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História Relatos fugazes para a esperança de um amanhã em Urano - Capítulo 17


Escrita por: e magichour


Notas do Autor


#TEFIE: FELIZ ANIVERSÁRIO, FILHOTA!!!

Capítulo 17 - A Lavanda do Infinito


“Que cheiro de lavanda é esse?”

“Sou eu.”

“Ah, tá, Beomgyu”, diz Taehyun, cabreiro. Havia se esquecido de que o jupiteriano, que na verdade é mercurial, gosta dessa fragrância terrestre suave. “Achei que fosse da vegetação de Urano.”

“É inócua”, Soobin palpita. Ele, de ouvidos aguçados, escutou, mais cedo, atentamente ao objetivo desses dois aí em Urano; quis ajudá-los, não sabe por que, mas achou-os até que cativantes. “A atmosfera daqui; meio aquosa, o lar das sereias que mergulham no céu perolado. Elas serão os nossos guias nessa viagem.”

Os tons de azul, eufóricos e tristonhos, acalentam-nos no momento. Seguem adiante, como andarilhos, pelo labirinto de majestosas hortênsias, guiados pelas sereias de canto místico e tão hipnótico quanto o dos próprios anéis uranianos. O planeta inteiro, Taehyun percebeu, parecia envolto por uma energia misteriosa e sublime; mágica como os cabulosos contos que sua avó lhe contava, em domingos preguiçosos que preparavam mochi juntos, quando era apenas um moleque curioso.

O caminho era tranquilo, trazia uma sensação de paz, como tomar um chá relaxante no final da tarde, observando o pôr do Sol. As águas dos mares uranianos, possuíam uma excêntrica coloração violeta, tão cintilante quanto uma constelação das mais pomposas estrelas. E o motivo de sua súbita viagem, o tal amuleto especial (uma pedrinha pequena, um tanto simples, de formato estranho e aparência exótica), não se encontrava nas profundezas do oceano, mas em sua superfície, almejando ser resgatado pelas mãos de quem ousasse buscá-lo. E assim Taehyun o fez, concluindo enfim seu objetivo.

“Então é aqui que encerramos nossa jornada?”, é Beomgyu quem questiona, observando as feições meditativas do marciano, analisando atento o amuleto na palma da mão.

Pensativo, Taehyun encara o objeto com um olhar crítico, e então, alterna o olhar entre Beomgyu, que o acompanhou desde o início, embora não tivesse a obrigação; e Soobin, rapaz gentil e prestativo, coração bondoso, decidido a ajudar dois estranhos vindo de outro planeta. Conclui que, apesar da dificuldade, a experiência da viagem inesperada agradou-lhe, trazendo emoções antes esquecidas, quase adormecidas em seu peito. Há tempos não se sentia tão realizado, e Taehyun cogitou a possibilidade de prolongar aquela sensação. Se retornasse para casa, receberia a possível recompensa, porém voltaria também para sua monotonia diária de dias cinzentos, mórbidos. 

Decidido a seguir o coração, de lábios trêmulos, Taehyun responde:

“Acho que talvez, ainda temos muito o que explorar.”


Notas Finais


são dezessete primaveras de inúmeras, e tu é só motivo de orgulho. obrigada por existir, giselli. você é nosso tudo.


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