História Relinquo - Capítulo 1


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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Universo Original, Viktor Nikiforov, Yaoi, Yuri Katsuki, Yuri!! On Ice
Visualizações 59
Palavras 998
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeira fic YOI, tô muito realizada ><
Me avisem se encontrarem erros, no mais, boa leitura! ♥

Capítulo 1 - Capítulo Único


Todos os seus amigos sabiam. A família desconfiava, mas não poderiam afirmar se era verdade ou não. Seu país, seus fãs, esses não. Esses não poderiam saber.

Viktor Nikiforov é gay. Patinador artístico famoso, com legiões de fãs em seu país e mundo. Viktor Nikiforov, é russo, e ser russo implica muitas dificuldades. Uma dessas dificuldades é se assumir para o mundo, as pessoas as vezes não se atentam, mas na Rússia o preconceito para como homossexuais, é enorme. E quem já esteve lá sabe, o quão horrível isso é.

Viktor ama um homem. Esse homem é Yuuri Katsuki. Um japonês baixinho, meigo e adorável. Yuuri Katsuki também ama Viktor, e juntos, eles vivem esse amor escondido.

Quando se confessaram, e começaram a namorar, Yuuri quis contar para os amigos e família, ele não se importava com o que iriam pensar. Já havia se aceitado, e se amava da mesma forma. Por que não dividir essa felicidade com quem lhe era importante? Mas não foi assim.

Viktor pediu para que Yuuri não contasse, nada a ninguém. Yuuri se chateou, mas tentou entender, afinal, Viktor tinha medo. Medo que não o aceitassem, medo que o desprezassem, e Yuuri entendia.

O tempo passou, e os dois permaneceram juntos. A cada dia que passava, se amavam mais. Passaram a viver juntos quando anunciaram a parceria na patinação, Viktor como seu técnico e instrutor, e como desculpa disseram “ficar próximos, facilitará o processo”.

Dentro de seu ninho de amor, eram eles mesmos. Se amavam, se beijavam, se acarinhavam, sempre que possível. Era uma rotina gostosa, que Viktor logo se acostumou. E no início Yuuri também gostou.... Mas as coisas mudam....

Quando estavam com outras pessoas, eram apenas, instrutor e aluno. Mas nem sempre Yuuri conseguia disfarçar seus sentimentos, as vezes o olhava de maneira diferente, e o tocava de forma que apenas um casal faria. Viktor não se importava, mas a mídia sim.

Foi então que começou. O inferno se instaurou quando um paparazzi flagrou os dois abraçados. As fotos foram publicadas em várias revistas de fofoca pela Rússia e mundo, e os fãs foram a loucura. Alguns apoiavam, outros mostravam desprezo.

Sua família o colocou contra a parede, ele negou. Negou que amava Yuuri, e disse ser hétero. Seus patrocinadores disseram que se acontecesse novamente, teriam o contrato rescindido.

Yuuri se afastou por um tempo, até que a poeira abaixasse. Isso o magoava, magoava muito, mas ele entendia. E por amor aguentava, por amor ainda lutava. Mas não se pode lutar por dois, não é?

Alguns dias se passaram, as coisas pareciam estar calmas. Dentro de casa, eles continuavam sendo somente eles. Se adoraram no sofá, com direito a juras de amor por parte de Nikiforov, e beijos molhados cheios de paixão por parte de Katsuki.

Mas tudo que é bom, dura pouco, é o que dizem. Uma foto de Viktor conversando com uma mulher desconhecida viralizou, vários sites e canais de fofocas da TV, já comentavam sobre o suposto affair. E Viktor não negou, isso magoou Katsuki.

Tiveram uma briga séria, onde Yuuri chorou, se derramou e implorou para que Viktor desmentisse tudo aquilo. Viktor continuou dizendo que não podia, pois aquilo foi um pedido dos patrocinadores, e ele não poderia negar, era sua carreira que estava em jogo.

Um silêncio reinou no recinto. Yuuri foi até o quarto e se trancou, Viktor bateu na porta, e pediu para que ele abrisse. Meia hora se passou e nada do japonês sair, o russo já se preocupava com o silêncio por parte do amado.

A porta foi destrancada, e um Yuuri de olhos inchados e vermelhos saiu. Com malas cheias de roupas, e arrumado para sair. Viktor estancou no lugar, era como se sua vida parasse, naquele momento, era como se estivesse perdendo tudo.

“Não posso continuar vivendo assim, Viktor”, Yuuri dizia com tristeza, a postura curvada e os lábios sendo mordidos, mostravam que ele estava tentando ser forte.

“Yuuri, por favor”, o russo pediu já se desesperando. Foi em sua direção e segurou suas mãos “as coisas vão mudar, eu prometo”, e mais uma promessa de mudança era feita.

“Não, elas não vão”, Katsuki respondeu, e era como se ele carregasse o peso do mundo nos ombros, “você nunca vai assumir nosso amor para o mundo, e eu vou continuar a ser apenas seu aluno, as coisas não vão mudar”.

Viktor sabia, sabia que ele estava certo. E isso doía. Doía, porque sabia que tinha medo de mudar, sua carreira sempre foi seu sonho, não sabia se estava pronto para perde-lo agora. Ele sabia, sabia que precisava fazer algo, mas não se sentia pronto.

“Eu sempre luto por nosso amor, Viktor. Sempre tolero, tolero por amor a você. Relevo porque entendo como deve ser difícil para você. Mas não dá mais. Isso está me machucando, Viktor”. Yuuri lhe lançou um olhar magoado e suplicante, “Por favor, lute por nós, só dessa vez”, ele tentou uma última vez, sim, ele tentou.

“Eu...”, Viktor não conseguiu, não olhando para aqueles olhos. Ele sabia, sabia que não cumpriria aquilo que estava prestes a dizer. Mas não suportava a ideia de perder tudo, não suportava a ideia de ficar sem Yuuri, mas não tinha coragem. “Eu... por favor...”, as palavras foram soltas, para tristeza de Katsuki.

“Eu amo você, Viktor.” Yuuri lhe deu um leve beijo nos lábios e virou de costas, não aguentaria se manter firme se o olhasse agora “Eu te amo tanto que me sinto esmagado. Amo você, todo”. O japonês sentiu o coração rachando à medida que se afastava do homem que amava, e se aproximava da porta, “Eu amo você, mas amo mais a mim, e se eu continuar aqui, assim, não sobrará nada de mim, nem mesmo para amar você”. E quando não ouviu resposta, ele partiu.

Viktor ficou.

Olhando para a porta.

Com sentimentos sufocados, palavras que não foram ditas, um coração que batia descompassado e dolorido.

Viktor, o deixou partir.

Yuuri se foi.

E Viktor, ficou.

 



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