História Remember me - Capítulo 11


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Emilie Agreste, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Luka Couffaine, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathalie Sancoeur, Nino
Tags Marichat
Visualizações 80
Palavras 2.230
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Quando o sol raiar


Chat Noir observava Marinette dormir, se sentia um verdadeiro stalker por tal ação, mas ele simplesmente não podia resistir. A azulada parecia um anjo dormindo. Talvez fosse por isso que passara doze dias apenas a observando de forma zeloza à noite, por isso, e também pela sua covardia. Queria adiar o inferno que enfrentariam o máximo que pudesse, mas é claro que isso não adiantaria para sempre.

Naquele momento, o felino se sentia dopado, era impressionante que mesmo depois do que acontecera na noite anterior uma simples ação de Marinette como dormir, poderia deixar sua mente inebriada e fazê-lo não pensar em mais nada. Aquele era o famoso efeito da Dupain-Cheng sobre ele.

O que as vezes era algo horrível para ele, sempre entregue a ela, bastava a garota piscar seus olhos azuis como se você a pessoa mais inocente do mundo que ele ficava aos pés dela.

E mais uma vez, ele se encontrava naquele ciclo, mesmo que a mestiça no momento, não estivesse fazendo nada. Já era tarde demais para ele, havia caído nas garras daquela joaninha e não havia mais saída.

Não pode evitar de levar suas garras até as madeixas dela e lhe fazer um leve cafuné.

Estava no paraíso ali perto dela, mas infelizmente a realidade o chamava e ele tinha que ir embora.

Tentou se soltar da mestiça que usava seu peitoral como travesseiro, se levantou devagar tentando não acordá-la. E quando se soltou a fitou novamente. Não queria ir embora, pelo menos não sem se despedir.

Ficou um tempo ali a analisando, cada segundo que possuíam era precioso ele não tinha mais nada a perder.

Se abaixou um pouco e beijou a testa dela de forma afetuosa e lenta.

- Até mais, Princesa. - murmurou. - Eu te amo.

Se afastou lentamente e se encaminhou rumo a janela, parou na frente dela e deu um suspiro.

Rezava a cada instante para as coisas voltarem ao normal e ele pudesse ficar com ela, mas suas esperanças se acabavam a cada dia que se passava. E se ele não fosse a pessoa que deveria cuidar dela no final, apenas esperava que ela fosse feliz. Mesmo que fosse sem ele.

Logo ele não passaria de uma lembrança vaga, a qual ela jamais se recordaria.

Saltou em direção aos telhados enquanto o sol nascia no horizonte, correu o mais rápido que pode. Apostando uma espécie de corrida contra o astro a qual ele teve o maior prazer de perder.

Parou bruscamente vendo os raios de sol que iluminavam aos poucos cada canto de Paris. Deixou os ombros caírem e ficou a admirar o céu.

Pela primeira vez, desde que aquilo acontecera com ele se sentia em paz.

 O sol brilhava com intensidade, fazendo nascer outro dia. E então, parado no mesmo lugar pensou que a ideia de sumir já não parecia ser tão apavorante, e ali, encontrou conforto nos braços da incerteza.

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Marinette formava e desmanchava seu sorriso numa frequência irritante. E pela décima vez naquela manhã, Alya revirou os olhos pela a azulada não lhe dar nenhum motivo para tal ação.

A ruiva sem paciência alguma, segurou firme os ombros da amiga e lhe chacoalhou para frente e para trás. - Por que está fazendo isso, menina?! Já estou cansada de te ver felizinha e depois depressiva sem explicações.

Marinette piscou os olhos repentinas vezes, dava graças a Deus por estarem no recreio caso contrário já teriam sido chamadas para a diretoria pelo berro da blogueira.

A futura repórter continuou a segurar a mestiça pelos ombros e a encarar em busca de respostas.

A azulada passou o peso de seu corpo para o pé esquerdo e deu um sorriso amarelo. - TPM? - falou em sua melhor cena. Infelizmente, Marinette era uma péssima atriz e Alya um radar ambulante de mentiras.

A ruiva deu um bufo de raiva e soltou a amiga para poder cruzar os braços sob o peito. - Pare de mentir! Reconheço seu sorriso falso a quilômetros de distância.

- Eu não estou mentindo Alya. Confia em mim! - a azulada se defendeu.

Alya deu outro bufo, sabia que a mestiça estava a enrolando, porém decidiu deixar isso de lado. Se Marinette não queria a contar deveria ter alguma causa.

Deu de ombros, analisou a azulada e mordeu o lábio inferior.

Em seu interior ocorria uma luta entre contar sua dúvida a melhor amiga ou ignorar aquele fato que a atormentava desde manhã cedo.

A blogueira não era o tipo de pessoa que pedia conselhos, era a do tipo que os dava. Contudo, sua incerteza a matava por dentro, ela era uma curiosa nata.

Marinette deu um suspiro ao notar a expressão que a bisbilhoteira realizava.

- O que foi? - questionou preocupada.

A blogueira permaneceu em silêncio durante alguns segundos, ponderando se contava seu problema ou não.

- Já teve a impressão de ter esquecido algo muito, muito importante mesmo? - falou desviando o olhar.

Um arrepiou passou pela espinha da de olhos azuis e ela se petrificou no mesmo lugar. Por instantes, pensara ter sido descoberta. Mas tirou esse pensamento da cabeça ao notar o semblante da morena.

Marinette assentiu vagarosamente e lhe perguntou o por que de tal indagação.

- Acho que esqueci algo. - murmurou à de óculos.

A mestiça franziu o cenho e a observou. - Seu celular? - perguntou.

Sabia o quão o aparelho era precioso para a outra, afinal era um de seus instrumentos para direcionar seus blogs.

Alya negou com a cabeça. - Não. É mais importante que isso.

Marinette levantou uma sombrancelha não reconhecendo a amiga. - Mais importante que seu celular? - murmurou com a cara franzida. - Talvez algo relacionado com uma pessoa?

Alya paralisou, e focou sua visão em um ponto fixo no chão.

Talvez fosse isso o que ela esquecera. Deu de ombros se sentindo tensa, rezava a Deus para lhe ajudar a encontrar respostas logo ou não descansaria até achá-las.

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Marinette ficou pensativa. Martelava constantemente o que Alya lhe dissera. A azulada já se sentia até mesmo acostumada ao fato de esquecer tudo, se antes já era assim agora muito mais.

Mas ver Alya esquecendo de algo a qual ela considerava de extremamente importante era novidade ao mesmo tempo que aterrorizante. A ruiva possuía uma boa memória, colecionava fatos em sua mente para podê-los utilizá-los mais tarde. Ou seja, a ação da morena não fora nada  normal.

A mestiça passou as mãos pelos cabelos de forma frustrada, enlouqueceria de vez se ficasse dando importância a fatos sem sentido.

Se virou para trás apenas para observar a amiga. Ela e seu namorado - Nino estavam sentados um ao lado do outro. Felizmente o moreno se encontrava bem melhor, no momento os dois estavam abraçados compartilhando um fone de ouvido e respondendo os exercícios de química com o auxílio um do outro, claro, que com mais Alya ajudando Nino do que o oposto.

Os dois eram absurdamente fofos juntos, talvez fosse por isso que Marinette não se incomodasse tanto de trocar de lugar com Nino de vez em quando, os dois mereciam um momento de paz.

A azulada se virou novamente para a frente dessa vez tentando se focar nos próprios exercícios, leu e releu várias vezes e não entendia nada. Química para ela, parecia mais outro idioma do que cálculos.

Deu um bufo descontente, a professora nem ao menos se encontrava na sala de aula para lhe tirar dúvidas.

Esfregou os olhos cansada, acordara de manhã cedo percebendo que mais uma vez Chat Noir não estava ao seu lado.

Era de custume isso acontecer, passarem toda a noite juntos e depois não haver mais sinal algum que ele sequer tenha existido. E isso causava a ela uma grande dor de cabeça.

A mestiça deu um grunido e bateu a cabeça na classe.

"Exercícios Marinette. Se foque nos exercícios." - repetia como um mantra para si mesma.

- A resposta é a letra E.

A garota levantou a cabeça da mesa com uma cara de confusão. O som da voz vinha de seu lado, o que era muito estranho já que ninguém se sentava ali desde que Adrien desaparecera.

Olhou para sua direita, sem entender nada. E se surpreendeu ao visualizar Chat Noir sentado ao seu lado.

- O quê? - murmurou chocada e com os olhos arregalados.

O felino deu de ombros e a olhou com seus olhos verdes intensos. - A resposta da questão 1 é a letra E. - ele disse como se fosse algo óbvio. - Sabe, quando duas ou mais substâncias reagem e formam um único produto é chamado de reação de síntese.

Marinette o olhava cética, como se não acreditasse de sua presença ali.

O loiro vendo esse comportamento deu um sorriso de lado. - Que foi? - disse em um tom descontraído. - Sou mais do que só um rostinho bonito.

- Não é isso! - exclamou.

Alguns alunos ergueram a cabeça de suas atividades e a olharam.

- Amiga, está falando com quem? - perguntou Alya com uma careta de dúvida.

A mestiça enguliu em seco enquanto pensava em uma desculpa convincente.

- A resposta da questão 1 não é a letra B! - contou com um sorriso amarelo.

A ruiva a fitou de forma estranha, e depois negou com a cabeça. - Se você diz. - murmurou voltando a se concentrar.

A mestiça suspirou e voltou a olhar para o lado. - Por que está aqui?! - susurrou tentando não chamar atenção.

- Vim te ajudar nas atividades, sei que é terrível nessa matéria.

Marinette o fitou como se ele fosse louco, o que talvez não estivesse muito longe da realidade.

O felino apenas deixou isso de lado e ergueu as pernas em cima da classe.

- Folgado.

- Os gatos são assim Princesa. - ele deu uma piscada. - Agora, vejamos a questão 2.

Marinette assentiu em contragosto e se ajeitou na mesa enquanto o loiro lhe explicava as atividades.

Tentava ao máximo não sentir nada ao ver o rapaz ocupando o lugar de Adrien, mas era impossível. Ninguém ousava sentar naquele lugar, quem ele pensava que era para fazer isso? 

Olhou para o felino de relance e assim, sentiu sua visão escurecer.

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Nathalie pernambulava de um lado para o outro, parecia que teria um colapso nervoso a qualquer instante, estava apreensiva.

Desde que Emilie contara a ela como fora o encontro com Marianne, a mulher não conseguia sossegar.

Esperava ansiosa pela ligação que a Lenoir ficara de dar. Mas até o momento nada.

Suspirou frustrada e se descabelou um pouco, antes de abrir a porta e entrar no cômodo.

- Nathalie. - disse Emilie se levantando do chão. - Recebeu a ligação?

A Sancoeur sacudiu a cabeça em negação, o que fez a loira voltar a se sentar no chão e suspirar.

Emilie Agreste não saía do quarto para mais nada, apenas ficava ansiosa e matutava pensamentos o tempo todo.

E além de não sentir vontade alguma de fazer algo, também se trancara ali pelo o bem de seu plano.

Seria incrivelmente estranho sair do quarto de uma hora para a outra.

Então, ficaria ali, usando todo o seu dom da atuação para ajudar seu filho. Gabriel não poderia nem desconfiar que as duas tramavam contra ele.

- Trouxe seu café. - disse Nathalie depositando uma bandeja ao lado da atriz.

- Obrigada...

A loira se ajeitou melhor no lugar e bebeu um gole do café com leite contido na xícara. - Acha que ele já se deu conta?

A secretária mudou o peso do pé para o outro de forma desconfortável. - Creio que ainda não, o senhor Agreste já teria feito uma anarquia se desconfiasse que os brincos sumiram.

A atriz assentiu voltando a tomar um pouco mais do líquido fumegante, e então, ela suspirou.

- A culpa é minha, não é? - murmurou fitando o chão.

A Sancouer franziu a cara e se aproximou da loira se sentando ao lado dela. - Culpa de que?

- Se eu não tivesse usado o miraculous nada disso teria acontecido. Gabriel não se tornaria Hawk Moth, você não ficaria doente e Adrien não teria sumido. - Constatou fitando o chão, se sentia envergonhada e triste. Emilie sempre prezara por sua autoestima, mas agora apenas possuía nojo de si mesma.

- Emilie isso não é verdade, você foi uma heroína. Se sacrificou por um bem maior. Fez o certo. - declarou e também se pôs a analisar o piso. - Se tem alguém culpada nessa história, esse alguém sou eu. Eu o ajudei Emilie, fiz sem me importar com o preço.

- Não diga isso. - murmurou ranzinza. - Se a culpa não foi minha, ela também não pode ser sua.

- Mas, isso não faz sentido. - disse a Sancoeur.

- De fato, não faz. Mas quem falou que precisa?

- Acho que não estou entendendo a senhora.

A loira deu um sorriso pequeno. Não tinha mais nada a falar, mas via uma fagulha de amizade aparecendo entre as duas. E isso de certa forma, era reconfortante.

Resultava agora esperar. Esperar a ira de quem um dia amou chegar como um tsunâmi e devastar tudo que já fora um dia construído e rezar para encontrar uma solução, antes que se afoga-se na tristeza.

E até lá, se manteria firme e deixaria a esperança fluir sem medo.

Amanhã seria um novo dia, afinal.



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