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História Relíquias, Interativa. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Antes de tudo, ⚠️ vamos dar atenção para alguns avisos! ⚠️

➤ A FANFIC vai focar bastante no conceito de PRECONCEITO no mundo bruxo, e no decorrer, os personagens vão crescendo em meio a isso. — Isso é um ponto bem importante. O crescimento dos personagens.

➤ Outro ponto: Alguns feitiços e fatos da escola não vão ser semelhantes com os livros/filmes. Eu vou criar alguns também.

Personagens aceitos: Alfie Crabbe, Maylea Lencastre e Venus Slughorn. — Muito obrigada, Sonserinos!

Capítulo 1 - Capítulo I - I


Fanfic / Fanfiction Relíquias, Interativa. - Capítulo 1 - Capítulo I - I

Capítulo I - I

Chegada em Raimon, parte - 01

Mansão Corvinal, 19XX

Vêrona desembaraçava seus fios castanhos enquanto prestigiava seu reflexo no espelho de sua penteadeira. Estava quase pronta para ir a estação, onde seu trem partiria daqui uns quarenta minutos rumo a escola de bruxos mais prestigiada da Europa. —  Sim, ela é uma bruxa, assim como toda sua família, os Murphy Montgomery. — Finalizou seu cabelo, manuseando sua franja para trás de suas orelhas. E logo pegou a gravata azul listrada em branco que estava ao seu lado. Sorriu ao segura-lá, se relembrando de quanto foi selecionada para fazer parte da casa Corninal. A casa qual, toda a sua família foi elegida. Não há um Montgomery que não seja da Corvinal. Era uma regra, uma tradição, e isso nunca foi contrariado. 

O chapéu seletor sabe mesmo das coisas.

— Rô? — Ouviu sua mãe lhe chamar. Olhou para a porta aberta de seu quarto, e lá estava ela. — Já está pronta?

— Já sim, só falta a gravata. — Ela disse enquanto fazia um perfeito nó no tecido. — Armin e Alexy já devem estar me esperando. — Completou ao dar uma última verificada no espelho para ver se estava tudo em ordem.

— Os Ramirez? De Grifinória? Verôna, você sabe perfeitamente que...

— Pelos meus feitiços, mãe! — Vêrona a interrompeu e se levantou, impaciente. — Eles são só meus amigos. E outra coisa, Nathaniel estará na próxima estação me esperando. Enviei uma carta para ele mês passado, pedindo para que ele se junte à mim no vagão. E ele aceitou. — Deu de ombros.

Margo suspirou aliviada, transparecendo um sorriso em seguida. 

Posteriormente, seguiram até o andar de baixo da mansão, onde toda a família Montgomery estava reunida para se despedirem de Vêrona. Ainda na escada, a menina tinha a perfeita visão do grande comodo. Avistou seus primos correndo e brincando, sua avó na cadeira de rodas papeando com seus tios e tias, alguns estavam sentados no largo sofá redondo de cor azul-cobalto. E outros estavam em pé degustando aperitivos e bebidas. — Desciam até então em silêncio, até sua mãe questionar:

— Nathaniel Abernathy? O qual a irmã está na casa Sonserina?

— A própria! Acredita que o seu primeiro dia, o chapéu seletor mal encostou em sua cabeça? Foi tão rápido, que até nós assustou. — Ela bufou. — Mas o irmão é de Corvinal com todas as certezas.

— Eu espero que esteja certa quanto a isso. — A maior diz séria, a encarando. — Não aceitamos ninguém de outras casas, muito menos de Sonserina. Séria um escândalo para todos nós... 

Elas eram tradicionais. Famílias tradicionais eram em particularmente as mais preconceituosas do mundo bruxo. Nasceram e cresceram em uma época onde não existiam trouxasNão bruxos. — em Raimon, e quanto as casas eram rigorosamente separadas, sem contato uma com as outras. Nem mesmo nas aulas. E saber que as coisas mudaram os deixavam em choque e em revolta. Criando assim uma boa parte da nova geração preconceituosas em diversos aspectos. Foram os próprios que inventaram Sangue-Puro, e Sangue-Ruim. Um dos piores insultos de toda história. Mas diziam e repetiam como se não fossem nada.

— Que orgulho da minha neta! — Sua avô, dizia enquanto girava com esforço suas as duas rodas de sua cadeira, rodando até em direção de Vêrona. — Mais um ano para uma Corvina.

Ela sorriu agradecida, e entrelaçou suas mãos nas de sua neta. Que concebeu um sorriso alegre em seus lábios rosados. 

— Temos um presente muito especial para você, antes de partir. — Pronunciou um de seus tios. Que segurava uma caixa de pequeno porte, decorada em um lindo papel de presente dourado, com detalhes notáveis e atraentes.

Vêrona sorriu ao notar o presente nas mãos de seu tio, caminhou rapidamente até sua direção. Produzindo estalos no piso, por conta de seus sapatos com saltos. Agradeceu, e pegou o presente. Contemplou a linda embalagem de todos os ângulos e logo comentou:

— Deixe-me adivinhar. Uma recompensa por ter conquistado a maior quantidade de pontos da minha casa, no ano passado? — Disse esnobe.

— Errado, isso é mais que uma obrigação. — Proferiu sua mãe em um tom rígido, com semblante sério, se sentando no sofá com seus braços cruzados. — Isso é para mais um ano em Raimon. Uma varinha feita de penas de um Corvus Caurinus, criada no Noroeste. Funciona somente com alunos da Corvinal.

Ela explicava, ao mesmo tempo que Vêrona desembrulhava cuidadosamente para não estragar a embalagem. Abriu a caixa tomou a varinha em sua mão.

 — Experimenta prima! — Pediu seu primo mais novo, após parar de imediato sua brincadeira, e ligar-se ao presente de sua prima. 

Vêrona sorriu e concordou com sua cabeça. Balançou sua varinha em um movimento circular e apontou para uma pequena estatua de madeira, que estava sobre a mesinha de centro da sala. E assim, disse:

Wingardium Leviosa.

Assim dito, a estatua levitou em poucos centímetros da mesa. Os olhos do pequeno brilhavam, e os dos adultos eram revirados, esnobando o quão simples era o feitiço da menina. E de fato era. Um dos primeiros que se aprende nos primeiros dias de aula. Se repreendeu mentalmente por ter pensado e feito um feitiço tão simples como esse. E disse então, as primeiras coias que vinham em sua mente, para tentar escapar ilesa daquela situação. 

— Esse será o primeiro feitiço que vocês vão aprender quando entrarem em Raimon. — Disse ela — Então, pratiquem desde já. 

[...]

Já se passaram minutos, Vêrona já se encontrava na estação de trem, empurrando seu grande carrinho que facilitava o descolamento de suas duas grandes bagagens.  Caminhava apressadamente até o ultimo pilar da plataforma. Onde somente bruxos sabiam que era um passagem para a plataforma 94/3, no qual um trem para Raimon estava prestes a sair. — Quanto a garota chegou, pode notar um garoto de cabelos negros e olhos cinza com as mesmas vestes que ela. Ele era bem alto, chutaria uns 1,80 e pela idade, uns 18 anos. Ele também não usava gravata de nenhuma casa da escola. Pelo visto era aluno novo e estava perdido, segurava a barra de seu carrinho com força, estressado.  Vêrona empurrou seu carrinho até a direção do maior. Amaldiçoando mentalmente a carta da escola por não especificar onde fica a plataforma do trem.

— Ei menino. — Ela chamou. — Está indo para Raimon, não?

Ele olhou para a menia, franzindo o cenho em dúvida, e logo respondeu: 

— Pois é, difícil é achar a bendita plataforma. — Ele disse impaciente. — É bruxa também?

— Exatamente. Vêrona Murphy Montgomery, muito prazer. E você seria? — Estendeu sua mão, e em átimo ele a cumprimentou. Era um aperto forte, um tanto bruto. Aquilo fez com que a mão da menina ficasse dolorida. Mas tentou disfarçar.

— Sou Castiel Collins. — Disse, constituindo um sorriso nasal de Vêrona.

— Collins? Você é primo ou algo do tipo do monitor de Lufa-Lufa? Qual era o nome dele mesmo? — Ela pensava em instantes. — Ah! Lysandre Collins.

Castiel riu, e cruzou seus braços.

— Somos primos, recebi minha carta semana passada.

Vêrona estranhou.

Isto nunca tinha acontecido em nenhuma escola de bruxos em toda história. Era um fato, se dois jovens da mesma família fossem bruxos, ambo iriam juntos para a escola. Não teria uma grande pausa como essa. É contra as regras, e para ela, isso não iria passar.  

— Isso é estranho, você sabe né? Vocês são parentes e tem a mesma idade, por que ele receberia a carta primeiro... — Ela falou para sí, fazendo com que Castiel bufa-se. — Hm, Ok! — Saiu de seus pensamentos e focou no rapaz. — Está vendo aquele pilar? Só temos que correr e atravessa-lo, assim vamos chegar na plataforma 94/3.

Castiel franziu o cenho novamente, como se afirmasse “Você é maluca.”

— Esses novatos... — Sussurrou, pegando seu carrinho novamente e o empurrando contra o pilar. Castiel iria protestar no mesmo instante em que a menina se chocaria na parede, no entanto apenas arregalou os olhos quanto viu ela desaparecer.

— Onde eu fui me meter?! — Suspirou, ainda incrédulo.

Bateu contra a barra do carrinho e a segurou com firmeza. O moreno se posicionou em frente do pilar e correu em sua direção sem mesmo hesitar. Fechou seus olhos assim que cruzou a parede, e só ousou em abrir quando escutou a voz de Vêrona.

— De nada. — Ela riu convencida  — Pode deixar o carrinho aqui mesmo. Quando for selecionado para uma casa, seus pertences vão para seu quarto.

— Pratico e fácil, gosto disso. — Disse iniciando uma caminhada até a entrada do trem, acompanhado de Vêrona, que balançava sua varinha de um lado para o outro impaciente, olhando para todos os lados procurando por algo. — Tá procurando o quê?

— Meus amigos. Eles deveriam estar por aqui.  — Ela disse, logo bufando. — São gêmeos,  e... Um tem um cabelo chamativo azul.  — Explicou.

— E por acaso. — Ele parou de andar de repente, fazendo a menina franzir o cenho por sua atitude, parando também ao seu lado. — Seriam aqueles dois?

Castiel apontou para dois garotos, Armim e Alexy, os gêmeos idênticos de olhos diferentes. Que discutiam com outro garoto moreno de poucos centímetros menor que os gêmeos. Ele tinha um sorriso ladino formando em seus lábios, enquanto Armim mordia os próprios de tanta raiva enquanto seu irmão apenas suspirava, cruzando os braços. — Atrás dos três, tinham duas meninas. Uma ria divertida com a situação, e outra apenas olhava impaciente. Ambas tinham gravatas verdes com listas brancas, iguais ao do garoto. Era da casa Sonserina.

Vêrona seguiu em direção dos cinco, sendo seguida por Castiel.

— É sério mesmo? Nem começamos o ano direito, e você já está enchendo saco do Armim, Alfie? — Ela cruzou os braços e se posicionou ao lado do amigo.

— Bom dia pra você também, RôRô! — Ele riu. — Sabia que é muito feio se meter nos assuntos dos outros?

— A partir do momento que você implica com um membro de Grifinória, Crabbe, está implicando com a casa inteira. — Comentou Alexy, fazendo Alfie bufar e revirar os olhos.

— Seu comentário está errado, Alexy. Ela não é de Grifinória. — Disse irônico 

— Que seja! Só deixe o menino em paz. —  Exclamou Vêrona. 

— Aí gente! Não se esqueçam que temos o ano inteiro pra encher o saco um do outro. — A menina de mechas vermelhas, Maylea, se pronunciou, já irritada com toda aquela discussão. Seguiu em direção à entrada sendo seguida por Alfie, que não deixou de cutucar Armim enquanto saia. Os gêmeos também decidiram entrar com a companhia de castiel, deixando apenas as duas meninas do lado de fora.

Posteriormente, a garota dos cabelos morenos, Venus se aproximou. Tirando um livro pequeno de sua capa preta. E o estregando para Vêrona. 

— Obrigada por me emprestar. As férias definitivamente ficam mais divertidas com livros proibidos. — Ele deixou um leve sorriso se formar.

— Eu sei disso muito bem. —  Riu, mas logo deu um longo suspiro. —  Ainda não entendo o por que você sai com essa gente, Venus. 

— Essa gente, são os meus amigos. — Riu irônica. — Se você os conhecesse bem, não teria tanto preconceito Rô. — Cruzou os braços.

— Preconceito? Eu? — Ela questionou. — Não! Eu converso com você, não tem como eu ser preconceituosa. 

— Amiga, isso não jus... —  Foi interrompida pelo sonoro apito do trem, que anunciava que já estava prestes a partir. — Vamos, antes que falte lugares.

Continua 

 

 


Notas Finais


→ Olá pessoinhas! Bem-vindos a primeira parte do primeiro capítulo para vocês! Então, ficaram satisfeitos? Errei em algo? A aparição foi curta, mas isso vai mudar no próximo. — Podem falar, que eu vou corrigir. Revisei apenas uma vez, então me desculpem qualquer erro.

Agora vamos aos rumos!

→ Venus: Você está sentada com Vêrona, uma amiga, o que você vai falar para ela? E o que pensa? E as alunas já vão começar,
→ Alfie: Armim acaba entrando em sua cabine por ser das poucas com lugares. O que você faz/diz para ele?
→ Maylea: Daqui a pouco Ambre vai entrar no trem! E um de seus feitiços acaba acertando Priya, que estava ao lado da loira. Como você irá reagir?
→ TODOS: As alunas estão começando, e o time de quadribol desse ano está sendo formado. Vão querer participar? Se sim, em qual posição?

[PlataformaDaFanfic]: https://docs.google.com/document/d/1xrxnW4ASFCspg5__HFsFnsNvc0WC6kkwRT1rqYO8paE/edit?usp=drivesdk

contém ficha, regras e personagens.


Então é isso, até a próxima.


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