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História Renascida - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Meu Deus, faz muito tempo!!!
Eu nem pensava em continuar essa estória, mas bateu uma inspiração então...
Bem, se tiver alguém lendo isso: Boa leitura!

Capítulo 2 - O acidente


Não seria um dia como qualquer outro. E esse foi o seu primeiro pensamento do dia ao acordar naquela manhã nublada e dele Esmeralda tinha completa certeza. Mas, enquanto a morena se aprontava para mais um dia monótono e igual a todos os outros, não conseguia se livrar da sensação que lhe parecia tão ruim.

A jovem mulher sentia essa... coisa dentro de si; em seus ossos, havia algo de anormal no ar. Era um sentimento desconfortável para dizer o mínimo, uma persistente sensação como se estivesse sendo observada, julgada. Não era como o desconforto que sentia e já se acostumara com o passar dos anos desde a sua adolescência para vida adulta, uma sensação sob sua pele, da qual a lembrava dia após dia de seus muitos momentos de vergonha e fraqueza e demônios internos.

Não... Isso era diferente.

Mas ela tentou deixar o pensamento de lado, não tinha tempo a perder com algo tão idiota quanto uma sensação -esperava- passageira.

Ao longo de seu dia de trabalho, fora como todos os outros: monótono e infeliz (e que sempre lhe rendia uma bela de uma dor de cabeça) e naquela meio tempo, aquela tão coisa que sentira pela manhã apenas parecia que se intensificava, e de algo desconfortável passara também a irritante. Era como se a tal... sensação tivesse posto seus olhos sobre si no momento em que acordará naquela manhã e agora a seguisse de forma persistente pelo resto de seu dia.

Entretanto, felizmente ou infelizmente- não sabia dizer- nada de incomum ou suspeito acontecerá por todo o período em que ficou atentamente a espera de algo. Seu dia fora completamente normal, o mesmo trabalho de sempre, as mesmas pessoas de sempre, o mesmo troglodita que se sentava ao seu lado e ficava tacando cantadas e inferiorizando de sempre, mas por alguma razão nem o babaca conseguia fazê-la sentir o asco de sempre e isso só fazia seu desconforto aumentar e seus nervos ficarem a flor da pele.

Ao fim de seu dia, o caminho de volta a sua casa foi o mesmo que daquela manhã e de como todos os seus dias, a estrada quase que completamente vazia pelo horário tardio. Ela morava um pouco longe do centro da cidade, não podia realmente se dar ao luxo de comprar um apartamento no centro ou nas suas proximidades, não possuía essas condições com os preços absurdos de caro. Por isso morava em um pequeno apartamento de dois cômodos que quase não conseguia pagar algumas vezes; com o baixo salário que ganhava.

O carro fora algo pelo qual gastou todas as suas economias (que já não eram muitas), mas que havia batalhado muito para conseguir. Era um carro velho e de segunda mão, mas era seu e nunca a tinha deixado na mão.

A estrada pelo qual seguia para sua casa era rodeada de ambos os lados por grandes árvores, que mais abaixo dava uma guinada e virava ladeira a baixo em um declive e a aquela hora da noite conseguia ser realmente assustadora. Qualquer um poderia se esconder ali. Com os pensamentos agora ficando assustadores e mórbidos, Esmeralda ligou o rádio, não estava muito no clima para músicas mas era melhor do que o silêncio sepulcral da estrada e seus pensamentos, acabou até por cantarolar sem perceber algumas das músicas que passavam.

E foi ali, rodeada pela escuridão que as árvores projetavam e o silêncio da estrada, que tudo mudou radicalmente.

O carro surgiu do nada, vindo na contramão em alta velocidade em sua direção.

Ela não tinha como adivinhar o que aconteceria a seguir.

A morena se sentiu congelar por milésimos segundos, antes de voltar a razão e numa tentativa de escapar do que sabia que seria sua morte, - o que poderia ser bem irônico para alguém que desejava tanto pelo término de sua vida - girou o volante para a direita, tentando achar segurança no que antes considerava as assustadoras árvores, mas que agora parecia ser o lugar de segurança.

Mas não foi o que aconteceu.

O carro derrapou pela pista chegando a linha das árvores o que se provou ser uma péssima ideia, acabando por ir ladeira abaixo. A mulher sentia seu coração batendo forte, a pulsação em seus ouvidos, mal notava os próprios gritos de terror, sendo apenas um eco em sua mente. Esmeralda sentia cacos e mais cacos de vidro passando e rasgando sua pele a medida que troncos passavam e quebravam as janelas do carro, sua única reação sendo instintivamente tentar proteger seu rosto.

Esmeralda tentava pisar no freio freneticamente, mas não é como se isso fosse ajudá-la em algo... Era tarde demais.

O carro bateu contra uma grande árvore.

Rapidamente os gritos da mulher foram morrendo, enquanto sentia a dor pulsante por todo seu corpo dos cortes e as batidas que o veículo tomara, um cheiro de queimado ia enchendo rapidamente o ar da noite, e sem mais a visão da jovem mulher escureceu.


 


Notas Finais


E foi isso! Infelizmente ainda não consigo fazer capítulos maiores😓
Mas enfim... Se você leu até aqui, por que não deixa um comentário dizendo o que achou?
Obrigada por ler!


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