História Rendição (Jikook) - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Imagine, Jeon Jeongguk, Romance, Yaoi
Visualizações 72
Palavras 2.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Capítulo 5


O olhar de Jung Hoseok era um misto de malícia e inocência. Um belo contraste, pensou Jeon. Jung sempre fora assim e isso normalmente mexia com o imaginário das suas fãs, que ora se viam sendo incentivadas pela vivacidade de Hoseok, ora se viam apaixonadas pelo seu lado gentil e ingênuo.

Os dois estavam sozinhos no camarim e Jeon não suportava mais a forma com que era encarado pelo outro.

-Mas por que está me olhando assim? – perguntou depois de cinco minutos.

-Estou esperando... – foi a resposta suave de Jung.

-Esperando o quê?

-Ora, Jeon! Estou aguardando você me contar sobre ontem à noite!

O líder do BTS enrubesceu imediatamente, e voltou-se novamente para o espelho, tentando arrumar uma ocupação para as mãos que começaram a se mover involuntariamente. Pegou uma pequena esponja e começou a passar base no rosto. Já havia sido maquiado pela responsável por esta tarefa no camarim, mas não se importou.

-Ontem à noite? – perguntou, por fim. – Ora! Eu fui beber com Ji-min! Você sabe que ele e eu somos acostumados a passar algumas noites juntos...

-Sei sim – Jung o interrompeu. – Sei que você e Ji-min já passaram várias noites juntos – confirmou num sorriso malicioso. – Entretanto, você nunca ficou suspirando no dia seguinte como fez hoje!

Jeon voltou-se novamente para Jung. Inferno! Por que o amigo tinha que ser tão sensível a ponto de notar o menor sinal de alteração no humor?

-Eu o amo – confessou subitamente.

Ficou aguardando o olhar chocado de Jung e talvez até as palavras desconcertantes que a maioria da população diria quando soubesse que um homem como ele, na verdade, era gay. Mas surpreendeu-se com a forma tranquila com que Jung reagiu.

-Ora, Jeon! Isso eu sei!

Coçando a cabeça, Jeon achou melhor esclarecer.

-Estou dizendo que o amo como homem.

-E eu estou dizendo que eu sei! Aliás, até os pombos da Praça de Seul sabem – confidenciou. – E não é de hoje! – completou.

Jeon baixou a fronte constrangido por quão óbvio eram seus sentimentos. Percebeu então que Jung pegou em sua mão e sentiu-se estranhamente e maravilhosamente confortado.

-Estou tãooooooooo feliz por vocês dois terem se acertado, Jeon! – Jung deu ênfase no "tão" de forma intencional.

-Na verdade, hoje de manhã mal nos falamos porque Ji-min tinha um compromisso de trabalho... – murmurou. – Não sei se nós nos acertamos...

-Como não? Vocês não transaram?

-Fale baixo – Jeon olhou para a porta. Vendo-a fechada, acalmou-se. – Dormimos juntos, sim. – Sorriu apenas para depois sentir o sorriso sumir de sua face. – Mas, Ji-min sempre foi hetero...

-Isso não tem nada haver com orientação sexual, Jeon! O que existe entre vocês dois sempre foi amor, puro e simples. Não é unicamente um ato carnal que até os animais fazem... É sentimento!

-Sim, eu sei. Até pouco tempo atrás, eu mesmo me cria heterossexual.

-Então amigo, fique tranquilo. Com certeza Ji-min virá te procurar hoje! Ou amanhã! Não importa! O importante é que vocês finalmente se entregaram!

-Você fala de uma forma que faz parecer que éramos dois idiotas que não notavam os próprios sentimentos.

-E não é isso mesmo? – Jung riu. – Estou tão feliz por vocês dois que tenho vontade de falar disso no programa de hoje! Sair gritando: Jeon e Ji-min estão juntos!

Jeon riu, nervoso.

-Nem brinque com isso! É segredo, ouviu?

-Mas Kim, V e Min têm que saber!

-Vou contar apenas depois de Park e eu termos conversado.

Soltando as mãos de Jeon, Jung acariciou o rosto do amigo.

-Jeon! Estou tão orgulhoso de você! Está tão maduro! Tão pronto!

A frase demorou a ser entendida por Jeon.

-Pronto?

-Ora! Você não se esqueceu do seu cachorro, não?

A conversa da madrugada voltou a mente de Jeon. Negando com a cabeça, ele levantou-se. Não percebeu que começou a caminhar de um lado para o outro e era seguido por Hoseok, que uniu as duas mãos em forma de súplica.

-Jung, eu não vou adotar o cachorro!

-Mas, Jeon...

-Não!

-Mas, Jeon ...

-Você não entende que eu sou péssimo com animais?

-Mas, Jeon...

-E quando eu teria tempo pra cuidar de um cachorro? Trabalho quase vinte e quatro horas por dia!

-Mas, Jeon...

-E esses animais não necessitam somente de comida! A gente tem que dar banho, limpar o cocô...

-Mas, Jeon...

-Quer parar de ficar repetindo "Mas, Jeon..." pra mim? Nada do que você me dizer vai me convencer a adotar um cachorro! Nada! Nada, ouviu? NADA!

***

-Olhe, Jeon! Esse é o centro de amparo aos animais abandonados! – Jung mostrou o enorme prédio branco com o dedo indicador. – Será que posso estacionar na frente?

-Tanto faz... – Jeon resmungou mal humorado.

Os dois encontravam-se no carro de Hoseok. Jeon havia afirmado de forma firme que não ficaria com o cachorro que havia salvado do atropelamento; mas, em algum momento entre suas palavras de negação e as lágrimas, choros e ameaças de suicídio de Jung, ele acabou cedendo.

Hoseok o manipulou!

Como Jung conseguia aquilo? Devia ser muito fácil para ele! Somente chorava um pouco, lacrimejava com os belos olhos escuros, tremia o lábio inferior... E então tudo que desejava se fazia, já que Jeon nunca fora capaz de negar-lhe nada.

-Ali tem uma vaga, Jeon! – o outro berrou feliz.

Em poucos minutos, duas das pessoas mais importantes e famosas da Coreia do Sul estavam dentro de uma sala sendo observados pelo voluntário que parecia admirado com as presenças ilustres.

-Err... Vocês podem me dar um autógrafo? – o rapaz solicitou, ansioso.

Jeon encarou o jovem, mas não chegou a abrir a boca. Antes de esboçar qualquer reação, Jung adiantou-se e pegou um papel e caneta.

-Claro que sim! Como você se chama?

- Dong-sun.

-" Dong-sun, você é muito gentil e bondoso por cuidar dos lindos animaizinhos abandonados. Foi um prazer ter-lhe conhecido. Ass. Hoseok Jung" – escreveu. – Jeon, deixe uma mensagem ao jovem que estava cuidando de Jung-kook Junior.

-Jung-kook o quê? – Jeon gritou embasbacado.

Ok. Aquilo devia ser um pesadelo. Precisava ficar calmo porque iria acordar e rir muito quando isso acontecesse. Dizem que certos sonhos são tão reais que as pessoas podiam até sentir efeitos físicos no próprio corpo quando esses sonhos ocorrem. E isso estava acontecendo agora, porque podia realmente sentir Jung abraçando-lhe feliz.

-Olhe como ele é lindo!

Jeon baixou o olhar, e notou que o cachorro que veio buscar acabava de entrar na sala de espera ao lado de outro voluntário. O animal encarava-lhe curioso.

-O Junior vai fazê-lo tão feliz, Jeon! Você vai ver! Será seu amigo mais fiel! Em pouco tempo você vai amá-lo tanto que não vai se importar com os sapatos rasgados, as meias perdidas, nem com o cocô embaixo da cama e muito menos com as lambidas que ele lhe dará no rosto!

Jeon suspirou.

-Não acredito que estou fazendo isso!

***

O cachorro era autista!

Bom, pelo menos Jeon começou a acreditar nisso quando desceu do carro de Hoseok com o animal e tentou chamá-lo para entrar em casa. Gritou várias vezes, mas o cão insistia em ficar olhando-lhe como um idiota e não mexer um músculo em sua direção.

-Vamos cachorro! Venha! – falava subindo as escadas em direção à porta.

-Você precisa chamá-lo pelo nome, JeonJung-kook! – Jung disse-lhe, entrando no carro.

-Eu não vou ficar gritando meu nome para o cachorro em frente a toda vizinhança – Jeon berrou ao amigo.

Hoseok ligou o carro, pouco se importando com o ar irritadiço do mais velho.

-Chame-o de Junior, e verá que vai obedecê-lo.

Por sorte, Jung não pôde ouvir todos os xingamentos que recebeu de Jeon, já que ligou o som do carro e foi embora.

Era típico dele! Arrumava um cachorro para Jung-kook e simplesmente ia embora, sem ajudar em nada o outro.

Resmungando, Jeon voltou à atenção ao animal, batendo as mãos:

-Vamos lá, cachorro – chamou. – Vamos entrar! Vou te dar comida! Você não está com fome?

Nada.

-Quem sabe eu até te arrumo uma namorada!

Nada. E, para piorar, alguns vizinhos curiosos já começavam a olhar pelas janelas de suas casas.

-Entre logo ou vou te deixar aí fora! – ameaçou, mesmo sabendo que não cumpriria a chantagem.

Absolutamente nada.

...E os vizinhos agora já falavam mais alto.

-Esses astros da TV são tão estranhos – ouviu a voz da senhora Higurashi.

-Deve estar até drogado! – murmurou a outra vizinha.

Eram duas idosas e foi apenas em respeito à idade delas que Jeon não levantou a voz para dar-lhes uma boa resposta.

Resolveu ser prático, afinal, isso era algo comum para ele.

-É sua última chance – gemeu ao cachorro. – Venha agora pra dentro ou nunca seremos amigos!

O animal de médio porte e pelos castanhos deitou-se, ignorando-o literalmente.

-Por favor... – implorou.

Vendo que não havia saída, usou sua última tática.

-Venha... – pausa longa –, Junior...

Foi com crescente descontentamento que viu o cão levantar-se e caminhar numa pose aristocrata para dentro da sua residência.

-Mãe! – berrou assim que se viu dentro do abrigo do lar. – Tenho algo a lhe mostrar!

Durou cerca de dois minutos para uma senhora aparecer na sala. Ela tinha uma aparência jovial e cabelos presos num coque na nuca. Seu sorriso era enorme e seu porte altivo. Porém, não foi para ela que Jeon olhou embasbacado. Ao lado da mulher estava Jimin Park vestindo um avental branco.

-Ji-min... – murmurou surpreso. –O que você está fazendo aqui?

-Isso é jeito de falar com seu amigo? – a mãe o repreendeu. – Ji-min sempre vinha aqui, mas ultimamente, por causa dos compromissos, resolveu esquecer que tem uma segunda mãe.

As palavras, apesar de claras censuras, eram ditas de forma fraternal e amorosa. Ji-min, portanto, sorriu para a mulher:

-Ora Mãe! Jeon que nunca me convida! Acho que ele tem ciúmes da senhora!

Sabendo que Park mantinha um bom relacionamento com sua mãe, Jeon sorriu. Antigamente, ele sempre ia dormir na casa de Jung-kook e era lá que se refugiava quando acontecia algum problema pessoal. Entretanto, queria ter se encontrado com ele num local mais isolado, pois tinham assuntos a resolver.

-O que estavam fazendo? – perguntou ao notar o avental.

-Um bolo! – Ji-min exclamou – Pra você!

-Isso mesmo! – A mãe confirmou.

Jung-kook sentiu-se estúpido naquele instante. Por que tanta insegurança? Enquanto o mais velho passou praticamente a manhã toda se preocupando se o rapaz o amava ou não, Jimin havia passado este tempo em sua casa preparando algo pra ele.

-Achei que você tinha uma reunião – comentou.

-Foi cancelada – Park explicou. – Tentei ligar-lhe, mas você nunca responde as chamadas no celular.

Era verdade. Jung-kook normalmente deixava o aparelho no modo silencioso e praticamente esquecia-se da existência do telefone.

-Onde esteve?

Era impressão sua ou a voz de Ji-min parecia ter um tom de implicância? Até ciúmes?

-Estava com Hoseok – respondeu simplesmente.

-Ah! – Park pareceu aliviado.

Sentindo uma baforada nas suas pernas, Jeon lembrou-se do cachorro. Olhou para baixo e, notando que o animal era tão silencioso, sorriu.

-Ah... – começou, mesmo não sabendo muito bem que palavras usar –, eu trouxe um cachorro pra casa...

Só então Bae percebeu o animal parado na lateral do filho. Ela abriu os lábios para falar, mas estava surpresa demais pela novidade. Ji-min também parecia incrédulo, entretanto não resistiu às palavras:

-Desde quando você gosta de cachorros?

-Eu sempre gostei de animais... – Jeon respondeu dessa forma apenas para não demonstrar o quanto se sentia idiota por Jung o ter manejado.

-Só porque você chorou quando teve que comer um pássaro num dos programas que a gente já gravou, não quer dizer que você ame animais – retrucou o outro.

-Mas eu amo o Junior! – Jeon reagiu, baixando-se ao lado do cão e fazendo-lhe carinho na cabeça.

O vira-lata parecia tão surpreso quanto o próprio dono pela reação.

-Junior? – a voz da mãe de Jeon surgiu em meio àquela confusão.

-É o nome dele! – Jung-kook respondeu.

A gargalhada de Jimin irritou profundamente Jeon. Por que ninguém achava que ele fosse capaz de ter um cachorro? Era um homem, e, além disso, não podia ser tão difícil cuidar de um animal!

Virando-se de costas para Park, Jung-kook pegou o cão pela coleira e foi subindo as escadas com ele em direção ao quarto. Por sorte, os voluntários do centro de animais haviam dado banho no animal antes de entregá-lo, e ele não teria nenhum trabalho com o dito... Bom, achava que não.

A mania de coçar o nariz, que sempre aparecia quando Jeon estava confuso, voltou. Esfregou o dedo na parte externa do nariz e olhou para seu animal de estimação. O que se fazia com um cachorro?

Se fosse criança, podia sair correndo com o mesmo, tentando descobrir qual dos dois seres era mais idiota. Mas era adulto... e um adulto sem nenhum instinto amigável com cachorros. Talvez por isso preferisse gatos. Os felinos eram espertos, não davam trabalho e nem precisavam de carinho. Mas o destino, ou Jung Hoseok, havia lhe providenciado outra realidade.

-Jeon! – a voz de Ji-min o fez virar-se.

Estava na porta de seu quarto, e o amigo encontrava-se no corredor.

-Ficou zangado? – a voz de Park era doce.

-Todos acham que não sou capaz de cuidar de um simples cão – queixou-se Jeon.

Mas, tão logo a lamúria escapou de seus lábios, viu-se arrependido de tê-la feito. Inferno! Sentia-se tão tolo!

-Eu sei que você é capaz de qualquer coisa, Jeon...

A afirmação de Ji-min o arrepiou. Isso e o fato de que o rapaz o abraçou, beijando seu pescoço.

-Ji-min... – murmurou.

-Estou louco pra ficar sozinho com você, Jeon...

O toque dos corpos estava deixando Jung-kook excitado. Como Park conseguia mexer com suas estruturas tão facilmente?

-É só abrir a porta do meu quarto – riu Jeon.

Ji-min soltou-o imediatamente. Seu olhar era lânguido, febril.

-Aqui não. Mama pode não gostar de ver como nossa "amizade" evoluiu. Vamos pro meu apartamento...

-Sim, vou só pegar algumas coisas...

Ao dizer isso, Jung-kook soltou a coleira do cão e abriu a porta do quarto, entrando. Ji-min o seguiu.

-Vai pegar o quê?

-Uma muda de roupa...

-Leve sua escova de dente também...

-Se unirmos nossas escovas de dente, estaremos praticamente casados! – Jeon o provocou.

-E não estamos praticamente casados? Ontem não foi nossa lua de mel? – Park devolveu na mesma moeda.

Jeon sorriu feliz. Pegou a uma mochila e começou a colocar algumas coisas dentro dela.

-Esqueci-me do bolo... – Ji-min comentou. – Sua mãe vai ficar triste se não o comermos...

-A gente come antes de ir!

Já estava praticamente saindo do quarto, quando olhou para o lado e notou Junior o encarando seriamente. Havia se esquecido completamente do cão!

-Temos um problema – disse a Park.

-Qual?

-Não posso deixar o cachorro sozinho aqui pra minha mãe cuidar no meu primeiro dia com ele!

Ji-min voltou a rir.

-Quem disse que ser pai solteiro é fácil? – importunou Park, mostrando a língua.

Acompanhando o amante na risada, Jeon atirou um travesseiro contra Ji-min.



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