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História Remember me - Once more - Capítulo 16


Escrita por: ladyjeager

Notas do Autor


Olá, pessoas! ❤

Não consegui me segurar e trouxe mais uma capítulo aqui. A ideia já estava toda em minha cabeça, e então num surto de inspiração escrevi tudinho na maior empolgação.

Espero que gostem do capítulo.

Boa leitura ❤

Capítulo 16 - Capítulo 16


Fanfic / Fanfiction Remember me - Once more - Capítulo 16 - Capítulo 16

Eren

 

Não podia continuar parado apenas observando a cena sem fazer nada. Isso não devia e não iria continuar assim. Por isso, sai apressado, seguindo os passos de Rupert. Eu sabia que ele levava Mikasa até a enfermaria e só por um minuto o agradeci por andar tão depressa. Não precisou muito para que as enfermeiras viessem correndo até ele, então Rupert a deitou na cama e começou a explicar o que tinha acontecido. Me aproximei também, pois seria eu quem devia continuar dali para frente, mas não esperava ser impedido na metade do caminho por uma das enfermeiras: — Não pode passar daqui!

— O quê?

— Ela já está acompanhada, senhor.

Olhei para frente e vi Rupert conversando com o médico. Devia me sentir aliviado, mas uma raiva gigantesca tomou conta de mim: — Não, eu preciso.

— Senhor, não é permitido mais do que um acompanhante.

— Você não entende, eu sou o mari... — Contive minhas palavras ao notar o jeito curioso como a enfermeira me olhava. Eu queria contar a verdade a ela, só assim poderia assumir meu papel. Mas antes que conseguisse, a mulher foi me afastando aos poucos, até chegarmos à saída. Não resisti. Sabia que minha insistência só atrapalharia mais. 

— Sinto muito. — E então sem dizer mais nada, ela fechou a porta me deixando do lado de fora.

Sem conseguir compreender mais nada, permaneci parado do mesmo jeito, olhando para porta sem fazer ideia do que acontecia do lado de dentro.

Mikasa estava lá e não podia sequer chegar perto. Não quando Rupert parecia muito empenhando em cuidar de tudo. — Desgraçado! — Praguejei em voz alta, quase arrancando meus cabelos, enquanto os puxava para trás. — Isso... — Senti como se tivesse muito, muito mesmo a falar, principalmente a reclamar, mas do que adiantaria? Tentei agir da maneira mais madura o possível, embora fosse quase impossível de acreditar. Então respirei fundo sabendo que ao menos ela já estava em boas mãos.

A ala da enfermaria possuía acesso restrito e era compreensível que apenas uma pessoa pudesse entrar como acompanhante, mas como já estava do lado de fora, reparei na pequena sala ao meu redor e me sentei no sofá desconfortável perto da porta. Não ia sair dali, enquanto não soubesse o que tinha acontecido com Mikasa.  

E foi exatamente o que fiz.

Impaciente, olhei para o relógio na parede, mas tive a impressão de que os ponteiros nem saiam do lugar. E por diversas vezes esperei que alguém saísse daquela maldita sala e me dissesse algo. Mas isso não aconteceu. Não sei quanto tempo se passou, mas permaneci do mesmo jeito, sentado, os cotovelos apoiados em cima de minhas coxas e com olhar fixo a parede de madeira em minha frente, remoendo cada vestígio de arrependimento dentro de mim.

Até que, finalmente, a porta se abriu e só então é que fui capaz de piscar novamente. Levantei apressado ao ver Rupert aparecer. Ele me olhou de cima a baixo, parando bem a minha frente.

— O que aconteceu? — O perguntei.

— Ela vai ficar bem, foi apenas um desmaio. O médico acha melhor mantê-la em observação até a noite para ter certeza do que houve.

Olhei para a porta fechada atrás dele, imaginando se ela estava bem. Mas no minuto seguinte, encarei Rupert sem esconder minha insatisfação: — O que acha que está fazendo?

— Sobre?

— Você sabe muito bem o que quero dizer.

— Ah — Ele coçou a cabeça, sorrindo: — Está morrendo de ciúmes só porque fui mais rápido que você.

— Escuta aqui, seu filho de uma mãe. — Parei em frente a ele só para o olhar mais de perto. — Pare de agir como se soubesse de algo.

— Saber o quê, Eren? O que queria que eu fizesse? Devia ficar lá parado esperando você acordar de seus sonhos para salvar Mikasa? Se acha que estou dando em cima da sua mulher, não precisa se preocupar. Só estou fazendo o que faria com qualquer outra dama que precisasse de ajuda.

— Não espere que o agradeça por isso. E daqui para frente não vai precisar se preocupar mais. — Ressaltei, tentando não parecer atingindo por suas palavras.

— Ótimo. — Rupert deu de ombros, indo em direção a porta. Contudo, antes de se retirar, olhou para trás mais uma vez: — Você, com certeza, não merece o que tem. — E então, com as mãos no bolso, saiu andando calmamente.

E se a intenção de Rupert era a de me atingir, ele tinha conseguido. Havia raiva em suas palavras, e elas me atingiram em cheio.

Ainda mais por aquela não ser a primeira vez em que ouvi tal afirmação.

Estava com raiva, mas ela foi se esvaziando, dando lugar a decepção completa. Me sentei volta no sofá, incapaz de manter o equilíbrio e com a quietude do local, não fiz questão de controlar minhas lágrimas que já pingavam contra o chão. Sei que chorar não mudaria nada, mas a culpa tomou conta de mim, me fazendo parecer mais idiota do que já era.

Será que nem mesmo uma vez seria capaz de fazer algo certo?

***

 

— Com licença!

— Hum?

— Senhor, você está bem?

Uma voz feminina me despertou, deixando-me sem entender muito bem o que tinha acontecido. Só quando senti o toque gentil nos ombros é que abri os olhos por completo. Minha cabeça estava apoiada para trás e ao tentar me mexer, senti todo meu corpo doer de maneira desconfortável. — Eu...

— O senhor dormiu aqui.

— Não sei.

— Isso não foi uma pergunta. — Ela parou em minha frente, colocando as mãos na cintura.

Bocejei bem alto, esticando os braços para o alto, tentando me lembrar do que tinha acontecido. Por sorte, não foi necessário muito esforço, já que ao olhar ao redor, tive a impressão de já estar ali há um bom tempo. E mesmo sonolento, consegui me lembrar de tudo: — Mikasa! — Levantei apressado e isso quase me derrubou, já que minhas vistas escureceram. Se não fosse pela ajuda da enfermeira, com certeza teria caído no chão. Precisei de um instante para conseguir assimilar a situação e perguntar com um pouco mais de calma: — Posso vê-la?

Era evidente a curiosidade no olhar da enfermeira, e torci para que não fizesse tantas perguntas, por sorte, ela suspirou, assentindo: — Sim, mas não mais do que trinta minutos. — Abrindo a porta, ela me guiou até onde Mikasa estava.

Várias camas, uma ao lado da outra enchiam a enfermaria. Reparei que outras enfermeiras cuidavam de alguns soldados também, mas no local o silêncio ainda prevalecia. Andamos mais um pouco, até ela me pedir para esperar por um minuto. Ao olhar para frente, vi Mikasa sentada em uma das camas, o olhar perdido em algum canto da sala. Quando a enfermeira se aproximou e disse algo que não fui capaz de ouvir, seus olhos me encaram surpresos. A enfermeira voltou até mim e assentiu rapidamente: — Meia hora. — Então nos deixou a sós.

Engoli a seco, um tanto nervoso ao sentir o olhar de Mikasa fixado a mim. Contudo, não quis perder o pouco tempo que tinha e me aproximei de onde estava. Já havia uma cadeira ali, por isso me sentei para ficar o mais perto possível. — Você está bem?

— Já estive melhor. — Mikasa respondeu rápido, olhando para baixo.

Meu maior desejo era o de conseguir manter um diálogo em que pudéssemos nos entender, mas esse seria um grande desafio. Não sabia como começar uma conversa sem que minhas palavras a machucassem de novo. E também sabia que Mikasa não diria nada até que a iniciativa partisse de mim.

Suspirei cansado, reparando em sua aparência. O olhar dela também parecia cansado, mas um tanto avermelhado e tive a impressão de que ela tinha chorado.

— Você não precisa fazer isso. — Com a voz rouca, ainda sem me olhar, Mikasa falou baixinho.

— Isso?

— Estar aqui.

— Não? — Questionei incrédulo.

— Não quero que faça só porque acha que deve.

— E o que eu devo fazer então?

Finalmente, ela me encarou: — Eu não sei, Eren.

— Pois direi a você. — Arrastei a cadeira um pouco mais a frente, só para garantir que Mikasa escutasse minhas palavras: — Eu sinto que perdi qualquer direito sobre você a partir do momento em que escolhi não responder suas cartas. Não imagina o quão nervoso estou só de pensar em minhas atitudes. Eu podia ter feito diferente, devia, mas fui tolo em achar que não havia problema nisso. Quis acreditar que estava tudo bem. Sei o quanto a magoei e lamento profundamente por isso, mas... Mikasa, não quero perdê-la. — Quando nossos olhares se encontraram, notei o quão surpresa ela estava.

— Me perder?

— Não aguento ver Rupert agindo como um perfeito cavalheiro quando eu é quem devia desempenhar esse papel.

— Está com ciúmes, Eren?

— Não... — Minha resposta foi precisa, mas no fundo não era verdade, por isso, não quis mais esconder meus sentimentos atrás de uma farsa sem sentido: — Ah, porcaria. Estou morrendo de ciúmes, ok. Me corrói por dentro só em lembrar.

— Você... — Mikasa também parecia estar com dificuldade para falar, e isso atraiu minha atenção. Uma lágrima escorreu por sua bochecha: — Eu... — Seus lábios tremiam a cada nova tentativa: — Achei que você não se importava mais.

O quê? Não! Mikasa de onde... não! — Sabia que minha voz soava angustiada, pois era exatamente o que sentia. Segurei suas mãos com urgência. Precisava tocá-la, ansiava por aquilo: — Sinto muito, eu...  amo você, Mikasa. Sempre a amei. E sempre vou amar. Só que... bem, devia ter dedicado mais tempo a entender sobre o que casamento realmente é. Fui inconsequente e irresponsável, e isso a feriu. Me odeio por sempre fazê-la sofrer.

Não achei que teria coragem para revelar minha imaturidade daquela forma. Eu amava Mikasa, com toda minha alma, e sabia que ela sentia o mesmo, por isso não me ocorreu que meus gestos a causariam tanto sofrimento. Não era minha intenção, mas ela não sabia e por minha culpa, a deixei preocupada.

— Por que não falou comigo mais cedo?

— Estava tão desesperado para falar com você, que não consegui raciocinar direito. Depois de ontem não sabia como me aproximar.

— Eren, você é meu marido. Como pode pensar que não quero falar com você?

— Tive medo de estragar ainda mais nossa situação. — Quando os dedos de Mikasa se entrelaçaram aos meus, senti meu corpo tremer.

— Por que decidiu esconder nosso casamento? — Ela ficou extremamente séria ao perguntar.

— Acreditaria em mim se dissesse que fiz isso para protegê-la?

— Ah, é?

Seu tom de indiferença me deixou desconcertado, mas eu precisava me explicar e por isso, fui honesto em todas as minhas palavras. Contei a Mikasa que tinha decidido não dizer nada sobre nosso casamento por medo. Porque todos naquele acampamento sabiam sobre mim, sobre quem fui e o que fiz. Me sentia vigiado o tempo inteiro. Não podia arriscar coloca-la em perigo. Era um homem condenado, sujo e odiado. Não sei o que faria se alguém tentasse fazer mal a Mikasa pelo simples fato de ela ter se casado comigo.

Apesar de continuar a me fitar intrigada, soube que ela tinha aceitado minhas palavras. E por isso a pedi para que continuássemos dessa forma, mantendo nosso relacionamento em segredo. Talvez em breve, toda essa missão tivesse um fim e então nós dois poderíamos viver nossas vidas como sempre desejamos.

Agradeci internamente por conseguir colocar meus sentimentos sem que mais discussões acontecessem, mas isso não significava que Mikasa iria me perdoar tão facilmente. Minha falta de senso teve consequências e algo me dizia que esse era o motivo pelo qual ela estava ali.

— O que houve com você? — Minha pergunta a deixou receosa.

— O médico não soube dizer. Ele presumiu que toda essa situação tenha me abalado demais.

— E o que acha?

— Nunca me senti assim, Eren. Mesmo diante de todo o horror que vivi, nunca tinha desmaiado dessa forma. Não gosto de pensar o que pode ser.

— Existe algo que possa fazer para ajudá-la?  — Por alguma razão, o olhar de Mikasa se tornou curioso. Acho que minha pergunta tinha sido feita no momento oportuno.

— Já que perguntou...

***

 

Mikasa

 

 

Segundo o médico, ainda precisaria ficar mais um dia em observação até que ele tivesse certeza de que tudo estava realmente bem. Não era muito comum que as pessoas desmaiassem por aí de forma tão repentina. Embora, me sentisse um pouco melhor em boa parte do dia, alguns episódios de enjoo ainda insistiam em me atormentar e isso era o que mais me preocupava.

Respondi com toda a sinceridade a todas as perguntas que me eram feitas, mas a cada nova consulta, mais intrigada me sentia. E por isso, matutando sozinha, comecei a pensar em algumas coisas que me deixavam ainda mais intrigada.

Talvez os médicos do alojamento não estivessem habituados a receber mulheres, afinal a presença de homens era muito mais comum e constante. E talvez, só talvez, isso explicasse o porquê de nenhum deles, nem mesmo as enfermeiras, me perguntarem sobre meus períodos. Porque, bem... já haviam se passado alguns dias e nenhum sinal de que precisaria de meus panos. E isso nunca tinha me acontecido antes. Mas só me dei conta de que algo estranho estava mesmo acontecendo quando pedi a Eren que me trouxesse um pedaço de bolo de chocolate. Que tipo de pessoa pede isso em uma situação como esta? Ele, é claro, não tinha notado e por isso apenas concordou.

E eu queria tanto comer um pedaço daquele bolo. Não havia explicação coerente. Apenas uma vontade imensa. Minha boca salivava só de pensar.

Isso não era bom.

Se minhas desconfianças estivessem corretas, tudo só me fazia crer que talvez estivesse grávida. Coloquei a mão em frente a boca assustada com a possibilidade. Não seria anormal já que Eren e eu... enfim. E pelas minhas contas, meus dias em atraso só pareciam me dar mais certeza ainda. Queria me sentir feliz, mas um bebê em um momento assim. Vi como Annie ficou debilitada e como precisou de toda a ajuda possível. Quando me casei, não ache que essa maldita missão mudaria o rumo de tudo. Não me preocupei com as possibilidades, pelo contrário, ansiava pelo dia em que nossa família começasse a crescer. Mas que tudo acontecesse da forma correta e não do jeito como estava.

Eu só queria voltar para casa. Para nossa casa. 

— Eu consegui!

Voltei a realidade quando escutei Eren se aproximar, bem mais animado que o normal, trazendo uma pequena caixa em suas mãos. Ele puxou a cadeira e sentou ao lado de minha cama, entregando-me o pequeno embrulho. Abri a caixinha repleta de expectativas e me senti tão feliz ao ver o pedaço de bolo ali dentro: — Ah. — Minha barriga até roncou: — Como conseguiu?

— Dei um jeito. — Ele sorriu um tanto convencido.

Não esperei mais e usei a pequena colherzinha para comer: — Está delicioso. — Como podia me sentir tão maravilhada apenas com um pedaço de bolo?

É claro que com toda minha vontade, comi tudo com rapidez, mas a sensação de satisfação que meu dominou foi a melhor. Olhei para Eren de relance e ele nem sequer piscava.

— Eren?

— Hum?

— Você está bem?

— Estou, já você...

— O que foi?

— Nunca pensei que a veria comer algo com tanta pressa e... desejo.

— Você queria um pedaço? — Perguntei sem graça ao perceber que nem mesmo tinha oferecido.

— Não, Não! — Ele sacudiu a cabeça.

Me estiquei na cama, sentindo meus ossos estalarem, completamente dolorida e satisfeita. E assim, tentando disfarçar meus pensamentos, tentei não revelar minhas intenções: — Eren, posso te perguntar uma coisa?

— Claro.

— Já lhe ocorreu por um acaso que um dia, não agora é claro, porque... porque... será que você, nós dois... — Era realmente muito difícil tentar conversar sem revelar o verdadeiro significado.

— Mikasa?

— Nós...

Não sei conseguiria completar com minha frase com palavras tão sem sentido como as que balbuciava, mas para minha sorte, ou não, de repente, o médico se aproximou, interrompendo minha linha de raciocino completamente abalada para uma conversa breve e direta ao ponto.

Ele apenas me disse que tudo parecia estar bem e que podia voltar aos meus deveres como soldado. Ouvindo suas palavras apenas concordei em silêncio, reparando também em como Eren parecia aliviado. Eu devia me sentir assim, mas a verdade é que uma onda de preocupação me atingia por inteiro.

Depois de alguns instantes, com a ajuda das enfermeiras, me levantei, esticando bem meu corpo para não correr o risco de cair no chão. Me sentia bem, muito melhor do que quando havia chegado e usei isso para me convencer de que não precisava me preocupar com achismos.

Não tinha certeza de nada.

Então, assinei alguns papéis e com Eren sempre ao meu lado, deixei a enfermaria caminhando a passos lentos. Eren, me ofereceu seu braço como apoio e não fui capaz de negar. Mesmo melhor, precisava fazer tudo com cautela.

— Você estava dizendo algo antes do médico chegar. — Ele me perguntou, enquanto caminhávamos lado a lado.

— Estava? — Sabia que sim, mas seria melhor não continuar.

— Estava. — Sua afirmação veio repleta de desconfiança. — Mikasa, tem certeza de que está bem mesmo? Nós podemos voltar e...

— Estou bem, Eren. De verdade.

Demorou um pouco mais de tempo, mas finalmente conseguimos chegar até meu quarto. O doutor tinha sido claro ao dizer que devia descansar pelo resto do dia e era exatamente o que pretendia fazer.

Assim que paramos em frente a porta, Eren começou a me olhar parecendo preocupado e também muito curioso. Já tinha visto aquela expressão muitas outras vezes e sabia que ele estava pensando algo consigo mesmo. — Posso ficar aqui com você.

— Eu adoraria, mas preciso descansar e com você ao meu lado, isso não seria tão fácil. — Minha colocação o fez sorrir mesmo parecendo um tanto corado. — Vou ficar bem, prometo.

— Sei que vai. — Com cuidado, ele abriu a porta, mas antes de me deixar, se aproximou com cautela, olhando atentamente ao redor: — Mikasa. — Segurando minhas mãos gentilmente, Eren me olhou bem no fundo dos olhos: — Quero consertar as coisas.

— Sei disso.

— Não quero deixar mais nada em nosso caminho. — Apressado, ele me abraçou. Senti suas mãos acariciarem minhas costas com tanta dedicação que foi impossível não suspirar. Eren parecia assustado e um tanto nervoso. O abracei também, apoiando minha cabeça em seu peito, sentindo seu calor. Bem devagar, suas mãos afundaram em meus cabelos, me fazendo fechar os olhos para aproveitar aquela carícia de que tanto senti falta. Só quando os abri novamente é que percebi o quão próximo ele estava. Não pude evitar olhar para sua boca tão próxima. Mas antes que Eren me beijasse, me afastei de seu abraço, o que pareceu o deixar confuso.

— Vai precisar de mais do que isso para me convencer.

Eren me fitou com uma determinação desconcertante: — Então vou esforçar muito.

— Assim espero. — Acrescentei, sorrindo.

Gostava quando nossas conversas terminavam de forma solta como aquela. Gostava de sentir confiante a ponto de provocá-lo daquela forma. Gostava de tudo que Eren me fazia sentir. Sorri mais uma vez, antes de me despedir e então entrei para meu dormitório sentindo borboletas no estômago.

Literalmente.

Pois assim que fechei a porta, me senti tão enojada que quase cai no chão. Já com as duas mãos em frente ao rosto, corri e só o que consegui fazer foi pegar o pequeno vasilhame em cima da cômoda. Me ajoelhei no chão e coloquei tudo para fora. — Ah... — As pontadas no meu estômago faziam todo meu corpo doer. Olhei para o que estava diante de mim e notei com desânimo que todo o bolo de chocolate tinha sido colocado para fora: — Não acredito nisso.


Notas Finais


É parece que nossa suspeitas estão se concretizando e isso deixou a Mikasa bem preocupada. 🥺


Playlist Remember me:
https://open.spotify.com/playlist/0nJtS8uedKahq5CKHd7jSm?si=423282916374478d


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