História Reminisce - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Tags Amor, Naruto, Romance, Sasusaku
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Palavras 3.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Hentai, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá leitores e leitoras
Espero que gostem do capitulo e me perdoem pela demora. Boa leitura.

*atualização: pequena mudança no nome do capítulo

Capítulo 4 - We're not broken just bent And we can learn to love again


Não estamos quebrados, só tortos e podemos aprender a amar novamente

Just give me a reason - Pink

 


Morno.


              Essa era a palavra perfeita para definir o casamento do jovem casal Uchiha. Depois do último desentendimento após a volta de Sasuke, os dois pareciam vulcões prestes a explodir.

Após o pedido de desculpas no estacionamento Uchiha-Med, Sasuke pensou que conseguiria acalmar a situação em que se encontravam, esperava um reconciliação, não fácil, de mão beijada, mas ainda sim esperava. Por isso naquele mesmo dia quando voltou para casa, desfez as malas e arrumou seus pertences no closet, acompanhou com seus olhos negros de falcão cada movimento da esposa.

Sakura sentia o olhar pesado e demorado sobre o seu corpo, que o marido fazia questão de deixar explícito, enquanto ela espalhava seu hidratante Chanel Chance sobre a pele e por mais que os olhares libertinos alimentasse sua vaidade como mulher, e até mesmo fizesse seu íntimo queimar só por perceber aqueles olhos negros carregados de desejo voltados para si, ela não retribuía.
Seu corpo sentia falta do corpo do marido, ah...como sentia saudade das mãos grandes e ágeis a tocando como se fosse um instrumento musical, toques sutis nos lugares certos, pegadas mais bruscas em outros, uma combinação perfeita que Sasuke sabia de cor e salteado para lhe proporcionar prazer, mas a mágoa era muito maior que o desejo e a carência que sentia e por isso, somente por isso, ela não se entregava às investidas sutis do marido.
 

Há um mês, todas as noites eram assim, jantavam, às vezes juntos, mas sempre em silêncio, cada um revisava sua papelada do trabalho e era nesse momento em que raramente se falavam, depois disso Sakura tomava um longo banho perfumado na jacuzzi enquanto ele usava o chuveiro e sempre terminava sua higiene antes dela e vestia sua calça de moletom, e folheava um livro qualquer esperando ela passar só de toalha para o closet e da cama, por cima do óculos de leitura, scaneva ela deslizar as mãos delicadas pelo corpo de curvas sinuosas.

A Uchiha que também não era nada fácil, deixava a porta aberta de propósito e fazia movimentos leves e lentos, falando com o corpo “quero me toque assim” só para provocar o pobre homem que sentia de imediato a ereção nesses momentos. Ela sempre teve o costume de dormir com lingerie de renda, camisola e robe de seda, um costume que o moreno sempre reverenciou, mas agora que nesse momento era seu martírio.

Por fim, ela saia do closet com seu robe de seda sobre a maldita camisola da noite e perguntava se podia apagar as luzes, ele acenava que sim e ela deitava ao lado dele, virada para o outro lado. O abajur do Uchiha era desligado logo em seguida e a respiração pesada dele era o único som audível no quarto.

Nas primeiras noites ele bem que tentou alguma aproximação, sempre de maneira delicada. Uma aproximação do corpo, uma mão roçando na pele exposta da coxa, um expirar mais profundo perto do pescoço, mas viu que nada daquilo surgia efeito então decidiu parar.

Sempre que brigavam, a cama era o lugar onde levantavam a bandeira branca, onde a conta deles batia e o clima de reconciliação superava os desentendimentos, mas agora tudo estava diferente.

Por mais que ele a desejasse com tudo que um homem apaixonado tinha a oferecer a mulher que detinha seu coração nas mãos, a indiferença que ela demonstrava machucava seus sentimentos, sua masculinidade, doía demais ser tratado como um simples colega de quarto por isso desistiu.

Do fundo do seu âmago ele preferia que ela gritasse, batesse, xingasse, ele só desejava que ela demonstrasse um pingo de sentimento, mesmo que negativo. Era mais fácil lidar com uma Sakura que por trás da máscara da raiva tinha um semblante que pedia por carinho, que uma Sakura indiferente, aí não, aí era um sinal que ele odiava admitir, mas que no fundo sabia que significava era um retirar de campo.

Ela estava cansada.

Mas ele também estava!

E como no ditado de quando um não quer dois não brigam, caíram em uma rotina desamorosa e insípida.
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Se a cama era o lugar onde a guerra fria do casal atingia temperaturas altas até o gelo se tornar líquido, a Uchiha-Med se tornou lugar de trégua. Lá, o ambiente profissional os obrigava a manter as aparências diante de todos. Mas ninguém ali era tolo, todos percebiam o casal chegando em carros separados, almoçando separados e sempre que possível se esquivando do outro.
Pelos corredores os funcionários mais fofoqueiros comentavam e especulavam sobre o casamento dos dois estar por um fio, outros, torciam pela reconciliação, muitos ali os admiravam, diziam que a história de amor dos dois parecia um dorama e por isso queriam um final feliz.

Fugaku era um dos que torciam por isso. Quando a gravidez de Sakura veio a tona ele foi contra casamento. O namoro do filho com a gaijin, filha do embaixador do Brasil e diferente do que muitos pensaram na época, a nacionalidade de Sakura não era o motivo para ele ser contra o relacionamento. O motivo da objeção era o sentimento do filho, ele estava perdidamente apaixonado pela menina de cabelo cor de rosa e Fugaku notou isso no dia em que Sasuke a apresentou formalmente como sua namorada. Não era a primeira namorada do garoto, ele sabia que o filho era muito popular entre as meninas e que tinha lá um interesse ou outro por algumas, mas não era nada além de atração soube do breve namoro com a Uzumaki, mas nunca viu Sasuke olhar para ela, da maneira que olhava para a Haruno, era o mesmo jeito bobo que diziam que ele olhava para Mikoto quando eram jovens, mas a grande diferença é que ele e Mikoto começaram o relacionamento no fim da faculdade e não passaram os pés pelas mãos, Sasuke e Sakura só tinham 16 anos quando tudo começou, jovens demais para lidar com sentimentos e hormônios ao mesmo tempo.

Assim como o filho, ele era um homem de poucas palavras, então sempre que dizia “foque nos estudos agora” “você terá a vida inteira para fazer outras coisas” “tudo tem o momento certo” queria o filho entendesse o significado por trás daquelas frases, mas os olhos apaixonados de Sasuke não viam nada além de Sakura a sua frente e os ouvidos pareciam só escutar as palavras igualmente apaixonadas que saiam da boca dela, então ele nunca deu ouvido as frases de duplo sentido do pai e como Fugaku imaginou, o amor cego e desorientado dos dois resultou na gravidez de Daisuke.

Flashback

- Eu vou matar esse garoto! - Fugaku dizia impaciente, emoção demonstrada através dos passos largos e sem rumo que dava pelo escritório.

- Se matá-lo o bebê vai crescer sem pai - disse Itachi que logo se arrependeu depois de receber o olhar “eu vou matar você também se não calar a boca” - Eu não fiz filho em ninguém - se defendeu.

- Você não está ajudando Itachi - Falou Mikoto que tentava se recuperar do choque da notícia que seria avó -  Sakura já marcou a cirurgia? - perguntou se referindo ao aborto.

- Ela quer ter o bebê.

- O que? - perguntaram os outros três em uníssono.

- A Sakura disse que quer ter o bebê e eu vou ficar do lado dela.

- O que você e aquela menina acham que sabem sobre criar um filho? - foi rápido, tão rápido o movimento de Fugaku que quando Mikoto e Itachi perceberam ele já sacudia o Uchiha mais novo pela blusa, o garoto sentia o aperto do tecido em seu pescoço que com certeza ficaria marcado, mas a expressão do rosto continuava irredutível, o que só fazia o ódio do pai aumentar.

- Tou-san solta ele - pediu Itachi mas foi ignorado - se matar ele e for preso nossa família vai cair em desgraça de uma vez, tou-san pelo amor de D-

- Solte o meu filho agora! - falou Mikoto com o tom superior, o único capaz de desarmar qualquer pessoa naquela casa - Você vai se controlar e agir como um adulto racional, então solte logo o meu filho! - Fugaku afrouxou o aperto na roupa e aos poucos Sasuke voltou a respirar com mais facilidade - A família dela já sabe? - Sasuke respondeu com um aceno negativo - Eu vou conversar com ela, mas não podemos obrigá-la a fazer nada, caso ela insista, Sasuke realmente vai ter que assumir o filho dele. Você sabe o que fazer! - falou antes de sair do cômodo.

- A partir de agora você é um funcionário da Uchiha-Med, afinal, se já está transando já pode trabalhar. Você começa amanhã depois da escola. Sua mãe não está aqui para te defender então sugiro que suma da minha frente.

- Sabe que o Sasuke vai fazer o que a menina quiser, ele é louco por ela, e ela é do tipo que acredita em contos de fadas. - disse Itachi depois que Sasuke saiu batendo a porta com força.

- Eu sei… espero que sua mãe faça ela mudar de ideia.
Flashback off

Quando descobriu que o filho se tornaria pai, Fugaku viu tudo o que planejou para filho desmoronar como um castelo de areia, mal sabendo ele que a paternidade faria que seu filho se tornasse um grande homem. Sasuke e Sakura amaram Daisuke desde o momento que souberam da existência dele e o filho provaram para todos que o que sentiam pelo outro era verdadeiro. Doía nele ver o casamento dos dois ser destruído por eles mesmos.

- Você e Sakura vão ao evento do Minato e Kushina esse final de semana?

- Por mim ficaria em casa, mas a Sakura vai, então...

- Não é bom que cheguem separados - Sasuke não respondeu, olhou para o pai com o semblante surpreso - todo mundo já percebeu que vocês não vêm juntos e não se falam a não ser que seja sobre trabalho.

- Não posso obrigar a Sakura a falar comigo, ou entrar no meu carro.

- Você precisa resolver essa situação filho - por mais que não gostasse de resolver assuntos pessoais na empresa, Fugaku se via na obrigação de pai de tocar no assunto aquele momento, raramente se envolvia nos assuntos pessoais dos filhos, mas naquele caso toda a família estava sendo afetada -  Vocês dois estão infelizes, a Sakura se veste de preto desde… você sumiu por seis meses e até hoje ninguém sabe o motivo. Eu sei que perdemos o Daisuke, mas… o que aconteceu com vocês?

- Nós dois mudamos. Tudo mudou - respondeu com o olhar vago, Sasuke desde pequeno tinha essa mania de fugir o olhar quando algo o incomodava e o pai conhecia bem essa característica.

- Tem razão, você por exemplo era mais corajoso quando tinha 16 anos. Você não precisa obrigar sua esposa a fazer nada para resolver essa situação, apenas agir como um homem é o suficiente. Porque voltou se não tem coragem de fazer nada pra mudar o que está acontecendo?

O Uchiha mais novo levantou da cadeira onde estava sentado em frente ao pai que o investigava com os olhos, parou perto da janela que dava vista panorâmica do centro da metrópole e ficou em silêncio alguns minutos antes de responder.

- Minha intenção era levar Sakura comigo para Nova York, mas ela não queria ir então fui sozinho. Eu voltei pra isso, voltei pra tentar fazer ela mudar de idéia e ir comigo para os Estados Unidos - falou com o olhar fixo no trânsito e nos pontos que eram as pessoas andando na rua.

- Ela passou a infância e parte da adolescência pulando de país em país por causa do trabalho do pai, ela adotou o Japão como país isso todo mundo sabe, e por isso não quer ir. Acertei?

- Eu não cheguei a falar com ela sobre o assunto. - virou de frente para o pai e finalmente olhou diretamente para os olhos tão negros quanto os seus - Não tenho certeza se eu e Sakura conseguimos continuar nesse casamento.
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A morte de Daisuke fez com que a vida de todos mudasse radicalmente, mas aos poucos a vida foi voltando ao “normal” para todos. Para a família Uchiha a perda prematura do menino seria uma cicatriz impossível de ser fechada, porém até mesmo eles precisavam seguir em frente, e cada um fez isso a sua maneira. Sakura não se sentia pronta para deixar o luto pelo filho, por que se para o restante a ferida estivesse cicatrizando para ela ainda estava aberta e jorrava sangue. Sabia que a situação de Sasuke não era muito diferente da sua e por isso ele mergulhava no trabalho, para tentar suportar a dor de não ter mais o menino.

Foi muito difícil para as amigas convencê-la a ir almoçar com elas naquele dia. Os encontros delas nas quintas era como o chá da tarde para os britânicos, mas a muito tempo não se encontravam e por respeito a Sakura, e naquele dia por mais que o tempo fosse corrido e tivessem apenas uma hora, tentariam de alguma forma levantar o ânimo da amiga uma tarefa que não era fácil. Conheciam muito bem a mulher de cabelo rosa e sabiam que a Sakura delas, a Sakura amiga, era muito mais que uma mulher de sorrisos contidos e frases curtas, aquela era a Sakura filha de diplomatas.

Quando Hinata chegou, Sakura já estava lá, pontual como sempre.

- Sakura-chan - cumprimentou a Hyuga abraçando a amiga - acho que existe algo entre nós - brincou sobre a barriga de 7 meses que carregava o pequeno Boruto.

- Como vocês estão? - perguntou acariciando a barriga e ganhando chutinhos do menino que respondia ao carinho.

- Famintos! O filho do Naruto me transformou em uma glutona - respondeu bem humorada - E você?

- Estou bem - respondeu com um sorriso leve

- Eu soube da volta do Sasuke… como vocês estão? - Hinata geralmente não era tão direta, mas a intimidade e a preocupação a fizeram tomar esse caminho.

- Não estamos bem…

- Porque?

- O Sasuke já voltou me magoando. Ele me pediu desculpas mas, eu não me sinto pronta para perdoá-lo.

- Já conversou com ele sobre isso?

- Não, não estamos nos falando.

- Porque não?

- Você não entenderia Hina - disse rindo sem humor - o Sasuke não como o Naruto.

- O Naruto não é perfeito, eu sabia disso quando aceitei me casar com ele. Você também sabia que o Sasuke não era.

- Tínhamos 16 anos quando nos casamos, naquela época a maioria das pessoas disseram que era um erro. Acho que estavam certos, e olha não tente comparar os defeitos do Naruto com o do Sasuke, eles são pessoas completamente diferentes.

- Eu sei disso, mas por baixo daquela máscara de indiferença o Sasuke também tem um coração machucado. Eu vi seu sofrimento quando tudo aconteceu, mas também vi o Sasuke fazendo tudo que estava ao alcance dele, mesmo sofrendo ele cuidou de você e se ele foi embora daquele jeito e porque não tinha mais forças. Não desista do seu casamento sem ao menos tentar, vocês prometeram ficar juntos na alegria e na tristeza, essa é a parte triste.

- Eu vou pensar sobre isso - respondeu enquanto discretamente enxugava as lágrimas contidas no canto dos olhos e encerrando o assunto.

- Acho que o Boruto está com fome.
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Era impossível não pensar nas palavras de Hinata. Durante toda a tarde sua cabeça funcionou como uma balança pesando os prós e os contras. Quando as informações no cérebro começaram a pesar demais, colocou no papel o que estava pensando, como ensinava aos funcionários que gerenciava em seu setor antes de negociar qualquer venda com um cliente.

Sabia que ainda amava o marido, mas não sabia se ele ainda sentia o mesmo.

Sabia que ambos estavam sofrendo e que o fim do casamento parecia o melhor para os dois, mas será que era isso o que queriam?

Sabia que só teria as respostas quando tivesse uma conversa franca com ele.

Quando saiu da empresa ele ainda estava em reunião a portas trancadas com o pai, reunião que durou o dia inteiro praticamente, pelo o que soube pela secretária de Fugaku eles não saíram nem para almoçar.

Antes de ir para casa passou em um lugar e quando chegou a cobertura o Uchiha já estava lá, mas precisamente no banheiro da suíte usando a jacuzzi.

Abriu lentamente a porta de correr que dava acesso ao banheiro mas não entrou, ficou parada na entrada o observando.

O cabelo maior que o de costume molhado e jogado para trás, os braços esticados na borda da banheira acentuando os bíceps malhados, os olhos fechados, o rosto concentrado demonstrando que a mente estava longe. Estava prestes a hesitar e tentar abordá-lo em outro horário, mas então, ele que desde o início havia percebido a presença dela resolveu falar.

- Por quanto tempo vamos continuar com isso? - Perguntou ainda de olhos fechados, expressando calma por fora, mas só por fora mesmo.

- Me diz você - respondeu depois de caminhar até ele e sentar na beirada da banheira.

- O que você quer de mim Sakura? - já essa pergunta foi feita de olhos abertos, prendendo o olhar nas esmeraldas dos olhos dela.

- O que eu quero de você …- riu sem humor enquanto brincava com a água - o que uma esposa espera de um marido? Companheirismo, apoio, lealdade… tudo o que você tem me negado desde que foi para Nova York. Você voltou, e agiu como se nada tivesse acontecido. Nosso filho morreu Sasuke, e você me deixou aqui sozinha. Você me abandonou e foi viver fora do país como se nada tivesse acontecido.

- Eu quis te levar comigo e você não quis ir.

- Acha mesmo que eu conseguiria sair daqui e viver em outro lugar fingindo que estava tudo bem? Eu não sou fria como você.
É isso que pensa de mim? - riu sem humor - Que eu fui embora porque eu sou frio? O nosso filho morreu, você estava definhando dentro daquele quarto e eu estava morrendo também porque não sabia mais o que fazer pra te tirar dali, depois de tantos anos juntos pensei que você conhecesse melhor. Tudo o que eu fiz foi pra tentar salvar o que restava da nossa vida.

Sakura não sabia o que dizer, ainda estava chateada e ainda não concordava com a atitude dele, mas pelo menos agora ele tinha explicado seus motivos. Se despiu completamente e entrou na banheira sendo observada minuciosamente pelo marido que não entendia o que ela estava fazendo.

- Como foi sua estadia e Nova York? - perguntou sentando do lado oposto ao dele na banheira.

- Eu fui infeliz todos os dias - respondeu sincero e viu os olhos dela se arregalarem - De manhã, quando eu acordava eu era feliz até abrir os meus olhos e lembrar que você não estava dormindo do meu lado e que Daisuke não ia entrar no quarto correndo e se jogar na nossa cama - Sakura encarava ele estática, não era essa a resposta que esperava, e em momento nenhum ela pensou que era assim que ele se sentia - Eu não voltei para brigar com você, eu realmente queria que nós dois retomássemos nossa vida, mas quando eu te vi de novo… algo mudou entre nós Sakura - finalmente ele estava sendo sincero mas ela não conseguia ficar feliz com aquilo, sentia um frio na barriga, proveniente do medo que sentia pelo rumo que as palavras dele tomava.

- Você ainda me ama? - tinha medo da resposta que iria receber, mas precisava saber.

- Amo - respondeu de imediato - e você?
    Devagarinho, ela se aproximou, parou na frente dele ajoelhada entre as pernas dele e aos poucos colocou as mãos no peito, subiu pelo pescoço em um carinho lento que fez Sasuke fechar os olhos e acelerar a respiração, as mãos dela continuaram subindo até o rosto e as pernas foram se ajeitando até abraçarem a cintura dele. Os braços de Sasuke também envolveram a cintura dela e ele a puxou colando o corpo dela ao seu, o corpo da única que amou na vida. Ela grudou a testa à dele.

- Você é meu único amor Sasuke - confessou com os olhos marejados, deixando as lágrimas escaparem em um choro silencioso.

- Não chora! - pediu carinhoso e passou o polegar no rosto enxugando as lágrimas, deu um beijinho na ponta do nariz, outro na testa e vários outros pelo rosto até chegar aos lábios.

Primeiro uma série de selinhos até aprofundar o beijo invadindo gentilmente a boca dela com a língua. Por mais que ambos estivessem nus e seus corpos já dessem sinais da necessidade por sexo, naquele momento tudo o que faziam era aproveitar a presença um do outro, através de carinhos, carinhos que sentiram falta de dar e receber.

Os beijos eram calmos e intensos, e as línguas dançavam juntas no ritmo que já conheciam, parando apenas quando respirar se tornava necessário.

- Promete que nunca mais vai me deixar sozinha?

- Eu prometo.

 


Notas Finais


Gente, cada capitulo que eu escrevo corta meu coração, é serio!
Queria muito que o Sasuke cumprisse a promessa dele, mas...

E gostaria muito de ter um dia fixo para postar, mas minha vida tá uma loucura e não consigo fazer isso. Sem falar que por se tratar de um assunto muito delicado, eu preciso reescrever varias vezes um capitulo até conseguir um resultado proveitoso. Espero que me perdoem por isso!

Até a próxima!


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