História Relatos Sobre o Homem Esguio - Capítulo 3


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Categorias Slender (Slender Man)
Tags Homem Esguio, Slender Man, Terror
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Palavras 825
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Olívia


Bueno Brandão amanheceu num ensolarado dia de verão. Não era nem nove horas da manhã e o sol já queimava as principais ruas de paralelepípedo, castigando os pedestres. Da janela do saguão do hotel, enquanto tomava café com Fernanda e Ricardo, observei os habitantes mineiros se locomovendo pelo centro da cidade, protegidos em seus chapelões de palha e sombrinhas floridas.

— Que cidadezinha mais calma. É difícil imaginar que houve um crime por aqui. — comentou Ricardo devorando um pão de queijo.

— Não sabemos ainda se é um crime. — respondi dando uma piscadela. Fernando me olhou atravessada pela insinuação, e procurou mudar o rumo da conversa:

— Até que não seria uma má ideia procurar alguma cachoeira. De dia, é óbvio.

— Que graça teria, amor? — Ricardo acariciou a nuca dela.

— Não começa!

Deslocada entre o casalzinho, fiquei aliviada ao ver meu irmão retornando à mesa. Um senhor magro, de camisa listrada, vinha com ele:

— Pessoal, esse é o Seu Chico. Ele trabalha aqui no hotel, e a mulher dele trabalha de faxineira na pousada em que o casal sumiu. — Jonas apresentou o homem — Ele está disposto a responder nossas perguntas.

— Num sei bem o que os meninos querem, mas posso tentar. — objetou Seu Chico amigavelmente.

— Claro. Sente-se conosco. São apenas algumas dúvidas locais. — tranquilizei o mineiro, convidando-o para acomodar-se na cadeira vaga.

Jonas foi sentar ao meu lado, e foi ele quem começou a entrevista:

— Pode começar nos dizendo como anda a região em questão de... hã... crimes?

Seu Chico pensou um pouco antes de responder:

— Olha, a coisa é bem calma por aqui. Ano passado o irmão do Ronildo, um salafrário daqueles, roubou o cofre da imobiliária que eles tinham em sociedade e sumiu da cidade. Fugiu. Dizem ter ido lá pro lado do Mato Grosso.

— Tá, e fora isso? — Jonas estimulou-o a dizer algo mais “relevante”.

— Moço, Bueno Brandão é uma cidadezinha de nada, como vocês podem ver. Já fui pra capital, pra Belo Horizonte, sei como essas cidades grandes são cheias de gente desconhecida, com más intenções, mas não é o caso aqui não. Quando polícia, bombeiro e investigador apareceram aqui, depois que o rapaz de fora sumiu, ficamos bem assustados.

— Entendo... Me diga mais sobre o caso então. — Jonas estava começando a ficar afoito, sedento por respostas — Essa cachoeira que eles foram, por exemplo.

— Ah, é a Cachoeira das Pedras. Ela fica na divisa entre Bueno Brandão e Munhoz. Se olhar direito no mapa vai ver que ela faz mais parte de lá, do que de cá. Nós aqui na cidade não recomendamos ela pra banho. Foi uma coisa que a polícia veio interrogar para os funcionários da pousada, a que minha mulher trabalha. O casal queria aventura, por isso foi pra lá.

— O que a com essa Cachoeira das Pedras? — perguntei.

— Além de ficar completamente fora de mão, ela faz jus ao nome. Tem muita pedra lisa embaixo, dá pra escorregar e bater a cabeça facinho, facinho. E a queda dela também é violenta, ruim pra ficar debaixo da cascata.

— Interessante. — meu irmão abriu o bloco de notas do celular e fez suas primeiras anotações. — Sua mulher disse como era esse casal? Como eles se portavam?

— Ah, ela disse sim. Bonzinhos, bonzinhos. Pareciam muito apaixonados. É algo que a gente não esquece, porque a polícia e o investigador perguntaram com bastante insistência pros funcionários, como era a relação dos dois. Acho que pra saber se eles tinham brigado ou não.

— Provavelmente. — concordei.

Seu Chico sorriu, simpático.

— Ajudei?

— Sim, muito. — Jonas anuiu, mas ainda não havia terminado. Faltava nossa pergunta padrão a cada investigação — Só mais uma coisa: sobre esse tal homem que a moça disse ter visto, existe algum rumor que ronda a cidade acerca dele? Ou acham que foi invenção dela?

Pela primeira vez, o solícito homem murchou o olhar e abaixou a cabeça. Sua resposta veio depois de quase um minuto:

— Olha, meninos, não é por nada não, mas nós do interior temos nossas crenças. Alguns comentaram pras autoridades sobre isso, mas eles ignoram essa parte, chamando a gente de caipiras supersticiosos.

— Não somos eles. — eu falei trazendo segurança na voz — Estamos abertos as “crenças”. Acredite.

— Então... Tem a história do homem de cabeça branca que vagueia por essas matas. E a mocinha tinha dito que viu um homem de cabeça branca...

— O que esse homem faz? — Jonas e eu estávamos animados. Ricardo sorria, entusiasmado. Fernanda enfiou a cara na xícara de café e fingiu estar alheia a conversa.

— Não sei muita coisa... é um falatório antigo. Quando era garoto diziam que ele sumia com quem via ele. Sendo sincero, sempre tive medo disso e não ficava pra ouvir o resto da história da boca de quem conhecia detalhes. Sinto muito.

— Quem pode nos fornecer maiores detalhes? — Jonas quis saber.

— Em Munhoz eles são capazes de saberem mais, tem mais relatos pro lado de lá. Por aqui só os mais velhos acreditam, e eles tentam não remexer num assunto sem necessidade.



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