História Rendição - Capítulo 14


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Categorias Lukas Marques & Daniel Mologni (Você Sabia?)
Personagens Daniel Mologni, Lukas Marques, Personagens Originais
Visualizações 48
Palavras 2.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Demorei mas cheguei. Olá meus anjos.
O capítulo tá meio grandinho, mas vocês vão saber porque, espero que gostem.
Boa leitura sz

Capítulo 14 - Não consegui entender o que eles ganham com isso


Fanfic / Fanfiction Rendição - Capítulo 14 - Não consegui entender o que eles ganham com isso

Bati a porta e a tranquei, sentindo que não só a sala estava vazia, mas aqui no meu peito também. Lukas havia ido dormir, e mesmo assim eu me sentia só, encurralado, como em todos esses meses eu venho me sentindo sem avanços ou regressos.

Caminhei até meu quarto depois de tomar uma ducha demorada, tentando me livrar de todo esse peso que eu carregava dentro de mim, mas parecia inútil. Sentei na cama e me permiti fechar os olhos e respirar fundo pela primeira vez depois de semanas de investigação, tentando relaxar e pensar com lógica e precisão, porque se eu fosse mesmo seguir meu instinto, teria que pensar e muito.

Mas advinha, eu somente consegui pensar em Samantha, em como ela era linda e como agora se tornou uma mulher com a personalidade tão forte que chegava a ser intimidador ter seus olhos pregados em mim. Eu me sentia desestabilizado quando ouvia a sua voz, e pensar que eu fui fraco e não a prendi ainda como suposta culpada, me fazia sentir um merda. Mas, eu estava determinado a não permitir mais isso, a não dar a chance do meu coração falar mais alto dessa vez, porque eu tinha a carta na manga perfeita pra acabar com tudo isso e sair com êxito na minha missão.

O sequestro da Ana era uma prova e tanto de que ela tinha informações a revelar, porque, se Lukas não tivesse a interrogado, talvez jamais tivéssemos avançado tanto e ela sequer estaria em perigo. Ela é a peça chave e seu depoimento está valendo ouro, na minha concepção, como melhor amiga de Sam ela viveu indiretamente cada momento, ouviu confissões da amiga, viu acontecimentos que talvez possam até amenizar a amiga, mas ainda sim, condená-la. Pois bem, eu iria me aproveitar dessa situação, pegar dois coelhos com uma cajadada só.

 

Passava do meio dia, e eu esteva estacionando a viatura de volta á frente da delegacia quando o meu celular toca. No identificador esteva a foto e o nome de Lukas, ele havia saído de manhã cedo e até então eu só o vi correndo as pressas no corredor principal da delegacia, como se fosse tirar o pai da forca, havia ficado intrigado com aquilo. O conhecia a tempo suficiente pra saber que se não fosse sério, não teria agido daquela maneira. Espantei os pensamentos e atendi o telefone.

– Avenida Francisco de Assis Diniz, 538-622, chame a Duda, nós achamos Ana. – falou feito um foguete com um barulho de carro ao fundo, e desligou.

Encarei o celular por alguns segundos e só então caiu à ficha de que eu teria que agir agora ou nunca. Corri pra dentro da delegacia e puxei a agente Ferreira pelo pulso até o carro, e dirigi como se não houvesse amanhã.

 

Chegando no local, parei o carro bruscamente sem me importar, e saltei, encontrando Lukas e Sam parados ao lado da viatura do meu amigo, logo notando outro carro parado mais atrás, escondido.

– O que está havendo? – a agente Ferreira foi mais rápida que eu, ao notar Lukas muito próximo de Sam.

– Duda, é uma longa história... – respondeu meu amigo notando o nervosismo dela, que discretamente dirigia sua mão para a arma presa no coldre de perna que usava. – Ela tá aqui pra nos ajudar. – mas ela já havia sacado a arma e parecia indecisa se apontava para a morena ou se não.

– Eu cuido disso. – disse já á frente de Eduarda, impedindo-a de apontar a arma para Sam.

– Qual é Daniel, deixa. Ela está certa. – a voz serena de Sam me fez encará-la. – Não podem confiar numa criminosa, por mais que ela queira ajudar, ainda é má. – disse descruzando os braços e caminhando para frente, em direção á casa abandonada. – Façam isso por Ana, e eu vou colaborar com o que precisarem. – Ela olhou pra trás, em direção á nós. – Doarei até a minha liberdade.

E aquela foi à deixa. Senti meus ombros relaxarem e olhei de Lukas para Duda, que me encaravam como se perguntassem se poderiam mesmo acreditar nela, mas o fato era que nem eu mesmo sabia se podia.

– Vamos dar cobertura pra ela. – disse meu amigo, e logo estávamos os três com arma em punho, escoltando a investida de Sam.

Ela entrou na casa com tanta tranquilidade que parecia morar lá, e foi indo por um corredor até um cômodo enorme, que julguei ser a sala, e lá estava aquele maldito homem. Nos escondemos atrás de uma muretinha de concreto que tinha num lugar mais afastado, mas que permitiu uma visão privilegiada dos dois.

– Cadê ela? – perguntou à morena, ganhando a atenção do loiro.

– Está sozinha meu amor? – perguntou de volta, com um ar sarcástico.

– É cego por acaso? – ela devolveu a ironia e ganhou uma risada como resposta. – Onde ela está Diego? – a voz dela saia ansiosa e nervosa.

– Aqui ela não está. Não é obvio, amor? – ele abriu os braços como se fosse pra ela olhar em volta e ver com seus próprios olhos. – Queria conversar á sós com você.

– Se você machucou ela eu vou...

– Nah! – ele gritou interrompendo ela. – Me poupe das suas ameaças Samantha, se quisesse me fazer pagar por tudo que eu já te fiz, já tinha o feito.

Um silêncio reinou, e eu pude notar o suor frio escorrendo em meu rosto. Olhei para Lukas e ele parecia tão atento ali, enquanto a jovem policial ao meu lado fazia uma gravação do que estava sendo dito.

– Colhendo provas senhor. – ela disse aos sussurros quando me viu encarar o aparelho em suas mãos.

– Mas você vai me pagar por isso... Por tudo isso. – o tom de raiva que Sam o ameaçou me fez voltar à atenção aos dois.

– Não é de mim que tem que se vingar, é daquele policial que você venera. – ele gritou com toda raiva e senti meus olhos arregalarem e meu coração falhar uma batida.

– Daniel não tem nada com isso, ele não... – o tom dela foi abaixando ao me mencionar.

– Mas não é ele o assassino do seu irmão? – retrucou ele ainda gritando. – Não foi ele que não fez nada pra impedir o Nando de agredir sua mãe?

O que? Eu? Assassino?

­– Para! Para! Para! – ela pediu várias vezes seguidas, com as mãos nos ouvidos.

– Não foi seu querido Daniel que partiu seu coração? Me diz Samantha! Não é ele o grande culpado por você ser uma criminosa suja e mal amada? – o grito dele foi tão alto que ecoou não só no lugar, mas dentro da minha mente, repetidas vezes.

Ia me levantar com a arma já em mãos, a minha vontade era de matar aquele desgraçado com minhas próprias mãos, mas Lukas e Duda me impediram segurando-me, antes que eu estragasse tudo.

– Daniel nunca partiu meu coração, Diego. – Ela disse mais baixo agora. – Daniel, jamais faria isso, ele não é como você. Você é o grande culpado dessa merda. – Voltou a gritar apontando para si. – Você quem partiu meu coração. Você quem me espancava. Você quem me magoava. Você que é o culpado por ser quem eu sou, e eu me arrependo por ter me iludido, achando estar apaixonada por você, quando na verdade você estava me usando pra se vingar. – ela soltou uma risada vendo ele franzir a testa. – Eu olhei o computador, eu sei quem você é, Diego.

– Você o que? – ele perguntou surpreso, direcionando a mão até a arma em sua cintura.

Se não me disser onde Ana está, eu vou contar tudo o que eu sei sobre você pra policia, e vou me entregar. – disse ela voltando a ficar serena.

– Você só pode estar maluca. – riu com desprezo. – Não tem como eu te devolver aquela x9 da Ana.

Quando ele disse isso, pude sentir um arrepio na espinha com o que aquela frase deu a entender, e quando percebi, Sam e ele davam socos um no outro, pontapés, tapas, tudo que uma briga tem direito. Samantha era bem mais forte do que eu esperava, e estava batendo no homem com tanta facilidade que por um instante pareceu até injusto, mas sua raiva era compreensível. Eu estava tão atônito não só pela cena, mas por todas as confissões que havíamos obtido, e enquanto processava as informações, perdi a hora em que a briga virou, fazendo Diego bater com vontade agora.

Ele deu socos no estômago de Sam, que na hora cospiu algum sangue no chão, caindo de joelhos e logo recebendo um chute no mesmo lugar, fazendo com que seu corpo ficasse no chão quase que instantaneamente. Diego riu da fraqueza da mesma, que até um segundo estava arrancando sangue de seu rosto, e então sacou sua arma apontando para a cabeça da morena, dando a deixa que eu precisava.

– Parado! – gritei voraz mais alto que esperava, aflorando a minha raiva.

Diego se assustou e olhou em minha direção, notando que eu não estava sozinho, começou a recuar e atirar em nós que revidamos e fomos nos aproximando quase que correndo para pegar ele, mas a saída estava muito próxima dele, então mirei e quase que sem querer acertei um tiro em seu braço, fazendo-o tropeçar e cair. Lukas correu até ele, que logo se levantou e saiu correndo. Voltei minha atenção para Sam jogada ali, e a agente Ferreira a examinava com cuidado.

– Tudo bem ai? – perguntei e vi Duda negar.

– Vai atrás d-d-dele. – a voz de Sam quase não saiu, e foi acompanhada de pigarros e sangue.

Duda afirmou, e eu ia correndo até a outra porta, quando muitos tiros foram disparados, me fazendo correr mais rápido, chegando a tempo de ver Lukas indo atrás do carro a pé, atirando como um louco.

 

– Perdemos ele. – gritou raivoso, quando já estava á meu lado. – Ah! – mais um grito e ele chutou uma pedra que estava ali.

Sua frustração era compreensiva, mas nem tudo estava perdido.

– Perdemos um, mas temos outro. – disse tocando seu ombro, e vendo-o me olhar com uma expressão indecifrável.

Caminhamos em silêncio de volta até o interior da casa e encontramos Duda fazendo primeiros socorros em Sam de maneira improvisada. Esperamos o processo acabar e eu peguei a morena no colo, levando-a até o outro lado da casa, para o banco de trás do meu carro.

– Eu vou com ela. – disse a outra mulher, pegando a chave do carro de minhas mãos.

– Mas...

– Mas nada. – me interrompeu, decidida.

– Ela pode mesmo precisar de socorro, Dani. – Lukas disse ao meu lado.

– Lukas?! – uma outra voz se fez presente, nos chamando a atenção, mas causando surpresa somente em mim e Duda.

– Ana está em casa, acabamos de receber a informação. – disse um cara alto e magro, com um boné pra trás.

– Melhor vocês irem até lá, ela não tá legal e tem muito o que dizer. – disse um outro, também alto porém mais gordinho e com os cabelos pintados de loiro.

Eu ia perguntar quem eles eram, mas Lukas apenas concordou com eles e entregou a chave da viatura.

– Um de você levem o meu carro, vou com Daniel. Assim podemos seguir vocês até lá.

Os dois assentiram e o loiro pegou a chave, ambos caminharam até a viatura. Observei a cena ainda sem entender e só recebi um aceno positivo do meu amigo. Entramos todos no carro, eu dirigindo, Lukas no banco do passageiro e Duda atrás com Sam, fomos seguindo a viatura que seguia o outro carro que estava parado ali antes. Não sabia que tinham tantas pessoas assim, talvez Ana fosse mais importante do que eu pensava.

– Sei que devem estar se perguntando quem eram aqueles. E eles são amigos de infância tanto de Ana quanto de Sam. – começou meu amigo, quando estávamos na estrada. – Todos acompanharam Sam no crime, mas não com a mesma força que ela, eles ainda são pessoas comuns, mas Ana foi a única que continuou honesta e eles a amam, e a protegem muito, são todos como irmãos, por isso estavam aqui.

Fazia sentido. Mas o que eu não conseguia engolir era o fato de todos agirem contra lei e continuarem com bom coração, com senso de justiça, um tanto torto, mas ainda sim justo. Era compreensível amar amigos assim, eu faria o mesmo por Lukas, mas ainda não conseguia compreender suas escolhas. A conversa foi fluindo como se estivéssemos numa reunião privada.

– Por que eles estão nos ajudando mesmo? –perguntou a mulher com indignação na voz. – Por que eles agiriam contra eles mesmos? Até agora eu não consegui entender o que eles ganham com isso.

– Maria, eles não querem ser compreendidos, eles querem agir certo uma vez, talvez por rendição. Só pediram para irmos com calma, porque se eles nos ajudarem com Diego, teremos mais chances, e eles prometeram pagar o que devem. – Disse Lukas, chamando a garota carinhosamente pelo seu primeiro nome.

– Eles sabem que o que se tornaram não era o que eles queriam, e sabem que não é certo. Eles querem uma segunda chance de escolha, e sei que estar aqui é muito difícil pra cada um deles. Não que isso ameniza as ocorrências e suas fichas, mas ameniza o peso que eles devem sentir dentro de si. A culpa, e todo esse remorso. – completei a frase dele, recebendo um sorriso em troca e um olhar surpreso da moça.

– Então está me dizendo que vamos agir contra nosso trabalho? Só por que eles prometeram algo que não podemos garantir? Isso soa certo pra eles, mas pra nós não. – retrucou ela, e notei que seria mais difícil que pensei lidar com ela.

– Não estou dizendo que não vou fazer o meu trabalho, agente Ferreira. Muito pelo contrário, nós já temos provas suficientes contra cada um. – olhei para ela pelo espelho. – Estou só dizendo que as pessoas merecem segundas chances, mesmo que elas não voltem a ser elas mesmas, é um direito poder se redimir. E acredite, se achasse mesmo que a Sam, por exemplo, não merecesse isso, não teria socorrido ela.

Xeque mate. O silêncio foi tão grotesco que durou o resto da viagem. Nem eu acreditava que estava agindo desse jeito, e talvez eu me arrependesse disso, mas eu agiria dentro da minha razão, só que sem perder o senso de humanidade e sem pisar nos meus sentimentos, eu só faria o certo dali em diante.

Quando estacionamos os carros em frente a casa de Samantha, ela já estava mais recuperada e desceu sozinha, indo o mais rápido que conseguia para dentro, ignorando a dor. Eu a acompanhei de perto com medo que ela não aguentasse e presenciei uma das cenas mais comoventes. Ana olhou para Sam que entrou como um furacão na casa, e logo se abraçaram, chorando tanto que pareciam estar em sua própria bolha. Coloquei as mãos nos bolsos e olhei para o chão, quando notei todos os outros entrando ali e apreciando aquele pequeno momento de alívio. Ana abriu os olhos e me encarou, sorrindo aberto ela sussurrou um obrigado, e arrancando um sorriso tímido dos meus lábios.


Notas Finais


Eita que pegou fogo mermão, que que isso aaaaa gostaram? querem mais?
Bem, espero que sim e até o próximo.
Beijos e paz.


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