pernas, eu juro que as arranco(até parece que eu faria isso, estou só irritado com a possibilidade de ele acertar o bolo, o máximo que eu faria era um cascudo nele)

A raposa levantou de cima de mim e eu encarei ele, eu reclamava pelo fato dele ficar encima de mim me esmagando e tudo mais, porém não era ruim.Receber um carinho assim não vai me fazer mal vai?.Assisti ele com toda a calma do mundo pegar o bolo, ele fazia de propósito para ver minha cara confusa por atitudes irracionais dele em horas assim de vez ele aproveitar que eu tô deixando algo assim, ele foge.

A raposa teve a audácia de voltar para a minha cama e simplesmente se acomodar de qualquer jeito encima de mim.Eu não dizia nada mas não esperava por atitudes assim e o olhava chocado com a ação dele mas não o parando, já ele fazia tudo sorrindo como se sempre fizesse isso.

- O bolo está a salvo agora.- Ele me encarou de um jeito diferente pela primeira vez e não era com um sorriso bonitinho, era perverso com quem tem algo por trás do sorriso.

- O que pretende?.- Eu na cara dura perguntava, não ia ficar deixando ele fazer o que quiser e muito menos me enganar com um sorriso diferente do normal como se eu não notasse.

- Eu? Nada, você..., eu sou o aniversariante e eu quero cafuné!.- Eu ia dizer que ele não tem direitos de pedir algo assim mas ele já tinha a resposta dele pra me dar e me fazer o obedecer nisso enquanto eu apenas pensava em retrucar ele.

- Eu quero isso de pedido de aniversário então.Faria isso?.- A raposa mostrava do que sua espécie milenar era capaz mostrando também que eram traiçoeiras e aproveitadoras de um jeito tático, excelentes caçadoras quando não se eram evoluídas nisso aqui, nessa específica raposa.Eu não disse nada como resposta só dei um mimo a ele, depois de quase quinze minutos eu cansei de silêncio e falei algo... - Não se acostume, eu não vou fazer isso sempre!.- Eu puxei os fios dele um pouco com força para ver se ele estava acordado ainda, estava dormindo já.Eu decidi continuar e por opção minha eu não me movi dalí até mesmo quando começava a sentir dores com o peso dele.


Notas Finais


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