História Remember You - Imagine JB (GOT7) - One Shot - Capítulo 1


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Categorias Got7
Personagens JB, Personagens Originais
Tags Got7, Imagine Jaebum, Jaebum, One-shot, Romance
Visualizações 51
Palavras 4.281
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá~
Bom, vou lançar umas One Shots dedicadas aos meus melhores amigos, já que agora que a escola vai começar em um mês e vou separar-me deles...
Esta OS é dedicada à primeira pessoa do nosso grupo de amizades: @Danibum_s
Ly girl💖💖💖💖

*atenção que apesar de ser um imagine, vai ter aqui referências da pessoa a quem dedico*

Boa leitura meus amores 💖

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu nem quero acreditar que fui aceite!

“Aceite aonde?”

Oh, pois, vocês não sabem.

Então… Eu quero muito poder abrir um restaurante, mas o dinheiro não cai do céu, como é óbvio. Por isso, decidi trabalhar por uns tempos como empregada doméstica.

Eu sei, eu sei, pode parecer um trabalho não muito agradável, já que não se para por um segundo, mas acho que esta é a maneira mais rápida de conseguir o dinheiro.

E então, fui aceite em uma casa de uma família muito rica!

Grande sorte!

Ou então não… Eles podem não dar assim grande dinheiro…

Não vou começar com os pensamentos negativos!

Não agora…

Neste momento estou no metro a ir exatamente para lá. O problema é que o caminho até lá a pé é enorme, por isso – por muito que não queira já que é sempre a esta hora do dia que há muita gente e depois o espaço é curto e é cheiro a suor que minha nossa senhora, tirem-me deste filme – a única solução é vir de metro.

Parece que a viajem até cá terminou! Agora é só mais uns cinco minutos a pé e já estou lá.

 

 

[…]

 

 

Aproximei-me de uns portões enormes e logo toquei na campainha que ali estava. Coloquei os braços para trás e esperei que algum robô me fosse abrir a porta ou um mordomo já velhinho viesse até cá.

Ando a ver muitos filmes.

- Identificação? – Assustei-me com a voz que veio da campainha e uma câmara que estava mais acima de mim rodou e apontou na minha direção.

- Eu vim para o trabalho de empregada doméstica. – Nem cinco segundos passaram e os portões abriram. – Obrigada. – Falei e assim entrei, vendo eles voltarem a fechar-se. – Chique.

Andava um pouco apressada até à porta da mansão, não queria fazê-los esperar muito, e ainda por cima estou de saltos - olhem o sacrifício - para uma boa apresentação, porque temos de dar uma boa impressão a esta gente mal entramos num lugar como este.

Espero bem que isto tenha jardineiro, porque senão, eu vou morrer ao cuidar deste jardim! E não deve ficar por aqui, de certeza que têm uma piscina de um quilómetro – lá atrás – com árvores e arbustos e todas essas coisas com folhas e raízes.

Finalmente, abri a porta e só pude abrir a boca com o tamanho desta casa.

Não é sobre o facto de ser incrivelmente linda mas sim porque vou ter que limpar isto tudo!

… Porquê que eu disse que começava já hoje…

- Está aí alguém? – Ouvi uma voz feminina que parecia vir da minha esquerda.

- Eu vim para o trabalho de empregada doméstica. – Fechei a porta atrás de mim.

- Ah, sim! Venha pela esquerda! – Coloquei o meu casaco e a bolsa no cabide e fui meio apressada pelo corredor, deparando-me com uma sala de estar mais branca do que sei lá o quê.

Ainda vou ficar cega.

- Que bom que você conseguiu vir hoje! Quando vi o seu e-mail, fiquei muito feliz. – Aproximou-se de mim a minha suposta patroa. – Como está?

- Bem, e você? – Olhava para a roupa dela e perguntava-me se ela vestia uma loja ou várias.

- Muito bem, obrigada! – Olhou-me de cima a baixo. – Parece uma mulher com muito conhecimento, no que toca à limpeza e à cozinha

- Digamos que estou habituada a fazer isto em casa.

- Venha por aqui. – Andou à minha frente. – Vou apresentar-lhe os cantos da casa, começando pelo andar de cima. – Assim subimos as escadas e caminhamos pelo corredor que era maior do que o de lá debaixo. – Estes dois quartos à direita são os de hóspedes. O quarto à esquerda é o meu, com casa de banho incluída.

Está explicado o porquê de ser maior.

- E aquele quarto ao fundo? – Apontei para uma porta onde ela não disse nenhuma informação sobre o que era aquilo.

- É o quarto do meu filho.

O filho ainda vive com ela?

- Oh, certo. – Respondi enquanto me perguntava se o filho dela era famoso, caso eu posso tê-lo visto em uma revista ou assim.

- Vamos continuar. – Assenti positivamente e fomos por outro corredor do andar de cima.

 

 

[…]

 

 

- Acho que este passeio facilitou-te a vida. – Disse assim que chegamos à sala.

- Obrigada por me ter mostrado a casa. – Curvei-me em forma de agradecimento.

- Era o que eu podia fazer. – Sorriu e deu-me uma roupa. – Este vai ser o seu uniforme. Assim que puder, esta semana pode mudar-se para aqui. Folga ao fim-de-semana. – Peguei na roupa e ela andou em direção à porta.

- Espere aí… - A mesma parou. – Como assim mudar-me?

- Assim é mais fácil do que estar sempre a entrar e sair de casa, não acha? – Sorri em resposta e a mesma voltou a falar. – Vou só para o meu quarto descansar um pouco… Pode fazer um lanche para nós?

- Nós…?

- Para mim e para o meu filho.

- Posso sim. Vou só trocar de roupa na casa de banho. – Saiu e eu fiquei a olhar para a sala, já que não tive tempo de a analisar muito bem.

Observava a mobília – mais precisamente a decoração que custou mais do que as casas da minha rua – e reparei em umas fotografias que estavam em cima de… Não sei dizer o nome.

Tinha lá a fotografia da senhora Im com o suposto marido, uma foto de família durante um casamento, uma foto do senhor Im e… Nossa senhora.

Peguei na foto que estava em uma moldura e observei-a atentamente, analisando o rosto daquela pessoa.

Se este é o filho da senhora Im… É muito bonito.

Sem dar conta, olhei para o resto das fotos que pareciam fazer aquelas filas de dominó e vi que havia mais sobre o suposto filho. Pousei-a no sítio e fui ver as restantes, ficando em choque assim que vi uma foto dele mais novo.

É… Igualzinho.

Existem pessoas parecidas no planeta Terra, de certeza que é só uma pessoa com aparência parecida à dele.

Seria demasiada coincidência se fosse ele, certo?

- Jinyoung, é claro que não vou! – Ouvi passos a descerem as escadas e a voz a ficar mais próxima.

Jinyoung? Onde já ouvi este nome?

- Achavas mesmo que ia? – Não ouvi mais os passos, provavelmente parou em um degrau para terminar a conversa.

Como tenho um pouco de vergonha em falar com rapazes, parei de ver as fotografias e saí da sala, rezando para que ele não me visse.

Ok, impossível.

O máximo que pode acontecer é que não fale comigo.

- Eu sei, eu sei, depois arranjo uma desculpa. – Assim que mal coloquei um pé no corredor, ele ficou a olhar para mim enquanto ouvia o tal Jinyoung do outro lado do telemóvel. – Sim… Mais tarde falamos, adeus. – Desligou e eu estava quase a entrar na casa de banho quando… - Hey.

Rezei aos santos todos e virei-me, vendo-o a vir ter comigo enquanto tinha o telemóvel na mão. Apenas fiquei parada enquanto “abraçava” o uniforme e perguntava-me o que é que ele ia dizer ou fazer. Mas não pude deixar de reparar que ele usava umas calças de ganga e uma camisa branca, fazendo-me pensar como é que ele ficaria de fato.

No que é que estás a pensar?!

- És a nova empregada doméstica? – Assenti positivamente e ele olhou para o uniforme. – A minha mãe não disse que já vinhas hoje. – Murmurei um “Hm” e olhei para o chão, pensando se era boa ideia sair ou ficávamos ali em silêncio total. – O que vais fazer depois de te vestires?

- A senhora Im disse para vos fazer um lanche. – Voltei a encará-lo.

- Faz só para ela então, estou de saída. – Dito isto, afastou-se e abriu a porta, ficando a olhar lá para fora. – Mas conta comigo para o jantar. – Fechou a porta e eu apenas encostei-me à parede, a respirar fundo sem parar.

É mesmo ele!

Eu trabalho para o meu ex-namorado!

“É melhor contares a história toda porque daqui a gente não sai!”

Eu sei, eu sei!

Era uma vez uma menina nos seus esplêndidos dezasseis que namorava com um rapaz – da sua idade e da mesma turma – chamado Im Jaebum ou JB. Os dois gostavam um do outro mas isso acabou porque um dia o seu namorado nunca mais voltou à escola ou até a aparecer à sua frente. Então, essa menina foi perguntar ao melhor amigo do seu namorado, Jinyoung, para onde é que ele tinha ido e o seu amigo disse que mudou de cidade, sem me ter dito nada.

Agora, essa menina, com vinte e dois anos, quer abrir um restaurante para poder servir a sua própria comida, já que o seu pai não chegou a concretizar o seu sonho, e então foi aceite como empregada doméstica na mansão desse tal namorado que a abandonou. E foi aí que ela se apercebeu que já pode começar a cavar um buraco na terra para enterrar lá a cabeça como as avestruzes.

Fim da história.

Agora admito que fui um bocado burra: trabalho para a família Im e nem me lembrei dele ao ouvir esse nome.

Ele está mais crescido… Mais bonito… A sua voz continua a mesma…

Quantas noites chorei ao pensar nele! Quantas vezes liguei-lhe e ele não atendeu! Quantas vezes mandei mensagem e ele não respondeu!

Uma relação à distância não parece assim tão má… Porquê que me ignorou?

Aliás… Ele parecia não reconhecer-me, pela maneira que me falou… Será que não se lembra de mim?

 

 

[…]

 

 

- Aqui está o vosso jantar. – Disse assim que coloquei todas as coisas em cima da mesa. A senhora Im cheirou e fechou os olhos, logo voltando a abri-los.

- Cheira muito bem. – Assim comecei a servi-los, começando pela mais velha. – Não precisas de fazer isso.

- Eu insisto. – Sorri e assim lhe servi. Por fim, só faltava o JB, coisa que me parecia difícil de fazer, já que vou estar quase em cima dele. – Aceita salada? – Perguntei enquanto o olhava.

Eu ainda vou fazer asneiras só por estar a admirar aqueles olhos que não vejo há anos.

- Sim, por favor. – Assim coloquei um pouco. Pousei e mal ia tirar a travessa onde estava a carne, ele impediu-me. – Deixa estar, eu faço isso. – As suas mãos impediram-me, tocando levemente nas minhas.

- Tudo bem… - Afastei-me e fui limpar a cozinha. A meio, decidi ir vê-los, podem não estar a gostar da comida ou assim. Então, fui devagar até à sala de jantar, mas fiquei encostada à porta a ouvir a conversa.

- O menino sempre foi ter com ela?

- Não. – Respondeu de seguida.

- Jaebum! Você sabia que tinha de ir! – A senhora Im falou irritada.

- Mãe, você não manda em mim. – Olhou-a chateado.

Devem ver-se raramente para se estarem a tratar por “você”, visto que a casa é grande. Parece que estão a falar um com o outro como se fosse a primeira vez que se vissem. “Esta é a tua mãe e este é o teu filho, socializem.”

- O menino sabe que não podia faltar! Já pensou no que a família dela pode estar a achar de nós? Que o filho dos Im é mal-educado?

- Mãe, deixe-se disso.

- Quero vê-lo dizer isso quando estiver no altar com ela! – Dito isso, um silêncio enorme permaneceu ali e eu voltei para a cozinha.

Já era tarde demais, algumas lágrimas já desciam devagar pela minha cara, caindo no balcão. Olhei-me na câmara do telemóvel e tirei-as, respirando fundo para me acalmar.

Mal chego cá, encontro o amor da minha vida e a primeira coisa que sei sobre a vida atual dele é de que se vai casar…

 

 

[…]

 

 

Segundo dia a trabalhar na casa dos Im e primeiro a viver cá.

Pois sim, ontem fiz as malas e agora vou viver nesta espelunca. A senhora Im até ficou impressionada pela minha rapidez, mas bem, não há muito coisa a levar, já que passo quase o dia todo de uniforme. Acho que quando vestir roupa – que não seja o uniforme – aos fim-de-semanas, até vou achar estranho. Mas a minha sorte é que a senhora Im comprou sapatilhas para eu usar, já que ontem estava quase a morrer com os saltos.

Já é a meio da tarde e eu e o JB somos os únicos cá em casa. Eu estou a preparar algo para ele comer e adivinhem o que faz o moço? A nadar na piscina.

Vou ter um ataque cardíaco que me vou lixar.

Quando namorávamos, eu nunca cheguei a vê-lo sem t-shirt. Mas agora… Ele está um homem… Não consigo parar de imaginar como estará o corpo dele.

Não penses nisso! Ele é teu ex-namorado e filho da tua patroa! Controla-te!

Lá vou eu com o lanche do “menino Jaebum” num tabuleiro, a caminho da piscina pronto para ver o homem que me abandonou, mas que ainda o amo.

Adoro a minha vida.

Assim que cheguei à piscina, vi que ele ainda não estava a secar-se, mas sim debaixo de água. Então, pousei o tabuleiro em cima de uma mesinha ao pé da sua espreguiçadeira e virei um pouco do sumo que estava na jarra em um copo.

Agora é só ir embora sem que ele me veja.

- Olá.

Ou então não.

- Olá… - Virei-me e ele estava com os braços apoiados na borda da piscina enquanto passava a mão pelo cabelo.

Se só assim fica bonito… Imagino quando se levantar e sair dali…

- Foi a minha mãe que te disse para fazeres?

- Não, eu apenas lembrei-me que você estava aqui e após tanto tempo a nadar, poderia ficar com fome.

- Gentil da tua parte.

- É só o meu trabalho… - Olhei para baixo assim que ele apoiou os joelhos na borda e saiu da piscina.

Minha nossa… Que visão dos deuses… E ele é um…

- Não deve precisar de mais nada, por isso vou voltar lá para dentro, com licença. – Como a vergonha era tanta, andei à pressa sem pensar que o chão estava molhado e caí na piscina.

Já estava a engolir água e para melhorar a minha sorte, caí na parte mais funda, o que me deixa numa situação horrível porque não estou a conseguir a ir lá para cima. Ouvi algo a chocar com a água e senti braços a envolver-me, tirando-me logo da água e colocando-me já fora da piscina.

Deitei cá para fora toda a água que engoli e respirava como se tivesse acabado de correr a maratona. Olhei para o lado e vi JB sentado ao pé de mim.

- Estás bem? – Colocou as mãos debaixo dos meus braços e levantou-me com cuidado.

- Sim, estou… Cabeça a minha… Correr numa piscina.

- Os acidentes acontecem. – Largou-me e afastou-se. – Tem mais cuidado para a próxima. – Assenti positivamente com a cabeça e virei-me, pronta para ir embora. – Espera aí. – Uma toalha foi colocada à minha volta.

- Mas é a sua toalha. – Virei-me para o ver e corei assim que me apercebi que agora conseguia ver ainda melhor a visão de há bocado.

- Precisas mais dela do que eu. – Sorriu e agora passava na minha cabeça uma imagem dele a sorrir, mas vestido com o uniforme da escola.

Saudades…

- Obrigada, menino Jaebum. – Levei as mãos ao meu cabelo e apertei-o, tirando a água.

Ajeitei a toalha e voltei a andar, mas lembrei-me de uma coisa que agora não posso perder a oportunidade de fazer. Virei-me e andei em sua direção.

- Menino Jaebum?

- Sim? – Olhou para mim.

Agora vou ter que me fazer de inocente.

- Não sei porquê, mas… Parece que já nos vimos, tenho essa impressão, e você?

- Não, acho que nunca nos vimos. Talvez estejas a confundir-me com outra pessoa.

- Ah, talvez. Vou andando. – Assim que cheguei lá dentro, comecei a chorar e andei com o maior cuidado possível para não escorregar no chão.

Ele não se lembra mesmo de mim… Fui apenas uma das muitas pessoas que ele conheceu na vida?

 

 

[…]

 

 

Três semanas se passaram e a única coisa produtiva que fiz até agora foi trabalhar cá. Apesar de ainda não ter passado um mês para me pagarem, a senhora Im já me disse o pagamento e… É mais do que esperava.

Se soube mais alguma novidade sobre o JB e o tal casamento? Nem por isso. Tentei ouvir conversas dele ao telemóvel ou com a mãe e eles não tocavam no assunto.

Se calhar falavam disso quando eu não andava por ali.

Neste momento, são dez da noite e estou na cozinha a fazer um bolo para servir amanhã no pequeno-almoço. Ainda só estive a organizar os ingredientes em cima do balcão e a verificar se estava tudo em ordem.

- O que fazes ainda acordada? – Assustei-me com a sua voz.

- Menino Jaebum… - Virei-me e ele estava a uns dez centímetros de mim. – Não me volte a pregar um susto. – Levei a mão ao peito.

- Não era a minha intenção. – Veio para a minha beira. – A fazer um bolo?

- Sim, quer ajudar-me? – Perguntei ironicamente.

Obviamente que ele não vai ajudar-me, dava um ataque cardíaco à senhora Im se soubesse que o filho está a ajudar a empregada doméstica.

- Com todo o prazer.

- Menino Jaebum, eu disse aquilo na brincadeira. – Disse enquanto sorria.

- Mas eu estou a falar a sério. – Sorriu. – Tenho que pôr em prática os meus dotes de culinária.

- O menino cozinha?

- Não, mas posso fazer isso agora.

Assim começamos a fazer o bolo. JB seguia as minhas ordens e quando estava prestes a fazer um erro, eu corrigia logo e ele dizia que para a próxima vez não se esquecia.

Ele deve pensar de vamos fazer bolos todas as noites, só pode.

A senhora Im até vai parar ao hospital.

- JB, tens que colocar mais farinha.

Oops!

- JB? – Parou de mexer na massa e olhou-me. – Como é que sabes desse nome?

- … Mexe na massa, anda lá!

Por favor que ele não insista mais nesse tema…

- Eu estou a fazer isso!

- Colocaste farinha?

- Não me disseste quanta tinha que colocar.

- Então vou já dizer-te. – Coloquei a mão no saco e tirei um belo monte de farinha, atirando na cara dele. – Estás a ver a quantidade que te atirei à cara? É a quantidade que deves colocar.

O que é que eu fiz?!

Bem que ele merece, está a fazer um filme para colocar farinha e ninguém o obrigou vir para aqui… Mas mesmo assim!

- … Não fizeste isso… - Piscou os olhos.

- Acabei de o fazer. – Mexi nos outros ingredientes quando desta vez fui eu a atingida. – Hey!

E assim começamos uma guerra farinhenta.

Já estávamos quase brancos que até começamos a rir das nossas figuras. Encostei-me a um dos armários ainda a rir e JB aproximou-se, fazendo-me cócegas na barriga.

- Não, misericórdia! – Tentava para-lo, mas era impossível, então só me limitava a rir.

- Primeiro chamaste-me JB e agora atiraste farinha à minha cara, não achas que já estás a ser muito atrevida? – Riu-se também e assim que ele decidiu parar com as cócegas, eu tentava voltar a respirar normalmente.

- Ai meu Deus… - Ele ainda estava com as mãos nos meus pulsos, acima da minha cabeça, para eu não o impedi de continuar a fazer-me cócegas. E então, assim que já estava “melhor”, aí é que me apercebi que ele olhava-me atentamente, mas desta vez estávamos a uns seis centímetros de distância, ou menos.

Ele está comprometido, não faças asneiras!

- Vamos continuar? – Cocei a garganta antes de falar.

- Sim, vamos.

 

 

[…]

 

 

A mãe do JB agradeceu-me pelo bolo, já que supostamente ela hoje vai viajar para não sei aonde e eu vou ficar em casa com o JB.

Só nós os dois.

Que divertido!

Já está quase a anoitecer e estou a limpar o pó dos móveis da sala, enquanto penso em que outras coisas tenho para fazer.

Mesmo que a senhora Im não esteja, tenho que manter isto limpo, já que o filho dela continua a morar aqui.

Ouvi passos e olhei para a porta, vendo JB parado a encarar-me, enquanto tinha as mãos atrás de si.

- Deseja alguma coisa, menino Jaebum?

- Na verdade… Sim, só precisas de fazer uma coisa. – Disse enquanto vinha até mim.

- Fazer o jantar? Limpar a piscina? – Parei de limpar.

- Só preciso que voltes para mim. – Puxou-me pela cintura com uma mão e a outra posicionou-a no meu pescoço, beijando-me.

A única coisa que fiz foi ficar parada – enquanto segurava com uma mão o produto para limpar e na outra o pano – sem retribuir o beijo, porque né… Por muito que o ame, respeito a sua relação.

- Menino Jaebum… Isto é errado… - Disse assim que ele parou. – Você tem outra pessoa na sua vida.

- Deixa-te do “menino Jaebum” e volta a chamar-me JB… Tive saudades tuas… Come-livros. - E foram com aquelas palavras que me apanharam de surpresa e deixei cair as coisas no chão.

Sorte a minha que o produto não partiu, senão era aqui uma intoxicação que Deus me livre.

- Tu chamaste-me “come-livros”? – Perguntei ainda especada.

- Não era isso que te chamava? – Sorriu e passou a mão – que estava antes no meu pescoço – pelo meu cabelo.

- Tu… Tu… Lembras-te de mim?

- Pelo contrário, nunca te esqueci, come-livros.

- JB… - Já lágrimas desciam sem parar. – Eu… Pensei que…

- Que te tinha esquecido? Jamais. Então quando te vi no corredor… - Suspirou. – O meu coração voltou a bater como batia quando estávamos juntos.

Isso lembrou-me memórias de nós os dois juntos, de mãos dadas pela rua, na escola, das surpresas que ele me fazia…

- JB… - Abracei-o com força e continuei a chorar ainda mais contra o seu peito. – Eu tive tantas saudades tuas… Chorei tanto…

- Eu sei que sim. – Rodeou a minha cintura e beijou-me o topo da cabeça, passando as mãos pelas minhas costas.

Conseguia ouvir o seu coração a bater tão rápido que só me lembrava o meu coração em adolescente, quando nessa altura nós os dois ainda não estávamos juntos e isso acontecia quando me aproximava dele.

- Mas… Porquê que te foste embora? – Olhei para cima, vendo-o a ficar mais sério.

- O meu avô faleceu e então mudamos de cidade para dirigir a empresa. Sim, devia ter-te avisado, mas… A minha mãe já não achava agradável andar em uma escola pública, e quando descobriu que eu namorava com uma pessoa como tu… Tirou-me o telemóvel. – Limpou as minhas lágrimas. – Também chorei muito por ti. Queria tanto dar-te notícias mas ela sempre impediu-me de te mandar cartas até.

- Isso… É muito cruel.

- Ainda não a perdoei por isso.

- Espera… E o casamento? – Dei um passo para trás.

- Que casamento? – Riu. – Já nem queria casar, e agora que o amor da minha vida está à minha frente? Nem pensar. – Pegou nas minhas mãos. – Nós os dois já nos encontramos e até dissemos um ao outro que ambos não queríamos isto. Lembras-te quando estava a falar com o Jinyoung ao telemóvel?

- Sim. – Fiz uma expressão confusa, a pensar no que é que ele tinha a ver com isto.

- Ela e o Jinyoung estão juntos, namoram em segredo.

- E o que te vai acontecer quando a família dela souber que ela tem um namorado e que tu não queres o casamento? E pior… E a tua mãe? E se ela souber de nós os dois?

- Vai tudo correr lindamente porque eu mandei construir uma casa a uma hora daqui e já está pronta, posso começar a viver lá quando quiser, já estão lá as coisas todas.

- Sim, e…?

- E tu vens comigo. – Só consegui abrir mais os olhos e ele puxou-me para mais perto.

- Estás a falar a sério?

- Eu sempre falei a sério. Bem… Exceto quando te disse que não te conhecia, e desculpa por isso. Tive que fingir para não te colocar em risco, por causa da minha mãe.

- Quando disseste isso… Fiquei destroçada. – Olhei para baixo.

- Eu sei… Ouvi-te a chorar, e acredita que me custou muito dizer-te isso. Assim que a minha mãe disse na semana passada que iria viajar… Já não aguentava fingir que eramos completos desconhecidos e como foi hoje que ela saiu…

- Já percebi. – Passei a mão no seu rosto, dando-lhe a entender que não precisava de continuar o assunto. – O que importa é que agora… Estamos juntos.

- Não podia estar mais feliz com isso. – Deu-me um beijinho. – Amanhã de manhã passamos na tua casa e vamos buscar o resto das tuas coisas, e depois…

- Depois começamos uma nova vida. – Passei os braços pelo seu pescoço e ele pela minha cintura.

- Exatamente. Eu na empresa e tu como a nova dona de um restaurante.

- Como é que tu sabes? – Perguntei desacreditada.

- Eu conheço-te desde sempre. – Roçou os nossos narizes. – Além disso, acho que não haveria mais nenhuma razão para tu teres mandado candidaturas pela cidade, a não ser que estivesses com dificuldades económicas.

- Sabias que te amo?

- Sempre amaste… E eu também.

- Amo-te, Im Jaebum.

- Ai por favor, chama-me só de JB, já estou a ficar com trauma de me falares formalmente e ainda por cima a chamar-me “menino Jaebum”. – Fez uma careta.

- É chique. – Ri e beijamo-nos. – É bom ter-te de volta, após estes anos todos.

- Não podia estar mais de acordo.


Notas Finais


Betagem: Lionheart177

Yeeh, final feliz
Já agora, o título da OS é de uma música dos GOT7
(bem, os títulos das OSs vão ser de músicas dos respetivos grupos dos membros)

(Por favor passem em "Life Is Not A Challenge"!! Vão rir muito com esta fanfic!!)

Obrigada por lerem 💖
Comentem do que acharam!
Até ao próximo capítulo!

Não sejam leitores fantasmas!👻

"The Boys Who Won My Heart - Monsta X e Girls Generation"
https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-boys-who-won-my-heart--monsta-x-e-girls-generation-8724682

"The Boys Who Won My Heart: Aventuras em Portugal"
https://www.spiritfanfiction.com/historia/the-boys-who-won-my-heart-aventuras-em-portugal-12565718

"Life Is Not a Challenge - EXO Red Velvet F(x)"
https://www.spiritfanfiction.com/historia/life-is-not-a-challenge--exo-red-velvet-fx-11772507

"Mais do que amigos (Imagine Chanyeol (EXO) One-Shot)
https://www.spiritfanfiction.com/historia/mais-do-que-amigos-imagine-park-chanyeol-exo-one-shot-1107859

"Bad Boys or Lovely Boys? (GOT7)"
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"Flower of Ink- I.M Changkyun e Seohyun"
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"Jackson Wang, um herói cómico (GOT7)"
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