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História Remendos -Fillie - Capítulo 33


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Notas do Autor


Boa leitura amoreees ♥️♥️

Capítulo 33 - Capítulo 32


Depois de nos despedirmos de Nick na frente do hospital, Finn e eu finalmente vamos para o apartamento dele, já era mais do que hora de ele voltar para casa, tomar banho e trocar de roupa.

O médico lhe dispensou com apenas algumas recomendações para repousar e beber bastante líquidos nas próximas horas, o exame especificou a desidratação mas fora isso tudo estava bem e nos padrões. Foi um alívio imediato, depois de todas aquelas horas de agonia.

Quando Finn saiu do banheiro usando as calças de pijama ele deitou na cama, e mesmo parecendo bem fisicamente seu rosto estava com uma expressão cansada e um tanto preocupada.

-Está sentindo alguma coisa? -Perguntei ao me sentar ao lado dele.

Passamos em um pequeno restaurante no caminho e compramos mais um depósito de sopa. Eu confortei um travesseiro em suas pernas e coloquei a tigela de isopor em cima para que ele a tomasse.

-Não. Nada. -Ele respondeu enquanto comia sem vontade.

Olhei para ele me sentindo levemente angustiada, sabia que algo estava preocupando sua cabeça.

-O Nick disse que seu pai ficou muito preocupado depois que você sumiu ontem. Achei que você tivesse avisado que tinha voltado. -Digo com casualidade, esperando ter tocado no assunto certo.

Ele engoliu mais uma colherada da sopa e olhou para mim com o rosto inexpressivo.

-Eu nao queria que eles soubessem ainda. Queria ficar sozinho, sabia que meu pai me forçaria a encontrá-lo, sei bem como ele é. -Ele diz voltando a se concentrar na sopa.

-Eu entendo, mas você não pode se esconder dele pra sempre. Daqui a dois dias é a formatura do Nick e você terá que vê-lo. -Digo me lembrando da viagem, sem me dar conta que realmente faltava muito pouco tempo.

Finn solta a colher no depósito.

-Pois é. Nós não vamos mais. -Ele diz com a voz firme e decidida.

-O que? Você disse que iríamos.

Me levanto da cama, a dor no final da minha coluna me lembra do enorme esforço que tive que fazer hoje e eu tenho um leve tremor.

-Sim, mas acho que o que aconteceu ontem muda um pouco as coisas. -Ele responde com indiferença e volta a comer.

Tenho um sentimento de pura derrota, ele parece muito decidido , mesmo que algo dentro de mim não se importe com essa formatura ainda quero poder ir, talvez eu esteja curiosa, mas mais do que isso, quero conhecer Eric Wolfhard.

-Seu irmão vai ficar muito desapontado, ele quer muito que você vá. -Tento argumentar usando Nick, mas a expressão de Finn não se abala.

-Ele vai entender.

-Certo. -Digo com pouca segurança, não vou desistir tão fácil, mas agora me parece inútil tentar discutir, além disso estou cansada demais. -Posso pegar uma roupa sua? Não trouxe nada pra cá. -Pergunto dando a volta na cama e indo em direção ao closet.

-Sim, claro.

Entro no imenso cômodo e escolho a maior camisa que encontro, é branca e velha, o que é perfeito. Depois de voltar para o quarto vejo que ele continua pensativo enquanto come mecanicamente, sem falar mais nada entro no banheiro e tomo um banho.

A água quente tira parte da tensão dos meus ombros, na minha mente revivo os momentos de medo e agonia que passei, desde vê-lo inconsciente até a parte em que Nick conversou comigo. As perguntas rodopiam em minha cabeça, não tem nenhuma chance de Finn me contar mais do que eu sei, então essa é uma causa completamente perdida se eu não encontrar respostas sozinha, Nick abriu meus olhos para muitas possibilidades mas tenho certeza de que ele não sabe mais do isso, o que não me ajuda em nada.

Ainda tentando bolar um plano em minha cabeça,. Volto para o quarto, ele já terminou a sopa e está deitado, olhando para o teto, pela sua feição quase consigo ver as engrenagens rodando em em sua mente preocupada.

Vou até a mesa de cabeceira e coloco meu celular para carregar.

-Vem aqui.

Quando olho para ele o vejo agora sentado, a expressão pensativa ainda toma seu rosto mas ele também me olha com carinho, seus olhos descem pelo meu corpo onde a camisa grande chega até o meio das minhas coxas. Minhas pernas falham cansadas, mas vou até ele com passos lentos e precisos, ele vira o corpo e me coloca entre as pernas.

-Essa camisa é muito velha. -Ele puxa um pouco a barra e solta mostrando o quanto o tecido está desgastado.

-Esta boa. Não quis pegar uma mais nova. -Explico olhando para baixo onde um pequeno furo no meio da minha barriga mostra um pedacinho da minha pele.

Ele segue meu olhar e enfia o dedo no furo, esticando-o ainda mais.

-E se a gente tirar ela? -Ele pergunta rodopiando o dedo na minha pele sob o pequeno buraco. Seus olhos brilham de expectativa.

Meu corpo se enrijece e eu me afasto um pouco quando vejo os meus mamilos aparecendo atravéz da fina camada de tecido.

-O médico disse que você tem que descansar. -Uso um tom determinado, embora meu corpo recuse minhas palavras.

Ele sorri com o canto da boca e me puxa de novo, usando o mesmo dedo para me trazer.

-Vou ficar bem mais relaxado depois que transar com você. -Ele vai direto ao ponto, agarrando minhas pernas com propriedade.

Perco a respiração e minhas mãos vão direto para os ombros, sentindo a pele firme e quente, como é bom poder senti-lo assim, tão diferente da frieza e do suor que maculava seu corpo a poucas horas atrás.

Antes que eu tenha tempo para pensar em alguma outra coisa, as mãos dele entram na camisa e ele acaricia minha barriga, o toque surpresa leva um tremor para o epicentro do meu corpo e eu me desfaço por dentro.

-Então, você vai resistir? -Ele continua o caminho das mãos, até chegar nos meus seios, os polegares encostam nos meus mamilos rígidos e eu tranco o maxilar para não soltar um suspiro.

-Você não pode fazer esforço. -Meus lábios se abrem levemente enquanto tento controlar a respiração fraca.

Minha capacidade de auto controle vai se esvaindo a cada vez que ele alonga os picos entumescidos com os dedos, a sensação de fervor em minha entranhas se apodera do meu corpo em poucos segundos.

-Então você não quer? -Ele usa um tom de voz um pouco ofendido e falso, se inclinado para frente ele sobe minha blusa e começa a beijar a extensão da minha barriga.

-Não. -Eu sussurro baixo, pouco convincente. Tenho que por a língua para fora para umidecer os lábios subitamente secos.

-Hummm -Ele resmunga e continua a trilha molhada de beijos intensos até chegar no elástico da fina calcinha de algodão. -Voce pode me negar o quanto quiser, mas nós dois sabemos o que eu vou encontrar se eu tocar bem aqui. -Ele levanta a cabeça e olha para mim quando o polegar desce por cima da calcinha até o meio das minhas pernas.

Tenho um tremor involuntário e minha cabeça vai para o lado, perdi completamente a capacidade de falar.

-Vamos ver se estou certo?

Ele usa o mesmo dedo para afastar a lateral do tecido e passa o dedo delicadamente dentro de mim, recolhendo a umidade que se acumulara naquele ponto, sem nunca parar de olhar para mim, um sorriso triunfante se abre em sua boca e enquanto seu toque se intensifica escorregando para cima e para baixo na minha carne lisa.

Meus lábios se abrem quando a respiração fica presa na garganta, tudo o que consigo fazer é levantar a cabeça e soltar um suspiro longo enquanto minhas mãos começam a suar nos ombros dele.

-Está vendo? Seu corpo sempre responde a mim Millie. -Finn diz com a voz rouca e reinicia o ataque de beijos na minha barriga, elevando ainda mais minha camisa até chegar nos seios.

Seus lábios me sugam aumentando ainda mais o endurecimento dos mamilos sensíveis. Solto um arquejo de prazer ardente sentindo meu corpo desfalecer em sua mão.

Quando já estou tremendo, com a tensão acumulada no ventre prestes a explodir ele tira o dedo de dentro da calcinha me deixando levemente vazia, então usa as mãos para tirar minha blusa, tenho força o suficiente para levantar os braços para ajuda-lo e então ele me pega com um beijo rude e necessitado, roubando o pouco fôlego que lutei para conseguir.

Nossos peitos nus se tocam e eu agarro seu pescoço, enfiando as mãos desesperadas nos cabelos umidos, o calor forte e familiar me enche, me faz reviver, é como se tivesse passado muito tempo desde que estivemos juntos, meu coração bate tão forte, mas não de medo ou de insegurança, e sim de outra coisa, algo que ainda não consigo definir mas que me preenche até me transbordar.

Ele me gira com a boca ainda colada na minha, a língua girando sorvendo cada gemido que escapa de minha garganta. Com um movimento ele me deita, o impacto embora suave faz com que minha espinha tenha uma contração dolorosa.

-Au! -Eu choramingo baixinho soltando os lábios dele.

Finn me olha subitamente preocupado.

-O que houve? Eu te machuquei? -Ele tira os cabelos da frente do meu rosto para me ver.

-Não. Acho que dei um jeito na coluna. -Sorrio para acalma-lo embora seu peso sobre meu corpo me deixe paralisada.

Como se lesse meus pensamentos ele levanta assustado.

-É culpa minha não é? Merda! -Ele passa as mãos entre os cabelos em movimentos trêmulos.

Ergo minhas costas com os cotovelos, sentindo minha coluna partir ao meio.

-Não. Não é sua culpa... Bem, na verdade é sim, mas não me importo. -Balanço a cabeça negativamente para dar ênfase nas minhas palavras.

-Desculpa. Não queria te machucar. -Ele diz com a voz cheia de medo e culpa.

Faço um esforço para esticar a mão e prendo os dedos na barra da calça dele.

-Você não vai me machucar. -Eu digo com confiança, alisando a pele abaixo do cós da calça. A ereção maciça marcada em direção ao umbigo é evidente mas desvio o olhar.

Ele continua me olhando com a mesma expressão, seus olhos vão da minha mão para meu rosto, para meus lábios e depois para os meus seios expostos, sei que é uma luta interna entre o desejo latente e o medo de me machucar que lhe impede de se aproximar de mim.

Vendo que não obterei nada dessa forma mudo de estratégia, eu queria evitar o sexo por causa da recomendação médica mas agora é tarde demais para voltar, ele me deixou preparada com a tensão acumulada me fazendo me sentir como uma bomba que não detonou, e por isso tomo coragem para voltar a me deitar, minhas mãos vão para a minha calcinha e eu dobro as pernas para tira-la, por um breve momento olho para o teto mas sei que ele está olhando para mim e isso me deixa nervosa, embora esteja cega de desejo.

Jogo a calcinha para o lado e quando olho para ele vejo seus olhos fixos em mim, embasbacado, com os lábios rosados levemente entreabertos por onde uma respiração curta entra e sai.

Volto a me apoiar nos cotovelos e abro as pernas o suficiente para conseguir deslizar a mão da barriga para o centro molhado, essa é a coisa mais embaraçosa que eu já fiz na vida, e é a primeira vez que toco em mim dessa forma e fazer isso na frente de outra pessoa é ainda mais surpreendente e vergonhoso. Quando minha mão indecisa encosta na carne tenra sinto um misto de sensações indescritíveis, não é como quando ele me toca, mas é bom também, ajusto a pressão dos dedos e mergulho um pouco mais fundo.

Finn fica completamente estarrecido, agora com a boca fechada e com a mandíbula dura, como se ele estivesse mordendo os próprios dentes, sei que está tentando ao máximo se controlar mas creio que não esteja dando certo pois ele não consegue nem piscar olhando para mim os olhos nublados de excitação.

Quando encontro o ponto do feixe de nervos minha cabeça cai para trás e eu gemo sentindo meus dedos sem jeito me levarem quase ao lugar que ele sempre me leva.

-Finn.. por favor. -Eu peço baixo arqueando levemente as costas doloridas, quando sinto que já não vou aguentar durante muito tempo.

Ele tem um tremor quando me ouve chamar, como se saísse de transe e vai na minha direção.

-Porra.. puta que pariu. -Ele grunhe e deita sobre mim. -Cacete essa foi a coisa mais excitante que eu já vi na vida.

Ele parece aprovar minha pequena cena de exibicionismo e pega minha boca em um beijo ardente de tirar o fôlego, sua mão puxa as minhas e ele as prende em cima da minha cabeça enquanto usa a outra para me tocar, finalizando o trabalho que deixei pela metade. Ele enfia um dedo em mim com facilidade enquanto o polegar continua a estimular o clitóris em movimentos contínuos e circulares.

Arquejo em sua boca e ele insere o segundo dedo em resposta, girando incontrolavelmete dentro de mim, encontrando o ponto de prazer interno. Minha cabeça fica zonza, minha visão esmaece e eu começo a estremecer quando o orgasmo me rasga de dentro para fora, uma sensação arrebatadora que me desfaz. Ele solta meus lábios inchados e doloridos e eu consigo voltar a respirar pouco a pouco, enquanto recupero a visão ainda turva.

Ele deixa os dedos dentro de mim e beija meu rosto, meu pescoço e a extensão do meu peito esperando que os espamos do meu corpo acabem.

-Meu Deus.. isso foi... -Não consigo completar a frase pois minha garganta fica seca, não que eu ache que existam palavras capazes de descrever a sensação.

Ele ri da minha expressão de êxtase e beija meus labios.

-Eu sei. -Ele diz com a voz mansa e convencida. -Mas ainda não acabou, preciso entrar dentro de você.

Ele levanta me deixando vazia e minhas costas relaxam com o alívio, sei que insisti para que transassemos mas temo não aguentar o peso de suas investidas contra mim, antes ele estava deitado sobre mim mas estava parado.

Finn vê minha apreensão e estica os braços para me puxar da cama, eu faço isso com esforço.

-Eu vou cuidar de você. -Ele me abraça passado as mãos pelas minhas costas nuas, eu fico mais relaxada, meu corpo está quase recuperado e incrivelmente preparado para mais. Finn beija meu rosto e sorve o perfume dos meus cabelos. -Vire. -Ele sussurra nos meus ouvidos.

-O que? -Pergunto meio aérea, minha garganta continua seca.

-Vire de costas e deite na cama, vai relaxar sua coluna. -Ele explica e vira meu corpo com cuidado sem esperar minha resposta.

Meus joelhos batem na lateral da cama e eu uso as mãos para me deitar lentamente, encostando o peito no lençol branco, fico um pouco receosa, não sei bem o que ele pretende fazer, viro meu rosto um pouco para trás e o vejo analisando meu jeito desajeitado enquanto meu traseiro fica exposto.

Ele vai até a outra extremidade da cama e pega um travesseiro.

-Levante um pouco. -Ele pede, tocando levemente meus quadris.

Eu ergo minha pelves e ele põe o travesseiro no final da minha barriga, bem em cima do meu ventre, é estranho mas a elevação faz a dor nas minhas costas diminuírem e eu fico grata. É um pouco embaraçoso também, já fizemos sexo muitas outras vezes e ele já me viu nua mil vezes também mas essa nova posição me deixa completamente exposta e vulnerável,de um jeito que nunca me senti, quando ele põe as mãos nos meus quadris me massageando um breve pensamento passa por minha cabeça e eu fico tensa.

-Finn.. o que você vai fazer? - Olho para ele por cima do ombro com pânico evidente na voz.

Ele sorri com cautela mas a malícia fica subentendida em seu olhar lascivo.

-Não vou fazer o que está pensando. Pelo menos não agora.

A ameaça é verdadeira e eu tenho um tremor involuntário, já experimentei muitas coisas que nunca pensei que faria mas o pensamento sobre essas outras questões parecem muito distantes dos paradigmas da minha realidade. Fecho um pouco os olhos para conter a tensão e respiro fundo, enquanto ouço o barulho perceptível dele tirando a calça e jogando-a para o lado logo depois.

Suas mãos voltam a massagear meus quadris e ele se inclina para beijar o final da minha coluna.

-Você fica linda desse jeito, nessa posição. -Ele sussurra entre os beijos molhados.

Meu coração para momentaneamente e volta a bater logo depois, encurtando o sibilar frequente. Estou nervosa e até com um pouco de medo ,mas ele consegue me tranquilizar parcialmente.

Quando sinto a ponta do membro forçarem minha entrada meu corpo se retrai com o leve susto.

-Calma, relaxe, vai ser desconfortável se você não relaxar. -Ele para de tentar entrar e acaricia minhas costas. -Está tudo bem linda? -Ele pergunta depois de me dar mais uns segundos.

-Sim.

De novo ele se encaixa, dessa vez consigo respirar fundo e relaxar os músculos, não é como se eu já não estivesse acostumada com o sexo, o problema é que a posição deixa tudo um pouco mais difícil e a passagem fica consideravelmente mais estreita.

-Certo. Não se mexa. -Ele diz com esforço enquanto tenta escorregar para dentro, apesar de estar molhada ainda é um caminho muito apertado e eu enfio as unhas com força nos lençóis. -Caralho. -Ele grunhe entre os dentes. -Isso é incrível.

Solto um suspiro de alívio quando ele Finalmente me preenche completamente, o atrito denso e grosso de seu membro faz minha carne pulsar ao seu redor e o desejo me invade novamente, tirando completamente a tensão de mim.

-Está tudo bem? Está doendo? -Ele pergunta apertando meus quadris com preocupação.

-Não.. só é diferente. -Consigo pronunciar com a respiração precária.

-Diferente ruim? -Ele ondula os quadris para frente testando minha resistência.

-Não.. é gostoso.

-Oh, sim é muito gostoso.

Satisfeito com minha resposta ele começa a se mover com mais velocidade, oscilando, entrando e saindo com movimentos firmes quando vê que me vou me acostumando e espandindo cada vez mais. Suas unhas se agarram na pele do meu traseiro quase me causando dor, mas é quase nada em comparação ao prazer inexorável que obtenho com essa nova posição.

Logo o ambiente fica totalmente preenchido pelo barulho de nossas respirações fortes e gemidos esganiçados que ocoam da garganta de Finn, quero virar meu rosto para vê-lo, testemunhar o êxtase em sua face mas minha cabeça pesa contra o colchão, me sinto eufórica por dentro mas não consigo mover um musculo se quer, ele tinha razão, quase não sinto mais a dor nas costas e graças a essa posição ele consegue chegar mais fundo em mim, quase batendo no meu útero, é uma sensação inexplicável.

Aumentando a velocidade das estocadas profundas eu chego novamente no meu clímax, tremendo e pulsando ao redor dele compulsivamente, de um jeito que nunca achei que seria possível. Tento lutar contra o instinto de arquear as costas pois sei que se forçar muito vou acabar mais dolorida ainda.

Ele vê meu desespero e segura minhas costas enquanto se mantém entrando e saindo.

-Porra, você é gostosa demais cacete.

E com um grito gutural que ensurdece meus ouvidos ele explode dentro de mim, balbuciando palavrões e respirando pesadamente. Sinto o líquido viscoso se derramar dentro de mim e sorrio contra a cama, um sorriso de pura felicidade e satisfação.

-Merda. Preciso ver seu rosto. -Ele sai de dentro de mim e cai ao meu lado na cama, afastando meus cabelos procurando minha cara. -Oi linda. -Ele me enche de beijos no rosto quando me encontra.

Sorrio de novo e deito parcialmente sobre ele, repousando a cabeça em seu peito e passando uma perna sobre dele enquanto nossos corpos tremem juntos em completa harmonia. Permaneço calada, sem conseguir dizer nada, pelo cansaço e também porque nada me vem na mente, nada de preocupação, medo, solidão... Estou completamente viva e feliz duas coisas que nunca passei que teria ao mesmo tempo.

Antes dele eu só vivia, felicidade era uma coisa longe que só servia para as outras pessoas, agora com ele tudo isso vem em dobro porque a felicidade traz mais vida também.

-Seu cabelo está grande. -Ele comenta puxando um cacho solto do meu cabelo até a extremidade que agora vai até o meio das costas.

-É. Tenho que corta-lo. -Realmente faz muito tempo que não vejo uma tesoura.

-Não!! Não corte. -Ele pede, mas usa um tom de completa autoridade.

Levanto a cabeça franzindo o cenho.

-Voce não manda em mim.

Ele pestaneja, mas sorri.

-Eu sei linda. É só que.. eu gosto assim. -Ele beija minha testa com a fala um pouco mais contida.

Tento evitar mas acabo sorrindo, ele nunca havia falado do meu cabelo antes.

-Só as pontinhas, já estão ficando ressecadas.

-Humm. Tenho que cortar também. -Ele diz meio sem graça.

Desde o início do semestre em que ele voltou de férias com os cabelos mais curtos do que eu normal ele vem deixando crescer. Me lembro daquela época e um sentimento ruim me invade pois era quando eu o odiava. Agora os cabelos de Finn estão quase abaixo da linha do pescoço e é uma visão mais descontraida e melhor, é por esse cara que me apaixonei, quero me lembrar dele desse jeito, não do outro .

-Eu gosto assim. -Digo pensativa e aliso a mexa rebelde que cai em seu rosto.

-É só as pontinhas -Ele faz uma versão da minha voz usando um tom fino e feminino.

Eu bato no peito dele de brincadeira mas nós dois rimos juntos.

-Melhor você dormir, está tarde. -Ele beija meus lábios docemente depois de rirmos até a barriga doer.

-uhum, você também. -Automaticamente solto um bocejo e inclino a cabeça de volta para o peito dele.

-So depois de você. Tenho que te falar uma coisa quando você tiver pegado no sono.

Meus olhos piscam e eu junto as sobrancelhas.

-Me falar uma coisa? O que é? E porque tem que ser quando eu estiver dormindo? -Pergunto encabulada.

Ele fica um pouco tenso sob mim e as batidas do seu coração aceleram, mas de alguma forma sei que está sorrindo.

-Porque é um segredo meu. -Ele diz com a voz baixa e calma.

-Bem, se é assim eu não vou dormir até você me falar, você não tem como descobrir se eu ainda estou acordada. -Provoco usando um tom incisivo. Outro bocejo quer escapar mas eu não deixo, mostrando minha persistência.

-Quer apostar comigo? Beleza, vou logo avisando que eu sou muito bom em reconhecer seu sono. -Ele me desafia, soberbo.

-Vamos ver.

Fecho os olhos mas mantenho minha mente ativa, não vou sucumbir ao sono e cansaço, estou curiosa demais. Finn fica em silêncio e se mexe um pouco para nos cobrir com o lençol, o tempo está frio mas graças ao aquecedor do apartamento o clima fica extremamente confortável.

Ele inicia algumas carícias em minhas costas, me relaxando com a intenção de que eu durma, mas estou determinada a não cair nesse joguinho então apenas ignoro as mãos macias que fazem carinho. Deixo o corpo mole e diminuo a frequência da respiração para indicar que já peguei no sono, mas ele não parece convencido, pelo visto realmante não vai ser nada fácil vencer essa competição.

E tudo vai por água abaixo quando ele começa a cantarolar, meu coração dispara, meus músculos ficam tensos quando reconheço a leve melodia. Fico absorta no som prazeroso da voz dele que enche meus ouvidos e meu coração.

Now I'm wondering why

"Agora estou imaginando por que"


I've kept this bottled inside

"Deixei isso preso dentro de mim"


So I'm starting to regret

"Então, estou começando a me arrepender"


Not telling all of this to you

"De não ter dito tudo para você"


So if I haven't yet

"Então, se eu ainda não te disse"


I've gotta let you know

"Tenho que deixar você saber que"


O sibilar constante do seu peito misturado com a letra da canção vão relaxando meu corpo, meus olhos começam a pensar, droga, cantar é jogo sujo.


You're never gonna be alone

"Você nunca vai estar sozinha"

From this moment on

''De agora em diante"

If you ever feel like letting go

"Mesmo que você pense em desistir"

I won't let you fall

"Eu não vou deixá-la cair"

You're never gonna be alone

"Você nunca vai estar sozinha"

I'll hold you 'til the hurt is gone

"Vou te abraçar até a dor passar"


Dou mais um bocejo, os olhos lacrimejam e eu caio no sono embalada pela promessa silenciosa, vale apena perder a aposta.

               

               Eu amo você.


__

De novo acordo sobressaltada, a explosão familiar sacode as paredes e minha cabeça gira quando o pânico se instala e percorre todo meu corpo. É a pior sensação.

-Shii. É só um trovão. -A voz de Finn parece distante de mim como se viesse de dentro da minha cabeça, mas é o suficiente para que eu consiga ter força para abrir os olhos, isso aliado aos braços firmes que me puxam para seu peito me trazem de volta a realidade em uma espiral de dejavu.

Afundo o rosto na curva do pescoço com o ombro dele e não me resta mais nada além de chorar quando percebo que estou a salvo nos braços dele. Eu sempre tive medo de trovão, as vezes quando era criança eu corria para o quarto de Paige apenas para me agarrar a ela enquanto a chuva passava. 

Acontece que as chuvas no Nebraska são garoas perto das enormes tempestades que acontecem em Oregon no inverno, isso antes de começar a nevar. Desde que vim morar aqui, todas as noites em que chove forte com trovões e relâmpagos eu acordo nesse mesmo estado, demorando um tempo crucial para me recuperar do Pânico, mas dessa vez é diferente, não estou mais sozinha.

-Está tudo bem Millie. Eu estou aqui. -Finn afaga meus cabelos e beija minha testa enquanto luto para conter os soluços.

-Desculpa. -Peço baixinho, resfolegando a respiração na pele dele que é meu único conforto, minhas mãos trêmulas se agarram em seu pescoço.

-Ei olha pra mim. -Finn me tira do meu esconderijo covarde e limpa meu rosto com os polegares. -Não me peça desculpas entendeu? Tudo bem ter medo de trovão. -Sua voz mansa acalma as batidas dolorosas em meu peito.

-Não tenho medo. Só me assustei. -Não sei porque eu não consigo admitir para ele, é como um instinto de autodefesa que me impede de revelar a verdade.

Ele sorri, mostrando sua incredulidade.

-Tudo bem então. Você quer uma água? Ainda está tremendo.

Encolhi as mãos automaticamente para esconder os espasmos e faço que não com a cabeça. Ele desaprova meu gesto, mas não sai do lugar, mantendo minha cabeça em seu peito. Algo vem na minha mente depois de longos minutos ouvindo apenas o barulho estrondoso da chuva.

-Finn? -O chamo sem me mover.

-Oi.

-Você poderia pensar melhor em ir pra formatura do Nick? -Sai como uma simples pergunta, mas estou implorando disfarçadamente.

Finn fica tenso sob mim e exala o ar dos pulmões.

-Ja falamos sobre isso. -Ele diz com a voz suave e volta a acariciar minhas costas como que para mostrar indiferença.

-Eu sei, mas acho que você poderia reconsiderar, seu irmão gostaria que você fosse e eu... Bem, eu gostaria ir, conhecer sua casa e...

-La não é minha casa. Essa é minha casa. -Ele me interrompe com a voz ligeiramente alterada.

-Sim, desculpe, a casa onde você cresceu. -Respondo polidamente para apaziguar meu erro. Sei que estou usando um momento vulnerável para convence-lo mas não tenho outra opção no momento.

Ele fica em silêncio, por um tempo apenas respira pensativo, sem olhar para o seu rosto eu sei que está tentando reconsiderar.

-As coisas não estão bem entre eu e o meu pai, é melhor que eu não vá.

A frustração me invade, como é difícil fazê-lo mudar de ideia. Decido então usar minha última tática, torcendo para que seja o suficiente, mesmo que ela seja baixa é algo que sei que vai afeta-lo.

-Faça isso pelo Nick.. ou por mim, tive muito trabalho esses dias com você doente, preciso de uma distração.

A mão dele que me acariciava para no meio das minhas costas, sei que o peguei de surpresa, odeio ter que passar isso na cara dele mas como disse, não tenho mais alterntivas.

-Está bem. -Ele diz com pesar, soltando o ar com um esforço cansado e derrotado.

Apesar de me sentir mal por usar aquilo contra ele, minha expressão relaxa de alívio.

-Obrigada. -viro meu rosto e beijo o meio do peito dele em agradecimento. -Isso é importante para mim.

Ele me olha inexpressivo, sei que nao entende o porque da minha insistência e eu não estou inclinada a contar o real motivo.

-Como foi ontem no escritório? -Ele muda de assunto, o que é bom.

-Foi legal. Finalmente conheci a Sally, ela é um pouco durona mas gostou do meu portifólio e eu passei no estágio. Estou ansiosa para começar. -Digo com empolgação.

Ele sorri um pouco menos tenso, parecendo até satisfeito.

-Que bom, quer dizer, eu sabia que iria conseguir. Humm, o Joseph estava lá? - A falsa casualidade com que ele fala é nítida.

-Claro que sim, ele é dono. Não vou trabalhar diretamente para ele mas ele continua sendo meu chefe.

-Sei. E você vai encontrar com ele todos os dias agora. -Nao é uma pergunta, ele sabe muito bem que sim.

-Não sei. Talvez não. -Minto para tranquiliza-lo.

-Certo. E o restaurante? Você ainda não pediu demissão, e ontem nem foi trabalhar.

Me levanto um pouco da cama ao me lembrar desse detalhe.

-Sim. Farei isso hoje mesmo. Você me deixa em casa? Preciso pegar meu carro e trocar de roupa pra aula.

Quando me espreguiço percebo que a dor nas costas desapareceu completamente.

-Sim, eu deixo.

Finn se levanta e sou abençoada pela visao de seu corpo esguio e nu, antes que tenha tempo para ficar embaraçada ele dá a volta na cama e agarra minhas pernas me tirando debaixo dos lençóis, envolvo seu pescoço e fico na familiar posição de filhote de chimpanzé agarrada a ele enquanto rindo ele me leva para o banheiro.

Tomamos banho juntos e transamos novamente quando ele me deixa em cima do gabinete e me devora com urgência fazendo meu corpo pequeno subir pelo espelho da parede. Depois deixamos o apartamento de mãos dadas e eu me sinto leve e feliz, tudo saiu como o esperado.

Quando chego em casa Finn me espera no carro pois insistiu em me levar para a faculdade e eu entro no meu apartamento.

-Menina que preocupação! -Vejo Sadie sair da cozinha e vir correndo até me encontrar na sala de estar. Ela já está arrumada, usando calça de camurça e uma casaco de frio junto com um belo par de botas felpudas. Ela me abraça.

-Desculpa ter sumido. Você viu minha mensagem? -Pergunto quando ela me libera do abraço.

-Sim, como o Finn está? -Ela pergunta enfiando uma rosquinha na boca.

-Está bem. Foi só um susto. -Tranquilizo ela e vou em direção ao meu quarto. -Ele está lá em baixo.

-Hum. Isso é um pouco estranho não é? -Ela me segue, olho para ela e vejo a sobrancelha delineada perfeitamente arqueada.

-O que é estranho?

Tiro um suéter e uma calça de frio do guarda roupa, a porta partida me lembra da imagem de Finn caindo bêbado e um calafrio sobe na espinha.

-Sei lá.. ele beber assim. Você não acha que ele é meio viciado? -Ela usa um tom calmo, mas o julgamento fica presente em sua expressão.

Eu não a culpo, sei que ela só está preocupada comigo.

-Não, não acho. Foi um incidente, não vai mais acontecer. -Digo isso para mim mesma também.

-Certo desculpa. Só fiquei preocupada com você no meio de toda essa situação. -Ela ri e gesticula com as mãos, um raio brilhante sai de seu dedo como um lazer.

-Sadie! O que é isso? -Eu avanço na direção dela, capturando a mão direita vendo o anel de prata com uma pedra solitária de diamante brilhando no dedo anelar.

-Ah isso? É meu anel de compromisso. -Ela ruboriza, olhando também hipnotizada para a jóia. Fica perfeito na mão pálida dela, as unhas compridas pintadas de azul fazem com que ela pareça uma modelo de mão.

-Você aceitou o pedido de namoro? -Pergunto ainda incrédula.

-Sim, ontem. É ridículo não é? Eu namorando e usando a droga de um anel de diamante! Não sei o que inferno está acontecendo comigo. -Ela se abana, como se estivesse passando mal.

Eu rio de sua expressão.

-É lindo. O Caleb tem bom gosto.

-Eu sei... Aí Millie, nunca pensei em gostar tanto de alguém assim. -Ela suspira quase emocionada.

É estranho e reconfortante ver minha amiga durona toda derretida desse jeito, noto o quanto as coisas mudaram nesses últimos meses e não só comigo, mas com todos ao meu redor, eu costumava ser apenas espectadora da vida dos outros, uma figurante, um objeto parado em plano de fundo, mas agora tudo parece ter tomado outro rumo e eu me sinto pela primeira vez parte fundamental na vida dela, pois agora estou viva e feliz também, compartilhando sentimentos que antes simplesmente não existiam.

Sadie me conta como foi quando Caleb a surprendeu com o anel, de como ele se ajoelhou na frente de todo o shopping e como ela não teve escolha a não ser aceitar de uma vez, embora tenha adimitido que já ia fazer isso.

Rimos e ficamos emocionadas enquanto eu trocava de roupa, depois descemos juntas e ela cumprimentou Finn porcamente como sempre e foi para a faculdade em seu carro.

-Está tudo bem com a Sadie? Ela está mais feliz que o normal. -Finn diz no meio do caminho para a PSU, por cima da voz de Kurt Cobain cantando Polly nos auto falantes do carro.

-O Caleb comprou um anel de compromisso pra ela. -Respondo com entusiasmo.

-Ah é? Ela finalmente aceitou então?

-Sim. Não é ótimo? -Sorrio para ele, mas por algum motivo ele parece incomodado. -O que foi?

Ele olha para frente parecendo chateado.

-Nada. É só que eu não te dei um anel..

Não consigo conter e dou uma risada alta, achando bonitinho quando ele franze o cenho constrangido.

-Que besteira, você não precisa me dar nada.

-Preciso sim, se sua amiga tem um anel você também precisa ter um. -Ele diz incisivo.

O sorriso morre em meus lábios.

-Não. Não preciso, não estamos mais no século dezenove, você não precisa me marcar como uma propriedade sua. Além disso, um diamante não significaria nada pra mim. -Minha voz ríspida surpreende até a mim mesma, estou chateada mas não queria falar dessa forma.

-Como é? Não estou dizendo que quero te marcar como uma propriedade, e como assim não significaria nada? -Ele se altera, momentaneamente tirando os olhos da estrada para olhar para mim com o rosto duro.

-Você só quer fazer isso porque a Sadie tem um anel, se ela não tivesse me dito não teria mudado nada pra você nem pra mim. Porque isso agora? Que besteira. -Resmungo com raiva.

-Besteira? Certo Millie, é besteira mesmo. -Ele diz com ironia e para de discutir, voltando a atenção ao caminho.

Respiro cansada, não acredito que brigamos por causa de um anel. Passamos o resto do percuso em silêncio, outra faixa do Nirvana começa a tocar e eu me distraio com a batida punk. Não quero mais discutir, eu estou certa.

-Vou passar no Jack nós vamos ensaiar. Ele conseguiu um show na semana que vem no distrito de Pearl. -Finn diz quando chegamos em frente a PSU.

-Que bom! -Eu digo feliz mas subitamente sinto a raiva me invadir com um peso na cabeça. -Porque você não me contou isso? E por favor, não me diga que você vai beber outra vez, já basta tudo o que eu tive que enfrentar nesses últimos dias.

Ele me olha surpreso, mas o cenho se fecha segundos depois.

-Eu não vou beber, você tem que parar de agir como se eu fosse a merda de um viciado. Eu já disse que não sou cacete. -A voz dura me assuta e eu pisco os olhos. -Merda! Desculpa! -Ele pede arrependido quando vê minha reação.

Ele solta o cinto de segurança para se aproximar de mim mas eu recuo, batendo as costas na porta do carro.

-Desculpa Millie, eu não queria gritar com você, só estou cansado dessa merda toda, não quero que pense o pior de mim. -Ele diz com frustração e medo evidente na voz minha relutância se desfaz um pouco.

-Não penso o pior de você. Só não quero ter que passar por isso outra vez, além disso você nunca me conta nada Finn, sempre sou a última a saber. -Digo em voz baixa e triste.

Novamente ele tenta se aproximar e eu deixo que me leve, passando as mãos pelo pescoço dele.

-Desculpa ok? Não me ocorreu te contar antes e com a ida pro hospital ontem eu só esqueci tambem, não escondi isso de propósito. -Ele olha fundo nos meus olhos, enquanto as mãos sobem e descem nas minhas costas devagar.

-Certo. E esse show? Como vai ser? -Afasto a raiva e me concentro em sorrir interessada.

-Não sei direito ainda, ele me explicou mas eu já estava caindo de bêbado então não lembro de muita coisa, mas assim que souber eu falo pra você. -Ele garante, beijando o canto da minha boca.

-Ok. Nos vemos mais tarde então?

-Sim, posso te levar pro escritório hoje? -Ele diz de repente, a pergunta já estava premeditada em sua mente.

-Não precisa, vou com meu carro. -beijo o rosto dele para dispista-lo da conversa.

-Quero levar você. -Ele insiste irredutível.

Me desvencilho de seus braços, esse é um assunto perigoso.

-Acho melhor não. O joseph vi estar lá você sabe disso.

Finn dá de ombros.

-Não estou nem aí, só quero levar você, qual o problema nisso?

Não sei se posso realmente acreditar que ele não tem segundas intenções, mas também não tenho mais desculpas para inventar.

-Certo. Mas é só pra me deixar, você promete que não vai querer entrar nem nada do tipo? -Peço com a voz determinada, não posso correr esse risco.

Ele ri como se eu tivesse dito a coisa mais engraçada do mundo, mas para quando vê que falei muito sério.

-Relaxa, eu prometo garotinha.

Se inclinando para frente ele me pega desprevenida com um beijo ardente, forçando meu corpo para trás, empurrando minhas costas contra a porta, o calor familiar me invade e se instala com peso entre minhas pernas, tenho que usar todo o auto controle para frea-lo.

-Chega, melhor você ir embora. -Digo com a respiração ofegante.

Finn sorri com os lábios úmidos e inchados pelo ataque viceral a minha boca, o volume na calça é evidente, ele está excitado.

-Acho que vou ter que me virar sozinho então. -Ele ri e indica a ereção pulgente na calça.

Minha vontade interior é de deixar que ele me possua aqui mesmo no carro, mas a pouca racionalidade dos meus neurônios me mantém sã o suficiente para evitar.

-Vejo você mais tarde. Tchau.

Não espero uma despedida e saio do carro, agora com a respiração curta e estranhamente necessitada sem olhar para trás, evitando o instinto primitivo de voltar para ele.

Frustrada, vou para minha sala. Guzman e Elizabeth já estão lá, mas não dão aula, ao invés disso nos liberam para a biblioteca e alguns grupos vão para o pátio, a fim de discutirmos sobre o trabalho semestral depois de fazerem uma chamada. O nome de Finn é falado e Elizabeth procura por ele nos arredores, obviamente ela sabe que ele não foi expulso o que a faz levantar a cabeça confusa por ele não aparecer. Eu deveria ter falado com Finn sobre Eric ter conseguido mantê-lo na faculdade mas não queria me envolver, de qualquer forma ele irá encontrar com o pai daqui um dia e decido que ele mesmo que deve contar, talvez Nick converse com ele também e tudo se resolva de uma vez por todas.

Subo para o segundo andar acompanhada de Jacob e Wilson e discutimos um pouco sobre o restante das maquetes bem como os assuntos abordados nos estandartes, Wilson faz uma pesquisa sobre tijolos sustentáveis enquanto Jacob se atém no desenvolvimento da planta baixa de um prédio no computador. Eu fico em silêncio, fazendo anotações precisas sobre minha maquete particular, escolhi fazer um ponto comercial de luxo, com vitrines e adornos metálicos, vai ser relativamente fácil construir sozinha e eu fico orgulhosa do resultado.

Os garotos me perguntam sobre Finn, mas eu desconverso sem querer entrar nos detalhes da expulsão. Jacob obviamente não se agrada em nada pela falta de comprometimento de Finn com o trabalho mas eu não me importo, agora isso já não faz mais a menor diferença.

Quando finalizamos nossos estudos, boa parte da nossa apresentação já está formada, faltando apenas a montagem das outras maquetes e a produção do evento, de resto estamos bem adiantados.

Saímos da biblioteca e almoçamos juntos no refeitório, escolho uma salada verde com abacate e tomates temperados e Jacob me conta animado sobre o dia de Los muertos, uma celebração antiga que faz parte da cultura mexicana em homenagem aos ancestrais já falecidos, apesar de me parecer um pouco mórbido ele e o pai estão animados pois planejam mudar a decoração e o cardápio do restaurante especialmente para o feriado, Wilson parece conhecer sobre a tradição e nos convida para uma festa a fantasia que sua fraternidade vai dar no mesmo dia. Sinto uma pontada de culpa, pois com todo esse clima de trabalho e dedicação para o feriado me lembro de que eu não vou mais estar no restaurante e isso pode atrapalhar o processo já que vai ser um funcionário a menos, Jacob e Antony foram muito bons para mim em me oferecer a vaga provisória e eu vou lhes retribuir abandonando-os quando provavelmente mais precisam.

Minha mente fica girando nesse assunto depois que me despeço dos garotos e vou andando em direção a saída, mas sou impedida quando um par de botas de couro femininas impedem minha passagem, o cheiro doce e enjoativo me faz saber quem é antes mesmo do meu rosto se erguer e eu dar de cara com Iris, os olhos muito azuis estão cheios de raiva e ressentimento, faz tanto tempo que não cruzo com ela que não consigo evitar o leve tremor do meu corpo e eu dou um passo para trás quase imperceptível.

-Oi. -Digo usando um tom natural, como se ela não fosse nada além de mais uma garota com quem eu cruzo diariamente.

Ela não muda a expressão, os lábios cheios de gloss labial são uma linha fina de desagrado.

-Onde o Finn esta? Porque ele não veio mais pra aula? -Ela vai direto ao ponto, apesar do frio, ela usa somente um casaquinho por cima do vestido curto e preto, parece que nada atinge essa garota.

-Acho que isso não é mais da sua conta. -Respondo tranquila, mesmo estando eufórica por dentro pela ousadia da pergunta, eu não demonstro.

Ela bufa de raiva e da um passo na minha direção, os olhos fulminantes, as orelhas vermelhas de tensão, ela quer que eu grite e está completamente insatisfeita com a minha indiferença.

-Não quero saber se é ou não da minha conta. Me preocupo com ele. -Iris nem disfarça a empáfia na voz, mas usa um tom calmo, se controlando.

-Ele está muito bem, não precisa se preocupar. Volto a repetir: isso não é mais da sua conta. -Cruzo os braços de maneira vã e incisiva, minha voz não treme e eu me orgulho da minha postura.

Iris olha para o lado e um sorriso empertigado consome o rosto delineado, quase com ironia.

-Por pouco tempo. -Ela balança os cabelos loiros e sai da minha frente, deixando as palavras soltas no ar.

Mais uma vez tenho um choque quando lembro das ameaças e avisos nas mensagens anônimas, cada vez tendo mais certeza de que é ela quem está fazendo isso, mesmo que não consiga entender o fato de que ultimamente ela não se deu ao trabalho de me importunar nem de discutir comigo, como se tivesse me evitado, por um momento eu até cogitei que tivesse desistido, mas é muito mais fácil acreditar que isso talvez seja só parte do plano, da estratégia que ela deve ter para me separar de Finn. Eu rio do meu pensamento, parece um absurdo pensar que alguém em sã consciência bola planos mirabolantes para separar duas pessoas, parece o roteiro clichê e ruim de um filme trágico de romance. Balanço a cabeça para me livrar desse pensamento careta e vou para fora do campus.

Mesmo que seja verdade, mesmo que ela pleneje alguma coisa, algo dentro de mim não me deixa ficar abalada por muito tempo, o que ela pode fazer? Nada que eu consiga pensar me parece provável e mesmo que ela faça alguma coisa não é garantia nenhuma que dê certo, eu e Finjo estamos em um relacionamento sólido e cada vez mais tenho certeza de que é algo indestrutível apesar de constantemente discutirmos.

Meu coração se alivia e eu paro de pensar sobre garotas vingativas quando vejo o motivo dos meus conflitos adolescente parado dentro do seu jaguar preto esperando por mim, seus cabelos estão bagunçados em cachos que caem em seu rosto, ele está usando a jaqueta jeans escura com uma camisa branca por dentro e é a minha imagem preferida no mundo. Entro no carro e ele me beija, alisando os cabelos para trás da minha cabeça, o cheiro dele misturado com o sabor refrescante de sua boca me dão segurança e eu amoleco completamente.

-Hummm. Fiquei com saudade. -ele diz com os lábios ainda colados nos meus.

-Eu também. -Digo de volta, acariando os cabelos da nuca dele.

Resolvo não comentar sobre Iris, sinceramente isso só vai deixa-lo com raiva e não tem necessidade já que suas palavras não surtiram nenhum efeito sobre mim.

Finn liga o motor do carro e Californication do Red Hot Chili Peppers preenche o ambiente enquanto ele costura no trânsito da tarde em direção a imobiliária. Quando chegamos na rua do prédio, uma tensão estranha me invade e eu tenho a súbita vontade de pedir que Finn me deixe na esquina, porém não digo nada e ele segue o caminho.

Começo a pensar que tenho algum tipo de super poder ou uma intuição muito boa, pois assim que paramos na frente do prédio, Josph sai, e como eu já esperava Finn deixa o carro sem que eu perceba, não é preciso muito para prever o que está prestes a acontecer. 


Notas Finais


Eitaaa.

A música

https://youtu.be/s8YwfgzQLFU


Até breve ❤️


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