História Remetente De Um Soldado - Capítulo 10


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Categorias Naruto
Personagens Dan Kato, , Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Juugo, Kizashi Haruno, Kushina Uzumaki, Mebuki Haruno, Minato "Yondaime" Namikaze, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, TenTen Mitsashi, Tsunade Senju
Tags General, Guerra, Kizaiha, Kizasa, Longfic, Remetente, Saga, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Soldado
Visualizações 178
Palavras 6.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Orayo Minna!!!


Último cap da primeira temporada. Glória!

Mil desculpas pelo hiatus, passei por muita dificuldade nesse meio período, mas vou poupar de dramas aqui, blz.
Mas espero que a demora recompence, esse cap maravilhoso é bem grande. Eba!!!

Muitos, pelo que percebi, não notaram que Sasuke é ex soldado, relembrando que na época de depressão dele, para fugir da dor ele serviu no exército. Nesse cap dei mais destaque a sua farda atual, ok?

Por coincidência hj é aniversário do baka, digo Naruto. E já coloco spoiler antecipado, teremos uma participação especial com ele no final desse cap. Um feliz aniversário pra ele e para o anime que sempre amei de paixão.

🎉🍾🥂Omedetō Naruto!!! 🍥✨🎂🎊

Capítulo 10 - Consequências


Fanfic / Fanfiction Remetente De Um Soldado - Capítulo 10 - Consequências

Tsunade hesitou um momento, então perguntou.

Tsunade:_ Sobre o quê? – ele reprimiu a frustração.

Sasuke:_ Sakura é claro, por favor, deixe-me entrar.

Relutante, ela cedeu. Ele entrou e fechou a porta. Quando se virou, percebeu que ela estava descalça e usava um robe amarrado na cintura. Consultou o relógio da sala e quase resmungou quando viu que já passava das duas da manhã.

Tsunade:_ Ela está no quarto, subindo as escadas vire a esquerda. Sasuke... – apertou o robe entre os dedos – Tente não surtar ou gritar com ela, Sakura não está bem agora. Ela está em pedaços. Vai lá, ela precisa muito de você. Principalmente agora.

Sem perguntar nada, mas muito preocupado, ele subiu as escadas de dois em dois. De frente pra porta, tomou um longo fôlego. Seus pensamentos turbilhavam para várias imagens e hipóteses. Era um mal presságio. Ele sabia que algo grave aconteceu para aquela sensação sombria o atormentar tanto.

Sasuke:_ Sakura... – abriu a porta, porém se interrompeu ao ver outra pessoa no quarto com ela.

O policial estava em pé rente a cama com prancheta em mãos, enquanto parecia que Sakura respondia. Ela estava de costas pra ele, de frente a pequena varanda. Seu corpo tremia, notou.

Os dois se calaram com sua entrada.

Sakura:_ Sasuke – sua voz embargou ao vê-lo. Na tempora dela havia uma lesão roxa, a segunda coisa que notou imediatamente.

Instintivamente ele se aproximou. Tocado com a dor dela, mesmo não sabendo ainda o que houve.

Sasuke:_ O que está havendo?

Policial:_ General Uchiha – bateu uma leve continência – É um registro de um crime, a polícia foi solicitada a quase uma hora. Agressão e sequestro infantil, senhor.

Os olhos se arregalaram.

Sasuke sentiu a pressão abaixar instantaneamente. Seu coração doeu com as próximas batidas. Ao olhar Sakura com os olhos embargados pelas lágrimas, suas emoções se tornaram uma confusão de tristeza e raiva.

Ele sentiu que ela precisava dele, então tomou a iniciativa ao abraça-la fortemente, mesmo que ela tenha o abandonado antes. Não a soltaria agora, até mesmo nessa situação angustiante.

Sasuke:_ Me diga do início os ocorridos, oficial – com a voz um pouco mais rouca, autoritária, mirou o policial que observava o casal.

 

Naquela mesma noite, Sakura levantou sem ligar a luz do abajur. Sentando-se na beira da cama. Seus olhos estavam inchados e vermelhos. Sua aparência abatida detonava sua característica principal, sua vivacidade e plenitude que ficava acima de tudo. Amargura reinava.

Sasuke:_ Acordei você – questiona preocupado.

Ela se levantou e deu um passo a frente, como se querendo manter uma distância segura entre os dois e meneou minimamente a cabeça.

Sakura:_ Eu não estava dormindo.

Sasuke:_ Podemos conversar? – olhou ao redor – Foi uma longa noite.

Ela hesitou por um instante, então gesticulou apenas com um menear.

Sakura:_ Claro – murmurou parando para acender a luz e depois se sentando no balanço de madeira do bebê.

Disposto a respeitar a necessidade dela de distância, pelo menos por enquanto, ele se sentou sobre o colchão.

Sakura:_ Tenten lhe deu meu recado?

Sasuke:_ Sobre a anulação? – ela apenas anuiu – Sim, ela me falou.

Sakura:_ Você notificou Shikamaru?

Sasuke:_ Não vi motivo para isso.

Sakura:_ Mas você... prometeu! – comprimiu o maxilar – Disse que se algum dia eu quisesse acabar o nosso acordo, me daria a anulação do casamento.

Sasuke:_ Anulação não é mais uma opção. Se você se recorda, nós consumamos o nosso casamento. Um ato que foi ideia sua, a propósito.

Ela baixou o olhar. Ele se perguntou se Sakura estaria se lembrando da noite em que o seduziu. Ele se lembrava de cada detalhe. Desde a toalha úmida que ela tinha derrubado no chão, até a sensação de paz e contentamento de ter o corpo delicado aninhado ao seu enquanto dormiam.

Sasuke:_ Por que partiu?

Ela ergueu a cabeça, os olhos arregalados em surpresa, então baixou o olhar para o colo de novo, e começou a mexer nervosamente no cinto do robe.

Sakura:_ Eu... Eu achei que seria melhor.

Sasuke:_ Para quem? Para você? Para o bebê? Certamente não para mim.

Sakura:_ Para... todos – mordiscou o lábio inferior, mas manteve a cabeça baixa.

Sasuke:_ Ora, Sakura. Mereço uma explicação melhor do que esta.

Sakura:_ O que você quer de mim? – ergueu a cabeça, os olhos repletos de raiva – Já tem o herdeiro que queria. Foi por isso que se casou comigo.

Ele queria negar aquilo, mas estaria mentindo. Havia lhe oferecido casamento a fim de obter um herdeiro.

Sasuke:_ É verdade... Ou pelo menos era no começo... Mas as coisas mudaram... Eu mudei.

Desesperado para convencê-la, saiu de cima da cama e aproximou-se. Então se ajoelhou, fechando uma mão sobre aquelas que Sakura mexia sobre o colo.

Sasuke:_ Você estava feliz morando comigo, não estava?

Ela fechou os olhos com força e virou o rosto.

Sakura:_ Sasuke, por favor. Não faz isso – as lágrimas nos olhos dela, sua inabilidade de responder provou que ela o amava.

Sasuke:_ Sakura, olhe para mim – quando ela, teimosamente, manteve o rosto virado, ele segurou-lhe o queixo delicadamente e forçou-a a encará-lo – Sakura, olhe para mim e diga que não estava feliz a meu lado.

Ela abriu os olhos.

Sakura:_ Sim, eu estava feliz a seu lado – exclamou, as lágrimas agora rolando por suas faces – Eu me apaixonei por você! Foi por isso que parti. Não poderia deixá-lo machucar você, e se eu ficasse, ele teria feito.

Sasuke:_ Quem? Kaito? Sakura, ele não pode me machucar.

Sakura:_ Ele ainda poderia se eu tivesse ficado – ela passou a mão sobre o rosto para secá-lo – Kaito ia usar Kizaiha-kun como uma isca para extorquir dinheiro de você... e conseguiu – soltou um suspiro audivel e trêmulo, completamente quebrada – Falou que se eu não o ajudasse a conseguir o que queria, reivindicaria Kizaiha-kun e eu voltaria para Tóquio e viveria na pobreza de novo.

Sasuke:_ Mas como você achava que o fato de partir me protegeria de Kaito?

Sakura:_ Você não entende? – exclamou frustrada – Não é Kizaiha-kun que ele quer, é seu dinheiro! Se eu ficasse, ele o levaria ao tribunal e provaria a paternidade, e você perderia tudo pelo que trabalhou tão arduamente. Partindo e terminando nosso casamento, eu o tiro de cena e ele terá de lidar somente comigo. Assim que percebesse que tudo que pode conseguir comigo numa batalha pela custódia é uma criança, iria desistir rapidamente – ela fez uma pausa e suspirou pelo nervosismo – E se ele tentasse brigar pela custódia, certamente ia perder. Nenhum juiz entregaria uma criança para um perdedor como Kaito. De qualquer forma, ficarei com Kizaiha-kun e você poderia vê-lo sempre que quisesse. Sei o quanto o ama e o quanto ele o ama. Você é o pai dele, Sasuke. Eu jamais tentaria separá-los.

Embora não pudesse entender a lógica dela, Sasuke não queria questioná-la mais. Tudo que ela lhe dissera era o bastante para convencê-lo de que ainda o amava.

Com um sorriso carinhoso, alisou o rosto dela.

Sasuke:_ Sakura, apesar de eu apreciar o sacrifício que você estava disposta a fazer, isso não era necessário. Kaito não pode nos prejudicar. Nem a você, nem a mim ou ao nosso filho. Eu me certifiquei disso. Pelo menos legalmente falando, tudo que ele fez de ontem pra adiante ele sofrerá com as consequências de seus atos. Foi exatamente essas palavras que disse a ele. Ele não tem mais direito algum sobre o nosso filho.

Ela o olhou fixamente.

Sakura:_ Mas... como?

Sasuke:_ Ele assinou os papéis.

Ela meneou a cabeça, recusando-se a acreditar. Chocada.

Sakura:_ Isso é impossível. Ele estava na casa comigo quando deveria estar encontrando-o na estação de Mihara.

Sasuke:_ É verdade, e só mais tarde entendi por que ele não apareceu. Quando cheguei em casa e descobri que você tinha partido, conclui que Kaito tinha algo a ver com sua partida. Tudo que eu mais queria era vir para cá, pegar você e o bebê e levá-los para casa, mas sabia que não poderia fazer isso até que acertasse as contas com ele de uma vez por todas. Passei os últimos dias providenciando os documentos legais que cortariam meu relacionamento com ele, então dirigi para Mihara ontem de manhã e o fiz assinar tudo.

Com olhos arregalados, ela o encarou, como se temesse acreditar que aquilo era verdade.

Sakura:_ E isso basta? Quero dizer, a assinatura dele torna tudo legal? Kaito nunca mais poderá desafiar a validade dos documentos?

Sasuke riu.

Sasuke:_ Eu gostaria de vê-lo tentar, considerando que estaria questionando a integridade dos homens que levei comigo para testemunhar a assinatura dele.

Ela engoliu em seco.

Sakura:_ Eu... Eu não sei o que dizer. Não sei o que fazer.

Sasuke:_ Eu sei – assegurou-a, ajustando a posição para segurar o rosto dela com as duas mãos – Amanhã cedo, vou buscar nosso filho.

 

Na manhã seguinte, Sasuke fizera a promessa. Sakura constatou ao virar-se na cama e perceber que o lado de Sasuke estava vazio.

Ela pulou da cama, vestiu-se rapidamente e desceu até a cozinha, surpreendendo-se com a presença de Tenten que estava servindo os quatro policiais armados.

Sakura:_ O que está acontecendo? – perguntou ao homem que parecia estar no comando.

Policial:_ Ainda temos homens indo de porta em porta em Tóquio e nas cidades das redondezas. Receamos que os sequestradores tenham removido a criança da região. Basta um deles ficar para pegar o resgate.

Sakura:_ Seguestradores? – estranhou o plural.

Policial:_ Temos testemunhas que identificaram um outro homem no carro, quando seu filho foi levado.

Sakura:_ Onde está Tsunade?

Tenten:_ Levei o café da manhã em seu quarto, mas ela nem o tocou, Sra. Uchiha. Achei melhor ela ficar dormindo.

Sakura:_ Alguém sabe onde foi Sasuke?

Policial:_ Ele estava no jardim, uma hora atrás.

Policial 2:_ Eu o vi sair pelo portão há uns vinte minutos.

Sakura se encaminhou até a garagem dos fundos, mas não achou o carro dele. Porém seu carro que havia ficado em Hiroshima estava ali, com a chave na ignição, reparou. Mais tarde foi saber que ao nascer do sol, Sasuke havia ligado para Tenten e que ela viesse justamente no automóvel da esposa. Assim ele disse.

Ao fim da tarde, ele não havia retornado, e ninguém tinha notícias dele. Nem de Kaito. Estava morta de preocupação.

Atendendo a um impulso, sentou-se na direção do Murano, ligou o motor e se dirigiu para o portão.

Sakura:_ Estarei de volta antes do anoitecer – avisou ao policial.

Enquanto dirigia, pensou nos lugares aonde Kaito a levou no período em que namoravam. Recordava-se com amargura que ele vivia mais em locais aglomerados do que realmente fosse para um casal a sós e íntimo. E a diferença dele com a de Sasuke era gigantesca ao comparar o maravilhoso dia que teve ao seu lado sobre as águas de Shiraito Falls.

Com a cabeça voltada as lembranças sobre o passeio a remo que um estalo de uma recordação distante iluminou suas esperanças.

A última vez que viu Kaito foi em uma festa noturna na *Costa de Zushi na província de Kanagawa, ao sul depois da capital de Tóquio. A oeste da praia havia uma cadeia de montanhas e rochas, e por ali, por meio de uma trilha íngreme, se encondia cavernas profundas, onde eventualmente poucos turistas e nativos que sabiam da rota acampavam nelas. E claro, o que a vez lembrar foi por outro motivo, foi ali dentro daquelas cavernas que teve relações com Kaito e uma semana depois descobriu estar grávida.

Não era algo que ela se orgulhava, Sakura adimitia se sentindo enojada com as coisas que já se submeteu ao estar ao lado de um covarde que agora ameaçava a vida do próprio filho.

No fim das contas valia a pena investigar as cavernas, o palpite era alto. Acelerou o Murano na direção da praia com a determinação revigorada.

Estacionando o carro perto de uma praça, desceu sobre a curta encosta rochosa pousando sobre as areias quentes da praia. No caminho, perguntou a algumas mulheres se haviam visto um par de homens, ou um bebê com a descrição de Kizaiha-kun. Mas elas disseram que não.

Continuou pela areia. Avistou um homem idoso sentado numa pedra. Ao se aproximar, notou que o homem era quase míope. Apesar de não poder enxergar direito, ele poderia ter escutado alguma coisa.

Sakura:_ Dois homens passaram por aqui, acompanhado de um bebê?

???:_ Hai – o homem ergueu a cabeça, apontando praia abaixo – Por ali!

Como ela havia pensado. Eles foram realmente se esconder nas grutas.

Ela correu pela praia, mantendo-se próxima da base dos despenhadeiros, onde achava que havia menos risco de ser vista pelas bocas das cavernas. Pensou em voltar para dizer para a polícia que sabia onde Kizaiha-kun estava, mas achou que era prematuro. Infelizmente, se esqueceu de trazer o celular.

A escalada íngreme e acidentada até as cavernas não foi fácil, Sakura achou melhor não ir pelo caminho íngreme, o risco de trombar com Kaito e o outro sujeito seria quase inevitável. Quando chegou à boca da primeira caverna, as palmas das mãos estavam raladas.

Nada.

Sakura se dirigiu à próxima caverna. Achou que também estava vazia e quase seguiu adiante, mas escutou um som débil.

Ela deu um passo atrás. Forçando a audição.

???:_ Silêncio! – uma voz masculina gritou.

O choro apenas aumentou de intensidade. Seu coração materno acelerou angustiada, reconhecendo o lamento do filho. Conseguiu ver um facho de lanterna no fundo da caverna. Lentamente, aproximou-se até que conseguiu avistar um tosco catre dobrável com um cobertor. Sobre ele estava Kizasa.

Kaito:_ Eu disse para calar a boca! – gritou de novo, Sakura conseguiu avistar Kaito e o comparça sentados no chão da caverna.

???:_ Ele é jovem demais para entender. Está com medo. Eu disse que não devíamos ter feito isso.

Kaito:_ O que importa é que está funcionando. Tudo que temos de fazer é pegar o dinheiro amanhã de manhã. Acha que o Uchiha não vai pagar pelo seu “único filho”? Devíamos ter pedido o dobro – Kaito virou-se para Kizasa, cujo choro se transformava em gritos engasgados – Cale a boca! Juro que coloco uma mordaça.

Sakura podia enxergar o medo nos olhos do filho, e isso apenas a destroçava cada vez mais.

Pensou em buscar ajuda, mas não quis abandonar Kizaiha-kun com esses dois homens desesperados. Apenas em imaginar em deixá-lo a mercê da dupla seu medo se transformava.

Logo estaria escuro.

Quando escurecesse, ela o pegaria quanto os dois dormissem.

Esperou. O tempo mais angustiante que passou por toda a sua vida. A sua eternidade, ela tinha certeza que aconteceu nesse meio tempo.

Por fim, o bebê adormeceu cansado. Depois, foi a vez do sujeito de cabelo grisalho e por último Kaito. Cuidadosamente, Sakura saiu de seu esconderijo. Movendo-se em silêncio pela caverna, ela vigiava os dois homens, mas nenhum deles se mexeu ou alterou a respiração. Já estava perto de Kizaiha-kun, pensando em como o carregaria sem acordá-lo, quando um novo choro ecoou pela caverna. Ele havia acordado e reconheceu a mãe, chorou de saudade.

Olhou em pânico para o filho, levando os dedos aos lábios, procurando um lugar para se esconder. Nada. Não houve tempo de agarrá-lo e fugir dali. Ao se virar, viu Kaito entre ela e a entrada da caverna.

Kaito:_ Ei, chichiue. Parece que temos companhia.

 

Sasuke passou o dia inteiro vasculhando as redondezas, procurando por Kizaiha-kun. Voltou para casa no outro dia a tarde, exausto e derrotado.

Não foi para o quarto. Não queria incomodar Sakura, nem falar sobre o dia desanimador. Sentia-se totalmente impotente.

Jurou que quando Kizaiha-kun voltasse são e salvo para casa, as coisas seriam diferentes.

Sasuke adormeceu no sofá da sala. Tenten foi mandada para Hiroshima no dia anterior de volta para cuidar da casa, caso Kaito aparecesse por lá. E em frente a casa de Sakura, dois policiais estavam à paisana no outro lado da rua.

Perto do crepúsculo no poente ele acordou sobressaltado e olhou ao redor no aposento semi-escuro. Forçou-se a se levantar e subiu as escadarias. Queria ver se Sakura estava bem. Assim que entrou no quarto, notou que a cama não havia sido desfeita. Depois de uma busca pela casa e pela propriedade, não encontrou sinal dela e descobriu que seu carro havia desaparecido.

Tomado pelo pânico, correu até o portão.

Sasuke:_ A minha mulher, você a viu? – policial verificou o registro.

Policial:_ Ela saiu ontem no próprio carro. Acabo de começar o meu turno, mas acho que ela ainda não voltou.

Será que ela achara Kizaiha-kun? Mas se isso fosse verdade, por que ainda não retornou?

Alguém a impediu de voltar!

Por um instante, não conseguiu se mexer. O medo de perder os dois era devastador. Fez o que sempre fazia quando estava confuso ou tinha algum problema.

Olhou para os arvoredos que dominavam a rua. Os instintos que levaram seus ancestrais às batalhas tomaram conta dele.

 

Kizasa estava com a cabeça no colo dela. Assim que Kaito notou o efeito calmante que Sakura exercia sobre o garoto, ele os colocou juntos, e prendeu com correntes apenas a moça à uma âncora enferrujada pelo calcanhar.

Os dois seqüestradores ainda estavam discutindo enquanto ela fingia dormir.

???:_ Eu voto por levarmos os dois até a praia e os soltarmos. Não contar para ninguém onde estão seria equivalente a assassinato. Vão morrer de fome ou frio.

Kaito:_ É uma forma diferente da que eu tinha planejado para punir Sasuke. Mas também funciona. Talvez seja até melhor. Ele tem tanto dinheiro que nos dar um pouquinho não fará diferença. Mas isso vai atingi-lo de verdade. É apropriado.

O coração dela disparou. Nunca mais veria Sasuke. Nunca seria capaz de lhe dizer o quanto o amava, o quanto o menino significava para ela junto a ele, o quanto adorava a sua terra magnífica em Hiroshima. Mas o que mais lamentava era o destino de Kizaiha-kun. Precisava lhe dar uma chance de sobreviver...

Sakura:_ Vocês não vão fazer isso! – gritou.

Kaito:_ Fazer o quê? Matá-los? – riu baixinho – Mas você estragou tudo, Sra. Uchiha – cuspiu com desprezo o sobrenome – Não nos deixou outra escolha. Não insulte minha inteligência dizendo que, se os soltarmos, não nos identificará.

Sakura:_ É claro que eu os entregaria. Sem hesitar. Mas a criança é inocente. Nenhum tribunal aceitaria o depoimento de uma criança recém nascida como prova de identidade – claramente desafiou a inteligência dele – Ele vale mais se for devolvido vivo ao pai.

???:_ Ela tem razão, Kaito. Deixe-a aqui. Levaremos o menino e pegaremos o dinheiro – ela notou a preocupação no olhar do homem de meia-idade.

Kaito:_ Não! O dinheiro não é o suficiente. Ninguém percebe que ela foi apenas uma mãe desesperada que vendeu o próprio filho? Não é importante para Sasuke de verdade. Mas se o garoto nunca for encontrado, ele sofrerá para o resto da vida. Está decidido. É o que eu quero!

???2:_ Mas não é o que eu quero! – ecoou uma voz, vinda da boca da caverna.

Kaito virou-se e viu um Sasuke diferente do que Sakura conhecia, repleto de fúria. Sua imponência se sobressaia no porte da rifle Colt M4A1.

Kaito:_ Não se aproxime – gritou puxando a pistola – Matarei o garoto e a mulher antes que me pegue.

Sasuke:_ Acho que não, Kaito.

Kaito:_ Eu acho que sim – sorriu.

???:_ Não, Kaito! – implorou o comparça assustado – Isto já foi longe demais. Um pouco de dinheiro é uma coisa, mas isto é assassinato. Quer saber, vou dar no pé. Essa merda não é pra mim.

Correu na direção contrária da saída mais próxima, que agora Sasuke estava. Se enfiou nas engrimes passagens internas da caverna fugindo pelo lado oposto.

Sasuke não teve tempo de ver o rosto do outro homem. Ele estava em seu ponto cego, enquanto se escondia entre a desforme lacuna. Sasuke sabia que não poderia aparecer de repente, um tiro era certo. Apesar de estar de colete, a cara não se livra.

Kaito:_ Covarde! – blasfemou enfurecido – Não pense que vou deixar em branco, traidor!

Sasuke:_ Já basta, Kaito! – puxou o gatilho da rifle, o som ecoou pela caverna – Tenho meus companheiros do exército lá fora, seu cúmplice com certeza já deve estar preso agora. Se entregue de uma vez antes que as coisas fiquem feias para o seu lado.

Kaito:_ Você acha que sou igual esse bastardo?! – destravou a pistola, balançando-a enlouquecido – Cansei de receber migalhas, mano. Mamãe devia ter deixado a herança comigo! Droga! – ele não conseguia mais falar sem a sua insanidade, sua voz beirava ao pânico misturado ao medo, ele sentia sua pessoa se desmanchar. Fragmentado.

Sasuke:_ Eu deixei bem claras as coisas quando você mesmo assinou os documentos de posse, abandonando seu próprio filho por dinheiro! Não me venha se passar por vítima agora!

Kaito:_ Claro, eu sou a porra do pai desgarrado! – deu dois passos para trás alcançando a mulher que cobria a criança com seu próprio corpo, o protegendo do possível tiroteio – Vem aqui! – puxou os cabelos rosados bruscamente, o grito angustiado de Sakura agitou os instintos de Sasuke.

Sakura:_ Não! – gritou desesperada com o rumo que acontecia as coisas, o enlace quebrado que protegia Kizasa a transformou em migalhas. A criança sobressaltada começou a chorar.

Sasuke:_ Deixe ela fora disso, Kaito! – ajustou a mira, apoiando o joelho no chão.

Kaito:_ Apesar de tudo você ainda a ama! Essa puta faz milagres – precionou o cano frio contra a jugular dela – Você sabia que foi aqui que concebemos nosso filho?

Sasuke:_ Cale a boca! Você não tem direito algum de julgar! Estou avisando Kaito, solte a minha mulher e o MEU filho! Não terei piedade contra aqueles que ferem quem amo. Apesar de ser você!

Kaito:_ Veja a situação, Sasuke. Estou vendo que você não tem autoridade de argumento nenhum por aqui. Ou tem? – precionou a arma contra Sakura que gemeu, machucando-a de propósito.

Os olhos dele desviaram por poucos segundos. Apertou os dentes frustrado e soltou um resmungo resignado ao se levantar de sua posição. Travou a arma na frente dele e apoiou a rifle em suas costas com a ajuda da bandoleira tática. Ergueu as mãos na altura do peito.

Sasuke:_ Solte os dois, Kaito – começou a se aproximar vagarosamente – Vamos resolver isso de uma vez por todas.

Kaito:_ Muito tentador. De joelhos! – empurrou Sakura de volta para o catre.

Engolindo um grunhido, Sasuke se abaixou odiando ser subjugado. Com um sorriso de escárnio, Kaito se aproximou com um ar de imponência. Seu rosto gritando a vitória.

Kaito:_ Quem diria que algum dia Uchiha Sasuke se ajoelharia diante de meus pés, quando passei minha vida recolhendo suas migalhas.

Diante dos próximos segundos, tudo aconteceu muito rápido para os olhos comuns poderem acompanhar.

Em um momento Kaito levantou a pistola contra a cabeça de Sasuke. Sakura gritou e procurou tapar os próprios olhos e os ouvidos de Kizasa. E no mesmo instante um tiro estrondoso explodiu no ombro de Kaito atravessando seu peito. Seu corpo girou com a violência do impacto, caindo no chão. Tanto Sasuke como Kaito mostraram confusão do que estava acontecendo, apenas segundos depois Kaito teve consciência da dor.

Kaito:_ Kisama!

Em um último intento, Kaito puxou sua arma e atirou sem pensar duas vezes no catre onde a criança estava.

Sasuke:_ Sakura!

Seu grito de angústia fez seu irmão deitado soltar um sorriso doentil.

Sakura:_ Consegui... Kizaiha-kun está bem – gemeu baixo.

A mancha de sangue em suas costas profanava a cor natural de sua blusa. O vermelho vivo se destacava rapidamente. Poucos segundos antes a tropa entrou às pressas e testemunharam a covardia. O Uchiha pulou pra cima de Kaito, arrebatando a pistola do homem já fraco pelo tiro.

Enraizado pela fúria, apertou a pistola contra a traquéia dele. Sua força exagerado obrigou-o a levantar a cabeça pra cima, expondo seu pescoço.

Kaito:_ FAÇA!!! NÃO ERA ISSO O QUE SEMPRE QUIS?! – tossiu sentindo a dor do aperto, sua respiração estava um pouco falha naquele momento.

Sasuke:_ Eu juro... Eu sempre jurei que tentaria ama-lo com irmão, assim como é. Tentei asseita-lo como pessoa, como indivíduo. EU TENTEI DEIXAR AS COISAS OS MELHORES POSSÍVEIS PRA MIM PODER CONVIVER ASSEITANDO DE VEZ QUE VOCÊ NÃO PASSA MAIS DO QUE UM ESTRANHO PRA MIM! Nem mesmo assim depois desse tempo todo você vem e destrói tudo a sua volta. Eu te avisei que seus atos teriam consequências! – puxou o gatilho da pistola dessa vez apontando no meio de sua testa – Você atentou contra minha mulher e contra o meu filho.

Kaito sabia, ali seria seu fim. Aceitando esse fato, fechou seus olhos.

???:_ Já chega Sasuke – aquela voz amorosa despertou os sentidos dos dois.

Ao reabrir os olhos, outra mão cobria a de Sasuke. Que ironia, pensou Kaito.

Sasuke:_ Ni-san – balbuciou ao vê-lo a sua frente ao pé da cabeça do Usotsuki.

Itachi:_ Que jeito de se encontrar de novo – sorriu brincalhão – E você heim pirralho, sempre dando problemas aos seus irmãos mais velhos – deu um peteleco na testa de Kaito.

Kaito:_ Ouch!... Desgraçado você atirou em mim – observou ele guardar a Red9 no coldre de cintura.

Itachi:_ Foi pouco do que mereceu – desviou os olhos paro o outro que os observava – Sasuke, precisamos de uma ambulância. Sakura está muito ferida.

Acordando do transe, ele foi capaz de ouvir o choro da criança no fundo. Sasuke levantou as pressas para socorrer a esposa. No caminho já sacando o celular, ligando para a emergência, principalmente chamando por um transporte aéreo.

Sakura se encontrava pálida, quase perdendo os sentidos por falta de sangue no corpo e talvez, o que ele mais temia, por algum órgão perfurado. Ele não sabia o que fazer, se socorria a sua mulher estancando o sangramento que começava a coagular ou se pegava o bebê que chorava ao lado dela, assustado com os tiros.

Itachi:_ Deixe que cuido dele – atendendo às suas preces ele apareceu ao seu lado pegando Kizasa e o apoiando em seu ombro, dando leves palmadas nas costas dele até que se acalmasse.

Sasuke:_ Obrigado Ni-san.

Com uma faca feita de metal damasco, ele rasgou a blusa das costas dela tendo acesso ao ferimento. Olhando para o peito dela, ele percebeu que a bala não atravessou, ainda estava dentro dela. Deixando um mal dizer pra trás, arrancou a própria camisa e apertou o tecido contra a perfuração a bala. Sakura resmungou baixo, cansada pela pressão baixa.

Sasuke:_ Aguente mais um pouco. Vamos superar isso, amor – ele mesmo tentava se convencer.

 

O helicóptero abaixou voo, pousando em uma área aberta em cima do morro.

A perícia levou o corpo de Kaito, ele havia falecido por volta de vinte minutos depois do tiro, apesar dos soldados que estavam por lá tentarem mantê-lo vivo durante a espera. Assim como Sasuke sabia, a polícia pegou o cúmplice pelo lado de fora. Foi grande a surpresa quando o reconheceu.

Sasuke:_ Usotsuki Takano – sua voz soou com desprezo, vendo-o entrar na traseira do camburão.

Sasuke tomou o filho no colo e agradeceu novamente a Itachi.

Sasuke:_ Obrigado. Obrigado por cuidar do meu filho. Como chegou aqui?

Itachi:_ Em Hiroshima Tenten me deixou a parte. Deixei Izume com ela e vim o mais rápido que pude.

Sasuke:_ Você está bem?

Itachi:_ Chega até a ser engraçado você me perguntar se estou bem, quando você quase levou um tiro na cara – fez graça, mas no fim apertou dois dedos na sua testa – Da próxima vez se cuide melhor, maninho tolo.

Sasuke:_ Eu confio nos meus soldado – esfregou no recente toque – Quando vi uma sombra entre as vendas da caverna, pensei ter sido um dos meus. Nunca esperaria que fosse você.

Itachi:_ Isso foi um elogio?

Sasuke:_ Pode ter certeza.

Sorriu agradecido, se despedindo ao subir no helicóptero junto de sua esposa, rumo ao hospital mais próximo.

O Uchiha não poderia ficar mais agoniado do que esperar a cirurgia na sala da UTI. Não faz nem dez minutos que a levaram – obviamente seu coração junto. Para checarem no raio-X as fraturas provocadas. E mais meia hora passou quando um médico de cabelos longos e grisalhos amarrados em um coque mal feito, veio ao seu alcance. Sasuke não sabia dizer se pela cara dele era boa ou péssima notícia.

Dan:_ Tenho uma notícia boa e outra ruim, senhor Uchiha.

Ele não conseguiu dizer nada no momento, seu peito doía em apenas pensar em perdê-la. Apenas assentiu para que prossiga.

Dan:_ A senhora Uchiha será induzida ao coma devido a um sério dano nos órgãos internos. Sua perda seria de glóbulos vermelhos e brancos a deixaram incapacitada de se curar sozinha a longo prazo. Por isso estou aqui solicitando a sua autorização, como marido e responsável por ela nesse momento, para o coma induzido aqui nesse papel – ergueu a prancheta em mãos estendendo a caneta esferográfica.

Atordoado com a notícia, sentindo como se tivesse acabado de levar um soco seguido de um sacode violento. Mesmo sentindo o mundo girar a sua volta pegou a prancheta e rabiscou rapidamente sua rublica. 

Sasuke:_ Minha esposa vai ficar bem Doutor... – olhou o crachá de identificação – Katō?

Dan:_ Sendo bem otimista, na verdade ela pode acordar no mínimo dentro de um mês. No máximo quatro meses se tudo ocorrer tudo bem para todos.

Ele achou estranho essa frase que o doutor soltou do nada. E então lembrou de algo.

Sasuke:_ E... e qual é a boa notícia, doutor Katō.

Dan:_ Sakura está grávida.

Foi tudo o que o doutor pode dizer e ver em seguida um homem de farda que o superava em altura e porte, praticamente apagar na sua frente.

Dan:_ Se... senhor Uchiha? – encurvou o corpo, não acreditando que aquele “monstro” desmaiou do nada – Enfermeira – puxou um rádio de mão do jaleco – Temos um paciente no corredor 27, preciso que traga atendimento aqui – desligou, porém apertou de novo ao perceber um detalhe – Não esqueça de trazer dois homens, vamos precisar.

 

Passou um mês e dez dias. Sasuke contou cada hora até que ela acordasse e desse ele mesmo a notícia. Ao abrir pela primeira vez seus olhos de jade, ele não pode se conter de tanta felicidade ao saber que teria muito mais dias em que veria aquele brilho nos olhos dela. E quando ela soube da gravidez, ele também saberia que essa seria uma das poucas vezes em que veria aquele sorriso de realização materna.

Sakura:_ Como foi que nos encontrou? – perguntou acariciando o ventre, apesar de ainda estar reto tanto pelo tempo prematuro como também pelo fato de ter ficado no hospital por tanto tempo.

Sasuke:_ Seguimos o Murano pelo GPS, a agência de seguro tem controle para anti-furto – respondeu no automático, enquanto deslizava o polegar pelo dorso da mão dela – Vimos na estrada quando chegamos. E as cavernas fazem muito eco. Escutamos a discussão e seguimos o som.

Sakura:_ Só uma coisa.

Sasuke:_ Que foi? – tirou os olhos do que fazia, prestando atenção ao que ela queria.

Sakura:_ Sua mulher? – sorriu convencida, alfinetando.

Sasuke:_ Acho que preciso explicar isso, não é? – mordeu o canto da boca.

Sakura:_ Talvez seja melhor você explicar – fingiu que ouviria o argumento.

Sasuke:_ Quero que esqueça tudo que eu já lhe disse quando nos conhecemos.

Sakura:_ Tudo?

Sasuke:_ A muito tempo, eu me convencia que nunca mais me casaria de novo. Estava sendo sincero... na época. Mas não sabia como você se tornaria importante para mim, Sakura. E para o nosso filho. Você salvou a vida dele.

Sakura:_ Sou mãe. Teria feito de novo se precisasse. Valeu muito a pena – seus olhos umedeceram, vigiando constantemente Kizaiha-kun que dormia no carrinho ao lado do pai.

Sasuke:_ Eu sei – assegurou-a – Lembra-se quando me perguntou o que eu queria de você?

Ela assentiu.

Sasuke:_ Você, Sakura – passou o polegar debaixo dos cílios tão femininos, pegando uma lágrima que brilhava ali – Somente você. Eu a amo mais do que a vida em si.

Sakura:_ Oh, Sasuke, eu não sabia – cobriu-lhe as mãos com as suas, o mais delicioso alívio a percorrendo – Você nunca disse.

Sasuke:_ Que eu a amava? – a fitou curiosamente – ela assentiu entre lágrimas – Juro que pensei que tivesse dito.

Sakura:_ Não – meneou a cabeça – Eu me lembraria de uma coisa importante como esta.

Rindo, ele lhe deu um beijo rápido.

Sasuke:_ Imagino que sim – então franziu o cenho, pensativo – Não me recordo o exato momento no qual percebi que estava apaixonado. Mas sei, com certeza, que foi antes da noite que você tentou me seduzir. Me paixonar foi uma coisa inesperada, assim como nos conhecemos. Parece que fizemos tudo em ordem inversa. Tivemos um bebê, nos casamos e, por último, nos apaixonamos.

Sakura:_ Oh, Sasuke – sussurrou ela, chorosa.

Sasuke:_ Espere um minuto – disse ele e se levantou — Quase me esqueci de uma coisa.

Enfiou a mão no bolso e procurou o anel que tinha tirado do cofre do escritório antes de sair naquela manhã. Encontrando-o, foi então que ela ergueu os olhos e viu o anel na palma da mão dele.

Sasuke:_ Este era o anel de casamento de minha mãe. O que meu pai lhe deu, não o que ela usava quando estava casada com Usotsuki Takano. Este tem sido o anel de noivado dos Uchiha por mais de trezentos anos. Nossas esposas o usaram até estarem prontas para passá-lo adiante para um filho ou uma filha. Depois que mamãe faleceu, coloquei o anel no cofre, e foi lá que permaneceu até esta manhã. Embora pareça estranho, nunca pensei em dá-lo para minha primeira esposa. Talvez, inconscientemente, eu soubesse que pertencia a uma outra pessoa. Você – respirou fundo para firmar a voz, então continuou – O amor que meus pais compartilharam era forte, tão forte que às vezes eu sentia ciúme. Mais do que tudo, eu invejava o relacionamento deles. Especialmente depois que me tornei adulto. Este é o tipo de amor que sinto por você, Sakura. O tipo de relacionamento que quero que tenhamos. Este anel simboliza família para mim, o amor que um marido sente pela esposa.

Sakura:_ Sasuke-kan. É lindo – então ergueu os olhos lacrimejantes para ele.

Sasuke:_ Você o usará como um lembrete físico de meu amor por você? Eu ficaria honrado se você o usasse.

Sakura:_ Esposa? Sasuke, por favor, não me faça achar que isso é mais do que uma recompensa por Kizaiha-kun.

Sasuke:_ Perdoe-me. Estou fazendo tudo errado... Não quero perdê-la, amor. Quero que se case comigo... De novo.

De repente, ela percebeu que ele estava de joelhos – ao lado da sua cama de hospital, meio inusitado. E dizendo aquelas palavras maravilhosas!

Sasuke:_ Você não acredita em mim?

Sakura:_ Repita. Não acredito no que estou escutando.

Sasuke:_ Eu amo você, Sakura. Case comigo, por favor! Passei os últimos dias explicando para todo mundo, meus advogados, meus soldados no quartel, minha mãe que descanse em paz, por último foi Itachi meu irmão mais velho que você será minha esposa e participará ativamente da minha vida – ele respirou fundo, querendo fazer a coisa certa – Quando lhe fiz a proposta, ofereci-lhe um casamento de conveniência. Eu gostaria de propor novamente, mas desta vez quero tudo. Quero que sejamos marido e mulher, em cada sentido da palavra. Quero que sejamos uma família. Como minha esposa, dessa vez do jeito certo.

Sakura:_ Eu ficaria honrada em usar o anel de sua mãe – ele pegou-lhe a mão esquerda e colocou o anel no dedo delicado, enquanto a olhava amorosamente.

Nos olhos dela, ele viu a mesma profundidade de amor que vira nos olhos de sua mãe quando fitava o primeiro marido, a promessa de uma vida inteira juntos. Quando mergulhou nos olhos expressivos de Sakura, sentiu um distinto tremor no coração e em seguida, uma onda de calor que se espalhou vagarosamente pelo seu corpo, e soube que aquilo era um sinal da esposa e filho que tinha perdido, informando-o de que estavam contentes que ele encontrara a felicidade novamente. Naquele momento, soube que sua vida tinha completado um ciclo. O fim de um ciclo, o início de um outro, e um filho para carregar o nome de sua família.

Ele levou a mão de Sakura aos lábios e beijou-a, selando a promessa de seu amor.

Um marido. Um futuro que parecia um sonho. E a família?

Sasuke:_ E quanto a filhos? O que pensa? Sempre o amarei como se fosse meu, mas...

Sakura:_ Se posso arriscar ter você como meu marido... Posso correr qualquer risco. Eu quero muito mais filhos e filhas para fazerem companhia a Kizaiha-kun – acariciou novamente o ventre – E, dessa vez, serão criados em parceria com o pai... Deve ter sido doloroso, não é? A sua primeira esposa e filho.

Sasuke:_ Tem sido. Mas quando estou com você, quando estamos no meio de nossa batalha de vontades... a dor vai embora. Só consigo pensar em você, minha amada. Sinto-me completo de novo – sorriu grato.

Sakura:_ Eu gosto disso – sussurrou, nunca se arrependeria de dar acesso ao seu coração.

Sasuke:_ De ter poder sobre mim?

Sakura:_ Não. De poder ajudá-lo a superar sua antiga dor. Fico contente que possa sentir novamente.

Sasuke:_ Existem desvantagens em se aprender a sentir de novo. Não importa o quanto seja excitante estar com você e mostrar maneiras de encontrar prazer com um homem, não consigo evitar desejá-la ainda mais. Eu amo você.

Beijou-a profundamente, querendo mostrar-lhe, mais do que com palavras, a intensidade de seu amor. No momento que se afastou, apertou-lhe a mão com força.

Ouvindo o barulhinho de papel, o Uchiha se afastou um pouco e olhou para o criado mudo no outro lado da cama.

Sasuke:_ O que é isso?

Ela seguiu o olhar curiosa.

Sakura:_ Oh, meu Deus – exclamou e puxou o papel velho – Esqueci de lhe contar – removeu o envelope e ergueu-o para que ele visse – Eu achei! O pedaço de papel que meu pai enviou para minha mãe. Estava dentro do baú, durante todo esse tempo.

Ele pegou o papel da mão dela para examiná-lo.

Sasuke:_ Isso é de seu pai? – perguntou, olhando o remetente.

Sakura:_ Não, é de um soldado que serviu com ele. Na verdade, é do marido da moça que me ligou falando sobre o papel

Sasuke:_ E? – ergueu os olhos para ela.

Sakura:_ E o quê? – o fitou em confusão.

Sasuke:_ É valioso?

Tirando-lhe o envelope da mão, ela o guardou de volta, porém dentro de sua bolsa pequena que estava ao lado em cima do criado mudo, e meneou a cabeça.

Sakura:_ Não como você pensaria – sorrindo, envolveu os braços no pescoço de Sasuke que continuava ajoelhado no chão, sorte a dele que a cama era comum pensava ela – Mas para mim vale milhões.

 

***

 

Sasuke:_ General Uchiha falando – pegou o telefone no escritório de casa, com uma expressão séria no rosto – Se apresente ao posto às quatro da tarde. Tenho uma missão a você Cabo Uzumaki.


Notas Finais


*Costa de Zushi: https://images.app.goo.gl/BivohEG2JujUHFB17

Rifle Colt M4A1 é a arma q está na capa principal da Fic.

Finalmente a primeira temporada teve fim.
Será que alguém adivinha quem será que vai vir na próxima geração Uchiha?

Daqui a quinze dias sem falta postarei o primeiro cap da segunda temporada. E segura a cadeira, é cap especial com Minato-sama na época de guerra.

Até a próxima...


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