História Remake in Tokyo - Capítulo 1


Escrita por: e Ggukiechu

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin)
Tags Busanboysweek, Disband, Gcf, Ggukiechu, Jikook, Jikookday, Jimin!bottom, Jungkook!top, Kookmin, Tokyo
Visualizações 486
Palavras 5.810
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!
Fanfic baseada na lua de mel de JiKook em Tokyo para comemorar os dois anos do G.C.F dessa viagem maravilhosa. <3

Boa leitura.

Capítulo 1 - Tokyo Again


Fanfic / Fanfiction Remake in Tokyo - Capítulo 1 - Tokyo Again

É final de outubro e, de repente, me pego pensando em algo que havia marcado de certa forma um momento muito especial para mim e Jimin. Mais de quinze anos se passou desde que publiquei meu primeiro vídeo, que intitulei como "G.C.F", o pioneiro no que acabou por se tornar uma série de vídeos que fiz de momentos que passei não somente com o Park, mas com todos os outros integrantes do grupo. E, agora, ao assistí-los, tenho um enorme sentimento de nostalgia e o desejo de poder voltar para aqueles dias, que foram nossos momentos de outro, mas que, ao mesmo tempo, é substituído pela gratidão que sinto por ter experimentado tudo aquilo e tido a oportunidade de viver cada um daqueles momentos que ficarão para sempre guardados em mim. Momentos que me fizeram evoluir, encontrar minha essência e me superar, fazendo com que eu me tornasse quem sou hoje. Fui alguém que entrou neste mundo de fama e prestígio muito cedo e era imaturo demais para saber lidar com tudo aquilo no início, muitas vezes, agindo da forma errada e não me importando muito com os outros, porém que, com a ajuda de todos os hyungs, consegui enxergar meus erros e redimir minhas falhas, me tornando um homem que sabe compreender e aprender com os obstáculos, evoluindo com o passar do tempo. 

Acabei percebendo que, para se conquistar o auge, é necessário obter e ser o suporte de alguém, e foi exatamente o que eu e os outros membros do BTS sempre fizemos durante toda a nossa carreira: apoiamos uns aos outros e nos tornamos uma família. Vivemos juntos dias tempestuosos e difíceis até conquistarmos nosso sonho. Compartilhamos momentos de extrema alegria e realização; e momentos em que compartilhamos lágrimas, as quais, aos vê-las sendo derramadas por eles, parecia multiplicar a dor que eu sentia. Contudo, felizmente, sempre soubemos superar os obstáculos como uma equipe e nos reerguermos, nos reinventarmos. Conhecemos vários lugares e aprendemos muitas coisas, compartilhamos sorrisos e experiências, além de o sentimento de amor que dividíamos uns pelos outros, como os irmãos que o destino nos fez ser. 

Vivemos momentos intensos e profundamente marcantes em nosso auge. Memórias que até hoje gostamos de relembrar quando nos reencontramos, pois nunca deixamos de estar unidos como família e melhores amigos, nem mesmo no fatídico dia em que decidimos sobre o disband do grupo. Fora uma decisão dolorosa, no entanto, sempre soubemos que aquele dia chegaria. É algo inevitável na carreira de um grupo, afinal, tudo um dia acaba, assim mesmo como nossas vidas, sendo os seres mortais que somos. Entretanto, o importante é saber aproveitar ao máximo e aprender com as experiências, guardar as memórias e levar o que passamos e quem amamos para sempre conosco. E foi exatamente isso o que fazemos, levando conosco tudo o que vivemos desde os dias de trainee, debut, nossos momentos no auge e o final de nossa carreira; assim como levamos os ARMYs, os quais seremos sempre gratos por terem nos proporcionado todas essas experiências e por terem sido nosso apoio e incentivo. Os levaremos sempre em nossas memórias e em nossos corações e, no meu caso, também em minha mão direita, na tatuagem que até hoje carrego, dedicada a eles, aos membros e ao dia em que tudo de fato começou, não me permitindo esquecer de todos aos quais ela remete e dos quais jamais me esqueceria.

Além dos fatos relacionados à nossa carreira, também permanecem em minha mente cada memória que passei com aquele que, durante todos aqueles os anos, fora quem esteve ainda mais junto a mim, aquele que conheci como um membro do grupo e que se tornou meu hyung, amigo, companheiro e que acabou me ensinando o que é o amor e a amar de verdade. Park Jimin. Aquele que sempre causou uma confusão em mim, principalmente quando eu não conhecia realmente nem a mim mesmo e que me ensinou umas das coisas mais importantes de tudo o que aprendi, que foi a compartilhar esse sentimento tão puro, bonito e intenso que, até hoje, possuímos um pelo outro e pelo qual superamos todos os obstáculos que enfrentamos por ainda ser algo mal visto pela sociedade. Mas que, agora, por não ser algo que possa afetar o grupo, não nos obrigamos a esconder. 

De tudo o que aconteceu após o nosso disband, o fato de podermos ser nós mesmos sem nos importarmos tanto com as consequências do que nossas ações podem causar e da influência negativa que poderiam ocasionar, é o mais libertador. Agora Jimin e eu podemos ser felizes juntos sem nos importarmos com a carreira que tínhamos ou em sofrermos preconceitos de nossos próprios fãs, mesmo que sempre acreditamos que quem nos ama de verdade, iria nos entender e apoiar. Vivendo em uma sociedade como a nossa, ainda precisamos ser discretos, mas a pressão é bem menor e essa liberdade é reconfortante.

Agora o Park e eu moramos juntos no apartamento que comprei em Seul, aos meus vinte e dois anos, e que, desde aquela época, eu já possuía esse objetivo: poder ser ainda mais independente e estabilizado, usufruindo de minha liberdade para poder viver ao lado daquele que amo. Este apartamento sempre havia sido pensado para Jimin também, não é à toa que o adquiri no aniversário do mesmo em 2017. Durante esses anos, conseguimos muitas coisas e, graças ao nosso trabalho, temos tudo o que precisamos. 

Eu ainda trabalho com música, produzo, componho e gravo músicas solo, por isso mantenho um estúdio em nosso apartamento. Também faço apresentações, no entanto, minha agenda agora é bem mais flexível, o que me permite me dedicar à produção musical e ter mais tempo para as outras coisas que gosto de fazer, como editar, fotografar e, bom, ainda gosto de jogar no meu tempo livre. Jimin se voltou a se dedicar mais como dançarino e voltou a investir em dança contemporânea. Ele também realiza algumas aulas, ainda faz apresentações e participa de alguns programas. Os outros membros do grupo, assim como nós, ainda atuam no mundo artístico, afinal, é o que realmente gostamos de fazer. Apenas Taehyung e Jin hyung não estão mais tão ligados à música, já que se dedicaram a atuar e se deram muito bem, fazendo vários dramas conceituados. Já Namjoon, Hoseok e Yoongi hyung se dedicaram à produção musical, porém, Hobi nunca deixou a dança de lado também. A maioria de nós não seguiu caminhos tão distintos do que já estávamos acostumados, e, mesmo que a nossa carreira como um grupo tenha chegado ao fim, muitas portas se abriram para nós, fazendo com que tivéssemos muitas oportunidades de escolher o que gostaríamos de fazer, mesmo que agora isso exija menos de nós e não tenhamos o destaque de antes, porém, é até algo que preferimos, já que agora podemos focar em nossas próprias vidas sem termos tantas cobranças e preocupações. Contudo, ainda levamos a sério o nosso trabalho e continuamos dando o nosso melhor, assim como compartilhando nossas experiência.

Enfim, olhar para trás e me deparar com tudo o que conquistamos, assim como as experiências que adquirimos ao longo de toda essa trajetória e memórias do que vivemos, é realmente gratificante. Sou muito grato a tudo o que o Bangtan me trouxe, principalmente, ao loirinho que está, nesse mesmo instante, com a cabeça apoiada sobre a minha barriga, mexendo no celular, como eu mesmo estou, enquanto reflito sobre tudo isso, aproveitando nosso mês de férias na companhia um do outro, juntinhos em nossa cama. É impressionante como, mesmo depois de tantos anos, Jimin consegue chamar tanto a minha atenção e me fazer admirá-lo como um bobo, assim como amá-lo cada vez mais. Lembro-me das vezes em que ficávamos assim durante nossos intervalos nos ensaios, deitados no chão da sala de dança, com Jimin apoiado sobre mim enquanto conversávamos lendo manhwa ou apenas mexendo em nossos celulares enquanto descansávamos e aproveitávamos aquele momento só nosso. E isso nunca mudou. Da mesma forma com que nossa relação continua a mesma, porém, ainda mais forte, intensa e sem todas aquelas limitações. Agora estamos ainda mais entregues e unidos um ao outro.

— O que foi? Por que está me encarando assim? — Jimin indagou de repente, levantando sua cabeça do meu peito para me encarar, com uma expressão divertida e curiosa no rosto, me tirando de meus devaneios para direcionar minha atenção a ele.

— Não posso admirar a beleza do meu, praticamente, esposo? — Rebati, rindo e logo levando uma de minhas mãos ao seu queixo e fazendo um leve carinho ali.

Me referia a Jimin como meu "quase esposo" já que, mesmo não tendo nos casado oficialmente — devido ao fato de que, infelizmente, o casamento homoafetivo ainda ser mal visto e não ter sido liberado na Coreia —, já estamos em um relacionando sério e moramos juntos como o verdadeiro casal que somos há anos. Não é o fato de não termos assinado um papel e sermos reconhecidos civilmente que irá mudar o que realmente somos. Vivemos muito melhor do que muitos casais heterossexuais, e também usamos alianças e fizemos tudo o que um casal "usual" faria. Mas, independente disso, ainda temos o desejo de nos casarmos um dia, mesmo que seja necessário fazermos isso em outro país onde o casamento gay seja legalizado, apesar disso não ser algo realmente necessário para rotular o que somos ou a relação que compartilhamos.

— Pode, mas, se continuar me olhando assim, não será mais de graça — retrucou, se erguendo um pouco e se deitando melhor — e agora de frente para mim — sobre o meu peitoral.

— E o que você irá me cobrar por isso, Park Jimin? — Indaguei sugestivamente em um sussurro, mordendo o lábio inferior  e franzindo as sobrancelhas. Meus olhos estavam vidrados nos lábios carnudos do mais velho, que se mesclavam com sua fala e me deixavam cheio de segundas intenções.

— Coisas que você sabe que me agradam. — Riu. — Mas, o que você está vendo aí? — Perguntou, interessado no que eu via em meu celular. — Você estava conversando comigo e rindo e depois ficou quieto e calado de repente.

— Nada demais, é que eu estava lembrando que hoje faz mais um ano da nossa primeira viagem a Tóquio juntos, só nós dois, e acabei ficando com vontade de assistir ao G.C.F que fiz sobre ela — comentei, mais uma vez levando o meu olhar ao celular e buscando pelo vídeo que eu havia feito e postado há anos atrás.

— E por que não me disse? Eu quero ver também — o loiro protestou, fazendo aquele biquinho que, não importa quanto tempo passe, continua sendo fofo.

— Calma. Eu ainda não assisti. — Ri, logo encontrando o vídeo que até hoje continua sendo o meu G.C.F com mais repercussão.

Rapidamente cliquei no vídeo, já girando a tela do celular e levando meu braço até a cintura de Jimin, fazendo com que ele viesse mais para cima da cama para que ficasse mais confortável e em uma altura que o permitiria assistir melhor.

— Encontrei o vídeo — anunciei, atraindo a atenção do Park. 

Não demorou para que  nos deparássemos com a imagem de nós dois mais jovens em frente a um espelho, antes de embarcamos para aquela viagem que se tornou tão importante em nossas vidas.

Assim que o vídeo seguiu para o momento em que seguíamos para o embarque e a câmera estava dirigida a gravar toda a empolgação com a qual Jimin seguia em minha frente, logo senti um dos tapinhas característicos de Jimin sendo desferido contra minha coxa ao que ouvimos um sonoro "oh…" ser pronunciado por mim no vídeo ao estar filmando o meu namorado.

— Bobo! — Exclamou, sorrindo tímido, sem desviar o olhar do vídeo. 

— Deu sorte que eu não dei zoom na sua bunda — brinquei, mesmo que, no momento em que eu fazia aquela filmagem, a minha vontade era mesmo focar naquela parte do meu hyung tão apreciada por mim. Contudo, não me sentia chateado, pois havia feito várias filmagens do tipo durante aquela viagem e em vários outros momentos; e estavam sendo muito bem guardadas por mim.

— Jeon! — Me repreendeu, dando uma risada gostosa que me fez acompanhá-lo.

O vídeo então continuou e não demorou para que nossos ouvidos fossem preenchidos por aquela melodia tão característica de There For You, do Troye Sivan, que nos trazia tanta nostalgia e que também possuía um significado tão importante para nós, já que era realmente tudo aquilo que a letra transmitia em que nossa relação se baseia.

Eu estarei sempre lá para Jimin.

E sei que ele estará sempre lá para mim também.

Enquanto assistíamos àqueles momentos, era impossível conter nossos sorrisos ao vermos o quanto sempre fomos tão felizes ao lado um do outro e o quanto nos divertimos naquela viagem, que havia sido a mais especial que já havíamos feito, já que fora a primeira que havíamos feito sozinhos como um casal.

— Ji, o que acha de comemorar esse aniversário da nossa viagem voltando a Tóquio e revivendo tudo o que passamos naqueles dias? — Indaguei, assim que o vídeo se encerrou, atraindo a atenção do mais velho para mim. — Acho que seria divertido. E também já faz algum tempo que viajamos, pois nossas folgas não estavam caindo ao mesmo tempo.

O Park ficou calado por alguns segundos, como se estivesse revivendo todos aqueles momentos que passamos juntos naquela viagem e que foram trazidos para nós novamente através do que acabamos de assistir.

— Eu acho que seria uma ótima ideia.

[...]

Como a minha intenção era fazer tudo como daquela vez para reviver todas as memórias que tínhamos de nossa primeira viagem a Tokyo juntos e apenas com a companhia um do outro, comprei as passagens e reservei nossa hospedagem no mesmo hotel e, por sorte, consegui o mesmo quarto, visto que, para mim, os momentos que Jimin e eu vivemos ali foram inesquecíveis, e já estava ansioso pelos novos momentos que compartilharíamos. 

A nossa partida estava marcada para o final de outubro, para que, mais uma vez, pudéssemos aproveitar o Halloween japonês nas ruas de Harajuku. Lembro como Jimin e eu nos divertimos naquela época, saindo pelas ruas, vivendo nossas vidas como um jovem casal normal, tentando esquecer um pouco o fato de sermos pessoas públicas e focando apenas em aproveitar ao máximo nosso tempo livre e a companhia um do outro naquela viagem. Apenas a lembrança dos sorrisos de Jimin durante aqueles dias, era o suficiente para me deixar satisfeito, pois eu havia planejado toda aquela viagem, que foi um presente meu para ele, e o meu maior objetivo era vê-lo feliz. E, mais uma vez, esse era o meu objetivo. Estava ansioso para ver todos aqueles sorrisos no rosto do meu pequeno novamente.

Quando o momento da viagem chegou, Jimin e eu seguimos de táxi até o aeroporto. Passaríamos poucos dias no Japão, então não levamos muitas coisas. Já havíamos passado pelo check-in e deixado nossas malas. O hyung estava com uma bolsa pequena consigo e eu com uma mochila, onde, entre outras coisas, não poderia deixar de trazer minha câmera, visto que, como da outra vez, queria eternizar o que viveríamos.

Pensando nisso, peguei minha câmera e resolvi começar a filmar ali mesmo no aeroporto, como fiz anos atrás, já passando em minhas mente tudo o que aconteceu naquela época e que seria importante capturar com minhas lentes novamente, já traçando todo um roteiro em minha cabeça.

— O que está fazendo? — O Park perguntou, assim que me viu com a minha câmera, a direcionando totalmente a ele.

— Achei que fosse uma boa ideia para revivermos ainda mais nossa viagem — disse, abaixando o aparelho para poder encará-lo. — Acho que já está na hora de voltar com meus vídeos, não acha? E nada melhor do que um remake do G.C.F mais famoso e com o meu modelo principal — ditei, sorrindo ladino.

Okay — proferiu, ajeitando sua jaqueta e passando a mão pelos cabelos. — Eu concordo em deixar você me filmar novamente, mas só porque você não encontraria um modelo melhor do que eu — declarou, convencido, mas sabia que ele estava animado, pois adorava ser filmado e fotografado por mim e saber que toda a minha atenção era direcionada a ele.

— Com certeza não — concordei, sorrindo. guardando a câmera em seguida para abraçá-lo por trás enquanto esperávamos o horário de embarcarmos.

Ao ouvirmos nosso voo ser anunciado, seguimos para o embarque. Fui filmando o máximo que conseguia, principalmente a empolgação de Jimin, que parecia aquele mesmo jovem que estava feliz e animado para a sua primeira viagem a sós com o namorado. E eu me sentia da mesma forma, pois, todas as experiências que tenho com o Jimin, são apreciadas por mim como se todas elas acontecessem pela primeira vez. No fundo, continuávamos aqueles dois jovens apaixonados que apenas queriam estar ao lado de quem amavam, sem se preocupar com os outros e imersos em um mundo só deles.

A viagem não foi longa e não demorou para que chegássemos ao hotel. Jimin ficou contente ao perceber que era o mesmo local em que nos hospedamos da primeira vez, e seus olhos brilhavam com a ansiedade de tudo o que ainda estava por vir. Seguimos para o nosso quarto e, ao adentrarmos, notamos que ele estava diferente, assim como todo o restante do hotel; até porque já haviam se passado anos desde a nossa estada em nossa primeira vez no local. Contudo, assim que comecei a observar melhor o local, sorri ao me deparar com algo que não havia mudado e que, para mim, era o mais importante e um dos motivos por ter me interessado pelo quarto na época.

— Pelo menos as paredes de vidro do banheiro não mudaram — comentei, deixando minha bolsa sobre a cama e direcionando meu olhar a Jimin, que fazia o mesmo. — Mal vejo a hora de tomarmos um banho juntos e relembrarmos os momentos que tivemos aqui — disse em um tom sugestivo, me aproximando do loiro e rodeando sua cintura com os meus braços, o trazendo para mais perto. — O que acha de fazermos isso agora?

— Seu safado. — Riu, arqueando o pescoço um pouco para o lado enquanto eu deixava alguns selares por sua pele macia e cheirosa. — Mas agora não, Jeonggukie. Estou um pouco cansado e com fome — declarou de forma arrastada, me deixando um pouco frustrado por não aceitar minha proposta. No entanto, eu o compreendia, sabia que viajar era algo cansativo e que estaria mesmo com fome por não ter comido no avião.

E sabia que ainda teríamos muitas oportunidades para aproveitarmos aquele banheiro e todo o quarto.

— Você quer sair para comer? — Perguntei, me afastando um pouco, porém, ainda abraçado a ele.

— Sim — respondeu, passando os braços por meu pescoço e brincando com os cabelos de minha nuca. — Eu acho que podemos àquele restaurante local que fomos daquela vez, o que acha? 

— Acho ótimo. — Sorri, deixando um selar em seus lábios. — Vamos então.

Após irmos ao restaurante, decidimos passear um pouco pelas ruas, aproveitando todas as luzes e a animação da cidade durante a noite. Jimin e eu não estávamos disfarçados ou com máscaras, apenas trajávamos nossas roupas habituais. O loiro usava um chapéu preto e eu, um dos meus casacos grandes e largos com capuz; os quais meu namorado adorava usar e acabavam se tornando mais dele do que meus com o passar do tempo, assim como o casaco verde que eu usava quando gravei o meu primeiro G.C.F e o qual o Park aparecera vestindo em vários vídeos que fizemos com o nosso grupo. E eu não me incomodo que ele use minhas roupas, pois a forma com que ficam grandes nele é realmente adorável e o deixa ainda mais fofo.

Por onde quer que passávamos, víamos a atenção de algumas pessoas se voltando para nós, as quais acreditávamos ser ARMYs. Nos deixava muito contente o fato de ainda possuirmos o carinho de nossos fãs, que, independente do tempo que passava, não deixavam de nos apoiar. Assim como os novos fãs que conquistamos com nossas carreiras solo e que nos eram um grande incentivo. No entanto, o lado ruim de ser uma figura pública, era não ter nossa intimidade respeitada por muitas pessoas e, mesmo naquele momento, víamos alguns celulares sendo direcionados a nós e invadindo aquele momento que deveria ser apenas nosso. Contudo, felizmente, não tivemos muitos problemas assim durante nossos passeios ali e estávamos conseguindo aproveitar nossos momentos como um casal normal durante a viagem.

Conforme os dias foram se passando, fomos fazendo tudo o que havíamos planejado. Aproveitamos o Halloween de Harajuku, usando as mesmas fantasias do filme que gostávamos e que foram as mesmas que usamos da outra vez. Fizemos compras e aproveitamos para comprar uma nova aliança, naquela mesma joalheria de anos atrás, a qual seria mais uma na nossa vasta coleção de anéis iguais que gostávamos de usar. Também fomos a lugares novos que atraíram nossa atenção e tivemos novas experiências que seriam muito bem guardadas por nós. E, durante todo o tempo que passamos em Tokyo, nos divertimos muito. Era tão bom podermos viajarmos juntos e termos aquele momento de tranquilidade e lazer um ao lado do outro. Estava muito contente com o resultado que estava tendo de gravar todos aqueles momentos com a minha câmera, principalmente ao me deparar com os sorrisos radiantes de Jimin em minhas gravações, sorrisos esses que se intensificaram ao estarmos em nosso último destino, em nosso último dia ali: Disney.

A Dineyland de Tokyo é sem dúvidas um lugar mágico e com muitos significados para nós. Foi ali onde mais nos divertimos durante nossa primeira viagem e onde tivemos momentos que se tornaram alguns dos mais importantes em nossas vidas, sendo sempre lembrados e apreciados por nós. Foi ali onde consegui minhas melhores filmagens de Jimin ao vê-lo se divertir como uma criança e dar os sorrisos mais lindos e de pura alegria que eu já havia apreciado mesmo estando há tantos anos ao seu lado. Também foi ali onde encontrei uma Magic Shop que, assim como um livro que eu havia lido naquele tempo, fora uma de minhas inspirações para compor e produzir uma música muito importante para os ARMYs e para o Bangtan, a qual nos serviu como inspiração e incentivo, sendo utilizada por nós em muitos outros momentos.

Assim como Jimin, estar ali proporcionava em mim muitas emoções e me conectava à criança tão viva que havia em mim. Era impossível olhar para tudo aquilo e não se encantar, assim como se divertir com as atrações do parque e admirar todas aquelas luzes que nos faziam acreditar que a magia era real. No entanto, a luz mais intensa e bela para mim e na qual minha atenção se prendia, era a luz dos brilhos dos olhos de Jimin, que cintilavam radiantes e demonstravam toda a sua felicidade, fazendo com que eu me sentisse a pessoa mais feliz do mundo por ter alguém tão perfeito ao meu lado para me acompanhar durante minha trajetória de vida e ser meu apoio e maior projeção de felicidade. 

E, olhando para a alegria do mais velho ao estarmos rodando naquele brinquedo em formato de xícara, era pelo sorriso à minha frente, que era gravado pela minha câmera, que um enorme sorriso se fazia presente em meus próprios lábios, me  fazendo sentir completamente realizado e cada vez mais apaixonado.

Após irmos à Disney e explorarmos nosso último na cidade, voltamos para o hotel. Durante os dias que passamos ali, conseguimos aproveitar bem nossos momentos de intimidade e tudo o que aquele quarto tinha a nos oferecer. Contudo, ainda faltava uma coisa que ainda não tínhamos tido a oportunidade de aproveitar bem: o banheiro.

Desde que chegamos, estava louco para passar momentos com o meu namorado ali dentro e pegar o Park de jeito, jogá-lo contra aquelas paredes de vidro e as ver sendo marcadas pela fricção de nossos corpos contra elas, enquanto os gemidos de Jimin ecoavam por todo aquele banheiro, assim como me lembrava bem ter acontecido da primeira vez.

O tempo já estava acabando, era o nosso último dia ali e eu não poderia deixar isso passar batido e não saciar a minha vontade, precisava fazer algo logo.

— Amor, estou indo tomar banho — o Park anunciou, me acordando de meus pensamentos pecaminosos.

Okay — respondi, sentado na beirada da cama de casal, vendo o loiro começar a se despir antes de adentrar o banheiro.

E aquilo fora demais para mim.

Porém, era a oportunidade perfeita.

Esperei que Jimin ligasse o chuveiro e se distraísse no banho e, após alguns poucos minutos, me levantei e comecei a tirar minhas próprias roupas, seguindo lentamente para próximo ao banheiro para que o loiro não me visse pelas paredes transparentes antes que eu já tivesse entrado e o surpreendido.

Felizmente, Jimin estava de costas e tão imerso naquele momento, sentindo a água percorrer por todo o seu corpo enquanto cantarolava baixinho, que nem se deu conta quando eu adentrei o local, fechando a porta em seguida e entrando no box, imediatamente o agarrando por trás e o fazendo tomar um leve susto.

— J-Jeongguk? — Gaguejou, por ter sido pego de surpresa. — O que está fazendo?

— O que você acha que estou fazendo, Jimin-ssi? — Rebati, colando mais nossos corpos e aproximando meus lábios de sua orelha, sentindo a água cair sobre mim. — Não é óbvio? Você não achou que iríamos embora antes de aproveitarmos esse banheiro mais uma vez, não é? — Sussurrei, provocante, dando uma leve mordida no lóbulo de sua orelha e sentindo seu corpo se arrepiar contra o meu.

— Achei que iria superar esse seu fetiche, Jeon — retrucou, com a voz manhosa, já se rendendo. 

— É mais forte que eu. Você pode me ajudar? — Continuei com aquela provocação, passando a ponta de meu nariz levemente contra a extensão de seu pescoço e, como resposta, senti Jimin rebolar contra o meu membro, que já estava desperto, me excitando ainda mais.

— Mas é claro, Jeongguk-ssi.

Não esperei por mais nada para virar Jimin para mim e começar a beijá-lo intensamente. Nossas línguas estavam sedentas uma pela outra e sentíamos o gosto um do outro enquanto a água deixava aquele beijo ainda mais gostoso. As mãos de ambos percorriam necessitadas o corpo alheio e eu quase perdia o controle ao ouvi-lo gemer contra minha boca quando eu apertava suas nádegas fartas. O ósculo se tornava cada vez mais intenso, assim como nosso desejo um pelo outro aumentava. Já podia sentir meu pau latejar, eu estava louco pelo desejo.

— Jimin, me chupa — pedi, me separando do beijo, ansioso para sentir aquela boca gostosa trabalhando em outro lugar.

Logo vi o loiro se agachar à minha frente, levando sua mão até o meu membro e o acariciando rapidamente, antes de abocanhá-lo por inteiro.

— Ah, Jimin… — gemi rouco, jogando a minha cabeça para trás, imerso naquele prazer.

O mais velho me chupava com vontade e maestria, me fazendo arfar e gemer enquanto sentia sua boca quente e macia me envolver por inteiro.

— Isso, Jiminie… — murmurei, levando minha mão até os seus cabelos, fazendo com que o meu pau fosse ainda mais fundo. — Engula tudinho.

Jimin me chupava com ainda mais necessidade, passando suas mãos por minhas coxas e as apertando, enquanto sentia, vez ou outra, sua língua brincar com minha extensão ou o sentia chupar com força a minha glande, me fazendo ter que morder os lábios para conter os gemidos altos.

Quando eu já não estava mais me aguentando, comecei a estocar sua boca, segurando firme em seus cabelos e fazendo com que ele me acompanhasse nos movimentos. Assim que senti que iria gozar, o peguei pelos braços e o coloquei de pé novamente, o empurrando, sem usar força, contra a parede de vidro e o prensando contra o meu corpo. Voltei a beijá-lo de forma necessitada enquanto o sentia arranhar minhas costas. Nossos membros eretos se chocavam e arrancavam gemidos luxuriosos de nossos lábios, deixando tudo ainda mais prazeroso.

Eu já estava louco para entrar em Jimin, então logo desci meus beijos para o seu pescoço, fazendo meu pequeno arquear as costas e jogar seu quadril contra o meu, o que facilitou para que eu levasse dois dedos até sua entrada e começasse a penetrá-lo lentamente enquanto ainda deixava beijos por sua pele.

— Jeongguk… — arfou ao sentir meus dedos o adentrando, fechando os olhos pelo incômodo.

— Shh… Já vai passar — disse, enquanto continuava a beijá-lo e levava minha outra mão até seu membro para estimulá-lo, para que se soltasse mais e não sentisse tanto incômodo.

Comecei a movimentar meus dedos e, assim que senti que ele havia se acostumado e estava sentindo prazer com aquilo, os retirei, recebendo um murmúrio contrariado do Park.

— Vire pra mim, amor — ditei, selando os seus lábios e o segurando pela cintura, vendo seus olhos se abrirem e um olhar lascivo ser  direcionado a mim. — E empine bem.

Okay — sussurrou, atendendo  ao meu pedido em seguida e se virando de costas para mim. — Assim? — Indagou de forma provocante, se apoiando contra a parede e empinando bem aquela bunda perfeita para mim.

Não importa quanto tempo passe, eu ainda me surpreendo com o quanto Park Jimin é gostoso.

— Assim mesmo — proferi, deixando um tapa forte em uma de suas nádegas, que o fez soltar um leve gemido.

Me posicionei melhor atrás dele e, prontamente, levei meu membro até sua entrada, o penetrando com ânsia. O Park reclamou um pouco pela forma urgente com que o penetrei, porém, fiquei alguns segundos parado para que ele se acostumasse e logo o senti rebolar, dando o sinal de que eu poderia começar.

Da forma com que eu estava sedento, eu não estava conseguindo ir devagar, por isso, já comecei com fortes estocadas, indo fundo no loiro e arrancando dele os gemidos altos que eu tanto queria ouvir, repercutindo por todo o banheiro.

— Vá... com… calma... — disse entre os gemidos, enquanto o som de nossos corpos molhados se chocando e a água que ainda caía se misturarem aos seus gemidos.

— Desculpe, Ji, mas não me peça pra ir com calma, eu não vou conseguir agora.

O mais velho não protestou mais e, conforme as estocadas foram ficando mais frequentes, ele passou a se soltar e ajudar com os movimentos, levando seu corpo até o meu enquanto se unia ao meu ritmo. Eu beijava as suas costas e chupava as gotas d'água que ficavam no local, ficando cada vez mais extasiado ao sentir o gosto de Jimin e sentir seu interior me envolver tão bem, assim como seus gemidos que continuavam a me enlouquecer e me faziam ir cada vez mais fundo e rápido.

Após longos minutos naquele sexo intenso, senti o corpo do loiro começar a tremer, e não demorou muito para que eu sentisse os sinais de que meu ápice também estava vindo. Levei minha mão até o membro do mais velho e voltei a estimulá-lo, fazendo seus gemidos ficarem mais descontrolados, logo o sentindo se desfazer em minha mão. E, após algumas outras estocadas, foi a minha vez de preencher Jimin com o meu prazer.

— Isso foi ótimo — disse ao virá-lo para mim, deixando um selar carinhoso em sua bochecha, logo vendo o Park apoiar a cabeça em meu ombro.

— Concordo — respondeu, com a respiração desregulada, da mesma forma com que eu me encontrava. — Estou exausto — comentou, me fazendo rir.

Olhei ao redor e pude ver as marcas daquele momento intenso que compartilhamos. As paredes de vidro estavam embaçadas pelo vapor da água quente do chuveiro e várias marcas das mãos de Jimin e de nossos corpos se chocando pelas paredes deixavam nítido o que havíamos feito ali.

Intenso.

Era realmente isso o que definia o nosso sexo.

E eu estava muito satisfeito com tudo aquilo.

— Agora vamos tomar banho, já gastamos muita água. — Ri, levando minha mão até o rosto do Park e o erguendo, fazendo com que olhasse para mim. Não resisti em beijar mais uma vez aqueles lábios que estavam tão inchados. — Vamos logo para descansarmos um pouco e conseguirmos tempo para curtirmos aquela cama mais uma vez.

— O quê? — Exclamou, arregalados os olhos e me encarando com desconfiança. — O que está querendo dizer com isso, Jeon Jeongguk?

— Nada, Jimin-ssi…

E não era nada que não seria aproveitado por mim antes de termos que voltar para a Coreia, afinal, aproveitar ao máximo era a intenção. 

E sabia que Jimin não iria reclamar depois.

[...]

Na manhã do dia em que voltamos para a Coreia, acabamos acordando tarde e quase perdemos o horário de nosso voo. Contudo, tudo deu muito certo e já fazia uma semana que havíamos voltado. Jimin e eu estávamos muito contentes com nossa viagem e ainda mais unidos. Havíamos ficado agarradinhos durante esses dias, assim como ficamos na época de nossa viagem ou como um casal recém casado, o que nós sempre parecemos ser, por sermos tão apaixonados e bobos um pelo outro como somos.

Nós ainda estávamos de férias e, durante esses dias, também aproveitei para revisar tudo o que eu havia filmado e editar o vídeo de nossa viagem. É dia oito de novembro, aniversário do meu primeiro G.C.F, e, felizmente, eu havia conseguido terminar o vídeo a tempo e estava bastante satisfeito com o resultado. Só esperava que Jimin gostasse tanto quanto eu.

— Ficou ótimo — o loiro disse, com um sorriso lindo nos lábios.

Estávamos no meu estúdio e eu estava sentado na cadeira em frente ao meu computador, com Jimin sentado em meu colo. Eu havia o chamado assim que havia terminado, para ver o que ele acharia.

— Você gostou mesmo? — Questionei, querendo ter certeza do que o mais velho achava, mesmo que eu soubesse que o mesmo não mentiria para mim.

— Eu amei, Jeonggukie — respondeu, virando mais o rosto para me encarar. — Não vê o quanto estou emocionado? Eu sempre fico assim quando você faz essas coisas — disse e, fixando meu olhar no seu, percebi que ele estava com os olhos marejados. — Ficou perfeito, assim como nossa viagem foi. Eu te amo tanto.

— Eu também te amo, Jiminie.

Um beijo lento e carinhoso foi compartilhado entre nós, antes que o menor se afastasse e me encarasse com um sorriso e uma expressão animada.

— Vai compartilhar com os ARMYs? — Perguntou com expectativa.

— Você acha que eles irão gostar? 

Estava um pouco receoso, não sabia como iriam reagir com um novo vídeo meu assim depois de tantos anos e nem se o meu trabalho havia ficado tão bom quanto o anterior. No entanto, estava animado para compartilhar novamente com eles um pouco de minha vida com Jimin e, desta vez, me coloquei mais no vídeo e deixei com que momentos mais íntimos nossos aparecessem, como nossas mãos entrelaçadas e sorrisos e olhares compartilhados.

— Eu tenho certeza que sim.

E foi assim que tomei a coragem necessária para postar e compartilhar com todos o vídeo intitulado:

G.C.F Remake in Tokyo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Obrigada, @chittaphrr pela capinha e banner lindos que ficaram bem como eu queria. <3

Obrigada por lerem.

Amém, JiKook.


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