História Remember us - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais, Samantha Arias (Reign)
Tags Supercorp
Visualizações 466
Palavras 4.055
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Here we go again babies
Bom dia e boa leitura ;)

Capítulo 5 - Minha outra mamãe.


Nolan tentou conter-se mais sobre as primeiras impressões que tivera de Lena, mas não conseguira. Ele dizia para quem quisesse saber quão ela era legal e como o passeio foi bom, parte de Kara alegrava-se pelo filho. Ter mais alguém para amá-lo era sempre bem vindo, ainda mais sendo esse alguém uma mãe. Sua outra mãe, mas outra parte incomodava-se.

Não fora uma Lena legal que deixara National City, mas então ela estava de volta e parecia legal? Depois de todo aquele tempo era simples assim? A loira perguntou-se virando de um lado para o outro na cama, desde que Mark deixara sua casa daquela forma não ligou, mandou mensagem ou fora ao seu encontro novamente.

Kara soltou uma lufada de ar e olhou para o criado mudo encontrando um objeto que iria levar para o sótão, mas não teve coragem tratando-se de um presente de Nolan. Ela esticou seu braço esquedo e então pegou o livro, ainda com seu agradável cheirinho de livro novo e passou a mão pela capa que tinha os dizeres “Memórias de um amor presente” e sem pedir permissão uma lembrança apossou-se de sua mente.

“O que é isso?” Ela lembrava-se de perguntar para Imra que lhe sorriu. “Bilhetes motivacionais”. Respondera e Kara juntara o pequeno papel que havia caído de seu armário. “L. L. Luthor?” Ela perguntou confusa e ouvira uma risadinha da senhorita Ardeen que a fez olhá-la novamente. “Você não sabe? São as iniciais para Lutessa Lena Luthor.”

Kara a olhou com confusão outra vez, aquele nome não lhe era estranho, ela pensou, estreitando os olhos. “Como você é lerda Kara! É só a crush de metade da escola que vive escrevendo por aí!” Imra respondera, Kara olhou para o bilhete novamente, por que alguém iria ter a boa vontade de deixar frases motivacionais nos armários da escola? Ela se perguntou.

“Ela não deve ser mais bonita do que a garota que eu vejo na biblioteca sempre” Kara respondera convicta fechando seu armário e Imra estreitou os olhos como quem diz que duvida. “Então é por isso que você não vai mais ao refeitório? Está sempre na biblioteca nos intervalos lendo livros de uma lista que você pesquisou?” A senhorita Ardeem perguntou embora já soubesse a resposta.

Kara dera um pequeno sorriso sem jeito, muito provavelmente estaria corada e arrumou melhor os óculos em seu rosto. “Bem... É... Mas eu não sei como chegar nela então eu só vou para a biblioteca e entre uma página e outra fico observando-a. Mas às vezes eu dou azar e as pessoas vão falar com ela e de repente chamá-la eu não sei para onde, antes de ir ela sempre me dá um sorriso contido quando percebe que eu estou olhando-a”

Pobre Kara. Fora o que Imra pensou naquela ocasião a respeito da sua falta de flerte e da sua timidez de sobra. Demorou algum tempo para Kara perceber que a garota da biblioteca e L. L. Luthor eram a mesma pessoa. Imra a ajudou a criar coragem em algumas ocasiões ligadas a Lena Luthor, mas a morena não parecia ter pressa e gostava do jeito introvertido e meigo da loira do coral que já sabia se chamar Kara Danvers, após perguntar para terceiros.

Kara voltou ao presente e soltou uma lufada de ar tirando os seus óculos e esfregando seus olhos, gostaria de não ter tido nada com Lena Luthor. Como gostaria, porque a sensação que tinha era a de que tudo que as duas viveram juntas, todas as promessas, os beijos, os sorrisos, os sacríficos e os planos faziam parte de uma grande e tosca mentira. Novamente seu olhar pairou por sobre o livro quando ela devolvera os óculos ao seu rosto.

Mas daquela vez por sobre a sinopse. A sinopse prometia que o conteúdo do livro seria o diário de um homem que escrevera como acabara mal a história de amor com quem ele julgava ser o amor da sua vida, Kara largou o livro ao seu lado. Quem iria ler sobre uma história de amor que não importava como havia começado, sabia que havia acabado mal?

Kara demorou a dormir aquela noite, em fato. Mas por fim conseguiu fazê-lo e apenas não contava com o fato de que iria sonhar uma lembrança. Sonhou com aquele verde, infelizmente inconfundível e brilhante, ele estava acompanhado de um sorriso lindo e largo e a expressão em seu rosto parecia transbordar em felicidade.

Quando ambas estavam ali, deitadas no telhado da escola após terem dançado no baile anual até cansar. E a loira só conseguia pensar que a morena tinha razão, que ali conseguiam ver as estrelas melhor do que de qualquer outro lugar. E que aquela brisa fresca estava de bom grado acariciando seus corpos, como podia? Kara Danvers se perguntou.

Como alguém podia num momento tão curto e tão simplório sentir-se tão feliz e tão realizada? Aquela brisa, aquelas estrelas, aquela visão, aqueles olhos verdes, aquele sorriso e aqueles lábios encaixando-se nos seus demoradamente como se tivessem todo o tempo do mundo, como se a vida não passasse do ali e agora.

Kara Danvers abrira seus olhos de súbito, mas em seguida os fechou novamente passando a espreguiçar-se para apenas então sentar-se com um olhar meio perdido, olhou para o lado e lá estava aquele livro. A loira curvou as suas pernas e, levara suas mãos à cabeça fechando seus olhos, o que Lena estava fazendo com sua vida? Por que tinha de estar por perto? As coisas poderiam ser mais simples se ela ao menos tivesse mantido distância da cidade.

-Certo, sim. Um bom dia para você também Jack.

Lena disse com um pequeno sorriso desligando em seguida, estava pronta para dedicar toda a sua atenção ao notebook à sua frente quando a campainha resolvera tocar. A morena levantou-se esperando dar de cara com Samantha, ou sua mãe ou irmão após atender a porta. Mas tudo o que encontrara fora um desconhecido.

-Perdão...?

Disse confusa buscando coerência.

-Lena Luthor?

-Quem deseja?

-Mark William.

O homem disse fazendo-a estreitar os olhos.

-Que seria...?

-O noivo de Kara Danvers.

E a partir dali as coisas passaram a ter uma conotação diferente, Lena levantou sua guarda e continuara com sua postura séria.

-Podemos conversar?

-Podemos.

A mulher respondera no mesmo tom dando passagem para que ele entrasse após fechar a porta Lena fechou seus olhos e respirou fundo para apenas então virar-se para Mark novamente.

-Sobre o que quer conversar?

-Nolan.

Poderia ela esperar que aquele possível diálogo acabasse bem? Poderia ela esperar alguma coisa de importante daquele diálogo?

-Estou ouvindo.

Lena respondera cruzando os braços abaixo de seus seios e olhando-o com certa atenção e a mesma seriedade de antes.

-É simples. Não bagunce a cabeça da criança, com todo respeito senhorita Luthor, mas você não é absolutamente nada dele.

O homem disse com um pequeno sorriso debochado fazendo-a estreitar seus olhos diante das palavras que acabara de ouvir. Ótimo. Por que ela não conseguia sentir-se surpresa com seu comentário hostil e infeliz?

-Ah eu não sou?

A morena perguntou arqueando sua sobrancelha esquerda com um pequeno sorriso irônico em seus lábios.

-Com todo respeito você disse? Pois bem. Com todo respeito senhor William eu só vejo alguém aqui que não é nada do Nolan que não seja namorado da mãe dele.

-Noivo.

O homem corrigira dando um passo à frente, praticamente inflando o seu peitoral. Veja só que ridículo. Lena pensou tentando acalmar-se por dentro e não se deixar desestabilizar.

-Namorado. Noivo. Nada... Eu ainda não compreendo o que o faz achar que é alguma coisa do meu filho. O filho que Kara e eu planejamos.

-Escute bem! Eles serão a minha família! Você perdeu, por que simplesmente não enxerga que não há nada o que fazer aqui? Você perdeu a Kara e você perdeu o que nunca realmente teve: Nolan. Ele não é nada seu, deixe-os em paz. Diga a Kara que não quer mais vê-lo, dê uma desculpa, vá embora da cidade e trate de ajudar com a porcaria do divórcio!

Lena dera um passo à frente, disposta a olhá-lo diretamente em seus olhos como que para mostrá-lo que em nada aquelas palavras lhe abalaram.

-Para um homem que parece ser educado lhe falta boas maneiras. Custa-me crer que Kara tenha baixado o nível de tal forma.

A Luthor comentou e em seguida o olhou de cima a baixo.

-Seria seu peitoral? Os braços...? Eu não sei, ela nunca foi superficial, ela sempre gostou de conteúdo. Parece que resolveu variar e apostar num mero recipiente.

Mark serrou seus dentes, preparado para respondê-la, mas ainda assim Lena fora mais rápida.

-Nolan é tão filho meu quanto da Kara. E esse assunto não lhe diz respeito algum, não depende de você, por tanto não seja presunçoso e metido senhor William.

Mark sentia a fúria corroê-lo, descobrira o endereço da Luthor e fora até lá pronto para falar. Mas não imaginava que teria de ouvir, nem imaginava que ela pudesse achar que poderia confrontá-lo daquela forma.

-Quanto?

-Perdão?

-Quanto quer para se afastar novamente?

Daquela vez Lena dera uma risada nasal enquanto negava com sua cabeça, não acreditava que estava ouvindo algo tão baixo e nem sabia que aquele homem podia ser mais baixo do que estava realmente sendo, até então.

-Fala sério?

Ela perguntou com um sorriso descrente nos lábios.

-Sim. Eu falo. Dê-me seu preço, todo mundo tem um.

Lena soltara uma lufada de ar antes de dar sua resposta.

-Estar perto do meu filho, sendo a mãe que devo e que ele merece que eu seja não tem preço. E mesmo se eu tivesse um preço eu não acredito que você poderia cobrir, além de caráter lhe falta noção.

A Luthor respondera e então caminhara até a porta abrindo-a novamente esperando que Mark William se retirasse de sua casa. A princípio ele ameaçara dizer algo, mas fechou a boca novamente e simplesmente passou por ela como um furacão. A vontade que Lena tivera de bater a porta fora gigantesca, mas a educação a impediu.

Como? Como Kara pôde simplesmente aceitar noivar com alguém como aquele homem? Lena assustava-se que ele fosse daquela forma, ele queria dá-la um preço? E como fora arrogante... O pior de tudo era que ele convivia não apenas com Kara, mas também com Nolan que o achava alguém legal.

Desde que percebera que Kara não daria mais chance alguma para as duas, Lena tentou compreender e respeitar o fato de que ela estava noiva e que a história das duas havia acabado. Entendeu que a culpa toda fora sua e que certos erros parecem irreparáveis, pelo menos os seus quanto ao matrimônio das duas pareciam.

Mas eis que aquele homem aparece ali, mostrando-se um tolo, rude e mal educado e de repente a preocupa. Era com aquele homem que Kara iria casar-se? Era com aquele homem que seu filho costumava conviver? De repente tudo mudou de figura.

-Lena nós realmente, definitivamente precisamos conversar para resolver algumas coisas pendentes.

Kara disse sentando-se, havia marcado de encontrar a morena, não que fosse conveniente, pois passara a ter sonhos com as lembranças do passado que envolvia as duas. A loira atribuía aquele desastre a aproximação da morena, mas sabia que essa não iria mais embora e por tanto ela teria de se acostumar com sua presença.

-Certo. É algo com o Nolan?

Lena perguntou interessada.

-Não. O Nolan está bem. É sobre o divórcio.

Oh aquilo outra vez. A morena pensou erguendo suas duas sobrancelhas, não se sentia bem falando sobre aquilo antes e muito menos depois de conferir com seus próprios olhos que o príncipe de Kara não passava de um sapo.

-Kara eu vou ser sincera com você, eu não estou preparada.

-O quê?

A outra perguntou com um sorriso descrente se perguntando se havia ouvido bem. E o que havia para se preparar?

-É o que você ouviu. Tem muita coisa acontecendo num curto intervalo de tempo e eu estou me adaptando à realidade e...

-Ah agora você precisa de um tempo? Ora Lena, faça-me o favor! É só colaborar e mais nada!

“E mais nada? Eu amo você sua idiota cabeça dura!” Respondera o subconsciente de Lena, será que Kara pensava que aquela situação toda não a machucava? Não, podia até perceber, mas talvez achasse que ela merecia. Talvez Kara pudesse achar que qualquer machucado em relação aquilo que a morena ganhasse seria pouco.

-Eu não estou pronta.

Respondera novamente.

-Não me faça apelar para um divórcio litigioso.

-Para que tanta pressa? Você noivou, não marcou nada nem data ainda.

Lena disse dando de ombros fazendo-a estreitar os olhos, Kara não acreditava que estava ouvindo aquilo. E não acreditava que Lena iria por dificuldades para o divórcio.

-Como eu vou marcar uma data estando...

Kara se interrompeu de imediato ao perceber o que diria a seguir.

-Casada?

Lena perguntou completando a frase a qual ela não tivera coragem de finalizar. Kara desviou o seu olhar de imediato, Lena estreitou os olhos minimamente ao perceber a reação dela. Não gostava nem mesmo de dizer que era casa com ela, tanto rancor estampado que Lena podia até sentir. Mesmo depois de tanto tempo... Oh céus como ela a machucou.

-Não. Nós não somos casadas, um papel diz isso, mas...

-Mas aí você quer anular o que o papel diz para casar-se com alguém e depois estará noutro papel que é casada, então outro papel irá definir o seu estado civil.

-Como você é irritante Lena. Sinceramente! O divórcio é o mínimo que você me deve depois de tudo o que você fez!

-Você quer saber? Eu fiz besteira sim, eu não culpo você por pensar assim e agir assim, eu fui estúpida de verdade! Mas se você quer viver esse passado sempre que olha para mim fique a vontade, mas eu não sou mais essa e eu não me resumo ao meu passado Kara. As pessoas aprendem com todos os erros, embora umas levem mais tempo do que as outras. Eu não trabalho mais no que trabalhava antes e como trabalhava antes, eu aprendi a ter tempo para mim mesma e me colocar em primeiro lugar, assim como as pessoas que amo como minha família. Eu aprendi que devemos trabalhar para viver e não viver para trabalhar, eu aprendi que eu devo fazer o que eu amo e o que me dá prazer ao invés de anular os meus desejos e me por em segundo plano. Eu reaprendi a viver de verdade novamente, e eu sinto bastante se isso incomoda você. Mas nada disso deixará de ser verdade porque você não quer, por causa de todo o seu ódio por mim e essa grande mágoa no seu olhar porque eu errei muito com você antes.

Lena disse surpreendendo Kara e levantando-se.

-E você terá de me dar um tempo sim, e se não quiser parta para a droga do litigioso, faça isso! Case-se às pressas com aquele idiota!

Daquela vez Kara também se levantou de súbito.

-Não fale assim dele! Ele é um bom homem, e tem tempo para mim e você nem mesmo o conhece!

-Eu gostaria mesmo de nunca tê-lo conhecido. Só assim eu não teria ouvido as coisas descabidas que eu fui obrigada a ouvir quando Mark William visitou-me.

Aquela resposta pegou Kara de surpresa fazendo-a franzir o cenho em confusão, mas antes que ela pudesse dizer qualquer outra coisa Lena deixou o local a passos largos. O que ela queria dizer com aquilo? Como se Mark fosse capaz... A loira pensou ainda confusa e intrigada.

Ela queria ter ligado para ele perguntando a respeito, mas segurou-se, ele quem saíra da sua casa de maneira esquentada, pois ele quem a procurasse. Mas nesse meio tempo continuava pensando no que Lena disse, ela não se lembrava de ter dito o nome de Mark para a morena e Samantha não faria aquilo, faria?

-Vamos Nolan! Por que está demorando tanto?

Kara perguntou andando de um lado para o outro, tinha de voltar para o trabalho e deixá-lo na casa de sua mãe como acontecia geralmente todas as tardes.

-Eu estou aqui mamãe!

O garoto respondera ao chegar correndo e quase esbarrar contra a própria mãe.

-Você não tem jeito mesmo, não é?

Kara perguntou sorrindo e fazendo certo carinho no rosto do filho.

-Mamãe...

Nolan começou quando sua mãe já havia acabado de dar partida, pelo seu tom manso de voz, Kara sabia que alguma coisa ele estava querendo.

-Sim?

-Eu estive pensando... Eu amo ficar com a vovó à tarde, mas... E se eu pudesse ficar algumas tardes com a Lena?

Perguntou em um misto de esperançoso e temeroso, pois não sabia se a mãe gostaria da sugestão ou aprovaria. Desde seu primeiro passeio com Lena, Nolan trocava mensagens com a morena, algumas vezes ela até mesmo o ligava. E numa das conversas ele deixou claro que seria legal se pudesse conhecer a casa dela, ou até mesmo a avó e o tio que ela disse que ele tinha.

Mas apesar de se mostrar contente com a vontade de Nolan em encontrá-la mais vezes e conhecer a sua família, Lena tivera de responder que eles teriam de resolver aquilo com Kara antes de qualquer coisa.

-Só algumas!

Nolan apressou-se em ressaltar diante do silêncio de Kara. Ele havia mesmo gostado de Lena, a loira pensou. Bem... Isso era bom, tinha de ser bom, para o seu filho. Ela disse para si mesma suspirando, ele não tinha absolutamente nada a ver com o desfecho das duas e merecia se sentir cada vez mais amado e importante.

-Você falou com a Lena sobre isso?

Surgiu uma esperança repentina após ouvir aquela pergunta da mãe.

-Sim!

-Certo... Nós... Podemos falar sobre isso depois querido, está bem?

Ele prontamente concordara com a cabeça, em seguida Nolan lembrou-se que não vira Mark desde que ele voltara, ou ele não voltara de sua viajem ainda? Sua mãe agia como se fosse normal ele não estar por perto uma hora ou outra, será que estava tudo bem?

O garoto só não esperava que Mark fosse aparecer àquela tarde na sua avó dizendo que precisava ter uma conversa de homem para homem, quando Eliza havia ido à cozinha para buscar uma xícara de café. Eliza estava em alerta com o senhor William desde que Kara confidenciou a maneira como ele reagiu sobre a entrada de Lena como mãe na vida de seu neto.

-Nós podemos dar uma volta?

Mark perguntou tomando um pouco de seu café e Eliza lhe sorriu educadamente.

-Eu acredito que vocês podem ficar no quintal, Nolan ama aqueles balanços, não é querido?

A avó perguntou olhando para o neto que concordara de imediato. Nolan estava satisfeito de que Mark estivesse ali, pois ainda não havia contado sobre Lena para ele. Ingênuo demais para saber que Lena era o motivo para que Mark William estivesse ali, entre uma balançada e outra finalmente Nolan começara a falar de Lena.

Bem como Mark esperou que ele o fizesse quando lhe perguntou se havia novidades enquanto ele estivera “fora”.

-Nolan... Sobre essa Lena, ela pode ser legal...

-Ela é legal.

O menino corrigiu e o homem limitou-se a lhe dar um pequeno sorriso.

-Sim, sobre ela... Ela é legal, mas... Vamos ter uma conversa de homem para homem, uma coisa apenas nossa. Certo?

-Certo.

Mark saíra detrás do balanço e pôs-se frente à Nolan como se fosse dizê-lo algo realmente importante.

-Ela não é nada sua.

Nolan franziu o cenho em completa confusão.

-Não dê toda essa importância para ela, ela é... Só alguém do passado da sua mamãe.

-Mas... Ela é a minha outra mamãe! Eu não estou acostumado a chamá-la assim, é verdade, mas ela não se importa! E a mamãe disse...

-Rapazinho veja bem... Sua mãe quem o teve, o amamentou, lhe deu carinho e educação, onde Lena, que pertence apenas ao passado estava?

-Ela não sabia de mim, mamãe não contou.

-Exatamente, porque nem devia. Ela não é nada sua.

Alguma coisa dentro de Nolan chateou-se com a última frase de Mark, fora muito estranho saber que tinha outra mãe. Mas quando ele estava finalmente digerindo aquela novidade, Mark o dizia aquilo? Ainda mais quando Lena era tão legal. Poderia ele estar certo? De repente Nolan lembrou-se de sua prima.

-Minha prima tem duas mamães, mas ela nasceu só da minha titia Sam! E ainda assim minha tia Alex é mãe dela também.

Nolan respondera achando que fazia sentido, esperou que Mark pudesse respondê-lo, mas antes disso o homem fora chamado por uma voz que os dois ali conheciam muito bem. Era Kara que havia chegado para pegar o filho e quando perguntou a respeito dele, acabou ouvindo que ele estava com Mark no quintal.

-Olá querida!

Mark respondera virando-se para ela, foi bem quando Kara lembrou-se do que não conseguiu esquecer realmente durante aquele dia: A conversa com Lena de manhãzinha. Bem, parece que Mark não estava ali exatamente a sua procura e sim de Nolan, mas ela trataria de aproveitar a sua companhia.

-Olá. Mark pode vir conversar comigo um minutinho enquanto Nolan fica brincando aí?

Kara perguntou arrumando melhor os óculos em seu rosto. E Mark fora, Nolan estreitou os olhos. Sua mãe pensava que ele não percebia que sempre que ela queria deixá-lo brincando enquanto se afastava com outro adulto parecia que ia tratar de alguma coisa que ele não podia ouvir.

Será que Mark estava certo? Será que Lena não era nada sua? Mas sua mamãe disse que era sim, Nolan resolveu então que ligaria para Lena. Entrara na cozinha caçando por ali o celular que sua mãe havia lhe dado com a condição de que suas notas continuassem ótimas e que ele respeitasse os horários de usar o próprio celular.

Sua avó havia o deixado na cozinha, ele sabia. Por fim não demorou tanto assim para encontrá-lo e quando o fez voltou para o quintal novamente sentando-se no balanço. Embora não estivesse balançando-se. “Nolan?” Ele ouvira Lena perguntar após ligá-la. “Sim... Eu tive uma conversa de homem para homem e não devia estar quebrando o sigilo porque nunca quebro, mas... Disseram-me que você não é minha outra mamãe e que não devo dar atenção a você”.

Lena estreitou seus olhos, uma conversa de homem para homem, deveria ser sigilo... Ah claro, claro que devia ter sido Mark William. Ele parecia não ter ouvido mesmo que não deveria se meter naquilo. “E você acreditou?” pelo tom de Lena, Nolan sentira vergonha de ter se questionado se Lena era mesmo sua outra mamãe quando lhe fora dito. “Mas é que... Por quem alguém diria que você não é minha outra mamãe quando você é? Tipo... Um adulto!”

A Luthor dera um pequeno sorriso pela forma que ele estava chamando-a sem nem mesmo perceber e pela sua inocência em achar que adultos não mentem, aquela era a única explicação para que ele tenha ficado confuso sobre a verdade mesmo Kara já o tendo explicado tudo, assim como ela mesma. “Nolan, no decorrer da vida você irá perceber que algumas pessoas dizem coisas de acordo com o que elas acham e tratam isso como verdade.”

Lena respondera, mas temeu que tivesse ficado muito confuso para ele, então se apressou em completar. “É... É como se você tivesse uma meia de cor verde, mas então eu quero que a cor da sua meia seja azul, então eu irei dizê-lo que ela é azul, porque é o que eu quero e não porque é a verdade.”

Daquela vez ele pareceu compreender o que ela queria dizer. Mas por que Mark iria querer que Lena não fosse sua outra mamãe? O garoto pôs-se a perguntar, mas não dissera nada para Lena. Apenas a agradeceu e desligou depois de mandá-la um beijo. Lena levantou-se assim que Nolan desligara, Mark William estava se articulando como podia para tirá-la da vida de seu filho, e ela conseguia perceber, consequentemente da vida de Kara.

Ele era traiçoeiro, gostava de dar botes, Lena ficava apenas mais e mais preocupada com o fato de que Kara casaria com alguém assim, com o fato de alguém assim ser próximo de seu filho. Cinismo. Parece que Mark William sofria daquilo, a morena pegou o celular novamente e então fizera uma ligação. “Sam, quando tiver um tempo livre, venha para cá, eu quero fazê-la perguntas”.


Notas Finais


E é isso aí que temos pra hoje amores 👀


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...