História Remember You - HunHan - Capítulo 1


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Categorias EXO, Lu Han
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Chanbaek, Hanhun, Hunhan, Kaisoo Closer, Luhan, Sehun
Visualizações 18
Palavras 9.865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fluffy, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Primeiramente, Olá bolinhos!
Voltei com uma coisa que nem eu esperava que sairia. Se contar pra vocês como isso surgiu vocês vão no minimo me achar doida. Mas quem não acha né?
Bem, isso é uma Songfic, se não me engano e eu geralmente não me engano quando se trata da Yaya, é a primeira do perfil. Bem, eu estava lá ouvindo Closer, do The Chainsmokers em parceria com a diva lacrante Halsey. Eis que vejo a tradução dessa musica perfeita e decido fazer uma HunHan, vejam que loucura, completamente baseada nela.
Todos os acontecimentos e parte da personalidade deles é completamente baseada nos personagens da letra.
Bem, agora acabando com a enrolação, boa leitura. Espero que gostem meus babys❤

Capítulo 1 - Parte 1 - Vida calma, coração palpitante.


Fanfic / Fanfiction Remember You - HunHan - Capítulo 1 - Parte 1 - Vida calma, coração palpitante.

Me lembro de estar garoando no dia em que nos conhecemos. Eu sempre gostei de andar sozinho, comer sozinho, enfim, viver sozinho. E no dia em que nos conhecemos eu estava exercendo um pouquinho do meu gosto em uma cafeteria barata do centro da cidade. Era ótimo tomar um cappuccino com raspas de chocolate enquanto eu via as janelas da cafeteria embaçar graças a fumaça, assim como acontecia com meu óculos. Volta e meia eu arrancava o mesmo do meu rosto para limpar as lentes, interrompendo um pouco a leitura de O Assassinato no Expresso do Oriente.

Não era exatamente incomodo ficar sozinho a maior parte do tempo. Eu aprendi a ser assim e gostar da companhia de livros e mangás. Nunca fiz questão de ser popular e muito menos de chamar a atenção. Na verdade, eu sempre pensei que tinha fobia social. Algo que me impedia de criar laços profundos com qualquer pessoa.

Mesmo assim apenas uma pessoa foi capaz de criar um laço inquebrável comigo: Zhang Yixing. Nos conhecemos graças a nossas famílias que eram amigas e decidiram tentar a vida na Coreia quando ainda éramos crianças. Estudamos juntos a juventude toda, sendo os dois nerds chineses que não arrumavam nenhuma namoradinha no colegial. Bem, eu também nunca liguei pra isso. No único dia em que eu tentei me declarar a uma menina ela me mostrou sua língua e depois me empurrou, me fazendo cair no chão frio do corredor do colégio. Demorou cerca de dois dias para Yixing me convencer a sair do quarto novamente depois daquilo.

Após esse pequeno fora eu entendi duas coisas: eu não gosto de meninas e eu não fiquei tão triste por ser recusado. Tudo não passou de uma obrigação social. Por que todos os outros meninos com quinze anos já tinham beijado uma menina, menos eu e Yixing. E depois de uma longa conversa com o garoto de olhos bonitos e cabelos pretos, eu entendi que não era o único a não me atrair por meninas. Xing disse que não gostava de nenhuma delas também.

Um peso saiu de minhas costas e nós, eu e ele, nos beijamos por livre e espontânea vontade, apenas como teste. Aquilo não foi planejado e nem maliciado. Apenas aconteceu de um jeito carregado de inocência. Nós rimos e constatamos que beijar o melhor amigo era nojento demais para se repetir. Nossa amizade continuou como sempre e eu notei que aquilo era o natural pra mim.

Na faculdade eu descobri que Yixing, ou Lay, como passei a chama-lo quando ficamos mais velhos, não era tão lerdo quanto eu. Ele logo chamou a atenção de Kim Junmyeon, um atleta do time da Universidade, e como o menino era realmente lindo, Lay não perdeu tempo e logo os dois começaram a namorar.

Eu continuei sendo o Xiao Luhan invisível. Com apenas um único amigo verdadeiro, um óculos de grau que me ajudava a ver melhor e um gato chamado Tofu. Não precisava de mais nada.

Mas então ele entrou naquela cafeteria.

O garoto de cabelos marrons entrou no ambiente calmo da cafeteria fazendo algazarra com mais dois rapazes, um de cabelos azuis e outro de cabelos cor de rosa. O rapaz e os amigos se sentaram numa mesa bem perto da minha e começaram a rir escandalosamente, falando coisas idiotas. Não que eu estivesse prestando atenção no grupo, mas eu percebi que todos pediram Bubble Tea e começaram a cochichar baixinho.

Eu inevitavelmente me senti incomodado. Talvez seja paranoia da minha cabeça mas sempre que pessoas cochicham perto de mim tenho a impressão de que estão falando de mim. Isso simplesmente torra minha paciência e eu estava decidido a sair daquela cafeteria assim que terminasse mais um capítulo do livro. Faltavam três páginas quando eu percebi uma pessoa se aproximando da minha mesa. Ao erguer meus olhos eu vi ele.

“Agatha Christie. Boa escolha.”- disse o acastanhado. Ele usava um moletom azul bebê quase idêntico ao cabelo do rapaz mais alto que estava na mesa acompanhado do outro. Seus olhos pretos e um tanto sérios me intimidavam. Mas ele não precisava perceber isso.

“Eu sei. Por isso estou lendo.”- ele riu soprado graças a minha clara ignorância ao responder. Sinceramente outras pessoas já teriam desistido depois dessa. Mas ele parecia ser insistente.

“Meus amigos não acreditam que eu sou o melhor conquistador dessa cidade. Se você me der seu número, aposto que eles vão pensar diferente!”- ele sorriu largo, esperando que eu lhe desse o número. Eu ajeitei meus óculos no nariz, e sorri fraco pela ousadia do garoto.

“Não vai ser hoje que você vai provar isso a eles!”- e dizendo isso eu dei tapinhas singelos nos ombros do acastanhado quando já ia saindo da mesa.

“ Sou Oh Sehun!”- ele se apressou a me seguir até o caixa. Céus, eu nunca senti tanta vergonha na minha vida. As pessoas me olhavam por que ele estava chamando atenção para mim. Afinal um rapaz bonito como ele, completamente alvoroçado chamava muita atenção.

“Não me lembro de ter perguntado seu nome.”- eu disse, pagando a conta do meu café. A moça nos olhava confusa e eu estava quase chutando aquele garoto para longe.

“Cara, colabora! Meus amigos me desafiaram a pedir seu número e se eu perder estou literalmente fodido! Não precisa me dar de verdade, apenas finge!”- ele sussurrou, perto demais do meu rosto.

“Então você está literalmente fodido! Sai do meu pé!”- eu o empurrei e vi os garotos da mesa rirem. Nem de longe eu poderia imaginar o tipo de aposta aqueles três rapazes absurdamente bonitos e idiotas fizeram. Isso pouco me importava. Minha tarde em paz naquela cafeteria foi completamente arruinada por Oh Sehun.

E quando eu achei que estaria livre dele, ouvi seus passos na calçada me seguindo. Liguei a música do meu celular e continuei andando despreocupadamente porem um pouco mais rápido.

“Você me acha tão feio assim?”- na voz dele tinha um tom e riso e incredulidade. A cada segundo eu me irritava mais, porém algo estava já diferente em mim. Tenho certeza disso.

“Você vai me seguir até a minha casa se eu não der o número?”- eu olhei pro garoto e ele sorriu. Seu sorriso era tão branco que quase ofuscou meus olhos. Obviamente ele era lindo. Eu só não entendia o que um cara como ele queria com um cara como eu.

“Eu seria muito irritante se fizesse exatamente isso?”

“Com certeza.”- eu murmurei.

“Então você poderia facilitar tudo e me dar o número agora!”- não consegui conter o sorriso que se abriu em meus lábios. Ele era bonito e atrevido demais para ser ignorado.

“Você tem cinco segundos para anotar!”- e dizendo isso eu comecei a contar os benditos cinco segundos. Ele sacou o celular e me disse para falar o número de telefone.

“Qual é seu nome, para eu salvar no contato?”- ele perguntou, afobado.

“Lu. Por enquanto pode me chamar de Lu.”

Logo em seguida eu apertei o passo. Vi Sehun ficar pra trás apenas com um sorriso triunfante no rosto. Ele conseguiu meu número. E eu me lembro de não conseguir resistir a ele.


(...)


“Então você finalmente vai em um encontro Luhan?”- disse Lay, sorrindo de forma sádica.

“Eu não disse isso. Aquele garoto, Oh Sehun, só pediu meu número!”- eu adoçava o chá de hortelã do meu amigo enquanto o Tofu me pedia comida pela milionésima vez no dia.

“Suho vive saindo com esses garotos que você falou. Ele e Sehun são amigos e meu namorado comentou que o garoto é modelo.”- Lay falava de seu namorado enquanto usava o notebook me dando informações. Eu lhe entreguei o chá e fiquei a encara-lo para ver até onde ia sua ousadia.

“Lay eu não tenho interesse em saber disso.”

“Olha, o garoto de cabelos cor de rosa se chama Byun Baekhyun. É mais velho que Sehun e também é modelo. Morou na China e fala três idiomas, Coreano, Inglês e Mandarim.”- meu amigo com certeza estava olhando aquilo em alguma rede social. Pra mim informações como essas eram tão desnecessárias que me limitei a responder:

“E daí?”

“O outro se chama Park Chanyeol. Vejamos, é mais velho que Sehun, por Deus, ele é realmente alto e é um modelo de sucesso. Tipo, desde os cinco anos! O cara postou um comercial dele com essa idade!? Ele não tem vergonha não?”- Yixing ria escandalosamente e eu não me atrevi a ver o tal comercial. Tratei de ligar a televisão e caçar um filme decente, enquanto Tofu pulava em meu colo pedindo atenção.

“O que você quer assistir?”- eu perguntei.

“ Infelizmente não vou poder assistir nada. Suho me chamou para visitar um restaurante de comida japonesa e daqui a pouco vem me buscar.”- Yixing continuou olhando a tela do notebook. O que na verdade foi ótimo pois ele não viu meu olhar fuzilante sobre ele.

“Legal.”- era sempre a mesma coisa desde que meu amigo arrumou um namorado. Nunca mais tínhamos tempo para exercitar nossa amizade com coisas idiotas.

“Esse Oh Sehun é bem gato! Olha esse olhar! Parece um predador.”- ele me empurrou o computador e mostrou umas fotos da rede social de Sehun. Nelas o garoto estava em ambientes muito legais, como jardins, salas com iluminação perfeita e outras coisas de modelo. Eu apenas empurrei o computador de volta.

“Você parece mais interessado nele do que eu!”

“ Por acaso você é assexuado Luhan?”- ele me perguntou fazendo cara feia.

“Acho que não.”- eu disse, meio rindo.

“Então parte pra cima, idiota!”- ele me empurrou me fazendo quase cair do sofá.

“Tecnicamente ele pediu meu número. Não o contrário. Então ele deve me chamar. Agora se você é burro e não entendeu isso ainda a culpa não é minha!”- levei um tapa na cabeça.

“Burro? Sou quinze vezes mais esperto que você!”- naquela época eu não sabia. Mas ele realmente era mais esperto que eu.

“Ficou bravo Suho?”- eu o empurrei e ele me empurrou de volta. As vezes tinhamos essas briguinhas idiotas que sempre foram  ponto alto de nossa amizade de anos.

“Você é tão idiota que não vou continuar respirando o mesmo ar que você.”

Ele colocou o notebook por cima do Tofu e levantou se espreguiçando.

“Já vai se arrumar?”

“Lógico! Quero estar impecável pro Myeon!”

“Que Gay! Myeon... Você geme o nome dele assim?”- toda vez que eu provocava Yixing com sentidos sexuais ele se emputecia muito comigo.

“Vai se foder!”

Isso foi suficiente pra ele empinar o nariz e sair da sala. Eu continuei na mesma até que meu amigo saiu sem falar comigo. Não liguei. Era sempre assim.

Sozinho eu resolvi caçar Oh Sehun nas redes sociais de novo. E me deparei com fotos lindas. Algumas até sensuais demais. Ele tinha a pele do abdómen extremamente branca e lisa. Naquelas luzes dos estúdios parecia ser melhor, mais bonito e surreal. E puta merda eu me atraia por ele.

Meu celular pareceu acompanhar meu pensamento quando vibrou. Logo a ligação de um número desconhecido se tornou muito chata para ser ignorada. Eu atendi.

“Lu? É você?”

Fiquei uns três segundos sem respirar, apenas incrédulo demais para sequer me mover. Eu estava vendo fotos do garoto quando ele ligou. Que tipo de sincronismo era esse?

“Er...Oi. Sou eu sim. O que quer?”

“Boa noite... Como vai?”

“Vou bem. O que quer?”

O mesmo riso soprado de Sehun foi ouvido por mim.

“Tem algo pra fazer hoje a noite?”- ele quis saber. Juro que pensei em mentir. Mas aquela noite estava tão tediosa que dei o braço a torcer pela primeira, ou segunda vez, não lembro direito.

“Não, não tenho.”- mais uma vez ouvi ele rir baixinho.

“Bem, eu também não. Que tal se fôssemos tomar algo num bar?”

“Hum... Pode ser. Onde nos encontraremos?”

“Eu busco você. Só me diz onde você mora que eu passo aí daqui a pouco”

Dei meu endereço e Sehun desligou. Finalmente eu teria um encontro. O que para um cara como eu era um baita ganho. Yixing tinha razão em zombar de mim nesse quesito por que eu praticamente assustava as pessoas com esse meu jeito de ser.

Não demorei a me arrumar. Tomei banho, usei um perfume adocicado, que era presente da minha avó que vivia na China, coloquei uma jaqueta preta, cobrindo uma camiseta vermelha. A calça jeans de lavagem escura ajudava a destacar as outras duas peças e para completar coloquei um boné aba reta também preto. Meus cabelos castanhos estavam bonitos, mas eu gostava muito de bonés para dispensar a peça naquela noite.

Desci e fiquei na calçada a esperar Sehun. E nesse momento eu já sentia minhas mãos tremerem de ansiedade. Não sabia por que havia aceitado tudo que aquele garoto me propôs desde que conheci o mesmo. Mas aquilo não era ruim. Não completamente ruim.

Um Range Rover preto parou na calçada e eu vi o motorista. Era ele. O garoto tinha um carro que nem de longe eu sonharia em ter. Eu abri a porta e entrei, tentando não demonstrar meu nervosismo. O carro tinha o cheiro dele. As cores do veículo iluminadas pelas luzes do painel faziam o carro ser ainda mais lindo por dentro. Sehun não era diferente. Ele estava lindo naquela jaqueta de couro preta, quase igual a minha. E seus cabelos estavam arrumados em um topete que lhe dava um ar de bad boy. Quase suspirei ao vê-lo tão bonito e tão real.

“Você está bonito Lu”- ouvi Sehun dizer, quando já dava a partida no Rover, fazendo o motor potente acompanhar meu coração.

“Obrigado. Onde está me levando?”- eu realmente estava determinado a fingir que não me importava com ele. Nem com tudo que ele supostamente me oferecia. Aquele carro não era nada. Nem sua beleza. Ambos não eram nada.

“Eu pensei de irmos num bar de roqueiros que eu costumo frequentar.”

“Legal.”

Permanecemos em silêncio. Ele ligou o rádio que estava tocando a música Closer, do The Chainsmokers. Sehun balançava a cabeça no ritmo, como se não se importasse com a minha presença. Na verdade eu comecei a temer que ele estivesse entrando no jogo que eu criei. E isso era admiravelmente novo. Ouvi sua voz murmurar as frases da música. Ele cantava tão bem que até prendi a minha respiração para ouvir melhor:

So baby pull me closer in the backseat of your Rover.

That I know can't afford

Bite that tatoo on your shoulder.

Pull the sheets right off the corner

Of that matress that you stole.

From your roommate back in Boulder.

We ain't ever getting older.

Na ultima frase eu cansei de fingir que não conhecia a musica. Cantamos ela repetidamente quando a letra estava chagando a seu fim. E eu gostei. Adorei. Foda-se a pose de serio.

We ain't ever getting older!

Continuamos nos olhando de forma acanhada. Seus olhos sobre mim eu me sentindo bem. Tão bem como não me sentia a muito tempo.

“Você faz o que na faculdade Lu?”- ele perguntou sorridente. Só quando vi seus dentes foi que notei que também sorria. Mas logo tratei de corrigir minha postura descontraída voltando a ficar serio.

“Publicidade. Segundo ano.”

“Como nunca nos conhecemos então?”- ele disse incrédulo, virando para me encarar. Seu hálito que cheirava a framboesa me atingiu no rosto. Era bom. Eu pensei em responder que ele nunca me viu, afinal eu via Sehun perambulando pela faculdade com seus amigos idiotas todos os dias.

“Você faz qual curso?”- eu perguntei ao acaso.

“Administração. É no mesmo prédio de Publicidade.”

“Realmente.”

“Se tivéssemos nos conhecido antes já poderíamos ter saído, não é?”

“Não creio que façamos parte do mesmo círculo social.”

“Podemos mudar isso. Vou adorar conhecer seus amigos.”

“Um dia talvez. Mas hoje vamos ter calma Sehun.”- eu sorri e ele sorriu junto apesar de ter entendido que eu não queria aprofundar nossos laços de imediato. Então uma pequena questão surgiu pra mim: Por que Oh Sehun não desistiu se isso era a coisa certa a se fazer desde o início?

“Certo. Estamos chegando.”

Ele parou o carro e nos descemos. Fomos andando em silêncio até que ele entrou num bar que tinha letreiros em verde e vermelho que acendiam e apagavam. Dentro do lugar, um cheiro de álcool e cigarro dominava tudo além da música ambiente ser da banda Metálica. Tinha muitas pessoas bebendo, algumas jogando e outras já estavam dormindo nos balcões. Eu realmente me perguntei o que estava fazendo naquele lugar, sendo que poderia estar dormindo na minha cama ou vendo mais episódios do meu drama.

“Que lugar é este?”- eu perguntei, puxando a jaqueta dele. Ele se sentou num banco e disse pra eu fazer o mesmo.

“Eu simplesmente adoro esse bar. Aqui toca Elvis Presley! Tem noção disso?”- e falando isso ele pediu bebida para o garçom. Soju não era a melhor opção para não ficar bêbado mas pelo jeito era o mais fraco que tinha ali então eu o acompanhei.

“Nunca me atrevi a vir num lugar assim.”

“Eu sei. Você não parece ser do tipo que ousa muito Lu”- e nisso ele deu seu primeiro gole de Soju.

“Sério? É isso que pensa de mim?”- e o pior era que ele tinha razão.

“É isso sim!”- Sehun riu e bebeu mais.

“Vou mudar o seu conceito Oh Sehun!”- a essa altura eu não queria mais esconder o que queria com ele. Mas também não queria deixar claro minhas intenções que ate eu desconhecia.

“É exatamente isso que eu espero dessa noite.”

Nos sorrimos enquanto bebíamos mais. A noite com ele estava ficando leve assim como meus pensamentos e atitudes a cada gole de Soju. Nisso eu descobri que ele não gostava de Administração e que seu verdadeiro sonho era fazer carreira artística.

“Soube que você é modelo.”- eu comentei

“ Sim. É o que paga minha faculdade.”

“E aquele carro também, certo?”

“O carro também. Mas enfim, vamos jogar truco com aqueles caras?”- ele olhou pra trás e eu vi que uns homens já muito bêbados jogavam. Sehun parecia querer fugir do assunto que citava sua profissão como modelo. Como alguém que quer seguir carreira artística não gosta de falar sobre ser modelo?

“Tem certeza que é uma boa ideia?”

“Olha pra eles! Estão tão bêbados que vamos sair daqui ricos!”

Eu assenti. Estávamos um pouco alterados também e não faria mal continuar a noite de diversões apostando e ganhando dinheiro com Sehun. E o garoto jogava bem. Tão bem que deixou os homens bêbados no chinelo apenas com algumas rodadas. Eles pediam mais bebida e nós também, apostando e rindo até não poder mais. No rádio do bar realmente tocava Elvis. E eu estava gostando daquela noite de Rock com Sehun. Era a minha primeira noite sendo um universitário inconsequente em dois anos de faculdade. Foi legal.

Saímos de lá quando cansamos de jogar e os homens já estavam caindo de bêbados. No Rover não falamos mais nada. Eu estava inebriado demais pelo álcool para arriscar frases longas, onde provavelmente eu falaria alguma besteira. Ele era tão bonito. Tão ridiculamente bonito que eu já não conseguia olhar pra Sehun sem desejar sua pele ou seus beijos.

“Acho que chegamos!”- ele disse, estacionando o Rover em frente ao meu prédio.

“Já?”- eu ri.

“Sim.”- ele sorriu fraco. Sehun estava vermelho graças a bebida e eu senti que ele também estava com medo de dizer frases desconexas.

“Respondendo sua pergunta, eu te acho muito bonito Oh Sehun.”- ele demorou um pouco para assimilar o que eu tinha dito e eu mesmo demorei para entender que aquilo saiu tão espontaneamente

“Que pergunta?”- ele quis saber confuso. Eu sorri.

“ Sua memória é ruim. Quando você me seguiu no dia em que nós conhecemos você perguntou se eu te achava bonito de forma implícita. Estou respondendo que sim. Você é lindo. O que eu não entendo é o que um cara como você pode querer comigo.”

Sehun me fitava confuso. Eu também estava confuso. Mas isso não impediu que ele me respondesse.

“No dia da cafeteria eu reparei em você. E por um acaso comentei com Chanyeol e Baekhyun sobre o quanto você era bonito. Os idiotas disseram que eu não teria coragem de pedir seu número. Eu apostei que pediria e você me daria o número. Caso o contrário eu dormiria com os dois por uma noite. E bem, cá estamos nós.”

“Que amigos estranhos você tem!”- foi o que consegui dizer enquanto meu rosto esquentava e Sehun mostrava seus dentes brancos em mais um sorriso, dessa vez acanhado.-“ Sehun, por que me acha bonito? Tipo, ninguém nunca disse isso pra mim de forma tão aberta!”

“Como não? Olha pra você! Seus olhos... Sua pele... Sua boca, são simplesmente lindos e... Irresistíveis!”- Sehun se inclinou por cima de meu corpo causando uma aproximação perigosa. Eu não ousei me afastar. Seu perfume misturado ao álcool era tão bom, tão viciante.

“Você quer meu óculos emprestado?”- murmurei sem ar. Ele se aproximou mais e roçou a ponta do nariz na minha bochecha. Meu coração batia tão depressa que com certeza Sehun podia ouvi-lo ressoar no meu peito. Estávamos próximos demais com as respirações quentes e o cheiro de álcool se mesclando.

“Mesmo gostando do seu óculos eu gostaria muito de ver ele longe do seu rosto agora Lu.”- a voz dele estava ressoando contra minha pele e sua respiração com cheiro de bebida era tudo que eu podia querer mas nunca sonhei em ter em minhas mãos. E o cheiro dele era doce, lembrando realmente framboesa.

“Luhan. Sou Xiao Luhan.”- mesmo estando nervoso e bêbado eu conseguia murmurar algumas palavras.-“ e se quiser tirar meu óculos, fique a vontade.”

“Isso é um convite perigoso. Se eu começar com os óculos sentirei vontade de tirar o resto da sua roupa Luhan.”- meu nome foi dito de forma lasciva pelos lábios doces de Sehun. E eu nunca gostei tanto de me chamar Luhan.

“Não é como se eu fosse achar ruim ou...”- fui calado por sua boca que me atacou de forma inesperada. Sehun tinha sede de beijo. Sede de mim. Ele pressionou seus lábios sobre os meus de maneira forte e até mesmo bruta. Sentia isso a cada investida mais incisiva de sua língua contra a minha que apenas brincava de beijar. Eu nunca tinha beijado pra valer outra pessoa. O beijo que dei em Yixing era um teste ridículo de dois jovens curiosos na puberdade.

Mas naquele carro era outra coisa. Sehun sequer notou minha inexperiência quando passou explorar meu corpo com as mãos, por dentro da jaqueta. Ele me puxava enquanto nossas bocas se moviam em um conjunto estalado e delicioso. Senti que ele queria espaço, pois aos poucos ele me empurrava para o banco de trás do carro e meu corpo o acompanhava sem querer. Sem poder resistir a algo tão bom e novo.

Quando paramos para respirar Sehun sorriu tal como o predador que era. E eu seria sua presa dentro daquele carro. Eu estava beijando um garoto lindo, que já tinha tirado meu boné e meu óculos e jogado ambos em algum lugar. Meus pensamentos só pediam por ele, queriam cada vez mais e quando nos encontrávamos no outro banco, seu corpo já se sobressaia sobre mim.

Eu estava quente. Senti meu coração pulsar quando notei as janelas do carro já embaçadas pela nossa respiração. Ele tirou minha jaqueta e ousou por as mãos dentro da minha camiseta. Eu fazia o mesmo consigo. E naquele dia eu tive coragem para descer minhas mãos até a calça jeans de Sehun, até onde o zíper começava.

E eu ia abrir o local. Com certeza iria. Se ele não tivesse parado o beijo antes.

“Por que me tratou tão mal se íamos acabar aqui? De qualquer forma?”- ele falou, ofegante, mas ainda de olhos fechados.

“Você realmente gostaria de me trazer pro banco de trás do seu carro?”- eu disse, enquanto ele beijava meu pescoço, que se arrepiava a cada contato com a boca macia.

“Minhas intenções nunca foram tão sujas Luhan. Mas se você acha isso de mim não devo discordar.”

“Esse carro é muito apertado... E sinceramente eu não acho legal você dirigir pra sua casa bêbado assim!”- eu também estava louco de desejo e bebida, mas me restava um pouco de consciência.

“Isso é um convite?”- ele me beijou na ponta do nariz e eu senti carinho nesse gesto. Sehun não cansava de me surpreender com suas atitudes.

“Sim, é um convite. Suba comigo. Meu colega de apartamento com certeza não dormirá em casa hoje.”

Sehun me deu beijo terno depois disso, com calma e sabedoria de quem tinha finalmente me entendido. Nesse momento ele sabia que eu não era fácil, porém não era difícil o suficiente para recusa-lo. Afinal, quem recusaria?

Nós saímos e corremos para dentro do prédio. No elevador ele me pegou no colo e me colou naquela parede fria de metal. Senti suas mãos apertarem minha bunda com vontade para que eu não caísse enquanto ele me segurava e beijava como queria. Eu bagunçava seu cabelo marrom, fazendo Sehun ficar ainda mais bonito e atraente, apesar de completamente bagunçado. O bipe incómodo daquela lata de metal avisou que eu já tinha chegado no meu andar e a contragosto nós nos separamos e saímos.

Já no corredor andamos sem fazer muito barulho. Não queria chamar a atenção dos vizinhos chatos que moravam naquele prédio barato. Eu abri a porta e entrei puxando Sehun. Nós tiramos nossos sapatos e eu notei ele um pouco sem graça.

“Seja bem vindo. Esse apartamento é pago por Yixing, meu amigo, que faz muitos trabalhos como designer para conseguir o aluguel. Agora eu, bem, pago as despesas com alguns trabalhos que faço como programador de computadores.”- não que ele tivesse me perguntado, mas eu tinha que explicar como eu e meu amigo nos virávamos na cidade grande.

“Você também se vira para se manter. Isso é bom.”- ele falou. Eu acenei para que se sentasse no sofá e ele o fez, logo ficando a me encarar. Seu rosto estava vermelho assim como sua boca. Seus olhos estavam perdidos. E os meus se vidraram nele de uma forma que eu até me assustei.

“É o que nos resta Sehunnie!”- sentei sobre seu colo, beijando sua boca de novo. Minhas pernas já o rodeavam e quando percebi o volume em sua calça, deixei um sorriso cortar nosso beijo.

“Você é mais velho que eu?”- disse ele, me beijando no rosto.

“Sou. Me chame de hyung, Hunnie!”- eu mordisquei sua orelha e beijei seu pescoço fazendo ele arfar. Não sei se havia ficado claro o quanto que eu e Yixing stalkeamos ele e seus amigos, mas eu não me importava mais.

“Você é um hyung do mal! Me fez sofrer esse tempo todo achando que nunca te teria!”- ele falou, gemendo entre as palavras quando eu me mexia em seu colo. Sinceramente eu nunca tinha tido contatos íntimos com ninguém. Mas meu corpo sabia o que fazer para agradar Sehun.

“Você não me tem Oh Sehun! Não se iluda tão fácil!”

Eu o provoquei e ele se vingou jogando meu corpo no sofá da sala. Logo depois ele me beijou de forma tão incisiva que achei que morreria sem ar. Suas mãos se apressaram em tirar minha camiseta que deslizou para fora de mim com uma facilidade absurda.

“Sabe por que eu apostei minha bunda com Chanyeol e Baekhyun?”- ele disse, sussurrando enquanto beijava meu pescoço.

“Por que muito provavelmente você gosta da coisa, estou certo?”- eu disse, sentindo o peso do corpo dele sobre mim. Ele era forte. Podia sentir seus músculos dos braços que estavam apertados na jaqueta.

“Talvez. Mas na verdade eu sempre soube que sua bunda seria minha.”- ele apertou forte minha perna e deixou que seus dígitos deslizassem pra minha bunda coberta pelo jeans.

“Ousado!”- eu o empurrei com as mãos e depois o afastei num quase chute. Logo em seguida me coloquei de pé e fiquei a encara-lo vendo sua expressão confusa.

“O que foi?”- ele perguntou.

“Não vou transar com você na sala! Pra isso que existem quartos e camas Sehunnie!”- ele sorriu.- Vem!”

Eu o chamei e ele apenas me seguiu. Já no meu quarto eu tranquei a porta e esperei que ele se sentasse na cama. Aos poucos tirei sua jaqueta e sua camiseta. Logo depois abri o zíper de sua calça e desci o jeans claro por suas pernas. Cada pedaço de Sehun era lindo. Seu abdómen, seus braços, suas coxas branquinhas. Tudo era lindo.

“Você achou que eu ia desistir?”- eu sussurrei em seu ouvido.

“Você gosta de me provocar hyung. Eu gosto disso!”

“Eu realmente não sei de onde estou tirando tanta ousadia!”- depois desse meu comentário vi o rosto de Sehun se tornar pura duvida.

“Você é virgem Luhan?”- e então eu soube que me entreguei. Na hora eu fiquei vermelho, sem conseguir olhar pra ele.

“Provavelmente sim. Não quer mais foder um virgem Sehun?”- e assim eu consegui arrancar outro sorriso.

“Eu nunca fodi um virgem. Deve ser tão...Mas você não é qualquer virgem, ouviu?- ele me beijou tentando virar meu rosto para encara-lo.- Você é o virgem mais ousado que já conheci. E porra, esse seu corpo é perfeito! Vai ser uma honra ser o seu primeiro cara.

Eu senti verdade no que aquele garoto dizia. Meu corpo já gritava por ele, por alívio. E não seria ruim. Eu sabia que Sehun tinha feito isso muita vezes. Era mais do que óbvio. Mas foi estranho saber que não teria sentimentos se fosse com ele. Seria apenas mais uma transa pra sua lista de transas, e pra mim seria a memorável primeira vez com um quase desconhecido. Não tinha como saber se eu estava fazendo o certo. Mas ele era tão certo pra mim.

“ Eu não serei suficiente pra você!”- nisso ele me beijou de novo. Cheio de um carinho que até então não estava presente em suas ações. Me lembro de sentir meu coração derreter. Eu sabia que ele me queria. Mas pelo visto estava disposto a ir com calma para que eu fosse feliz fazendo aquilo. Sua mão se apressou em abrir meu Jeans enquanto me beijava. Eu sentia sua mão se enfiar na minha boxer buscando o volume evidente dali. E quando a palma quente encontrou o que tanto queria foi impossível impedir um gemido que saiu da minha boca. Sehun não parava de mover sua mão em mim, me fazendo ofegar.

“Se você quiser, eu serei seu. Se quiser me comandar, fique a vontade. Hoje eu apenas te obedecerei Luhan.”- ele sussurrou enquanto se movia sobre meu corpo, simulando a melhor parte de toda aquela loucura.

“Se é assim, vá mais rápido então...”- eu falei aquilo sentindo minha mente se nublar a cada toque mais apressado daquela mão habilidosa. Eu não queria mandar. Mas fazer isso havia se tornado irresistível, assim como Sehun.

Tirando o resto da minha roupa Sehun passou a me fitar com um olhar perdido. Ele olhava meu corpo por inteiro, desde os meus olhos, ao meu cabelo, minha boca. Seu olhar compenetrado estava perdido em mim, me decifrando acompanhado por suas mãos. Elas desceram no meu abdómen, sentindo a pele que já ardia de tão quente. Sehun então beijou minhas bochechas, depois meu nariz, meu queixo. Não existia sentimentos. Mas existia carinho em cada toque seu.

Sua boca descia vagarosamente em beijos molhados pelo meu corpo. Ele arrancou a minha boxer que já estava um pouco molhada e então beijou o lugar mais sensível em mim. Quase gritei, se é que não gritei. A partir dessa parte minha memória já não consegue saber ao certo o momento em que minha mente se perdeu num prazer insano. Sehun me chupava com cuidado, como se experimentasse cada centímetro de mim. E eu parecia estar doce, tamanha era sua vontade em me dar prazer. Meu corpo amolecia e suava. Os lençóis já colavam em minhas costas que se arqueavam a todo momento. E eu só queria tirar a última peça de roupa que restou no corpo de Oh Sehun para poder adiantar aquilo, com a minha pressa sendo quase idiota.

Por isso afastei sua cabeça e ergui seu rosto até que sua boca encontrasse a minha num beijo sincero. Ele entendeu que eu queria aprofundar mais nosso contato e prontamente se sentou na cama de novo, levantando rapidamente até onde sua calça estava, logo em seguida tirando do bolso um pacote que brilhava na meia luz do quarto. Logo em seguida, quando ele se aproximou de mim novamente já sentado na cama, eu pude puxar sua boxer branca, escorregando o tecido por suas pernas. Ela foi parar em algum lugar do quarto. Pouco importava. O garoto estava muito excitado, beirando o surreal. Seu membro gritava por mim e eu implorava por ele, vendo Sehun escorregar o preservativo sem muita dificuldade. Me adiantei a subir em seu colo novamente, mas ele me parou.

“Ei, não é tão rápido! Vamos fazer isso com calma hyung. Não quero machucar você.”- sua paciência era fofa. Eu sorri. Afinal o virgem dali era eu. Não era?

“Você é muito gostoso! Fica difícil não querer subir no seu colo Hunnie!”- eu murmurei, perto de seu ouvido. Naquele momento descobri que o cheiro da pele de Sehun era melhor do que seu hálito de framboesa. Plantei chupões naquele pescoço até ter total certeza que ficaria marcado.

“Vou te dar só uma ordem, tudo bem? Deita Luhan!”

Não posso negar que estremeci de novo. Em sua voz o tom de ordem caia muito bem naquela situação. Não pude recuar. Deitei novamente nos meus lençóis sentindo eles absorverem o suor que estava presente por todo meu corpo. Eu com certeza estava bagunçado. Mas Sehun parecia se agradar disso.

Quando voltei a prestar atenção nele vi o loiro chupar seus próprios dedos, molhando ambos com um grande excesso de saliva. Sehun então afastou minhas pernas e tudo que pude fazer foi fechar meus olhos quando o senti dentro de mim. Foi desconfortável. Na verdade aquilo não tinha nada de bom, como Yixing vivia dizendo.

Ser invadido não era legal. Mas se tornou bom quando aqueles dedos (por que em dado momento Sehun aumentou a quantidade de dedos) começaram a me tocar profundamente. Eu já não conseguia saber se meus sons estavam altos demais, pornográficos demais. Quando ele tirou seus dedos dali eu contorci meu rosto numa expressão contrariada. Mas não tive tempo para ficar emburrado. Senti seu membro entrar em mim com cuidado depois. Sehun parou e afundou seu rosto em meu pescoço, me fazendo ouvir sua respiração descompassada se unindo a minha.

Só que tê-lo em mim não bastou. Realmente não bastou. Comecei a rebolar me impulsionando contra ele. E ele finalmente se moveu. Lento, viciante, bom. Sehun era tudo isso e um pouco mais. Nossos corpos se chocavam com força, enquanto eu sentia meu corpo inteiro arder. Não poderia imaginar que aquele menino fodia tão bem. Já não bastava ser lindo? Roubar a atenção para si o tempo todo? Ser impossível de conquistar?

Embora eu tenha entendido que Sehun não era impossível, assim como eu. Foi real tê-lo ali, mesmo que desde quando comecei naquela faculdade, eu imaginasse que Sehun somente existia nos meus sonhos. Nos meus melhores pensamentos.

Quando ele me segurou e me ergueu, fazendo minhas costas saírem do colchão, entendi que agora ele me queria em seu colo, deixando as coisas por minha conta. E eu gostei desse rumo. Enquanto me afundava em Sehun, notei uma tatuagem em seu ombro. Era uma flor de lótus. Não consegui conter a vontade que surgiu de cheirar sua pele, como se fosse uma flor real, beijar aquele lugar, como se fosse a última vez que teria aquele garoto comigo.

Não demorou muito para que eu sujasse Sehun graças a ele e seu corpo, que me causaram sensações inéditas. Achei que fosse desmaiar, tamanho era meu êxtase. E enquanto eu me recuperava quase sem forças Sehun me deitou de novo e tratou de buscar seu próprio prazer, me estocando brutalmente. Logo estávamos os dois nos lençóis bagunçados e sujos. Minha mente estava completamente perdida. Mal podia acreditar que fiz isso com Oh Sehun. Era estranho pensar que por uma noite ele foi meu. Apenas meu.

“Obrigado por confiar em mim Lu!”- ele disse, ofegante, enquanto beijava meu rosto.

“Como assim?”- eu quis saber, completamente confuso.

“Você me deu sua primeira vez. Acho que prova de confiança maior que essa não existe!”- ele se levantou e saiu rumo ao banheiro que tinha no meu quarto, voltando logo e deitando do meu lado novamente.

“Foi você que me enlouqueceu. Obrigado por sei lá, ter sido tão legal desde o inicio. Você é muito gente boa Sehun.”- nós rimos e ficamos em silêncio.

“Obrigado por gostar de mim como eu sou. Podemos fazer isso sempre que quiser Luhan. Acho que você é viciante.”- arregalei meus olhos quando ouvi Sehun dizer aquilo.

“Como assim?”

“Sinto que posso ficar aqui pra sempre. Por que nunca me senti tão bem após dormir com alguém.”

Aquilo me abalou um pouco. Nem de longe eu poderia imaginar quantas pessoas Sehun teria tido. Mas ele me julgou especial. Sehun fazia confusões explodirem em mim. Ele sempre foi uma maldita duvida na minha vida. E naquele quarto, com ele tendo sua cabeça apoiada em mim, tive certeza que as dúvidas só aumentariam dali pra frente, caso ele continuasse no meu caminho. E infelizmente eu estava certo.


(...)


Quando acordamos no outro dia, tomamos um banho quente juntos. Talvez tenhamos feito mais alguma coisa no chuveiro, por que obviamente era loucura desperdiçar aquele garoto lindo me querendo. Emprestei uma roupa minha a ele, e fomos tomar café. Yixing não estava em casa ainda, por que provavelmente iria a faculdade com Junmyeon. Então a casa era só minha por enquanto.

“Hannie-hyung?”- ouvi ele dizer, enquanto mordia a maçã que eu havia lhe dado.

“Diga.”- eu murmurei, enquanto terminava de mastigar minha própria maçã.

“É muito bonito te ver sorrir enquanto você dorme. Me fez pensar com quem você estava sonhando.”- fuzilei Sehun com o olhar e ele sorriu novamente.

“Você não tem que dizer essas coisas.”- foi o que respondi, um pouco grosso e frio.

“Você se incomoda com isso?”- ele assumiu uma expressão incrédula.

“Sehun, foi legal o que tivemos, ok? Só não me faça acreditar que teremos algo além.”

“Você não me acha sério o suficiente pra você Lu?”- quando ele disse isso eu quase concordei com a cabeça, mas meu silêncio soou pra ele como um sim.

“Sehun, não é isso...”- eu me apressei a segui-lo quando ele levantou e seguiu rumo a porta do apartamento.

“É isso sim! Mas sabe hyung, eu vou te provar o contrário. Você sempre vai ser uma droga de desafio né? Ótimo! Eu aceito ser desafiado por você!”

Ele saiu e bateu a porta com uma certa força. Fiquei confuso. Dei um soco na porta. Estávamos num clima tão gostosinho e eu tive que estragar falando besteira.

“Droga Sehun!”


(...)


“Então você discutiu com ele por nada seu idiota?”- Yixing me deu um tapa na cabeça cheio de fúria.

“Não foi por nada Lay! Ele queria me iludir. E porra, eu não estou aqui pra isso!”- cruzei meus braços e fiquei a encarar o vazio.

“Me responde uma coisa: Quando Sehun te beijou, te tocou, te amou, ele foi sincero? Quero dizer, ele passou sinceridade em cada ato?”

“hum... Sim.”- eu disse claramente me contradizendo.

“Então por que ele te iludiria Lu? Não faz sentido!”

“ Ok, ok, eu exagerei. Devo dar uma chance a ele?”

“Você deve dar uma chance a você. Chega de se reprimir por bobagens! Seja feliz. Seja transante!”- ele me deu um beijo na testa e saiu para o quarto. Não reprimi um sorriso que se formou. Mesmo tendo um amigo que usava termos horríveis em seus conselhos, eu entendi perfeitamente o que ele disse. Minha vida sempre foi muito controlada. Sehun obviamente veio para alterar esse fato.

Liguei pra ele e combinei de ir com Sehun no cinema ver o filme que estava em lançamento. Como minha obsessão de nerd já havia ficado clara para o garoto loiro, ele não se incomodou que fossemos ver O Homem Formiga. Era um filme da minha franquia de heróis favorita e por nada no mundo perderia isso.

Nos encontramos lá. Ele já havia chegado e comprado os ingressos e a comida, que se resumia a pipoca, alguns doces e refrigerante de laranja.

“Tenho duas perguntas a você Hunnie.”- eu falei, quando sentei a seu lado, num banco que tinha perto da entrada da sala de cinema. Sehun estava tão bonito quanto de manhã. Mas a noite ele parecia ficar ainda mais encantador. Seu cabelo marrom estava de tijelinha, escorrendo ridiculamente por sua testa. Isso fazia com que ele ficasse constantemente jogando os fios para o lado. Até em suas manias eu notava o quanto ele era bonito. Naquele moletom vermelho da Nike ele parecia ainda mais ousado. Definitivamente era impossível não se render a Oh Sehun.

“Pode fazer quantas perguntas quiser hyung.”- ele disse, comendo a pipoca e me encarando profundamente.

“Por que você comprou os dois ingressos e como sabia que eu gosto de refrigerante de laranja?”

“Comprei seu ingresso por que quando você chegasse provavelmente teria acabado, e também é um presente. Sobre o refrigerante, é o meu preferido. Nisso eu juro que não pensei em você.”

Não entendi muito bem por que Sehun falou aquilo. Mas também não tive muito tempo pra raciocinar. Entramos na sala escura por que a sessão logo começaria. Eu ia me dirigir pras fileiras da frente, mas Sehun me puxou pela mão e começou a me levar para as fileiras do fundo. Os lugares que ele escolheu estavam extremamente escondidos.

“Será que vamos enxergar o filme daqui?”- perguntei, vendo ele rir minimamente. Aquele garoto era uma droga de enigma na minha vida.

“Lógico que sim hyung! Vem, vamos comer pipoca enquanto não começa.”

Sentamos e começamos a fazer o que ele sugeriu. Não demorou muito para que os créditos da Marvel surgissem na tela, mostrando os motivos por eu ser tão apaixonado por aquele universo. O filme teve suas cenas iniciais e eu estava completamente vidrado em tudo. Nos primeiros trinta minutos eu estava submerso no mundo dos heróis, praticamente me esquecendo da presença de Sehun.

Lembrei dele de um jeito bem inconveniente. Sua mão pousou sobre minha perna, mais precisamente na minha coxa, e começou a se movimentar no lugar. Hora ele tamborilava os dedos na minha calça jeans, hora apenas apertava o local levemente. Era impossível ignorar seus dedos pálidos que subiam até quase chegar na minha virilha. Porem eu tinha força de vontade o suficiente para fingir que nada estava acontecendo.

Até que ele subiu sua mão para um lugar extremamente inapropriado. Não pude evitar o tapa que veio sobre aquela mão, causando um estalo meio alto numa sala tão silenciosa. Uma senhora que estava a três fileiras de nós virou e pediu silencio. Eu agradeci pelo cinema não estar tão cheio apesar de ser lançamento. Caso o contrario teríamos sido xingados por muitas outras pessoas.

“Que agressivo Lu!”- ele falou, formando um bico nos lábios rosados e agora levemente sujos de caramelo.

“Psiu!”- eu disse, voltando a olhar para o filme.

Eu achei que ele tinha desistido de ser perturbador. Mas estava enganado. Sua mão se espreguiçou e envolveu meu ombro. Senti o peso de seu braço me impedindo de manter a coluna reta, então inevitavelmente me curvei para a frente. E sua mão alcançou meus cabelos, que estavam sem o boné dessa vez. Ele começou um carinho tão ridiculamente bom que acabei por fechar os olhos, perdendo minhas cenas amadas.

Só fui capaz de abrir os olhos quando senti Sehun plantar um beijo no meu pescoço. Logo em seguida em minha bochecha. Não consegui reagir tão rapidamente e logo ele estava beijando minha boca. Virei o rosto para dar mais acesso a ele e quando vi já estávamos num beijo intenso. Sua boca era tão gostosa com aquele gosto de caramelo que suspirei quando nos separamos.

“Hunnie, o filme... Viemos pra ver o filme...!- eu sussurrava enquanto ele me beijava no pescoço de novo.

“Você sempre soube que acabaríamos nos beijando não é Lu?”- ele sussurrou, mantendo os beijos logo depois.

“Você ama deduzir como vamos acabar. Mas eu realmente estou aqui pelo filme!”- consegui dizer, enquanto meu coração se acelerava e ficava cada vez mais difícil manter meu foco nas cenas. A boca dele me causava tantos arrepios que preferi acreditar ser o frio sutil do ar condicionado da sala escura.

“Mas esse filme... Não é tão interessante assim hyung. Minha boca é mais.”- ele puxou meu rosto com a mão que estava atrás da minha cabeça fazendo com que nossos lábios se encontrassem de novo. O beijo era tão bom quanto a coca cola, ou a pipoca, ou o chocolate. Tão bom quanto aquele escuro típico de adolescentes na puberdade.

Sua mão voltou a minha perna. A minha calça. E encontrou o zíper do meu jeans. Habilidosamente abriu o lugar e o que se seguiu vocês já devem imaginar. Nunca me senti tão envergonhado e tão excitado por algo completamente proibido. Estávamos numa sala de cinema com algumas pessoas ao redor. Mesmo que tudo estivesse escuro, era um local público. Mas Sehun nem de longe se importava com isso. E eu estava perdendo a linha.

“Para com isso Hunnie...”- eu falei mais baixo ainda, sentindo minha boca ficar seca.

“Só se você aceitar sair comigo daqui.”- ele murmurou. Sua voz tinha tanto desejo que eu não era louco de recusar.

Eu apenas concordei com a cabeça e ele fechou minha calça. Levantamos e saímos sem fazer muito barulho.

Mas diferente dos momentos dentro da sala, quando saímos ele apenas andou na minha frente sem dizer nada.

“Ei, que palhaçada é essa Sehun?”- eu falei, sentindo o volume da calça incomodar e me causar certa vergonha. Afinal o que Sehun causava em mim? Por que tinha que ser tão errado e bom ao mesmo tempo?

“Vem cá!”- ele me puxou e entramos no banheiro. Eu realmente já estava surtando com ele. O que aquele garoto pretendia? Nos trancamos numa cabine e Sehun me empurrou contra uma das paredes, fazendo a estrutura balançar um pouco. Senti meu corpo estremecer de novo quando ele me beijou com vontade. Ficamos nos beijando um pouco até eu sentir seu celular vibrar no bolso de sua calça. Nos primeiros toques ele ignorou, completamente alheio a tudo. Mas quando a vibração ficou chata não pude fazer nada além de empurra-lo.

“Você não vai atender?”- perguntei, vendo ele me olhar contrariado.

Sehun tirou o celular do bolso e olhou a tela. Não pude ver quem ligava, mas ele ignorou a chamada.

“Não é ninguém importante hyung.”- e com isso ele voltou a me beijar.

Mal notei quando Sehun se ajoelhou no pequeno espaço que tínhamos e tratou de abrir minha calça de novo, arrancando o Jeans e a boxer vermelha até o joelho. Me senti exposto. Mas não era como se eu me importasse. E quando Sehun me abocanhou sem dó nem piedade, só pude socar a parede, causando um certo barulho. Ele me olhou feio e eu entendi que não podíamos causar danos e nem más impressões. Eu entendi. Mas conter os sons que queriam escapar era tão complicado.

Que tipo de merda eu estava fazendo naquele lugar? Por que não consegui parar ele e suas atitudes que definitivamente me enlouqueciam? Era muito difícil. Eu amava sua boca quente em mim. Baguncei um pouco seus fios, fazendo eles deixarem de ser uma tigelinha. E juro que se tivesse unhas maiores, teria arranhado as paredes da cabine. Mas infelizmente a única coisa que ficou marcada foi minha própria boca, já que mordi meus lábios e eles se cortaram um pouco.

Me desfiz xingando Sehun. Senti meu corpo explodir enquanto via ele me encarando com seus olhos negros. Era simplesmente proibido ser tão perfeito. Ser tão... Imensurável. E meu corpo quase caiu de tão fraco. Mas ele foi habilidoso em me segurar e beijar minha boca de novo, tirando o folego que eu já não tinha. Não me importei com o meu próprio gosto naquela língua. Mas me importei com os cabelos que já colavam na minha testa. Tive tanto trabalho para deixa-los aceitáveis e naquele momento estavam uma bagunça cacheada. Sorri um pouco cortando o beijo. Até que o telefone de Sehun tocou de novo. E de novo.

“Desculpa hyung, agora tenho que atender.”- e dizendo isso ele saiu da cabine. Achei por bem esperar um pouco até que sai do lugar apertado. No espelho eu me encarei por alguns segundos. Estava com as bochechas vermelhas e como pensei, meus cabelos cachearam graças a ao suor e ao medo. Por que eu realmente temi que fossemos pegos. Mas veja bem, se fosse você e um Oh Sehun com certeza tomaria a mesma atitude que eu. Ignoraria o mundo num modo estranho de loucura.

Passei a mão pelos fios e molhei o rosto. Quando sai vi ele falando ainda ao telefone com alguém. Nunca vi Sehun tão estressado. Como eu estava longe, fiquei a observar. Ele gesticulava e pela leitura labial parecia estar falando em outra língua. Seu rosto inclusive estava vermelho. Me senti tentado a me aproximar, mas esperei ele terminar ligação.

“Está tudo bem Hunnie?”- perguntei.

“Está tudo bem sim Hannie. Er... Desculpa ter atrapalhado o filme e sumido do nada agora.”- pela primeira vez eu vi Sehun corar pelo que havia feito. Achei aquilo tão adorável que suspirei enquanto sorria.

“Se você atrapalhar todos os filmes daquela maneira, fique a vontade.”- eu sorri e ele me deu um soco. Tínhamos mais que algo físico. Talvez já fosse uma amizade também.-“Fora que você comprou meu ingresso!”- levei outro soco mais forte. Mas o sorriso em sua boca ainda era evidente.

Naquela noite eu fui até a casa dele. Era um apartamento quinze vezes mais de luxo que o meu. Era perfeitamente caro. Bonito. Sem descrição. Todos os moveis eram chamativos pelo tamanho e marca. O ambiente era clean. E eu juro que nunca pisei num lugar tão extravagante quanto a casa de Oh Sehun. Ele morava sozinho. Então não tivemos que nos preocupar com visitas quando exploramos o lugar com atos libidinosos por todos os cômodos. Acabamos no quarto, como era de se esperar. E enquanto eu infelizmente me aninhava nele, vi Sehun mexer nos meus fios, passando todos entre os dedos.

“Você já foi obrigado a fazer algo que não queria?”- ouvi ele dizer. Era impossível ver seu rosto, já que eu tinha minhas costas coladas em seu peito enquanto ele me abraçava por trás. Sua respiração nem de longe denunciava se ele estava agitado.

“Não me lembro de passar por isso. Na verdade a coisa mais difícil que fiz foi sair da China, quando ainda era pequeno. Mas por que diz isso?”

“Não é algo que deva se preocupar hyung. É só que... Minha vida é tão complicada.”

Eu ri baixinho.

“Por que está rindo?”- ele pressionou o quadril contra meu corpo. Estremeci. Por mais que estivesse exausto, aquilo me provocava.

“É só que olha pra tudo isso! Você construiu essa vida perfeita sozinho Hunnie.”

Agora ele riu baixinho.

“Vida perfeita! Irônico. Mas enfim, eu realmente acho que devíamos beijar mais e falar menos...”

Ele realmente mandava bem em beijar. Voltamos a estaca zero. Que era a estaca um. Logo evoluindo para cinco. E voltamos a balançar os lençóis.

Acordei sem ele na cama. Meu corpo estava cansado e desnudo. Minhas roupas estavam por ai. Literalmente por ai. Levantei me enrolando no lençol e andei sentindo o piso frio tocar meus pés. Vi ele na varanda, usando apenas uma calça de moletom cinza. Ele discutia ao telefone novamente. Me senti errado ao prestar atenção numa conversa que não era da minha conta, mas notei que Sehun falava em inglês. Ele bufava claramente discordando da outra pessoa, e eu me preocupei.

Quando vi que ele ia desligar voltei para a cama e me sentei. Sehun entrou no quarto e me viu. Acho que minha expressão denunciou o quanto estava preocupado com tudo.

“Você ouviu alguma coisa?”- ele quis saber.

“Não. Mas vi que era um papo bem acalorado.”

“Realmente. Hyung... Me perdoa, mas... Não quero falar agora. Vamos dormir?”

“Vamos.”

Ele deitou na cama e abraçou meu corpo de novo. Senti sua respiração pesada tocar meu pescoço. Dormimos. Eu acordei primeiro que ele e sai sem fazer barulho.

Nunca fui capaz de compreender Sehun completamente. Mas até eu entender isso, demorou um pouco.


(...)


“Eu realmente não quero falar com você por enquanto!”- gritei, enquanto andava depressa, vendo até algumas pessoas olharem para nós. Eu segurava as lágrimas. Torcia para que ele nunca me visse chorar.

“Eu realmente tive que viajar as pressas!”- Sehun falava, tentando me alcançar.

“E por conta disso você não fala comigo por uma semana inteira seu cretino?”- eu parei de andar. Havia cansado de fugir dele pelo campus da Faculdade.

“Eu estava em outro país hyung. OUTRO PAÍS. Não dependia de mim. Me desculpe.”- seus olhos estavam marejados. Naquela uma semana longe dele eu entendi que já não sentia só algo físico por Sehun. Entendi que a falta de seu corpo causava um buraco no meu coração. Eu fiquei sem dormir por noites, imaginando mil e uma teorias sobre o que tinha acontecido. Sobre o por que dele ter me largado sem explicação. A cada mensagem boba no celular eu achava que era ele. Mas nem um meme o cretino mandou!

“Eu realmente achei que tinha perdido você pra alguma vadia Sehun. E infelizmente me acostumei a ficar sem você.”- fui o mais frio que consegui. Realmente não queria ser frio. Não queria feri-lo.

“Você quer jogar tudo pro alto agora Luhan? Depois de tudo que vivemos?”

“Não! Eu não quero! Mas é um pouco demais você sumir e ressurgir do nada. Sem explicações. Seus amigos vieram as aulas todos os dias. E eu não ousei perguntar a eles sobre você. Mas.. Eu senti sua falta. E odiei isso.”

“Eu também senti a sua Hannie. Vamos até meu apartamento. Lá eu juro tentar explicar tudo.”

Sem muitas opções eu aceitei. Fomos o caminho todo em silencio. Sehun escondia algo grandioso de mim. Algo que realmente não podia ser bom. No apartamento ele me ofereceu um copo de refrigerante sabor laranja. Ele só podia estar querendo me comprar. Aceitei e fiquei a olha-lo esperando que ele começasse.

“Resumidamente querem que eu me mude pros Estados Unidos. E eu não vou. Não posso ir. É isso.”

“Como assim? Explica essa droga direito!”- quase gritei graças ao espanto.

“A agencia para qual eu e os meninos trabalhamos tem uma filial em Nova Iorque. E eles querem que eu vá pra lá. Mas eu não posso. É impossível deixar você.”

Ele disse isso encarando o vazio. Mas sei que tudo saiu com dificuldade. Meu coração acelerou. Mas não o suficiente para que eu não fosse ácido.

“Você me deixou sem explicações. O que te impede de ir de vez?”

“Eu te amo Luhan. Isso definitivamente me impede.”

Fiquei sem ar. Sem palavras.

Senti minhas mãos soarem com o nervosismo que me atingiu.

“Será que você não notou que eu te amo? Desde o dia em que eu vi o garoto mais lindo do mundo naquela cafeteria lendo Agatha Christie eu me apaixonei. Por ninguém eu aceitei pagar micos tão grandes. Por ninguém eu aceitei ser descartado. Com você foi diferente. Eu amo seu diferencial Luhan. Eu amo muito você.”

“Seu... Aigoo! Eu odeio o que você me causa!”- levantei e comecei a socar o peito de Sehun. Odiava saber que também o amava e era completamente entregue ao que sentia. Ao que ele me fazia sentir toda vez que tocava meu corpo. Não só minha pele ardia. Meu coração também.-“Eu te amo. E por isso odiei perder você. Você não podia ter me dado um susto desses Sehun. Não podia! Foi errado! Eu te amo e achei que te perderia para sempre.

Beijei ele sentindo o quanto tolo eu era. Como pude me envolver com o garoto mais perfeito e enigmático que a vida podia ter colocado no meu caminho? Por que tive que amar ele? E por que foi tão estranho ouvir que sentimentos saíram de sua boca?

Na verdade eu não queria ama-lo. Não podia me deixar levar. Mas deixei. Deixei que fossemos para seu quarto novamente. Me entreguei mais uma vez. Vendo Sehun me beijar, me matando com seu AMOR que só crescia. Achei que iríamos ser felizes. Que finalmente eu tinha encontrado alguém, um propósito. Um amor que se tornou lembranças. As lembranças da primeira vez que fui feliz com Oh Sehun.

E mesmo amando o garoto, vi que ele escondia mais coisas. Coisas que nem seu amor por mim era capaz de encobrir. Certa noite eu estava com insônia. O semestre estava no final, as provas estavam me matando e o medo de reprovar surgia. Meus pais não aceitariam que eu reprovasse no curso que escolhi e que eles pagavam. E se isso acontecesse estaria perdido. Pensando assim eu me desprendi dos braços de Sehun e fui em sua cozinha beber agua. Lá eu olhei a vista privilegiada que o apartamento tinha e pensei em tudo. Até que o telefone fixo do apartamento tocou novamente. Eu atendi.

Uma voz feminina começou a falar em inglês e eu apenas ouvi. A mulher dizia que ele tinha um outro trabalho na América. Disse que a cliente da vez era muito exigente e tinha estranhos fetiches. Logo depois ela riu, dizendo que Sehun tinha que ser forte pra aguentar. A mulher havia pago três dias e estava esperando que ele fosse visitar sua mansão na praia de Malibu. Mas tudo tinha que ser discreto, a cliente era dona de uma revista e se por acaso entrasse em escândalos, tudo ruiria.

Desliguei na cara da mulher. Quase vomitei ao ouvir aquilo. E me amaldiçoei por saber falar inglês. Preferia mil vezes não ter entendido nenhuma palavra. Mas era tarde demais para voltar todas as aulas que me tornaram falante daquela língua. Eu descobri que Sehun não era apenas modelo. Era algo além. Algo que ele me escondeu.

Naquele momento pensei que todo o amor do mundo não era capaz de me fazer raciocinar que talvez ele não tenha dito por medo. Eu simplesmente peguei minhas coisas e saí da casa dele sem dar explicações. Eu não tinha mais rumo, preocupações ou apegos. Não queria mais amar Sehun de forma nenhuma. Ele me omitiu algo que jamais poderia. E isso foi pior do que saber que ele dormia com outras pessoas por dinheiro.

Naquela noite eu sumi. De perto de todos. Apenas Yixing soube para onde fui. Afinal ele sempre me ajudou. Naquela noite me lembro de ter me entregado ao mundo mas não ter me perdido. Por que me perdi quando Oh Sehun entrou no meu caminho. E eu amei ele. Amei me perder. Mas as lembranças dessa perdição permaneceriam impressas na minha mente pra sempre.


Notas Finais


Ficou enorme né kkkkkk Enfim, o que acharam? Digam ai. Logo a parte 2 estará pronta e vocês verão tudo de outro angulo. Beijos gente. Até lá ❤


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