História Remember - Interativa - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Drama, Interativa, Juventude, Maturidade, Romance, Vida Diária
Visualizações 73
Palavras 9.162
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NÃO IMAGINAM O PRAZER QUE É ESTAR DE VOLTA.
Remember voltou me seguraaaa

Só duas coisas:
1. A música no fim do cap é Leaving da Park Bo Young (link tá nas notas finais)

2. A SUNMI SUMIU? Um pouco! Mas já deixo aqui que não se chateiem, eu sempre sei o que faço.

Ps: os erros são por conta de não deixarem eu mandar pra betagem primeiro, não digam que eu não avisei...

Aproveitem a leitura.

Capítulo 7 - A New Day


Sophie, se curvou sobre a lápide. Seus olhos estavam tão acinzentados quanto as densas nuvens que ocultavam o céu azul naquela manhã. O vento gélido agitava a grama debaixo de seus pés fazendo com que a umidade nas pernas enviasse ondas de calafrios para todo seu corpo, por isso tremia tanto, ou talvez devido a estar naquele lugar outra vez. Quando comunicou os amigos que iria ao cemitério, imediatamente foi impedida, mas a escolha não era deles, os mesmos não poderiam entender o que ela sentia, toda a culpa que recaia sobre si ia consumindo-a lentamente. O grito estridente de alguém a assustou, da mesma forma com Jimin que cochilava agachado ao seu lado.

— Vamos… — murmurou ele com a voz sonolenta.

              O loiro, já cansado demais, não se atentou à mulher que gritava a alguns metros de onde se encontravam, ao contrário de Sophie que teve sua atenção presa por ela. Rodeada por algumas pessoas, a mulher debruçava-se sobre um caixão, o desespero incontido afetava-a diretamente, a cena levava-a de volta para anos atrás, ao momento em que se dera conta que em um curto período tinha perdido sua melhor amiga e seu namorado, a morte chegou tão sorrateiramente tirando-os dela, agora Hoseok ia ser levado também e mais uma vez seria sua a culpa.

              Se ajoelhou, não aguentando mais deixou as lágrimas rolarem livremente por sua face, elas aqueceram seu rosto frio. As mãos de Jimin pousaram sobre seus ombros, ele se ajoelhou ao lado dela a puxando para perto de si. Isso só tornava tudo pior, pois se sentia pronta para desabar confiando em seu apoio.

— Sinto muito — suplicou ela. — É minha culpa.

— Por favor, pare de se culpar. O que aconteceu não é sua culpa! — Afirmou apertando-a contra si.

— É sim. Yoongi, me contou que Mina ligou para Hoseok, ela disse o que ia acontecer... disse que iam tentar me matar a mando de DongSuk. Então, eles pensaram: “vamos chegar primeiro e levá-la para outro lugar”, mas quando eles chegaram eu e Jungkook já estávamos com problemas e de alguma forma Mel Song também estava lá. Eu deveria saber, desde que a vi com ele naquela festa, que ia acabar mal para ela, porém não fiz nada, só deixei acontecer. E tem as outras garotas, elas moram na antiga casa da SunHee, e... Deus, eu nunca contei a vocês onde ela morava antes. Você entende a bola de neve que isso está se tornando? — Bradou em meio às lágrimas.

— Ok, pare com isso — a virou de frente para ele, cruzando seus olhares. — É muito fácil pensar agora nas coisas que poderia ter evitado, mas você não tinha como saber. Essa mania de querer salvar todo mundo sacrificando a si mesma não é legal, nos deixe te ajudar assim como nos ajuda, estamos juntos nessa, ‘tá?

              Ela respirou fundo e deixou a cabeça pender para baixo, tentaria fingir estar bem por ele, quando a ergueu novamente acenou positivamente. Jimin, deu um sorriso mínimo e os dois levantaram-se, antes de voltarem para o carro, Sophie deu uma última olhada na lápide do seu ex-namorado Jun-ho, ponderou que talvez a culpa não fosse inteiramente sua, afinal havia outras pessoas que também a carregavam.

               Voltaram para o carro e ao entrarem encontraram apenas Jungkook no assento da frente, ele descansava a cabeça no vidro da janela, visivelmente cansado.

— Cadê o Yoongi? — Perguntou Sophie.

               O garoto, soltou um suspiro pesado antes de responder.

— Ele saiu para falar com… com a sua mãe. — Disse “mãe” ironicamente.

— Você não fez nenhum comentário desnecessário, não é? — Indagou Jimin receoso. — Jungkook-ah… — expressou com desânimo mediante o silêncio recebido.

— O que vocês esperam que eu faça? Finja que está tudo bem quando não está? Nossa mãe está doente, nossa real mãe! E ele não dá a mínima. Não se importa com a mãe de verdade, com o pai ou mesmo com o irmão, mas quando se trata daquela mulher é como se ela tivesse sido sua primeira família. — Se irritou.

— In Sook, o acolheu quando a sua família o abandonou, Jungkook. — Defendeu-a Jimin.

— Abandonou? Ele virou as costas quando mais precisamos dele, simplesmente foi embora como se não significasse nada. — Alterou o tom da voz.

— Já chega! — Sophie interrompeu a discussão. — Nenhum de nós três sabe o que realmente aconteceu entre seus pais e ele, Kook. Então, por favor, não desconte sua frustração em uma mulher que você sequer se deu ao trabalho de conhecer. Ela é boa para o seu irmão e para todos nós, ao menos tenha um pouco de respeito.

               Eles se calaram após a fala da amiga. Não demorou muito para que Yoongi retornasse ao veículo, quebrando o clima tenso existente ali.

— O que aconteceu? — Jimin ficou curioso, após ver o amigo tentar várias vezes falar algo.

— Seokjin e Taehyung sofreram um acidente a algumas horas, só agora minha mãe ficou sabendo. — Comunicou com o semblante sério.

— Eles estão bem? — Os três perguntaram ao mesmo tempo, alarmados.

— Aparentemente. Estão fazendo uma série de exames para se certificarem de que eles estão bem. O estranho é que eles estavam na saída da cidade e havia mais pessoas com eles no carro. Alguém? — Interrogou-os à espera de respostas.

— Merda… — Jimin praguejou atraindo os olhares deles. — Quando Seokjin hyung e eu chegamos na casa da Sophie, encontramos Taehyung na casa da frente com as moradoras de lá, uma delas tinha sido sequestrada e antes disso elas foram presas por alguém ou algo assim. — Explicou rapidamente.

— Oh, meu Deus! — Sophie não conteve a expressão assustada. — Elas estão bem? Talvez Ayoung e Song não saibam disso ainda, temos que avisá-las.

               Concordaram em passar na universidade, e avisar as garotas, antes de irem para o hospital.

— Você conhecia elas? — Sussurrou Jungkook para seu irmão, percebendo a aparência preocupada.

               Yoongi, se limitou em concordar. Deu partida, saindo do cemitério.

__________________

               Chorong se recusava a abrir os olhos. Podia ouvir claramente o entrar e sair dos enfermeiros no quarto, sentia-se incomodada toda vez que os ouvia conversar sobre algo aleatório ou checavam seu estado. Tachava a si mesma de egoísta por não se preocupar o suficiente com os outros que também estavam no carro, mas abrir os olhos significava encarar tudo o que aconteceu nas últimas horas e definitivamente ela julgava não estar pronta para isso. Perdida em devaneios nem ao menos percebeu quando adormeceu.

“O rosto sorridente de um homem ocupou sua visão para em seguida dar espaço a ele lhe oferecendo um copo com líquido alaranjado dentro e de brinde um canudo. Ela se sentia mais feliz que o normal, a música agitava tocava no ritmo dos gritos vindo das pessoas animadas, as imagens se transformavam em um borrão de cores embaçadas, mas ela não dava a mínima para isso, apenas para o copo em suas mãos.

— Eu nunca fui de beber — disse ela mais alto que o normal. Ao se dar conta de como parecia engraçada ao falar, não controlou a risada. — Me sinto estranha — declarou para o barman e riu mais ainda.

Alguém se pôs ao seu lado e fez o pedido de algumas bebidas, forçou a vista e reconheceu-o, era aquele homem.

— Hello, chefe Min — o cumprimentou animadamente. Yoongi devolveu com um aceno. — Ele é meu chefe, mas ele não gosta muito de falar comigo — chamou o barman para mais perto. — Eu acho que ele me evita de propósito. — Confidenciou.

— Oh, você acha? Por que supostamente eu faria isso? — Indagou Yoongi despreocupado, não dando muita atenção a ela.

— Hã… deixe-me pensar… — fechou os olhos por um momento que se prolongou. Quando os abriu novamente bateu a mão na mesa sentindo-se vitoriosa. — Eu vi seu lado frágil! Provavelmente não quer que eu destrua a imagem que todos têm de você. — Tomou um gole generoso de sua bebida.

— Acertou em cheio, senhorita Kim. Isso com certeza feriria meu orgulho masculino e não queremos que algo assim aconteça, não é? — Seu tom carregava sarcasmo.

— Idiota — sussurrou irritada.

Quando o barman retornou com as bebidas, ele deu as costas para ela e se afastou. Torceu o rosto em desaprovação, não gostava do jeito dele, da forma fria que tratava as pessoas ou mesmo de sua voz. Sacudiu a cabeça bruscamente e levantou da cadeira, porém perdeu o equilíbrio e foi ao chão, riu com seu desastre. Para sua surpresa Yoongi havia retornado, assim ofereceu a mão ajudando-a a ficar de pé. Não gostava dele, contudo, tinha de admitir que o homem tinha os olhos mais belos que já vira.”

               Acordou sobressaltada. Agradeceu intensamente por estar sozinha no quarto, passou as mãos pelo rosto ainda desnorteada. Quais eram as chances desse sonho ser real? Sonhar com Min Yoongi não fazia parte da sua lista de desejos, gostaria de saber o que acontecera depois, se tinha mesmo ficado com o homem naquela noite. Se ajeitou na cama a procura de uma posição confortável, talvez devesse chamar alguém, sua garganta estava tão seca que doía. Virou para apertar o botão perto da cama, mas parou no meio do caminho, seu coração falhou uma batida e piscou várias vezes para ter certeza do que via: parada próxima à janela uma mulher a encarava, lembrava dela do sonho que tivera outro dia, estava exatamente igual, mas dessa vez não tinha sangue a cobrindo ou agia agressivamente, simplesmente a dirigia um sorriso, não um daqueles cheio de dentes ou largo, apenas singelo.

— Olha só para você, finalmente parou de fingir que dormia.

               Hansol, adentrou no quarto roubando sua atenção, ele não a olhava, pois tinha o olhar preso ao tablet em sua mão. Virou-se novamente para a moça, porém ela havia desaparecido.

— Vai me tratar friamente, Chocho? — Chamou-a pelo irritante apelido, se sentando ao seu lado.

— Desculpe. — Riu vendo sua expressão zangada.

— Como se sente? — Questionou examinando seus olhos.

— Não tão bem como gostaria, mas não tão mal quanto mal quanto você acha.

               Ele parou a ação e a encarou durante alguns segundos, logo após apertou seu nariz a balançando.

— Sua pirralha maluca, como é que você aparece aqui durante a madrugada por causa de um acidente de carro? Tem ideia de como eu fiquei preocupado?

Oppa! — Afastou a mão dele brutamente, aquilo doía. — Me desculpa, não sabia que você estava de plantão, se não teria ido, mesmo inconsciente e acidentada, para outro hospital. — Gracejou, porém, se arrependeu quando ele apertou novamente seu nariz.

— Papai e Won-ho, estiveram aqui ainda pouco e mamãe, como está viajando, não pode vir, mas disse que logo retorna para te ver. Eles ficaram muito preocupados com você.

— Não deveria ter dito nada! — Zangou-se.

— Se eu não disser, quem vai? Você nunca nos conta nada, Cho. Raramente visita a família ou comparece as nossas reuniões. Agora que está morando sozinha acha que pode se rebelar?

— Não tenho nada grave, certo? Então por qual motivo deveria preocupar nossos pais? Totalmente desnecessário — explicou, como se fosse obvio. — E não estou me rebelando só ando ocupada com o trabalho e a faculdade, entende? Não é muito diferente do que você fez quando esteve no meu lugar.

— Eu sei, eu sei... só tente aparecer mais, sentimos sua falta...

— O que? — Soltou uma gargalhada verdadeira. — Você está todo emocional comigo? É isso mesmo, Coreia? Preciso de uma câmera para registrar esse momento. — Fingiu procurar o objeto pôr o arredor.

— Há-há tão engraçadinha.

— Mudando totalmente de assunto, como estão as pessoas que estavam comigo?

— Hum, não sei dizer com clareza, dois deles estão acordados e já foram examinados, porém, os outros dois continuam inconscientes. Você pode vê-los se quiser. — Explicou onde iria encontra-los. — Espere um minuto, o que diabos você estava fazendo na saída da cidade àquela hora? — Questionou confuso.

— Eu... nós... estávamos voltando de uma festa. — Soou nervosa por estar mentindo para ele.

— Uma festa? — Estreitou os olhos com desconfiança.

— É! — Afirmou confiante. Sustentou o olhar que ele lhe lançava, conhecendo o irmão sabia que ele não aguentaria muito tempo. Como esperado ele soltou um longo suspiro e bagunçou os cabelos.

— Isso não está certo! Não tem tempo para família, mas tem para festas — acusou-a. Ela não se sentiu mal por isso, afinal não era verdade, mas fez uma expressão arrependida tentando disfarçar.

               O bip provindo do tablet interrompeu os dois.

— Eu tenho que ir, alguns de nós não tem o dia de folga por ter arranhado o rosto. — Implicou se despedindo dela, contudo, não notou o choque da irmã.

               Quando ele deixou o quarto, Chorong se levantou procurando um espelho desesperadamente, sem encontrar algum olhou para o reflexo do vidro da janela, não podia ver nitidamente, mas notou os cortes espalhados por seu rosto, tocou neles, não doía muito, contudo, tinha ciência que aquilo iria prejudica-la muito. Balançou a cabeça espantando os pensamentos negativos, lidaria com isso depois, agora deveria comunicar a empresa o acontecimento e ver como os outros estavam.

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               Faltava poucos minutos para as nove horas da manhã, Ayoung sabia disso, pois checava o relógio a cada cinco minutos. As olheiras profundas abaixo de seus olhos denunciavam a sua exaustão por não ter descansado nem por um segundo, a adrenalina ainda percorria todas as suas veias, visto que não sentia a mínima vontade de voltar para casa e descansar, a preocupação com as outras era inevitável, mas com seu celular descarregado e Mel Song sem o dela, tornava praticamente impossível ter contato com as outras três. Não sabia o que esperar a seguir, Sophie afirmou que iria até o condomínio para se certificar de que elas estavam bem, mas ainda não havia feito nenhum retorno.

— Bom dia, Sunbae — saudou um dos estagiários da enfermaria. Ela o dispensou grosseiramente com um aceno de mão, não conseguiria lidar com estagiários entusiasmados nesse momento.

— Hey! — Mel Song acabava de entrar no lugar.

               A mais nova, não aparentava estar melhor que ela. Ayoung a conduziu até um dos leitos e a fez se sentar na cama, enxugou seus cabelos úmidos e a ajudou a tirar o moletom preto e a regata branca, avaliou o estado de suas costas e soltou um suspiro pesaroso.

— É tão ruim assim? — Indagou Mel com a voz extremamente rouca.

               Ayoung, murmurou um sim e se virou para pegar os curativos e remédios. Pelas costas da garota espalhavam-se vários hematomas roxos e pequenos cortes, mas o que a preocupava mesmo era o corte profundo um pouco acima de sua nuca. Na madrugada Mel não tinha sido capaz de senti-lo, devido a agitação que viveram, porém, quando diminuiu o ritmo durante a operação seu corpo entrou em colapso e está não resistiu por muito tempo, o que fazia com que a garota se sentisse frustrada por não poder ter ajudado os dois no processo.

— Sabe o que eu ouvi? — Mel quebrou o silêncio. — Aqueles dois idiotas queimaram o circuito de câmeras. A segurança acha que foi um problema técnico... diante de tanta incompetência me sinto insegura estando aqui.

— Bem, finalmente tem algo conspirando a nosso favor. — Ayoung tentou ser positiva, não era de seu feitio ser assim, mas pôs a culpa no ocorrido.

— A nosso favor? — Ela riu em descrença. — Estamos passando pelo inferno, não acho que tenha nada do nosso lado e sim contra nós.

— Algo me diz que o inferno ainda está para começar, Song — soou vaga.

— É? Então, avise ‘pra eu ficar bem longe quando acontecer — rebateu com raiva. — Você sabe de alguma coisa, não é? Insistiu ‘pra não chamar a polícia e tratou daquele cara sem ao menos questionar, pondo em risco nossos futuros...

— Você ajudou porque quis, Song! — Interrompeu-a. — Não foi obrigada a nada.

— Da mesma forma que não fui obrigada a ser agredida e arrastada ‘pra tudo isso — gritou assustando a outra. — Eu não pedi por nada disso e mesmo assim aconteceu e por quê? Por causa de um bando de criminosos estúpidos que você dá apoio — acusou-a.

               Ayoung não iria debater, Song não precisava ser contrariada, seu corpo tremia mediante a pronuncia daquelas palavras, em todo esse tempo sempre julgou-a sendo uma garota forte e independente, e era, mas as vezes até as mais firmes estatuas se despedaçam em meio a um terremoto. Terminou os cuidados e ajudou-a a se vestir.

— Eu não ia ajudar. Como eu poderia? Nós fomos atacadas, sem um motivo aparente, depois uma pessoa foi morta na nossa frente e então SunMi foi levada... eu deveria ficar em casa e deixa-lo ir para um hospital, certo? É o mais logico em uma situação assim, mas antes de saber do que acontecia aqui, eu encontrei um papel... um pequeno papel com o nome da minha mãe escrito nele, com endereço e tantas informações que ninguém teria como saber e ao que tudo indica aquele papel era uma lista de morte. Então, em um instante me ocorreu que não tenha só haver com eles, talvez tenha sido por minha causa também, entende? Eu ajudei por me sentir culpada pelo que aconteceu em casa.

— Que bobagem! Por que você seria culpada só pelo nome da sua mãe estar em uma lista? Isso é ridículo.

               Por mais que dissesse isso, Song não podia deixar de pensar na manhã anterior, quando fora abordada por aquele homem. Se não tivesse dito qual era a real casa de Sophie, as coisas teriam sido diferentes?

— Acha que a coordenação vai descobrir o que fizemos? — Perguntou Mel.

— É provável que sim, mas vamos adiar isso o máximo que pudermos. — Ayoung, ao mesmo tempo em que a acalmava, tentava crer em sua promessa.

— É por isso que não deixo as pessoas entrarem em mim minha vida, elas causam confusões demais.

               Ayoung, pôs a sua mão sobre a da garota e a olhou nos olhos transparecendo entendimento, se sentia da mesma forma que ela, dar espaço para uma pessoa em sua vida implicava em aceitar as mudanças que iriam ocorrer, contudo, quando não se está preparada para essas mudanças isso torna-se um estorvo ao invés de algo bom.

— Eu vou ver como Hoseok está. Você pode ficar aqui e descansar se quiser.

               Ao vê-la concordar, fechou a cortina em volta do leito e foi rumo a sala em que o homem tinha sido colocado. Pegou o elevador e subiu até o andar mais alto do prédio, o acesso era restrito, das poucas pessoas que podiam subir ela fazia isso com mais frequência que os outros, enquanto subiu se apoiou no corrimão e encarou o espelho, a sua aparência estava realmente péssima. As portas se abriram e ela deu de cara com o senhor em uma cadeira de rodas, este quando a viu lhe sorriu gentilmente.

— Doutora Bae — cumprimentou.

— Senhor Kim. O que faz está fazendo? Não pode vir aqui.

— Não é? — Ele soltou uma risada dolorosa. — Desculpe, mas eu soube que Hoseok estava aqui e não pude ficar em paz.

— Como? Senhor...

— Eu lhe asseguro que ninguém me viu entrar.

— Não ia dizer isso. O senhor tem que voltar para o seu quarto imediatamente, está em tratamento! — Alertou-o, enquanto dava meia volta com sua cadeira.

— Eu volto, mas antes preciso ver como ele está, por favor, é o pedido de um moribundo — pediu segurando sua mão.

— Ele é da família?

— Bom, praticamente.

               Ela respirou fundo e redirecionou a cadeira dele para o quarto.

— Eu deveria ignorar o fato de que o senhor não fez nenhuma pergunta sobre o que está acontecendo?

— Considerando o quanto conheço meus meninos, não vou fazer nenhuma pergunta cuja resposta possa me matar mais rápido que essa doença, senhorita.

               Ele soltou uma risada tão bem-humorada que ela quase considerou que ele não estivesse levando aquilo a sério. Quando entraram no quarto o homem prendeu um soluço ao ver o jovem deitado na cama ligada a vários aparelhos, à medida que ela o levava para mais perto dele o choro parecia impossível de ser contido.

— Mais cedo... — começou com dificuldade. — Sook, esteve aqui, ela gosta de vir todos os dias antes de ir para o trabalho. Mas, tinha algo errado dessa vez, ela possuía uma expressão tão triste como nunca havia visto antes, depois o filho dela veio logo atrás, eu estranhei, pois, ele raramente me visita, então me disseram que Hoseok tinha passado por uma cirurgia aqui, o que não faz o mínimo sentido — ele se aproximou da cama e tocou a mão de Hoseok. — Então, me lembrei de quem falávamos, esse garoto nunca teve uma vida fácil ou normal para a idade dele, e agora ele está exatamente como a mãe dele.

               Ele abaixou a cabeça e chorou baixo. Ayoung, que ouvia atentamente de longe, foi até ele e pousou a mão sobre seu ombro.

— Meu filho... ele também está no hospital por causa de um acidente, e não posso estar lá por causa dessa maldita doença, então vou estar aqui por Hoseok.

— Eu tenho que leva-lo de volta — tentou puxá-lo, mas ele resistiu. — Senhor...

— Só me dê mais alguns minutos — insistiu.

               Ayoung, se deu por vencida e se aconchegou no sofá próximo a cama. Ignorando todos os riscos ela se deu ao luxo de ter alguns segundos de descanso.

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“Ya!”

               Sujin, afastou o celular do ouvido ao ouvir o grito do tio.

“Quando você sair do hospital é para pegar o primeiro voo e vim direto ‘pra cá, entendeu? ”

               Ela ia responder, mas foi cortada.

“Não! Melhor que isso: eu é que vou pegar o primeiro voo direto ‘pra aí. ”

— Tio, estou bem... foi só um arranhão — tremeu sentindo dores por todo o corpo. — Desculpe por te preocupar, mas sei que não ia gostar de não ser avisado, só por isso liguei. Eu não quero que deixe seu trabalho aí e muito menos quero ter que voltar pra Busan — esperou pacientemente ele gritar com ela, nesse meio tempo Chorong apareceu e se sentou ao seu lado. — Eu amo você também e pela última vez: está tudo bem, ok? Não se preocupe que vou ligar todos os dias até o senhor se encher de mim... tchau.

— Ei, você! — Cho tocou seu ombro no dela, sorrindo.

— Oi — sorriu em meio a um suspiro de alivio.

               As duas estavam no telhado do hospital, um lugar agradável e cercado por verde. A manhã não trazia consigo o céu azul ou a rotineira brisa quente, apenas as densas nuvens e o ar gélido, porém, ainda assim alguns pássaros permaneciam ali, as agraciando com as belas melodias entoadas.

— Sua família? — Cho quebrou o silencio.

— Sim, o único familiar que tenho.

— Você me faz sentir uma filha desnaturada — comentou ela rindo.

— É? Por quê? — Sujin riu junto com ela.

— Não gosto de ligar para minha família quando estou com problemas — confessou.

— Por que não?

— Bem... eu vivi em um orfanato até os meus oito anos, então quando conheci meus pais e irmãos já tinha toda uma concepção formada, no começo foi trabalhoso me acostumar a aquele novo estilo de vida, sabe? Ter pessoas com quem contar o tempo todo e que me tratavam com tanto amor, não queria fazer nada errado, não queria dar motivos a eles para que achassem que tinha algo de errado comigo, então eu encobria e sorria o tempo todo. Mas, de alguma forma eles descobriam e me cercavam de cuidados e atenção, eu realmente gostava, só me incomodava a parte de vê-los preocupados. Acho que me acostumei a agir assim. —  Contou Chorong de olhos fechados, com a cabeça inclina para o céu.

               Sujin, calmamente absorveu as palavras da mais velha, alegrava-a o fato dela contar-lhe algo assim.

— Eu acho que entendo... depois que minha mãe morreu, meu tio foi a pessoa mais próxima de paternidade que eu tive, e eu quase estraguei tudo com problemas envolvendo drogas, álcool, uma irmã gêmea morta...

— Oh, meu... O que? Isso não é algo que você joga na roda desse jeito. — Cho a olhou surpresa.

               Sujin gargalhou com a expressão chocada da mais velha.

— Desculpe, tem regras para isso? — Questionou controlando o riso.

— Sim! Primeiro conte uma história e depois jogue a bomba — se sentiu mais relaxada vendo que Sujin não parecia tão incomodada em falar. — Esqueça... olha essa carinha de princesa, mas uma vida tão sombria. — Lamentou apertando as bochechas cheias da garota.

— Pare — ela riu afastando suas mãos.

               Uma nova brisa gélida as envolveu, causando tremor em seus corpos.

— Você esteve com a SunMi? — Perguntou Chorong.

— Sim, desde que acordei fiquei com ela no leito, mas ela continua inconsciente. Você?

— Fui vê-la agora pouco... — a viu tremer. — Acho melhor entrarmos. Quer tomar café?

               Sujin, concordou e as duas desceram em direção a lanchonete. O lugar era imenso, contudo isso não impediu Cho de localizar rapidamente Seokjin em meio a tantas pessoas, ocorreu que pudessem obter alguma informação dele acerca do ocorrido.

— Eu acho que devemos falar com ele — falou com a mais nova.

— Tem certeza? Sinto que já tive o suficiente dessa história, mas realmente quero saber como Taehyung está.

               Elas concordaram em ir até lá, mas Sujin parou subitamente na metade do caminho e logo Chorong estacou também, estavam na mesa com Seokjin: Yoongi e Jimin.

— Ok, má ideia — falou Chorong dando meia volta.

— Ele está acenando — comentou Sujin acenando para Seokjin.

— O que você está fazendo? Pare com isso.

— Ah, vamos lá... — puxou-a em direção a mesa.

— Bom dia, garotas — cumprimentou-as Seokjin.

               Elas não responderam de imediato, pois se viram presas aos olhares intensos que outros dois lhe lançavam.

— Eu vou buscar café ‘pra nós duas — murmurou Sujin se retirando dali depressa.

— Bom dia. — Chorong sorria amplamente, disfarçando o embaraço. Se sentou ao lado de Seokjin e Yoongi.

— Muito bom mesmo, estamos vivos. — Jin comemorou sozinho.

— Você se sente bem? — Perguntou Jimin com o ar preocupado.

— Sim, eu me sinto muito bem — respondeu comovida com a sinceridade do loiro.

— Isso é bom — observou Seokjin. — Vocês trabalham juntos, não é? — Comentou ele, bebericando seu milk-shake.

— Pelo visto não por muito tempo — falou Yoongi notando os curativos no rosto da garota.

— Como é? — Perguntou ela abismada.

— Soon-ae é bem seletiva quanto a suas modelos — disse sem fazer muito caso.

— Eu tenho certeza que ela vai compreender o que aconteceu — afirmou com convicção.

— Ela tem razão, os ferimentos vão cicatrizar rápido. — Jimin tentou ajudar, porém, se encolheu com o olhar que ela lhe direcionou quando proferiu “cicatrizar”.

               O semblante de Chorong mudou rapidamente.

— Eu sou tão indelicada... como Hoseok está? — Perguntou para Seokjin, ignorando o clima entre ela e Yoongi.

— Oh, ele vai ficar bem, não é, Jimin?

— Sim! Ayoung sunbae, é simplesmente genial, ela sabia exatamente o que fazer, como uma profissional, quando a situação complicou ela manteve tudo sob controle e nós fomos até o fim... ele não acordou ainda, o que é normal, porém devemos ficar atentos.

— Resumindo é bem provável que ele esteja melhor que você — alfinetou-a Yoongi.

               Jimin e Seokjin, ficaram apreensivos perante o clima tenso entre os dois. O mais novo, alegou que iria buscar mais comida para eles e ignorou o visível apelo de Seokjin para que ficasse. Chorong, abriu um sorriso de canto.

— Então... — Jin fez menção de tentar amenizar.

— Qual é o seu problema comigo? — Ela bradou irritada.

— ‘Tá falando de...? — Yoongi se fez de desentendido.

— Do jeito que você me trata! Isso já encheu — ela bufou.

— Ah, isso? Não é nada demais, completamente normal — ele sorriu irônico, dando uma mordida no sanduiche.

— Aí, não... poderia ser pelo que aconteceu antes? — Adivinhou.

— Por favor, como se isso fosse realmente me afetar — debochou.

               Chorong, franziu o cenho. Se irritou com a atitude do homem, então ele agiria assim? Respirou fundo tentando não perder a calma, ela era uma mulher adulta. Jogou uma mecha do cabelo para trás e sorriu.

— Claro... deve acontecer o tempo todo, não é?

— Na verdade não, mas é algo desagradável ‘pra lembrar — falou com sinceridade.

               Seokjin, olhava a cena divertido, não entendia absolutamente nada do que falavam, contudo, não vira Yoongi agir de forma tão naturalmente divertida com uma mulher desde que se separara de sua noiva.

               Cho, deixou as mãos caírem na mesa, a raiva a possuiu dos pés à cabeça, sentiu o rosto fumegar.

— Idiota! — Gritou atraindo a atenção de algumas pessoas. — Se você dorme com uma pessoa não diga na cara dela que foi desagradável! — Ela arregalou os olhos e cobriu a boca com as mãos, as palavras escorregaram tão naturalmente.

               Jin engasgou com a bebida e Yoongi a encarou perplexo.

— Eu não... — engoliu em seco. — ‘Tava falando disso — completou num sussurro.

— Ah... — Chorong entendeu, desnorteada. — Eu... eu... vou...

— Oh. Meu. Deus! Vocês estão namorando?

               Uma voz feminina gritou em meio à multidão, logo a figura baixinha de In Sook se aproximou da mesa deles.

— Filho! — Ela abraçou Yoongi, beijando suas bochechas.

— Isso vai ser tão divertido. — Riu Seokjin, recebendo os beijos da tia.

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               Sujin, evitava a todo custo olhar para trás. De alguma forma ela conseguia perceber a presença de Jimin a pouca distância de onde estava, se irritou com a demora em trazerem o seu pedido, não compreendia o nervosismo que sentia em sua presença e nem queria entender, lapsos da noite em que dançaram juntos apareciam repentinamente fazendo seu estomago revirar, continuaria martelando essas coisas em sua cabeça, contudo a dor aguda que se manifestou em sua testa acabou por fazê-la esquecer-se completamente. Levou a mão ao local enfaixado, o acidente ainda parecia um pesadelo, porém, as feridas em seu corpo mostravam que tinha sido real, as imagens embaralhadas ficavam insistindo em voltar, ela podia estar ficando louca, porém se lembrava com clareza de ter visto uma silhueta os tirando do carro.

— Você está bem? — Perguntou Jimin.

               Ela olhou ao redor atordoada, seu ouvido zunia e o corpo formigava, como se tivesse desmaiado. A moça atrás do balcão a olhava estressada pela sua demora em agir. Jimin, pegou a bandeja com os copos de café a conduziu para outro lugar.

— Sua testa está sangrando, acho melhor ir fazer outro curativo — informou ele, contudo, a garota não se manifestou. — Eu chamar uma enfermeira.

               O garoto já se preparava para sair, mas ela o impediu puxando-o pela barra de sua camisa.

— Eu... — tentou falar. — Não consigo respirar.

               Jimin, ajudou-a a ficar de pé e rapidamente foram procurar um médico, então encontraram Hansol no meio caminho que prontamente atendeu a garota.

— Você deveria fazer um exame cardíaco, mocinha — recomendou vendo-a inalar o ar através do aparelho. Ela apenas concordou com a cabeça. — Então, vocês são amigos? — Direcionou a pergunto a Jimin, enquanto trocava o curativo da outra.

— Estudamos na mesma na universidade — respondeu ele.

— Minha irmã parece ser bem próxima d’Os sete*. Ela estava com Seokjin e Taehyung no carro — comentou aleatoriamente.

               O mais novo, olhou para Sujin, como se entendesse que ela era a irmã.

— Chorong — disse ela.

— Ah... só a conheci noite passada — contou.

— Na festa?

— Que festa?

               Hansol, terminou o curativo e se virou para Jimin que parecia um pouco confuso.

— Deixa ‘pra lá — cortou o assunto, áspero. — Taehyung, já está acordado, caso queira vê-lo — informou se despedindo deles.

— Estou bem — falou Sujin em um sussurro. — Antes você perguntou, agora estou respondendo.

               Jimin, passou a mão pelos cabelos bagunçando-os, queria perguntar mais coisas a Sujin, mas sentia nitidamente que a garota insistia em fugir de qualquer mínima aproximação dele, isso o deixava extremamente confuso.

— Você pode ir ver Taehyung se quiser, vou ficar bem — disse com suavidade.

— Eu não acho que é uma boa ideia — concluiu fracamente.

               Sujin, observou que seus olhos adquiriram uma expressão triste. No dia anterior, quando, com a saída de Ayoung, os três ficaram a sós no corredor, ela pôde notar que os dois garotos partilhavam de um estranho sentimento com relação ao outro, por um momento pareceu ser raiva, porém algo como saudade passou por seus olhos.

— Bem, eu quero ir vê-lo agora, gostaria de saber como está — informou se levantando da cama, contudo, não deveria tê-lo feito tão rápido, pois cambaleou alguns passos.

— Acompanho você. — Jimin a segurou agilmente.

               A garota assentiu não rejeitando sua ajuda, por mais que quisesse. Eles seguiram pelos corredores de braços dados em uma situação um tanto constrangedora para os dois. Após percorrerem alguns corredores, enfim chegaram a ala em que o jovem estava, antes mesmo de entrarem puderam ouvir a risada alta de Taehyung seguida de outra, também masculina. Jimin, se afastou alguns centímetros dela e abriu a porta. Sujin entrou primeiro, timidamente, atraindo a atenção de Taehyung, que esboçou um belo sorriso ao vê-la, logo seus olhos ficaram surpresos ao ver a figura de Jimin surgir atrás dela.

— Oi — falou Tae em um misto de ânimo e surpresa, olhando para os dois.

               Sujin, notou a presença de um homem no sofá ao lado, e o cumprimentou silenciosamente, este retribuiu.

— Como você está? — Perguntou ela se aproximando da cama.

— Me sentindo esmagado por um caminhão, mas estou bem — dramatizou aos suspiros, fazendo-a rir levemente.

— Exagero sempre foi sua especialidade — disse Namjoon com um rolar de olhos.

— Eu quase morri noite passada, não estou exagerando, não é, Sujin?

— Ele está completamente certo! — Concordou com cumplicidade.

— Como Seokjin está? — Se dirigiu a Jimin.

— Bem... — sussurrou, sua voz transparecia incomodo.

               Namjoon, tossiu limpando a garganta e se levantou do sofá, abandonando o livro que lia em qualquer lugar, se aproximou de Jimin e falou algo inaudível para os outros dois, relutantemente Jimin o acompanhou para fora do quarto, deixando a garota curiosa.

— Então, acabei de acordar, como as outras estão? — Tae chamou sua atenção.

— Resumindo estão bem, só SunMi que não acordou ainda — expressou em lamento.

— Não se preocupe, ela vai.

— Eu espero que logo...

               Sujin, mordeu o lábio transparecendo a indecisão entre falar ou não o que se passava em sua mente, porém, Taehyung percebeu e a incentivou com o olhar.

— Antes de eu desmaiar... acho que vim alguém lá. — Tae franziu o cenho não entendendo. — Posso estar louca, mas acho que ele falou com você, não podia ser DongSuk ou qualquer outro dos que estavam com ele...

               Seguiu-se um silencio após sua fala, a deixando impaciente.

— Você o conhecia?

__________________

               Ayoung, atravessou a emergência acompanhada de uma enfermeira que a conduzia em direção ao quarto de SunMi. Quando Sophie contou o que tinha acontecido, não escondeu o choque que levou, por mais que ninguém tivesse ligado, esperava encontra-las bem quando retornasse para casa, saira tão apressada que nem teve tempo de avisar Song, apenas deixou-a aos cuidados de Jungkook e Sophie. Adentrou o quarto sozinha, a enfermeira saiu afirmando que buscaria a localização das outras, por um momento ela se sentiu mal por não saber ao menos o nome da mulher, trabalhavam juntas, mas nunca se deu ao trabalho de aprender. Tirou o casaco pesado e o depositou sobre o braço do sofá, se aproximou da cama observando SunMi adormecida, ela carregava uma expressão impassível. Checou o aparelho cardíaco e, confusa, constatou que o mesmo se encontrava congelado, porém ainda ouvia os batimentos sendo emitidos, deu uns toques no monitor.

— Que estranho... — murmurou.

               Se virou para sair e chamar alguém que pudesse analisar o aparelho, contudo, sufocou um ruído de surpresa quando SunMi agarrou seu pulso com força, a impedindo.

— Oh, você acordou?

— Sim —  murmurou ela abrindo os olhos lentamente. — Unnie... o que aconteceu?

— Não se lembra do acidente?

               Ela negou.

— Vocês estavam em alta velocidade na estrada, quando o carro saiu do controle e foi para fora da estrada.

               SunMi, entrou em estado de silencio por um longo tempo, o que começou a incomodar Ayoung, ela estava estranha.

— Você... o que aconteceu com o bebê? — Sussurrou de modo mórbido.

— O que? — Ficou confusa.

— Ele morreu mesmo? Eu realmente queria saber o final.

— Acho que não está totalmente sã — comentou medindo sua temperatura, ela estava intrigantemente fria.

— Esqueça, procure minha irmã e diga a ela para ficar bem.

               Ayoung, piscou repetidas vezes voltando a si, olhou ao redor apreensiva, sentia como se tivesse dormido de olhos abertos. O monitor funcionava perfeitamente e SunMi continuava desacordada, tocou em sua testa e percebeu que a temperatura estava normal. Ela tinha imaginado? Até onde sabia a garota não tinha irmãos.

— Doutora Bae, aqui está o número dos quartos.

               A mulher retornou com um pequeno papel em mãos e entregou a ela, saindo logo em seguida. Ela deu uma última olhada em SunMi, está parecia dormir profundamente, era certo que tinha imaginado coisas. Pegou seu casaco e foi até o primeiro quarto da lista, ao ver Jimin na porta, se aproximou. Ele falava exasperadamente com outro, não notou sua presença, não se lembrava de antes tê-lo visto tão irritado.

— Até nas folgas você vem ao hospital? Isso já é obsessão, Bae.

               Hansol, surgiu atrás dela. Ela ia retrucar, porém o cansaço estampado em sua face a impediu. Ayoung, não era uma pessoa sentimentalista, longe disso, ela sempre agia metodicamente, talvez fosse os recentes acontecimentos a deixando mais sensível a tudo, assim estava a ponto de perguntar se ele se sentia bem, mas não sabia exatamente como fazer isso.

— Sabe aquelas irmãs que deram entrada há umas noites? Uma delas veio a óbito hoje, nenhum de nós esperávamos por isso, ela teve uma parada cardíaca...

               Ela acenou se sentindo um tanto abalada também, o estado da garota era estável, tinham certeza que ela sobreviveria, as duas irmãs passavam horas falando sobre como fariam uma grande festa quando saíssem dali, contudo, a vida é imprevisível.

— Você podia visitar a outra, ela gostou de você — ele comentou pegando uma prancheta da mão da enfermeira que passava por eles.

— Claro, depois de ver como todas estão, eu vou visita-la.

               Falou sozinha, pois o médico já não prestava mais atenção nela, deu meia volta e foi em direção ao quarto. Assim que Jimin a viu, cortou o assunto com o outro.

Sunbae.

               Cumprimentou-a respeitosamente.

— Olá!

               Saudou os dois. Namjoon, acenou contidamente e após uma troca de palavras com Jimin, se afastou.

— Como se sente? — Indagou vendo sua aparência desgastada.

— Melhor. Acho que todos nós precisamos de um descanso. Sujin, está aqui com Taehyung.

               Ela não sabia que os dois eram tão íntimos, mas balançou a cabeça afastando a impressão, logo adentraram no quarto. Os dois conversavam sobre a perna da garota, mas pararam ao vê-los entrando.

— Ayoung unnie!

— Doutora.

               Ficaram felizes em vê-la.

— Vejo que estão bem. — Seu tom era carregado de profissionalismo, como se estivesse falando com pacientes, isso fez Sujin rir levemente, a mais velha quase sempre agia assim.

— Me sinto muito melhor — disse ela se aconchegando no sofá.

— Eu sinto que estou morrendo aos poucos — brincou Tae.

— Considerando que a medida que o tempo passa envelhecemos mais e mais, então, sim! Você está morrendo aos poucos, lentamente seria mais adequado dizer — observou Ayoung inocentemente, cortando a graça do garoto.

— Seu primo tinha razão quando falou do seu exagero — riu Sujin.

— Vocês não são legais — expressou fazendo uma expressão enjoada. — Acho que esses remédios não estão me fazendo bem. — Pôs a mão sobre a boca.

— Você ainda está em jejum, por isso o efeito — comentou Ayoung, olhando o seu prontuário ao pé da cama.

— Não. — Sujin sobressaltou do sofá repentinamente. — Esqueci completamente do café de Chorong... onde eles ficaram? — Se virou para Jimin que apenas deu de ombros.

— Boa sorte, é capaz dela passar o dia reclamando — disse a mais velha.

— É só comprar outro — sugeriu Tae.

— Não é tão simples, Chorong unnie tem uma estranha crença de que o dia pode correr mal se não tomar o seu café logo cedo.

               Sujin, refletiu sobre como ela e Ayoung já conheciam, em tão pouco tempo, esse lado da companheira de casa, então dividir um lar significava conhecer, aquelas permitissem, tão bem quanto conhecia a si mesma?

— Eu vou com você. — Ayoung se ofereceu.

— Não — ela a interrompeu. — Jimin, pode ir comigo, não é? Você deve estar cansada... — sorriu sem graça olhando para eles dois.

               O loiro a olhou com estranheza, definitivamente não conseguia entende-la. Sem dar tempo a Ayoung, Sujin puxou o garoto para fora desajeitadamente.

— O que disse para ela? — Interrogou-o com o ar acusador.

— Por que supõe que eu tenha dito algo? — Ele se ajeitou na cama.

— Ela nitidamente quis me deixar com você.

— Ah, entendi... usando minhas habilidades sobre-humanas, previ que você ia vir aqui e fiz o acordo com ela — ele arregalou os olhos e balançou a cabeça como se aquilo fosse obvio.

               Ayoung rolou os olhos perante sua infantilidade.

— Sujin é uma companhia melhor que a sua se quer saber — soltou ele.

— Oh, sério? Não lembro de ter perguntado — fingiu estar confusa. — Já que não sou uma boa companhia, então, estou me retirando. — Se virou para ir embora.

— Espere um pouco, você não pode ir.

               Ele estava usando aquele tom, ela preparou seus ouvidos para ouvir uma daquelas gracinhas que sempre dizia.

— Preciso de um pouco de agua, por favor — diminuiu a voz.

— Só isso?

— Sim.

               Ayoung, suspirou aliviada e atravessou o quarto, indo até a jarra de agua sobre a estante perto da janela, seu reflexo na janela a assustou por um instante, estava pior que antes.

— Aqui.

               Lhe passou o copo e se apoiou no criado mudo ao lado de sua cama.

— Você parece bem, os outros não pareciam preocupados com você..., mas eu vi o seu prontuário.

— Já estamos preocupados demais com tudo, acho que isso é o de menos.

               Ela cruzou os braços e uma ruga de preocupação apareceu em sua testa.

— Você nunca demonstra ter o interesse que deveria em se tratar, não compartilha da sua situação com ninguém, por acaso quer morrer? — Não estava brincando. — É um suicida?

— O que? — Ele caiu na gargalhada. — Você é paranoica?

— Se você não morrer, o que acho improvável visto que sua taxa glicêmica é preocupante, ainda pode sofrer outras sequelas como, por exemplo: ficar cego, claro que não é tão comum, porém, quando ocorrem fissuras nos vasos da retina, por descontrole da diabetes, líquidos como gordura e sangue invadem e comprometem as células nervosas visuais dos seus olhos. Sendo assim, acho que de um jeito ou de outro você não tem amor a sua vida. — Finalizou descruzando os braços.

— Uau — ele suspirou alto, estava realmente impressionado. — Eu tinha dito a mim mesmo que me controlaria, mas sabe como fica extremamente bonita dando uma de sabe-tudo?

— Você... — desistiu dele.

— Eu sei! Não precisa me dizer essas coisas, não tem nada que você possa dizer que eu não saiba, doutora. Quando eu era criança, minha avó me levou a todos os médicos que pôde, não fazia sentido que o neto saudável dela tivesse ficado doente de repente, mas aconteceu parece que fui um dos raros premiados com essa condição, desde então eu tenho vivido a base de espetadas de agulha e remédios — por um momento Ayoung se sentiu incomodada com sua fala, porém logo a expressão dele se suavizou. — Mas não quero terminar com minha vida por isso, não seja tão apressada — ele exibiu um genuíno sorriso.

— Entendo. Você não consegue controla-la, não é?

               Tae a encarou surpreendido, ele não se lembrava de ter dito algo assim, deixara tão aparente?

— Acontece na minoria das vezes — disse ela dando de ombros.

               Não se importando muito, ela se sentou na beirada da cama, ganhando mais espaço à medida que ele se afastava.

— Tem algumas pesquisas em andamento, nunca pensou em participar de alguma?

— E virar uma cobaia, aí sim eu estaria procurando a morte — riu divertido. — Você parece cansada.

— Estou. Hoseok deu um pouco de trabalho — confessou.

Tae, evitou demonstrar tanta preocupação para não a intimidar.

— Como ele está?

— De verdade? Ele deveria estar um hospital, não sei como vai proceder a recuperação dele na universidade, ele precisa de cuidados especiais.

— DongSuk talvez passe um tempo fora das nossas vidas, acho que ele pode ir ‘pra um hospital — ponderou.

— Por que antes não podia?

— Eu realmente não sei de muita coisa — suspirou frustrado. — Mas acho que o que se aplica ao Jungkook serve para ele também. Parece que a “gangue” que eles fazem parte tem rixa com outra, é perigoso ir a um hospital, pois, eles ficam sem proteção ou coisa assim.

— E onde DongSuk entra?

— Bom, ele parece ser o líder. Jungkook, já comentou que ele não gosta daqueles que se mostram fracos, sempre opta pelo caminho da morte, então ele provavelmente entregaria Hoseok como um exemplo aos outros — explicou enojado. — Isso é cruel.

— Mais do que cruel — ela concordou. — Acho que não se trata de uma simples gangue, Taehyung. E talvez DongSuk não seja realmente o líder.

— O que você sabe? — Perguntou com curiosidade.

— De nada — respondeu verdadeiramente. — Deveria conversar com seu amigo e tirar suas próprias conclusões.

               Os dois foram interrompidos pela entrada repentina de Namjoon, ele trazia consigo dois copos de café.

— Deveria ter batido? — Indagou preocupado com sua possível inconveniência.

— Não — Ayoung se apressou em responder, sem dar espaço a Taehyung.

— Kim Namjoon — se apresentou entregando a ela um copo, que aceitou surpresa, mas sem recusar.

— Obrigada. Bae Ayoung.

               Namjoon, soltou um expressivo “oh” de familiaridade. Tae, tentou gesticular disfarçadamente para que ele não fizesse isso, Ayoung capturou o gesto e ele parou imediatamente.

— O que? — Olhou para os dois.

— Conheço sua mãe, a delegada Bae — bebericou o café. — Algumas encrencas da vida — respondeu antes que ela tivesse a chance de perguntar, isso pareceu satisfazê-la.

— Por que eu não ganho um? — Questionou visivelmente incomodado.

— Ciúmes? Que infantil — desaprovou Namjoon, fazendo Ayoung rir da expressão de Taehyung.

— Não sei do que ‘tá falando — virou o rosto constrangido.

— A enfermeira disse que você ainda não pode comer nada — explicou.

— Bom, já que tem companhia agora eu preciso mesmo ir — ela se levantou da cama. — Eu não achei que conseguiria dizer isso, mas você é mais tolerável quando está assim. — Desta vez adotou um tom humorado.

— Você é cruel — ele riu com gosto.

— Sim, sim. Foi um prazer conhece-lo — disse a Namjoon ao passar por ele.

— Doutora...

               Tae a chamou antes dela atravessar a porta.

— Sim?

— Obrigado.

               Ayoung, acenou saindo do quarto, se deu conta de que ele a agradecia demais.

__________________

               Mel, cobriu os olhos com o antebraço antes mesmo de abri-los. Seu corpo pesava, sua cabeça parecia estar em chamas. Estaria com febre? Girou na cama, ficando de lado, abriu os olhos e através da visão embaçada enxergou Jungkook ao seu lado. Ele parecia desconfortável sentado na cadeira, a cabeça pendia para trás, fazendo com que seu cabelo liso ficasse espalhado, a boca semiaberta facilitava a respiração lenta, olhou para as pernas penduradas no braço da cadeira. Deveria acorda-lo? Realmente não parecia confortável. Espantou os pensamentos, ele que se virasse depois. Mas, afinal, o que ele fazia ali? Até onde se lembrava eles tinham saído para ir a algum lugar, não esperava que voltassem tão cedo, ou melhor, não queria vê-los tão cedo, com exceção de Yoongi, não os suportava. Sophie, parecia enfrentar todo um drama pessoal e Jungkook insistia em ficar grudado nela o tempo todo, aquilo a deixava enjoada, pareciam aqueles casais que não tem consideração pelas pessoas ao redor e ficam demonstrando afeto. Tremeu só de pensar nisso, tinha asco.

               Voltou a fechar os olhos, apenas para piscar, mas acabou adormecendo novamente. Acordou com algo gelado em sua testa. Viu Sophie passando uma toalha molhada em sua testa, ela conversava com um dos estagiários da enfermaria.

— Acordada? — Ele demonstrou alivio.

               Song, a interrompeu e se sentou na cama, se sentia melhor em relação à antes.

— Que horas são?

— Quase onze. Quer comer ou tomar algo?

               Ela queria negar, porém, seu estomago roncou alto e doeu de fome. Sophie sufocou um sorriso, o que a irritou profundamente. Ia retrucar, mas foi interrompida pelo celular da garota.

— Sim, Jungkook? O que você quiser comprar, só estamos com fome. Sim, parece bom. Te vejo já, tchau.

               Mel, se chateou, não queria ficar tão ansiosa pela comida deles, desejava ir para casa, se perguntou onde estariam as outras. Passou os olhos por Sophie e notou que ela tinha encobrido os ferimentos com maquiagem, deveria ter algum problema com essa garota, foi a única coisa que ela conseguiu pensar.

— Vamos ao hospital depois de comer. Ayoung, me pediu para te dizer o que aconteceu, mas antes de tudo já adianto que todas estão bem.

               Song, franziu a testa.

— De madrugada elas sofreram um acidente de carro na saída da cidade. Mas como disse elas estão bem. — Se adiantou em dizer ao vê-la arregalar os olhos.

               Então era assim que elas estavam? O que mais teria acontecido? Nada parecia normal nessas últimas horas. Alguns minutos depois Jungkook voltou com duas sacolas de comida, nem se deu ao trabalho de agradecer, era obrigação deles.

__________________

               Chorong, pôs as mãos sobre a barriga, consequência da gargalhada que dava juntamente com Seokjin.

— Quando nos demos conta toda a mesa ia ao chão, todos os salgados e docinhos... o bolo já estava todo na cara dele mesmo — falou Seokjin entre risos.

— Hyung... — chamou Yoongi constrangido, mas também não escondia o riso.

— Ah, nem lembrem, naquele dia Soon-ae ficou possessa conosco... e ainda deu um trabalho para limpar — disse Sook limpando algumas lagrimas provindas do riso. — Mas foi naquele mesmo dia que Yoongi me chamou de mãe pela primeira vez — lembrou emocionada.

— Primeira vez? — Indagou Chorong.

— Sim. Antes de eu cair na piscina ele correu na minha direção e gritou “mãe” bem alto... foi a queda mais feliz que eu já levei. — Ela estendeu o braço imitando-o como naquela época, então recolheu-o delicadamente e o olhou com orgulho.

— Ele é adotado — explicou Seokjin a Chorong que aparentava confusão.

               Então, ela ficou emocionada assim como Sook, já estava, porém com a revelação se sentiu mais ainda, se lembrou dela mesma com sua mãe.

— Eu vou ligar ‘pra empresa, já volto — anunciou Yoongi se retirando da mesa.

— Mas e o aniversariante? — Cho retomou o assunto. — Deve ter ficado muito triste, não?

— Era minha irmã — disse Seokjin. — Na verdade foi ela que começou toda a guerra, possivelmente fez de propósito para irritar mamãe.

— A rebelde SunHee — suspirou Sook. — Sinto muita falta.

               Seokjin concordou com ela. De repente a senhora vasculhou a bolsa atrás de alguma coisa.

— Eu sempre ando com algumas fotos, quer ver? — Perguntou a Chorong.

— Sim — respondeu ela.

               A mulher já ia retirando as fotografias para fora, quando Sujin chegou afoita.

— Unnie, me desculpa. Eu comecei a me sentir mal e fomos procurar um médico, me esqueci completamente do café, aí fomos ver como Taehyung estava, Ayoung unnie chegou em um determinado momento, depois me senti com muita fome então fomos comer. Desculpa. — A garota falou rápido e aleatoriamente.

— A bela Sujin.

               Sook se levantou e cumprimentou a garota carinhosamente, em seguida a Jimin que a abraçou de volta.

— Não entendi muita coisa — a outra riu. — Mas está tudo bem agora, certo? Onde está Ayoung?

— Sim, tudo bem. Ela ficou com Taehyung.

— Você vai precisar de um atestado. — Informou Yoongi a Chorong.

— Oh, Sujin-Ssi este é meu filho, se lembra? — Indagou a mulher meigamente, interrompendo o filho.

— Olá. — A garota cumprimentou-o sem jeito.

— Tia, pare com isso, é constrangedor — pronunciou Jimin.

— Não é nada disso. Agora, eu prefiro a loirinha com ele — apontou para Chorong.

               Os meninos soltaram expressões de descontentamento, ela sempre fazia aquilo.

— Mãe, pare com isso, parece desesperada — reprovou Yoongi.

— Sim, tia. Yoongi fica com vergonha — riu Seokjin ao defende-lo. O mais velho parou assim que o outro lhe lançou um olhar fuzilante.

— Tudo bem, tenho certeza que ela não faz por mal, não é, senhora? — Chorong falou suavemente com Sook, as duas trocaram um olhar terno. — Vamos procurar Ayoung — se virou para Sujin.

— Já vão? — Perguntou Seokjin.

— Sim. Quero ver SunMi de novo também, talvez ela já tenha acordado.

— Não é a garota que você foi ver mais cedo, hyung? —Jimin foi indiscreto.

               Seokjin, ficou vermelho fazendo todos segurarem uma risadinha, então se despediram, Sook abraçou as duas antes de irem, a mulher era claramente fã de abraços. Quando as duas entraram no elevador algumas pessoas saíram revelando Ayoung no fundo do mesmo, um feliz encontro entre as três aconteceu, unanimemente decidiram ir direto para o quarto de SunMi, para verem o seu estado.

— Oh, unnie’s.

               SunMi, abriu um sorriso fraco ao ver as três entrando no quarto. Sujin, se deitou ao lado de SunMi, Chorong sentou na beirada da cama e Ayoung ficou de pé perto delas. As quatro conversavam animadamente, por um momento esqueceram o acidente e os demais assuntos. Um longo tempo depois, trouxeram algo para comerem, indo contra os protestos de Ayoung afirmando que não podiam comer ali dentro.

Onde eu estou?

Eu tenho andado por um tempo

Sem qualquer pensamento

— Vocês são tão barulhentas, posso ouvir lá do corredor.

— Mel Song!

               Elas chamaram em êxtase ao ver a outra na porta, logo esta foi puxada para perto delas. Ayoung, a olhou com alivio, ela parecia estar melhor.

Sob a luz quebrada da rua

Com a luz piscando

Os insetos se reúnem em torno dela

Familiarmente

— Você foi ver Taehyung? — Indagou Seokjin.

— Sim, acabei sendo forçado a ir vê-lo — respondeu Jimin com o pensamento em Sujin.

— Isso é bom — comentou Jin voltando a andar para o quarto.

Memórias que eu quero esquecer

Momentos que eu quero lembrar

Tudo está desaparecendo

Às vezes, eles dizem que o esquecimento

É uma coisa boa

Eu acho que eu posso, mas

               Sophie, entrelaçou seu braço no de Jungkook e pôs o queixo em seu ombro.

— Você é muito orgulhoso, sabia? — Falou ela.

               Jungkook a ignorou e desviou o olhar do refeitório pondo-se a andar. Logo, a imagem de Yoongi conversando animadamente com Sook desapareceu.

As pessoas que eu amava tanto

O calor permanece na ponta dos meus dedos

As memórias que carinhosamente permanecem no meu coração

Eu não quero perdê-los (2x)

— Hyung, então dessa é definitivo? Você vai ficar mesmo? — Se animou Taehyung.

— Como assim vou ficar mesmo? Eu estou o tempo todo aqui. — Namjoon deixou de ler o livro.

— Eu sei, só sentimos sua falta. — Ele ficou confuso com as próprias palavras.

               Ele ia responder, porém foi interrompido.

— Ei, seu idiota! — Jungkook abriu a porta com violência. — Como você diz ‘pra gente ficar vivo, mas no fim acaba se machucando mais que nós dois — encenou uma briga.

— Eu estou bem — reclamou Tae recebendo o abraço de Sophie.

               Jungkook, ficou surpreso ao ver Namjoon ali e o deu um abraço rápido.

— Hyung, vai ficar desta vez? — Jungkook abriu um sorriso exibindo os dentes.

— Como assim desta vez? Eu estou sempre aqui — ele ralhou fazendo-os.

— Bem-vindo. — Sophie comemorou, em seguida cantou uma canção de boas-vindas.

               Taehyung e Jungkook se juntaram a ela, deixando Namjoon encabulado, mas ele não escondia a alegria que sentia.

  O sol nasce novamente

O tempo passa novamente

Ontem fica enterrado com hoje mais uma vez

               Cheol, empurrou a cadeira de rodas em direção a janela do quarto, puxou as cortinas permitindo que uma fresta de luz atravessasse o quarto, depois retornou novamente para a cama de Hoseok, ele segurou firmemente sua mão e ficou emocionado quando a mesma foi apertada levemente pela do garoto.

Estou ficando esquecida

Eu estou desaparecendo

Da mesma forma

Tudo está saindo

— Uau, que voz bonita.

               Uma criança demonstrou encanto olhando para a arvore.

— Do que você está falando, Tori? — Perguntou outra criança.

— Daquela moça na arvore.

               Apontou para o galho vazio.

— Seu estranho.

               A garota saiu correndo assustada.

               SunHee, sorriu para o garotinho, mas seu peito apertou, se ele conseguia vê-la significava que também morreria em breve.


Notas Finais


Link: https://www.youtube.com/watch?v=a76r8xiBiBs
Link do grupo no whatsapp >> https://chat.whatsapp.com/LPlH97404w4A9sktaMzHca

MEUS AMOR, vocês não sabem a saudade que eu tava de vocês, mds <3 eu tive tantos problemas que nem sei por onde começar, mas quero deixar claro a todas que estão comigo: eu sou completamente grata a vocês por todo apoio e por me suportarem nas minhas crises <3

Gente, qualquer dúvida não esclarecida sobre o cap mandem para mim, tá? Não vamos ficar perdidinhas, não <3

Ps: Mina não morreu se querem saber...

DIGAM O QUE ACHARAM pq eu sinceramente fiquei soft com esse cap.. bjs


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