História Remembrance - Capítulo 1


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Categorias Fire Emblem
Tags Dagosto2019, Desafiosfanfics, Fe:sov, Fire Emblem
Visualizações 9
Palavras 790
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Essa fic surgiu porque eu tava escrevendo uma outra pro concurso do DesafioFanfics, achei a fic estranha e eu ando muito, mas muito, pilhada com Fire Emblem (Culpa do 3 Houses).
Fic no futuro pós-canon porque sim. Eu amo esses dois, escrever sobre eles é gostoso.
Bem, eu acho escrever em 1ª pessoa um martírio, mas fiz um esforcinho pra sair essa fic aqui, espero que gostem!

Boa leitura a todos!

Ana/Chibi~

Capítulo 1 - No presente, olhando o passado


Quem imaginaria que chegaria o dia que a ideia fantasiosa demais que eu tinha sugerido realmente teria se tornado real?

Novamente o aniversário da unificação de Rigel e Zofia no Reino único de Valentia se aproximava e estranhamente, parecia que pela primeira vez desde que derrotamos Duma tínhamos um dia livre.

Olhando ao redor, eu simplesmente não consigo parar por um momento e me perder em pensamentos. Até escutar Celica me chamando.

 

— Alm?

 

Me viro e vejo o rosto preocupado e com sono dela. E vendo essa cena, não consigo segurar um riso descontraído.

 

— Não é nada Celica. Só pensando sobre tudo o que fizemos até chegar até aqui. É um pouco estranho olhar no espelho e ver o quanto as coisas mudaram.

— Talvez as coisas tenham mudado, mas será que nós também mudamos? — Ela deixou a pergunta no ar enquanto se preparava para o nosso dia livre.

 

Eu realmente não sabia como responder aquela pergunta. Eu realmente acredito que algo mudou nesses anos.

Seguimos em um dia calmo comparado com a nossa rotina, até um momento que paramos no nosso local favorito do jardim. Conversamos sobre coisas simples e casuais, até que Celica trouxe à tona o assunto da manhã.

 

— Alm, você ainda está pensando naquilo que discutimos mais cedo?

— Eu não sei Celica. Eu acho que mudamos junto com Valentia, afinal, não é todo dia que se mata um deus e tudo continua como era antes.

 

Ela me olha com aquele olhar determinado de quem não vai abrir mão de sua opinião e eu me lembro daquele dia lá atrás, quando nos encontramos nesse mesmo castelo antes de nos separarmos novamente.

 

— Eu não acho que o Alm de hoje é tão diferente assim do Alm que eu conheci lá atrás em Ram.

— Não sei Celica. Eu me olho no espelho e não consigo ver isso. O Alm de Ram, o Alm que derrotou Duma e o Alm chamado de rei santo são pessoas muito diferentes entre si.

— Mas no fundo, todos eles lá no fundo continuam tendo as mesmas características. — Ela se aproximou com uma demonstração de afeto — O tempo pode até nos fazer mudar por fora, mas lá no fundo, aquilo que nos faz nós, não muda.

— Você realmente acha isso, Celica?

— Você acha que se o Alm de hoje não fosse o mesmo Alm do passado eu ainda continuaria aqui? — Ela perguntou olhando nos meus olhos com um sorriso de quem acabou de ganhar uma partida de xadrez com uma jogada.

— Achei que você tivesse ficado pelo título. — Comentei brincando — Ouch!

— Você mereceu essa. — Ela resmungou — E isso só prova que você ainda é o mesmo adorável, gentil e corajoso Alm de sempre.

 

Eu parei por um momento, totalmente sem palavras. Parando pra pensar, faz total sentido o que a Celica disse. Não que eu fosse admitir algo que ela já sabia.

Mas por outro lado, eu não consigo deixar de pensar que se o Alm de hoje estivesse no lugar do Alm do passado, as coisas talvez tivessem terminado de outra maneira.

 

— Você acha que eu ainda sou impulsivo?

 

Ela me olhou séria antes de responder com um sorriso.

 

— Nós dois somos impulsivos. Apesar que antes de enfrentarmos Duma era muito, mas muito pior.

— Não fui eu que saí caçando necrodragões e piratas antes de chegar na capital, sabe?

— E não fui eu que invadi a base de um dos feiticeiros mais problemáticos da Duma Faithful sabendo que tinha tudo pra ser uma armadilha.

Touché. — Eu dei um sorriso sem graça — Mas em minha defesa, eu realmente achei que eles tinham te sequestrado.

— O que o povo do reino de Valentia diria se soubessem que o rei santo deles ainda tem esse lado bobo e adorável?

— Diriam nada. Eu não sei quem começou com essa de “rei santo”. — Eu tentei manter a compostura, mas foi uma causa perdida. Celica estava tendo um momento e tanto com as minhas reações, não que fosse muito diferente quando nosso papeis estavam trocados.

— Esse título realmente não faz sentido, afinal “santos” são usuários de magia.

— Você já me viu tentando usar magia? Eu não tenho aptidão pra isso, Celica!

 

Ela riu com as expressões que eu estava fazendo. Deuses, como eu amo o sorriso dela.

 

— Na verdade, eu acho que esse título devia ser seu. Afinal é você que usa magia.

— Oh Alm...

— Todos saúdem a rainha santa Celica, do Reino único de Valentia! — Eu falei de forma séria, mas com um tom brincalhão.

 

E antes que eu percebesse, ficamos boa parte do dia no nosso mundinho. Pode ser que não sejamos exatamente quem éramos lá atrás, mas tem mudanças que são parte de nós.

E o nosso eu do presente, eu posso bem dizer que gosto demais dele.



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