História Remember us - Capítulo 6


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Eliza Danvers, Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Personagens Originais, Samantha Arias (Reign)
Tags Supercorp
Visualizações 303
Palavras 3.369
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Here we go again
Boa leitura ;)

Capítulo 6 - Macarronada para três.


-Ele fez o quê?

Alex perguntou completamente surpresa.

-O que você ouviu! Ele foi todo cheio de si na casa da Lena dizê-la para se afastar do Nolan porque ele não é nada dela e que desse logo o divórcio e fosse embora da cidade!

Samantha respondera indignada para a esposa que negara com sua cabeça.

-Eu não imaginava que ele tinha sido tão presunçoso.

Alex dera um voto de confiança para Mark William quando Kara começou a se relacionar com ele, afinal era a primeira pessoa que sua irmã tinha em anos depois de toda sua história com Lena. Mas assustou-se quando após três meses de relacionamento Mark pedira a mão de Kara e ela aceitou!

Tudo tão rápido! Ela lembrava-se de perguntar a irmã se ela estava certa. Honestamente, quando ela casou-se com Lena pensou que ela era o amor da sua vida e isso depois de anos de relação. Então ela namora o Mark por três meses e, simplesmente, aceita o seu pedido de noivado? Se um relacionamento de anos não funcionou, um de meses funcionaria?

Era tudo rápido demais para Alex. Mas Kara estava irredutível nas respostas. Alex não vira Lena desde que ela voltara para National City, tudo o que ouvia era Nolan falando sobre ela aqui e ali e como estava sendo legal conhecê-la, Alex chateou-se com o fato de Lena ter estragado tudo com sua irmã.

Mas não podia negar ter certa afeição por ela, pois apesar de ter agido como uma idiota, Lena já era da família depois de tantos anos em relacionamento com Kara. A pergunta que Alex se fazia vez ou outra sempre que lembrava que a Luthor estava de volta era: Lena havia mesmo mudado para alguém melhor como Samantha lhe disse que ela mudara?

-Você não sabe do que mais, ele tentou convencer Nolan de que Lena não e nada dele. Veja bem! Já foi delicado explicar para o garoto que ele de repente tem outra mãe, aí ele vem e tenta bagunçar a cabeça do garoto!

Alex faria outro comentário, mas Ruby descera naquela mesma hora após sair do banho. Pois as três haviam marcado de maratonar uma saga, Samantha e Alex fingiram estar falando sobre qualquer outra coisa corriqueira enquanto a garota pôs-se entre as duas.

Podia haver domingo mais tedioso que aquele? Kara perguntou-se suspirando mais uma vez, após a conversa que teve com Mark disse-lhe que precisava de espaço e que ele não aparecesse na sua frente enquanto ela estivesse necessitando disso.

William disse a ela estar desesperado, lhe pediu desculpas, disse que não quis ofender. E ainda que tenha levado broncas da noiva, sentiu que seria questão de tempo para que ela pudesse perdoá-lo. Mas ela fora taxativa: Ele não deveria se meter na história de Nolan e Lena.

As coisas não precisavam ser mais difíceis, e Nolan gostava de Lena. Então ali estava ela sozinha naquele domingo, porque ainda estava chateada com o seu noivo e porque o seu filho estava na casa da outra mãe. Pensou em ir à casa da mãe, mas Kara pensou que a perturbava demais com seus problemas e sabia que iria falar deles para ela.

Samantha e Alex deviam estar fazendo alguma coisa em família com Ruby, elas tinham aquela mania nos finais de semana. Mais uma lufada de ar, quem sabe se ela subisse, poderia dormir um pouco? Errado. Novamente seu olhar fora de encontro ao livro “Memórias de um amor presente”.

Olhando para os lados, incerta, Kara aproximou-se do objeto e o pegou, e na tentativa de refrear o tédio o abrira. Nos agradecimentos ela pôde ler que Lena sentia-se grata a toda a fonte de inspiração para aquela história, não havia dedicatórias. Então ela virou mais uma página e lá parecia estar o início de tudo, precisou ler apenas um parágrafo para lembrar-se de como Lena escrevia bem.

Precisou de quase nada para novamente submergir no passado sem qualquer aviso prévio. Um passado no qual ela questionara a Lena enquanto as duas estavam sentadas na grama verde do pátio da escola, por que às vezes ela espalhava bilhetes motivacionais e se ela não tinha vontade de escrever um livro algum dia.

Lena gostava do interesse que vez ou outra Kara parecia ter por ela, porque era recíproco. Embora elas não falassem escancaradamente, pois ainda havia alguns mistérios a serem preservados até que ambas conseguissem chegar até a parte que estava subtendida: A parte a qual se beijavam e confessavam o que nas entrelinhas já sabiam. Que tinham sentimentos uma pela a outra.

Mas a conquista é um charme, e para se chegar onde quer com quem gosta muitas vezes tem de fazer algumas curvas, dar alguns rodeios, e algumas voltas para chegar a tão aguardada constatação. “Eu gosto de espalhar esses bilhetes por que... Às vezes algumas pessoas precisam de motivação, mas elas não deixam ninguém saber disso e eu acho que pode ajudar. Eu sei como é horrível estar desmotivada.”

A senhorita Luthor respondeu-lhe com certa franqueza e lá estava Kara olhando-a com aquele olhar admirador, um olhar que ela não conseguia esconder, Lena gostava daquele olhar porque gostava dela. “Sobre livros... Sim, com certeza eu tenho! Eu vou ser escritora, com sorte e lábia eu dou uma volta no meu pai e acabo nem trabalhando nos negócios da família, Lex pode fazer isso no meu lugar. Não que ele também queira.”

Oh a vida e suas ironias. Kara pensou tornando ao presente, Lena não teve sorte nem lábia com seu pai. Lex não quis mesmo trabalhar nos negócios da família e Lionel concentrou sua atenção e pressão em Lena e então ela tivera mesmo de trabalhar nas empresas Luthor Corp. E o mais irônico: Começou a gostar do que estava fazendo quando percebeu fazer com muita competência.

Logo o discurso da morena tomou conta de sua mente novamente, bem quando ela disse que havia mudado. Que aprendera, mesmo que tardiamente com erros, e que era um fato inalterável, pois não dependia do querer da loira. Novamente Kara olhou para o livro em suas mãos. “Não seja tonta” Kara disse para si mesma. “ Só porque ela publicou um livro, só porque ela realizou o desejo que havia se negligenciado há muito tempo não significa que ela realmente tenha mudado”.

-Isso, garoto! Exatamente assim!

Lena respondera oferecendo sua mão a Nolan para que pudessem fazer um high five o qual realmente fizeram. Era a primeira vez que ela o ajudava com a tarefa escolar.

-E agora? O que nós vamos fazer?

Nolan perguntou mostrando que tinha energia.

-Agora... Você irá me ajudar com o jantar!

-Isso! Eu vou ser seu assistente?

-Meu assistente!

Lena confirmou e os dois se dirigiram para a cozinha deixando livros ali mesmo por sobre a mesa central da sala.

-O que nós vamos fazer?

Perguntou cuirioso assistindo a mulher pegar os ingredientes.

-Minha especialidade!

-E qual é a sua especialidade?

-Macarronada, eu espero que goste.

-Eu amo!

Nolan respondeu empolgado enquanto Lena pegou o avental e o pôs, percebeu que Nolan ficou olhando-a como se estivesse esperando alguma coisa e apenas então percebeu que ele esperava por algo também. Ela não tinha mais um avental, e se tivesse não iria caber nele, mas tinha outra coisa.

-Vem aqui.

Ela chamou enquanto pegou um chapéu de chefe de cozinha e em seguida pôs na cabeça dele, os dois riram ao mesmo tempo porque ficou um pouco frouxo, verdade. Mas Nolan não desistiu de ter o objeto na sua cabeça, porque estava empolgado para ajudar e queria estar caracterizado.

Os dois só não contavam com o fato de que fariam macarronada demais para os dois.

-E agora?

Lena perguntou-se depois de descobrirem o feito.

-Eu tenho uma ideia!

Nolan disse de repente.

-Me empresta o seu celular!

Pediu e mesmo desconfiada, Lena destravou o celular e dera para ele que pareceu digitar um número e depois pôr o objeto contra sua orelha.

-Alô, mamãe? Sim, sou eu! É que Lena e eu fizemos macarronada demais para o jantar, por isso você virá jantar com a gente. Nós estamos esperando, sim... Eu ajudei! Eu fui ajudante, você tem que provar mamãe!

Lena arregalou os olhos de imediato quando percebeu tarde demais o que o filho estava fazendo. Ela tentou tirar o celular do garoto que dera uma esquivada parecendo não se importar.

-Tá bom, nós estamos esperando. Não fura mamãe!

Nolan completou altamente empolgado, sempre que fazia algo que julgava ser um grande feito gostava que sua mãe soubesse. Fora um grande feito para ele, então, ser assistente de Lena ao fazer o jantar. Kara pôde perceber como ele parecia orgulhoso e conhecia seu filho bem o suficiente para saber que ele estava mesmo.

Lena só conseguira constatar que estava um pouco constrangida de como toda aquela situação acontecera, pois Kara claramente no máximo aturava a sua presença por conta do filho das duas e de repente ela iria jantar macarronada em sua nova casa feita por ela mesma. Constatando aquilo tudo Lena lembrou-se do que Samantha lhe dissera quando fora vir-lhe após ouvir o seu recado.

A Arias disse não estar tão certa sobre o relacionamento de Kara com Mark, sobre como tudo estava tão rápido e aquele sentimento se propagava pelo resto da família assim como sua cunhada e sogra. Curiosa, Lena a perguntou por que e ela respondeu-lhe que fazia apenas três meses que os dois se relacionavam e de repente estavam noivos, Lena engasgou-se com o chá que tomava naquele instante. Três meses?!

Será que Kara estava realmente em posse de suas faculdades mentais? Samantha também lhe disse que Mark fora a primeira pessoa com quem Kara relacionou-se depois de Lena, a morena sentira seu coração contrair-se com a informação. Depois de todo aquele tempo, ela já se permitia com outro.

Mas em meio a um silêncio de reflexão que nascera por uma brecha dada naquela conversa, Samantha pronunciou-se novamente. “Por que você não tenta outra vez?” Lena dera uma risada amarga diante da pergunta incoerente. “Eu a perdi, ela me odeia, está bom para você?” sim, Kara também estava noiva, mas o seu noivado não era o ponto mais negativo de todos os pontos ruins.

“Você a perdeu? Então tente reconquistá-la! Ter mágoa de alguém não é odiá-lo” Samantha respondeu parecendo convicta em suas palavras. “Ela me disse que não temos mais chance, deixou claro, ela quer o divórcio!” Lena rebateu como se fosse óbvio demais. “Ela está noiva de um homem com quem está apenas há três meses, você acha que ela sabe o que ela quer da vida? Certo. Eu posso estar errada, ela pode amá-lo, eu sei lá. Mas o que pode acontecer de ruim? Você receber um não? Ela já te deu isso mesmo.”

Samantha comentou dando de ombros e Lena estreitou os olhos diante da falta de sensibilidade da sua amiga em falar sobre aquele assunto delicado, mas aquela era Samantha mesmo. “E se você quer deixar como estar por ter medo de que mais uma tentativa reflita no seu relacionamento com Nolan então pelo menos, ao menos tente ser amiga dela. Ao menos tentem se dar bem pelo garoto, todo mundo gosta de ver seus pais, ou suas mães tendo uma relação de respeito.”

Samantha tinha razão, as duas deviam ter uma relação de respeito porque deviam aquilo a Nolan. A morena pensou lembrando-se de como ele pareceu feliz ao falar com Kara de seu celular, como não parecia se importar em tê-las no mesmo cômodo. Ah é verdade, os adultos complicam tudo como Nolan disse-lhe uma vez. Bem quando a perguntou por que eles complicam tanto, Lena o respondera que é porque quanto mais crescemos mais a vida fica difícil e isso torna os adultos complicados e muitas vezes chatos.

-A mamãe chegou!

Nolan comentou com entusiasmo quando ouvira a campainha tocar, Lena dera um suspiro discreto e tentou fingir para si mesma que não estava sentindo o pequeno descontrole em seu coração por toda aquela situação que fora criada. Ela levantou-se dizendo que ele ficasse ali, pois ela iria atender a porta.

-Oi.

A morena disse um pouco sem jeito ao abrir a porta e encontrar quem sabia que encontraria: Kara. Que arrumou melhor os óculos em seu rosto pensando que, Nolan a colocava em cada situação complicada e embaraçosa. Ela estava pronta para dizer a Lena que estava ali por ele, mas a Luthor fora mais rápida e se pronunciara antes.

-Vamos dar um bom jantar a ele, porque ele merece. Ele merece que tenhamos no mínimo uma relação de respeito.

Kara odiava o fato de que ela estava certa, mas ainda assim ela estava certa, era inegável.

-Certo.

Fora tudo o que a loira respondera e a outra deu passagem para que ela entrasse. Kara ajudou Lena a por a mesa enquanto Nolan disse que aquela macarronada era “Macarronada para três” porque era demais para dois, mas o suficiente para três. Nem ele percebeu quão estava satisfeito em estar com as duas ao mesmo tempo.

Desde que Lena entrara em sua vida, nunca fizera programa algum com ele e com a sua mamãe. Nolan imaginava que poderia ser algo legal, mas naquele momento ele estava constatando.

-Lena, sobre o que será o seu próximo livro?

Kara surpreendeu ao perguntá-la e Lena tentou não se acostumar com aquilo, afinal estavam tendo uma boa convivência por Nolan, mas não adiantou. Um pequeno sorriso nascera em seus lábios.

-Bem... Eu já acabei a história e estou acertando os pequenos detalhes com a editora. Ele é sobre amor.

A morena respondera com um sorriso torto no canto esquerdo de seus lábios fitando Kara com seus intensos olhos verdes, Nolan estreitou os olhos vendo a maneira que ela fitava a outra, e em seguida ele olhou para a loira que desviou o olhar de Lena ao tomar mais um pouco da sua água.

-Mas só isso?

Ele perguntou entrando na conversa fazendo Lena dar uma breve risada.

-Não. Eu quem fui vaga demais.

Corrigiu-se passando a mão direita por seu cabelo negro e pondo uma mecha dele por detrás de sua orelha.

-A proposta do livro será o amor em suas tonalidades, serão histórias diferentes com casais diferentes enfrentando algumas dificuldades que a sociedade ainda é capaz de impor.

Lena explicou parecendo satisfeita com a maneira como se expressou e não podia negar para si mesma que Kara parecer interessada naquilo lhe deixava internamente contente. Porque a loira sempre lhe dera força para que ela mostrasse ao mundo as coisas que escrevia, que publicasse livros porque sempre soube que era um desejo da morena.

-Dificuldades?

Nolan perguntou confuso.

-Sim, mas falar das dificuldades é muito chato.

A morena respondera descontraída para que Nolan não sentisse que ela era apenas mais uma adulta dizendo-o que ele não iria compreender mais um assunto de adultos.

-Mas, já tenho uma nova ideia para um próximo livro. Saindo um pouco do romance... Eu decidi que vou fazer algo infanto-juvenil.

Lena disse enquanto pegava o guardanapo para limpar a boca de Nolan que ficou quieto para facilitar a atividade, Kara sentiu seu coração afundar-se numa espécie de vácuo ao presenciar aquela cena. Lena tomando cuidados básicos com o filho.

-Por quê?

Kara perguntou curiosa.

-Talvez seja o instinto materno?

Lena perguntou olhando para Kara novamente com sua sobrancelha arqueada e um pequeno sorriso charmoso que embora minimamente, lhe fora devolvido. E novamente Nolan olhara para a morena, seria aquilo uma impressão sua? Ele se perguntou, então lembrou que quando perguntou se Lena ainda gostava da sua mamãe, ela mudara de assunto.

-Bem... Nós temos que ir agora, não é Nolan? Amanhã você tem escola.

Kara lembrou-se.

-Obrigada pela macarronada.

A loira agradecera olhando para a morena, estava surpresa que a macarronada estivesse realmente boa. Lembrava-se de que Lena não tinha dotes culinários e que quando ela resolvia fazer o jantar, ela dava sempre o jeito de fingir que estava tudo muito bem.

-Mas amanhã eu passo à tarde com a Lena, não é mamãe?

Nolan perguntou para confirmar temendo que sua mãe houvesse esquecido o acordo que fizeram.

-Claro meu bem.

Kara disse levantando-se.

-E nós vamos ver a sua mãe amanhã, não é?

Daquela vez ele perguntou para Lena.

-Com certeza carinha, nós vamos!

Lena respondera bagunçando levemente os cabelos dele que não se importou com o ato breve.

-Filho, vai arrumando as suas coisas na mochila que você deixou lá na sala.

Kara pedira e assim Nolan saiu do cômodo, Lena apenas o observou se indo até que as duas ficassem sozinhas. Um pouco temerosa pela situação Lena olhou para Kara, temerosa sim. Pois todas as vezes que se encontrava sozinha na companhia de Kara as duas acabavam discutindo e ela não queria mais discutir.

-Eu...

Kara começou, parecendo um pouco sem jeito, dando um passo à frente.

-Eu queria pedir desculpas pelo que... O Mark deve tê-la dito.

-Você vai mesmo casar com ele?

Lena deixou que escapasse por entre os seus lábios, pois ainda lhe soava inacreditável.

-Eu não posso ser educada com você, não é?

Kara perguntou pronta para sair da companhia de Lena, mas a morena segurou em seu braço.

-Me desculpe.

-Lena é difícil para mim, muito difícil estar na sua companhia, porque você me fez muito mal.

-É tudo o que você diz. Tudo o que você expressa, eu não quero você perto de mim sorrindo educadamente e por dentro estar... Eu não sei, me xingando? Você tem o que me dizer? Você quer me falar alguma coisa? Então me fale! Desabafe!

-Sim eu tenho. Você foi estúpida e você me quebrou! Você devia ser o amor da minha vida toda, Nolan devia ter crescido chamando você de mamãe. Você... Você me fez ter rancor do amor e odiar esse sentimento a um ponto que me corroeu, deixou-me tóxica! Eu não conseguia mais acreditar em ninguém, eu estava cansada de odiar o amor! Então me apareceu Mark, como outras pessoas, mas... Nele eu prestei atenção, para ele eu dei uma chance porque eu estava decidida que seria ele quem me faria voltar a amar. Deixar de odiar o amor, você não pode simplesmente voltar e se achar apta para me julgar só porque você diz que mudou! E mesmo que você tenha mudado. Você nem deveria! Porque você mudou tarde demais. E eu odeio você por isso, eu odeio você por ter mudado tarde demais para nós, você é uma imbecil por isso.

-Nós não temos mais concerto, nós temos?

Lena perguntou baixando sua cabeça.

-Eu estou noiva.

-Ele não merece você.

A morena respondera levantando a cabeça novamente.

-E quem merece? Você?

Kara perguntou bem quando Nolan voltava para a cozinha com a mochila de cor vermelha em suas costas, mas ao ouvir que uma conversa estava acontecendo parou e manteve-se quieto. Sabia que ouvir conversa alheia era errado, mas disse para si mesmo que se fossem suas mamães conversando poderia. Foi só um jeito de absorver a si mesmo a tempo de matar a sua curiosidade.

-Eu sei. Eu errei, e parece que não tem volta, mas esse homem... Ele foi estúpido vindo aqui e falando aquelas coisas Kara, ele não merece você. Você me pergunta quem merece, e eu digo quem não merece. É o que eu digo.

-Lena. Se aproxime apenas o suficiente para termos uma relação saudável.

Kara avisou enquanto Nolan sentia-se surpreso por saber que Mark fora à casa de Lena, muito provavelmente falar coisas que a chatearam? Era o que parecia.

-Kara, eu... Eu ainda amo você.

A morena tomou coragem para dizê-lo, tinha um olhar angustiado, Kara negou com a cabeça sentindo seu coração se contrair no peio ao ouvir aquilo. Lena não tinha o mínimo direito de dizê-la aquilo depois de tudo o que aconteceu, ela não podia! Há quanto tempo ela não ouvia aquilo vindo dos lábios da Luthor? Ela não podia simplesmente dizê-lo novamente! Kara pensou sentindo-se estranha porque seu coração parecia tropeçar e tropeçar e as palavras lhe sumiram.

-Nolan! Onde você está garoto?

Kara perguntou em voz alta pensando que o filho estivesse na sala, o menino arregalou os olhos e saíra correndo de volta para a sala antes que pudesse ser descoberto.


Notas Finais


Então... É isso que temos pra hoje babies 👉👈


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