História Reminiscence - Capítulo 26


Escrita por: e YoungAlasca

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Anjo Caído, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin
Visualizações 60
Palavras 2.484
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Fantasia, Fluffy, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Preparados para mais um capítulo? Link da música, como sempre, nas notas finais!

Boa leitura <3

Capítulo 26 - Maybe I don't want heaven


Fanfic / Fanfiction Reminiscence - Capítulo 26 - Maybe I don't want heaven

 “As coisas que dão medo

são as que, realmente, valem a pena.”

 

— Chichim! — Aiko, a filha mais velha de Namjoon, gritou animada ao abrir a porta, realmente feliz ao ver Jimin. — Você veio brincar? — ela questiona sorridente. Em um piscar de olhos, logo os dois irmão da menina aparecem ao seu lado.

— Vamos brincar de esconde-esconde! — o irmão caçula, Akihiko, sugere e o filho do meio, Aimi, concorda veemente com a cabeça.

— Isso! Assim o papai não acha a gente e podemos faltar a aula! — Aimi acrescenta, batendo palmas enquanto dava pulinhos animados.

— Eu por acaso ouvi alguém dizendo que vai faltar aula? — de repente, Jin surge, seus olhos se cerram ao encarar os filhos. — Desculpe, Jimin. Pode entrar, Namjoon está no escritório dele. — o homem continua, sorrindo para o anjo e o mantendo ao encarar novamente o trio de irmãos. — Vocês podem brincar com o Jimin outra hora, agora precisam ir para a escola. — acrescenta enquanto ajeitava as mochilas nas costas de cada um.

As crianças murmuram um sonoro e prolongado “a”, depois se aproximam do anjo, se despedindo de Jimin com diversos abraços e beijos na bochecha antes de seguirem Seokjin para fora de casa, já que hoje era o dia dele de levar os filhos para o colégio.

Jimin fica recostado no batente da porta, acenando para os irmãos até o carro sumir do seu campo de visão, então se vira e fecha a porta, seguindo até o escritório com um sorriso bobo nos lábios. Namjoon era o humano mais bem-aventurado que o anjo conhecia.

— Namjoon? — chama, anunciando a sua presença para o amigo, que estava concentrado fazendo algumas anotações. Namjoon ergue o olhar e sorri ao ver Jimin.

— Olá, amigo. — ele cumprimenta, retirando os óculos que usava e o deixando sobre a mesa. Seus olhos se cerram por míseros segundos ao notar que Jimin parecia inquieto.

— Estou te atrapalhando? — o anjo coça a nuca, um pouco receoso enquanto observava o outro se levantar e se aproximar de si.

— Nem um pouco, precisa conversar? — ele apoia uma mão sobre o ombro de Jimin, comprovando que o mesmo estava tenso.

Namjoon sorri compreensivo quando Jimin acena positivamente com a cabeça e então o guia até a sala, pedindo que este esperasse ali enquanto ele preparava algo para tomarem.

— O dia está cada vez mais próximo, Namjoon. — Jimin suspira, em seguida tomando um gole do chá que o amigo oferecera a si quando voltou da cozinha. — Minhas asas... — ele engole seco. — Estão crescendo rápido, como se aumentassem de tamanho a cada vez que pisco os olhos.

— É compreensível. — Namjoon murmura, sentando na poltrona que ficava em frente ao sofá onde Jimin estava acomodado. O humano sorri de lado enquanto observava o anjo batendo o calcanhar contra o chão num ritmo nervoso. — Os anjos se curam rapidamente de qualquer ferimento.

— É eu sei, mas... — outro suspiro.

— Você queria mais tempo? — Namjoon ergue uma sobrancelha e Jimin finalmente o encara.

— Eu preciso de mais tempo. — o anjo passa as mãos pelos cabelos, angustiado.

— Mas você já não tomou uma decisão?

— Sim, desde o princípio. — Jimin afirma com veemência. — Mas eu tenho estado confuso. Digo, a medida que minhas asas crescem, meus poderes voltam, mas eu ainda sinto Jungkook, isso não parece correto. Se estou voltando a ser o que era antes, então... — ele deixa o questionamento no ar.

— Jimin, punições são relativas no mundo celestial e extremamente complexas. — Namjoon diz simplesmente, dando de ombros. — Você ainda sente Jungkook, mas talvez possa não sentir amanhã. — ele pausa a fala, tomando um gole do chá enquanto observava Jimin segurar a sua xícara com mais força do que o necessário. — Assim como também possa ocorrer de você conseguir sentir ele até suas asas crescerem por completo, que é justamente quando você se torna livre da punição e, consequentemente, volta oficialmente para a posição de anjo.

— Assim como tenho que esperar para minhas asas crescerem completamente e então poder cair, também precisaria esperar que elas crescessem por completo para me tornar definitivamente um anjo pelo resto da eternidade. — Jimin murmura, enquanto Namjoon concorda com um leve aceno de cabeça. O olhar do anjo parecia vazio e distante. — Namjoon, e se eu não cair, mas continuar como um anjo da guarda, o que aconteceria se eu me envolvesse novamente com outro humano? Será que eles me puniriam outra vez? Ou talvez me matariam? Nem sei se eles podem fazer isso.

— Não tem como sabermos, Jimin. — o tom de voz de Namjoon era delicado, como se ele pedisse desculpas por não ter as respostas que Jimin precisava dessa vez. — Há muitos mistérios no céu, coisas que vão além do que podemos compreender.

— Eu sei. — o anjo engole em seco, optando por deixar sua xícara na mesinha de centro da sala, já que por mais forte que a segurasse, sua mão continuava tremendo e ele temia quebrar o objeto. — E caso eu caia e me torne um humano, eu terei um anjo da guarda? E Jungkook? Digo, Taehyung se tornou o anjo da guarda do bisavô de Jungkook quando eu fui punido, então...

— Jimin, — Namjoon suspira, imitando o gesto do anjo e também se desfazendo da sua xícara — você não terá um anjo da guarda, nem Jungkook ganhará um novo, assim como o bisavô dele não ganhou também. — explica após apoiar seus cotovelos em suas pernas, e encaixando seu queixo sobre suas mãos unidas, permanecendo inclinado na direção do outro.

Jimin se retrai enquanto encarava seu próprio colo, o peso da verdade e da apreensão que surgira no momento o fizeram entrar em pânico, sentir-se sufocado.

— Mas isso não significa que algum dos seus companheiros não possam dar uma mãozinha de vez em quando. — Namjoon continua, tentando amenizar o impacto da resposta anterior. — Tanto para você quanto para Jungkook. Principalmente quando chegar a hora de vocês partirem daqui. Ainda sim, haverá um anjo para guiá-los. — continua, sorrindo com os lábios fechados para o anjo quando este volta a lhe fitar.

— Então, foi isso que Taehyung fez? — Jimin estava tão abalado que sua voz saia num sussurro.

— Sim, Taehyung decidiu cuidar do bisavô de Jungkook paralelamente enquanto cuidava do seu real protegido, entende? — mesmo que a questão fosse retórica, Jimin concorda positivamente. — Os anjos não são onipresentes, ele podem cuidar de mais de um humano, mas assumindo o risco de que qualquer problema que venha a ocorrer em decorrência da falta do cuidado em tempo integral, será totalmente por sua responsabilidade. E enfrentar as consequências disso depois, claro.

— E como tem sido para você e Jin? — Jimin questiona curioso. — Sem proteção o tempo todo.

— Bom, — o humano sorri enquanto voltava a sentar normalmente na poltrona, cruzando as pernas em seguida — estou vivo. E ele também. E claro, com muita saúde. Acho que é isso que importa. — ainda sorrindo, Namjoon dá de ombros.

— E sobre a parte mau do mundo... Por qual tipo de situações você já passou?

— Nada que me fizesse ficar arrependido pela minha escolha, Jimin. Se é isso que realmente quer saber.

— Certo... E os poderes? Não resta nenhum? — de repente, aquele sorriso misterioso tão característico de Namjoon retorna, fazendo Jimin se lembrar de algo que há muito tempo teorizava sobre.

— Isso você vai descobrir se resolver cair. — responde enquanto se levantava, pegando as xícaras para levá-las até a cozinha. — Ou se voltar para o céu. — acrescenta, lançando um olhar por cima do ombro para o anjo, que também se levantava para segui-lo.

“Acho que fico com a primeira opção, há muito tempo que já não quero mais voltar para o céu”, Jimin pensa consigo mesmo enquanto seguia Namjoon, fitando as costas do mais alto.

— Nesse caso, se você já fez a sua escolha, então não há motivos para continuar temeroso, Jimin. — quando o anjo ouve o outro respondendo seu pensamento, Jimin segura com força no ombro de Namjoon, o fazendo parar de andar e virar para si.

— Namjoon... — Jimin estava boquiaberto, fitando cuidadosamente a face do humano, que permanecia com uma sobrancelha erguida e aquele mesmo sorriso indecifrável de sempre. — Por que você não me disse a verdade? — questiona quando percebe que sua teoria não era tão absurda assim. Namjoon tinha permanecido com um, ou talvez até mais, dos seus antigos poderes.

— Porque algumas verdades são relativas, Jimin. — Namjoon dá de ombros. — Em questões como essa, precisamos descobrir a resposta sozinhos. — continua, antes de se virar e continuar seu caminho até a cozinha, deixando um Jimin reflexivo e imóvel para trás.

As asas de Jimin já haviam crescido mais da metade do tamanho original, o suficiente para que ele conseguisse alçar pequenos voos. Mas para alcançar o topo do prédio em que estava sentado no momento, o anjo teve que pedir ajuda a um velho amigo.

— Você disse que queria conversar comigo. Então? — Taehyung, que havia levado Jimin até o topo e agora estava admirando a paisagem ao seu lado, questiona.

— É que eu estava pensando... — Jimin começa a falar enquanto batucava seus dedos na sua própria coxa, distraidamente. — Jungkook nunca teve realmente um anjo da guarda antes de mim. Por quê? 

— Porque o destino dele era morrer. — a resposta tão direta de Taehyung faz Jimin perder o fôlego. — São nos primeiros segundos do parto de um humano que somos designados para cuidar deles, que nos conectamos a eles, e como Jungkook teve complicações desde o início, nenhum anjo se sentiu ligado a ele.

— Porque todos já sabiam o que ia acontecer. — Jimin acrescenta em um sussurro atônito, percebendo Taehyung concordando com um fraco aceno de cabeça. — Mas e depois do que você e Timotheo fizeram, ainda sim nenhum anjo se habilitou a cuidar dele? — questiona, sentindo uma pequena fúria crescer dentro de si quando Taehyung nega, imaginando quantos outros casos como o de Jungkook haviam acontecido e como isso era irresponsável.

— Até mesmo o céu tem suas falhas, Jimin. — Taehyung murmura, voltando seus olhos para cima, fitando as nuvens e as suas formas variadas. — Por mais que todos tentem fingir que não.

Jimin concorda com um movimento de cabeça, só nesse momento notando que nada do que conhecia era perfeito como ele imaginava. O anjo solta um riso nasalado ao perceber o quão ingênuo era.

— Taehyung, ainda há outra coisa que quero falar sobre com você. É sobre Yoongi. — o anjo não olhava para o amigo, mas percebe de soslaio o seu semblante ficar surpreso, mas Taehyung rapidamente disfarça. — Você sabe, não sabe?

— Sim. — a resposta sai tão baixa que era quase inaudível.

Taehyung sabia do que havia acontecido e inicialmente ficou chocado, afinal, nenhum humano havia se apaixonado por si antes. Por alguns dias, quando as orações de Yoongi chegavam até si, ele sentiu-se tentado a ir conversar com o humano, porém, somente quando a voz do outro não se fez mais presente é que Taehyung finalmente apareceu ao humano.

“— Me perdoe por não poder ajudá-lo devidamente, — o anjo apoia a mão sobre o ombro do humano — isso é algo que você vai precisar aprender a lidar sozinho, Yoongi.

— É, eu sei, Taehyung. — suspira, mas em seguida sorri, apreciando o toque do anjo e a forma como ele acalmava seu coração. — Depois de você vivenciar tudo que ocorreu com Jimin, não o culpo por nada. — continua, sincero ao que virava o rosto para fitar o outro.

— Você tem um bom coração, — Taehyung também sorri — vai encontrar alguém que valorizará isso.

— Acho que o meu destino não se encaixa mais nisso. — Yoongi solta um riso fraco.

— Você está errado. — o anjo franze a testa, fazendo com que suas sobrancelhas quase se unissem. — Todos podem mudar os seus destinos, até mesmos nós, os anjos. E nem mesmo o Mestre, nosso criador, pode impedir isso. — Taehyung ergue a mão livre, apoiando sobre o outro ombro de Yoongi, de modo que o humano lhe desse completa atenção. — Depende exclusivamente de você. — diz pausadamente quase num sussurro, como se quisesse que as palavras se fixassem na mente do outro.

— E se eu não conseguir? — de repente, o olhar de Yoongi se torna lamentoso e Taehyung nota algumas lágrimas se formando.

— Você vai, Conrad estará contigo para te sustentar quando o peso parecer maior do que você pode suportar. — o anjo leva uma mão até o rosto de Yoongi, limpando a primeira lágrima que escorreu dos olhos dele, em seguida, o abraça. — E eu também, Yoongi.”

— Eu conversei com ele, Yoongi é uma boa pessoa. — Taehyung continua após relembrar a conversa que teve com o humano. — E então, quanto tempo você acha que ainda tem? — muda o assunto, sentindo uma pequena inquietação surgir com a possibilidade que Yoongi se tornasse uma pauta de conversa.

— Talvez algumas semanas, ou dias. — Taehyung agradece mentalmente pelo amigo deixar o outro assunto de lado enquanto o observa dar de ombros. Depois que o relacionamento com Jungkook se estabilizou, o tempo pareceu passar ainda mais rápido, deixando Jimin perdido no ciclo repetitivo dos dias. — Acho que estou com medo.

— De se tornar um humano? — Taehyung questiona, erguendo as sobrancelhas.

— Sim. — suspira, virando o rosto para encarar o amigo. — Namjoon me contou que é só eu cair e então...

— Cair? — o anjo estreita os olhos, estranhando a explicação.

— É, cair de alguma ponte, prédio, ou mergulhar em um rio ou no mar. — Jimin explica, vendo a expressão de Taehyung ir de confusão até uma de total compreensão em segundos. — Só é preciso estar determinado sobre o que fazer e você faz.

— E depois? Quando você volta...? — Taehyung não consegue finalizar a frase, estava boquiaberto pela recente descoberta.

— Sim, humano. — Jimin sorri e Taehyung também, embora timidamente.

— Vai poder sentir a areia nos pés. — o anjo comenta, encarando os seus próprios pés, que balançavam no ar, enquanto pensava em como gostava da sensação dos grãos de areia contra sua pele.

— Ou o gosto da água do mar. — Jimin acrescenta, sorrindo de uma forma sonhadora.

— O gosto das comidas parece mais interessante. — Taehyung rebate, rindo e Jimin o acompanha. — Mas e os poderes? Suas asas?

— Sem nada, — por mais que odiasse mentiras, se lembrava do que havia conversado com Namjoon e concordava com que o que ele havia dito — provavelmente. — acrescenta, tentando se sentir menos culpado por mentir ao amigo. — Mas em compensação vou poder sentir o Jungkook. Isso é o suficiente, o resto não me fará falta. — ele comenta com um sorriso nostálgico, se lembrando de como o humano havia lhe mostrado que muitas sensações provindas dos seus poderes, como a felicidade por voar, poderiam ser substituídas por emoções semelhantes e, na grande maioria dos casos, até melhores.

— Nem mesmo a beleza vista daqui de cima? — Taehyung desvia o olhar de Jimin, virando seu rosto para frente, de modo que pudesse fitar a cidade.

Jimin sorri, acompanhando o olhar do amigo e fitando o horizonte, em silêncio. 

— A beleza que realmente importa não é essa a qual podemos enxergar, Tae. — Jimin se pronuncia após um tempo em silêncio. — É justamente aquela que não vemos.


Notas Finais


música => https://youtu.be/8VNV__mV38s
PLAYLIST SPOTIFY: https://goo.gl/bJ5XED
PLAYLIST YOUTUBE: http://abre.ai/reminiscencesongs

Mil perdões pelos possíveis erros, até logo <3


Se alguém quiser socializar: https://twitter.com/aspandicorn


XOXO


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