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História Remember Me - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo 01


Fanfic / Fanfiction Remember Me - Capítulo 2 - Capítulo 01

“So many questions

 But I'm talking to myself.” Words - Skylar Grey

 

Ela abriu os olhos com calma, sabendo dessa vez onde estava. Ela ainda não sabia quem era, nem mesmo o seu primeiro nome, não tivera tempo para fazer essa pergunta. Ficou tão nervosa e desconcertada, que o médico mandou o homem mais jovem sair do quarto, ele tentou contestar, mas diante da expressão apavorada dela, ele não teve muitos argumentos contra o mais velho.  Logo depois, o médico injetou algum tipo de sedativo que a fez dormir até àquele momento. Ela nem tivera tempo de contestar com nada, logo já sentia os olhos fecharem por conta do medicamento.

A cabeça já não doía tanto, o corpo ainda apresentava algumas dormências, mas no geral, ela se sentia um pouco melhor. O “bip” vindo do aparelho que media os seus batimentos cardíacos já não era tão rápido, ele agora era constante, o oposto de como estava quando ela acordou.

Depois de uma breve inspeção, ela descobriu que estava sozinha no quarto. Uma fraca luz passava pelas frestas de uma janela que ela só percebera a sua existência agora. Havia uma calmaria confortável no ambiente, permitindo que ela conseguisse, pela primeira vez, pensar com mais clareza.

“Oh a Senhora está acordada!” uma mulher diz ao entrar no quarto. Ela possuía os cabelos castanhos, era de estatura baixa, um pouco robusta, usava uma vestimenta branca e possuía uma expressão simpática. “Eu, hm, sou a sua enfermeira.” ela continuou, mexendo nervosamente as mãos “A Senhora gostaria de tomar banho?” ela aproximou mais da cama, inspecionando atentamente os aparelhos conectados ao corpo da paciente. Ela parecia nervosa, mas a enferma não fazia ideia do porquê.

A jovem encarou a enfermeira por alguns segundos. Precisava tomar banho, se sentia suja, esperava que o banho lhe desse algum conforto, mas, por outro lado, haviam algumas questões rondando a sua mente que precisavam ser respondidas.  Ela se ajeita o melhor que consegue na cama hospitalar, com cuidado consegue subir um pouco o tronco e se encostar no travesseiro, ficando quase que sentada.

“Sim, mas...” ela encara a enfermeira cuidadosamente, com medo que a mesma se negasse a respondê-la e ela ficasse sem respostas, como no dia anterior “Eu gostaria de saber algumas coisas.” ela continua, uma expressão desconfortável se instaura no rosto da enfermeira, e ela demora alguns segundos para finalmente responder.

“Eu... Eu entendo a sua curiosidade.” ela fala rapidamente, a jovem precisava prestar atenção para entender o que ela falava “Mas eu não posso contar muita coisa para a Senhora.” ela mexe nas mãos, nervosamente.

 “Por quê?” a outra pergunta sem entendê-la.

“Bem...” ela pensa antes de continuar “Não é bom para o seu estado ficar nervosa, as notícias lhe serão dadas com calma, não se preocupe.” ela diz gentil, mas a sua resposta não satisfez a outra.

“Você pode me falar quem eu sou?” ela resolve perguntar, ignorando as palavras da enfermeira, com a esperança que essa informação lhe fosse dada. A enfermeira pensou um pouco, mas por fim decidiu que poderia responder.

“Sim, eu posso. Você é a Pri...” ela parou, com os olhos arregalados e a outra jovem arqueou as sobrancelhas, novamente sem entender.  “Oh.” ela soltou um suspiro nervoso antes de continuar “Hm, o seu nome é Sansa Stark.” um sorriso surgiu no rosto de Sansa, finalmente descobrira algo, mesmo que fosse apenas o seu nome, por um momento se sentiu feliz, era algo tão pequeno, mas que de certa forma a dava algum conforto “Eu realmente gostaria de poder responder as suas perguntas, mas acho melhor irmos com calma, ok?” ela pede, fazendo a esperança de Sana se esvair e o seu sorriso sumir. Ela se sentia bem, ela aguentaria receber outras informações, ela sabia disso, mas a enfermeira parecia estar decidida sobre aquilo. Ela suspirou e, sem escolhas, acenou para a outra, afinal, não podia obrigá-la a falar, principalmente quando estava em uma cama de hospital.

Calmamente, - por causa do corpo dolorido e por estar durante dias deitada - ela conseguiu se encaminhar até o banheiro. A enfermeira a ajudou durante todo o momento, se certificando que nenhum incidente pudesse vir a ocorrer. Com o braço da enfermeira enlaçado ao seu, ela conseguiu chegar até o banheiro, onde em seguida a mulher a deixou sozinha, com a desculpa que pegaria outra roupa que ela pudesse colocar depois do banho.

Estava sozinha e foi quando pela primeira vez - com a respiração falha e o nervosismo latente - que se viu refletida no espelho do banheiro. Ela se observou com curiosidade.

Seu cabelo foi a primeira coisa que a chamou atenção, os fios estavam ressecados, mas pareciam ter sido muito bem cuidado antes dela ficar durante dias no hospital. Em seguida, eram as grandes olheiras que estavam formadas embaixo dos seus olhos que chamavam a sua atenção. Seu cabelo estava bagunçado, um pouco ondulado, estava espalhado pelo seu ombro. Os olhos não possuíam nenhum tipo de brilho, eram apenas mais um sinal da sua atual situação e da fraqueza que sentia.

Era possível ver a gravidade dos seus ferimentos espalhada pelo seu rosto; um corte acima do supercílio e um curativo que cobria uma pequena parte da testa. Sua aparência não era das melhores e ela se perguntou se todas aquelas marcas sumiriam.

“Não se preocupe, depois de uns dias não terá mais nada...” como se adivinhasse os pensamentos da loira, a enfermeira diz, assim que entra no banheiro e a encontra tocando, com os dedos trêmulos, os ferimentos do seu rosto. Carregava uma muda de roupa, que tratou de depositar no balcão, antes de ajudar a outra a tirar a roupa para o banho.

 

***

 

            A janela, parcialmente coberta pela cortina, era para onde toda sua atenção estava voltada. Ela tentou dissipar qualquer pensamento da sua cabeça, mesmo que, ela quisesse fazer o contrário, para que talvez encontrasse alguma resposta. Tudo que ela conseguia sentir era uma enorme dor de cabeça quando tentava recordar de algo. Não aguentava mais pensar como seria a sua vida, e por alguns momentos, onde estava o jovem rapaz do dia anterior, ele parecia conhecê-la e tudo que ela queria era enchê-lo de perguntas. Ele certamente poderia sanar todas as suas dúvidas.

Ela tentava imaginar o que as pessoas faziam fora daquela janela, durante o tempo que tentava distrair os seus pensamentos da sua falta de memórias. Mas ela não fazia nenhuma ideia, estava, ainda, confusa e se deixou levar pelo pedaço do céu azul que ela conseguia enxergar através da cortina. Parecia estar ensolarado lá fora. Pelo menos assim, ela não pensava em nada que a fosse trazer dor de cabeça.

Ela escutou uma leve batida na porta que a faz virar o rosto para onde vinha o som, poucos segundos depois, o rapaz que a visitou no dia anterior entra pela mesma.

“Oi.” ele cumprimenta se aproximando da cama da moça.

“Oi.” ela responde educadamente, encarando o rapaz com curiosidade, só agora, mais calma, que conseguia observá-lo devidamente. Ele, em sua opinião, era muito bonito, certamente possuía uma namorada por causa da sua beleza, mesmo na sua atual situação, ela pode notar.

“Está tudo bem? Você está sentindo alguma dor?” ele pergunta preocupado, já estando ao lado da cama dela.

“Sim, eu estou bem, não estou sentindo nada...” ele a analisa por um momento, parando somente quando se convence daquelas palavras. Sansa respira fundo, lembrando-se da sua conclusão; que ele deveria conhecê-la “Eu posso te fazer algumas perguntas? As pessoas aqui parecem não poder me responder muitas coisas...” ela pede receosa, não queria receber mais uma negativa.

“Claro, mas você tem que me prometer ficar calma, só assim eu posso lhe contar tudo. Mas temos que ir com calma, muitas emoções não são boas para o seu estado...” ele avisa e a loira apenas concorda com a cabeça, dizendo isso ele se senta em uma poltrona que ficava próxima à cama.

“Tudo bem...” ela pausa por um momento, pensando qual das suas várias perguntas faria primeiro, resolvera então começar pelas mais básicas “Eu tenho família?” ele balança a cabeça positivamente “Então porque eles não estão aqui?” ela pergunta por fim, o rapaz leva alguns segundos para pensar nas palavras exatas que usaria para respondê-la, o médico o avisara que ele não poderia estressar Sansa, devendo ir com calma.

“Eles estão aqui, mas o médico recomendou que fôssemos com calma com as visitas... Então por enquanto sou só eu.” ele responde calmamente, olhando-a nos olhos enquanto falava, ela se sentiu nervosa com aquilo. Nervosa com o olhar de alguém que ela não conhecia ou, não lembrava.

“Você faz parte da minha família?” ela pergunta, dessa vez receosa, estava apreensiva em fazer perguntas sobre o rapaz.

O que ela sabia se resumia em um nome: Jon, apenas isso, já que fora o nome que ele falara para ela no dia anterior. Sentia um nervosismo sem fundamento em descobrir quem ele era realmente. Não sabia dizer, mas algo parecia dizer que ele era alguém próximo a ela. O rapaz percebe o nervosismo da moça, fazendo que ele fosse ainda mais cuidadoso com as suas palavras.

“Bem...” ele pausa, afinal, como responderia aquilo? “Pode-se dizer que sim.” ele continua enigmático, fazendo que ela estreitasse os olhos, pensando o que as suas palavras significavam. Ela suspira, talvez, no momento, não seria melhor insistir em fazer perguntas ligadas ao rapaz, ela perguntaria quando se sentisse preparada para ouvir a resposta.

“Eu tenho irmãos?” ela muda o foco da conversa, mas Jon não se importa, ele estava ali para ajudá-la com o que ela quisesse.

“Sim.” ele responde com tranquilidade, sabendo que ela não estava tão apreensiva nesse assunto “Robb e Arya” ele dá um sorriso antes de continuar “Robb é seu irmão mais velho e Arya a mais nova. Eles estão ansiosos lá fora.” ele continua, de forma a deixar claro que ela não estava sozinha, que tinham pessoas que se importavam com ela, que estavam naquele local, mesmo que não pudessem vê-la.

Ela acena enquanto processa a informação. Ela se pega a imaginar como os dois seriam; se parecidos com ela, ou se os três eram totalmente diferentes. Tentou pensar como era a personalidade deles ou em outros detalhes, mas ela apenas conseguia criar na sua mente um esboço mal feito, afinal, sua mente estava vazia de informações.

“Quantos anos eu tenho?” ela pergunta subitamente, já que ao se olhar no espelho não tinha ideia de quantos anos poderia ter, estava com a aparência tão cansada que não saberia dizer se tudo aquilo era resultado do acidente ou da idade.

“Você tem 29.” ele responde sem ter que pensar muito naquela simples resposta, ele tentava ao máximo falar apenas aquilo que lhe fosse solicitado, apenas o que Sansa queria saber.

Sansa sente um incômodo no estômago com a resposta, ela havia perdido 29 anos da sua vida. Era tempo suficiente para toda uma vida ser construída, ter realizado sonhos e vontades, ter passado por milhares de experiências, passado por momentos tristes e outros felizes, ter amado e odiado...  Mas tudo que ela tinha no momento não passava de um nada, um branco teimoso que insistia em dominar a sua mente confusa.

 “E o que eu faço? Eu tenho um emprego?” ela pergunta a fim de interromper os seus pensamentos quase que desesperados.

“Bem...” ele suspira. Sansa logo percebe que era um dos tópicos em que ele era extremamente cuidadoso em responder “Você trabalha com a minha família... Acho que posso colocar dessa forma...” ele responde incerto.

“O que você quer dizer?”

“Hm, Sansa...” ele se mexe desconfortável “Acho melhor deixarmos esse assunto para outro momento...” a loira o encara, sua grande vontade era de questioná-lo por que, sentia-se extremamente curiosa, mas, por fim, resolveu respeitar o rapaz.

            Um silêncio impera no quarto, Sansa se sente desconfortável, havia tanto que ela queria saber, porém, ela tentava decidir se deveria mesmo perguntar. Tentou ler a expressão do outro, ele parecia tranquilo, mas o que a incomodava era o fato dele não desviar o olhar dela por nenhum segundo que fosse. Ela respira fundo, talvez fosse o momento de fazer a pergunta que matutava toda vez que pensava no rapaz.

“O que você é meu?” ela pergunta decidida, interrompendo o silêncio entre eles. O homem pisca algumas vezes, e finalmente desvia a sua atenção dela, tornando a observar a janela.

            Ele estava incerto, deveria contar a verdade? Ele não queria que ela ficasse nervosa, mas ao mesmo tempo queria sanar todas as dúvidas dela, afinal, era seu dever fazer aquilo, era o mínimo que poderia fazer diante da situação delicada.

“Bem...” ele a analisa, ela parecia estar relaxada, talvez não fosse tão ruim contar agora, afinal, uma hora ela teria que saber “Eu sou o seu marido.” ele solta, logo uma expressão de choque já estava no rosto da loira.

            Ela, desde o início, por algum motivo, estivera receosa com aquela resposta, mas ela não imaginava que fosse aquilo, na verdade, ela acreditava que não era nada demais, que esse sentimento estranho sobre o rapaz era alguma fantasia da sua cabeça. Em meio aos seus pensamentos desordenados, ela conseguia escutar o bip insistente dos seus batimentos cardíacos, aumentar. Suas mãos suavam, e ela não sabia o que fazer, o rapaz tornou-se visivelmente nervoso e temeroso com a reação de Sansa.

 “Marido?” ela pergunta confusa, a fim de confirmar o que tinha escutado.

“É... Marido.” ele confirma. Sansa fecha os olhos com força, sua cabeça voltava a doer, ela tentava manter a calma, mas era impossível.

“Há quanto tempo?” ela pergunta quando torna a abrir os olhos, encarando o rapaz ao seu lado.

 “Pouco mais de um ano.” ele diz com calma, com uma enorme vontade de segurar a mão da esposa, oferecê-la algum conforto, mas ele sabia que se fizesse isso a assustaria, e só Deus sabia como ele se sentia em ter que se manter longe dela.

           Ele imaginava como deveria estar sendo horrível para Sansa, ele queria desesperadamente fazer alguma coisa por ela, principalmente diante o olhar perdido dela. Sentia-se inútil naquele momento, sua Sansa estava com os olhos arregalados e tudo que ele queria era que as coisas voltassem ao normal. Mas ele resolveu que não tentaria nenhuma aproximação e que esperaria que ela conseguisse raciocinar com calma e sozinha.

Sansa acena com a cabeça, confirmando que havia escutado, mas então seu olhar se torna fixo em algum ponto da parede. Ela tentava entender a situação, mas não entendia. Tentava se acalmar, mas, novamente, era em vão.

Ela se sentia tão perdida! Queria desesperadamente desaparecer e não ter que enfrentar aquela situação. Como ela lidaria com isso? Era muito assustador, além de não se lembrar de nada ela tinha um marido! 

  “Oi...” eles escutam de repente, fazendo com que imediatamente se virassem em direção de onde vinha a voz “Vejo que a Senhora está melhor hoje...” era o médico, com seu jaleco branco e a sua mesma prancheta do dia anterior. Jon e Sansa tentam sorrir para ele, mas conseguem apenas um sorriso enviesado “Eu acabei de receber os seus exames.” ele comunica, uma expressão ansiosa e nervosa aparece no rosto de Jon, enquanto que Sansa ainda estava um pouco anestesiada com a recente notícia.

“E como estão?” o jovem rapaz pergunta rapidamente, o médico caminha até os dois e analisa a sua prancheta por alguns segundos. 

“Não há nenhum dano cerebral permanente, apesar da forte pancada que lhe causou a amnésia.” ele diz, Jon solta um suspiro aliviado, enquanto que Sansa escutava aquilo tudo, mas não conseguia ver aquilo como uma boa notícia, diante da situação “Mas eu recomendo que fique mais alguns dias no hospital, vamos avaliar melhor a situação.” 

“Mas e a memória dela?” Jon pergunta ainda ansioso, ele estava durante todo o dia esperando por esses novos exames “Não vai voltar?” ele continua, encarava o médico com expectativa e ao mesmo tempo, temeroso.

“Bem...” o medico começa incerto, fazendo Jon murchar um pouco “É difícil prever, cada caso é diferente e precisa ser melhor estudado. O importante é introduzi-la a sua vida como sempre fora antes, um ambiente familiar pode fazer as suas memórias voltarem.” Jon acena, voltando sua visão para a esposa, que ainda estava aérea. 

“Nós vamos cuidar disso.” Jon concorda.

“Ok. Era só isso.” o médico coloca a prancheta debaixo do braço, observando o casal com piedade “Acho melhor deixarmos a Senhora descansar, então...” ele diz em um pedido delicado para que Jon também deixasse a esposa descansar, eles não podiam abusar da hora de visita, ainda mais naquela situação.

“Tudo bem, eu já vou sair...” o moreno diz ao identificar o pedido do médico. O senhor de jaleco acena antes de virar-se para sair do quarto, deixando os dois jovens sozinhos.

            Ele observa a esposa, não queria deixá-la sozinha, mesmo que talvez ela não quisesse aquilo, ele queria ficar. Precisava certificar que ela estava bem, que não precisava de nada, queria simplesmente estar ao lado dela, porque isso já lhe era suficiente, sempre foi.

“Bem, eu tenho que ir...” ele se levanta da poltrona, ainda incerto sobre sair, afinal, podia se esconder no banheiro para que nenhuma enfermeira enxerida o visse. Quase riu da sua idéia ridícula, tinha que parar de ser egoísta e pensar apenas no conforto de Sansa. “Até logo, Sansa.” ele diz com pesar, indo até a esposa.

           Sansa ficou subitamente nervosa, como ele se despediria dela? Ela conseguiu ler a incerteza nos olhos do rapaz, nem ele sabia como seria o próximo passo. Até que ele, aos poucos, aproximar o rosto do dela. Ela ponderou a ideia que ele a beijaria e quase perdeu o ar, por estar apreensiva com aquilo. Sentiu os lábios macios e quentes tocarem a sua testa e suspirou aliviada.

 “Até logo.” ela acena antes do rapaz a lançar um olhar atento e fechar a porta. 

            Ela se ajeitou na cama, o coração quase palpitava diante de tanto nervosismo. Fechou os olhos com força, queria abri-los e encontrar uma realidade diferente daquela. Não queria ter que enfrentar tudo que estava por vir, porque ela sabia que havia muitas outras informações. Estava confusa demais e mal conseguia raciocinar adequadamente, o que mais queria naquele momento era desaparecer.

            Ela encarou um canto qualquer do quarto por longos minutos, tentava entender toda a situação. Não conseguia. No final, se perdeu no meio dos seus pensamentos. Era, no mínimo, angustiante. Tentava a todo custo de alguma forma se encaixar na sua atual realidade.

            No entanto, fechou os olhos com força depois de não obter nenhum resultado. Fechou os olhos e tentou se convencer que estava bem, tentando esquecer a realidade a sua volta.

 


Notas Finais


O que acharam?
Tenho vários capítulos prontos então me digam o que acham para eu ir postando eles <3

Ah, nessa história a Sansa é loira e mais tarde explicarei melhor o motivo.


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