História Remember - Capítulo 2


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Categorias Agents of S.H.I.E.L.D., Capitão América, Doutor Estranho, Guardiões da Galáxia, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Homem-Formiga, Jessica Jones, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), Punho de Ferro (Iron Fist), Quarteto Fantástico, Thor, X-Men
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bucky, Carol Danvers (Miss Marvel / Capitã Marvel), Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Drax, o Destruidor (Arthur Douglas), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Gamora, Groot, Heimdall, James "Logan" Howlett (Wolverine), James Rupert "Rhodey" Rhodes, Janet Van Dyne (Vespa), Jessica Jones (Safira), Loki, Luke Cage, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pantera Negra (T'Challa), Pepper Potts, Peter Quill (Senhor das Estrelas), Rocket Raccoon, Sam Wilson (Falcão), Stephen Vincent Strange / Doutor Estranho, Steve Rogers, Thor, Visão, Wade Willson (Deadpool), Wong, Yao/Ancião
Tags Drama, Família, Joias Do Infinito, Mistério, Os Vingadores
Visualizações 5
Palavras 1.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sei que prometi o capítulo para ontem mas realmente foi impossível de postar hehe
Mas aqui está ele, acabado de sair do forno! Espero que vocês gostem :)

Capítulo 2 - I - Esperança


14 de Setembro 2038
Baixa Manhattan, 2:47PM

 

Mesmo fazendo uma tarefa árdua que era amarrar um ladrão ao outro usando as faixas escarlates de Cyttorak, as pálpebras de Athenaïs pesavam sob os olhos azuis da garota, denunciando a imensidão do sono que a jovem sentia. Fazia algum tempo que ela não havia dormido direito, já que todas as suas noites eram passadas na rua e os dias na escola e apenas conseguia dormir quando Wong estava fora de casa. Manter uma vida dupla realmente não era fácil.

Desde que o alerta vermelho fora soado, a meados do mês de Agosto, que jovem decidira prestar luto a seus pais de uma forma diferente do que fazia anteriormente. No lugar de se esconder da verdade, ela usá-la como sua maior arma e continuar lutando; e ali estava ela, vestida com robes amarelos que encontrara na sala de seu pai, prendendo bandidos nas madrugadas quentes de verão.

— Eu vou te pegar pirralha! Você vai pagar por isso! — Resmungou um dos ladrões quando Athenaïs finalmente acabou seu serviço.

Em média, ela ouvia aquelas ameaças umas quatro vezes por noite. Lembrava-se na primeira vez que ouviu alguém dizer aquilo e não pode deixar de soltar uma risada baixa, recordando-se de como tinha literalmente ficado assustada com as meras palavras de um simples homem. Deu costas aos dois bandidos e lentamente caminhou até à porta do beco, mas foi interrompida pelos brados insatisfeitos de um dos homens.

— Você vai nos deixar aqui para apodrecer?!

Athenaïs limitou-se a virar a cabeça por cima, olhando para as pessoas atrás dela por cima de seu ombro. Deu uma longa analisada em cada um deles e, no instante seguinte, retirou o capuz amarelo, deixando os seus cabelos prateados cair sob seus ombros.

— Sim. — Respondeu asperamente. Logo, voltou o seu olhar para a frente e abriu um portal diretamente para a sua sala de estar escura, no Sanctum.

Adentrou a grande sala de estar e qual estava tão acostumada, vendo apenas a luz de prata da lua iluminar o cômodo. Sentiu uma brisa suave atrás de si, uma reação ao portal se fechando. Athenaïs virou os calcanhares para sair da sala, porém, a luz se acendeu rapidamente. Do lado oposto, se encontrava Wong, seu mestre de artes marciais. Wong era conhecido por, regularmente, ter apenas a sua expressão facial de completo ultraje com as loucuras que circundavam a família Strange, mas, no momento, Athenaïs via-o olhando para si com uma mistura de emoções dolorosas. Algo que ela realmente não esperava ver naquela noite.

— Como você encontrou essas roupas… Elas estavam guardadas nas coisas do Stephen! Athenaïs, quantas regras você quebrou só nessa noite?! — O mais velho avançou um passo, olhando-a com algum sentimento situado entre a raiva e a tristeza. — Você estava brincando de vigilante, não estava?

— Não é uma brincadeira! Eu estou fazendo mais do que muita gente por aí, eu estou–

— Brincando com coisas que não deveria! Você não ouviu nenhum dos ensinamentos?! Athenaïs, você está longe de completar o seu treino, você não sabe de nada.

— Meu pai tinha pouco mais de um ano de treinamento quando ficou cara-a-cara com o próprio Dormammu!

— Mas o seu pai é Stephen Strange–

— E eu sou Athenaïs Strange, eu sou filha de dois Magos Supremos! Eu sou–

Você é uma criança mimada que usa de um ego inflado para esconder o quão machucada está! — O grito de Wong assustou a jovem, fazendo-a recuar um passo e só depois poder absorver o que lhe havia sido dito. Lágrimas começaram a brotar dos olhos da garota, enquanto o outro, insensível ao olhar dolorido da garota, retirou um envelope amassado de dentro dos robes que normalmente usava e o atirou para os pés da jovem. Ela sabia muito bem o que ele iria falar dentro de momentos. — Você brinca de herdeira da linhagem, mas à primeira oportunidade de fazer algo que honre a sua família, você foge.

— Eu… não tenho nada a dizer para Lenora Stark… Eu não faço ideia onde eles estão. — Respondeu-lhe o mais firme possível, porém, sua voz fraquejou vezes demais para uma frase tão simples. — Eu iria apenas me humilhar à frente de semideuses, mutantes e garotinhas ricas. Não iria fazer nada de especial.

— Você poderia pelo menos trazer um pouco de esperança para as pessoas que vão estar lá. Nós magos não usamos magia para prender ladrões de supermercado, nós lutamos contra as ameaças místicas e trazemos esperança aqueles que nos buscam. Foi o que seu pai fez e foi o que a Anciã fez antes dele. — Houve uma pausa inesperada naquele monólogo. Athenaïs já chorava, olhando para Wong com indignação e vergonha e, em contrapartida, o Guardão da Biblioteca de Karma-Taj a olhava com desgosto. — E se você quiser vestir as mesmas roupas que ela vestiu, arranje coragem de fazer o que ela fazia.

 

-x-

 

14 de Setembro
Sanctum Sanctorum, 13:19PM


 

As fortes palavras de Wong ecoavam na cabeça da recém acordada, que olhava para a parede oposta, ainda presa nos pensamentos conturbados que a discussão da noite anterior lhe causara. Para ser honesta, Athenaïs jamais soubera que usava as vestes da tão falada Anciã e jamais imaginara que aquilo pudesse causar tanta revolta em Wong, um homem que ela sempre conhecera pela seu desinteresse geral pelas coisas banais do dia-a-dia ocidental.

Sentou-se no colchão e olhou para o espelho em cima da sua cômoda, podendo ter uma visão de seu rosto desgastado por longas horas de choro antes de conseguir cair no sono. Os cabelos prateados caíam por seus ombros, formando leves ondulações e conseguiam disfarçar levemente o estado miserável da jovem. Suspirou e desviou o olhar de seu reflexo, olhando para o seu criado mudo. Sob a carta que lhe fora escrita por Lenora Stark, estava o seu celular, que piscava uma luz verde. Preguiçosamente, pegou no aparelho, apenas para verificar quinze chamadas não atendidas de sua melhor amiga, Nicole.

Não seria uma surpresa dizer que a melhor aluna da classe estava faltando aula novamente. Todos imaginavam que fosse pelo “albinismo parcial” da garota, desculpa que ela mesma inventava para justificar a branquidão de seus cabelos, característica que tinha herdado de sua mãe. De certa forma, sempre fora mais fácil dizer que ela era uma albina parcial do que metade alienígena de outra dimensão. Mas Nicole sabia a verdade, Nicole sabia cada detalhe da vida de Athenaïs.

E ela sabia muito bem que ela não estava simplesmente escondida em casa por causa do sol quente.

Mas, mesmo assim, a jovem maga decidiu ignorar e se levantou da cama. Mas, assim que atravessou o quarto, ouviu o barulho de papel caindo no chão. Fez força na sua mandíbula e virou-se para trás, apenas para ver o que já previa ver: a carta, a maldita carta, estava no chão.

A completo contragosto, Athenaïs pegou no pedaço de papel e o amassou com toda a força que podia ser gerada da sua raiva e jogou a carta amassada no lixo. Porém, as palavras frias de Wong voltaram a se repetir na sua cabeça, como se o seu subconsciente tivesse uma opinião completamente diferente da dela sobre aquele maldito convite. O seu punho fechou com força, ao ponto de ela poder sentir suas unhas fazerem força contra a palma de sua mão, criando dor.

— Não sei o que vocês querem que eu faça… Eu preciso de respostas…

Rapidamente as palavras da jovem se dissiparam pelo ar do quarto, sendo absorvidas pelo vazio. Como ela esperava, não houve uma resposta e jamais haveria. Agora, ela era a única residente daquele lugar e poderia jamais voltar a ter o conselho de seus pais. Sentia-se perdida e sem rumo e cada vez mais concordando com as palavras ditas pelo seu Mestre na noite anterior: ela realmente era só uma criança mimada escondendo a dor.

— “É normal uma pessoa se sentir perdida, querida.” — Lembrou-se de palavras que sua mãe havia dito, anos atrás, enquanto sorria-lhe e penteava os seus longos cabelos tão prateados quanto os seus, olhando para a filha pelo espelho do banheiro. — “Eu, seu pai, Ivan… Todos nós passamos por momentos de provação nas nossas vidas e vamos passar por outros eventualmente. Mas sabe o que eu faço? Eu sempre medito e peço ajuda aos meus Mestres. Você nunca está sozinha.”

Memórias invadiam a mente da jovem Strange enquanto olhava para o papel amassado no lixo. Talvez estivesse na hora de engolir a pessoa que ela havia encarnado pelo último mês e pedir ajuda, as suas respostas estariam bem longe das ruas apressadas de Nova Iorque e sim nos vales do Nepal, no lugar aonde seu pai haveria de aprender as artes arcanas: Karma-Taj.

Vestiu o primeiro vestido que encontrou e como um vendaval, atravessou os corredores cheios de magia do Sanctum Sanctorum, ignorando os barulhos irritantes que os demónios que viviam por ali, tentando se alimentar da magia que inundava a sua casa. Com agressividade, abriu as grandes portas que a levariam até a base dos Magos. Atravessou o pátio, sem temer ser olhada de lado pelas roupas ocidentais que vestia, pois todos ali sabiam quem ela era. Não demorou muito para que chegasse à biblioteca e se visse cara-a-cara com Wong. Sim, ela tinha ignorado totalmente o conselho da meditação, ela detestava meditar.

Apressou-se a limpar o suor das suas mãos ao vestido, deixando o seu nervosismo claramente se mostrar, quebrando a postura firme com qual a garota atravessou o pátio cheio de pessoas que aspiravam saber utilizar as Artes Arcanas. Entretanto, o asiático à sua frente limitou-se a arquear uma sobrancelha.

— Sim? — Perguntou, finalmente dando fim ao silêncio instalado na biblioteca. Athenaïs engoliu em seco; realmente não queria recriar o cenário da noite anterior.

— Como é possível eu dar esperança a alguém?! — O outro arqueou a sobrancelha, desta vez, por pura curiosidade e não sarcasmo. — Você colocou dúvidas na minha cabeça, agora me dê as respostas.

O mais velho deu um suspiro pesado e colocou todos os livros que tinha nas mãos em cima de uma das grandes mesas da biblioteca, antes de se virar para a jovem novamente.

— Você ainda tem um longo caminho para percorrer, Athenaïs. Só você pode responder a essa pergunta mas se não entende nem isso, está mais longe do que eu imaginei.

— Eu tenho feito o que posso para manter as pessoas seguras. Eu nunca quis isso, mas eu não posso negar quem eu sou!

— A magia é algo complexo e vasto, que requer anos de estudo e dedicação. Mas também exige uma pessoa pronta a se sacrificar pelo bem maior, e para isso não é necessária uma linhagem de magos incríveis ou seres de outra dimensão. — Ela ouvia o asiático com atenção, sem saber como reagir aquelas palavras. — O que está a sua frente, Athena, é um grande teste que vem verificar se você está pronta ou não para o manto que você tanto quis durante toda a sua vida. E eu tenho razões para acreditar que ele começa esta noite, na Torre dos Vingadores.

Um suspiro escapou dos lábios da garota que não sabia como haveria de responder aquilo.

— Irei pensar nisso.

Com aquelas palavras, Athenaïs saiu da biblioteca em passos rápidos deixando Wong perdido em seus próprios pensamentos.



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