História Relatos Sobre o Homem Esguio - Capítulo 1


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Categorias Slender (Slender Man)
Tags Homem Esguio, Slender Man, Terror
Visualizações 7
Palavras 635
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Olívia


Eu e meu irmão somos como unha e carne. Alguns dizem que nascemos no mesmo minuto, com um poder telepático que nos une. Vocês devem saber... aquela coisa típica de gêmeos univitelinos. Apesar disso, sou quatro anos mais velha que ele. Exceto a idade e peculiares distinções em nossas aparências físicas, somos como uma unidade simbiótica no que tange a gostos e escolhas. Consideramos-nos grandes amigos.

Hoje estou arrumando as malas porque em breve ele estará me buscando para irmos viver outra aventura. Nosso maior gosto em comum: caçar lendas urbanas. Criamos um blog na internet, em meados de 2010, para relatar nossos “Diários de Aventuras Sinistras”. Nada realmente significativo aconteceu nessas excursões, mas a adrenalina de resgatar entrevistas de possíveis testemunhas e passar pelos supostos locais dos ocorridos é o que motiva cada viagem.

Enquanto Jonas não chega resolvi folhear o roteiro da investigação. Claro, tratamos cada caso com um profissionalismo que deixaria os Ghostbusters desolados. É Jonas quem elabora tudo. Ele adora isso! Formou-se em Jornalismo pela USP e tem um esmero latente por sua carreira, mesmo ela tendo sido rebaixada a nada, por não ser mais necessário de diploma para exercê-la. Eu sou Enfermeira. Maluquice da brava, eu sei, mas a vida foi me levando de uma indecisão na adolescência a um cursinho de auxiliar de enfermagem, do cursinho a um bom emprego, do bom emprego a uma proposta salarial melhor se me graduasse em enfermagem, e aqui estou.

O roteiro promete longas horas na estrada. Saímos de Itatiba, minha pacata cidade do interior paulistano, para pegarmos uma longa rodovia de mão dupla, que eu lembro ser praticamente deserta e sem iluminação decente, até o sul de Minas Gerais. Um longo percurso! O destino é Bueno Brandão onde o incidente supostamente aconteceu há um mês.

Os principais noticiários do país fizeram um alarido curioso que consequentemente chamou nossa atenção. Segundos os jornais aconteceu mais ou menos assim:

“Passava das duas da manhã e o casal Natasha e Felipe resolveram visitar uma tal cachoeira. Certamente eles queriam trazer agitação para o relacionamento, afinal o lugar era bem movimentado durante o dia, mas não possuía viva alma à noite. Impelidos por algum sentimento idiota, o casal, que não era da cidade e estava hospedado no centro, dirigiu pelas estradinhas de terra que trilhavam de encontro a cachoeira. Levaram lanternas para se direcionarem a pé quando o matagal impossibilitava o resto do percurso de veículo. Chegaram a orla da cachoeira as três da manhã, tiraram as roupas e entraram na água. Passado vinte minutos, dos quais todos podemos imaginar o que nossos apaixonados pombinhos faziam, algo chamou a atenção de Natasha. Na margem onde haviam deixado a roupa e as lanternas uma luz brilhou na noite. Ela alertou Felipe de que alguém deveria ter pegado suas lanternas, que não estavam sozinhos. A suspeita foi reafirmada ao verem um vulto distante, iluminado pelo prateado luar mineiro. Ele era alto, muito alto, e sua cabeça excessivamente branca, como se vestisse uma máscara foi o testemunho de Natasha. Felipe gritou com a pessoa, dizendo para se afastar dos seus pertences e parar de espionar, mas agiu de um modo um pouco imprudente e saiu da água para confrontá-lo. Depois disso o testemunho fica muito vago, com Natasha dizendo que seu par embrenhou-se na mata, seguindo o homem alto, e desapareceu. Parece que ela ficou vários minutos na água, tremendo de frio, até decidir sair, e mesmo aterrorizada, ir procurá-lo. Não o encontrou. Nem ele nem o misterioso observador”.

Estou absorta nas possibilidades desse caso quando a buzina na rua interrompe o fio dos meus pensamentos. Olho pela janela e confirmo ser o carro do meu irmão. Pego minha mochila, faço um rápido cafuné de despedida atrás das orelhas do meu gato, e parto, eufórica por nosso próximo desafio.



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