História Relatos Sobre o Homem Esguio - Capítulo 2


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Categorias Slender (Slender Man)
Tags Homem Esguio, Slender Man, Terror
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Palavras 703
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Jonas


Olívia está se dando bem com meus amigos, Ricardo e Fernanda. Já percorremos há duas horas e meia na estrada e a conversa continua animada. Estamos todos cheios de gás para a investigação. Fernanda faz o tipo medrosa e espantada, mas na companhia do namorado consegue relaxar bem mais. Ricardo tem um poder tranquilizador sobre ela de um modo que eu nunca consegui trazer para minhas ex-namoradas. Sou como minha irmã, uma personalidade prática e solitária.

Finalmente eu avisto um posto de gasolina e paro para comermos algo antes de percorrer a meia hora restante de viagem. Enquanto encho o tanque e os outros caminham para dentro do posto de conveniência, olho para a imensa escuridão que se insinua para além da estrada. Colinas e mais colinas de negridão. Bueno Brandão é uma cidade feita daquele tipo de paisagem e, em algum lugar, Felipe se perdera para sempre nela, como se uma fenda tivesse se escancarado no chão e o engolido; Ou o desaparecimento poderia ter um motivo bem menos interessante, o que é pelo qual infelizmente estou pretenso a acreditar. Sequestro? Assassinato? Fuga? São todas as possibilidades, e mais ainda as que cercam um relacionamento a dois. Até onde a imprensa foi ousada em relatar e a policia passiva em responder, Natasha não possui antecedentes criminais e, segundo depoimentos, se dava magnificamente bem com Felipe. Teoricamente não poderia ser ela a culpada pelo sumiço do rapaz.

— Tanque cheio, moço! — o frentista me avisou. Desliguei-me da paisagem adiante, paguei pelo combustível e segui para junto de minha equipe.

Comemos alguns salgados com refrigerante e retornamos para nosso destino. A viagem tornou-se menos monótona a partir dali. Não demorou ao asfalto dar lugar a terra batida. Olívia avistou seu celular e comentou ansiosa:

— Meu visor já está marcando que estamos em Minas Gerais.

— A estrada também. — debochou Ricardo no banco de trás.

Tive de reduzir a velocidade, afinal meu singelo carro não era feito pare enfrentar aquela buraqueira. No balanço do veículo fomos contornando uma trilha estreita e brutamente escura.

— O GPS não funciona por aqui. Olívia, fique ligada nas placas para mim.

— Que placas? — ela me fitou como se estivesse lançando-lhe um desafio absurdo.

— As que nós vamos torcer para que a prefeitura da cidade tenha colocado.

— Meu Deus, quem consegue morar ali?! — horrorizou-se Fernanda se referindo a um casebre decrépito de luzes acesas no meio de um pasto longínquo.

— Você é muito urbana, amor. — Ricardo repreendeu-a — Nem todos precisam de um fast-food na esquina para sobreviverem.

— Quer dizer que você conseguiria, espertinho? Sem internet, sem nem vizinhos...

— Eu os admiro, apenas isso. Sei que não conseguiria também.

— Acho que perdemos nossas origens com todos os confortos da modernidade. Perdemos muito... Olhem para o céu. Quando foi que conseguiram ver tantas estrelas reunidas, sem a interferência das luzes das cidades e da poluição? Eu posso até ver As Três Marias e o Cruzeiro do Sul... — minha irmã romanticamente argumentou.

Fernanda e Ricardo abaixaram seus vidros e colocaram as cabeças para fora, averiguando o que Olívia dissera. Eu também espiei para além do para-brisa, sentindo a nostalgia me invadir ao lembrar-me do passado, quando eu e minha irmã ficávamos observando o céu em busca de discos voadores, nas férias escolares, no sítio do meu avô no Mato Grosso.

Para o meu alívio, as placas indicando a proximidade a Bueno Brandão surgiram. Tive medo de me perder naquele labirinto noturno e não encontrar ninguém para pedir informações, visto que nenhum carro passou por nós na estrada. Olívia também vibrou, batendo palmas quando a terra foi substituída por paralelepípedo e, de fato, adentramos a área povoada da cidade mineira. O GPS apitou, retornando a funcionar.

— Onde fica o hotel? — quis saber Fernanda.

— Estamos indo para cachoeira já, Fer. — brinquei.

— Claro que não. Ainda não me preparei psicologicamente e... Vamos de dia até lá, não é?

Rimos todos do desespero dela.

— Hoje nós ficamos no hotel, já está tarde demais. Amanhã começamos as entrevistas e a tarde passamos para investigar a região. — Olívia a tranquilizou.

— Mas bem que seria maneiro irmos lá no horário em que carinha sumiu. Tipo, daqui a quatro horas. — Ricardo provocou descaradamente sua namorada. Pelo retrovisor vi como ela lançou-o um olhar feio.



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