História Reminiscence - Capítulo 23


Escrita por: e YoungAlasca

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Anjo Caído, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 178
Palavras 4.108
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Fluffy, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, anjinhos, que saudade de vocêssssss! Reminiscence voltou com cara nova! A fic foi completamente revisada (embora alguns errinhos sempre acabem escapando), a sinopse foi levemente alterada e tanto as capas dos capítulos quanto a capa da fanfic mudaram! O que acharam?
Bom, não vou me enrolar muito aqui, então a gente se vê nas notas finais, beleza? Para o capítulo de hoje, a música é "Bahari - :(", link nas notas finais!

Boa leitura <3

Capítulo 23 - Love is (not) enough for us


Fanfic / Fanfiction Reminiscence - Capítulo 23 - Love is (not) enough for us

“Você sabe o que dizem,

Às vezes o amor não é tão bonito.

Pode te quebrar se você deixar.”

 

— Quando vamos viajar de novo? — Jimin questiona, olhando de soslaio para Jungkook, que o acompanhava na caminhada pelas ruas de Seoul.

— Não tão cedo, Jimin. — o garoto sorri divertido. — Primeiro eu precisaria fazer um novo plano de viagem. — acrescenta após uma expressão pensativa. — E claro, antes disso, preciso devolver o dinheiro que Namjoon me emprestou para que nós dois pudéssemos viajar.

Jimin suspira. Desde sua punição, havia passado a se importar com cada segundo porque não gostava de ficar longe de Jungkook por muito tempo. O anjo percebeu que, durante as semanas a qual a viagem durou, ele tinha a atenção de Jungkook em si quase que o tempo todo. Porém, de volta para Seoul, o humano precisava ir trabalhar e os dois não poderiam ficar o tempo inteiro juntos.

Todavia, esse não era o único ponto que angustiava o pequeno anjo. A cada piscar de olhos, Jimin sabia que estava um pouco mais perto de sua decisão final. Não havia dúvidas sobre sua escolha, Jimin desejava permanecer ao lado de Jungkook, mas agora, inundado de sentimentos humanos, sempre que pensava sobre isso suas mãos suavam, seu coração disparava e ele sentia que mal podia respirar.

— Para onde estamos indo? — Jimin questiona, direcionando seus pensamentos de volta para o humano ao seu lado.

— Vamos em uma boate. — ao ouvir a resposta, Jimin vira o rosto para encarar Jungkook. — Hoje você vai ir na sua primeira balada. — continua, sorrindo animado.

— Pensei que você não gostasse de festas. — Jimin franze as sobrancelhas, mas sorria divertido.

— Não gosto, mas gosto de estar com você. — o garoto rebate, fazendo Jimin soltar uma risada.

— E gosta de dançar também. — acrescenta e Jungkook acena positivamente com a cabeça. — Então hoje será uma grande noite? — Jimin questiona, timidamente aproximando sua mão da do humano. Quando Jungkook sente o roçar dos dígitos, entrelaça seus dedos nos de Jimin.

— Eu prometo que sim.

Jimin sorri largo, admirando o local enquanto esperava Jungkook lhe alcançar. Por fora, a boate tinha uma estrutura muito bonita e chamativa, mas nada se comparava com o interior dela. O anjo admirava as luzes coloridas — e a forma como elas se fundiam com as pessoas que dançavam na pista — com fascínio. Jimin sentia como se a música alta que ecoava pelo lugar penetrasse por sua pele e sacudisse até sua alma, mas isso não lhe incomodava, pelo contrário, o fez ficar ainda mais animado.

— Caramba, eu nunca vou conseguir agradecer o Namjoon devidamente. — de repente, a voz de Jungkook se faz presente. Jimin olha para o lado, observando o humano ajeitando algo dentro de sua carteira antes de guardá-la no bolso da calça. — Não conseguiríamos ter feito nada sem ele, que conseguiu até documentos falsos pra você.

— Não acho isso uma atitude correta. — Jimin fica sério, como se repreendesse o outro. Apesar de toda a humanidade que lhe percorria as veias, o anjo ainda mantinha alguns traços como o de não concordar com mentiras.

— Eu sei, mas foi um mal necessário para que um bem ocorresse. — retruca e Jimin revira os olhos, fazendo Jungkook soltar um riso nasalado. — Ok, vamos até o bar. Eu só consigo me soltar depois de beber algo. — continua, segurando na mão do anjo e o guiando até o local.

Jungkook apoia o braço livre sobre o balcão enquanto aguardava alguém lhe atender.

— Um shot de vodka, por favor. — o garoto pede assim que um bartender se aproxima e depois se volta para Jimin. — Vai querer tomar um suco ou vai deixar pra depois? — questiona o anjo, que observava distraidamente um outro bartender fazendo acrobacias.

— Hm, quero o mesmo que você. — o anjo responde após um tempo, só voltando seus olhos para Jungkook quando o malabarismo do bartender havia acabado.

— O mesmo que eu? — Jungkook solta uma risada, fazendo Jimin erguer as sobrancelhas, confuso. — Desculpa, é que álcool e anjos não combinam. — acrescenta num murmúrio, sorrindo sem jeito. Quando o shot de Jungkook é entregue, Jimin observa a bebida com atenção, analisando o copo antes de deixar o humano beber.

— Não entendo o que há de errado com esse líquido. — argumenta ingênuo. Afinal, Jimin realmente não sabia muito sobre o álcool, já que Jungkook não havia mencionado nada sobre até o momento. — Tecnicamente não sou mais um anjo. Portanto, não vejo problema algum em tomar a mesma bebida que você.

— Também não vejo problemas, só não abuse. — Jungkook sorriu de lado, observando o anjo pegar o seu shot. — E ah, beba tudo de uma vez. — acrescentou, soltando uma risada pela expressão confusa de Jimin.

— Mas assim eu nem vou poder sentir o gosto. — seus lábios se transformam num bico.

— Ok, primeiro ensinamento sobre bebidas alcoólicas: — Jungkook ergue o indicador, dando ênfase no numeral — você não bebe para sentir o gosto, mas pelo efeito que elas causam em você.

Jimin encara Jungkook em silêncio, com as sobrancelhas franzidas e depois dá de ombros.

— Vocês humanos são tão estranhos. — comenta num murmúrio antes de fazer conforme Jungkook havia lhe aconselhado e tomando o shot em um único gole.

Jungkook gargalhou. A careta que Jimin fez logo após tomar o líquido pareceu hilária aos olhos do humano, que sentia até mesmo algumas lágrimas se formando nos cantos dos seus olhos, de tanto que ria.

— C-céus, isso é horrível. — Jimin disse quase num choramingo, engolindo sua saliva diversas vezes, esperando que o gosto sumisse do seu paladar. — Por que me deixou tomar isso, Jungkook?

— Me perdoe. — o garoto puxou o anjo pelos ombros, fazendo com que este ficasse mais perto de si. Jungkook não havia bebido muito, mas era tão fraco para o álcool que já se sentia mais desinibido. — Você disse que queria experimentar tudo, não é? — questionou enquanto alisava os braços do mais baixo, que concordou com um aceno de cabeça. — Então, deixei que tomasse porque sei que não fará mal a você.

— Tudo bem, eu acredito. — Jimin suspirou, sua atenção se desviando rapidamente para a pista de dança. — Que tal irmos dançar? — propôs, seus olhos brilhando em expectativa.

— Você pode ir primeiro, vou beber só mais um pouco. — respondeu enquanto empurrava seu copo em direção ao bartender, pedindo que o enchesse uma segunda vez.

— Certo, mas não demore. — o anjo disse em meio a um sorriso animado, logo se afastando em passos largos e indo até a pista de dança.

Jungkook gargalhava enquanto fitava Jimin dançando na pista junto com as outras pessoas.

— Eu acho que não devia ter te deixado beber. — comenta após Jimin perceber que era observado e se aproximar, todo risonho, do seu protegido.

Os dois já estavam há um bom tempo revesando entre o bar e a pista de dança. Após o gosto forte da vodka passar, Jimin acabou decidindo experimentar outros drinks, e acabou gostando e acompanhando Jungkook toda vez que este resolvia se embebedar um pouco mais.

— Cala a boca. Não ia deixar você se divertir sozinho. — Jimin rebate em meio as risadas enquanto tentava sentar no banco que ficava ao lado do de Jungkook, que ergue as sobrancelhas, surpreso pela forma de agir do outro e ainda não acostumado com tal feito. — Isso é uma maravilha. — continua ao que roubava o copo de Jungkook, bebendo o restante do líquido alcoólico.

— Olha só, eu mal te reconheço. — Jungkook disse em um falso tom repreendedor, mas o anjo somente sorriu.

— Então acho que está na hora de encerrar a noite. — deu de ombros, se aproximando de Jungkook e deitando a cabeça sobre o ombro do maior. — Vamos embora?

— É melhor, vou chamar um táxi. — concordou. Jungkook sabia que não poderia ultrapassar os seus limites e nem os do anjo. Por hoje, já haviam bebido e se divertindo o suficiente.

Jungkook teve dificuldade para enxergar os botões certos na tela do celular, tanto pelo local que tinha pouca iluminação quanto pelo fato da bebida já ter alterado os seus sentidos parcialmente. Para ajudar, ele ainda acabou tendo uma crise de risada. Jimin até pensou em ajudar o humano, mas estava rindo tanto quanto ele.

Os dois estavam rindo tanto que tiveram que pedir ajuda para o bartender, que gentilmente — e com rapidez — ligou para o táxi e deu as informações necessárias. Logo os dois estavam a caminho da saída da boate, se apoiando um no outro enquanto não conseguiam controlar as risadas.

A crise se findou um pouco antes do táxi chegar. Os dois já estavam bem mais calmos enquanto se ajeitavam no banco de trás, principalmente Jungkook, que deu o endereço de sua casa para o motorista.

— Hoje foi incrível. — Jimin murmurou, se aconchegando no humano, que esticou um de seus braços sobre os ombros do anjo, num abraço meio desajeitado. — Obrigado por isso, Jungkook.

Jungkook sorriu, aproveitando da posição para acariciar os cabelos sedosos do mais baixo, depois, descendo o carinho até as costas do anjo. Engoliu em seco ao sentir uma grande elevação na altura das omoplatas de Jimin, sabendo que eram suas novas asas já bem crescidas, que hora ou outra apareciam sem o consentimento do mesmo, como se somente para lembrar Jungkook que o dia da decisão do anjo estava chegando.

O tempo havia corrido tão rapidamente que Jungkook tinha se esquecido desse detalhe, mas Jimin se adaptara tão facilmente no mundo dos humanos que convenceu até mesmo o seu protegido, o fazendo acreditar que ele sempre fora um humano e não um anjo que estava enfrentando uma punição.

Jungkook sentiu um aperto em sua coxa e fitou a mesma, vendo a mão de Jimin pousada ali.

— Está tudo bem? — o anjo questionou assim que finalmente conseguiu atrair a atenção de Jungkook. — Nós chegamos. — avisou.

— Está sim, eu só estava pensando. — sorriu fraco, dando um breve selo na bochecha de Jimin antes de pegar algumas notas na carteira para pagar pela viagem.

— Quer me contar sobre o que estava pensando? — o anjo voltou a questionar assim que ambos já estavam fora do carro, caminhando pela pequena estradinha do jardim até a porta da casa de Jungkook.

— Suas asas. — respondeu num murmúrio enquanto encaixava a chave na porta, focando sua atenção ali. — Elas estão crescendo rápido.

— Jungkook... — Jimin suspirou enquanto observava o humano se afastando para que ele pudesse entrar primeiro. — É algo que eu não posso controlar. — continuou após adentrar na casa, ouvindo o outro fechando e trancando a porta atrás de si. — Mas eu já sei o que eu quero. — disse convicto.

— Ainda há tempo, você pode acabar mudando de ideia. — brincou, sorrindo fraco, mas Jimin permaneceu sério enquanto pegava a mão que o outro lhe estendia.

— Nem que eles me punissem mil vezes, eu não mudaria de ideia. — disse num tom grave, fazendo Jungkook engolir em seco diante de tamanha determinação do anjo.

— Certo, vamos pro quarto. Eu preciso de um banho. — mudou de assunto, puxando o anjo consigo em direção ao cômodo. Jimin suspirou outra vez, se deixando levar, mas assim que chegaram no quarto, ele se colocou em frente ao humano e o encarou intensamente nos olhos.

— Jungkook, nós fizemos um trato. — ele relembrou. — Você prometeu que não ia tentar me fazer mudar de ideia e nem rebater a minha decisão.

— Eu sei. — Jungkook suspirou e desviou o olhar, sentindo um aperto no peito. — Não estou fazendo nada disso, só... Desculpe, não sei o que estou falando. — ele ergue os ombros, voltando a olhar para Jimin, que percebeu que o humano estava sendo sincero. Talvez só estava assim por causa do efeito do álcool.

— Está bem. Só vamos viver um dia de cada vez, certo? — o anjo sorriu gentilmente e se aproximou, abraçando o pescoço de Jungkook, que correspondeu o sorriso e logo abraçou a cintura do outro, se inclinando para iniciar um beijo.

O beijo inicialmente era gentil, como se fosse uma forma de Jungkook pedir desculpas pelo tópico da conversa recente, mas logo os sentimentos de ambos se tornaram mais intensos durante o ósculo. Talvez, outra ação movida pelo efeito do álcool, mas eles não tinham certeza.

Jimin não soube como começou, mas quando percebeu, suas mãos já estavam explorando a pele de Jungkook por baixo da camisa, fazendo o mais alto gemer em meio ao beijo alvoroçado. O anjo não entendia o que esses gemidos significavam até sentir o humano descendo os lábios pelo seu pescoço, distribuindo alguns beijos alternados com fracas mordidas. De repente, era dos lábios de Jimin que o som lascivo escapava.

— Jungkook, o que está acontecendo? — Jimin questiona ofegante enquanto observava Jungkook se afastar e tirar a própria blusa, a jogando em um canto qualquer e depois dando o mesmo destino para a que Jimin usava. Quando o mais alto puxa o anjo em sua direção, o contato da pele com pele, ardente em desejo de ambos, faz Jimin perder o fôlego. — O que nós vamos fazer? — o anjo pergunta num sussurro, tão confuso com aqueles sentimentos novos e tão prazerosos que o garoto estava lhe proporcionando.

— Amor. Nós vamos fazer amor, Jimin. — Jungkook responde baixo, porém havia tanta intensidade em sua voz e olhar que Jimin sente suas pernas ficarem bambas.

O anjo não sabia o que responder, estava eufórico, então somente se deixou guiar por Jungkook até a cama. Rapidamente ambos se sentiam por completo, sem nenhum tecido ou objeto separando suas peles. Jimin confiava em Jungkook, portanto não se importou com a dor que sentiu quando o outro se uniu a si, somente o abraçou com força, fincando os dedos nas costas do maior.

Jimin não entendia muito bem o que acontecia, mas seu corpo era inundado com sensações tão prazerosas que ele mal conseguia formular uma pergunta ao humano, que continuava se movimentando sobre si e lhe beijando, embora o fôlego faltasse aos dois em alguns momentos.

— Jungkook, você não havia me falado sobre essa parte do amor. — Jimin murmura enquanto ajeitava-se ao lado do outro, afastando alguns cabelos de sua testa suada. — O que mais eu preciso saber?

— Que essa é a maneira mais pura e íntima para se amar alguém. — Jungkook responde enquanto tentava normalizar sua respiração. — A forma física do amor. — continuou, se virando para poder encarar o anjo.

Jimin sorriu largo enquanto se aconchegava em Jungkook, seus braços voltando a enlaçar o corpo do maior.

Não demorou para que ambos estivessem se perdendo no corpo um do outro novamente. Entre suspiros e carícias, Jimin sorria enquanto praticava outra vez o recém ato aprendido, amando Jungkook da forma mais intensa e genuína que podia, assim como o humano havia lhe amado há pouco tempo atrás.

— Bom dia. — Jimin sussurra enquanto observava Jungkook abrindo os olhos. Num primeiro momento o humano permanece num estado de confusão, até soltar um murmúrio dolorido.

— Droga, minha cabeça vai explodir. — reclama enquanto se sentava. Jimin o acompanha. — O que aconteceu? — ele questiona confuso, seus olhos se arregalando ao notar que estava nu, assim como o anjo ao seu lado. — JIMIN?! — ele exclamou, boquiaberto enquanto encarava o outro em busca de respostas.

— Jungkook, nós fizemos amor. Você não lembra? — Jimin explicou simplista, inicialmente sorrindo, mas sua expressão foi se transformado em uma magoada aos poucos ao notar o semblante do humano. — Parece que não. — respondeu a sua própria pergunta.

— Alguns flashes, mas... — Jungkook perde a voz, não conseguindo acreditar no que havia acontecido.

— Qual é o problema dessa vez, Jungkook? — Jimin agora parecia irritado enquanto se levantava da cama. — Pelo que você se sente temeroso agora? — indagou com um tom afiado enquanto juntava suas roupas espalhadas pelo quarto. Jungkook engole em seco, tentando não encarar nada além do rosto do anjo.

— Só acho que não deveria ter acontecido. — explica, mas ao ver a expressão zangada de Jimin, logo se conserta. — Não agora. — diz rapidamente, começando a gesticular em demasiado por causa do nervosismo. — Você ainda é um anjo, Jimin! Um ser puro. — tenta se explicar e o outro rola os olhos. — É estranho. Esse tipo de relação.

— Jungkook, você não precisa se sentir assim. — Jimin suspira, tentando se acalmar. — Eu poderia ter te negado, mas eu quis isso e pra mim, foi uma ação em nome do amor que sinto. — continua enquanto entra no banheiro, largando num cesto as roupas que usara na noite anterior, para lavar em outro momento. — Isso não vai me corromper mais do que já estou corrompido. — volta a falar quando entra no quarto novamente.

Jungkook, que ainda permanecia sentado da mesma forma desde o começo, suspira.

— Mas mesmo assim, devia ter sido diferente, Jimin... — o humano contrapõe. — Nós estávamos bêbados, não queria que tivesse sido assim.

— Mas foi assim que aconteceu, Jungkook. Ou você aceita isso ou continua aí se remoendo por nada. — Jimin diz com determinação, dando as costas para o humano e indo tomar um banho.

Jungkook morde o lábio inferior, não sabendo ainda o que achava disso tudo. Quando ouve o chuveiro sendo ligado, ele decide se levantar e vestir uma cueca boxer antes de abrir a porta do banheiro e escorar-se no batente.

— O que fizemos parece mais errado do que certo. — Jungkook diz com calma, filtrando cada palavra antes de proferi-la, percebendo a movimentação de Jimin diminuir atrás do box fume. — Eu tenho medo de te perder.

— Vai ficar mais fácil quando você entender que não tem como perder algo que não possui. — Jimin, após desligar o chuveiro, sussurra e Jungkook arregala os olhos. — Você não possui a mim ou ao meu corpo, Jungkook, mas possui o meu amor. Ele sim, é todo seu, independentemente do que acontecer você não vai perdê-lo. Então faça o favor de parar de se preocupar com o quanto meu corpo é imaculado ou não. Estou passando por uma punição, nada disso importa agora.

O anjo permanecia com o semblante sério ao abrir o box e depois, enquanto enrolava a toalha no seu corpo. Ele somente voltou a fitar o humano quando foi obrigado a isso, já que Jungkook estava trancando a passagem do banheiro para o quarto.

— Desculpa, mesmo. — diz baixinho, erguendo a mão para acariciar a bochecha de Jimin. — Sabendo o que fizemos e diante dessa situação tão difíci-

— Que situação, Jungkook? — Jimin corta a fala de Jungkook, impaciente enquanto erguia uma sobrancelha, afastando a mão do outro do seu rosto.

— Isso tudo... — o humano ergue as palmas das mãos para cima, enfatizando sua fala e também explicando que ele se referia à situação geral. — Sua punição, nossos sentimentos, Timotheo ainda vivo em mim...

— Eu pensei que já havíamos conversado sobre isso. — o anjo diz entredentes enquanto se esgueira pela fresta que Jungkook deixou, o empurrando no processo para que lhe deixasse passar. Jimin não tinha certeza do porquê se sentia tão irritado, talvez parte fosse pela mágoa por Jungkook não lembrar da noite anterior, talvez pela exaustão de sempre voltarem para o mesmo assunto quando Jimin pensava que tudo já estava resolvido. — E a propósito — o anjo para em frente ao guarda roupa, abrindo as portas com mais força do que o necessário e se inclinando para dentro — seu bisavô não está vivo em você. — continua enquanto suas mãos procuravam enfurecidamente um colar, que havia escondido no bolso de alguma das calças que Jungkook havia lhe comprado durante a viagem.

— O QUE? — Jungkook exclama, pasmado pela notícia de supetão.

— Isso que você ouviu. — Jimin rebate e o humano engole em seco. Diferente de outras vezes, era a primeira em que Jungkook via o anjo irritado ao invés de magoado. — A parte da alma dele que estava entrelaçada com a sua não existe mais. Isso é outro fato que prova que, desde o começo, tudo o que sinto tem sido por sua única e exclusiva culpa. Tudo, Jungkook. — já mais calmo, o anjo fecha as portas do roupeiro, em seguida, estende a mão em que segura o colar que Timotheo havia deixado para o bisneto, finalmente cumprindo a missão que este lhe havia dado. — Inclusive o amor. Sempre foi por você.

— Por que não me disse antes? — Jungkook, ainda atônito, segura o colar e admira o pingente, não entendendo ao certo o que significava.

— Não era a hora. — Jimin dá de ombros.

— E o que exatamente é esse colar?

Jimin encara o objeto nas mãos do humano, decidindo como poderia explicar tudo para ele sem haver equívocos. Foi então que teve uma ideia.

— Sente na cama, por favor. — pediu. Jungkook o encarou confuso, mas fez o que foi pedido, deixando o colar pousado em seu colo. Jimin sentia que alguns de seus poderes estavam voltando a medida que suas asas cresciam, então, talvez conseguisse fazer com que Jungkook tivesse acesso às suas memórias. — Não faça movimentos bruscos, são apenas visões. — explica antes de erguer uma das mãos do humano e a unir na sua testa, ligando ambos os corpos e não dando tempo para que Jungkook fizesse qualquer questionamento.

Rapidamente, Jungkook estava tendo acesso à todas as lembranças de Jimin, recuperadas com o diário.

Foi inevitável para o humano não chorar. Poder ver seu bisavô tão vivo e tão real outra vez fazia uma dor perturbadora — de tão forte — se espalhar pelo seu peito. Mas Jungkook não chorava só pelas lembranças de Timotheo, mas também porque agora, depois de tanto tempo, conseguiu finalmente entender toda a angústia que Jimin carregava nas costas, mesmo que inconscientemente no início.

Seu choro se tornou compulsivo quando viu Timotheo já envelhecido — naquele quarto de hospital que Jungkook conhecia muito bem — e mais ainda por saber que essa lembrança era do seu último dia ainda vivo, onde ele estava sozinho enquanto o bisneto se divertia numa festa qualquer. Ele estendeu o braço livre, querendo abraçar o homem, mas a única coisa que sentiu foi Jimin entrelaçando os dedos aos seus e apertando forte, dando apoio. Não era o que Jungkook queria, mas era o que ele precisava.

Ele se surpreendeu quando o bisavô contou sobre o pequeno acidente que Jungkook sofrera ainda quando era pequeno, circunstância a qual fez com que o jovem usasse o pedaço da alma de Timotheo, sua aflição se exaurindo um pouco, mas as lágrimas não. Elas se tornavam cada vez mais abundantes enquanto via seu bisavô tão preocupado consigo, amando e zelando por si até seus últimos suspiros.

Assim que Jimin afastou a mão de Jungkook da sua testa, este imediatamente pegou o colar do seu colo e o levou até o peito, o apertando contra sua pele como se quisesse que o objeto se fundisse com seu corpo.

— Vocês realmente se amavam. — Jungkook murmura entre soluços, enquanto tentava parar de chorar. Jimin franze as sobrancelhas enquanto sentava ao lado do protegido, não entendendo se ele havia apenas feito um comentário inocente ou se havia algo a mais. — É compreensível que você tenha cedido, sabe? Timotheo causava isso nas pessoas, ele foi o humano mais angelical que eu já conheci. — sorri fraco.

— Para mim, você também, Jungkook. — Jimin sussurra, alisando o braço do humano carinhosamente, dando suporte enquanto este se estabilizava.

— Não, não sou. — Jungkook solta um riso irônico enquanto balançava a cabeça negativamente. Já não chorava mais. — Timotheo nunca te magoou como eu te magoei, nunca te rejeitou como te rejeitei, nunca te... Tocou da forma que te toquei. — ele se ergue, afastando-se de Jimin enquanto alguns flashes da noite passada se tornavam mais nítidos. — Eu não devia ter feito nada disso, mas principalmente sobre ontem... — ele suspira, deixando a frase no ar e esperando que o anjo lhe compreendesse como sempre ocorria. — Eu não mereço que você desista da sua existência celestial.

Jimin se ergue repentinamente. Seu semblante tão irritadiço quanto estava antes.

— Eu não consigo te entender mais, Jungkook! — ele exclama e Jungkook arregala os olhos, intimidado pela postura de Jimin. — Há poucos meses estávamos viajando, felizes e você quase disse que me amava. Não conseguiu, mas demonstrou da sua forma. E é isso que importa para mim, mas e para você? — ele se aproxima, afundando o indicador contra o peito do humano. — O meu amor não é suficiente? O suficiente para você confiar em mim e nas minhas escolhas? — por mais bravo que estivesse, uma pontada de mágoa transparece em sua voz. — Eu não sou mais tão ingênuo, você sabe que só não me tornei um humano definitivamente ainda porque preciso esperar minha asas crescerem por completo, do contrário, eu já estaria expulso do céu para sempre. Do que mais você precisa para parar de me magoar desse jeito?

Apesar de Jimin ter feito uma pergunta, Jungkook permaneceu em silêncio, afinal, estava sem palavras. Não sabia como responder o anjo, que após o silêncio ensurdecedor, somente piscou algumas vezes — impedindo que qualquer lágrima fluísse dos seus olhos — e saiu do quarto pisando forte, deixando um Jungkook perplexo para trás.


Notas Finais


música => https://youtu.be/JbpELXgyQzE
PLAYLIST: http://abre.ai/reminiscencesongs

Então, o que aconteceu para que Reminiscence ficasse parada por tanto tempo? Não sei ao certo quando começou, mas eu fiquei saturada. Desde que eu descobri que gostava de escrever, eu nunca mais "parei", sabe? Em muitos momentos eu não estava escrevendo, mas estava pensando no plot e desenvolvimento de alguma fic, anotando ideias, olhando filmes e lendo livros para me inspirar e coisas assim. Chegou em um ponto que eu simplesmente cansei, o amor que eu sentia pela escrita se perdeu e eu precisava reencontrá-lo, porque eu não queria continuar escrevendo porque me sentia obrigada a isso. Como eu disse, não sei exatamente quando tudo começou, mas lembro perfeitamente que algo foi desencadeado em mim quando eu vi o desempenho do último capítulo. Um capítulo com mais de 7k de palavras, numa fic que tinha alcançado mais de mil favoritos, mas somente 8 pessoas se dispuseram a comentar. Foi aí que percebi que eu estava ligada demais aos números, então TALVEZ foi aí onde tudo começou. Não vou mentir e dizer que comentários e favoritos não são mais importantes agora e que eu não ligo pra eles, porque comentários servem como estímulo e também é uma forma de apoio, os favoritos ajudam na visibilidade, então ambos são importantes e devem ser considerados SIM, mas o que eu quero dizer é que o meu erro foi deixar isso me subir à cabeça, fazendo com que números importassem mais do que simplesmente escrever por gostar de escrever. Aí tudo se embolou, depois desandou e o resto da história vocês já sabem... Sumi, mas voltei. E voltei com força total. Todos os capítulos estão devidamente prontos, vão ser postados nas próximas semanas (um por semana), e finalmente vocês vão ver no que tudo isso vai dar. Obrigada a quem ainda está aqui, aos que favoritaram mesmo vendo que a fic não vinha sendo atualizada há tempos, àqueles que continuaram panfletando Reminiscence por aí e enfim, obrigada. Nos vemos em breve.



CONTINUEM DIVULGANDO E PANFLETANDO REMINISCENCE POR AÍ, GALERAAAA

Mil perdões pelos possíveis erros, até logo <3


Se alguém quiser socializar: https://twitter.com/aspandicorn


XOXO


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