História Remember me - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Original, Romance
Visualizações 0
Palavras 1.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá gentes, estou de volta.

Bom, pra quem lê minhas cartas acho que ficou visível que tenho passado por alguns problemas ultimamente. Estou lidando com eles, está tudo bem, mas estou com uma certa dificuldade pra escrever.

Não pretendo parar a história, mas não sei se vou conseguir manter a frequência dela.

Agradeço fortemente a quem não desistiu de mim ainda e acompanha a história, obrigada.

Boa leitura.

Capítulo 6 - Um cômodo proibido


- Certo, há alguns detalhes dos quais preciso te atualizar.

Rebecca fazia café e chá, animada e preocupada ao mesmo tempo, com a situação da May.

- Becky a Maya perdeu a memória.

A garota parou no mesmo instante e virou de frente para mim, sentado à bancada da cozinha.

- O que você quer dizer?

- Ela.. não se lembra. De nada. - quanto mais eu falava sobre isso, mais eu mesmo tinha mais noção do estado da May, e mais isso me machucava. - não se lembra de mim, não se lembra de você, não se lembra do acidente, não se lembra dela mesma.. nada.

- Oh, Jordan. - Rebecca se sentou ao meu lado e segurou a minha mão - Eu sinto muito. Mesmo.

E então percebi que meus olhos estavam cheios de lágrimas. Me levantei subitamente e virei em direção a escada.

- Não fale nada pra ela que tenha uma carga emocional muito pesada, isso pode bagunçar as memórias dela e traumatizá-la. Vamos revelando tudo aos poucos.

- Certo.

- Eu vou lá em cima ver como ela está.

- Jordan?

Me voltei a ela novamente.

- Sim?

- Tranque as portas dos quartos.

Concordei com um aceno de cabeça e subi as escadas.

* * * * *

Um pouco a frente da sala de estar ficava a cozinha, ela era toda branca, exceto pela bancadas bancadas cinza claro, na esquerda com a pia e o fogão e bem em frente a bancada com quatro cadeiras, pois não havia mesa. Jordan e Becky conversavam ali, então resolvi subir ao segundo andar, para não interrompê-los, mas não antes de avistar a porta ao lado da escada, que provavelmente dava acesso ao pequeno jardim interno.

Da escada dava pra ver melhor o jardim. Pude contar dez passarinhos ali, calopsitas talvez.

Assim que subi as escadas dei de cara com uma porta do lado direito. Jordan disse para me sentir à vontade, então, entrei no cômodo.

A porta dava acesso para um dos quartos da casa. À direita da porta, uma janela que dava vista ao jardim interno, à esquerda, um guarda roupa de pelo menos três metros, com uma pequena janela na outra extremidade com vista para a frente da casa e bem ao lado da porta do cômodo, um arco que revelava a área da cama, uma área simples, com carpete cinza claro no chão e paredes azul celeste, em contraste com o chão de madeira cinza escura e as paredes gelo do restante da casa. Havia ali uma pequena cama de casal encostada na parede com uma janela que revelava a frente, uma tv na parede aos pés da cama, o criado mudo cinza, a luminária de piso e uma sapateira.

Sobre a sapateira, havia uma decoração composta por porta retratos, miniaturas da cabine telefônica londrina, Coliseu e estátua da liberdade.

Em um dos porta retratos, uma foto minha e do Jordan.

Nós éramos jovens, no mínimo quinze anos mais jovens. Meu cabelo ainda não era azul, mas sim vermelho. Ele, era o mesmo de hoje.

Nós nos conhecíamos a muito tempo, e éramos muito próximos.

Achei melhor conhecer outros cômodos da casa.

- parece que você já conheceu seu quarto.

A voz veio do outro lado do corredor dando a volta na escada, assim que fechei a porta. Olhei para trás e vi Jordan sorrindo pra mim.

- Ah, sim - respondi - esse é meu quarto, então?

- sim, esse é seu quarto. - ele se aproximou - Escute, preciso te pedir que faça uma coisa, pelo próprio bem da sua recuperação.

- certo - respondi, confusa - do que se trata?

Jordan se afastou para o lado e apontou para o corredor do outro lado da escada.

- Ali, do outro lado, há mais três quartos. Eu estou dormindo no último, mas preciso insistir que você não entre nos dois primeiros, tudo bem?

Jordan me olhava com uma expressão séria e preocupada, o que me confundia ainda mais.

- o que tem nos dois quartos?

- só peço que não entre neles - ele fez uma pausa - por favor.

Eu quis perguntar sobre os quartos, quis perguntar sobre minha relação com ele, quis perguntar sobre o acidente e sobre a Becky, mas toda a minha linha de pensamento foi interrompida quando a porta ao lado se abriu e Maddu saiu dela.

- Ah, Joe, que bom. Eu coloquei as roupas da Maya no banheiro, não sabia se as deixava aqui ou na lavanderia mas peço para a Becky verificar isso depois, tudo bem?

- Claro Maria - ele respondeu - muito obrigada.

- Não foi nada - Maddu revelou um sorriso e se dirigiu a mim - tenho que ir agora mas, peço que confie no Jordan e na Becky, eles querem o seu bem tanto quanto eu, ok? - ela me abraçou e se encaminhou na direção da escada - Podem me chamar se precisarem de qualquer coisa.

- Obrigada. - agradeci, baixinho, enquanto ela descia as escadas.

- pode continuar conhecendo a casa se quiser, eu vou estar lá em baixo no quintal. - disse Jordan, indo em direção a uma porta de vidro no outro lado do corredor. - Chame a mim ou a Becky se precisar de alguma coisa.

- tudo bem.

Fui então em direção a porta ao lado, ao cruzá-la me vi em um cômodo aconchegante, as paredes cinzas e o painel em madeira cobrindo uma parede quase inteira iam contra o padrão da maior parte das paredes da casa. No painel, uma grande TV estava bem no centro e do outro lado da porta, próximo a janela, ficava uma mesa moderna com o computador. Acima do painel as únicas luzes do ambiente, para que houvesse mais luz na TV. Na parede oposta, um grande sofá branco com almofadas fofas convidava quem ali estivesse a se sentar e assistir um bom seriado por longas horas. Era a sala da TV.

Seja lá quem tivesse projetado toda a casa, parecia ter o feito com maestria. Por mais que eu não me lembrasse com clareza dela, cada cômodo me fazia sentir acolhida.

Voltei ao corredor e me direcionei a porta ao lado, dava acesso ao banheiro principal da casa. O móvel com cuba da pia logo na entrada era moderno e ao mesmo tempo delicado, o azulejo em tom pastel transmitia um ar de tranquilidade, perfeito para um banho demorado na banheira de hidromassagem dali.

Saí do banheiro com a intenção de voltar ao primeiro andar, mas antes que pudesse fazer isso, os quartos que Jordan me alertou para não visitar me chamaram a atenção, e por impulso me dirigi a eles.

Atravessei o hall, onde ficava a porta de vidro que dava acesso a uma área externa, um piano próximo a uma janela do jardim interno e algumas prateleiras de livros cheguei ao outro lado do corredor silenciosa e discretamente.

Segurei firme a maçaneta com cuidado para não fazer barulho ao virá-la, mas esse cuidado não teve propósito.

A maçaneta não virou, a porta estava trancada.


Notas Finais


Continuem acompanhando a história, muito obrigada pelo acesso.


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