História Relicário de Memórias - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook)
Tags Bts, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Suga
Visualizações 40
Palavras 832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lírica, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia, meus bolinhos! Como vocês estão? Espero que bem. Esse capítulo era pra ter saído na sexta, mas fiquei sem notebook durante o fim de semana e só estou conseguindo postar agora! Apesar de curtinho, espero que gostem e me perdoem qualquer erro! ♥

Capítulo 6 - O som do silêncio


Fanfic / Fanfiction Relicário de Memórias - Capítulo 6 - O som do silêncio

De todos os sons aquele foi o que ecoou durante muito.

            Não se assemelhava ao barulho das ondas do mar nas noites frias e silêncios de calma e paz. Com as buzinas e os sons inebriantes que os automóveis provocavam junto com a fechadura do apartamento 458 não possuía nenhuma semelhança. Não era a casualidade, tampouco a rotina, mas esgotava.

            Não era, talvez, o som inaudível provocado pelos dentes arrastados sobre os lábios inferiores, removendo uma ou duas peles soltas; o som da beleza que o pequeno sinal abaixo dos lábios finos proporcionava ao ato. Não era nada. Nada se assemelhava. Nada se comparava. E por ter tamanha exclusividade perdurou por muito.

            Eram três da tarde quando a porta da sala de estar fechou. O barulho ecoou perdendo volume até atingir o quarto dos fundos, atravessando as poucas frestas que possibilitavam a chegada ao local. Havia chegado a hora e era tão difícil dizer adeus. Não permitiu, não se deu ao luxo de abrir a porta para observar sua chegada discreta, a mão forte segurando a mochila, pronta para vesti-la nas costas. Não ousou dizer olá porque apenas a pronúncia de uma vogal traria o pranto. Era tão difícil dizer adeus.

            Enquanto ouvia os passos, as gavetas sendo abertas pela última vez, suspiros decepcionados entre um gesto e outro, agarrava o travesseiro como se em meio a uma guerra fosse o bem mais preciso que precisava salvar. O zíper abriu e fechou em segundos, os passos cada vez mais próximos foram ouvidos e no milésimo de segundo que durou o piscar de olhos, os ossos da mão chocando-se contra a madeira despertaram o transe em que se encontrava acompanhando os sons da despedida.

            Engoliu o choro e respirou fundo. Perguntava-se por que tinha que passar por aquilo. A maçaneta gelada arrepiou todo o corpo e abriu a porta do quarto dos fundos analisando a figura bem vestida, agora estrangeira, vestindo jeans, camisa branca, mochila e uma mala preta surrada. Por que permitiu se apaixonar pelo efêmero?

            Recolheu os restos fragmentados e o seguiu olhando os pés trilharem os passos para a porta que outrora fora aberta. O táxi já esperava, impaciente, tão rápido que o motorista ao menos deu boa tarde. Contribuiu, apenas, para encurtar a duração daqueles minutos arrancando com o carro e acelerando até onde o limite do bom senso e dos radares de trânsito permitiam. O coração era atropelado a cada sinal vermelho avançado.

            Os murmúrios eram intensos assim como o movimento. Vez ou outra precisava desviar de um corpo ou resto de corpo. Vezes via almas mortas e tinha medo de sair dali da mesma forma. Seguiu-o em todas as etapas prestando atenção em cada minúcia que não fosse os olhos castanhos, as bochechas infladas e o cabelo liso em formato de tigela. Principalmente os olhos castanhos.

            Faltam apenas doze minutos para a partida, o que significava que estava um pouco atrasado. Caminhou até a plataforma como se houvesse mãos no chão impedindo ou apenas dificultando cada passo. Seguiu, como antes, e não havia nada a ser dito. Como se cada segundo fosse um dia de tortura e cada passo um corte profundo da derme.

Eu acho que não volto.

            Quando se virou para ficar frente a frente ousou machucar um pouco mais. Disse, baixo e alto o suficiente. Achar era admitir uma certeza que não queria ser admitida e, pior do que ela mesma, era o pequeno vácuo criado para a caber a possibilidade contrária. Com um gesto na cabeça apenas concordou, ou compreendeu, ou se deu por vencida. Não havia o que fazer de qualquer maneira. Havia implorado pela permanência demasiadamente, tão demasiadamente que o exagero contribuiu para a negação. Era puro desespero.

            Não disse adeus porque o peso da palavra doía e porque Peter Pan havia dito que dizer adeus significava ir embora e ir embora significava esquecer. Era perturbador de tão óbvio mesmo que não fosse dito. O último toque fora um abraço interrompido pelo anúncio de dez minutos restantes. O último gesto foi um olhar intenso, mas fugaz. Um sorriso torto e final que se mostrou de canto e os passos para trás que tentavam ser firmes. Distanciou-se ao poucos, como mais uma tortura, até sumir pela porta de vidro sem ao menos olhar para trás. Achou que voltaria para uma despedida digna e um abraço caloroso, talvez um eu te amo. Mas era tarde e era para sempre.

            Ficou imóvel olhando para a enorme porta de vidro, as pessoas comuns passando por ela sabe-se lá para onde, sabe-se lá voltando de onde. Alguém anunciava algo no som, as rodas das malas arranhavam o chão, as conversas eram incompreensíveis. Não ouvia nada, apenas o som do silêncio: aquele abismo profundo entre o "eu acho que não volto" e o nunca mais; todas as palavras não ditas e todas as insistências externadas em forma de grito, tão silenciosas que não surtiram efeito; a porta de vidro que esperava por um retorno que nunca viria.


Notas Finais


BOLINHOS! Criei um grupo no whatsapp pra gente conversar, vamos lá: https://chat.whatsapp.com/2KomKVVlvzrEfrZm1r8SQZ

Amorecos, comecei a postar uma nova fic! Quem tiver interesse é só dar uma olhadinha:https://www.spiritfanfiction.com/historia/singularity-13852760


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