História Relove Purpose (Wayhaught) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Wynonna Earp
Personagens Bobo Del Rey, Constance Clootie, Doc Holliday, Gus, Marshal Xavier Dolls, Nicole Haught, Waverly Earp, Wynonna Earp, Xerife Neadley
Tags Wayhaught, Wynonna Earp
Visualizações 104
Palavras 2.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal,

Afinal consegui escrever o capítulo mais rápido do que pensava =P
Espero que gostem ;)

P.S: A partir deste capítulo vou começar também a publicar, à parte, poemas e textos que escrevi há uns anos. Não tem nada a ver com a fic, apenas vou publicar um sempre que publicar um capítulo. =)
Caso estejam interessados, dêem uma olhada =D

Obrigada a todos pelo apoio <3

Capítulo 8 - Colapso


No hospital...

                - Tem calma, não te mexas, podes ter partido alguma costela. – diz rosita, tocando levemente no ombro de Tucker que se contorce na maca ao retirem-no da ambulância.

                Ela segue-o a ser guiado pelos enfermeiros que falam entre si, pedindo para chamarem um médico. Apesar de nunca ter gostado de Tucker, Rosita tinha-se tornado amiga de Waverly na altura em que trabalhavam juntas no Shorty’s. A amizade sempre fora forte e mesmo quando Rosita recebera a irresistível proposta para trabalhar na grande SdR, Waverly sempre a apoiara. A amizade durava há cerca de quase 6 anos.

Rosita detestara Tucker desde que o conhecera. Controlador, esquisito, até um pouco arrogante. Durante os 6 anos nunca entendera o que a amiga vira nele para aceitar o pedido de casamento, mas jamais deixaria alguém a sofrer depois de uma sova daquelas, mesmo que essa pessoa fosse Tucker.

Observou-o contorcer-se novamente na maca, gemendo de dores. Onde estaria Waverly? Não tivera noticias dela desde que ela fora para o Hospital com a Agente Haught, apesar de ter ligado vezes sem conta. E porque teria ela insistido em levar Waverly no seu carro em vez de ir numa ambulância?

Deparam-se no meio do corredor quando chega uma médica e Rosita desperta de todos os seus pensamentos:

- O que se passou? – pergunta Shae.

Os enfermeiros explicam a situação e ela faz sinal para o levarem para uma sala. Os enfermeiros assim o fazem. Shae repara em Rosita, com sangue nas mãos e aparentemente um ar preocupado.

- É familiar? – pergunta-lhe.

- N-não. Sou amiga... da noiva dele. – diz Rosita, procurando mostrar-se minimamente preocupada com o rapaz que sempre detestara.

- Certo.  Vou vê-lo e já lhe digo algo. – afirma a médica e Rosita assente, levando Shae a acrescentar – Se calhar é melhor ligar à sua amiga.

A médica dirige-se para a sala onde os enfermeiros entraram com Tucker, mas Rosita agarra-lhe no braço, impedindo-a de avançar:

- Por favor. – pede ela em tom de desespero – Se ele disser alguma coisa sobre a Waverly, peço por tudo que me avise.

- W-Waverly?! – a médica fica surpresa e evita transparecer que reconhece o nome.

- Sim. É a minha amiga. – responde Rosita – Não tenho notícias dela há 2 dias e hoje fui a casa deles e o Tucker estava assim. – ela omitiu o envolvimento do seu antigo patrão, sabia do que ele era capaz.

                Shae assente e dirige-se para a sala.

 

***

 

No apartamento de Nicole...

                Desperto na minha cama e reparo que já não há luz do dia. Eu e Waverly passamos o resto do dia na cama. Ela precisava de descansar e eu precisava dela aqui comigo, de a ter nos meus braços, de adormecer com ela.

                Olho para o meu lado, Waverly ainda dorme. Aproximo-me para observá-la a dormir. Sorrio ao ver como ela continua a parecer um anjo até a dormir. Passo a mão numa madeixa do seu cabelo, procurando ver melhor o seu rosto. Dou-lhe um leve beijo na bochecha e ela mexe-se um pouco, fazendo um sorriso leve.

                Levanto-me e dirijo-me à cozinha, bocejando. Quero fazer-lhe o jantar e levá-lo à cama. Conhecendo a minha Wave, ela deve acordar cheia de fome, como sempre.

 

Flashback On: 8 anos atrás...

                - O que achas que vai ser o almoço hoje? – pergunta quando ambas nos vestem no nosso quarto da SAFE para ir almoçar.

                - Hmm, não sei. – diz Waverly radiante -  Mas espero que seja sopa agridoce.

                Faço uma expressão confusa e levanto a sobrancelha:

                - Pensei que tua comida preferida era lasanha.

                - Não. – diz, fazendo uma careta – Costumo dizer que sim porque... – faz uma expressão tímida - ... a minha comida preferida é sopa agridoce com um monte de manteiga de amendoim.

                Solto uma enorme gargalhada e faz-me outra careta.

                - E deixam-te colocar um monte de manteiga de amendoim na sopa? – pergunto, tentado recuperar do riso.

                Ela sorri-me, levanta-se em direção à sua secretária. Abre uma gaveta, retira um pequeno frasco com manteiga de amendoim e mostra-me, com o seu ar vitorioso o que me faz soltar um riso. De seguida, coloca o frasco no bolso do casaco e afirma:

                - Nunca duvides do poder de uma Earp, Miss Haught. – diz-me no seu tom sexy que me deixa fora de mim.

                Sorrio e levanto-me, encaminhando-me para ela. Coloco as mãos na sua cintura e aproximo-me sussurrando:

                - Longe de mim duvidar, Miss Earp.

                O seu olhar desce para os meus lábios, sinto as suas mãos na minha nuca e ela puxa-me para ela, eliminando a distancia que havia entre os nossos lábios e envolvendo-me num beijo intenso.

 

Flashback Off: atualidade...

                Dou por mim a sorrir ao me lembrar de um dos bons momentos que passamos na SAFE, quando descobri o segredo da Wave em relação à sua comida preferida. Ela sempre dizia que era lasanha porque as pessoas sempre faziam uma careta quando ela dizia gostar de sopa agridoce com manteiga de amendoim. E nem faziam ideia que realmente era um monte gigante de manteiga de amendoim.

                Solto um riso ao recordar a sua expressão de felicidade cada vez que despejava o seu pequeno frasco de manteiga de amendoim na sopa agridoce, sempre cautelosa para que ninguém visse, não podia ser apanhada.

                Abro um dos armários e vejo um frasco de manteiga de amendoim. Mordo o lábio ao me lembrar que a poucos metros existe um restaurante que faz uma ótima sopa agridoce e que têm take away. Dirijo-me à sala, pego uma caneta e papel, deixo um bilhete a Waverly a avisar que fui buscar jantar e saio de casa.

               

***

 

Em casa de Robert...

                Robert está furioso. Agarra num copo e atira à parede. Leva as mãos à cabeça, bufando de raiva. Respira fundo e vai buscar outro copo, desta vez enchendo-o com Whisky e dando um grande gole. Pega no seu telefone e faz uma chamada:

                - Boss?! – ouve-se do outro lado da linha.

                - Dolls. – diz Robert num tom cínico – Preciso de um serviço seu.

                - Diga-me o que precisa.

                - Preciso que vás a casa da minha sobrinha... – dá outro gole na bebida - ... e, sem ela notar, tires de lá a amiga dela.

                - D-desculpe?! – Dolls fica confuso e pergunta, a medo – O que é suposto eu fazer com a rapariga?

                - Sabe muito bem a resposta a essa questão. – diz Robert, sorrindo – Desta vez, é bom que não falhe! – termina, desligando a chamada e bebendo o resto da bebida de uma só vez.

 

***

 

No Hospital...

                Tucker acorda numa cama de hospital. Olha em volta e tenta livrar-se do fio que está ligado à sua veia, mas a médica entra nesse momento:

                - O que está a fazer?! – grita ela, apressando-se para o impedir.

                - Eu tenho de ir embora! – diz ele em tom arrogante – Já não tenho dores e tenho problemas a resolver.

                - É que nem pense! – diz Shae firmemente – Teve uma sorte não ter partido nenhuma costela. Está a recuperar bem, mas convém passar esta noite no hospital por precaução e para termos a certeza que fica bem.

                Ele assente e volta a deitar-se. Suspira e diz:

                - Estou cheio de fome. Seria possível comer alguma coisa.

                - Claro que sim. – sorri levemente – Vou pedir à enfermeira que lhe traga o jantar. – diz e sai da sala.

                Tucker espera um pouco e logo depois arranca o fio contendo o grito de dor. Veste rapidamente a sua roupa que está no armário e sai da sala, evitando ser visto. Sabia onde ir assim que conseguisse sair do hospital.

-

-

                - Agent Haught. – atende Nicole.

                - Nicole! – diz Shae, em tom aflito – O noivo da Waverly está aqui no hospital.

                - O-o quê? A fazer o quê?

                - Ele chegou numa ambulância... acho que levou uma sova. – afirma Shae, suspirando.

                - De quem? – pergunta Nicole.

                Antes de ter tempo de responder, Shae avista Rosita a dirigir-se a si a passo apressado e com ar preocupado:

                - Onde está o Tucker? – pergunta ela assim que chega perto da médica.

                Nicole para e ouve a conversa do outro lado da linha:

                - Ainda há pouco estive no quarto e ele estava lá. – afirma Shae, franzindo o sobrolho.

                - Eu vim de lá agora mesmo e o quarto estava vazio. – diz Rosita.

                Shae morde o lábio e suspira, tendo noção que Nicole está a ouvir tudo:

                - Nic... – começa a dizer, mas a ruiva interrompe-a.

                - Eu tenho de ir para casa! – diz Nicole rapidamente, desligando a chamada.

 

***

 

No apartamento de Nicole...

                Waverly acorda e espreguiça-se, sorrindo. Olha para o seu lado e vê Nicole a dormir. Sorri e aproxima-se dela. Ela é linda, até a dormir. Como é possível uma pessoa ser ter tanta inteligência e beleza em simultâneo. Tucker era inteligente, mas a sua beleza era incomparável à de Nicole.

                Waverly sorri a observá-la. Mas o seu sorriso desaparece, dando lugar a uma expressão de pânico e terror quando repara no imenso sangue à volta de Nicole. Controla o grito de desespero, tocando na amada à procura de pulsação.

                E sente-se a cair de um precipício quando se apercebe que Nicole está sem pulsação e nem respira. As lágrimas caem-lhe de repente, assim como se solta o grito que antes conteve. Agarra-se ao corpo da amada, tentado que ela reaja, mas sem sucesso.

                As suas mãos contêm sangue de Nicole. Soluça por entre lágrimas, ainda chamando por Nicole. Apercebe-se que está a ser observada por alguém e olha para a porta rapidamente. Vê um homem alto e com ar furioso. Tem cabelo apenas na parte de cima da cabeça e a sua barba é grande. A escuridão da noite torna a sua figura assustadora e Waverly sente um enorme aperto no coração.

-

-

                - Nicole! – grita, despertando de um salto na cama.

                Tenta recuperar o fôlego, entendendo que foi apenas um pesadelo. Olha à sua volta e repara que não há quaisquer sinais de sangue, mas entende que também não há sinal da Nicole e isso assusta-a.

                Sente as lágrimas escorrerem-lhe pela cara e respira fundo. Levanta-se calmamente, apesar de ainda se sentir em choque. Desce as escadas na direção da sala e assusta-se ao ver Calamity.

                Dirige-se à cozinha onde encontra um bilhete da amada:

                “Fui à rua buscar jantar para nós, não demoro! ��  Bjs, Haught”

                Waverly sorri, mordendo o lábio. Nicole era uma mulher fantástica e perfeita. Não entendia como uma mulher como Nicole ainda estava solteira. Provavelmente seria muito exigente com a pessoa que quer a seu lado.

                Presa nos seus pensamentos, serve-se de um copo de água, não conseguindo conter o seu sorriso de felicidade. Tinha acordado com fome e com vontade de comer sopa agridoce com muita manteiga de amendoim, a sua comida preferida. Mas de certeza que esse não seria o jantar. O que traria Nicole para jantarem?

                Bebe um pouco da água e dá um salto ao ouvir a campainha tocar. Não sabia ao certo há quanto tempo Nicole tinha saído, mas provavelmente seria ela que teria se esquecido das chaves. Pousa o copo e dirige-se à porta, radiante.

                Convencida que é a sua amada, abre a porta e logo se dirige de novo à cozinha sem sequer reparar que não fora Nicole que tocara:

                - Ainda bem que chegaste, estou cheia de fo... – fica parada ao ver a fotografia de Nicole com o homem que entrou no seu pesadelo e engole em seco.

                Sente alguém a agarrar e taparem-lhe a boca com algo. Sente uma tontura, começa a perder as forças no corpo, deixando-o cair nos braços de alguém que não conseguia ver quem era. Tenta falar, mas não tem força. A sua visão começa a falhar e sente-se a apagar.

 

***

Em casa de Tucker...

- Onde aprendeste a abrir fechaduras? – pergunta Mercedes

- Maninha, qualquer pessoa consegue fazê-lo. – diz, olhando para a irmã – Qualquer pessoa, exceto tu! – solta um riso.

- Tucker! – chama Mercedes, percorrendo a casa – Tucker?

- Ele não est... – começa Beth, mas depara-se com algo no chão – Mercedes, isto é sangue!

A irmã mais velha corre na sua direção, já aflita. Observa a mancha vermelha no chão:

- Achas que é sangue do Tucker?

- Não sei, mas vou chamar a polícia. – afirma Beth.

 

***

 

No apartamento de Nicole...

Chego a casa e reparo que a porta está aberta. Sinto um aperto no coração. Da parede ao lado da porta de entrada retiro uma das minhas pistolas. Sempre sou muito cautelosa em esconde-las pela casa.

Pego na pistola e entro em casa calmamente e em silêncio. Pouso a comida na bancada da cozinha, dirijo-me à sala. Vejo Calamity miar assustada. Passo a mão no seu pelo macio para a acalmar e logo dirijo-me às escadas. Procuro cada canto da casa e não encontro sinal de Waverly.

Volto à cozinha e vejo um copo com água na bancada, ao lado do bilhete que deixei a Waverly. Sinto-me assustada e a entrar em pânico. Terá ela sido raptada? Ou seimplesmente saiu? Afinal, ela não se lembra de mim nem da nossa relação. E depois do que aconteceu hoje, talvez se tenha assustado. Levo as mãos à cabeça, sentindo lágrimas escorrerem.

Oiço baterem à porta e aponto com a arma na direção da mesma:

- Calma Nicole! Sou só eu. – diz Shae, entrando de seguida.

Baixo a arma, ela corre na minha direção e abraça-me, vendo que estou a chorar. O seu abraço não me reconforta. Apenas quero encontrar Waverly e saber se ela está bem. Deixo escorrer um pouco as lágrimas e respiro fundo, fechando os olhos e apertando as mãos em punho sentindo-me revoltada.

Afasto-me dos braços de Shae, suspirando pesadamente. Esboço um sorriso fraco, pego na minha arma e dirijo-me à porta. Ela sabe o que aquele sorriso e olhar significam, Shae conhece-me desde infância.

Saio de casa e dirijo-me ao carro. Shae segue-me assustada:

- Onde vais? – pergunta apavorada.

Mas eu ignoro-a, entro no carro e arranco.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ^^

Partilhem as vossas opiniões, criticas... contem-me tudo! =P


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