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História Rendição (Jikook) - Capítulo 87


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Capítulo 87 - Capítulo 12


A bela caminhonete último modelo estacionou próximo à entrada do restaurante. A mulher vestida de negro correu em sua direção e adentrou no veículo com rapidez, ansiosa para se ver livre do vento frio que soprava naquela noite.

Os cabelos dela balançaram no ar, resquícios de neve adornavam a negritude das madeixas. O inverno começava. Tórrido e intenso, deixando claro que seu domínio sobre a terra seria, de certa forma, feroz.

— Céus, quem é você? – Jung Hoseok a encarou.

Audrey riu, deixando a mostra os dentes branquíssimos.

— Não acredito que foi jantar com Min – o loiro murmurou, trocando a marcha no carro e preparando-se para distanciar-se de onde estavam. – Gelei quando li seu recado colado na geladeira. Desde quando vocês dois são amigos?

— Tão amigos que até nos beijamos – ela contou, sem receio.

Jung abriu a boca, espantado. Em seguida a encarou rapidamente, sem tirar a concentração da direção.

— Está falando sério? – inquiriu.

Nada na postura feminina denunciava uma piada. Preocupou-se imediatamente.

— Ai meu Deus – murmurou. – Não quero nem pensar em quando Namjoon descobrir...

— Ele não vai saber – a voz de Morgan estava firme. – Além do mais, não teve nenhuma importância. Tanto Yoongi quanto eu estávamos encenando.

— Encenando?

O que aqueles dois andavam aprontando?

— Segredos... – ela sussurrou, rindo.

Hoseok mordeu o lábio inferior. Aquilo não estava lhe cheirando bem. Morgan tinha aptidão para o mal, e Min podia ser facilmente levado para o mesmo caminho.

— Prometa que não vai machucar Min – o loiro foi firme.

— Céus, preciso ir para a casa de Jimin! – ela o interrompeu.

— Audrey! Não mude de assunto!

— Não estou mudando – a americana tocou seu braço. – Park me pediu para ficar lá nessa noite, com Mago. Parece que ele vai dormir fora... Não me explicou direito.

Hoseok não disse nada, sabia os motivos. O apartamento que mantinha na capital, e que estava fechado desde que se mudara para o sítio, foi à escolha de Jeon Jeongguk para os encontros do casal de amigos que faziam sexo.

Sorriu.

Aquele enlace era ridículo, e Hoseok sabia que não duraria muito. Jimin e Jeon se amavam desesperadamente, jamais conseguiriam fazer um acordo impessoal. Aliás, que diabos de pacto "sem compromisso" era aquele em que sequer podiam se encontrar com outras pessoas? De todos os adjetivos que o acordo de Jimin e Jeon tinham, "descompromissado" não seria um deles.

Durante as gravações da tarde, Jeon lhe pediu uma cópia da chave do apartamento. Os olhos dele estavam fixos em Park, que comia uma fruta enquanto assistia televisão no camarim. O rapaz nem pensou duas vezes, faria o possível para ajudar aquele par.

— Jimin e Jeon estão juntos? – a voz da mulher interrompeu seus pensamentos.

Morgan era muito perspicaz.

— Estão.

Por que mentiria para ela? Por mais que soubesse que Audrey ainda amava Jimin, sabia igualmente que ela desejava que o amigo fosse feliz.

— Então meus planos deram certo – sorriu para si mesma.

— Planos?

— Pedi para Karin levá-los a um lugar isolado gravar.

— Mesmo?

A vida sempre reservava surpresas.

— Oh, chegamos! – ela disse.

O rapaz estacionou a caminhoneta próxima da entrada. Morgan saltou para fora, e ele a seguiu.

— Já estou entregue, namorado – o humor dela estava impagável.

Jung soube naquele momento que Audrey estava aprontando alguma coisa. A mulher jamais estaria tão sorridente sem motivos. O problema é o que estaria se passando naquela mente medonha? Tudo era possível.

— Só queria me certificar – ele afirmou. – Esqueceu que alguém anda lhe perseguindo?

— Não tenho medo da morte – a voz dela causou calafrios em Jung.

O rapaz deu dois passos a frente, prensando-a nos braços.

— Nunca mais diga isso! – ordenou, muito zangado.

Morgan ficou na ponta dos pés, e deu um beijo casto em Jung. Por mais que estivessem com os lábios grudados, era algo tão puro e inocente quanto um beijo de irmãos.

— Boa noite – ela lhe acariciou a face assim que se separou dele.

Logo o rapaz adentrava na caminhoneta. Morgan ainda ficou alguns segundos parada diante da entrada do condomínio, vendo-o se afastar.

Suspirou.

Realmente, não era agradável ao coração saber que Jeon e Jimin estavam às boas. Contudo, era, de certa forma, igualmente, um alívio. Não queria que Jimin chorasse mais.

Voltou o corpo para a entrada, quando notou certo movimento à esquerda, exatamente onde o prédio se findava. Estava escuro, e ela não podia ver o que era. Mesmo assim, teve certeza que havia uma pessoa ali, e que essa pessoa a estava espionando.

Deu um passo em direção à escuridão, porém estancou.

— O seguro morreu de velho – murmurou.

E entrou no condomínio.

***

Yasu Kana tinha vinte e um anos quando conseguiu seu primeiro emprego como porteiro do condomínio de Jimin Park.

Por ser Jimin um astro coreano, todos os funcionários do prédio passavam por uma severa vistoria em seus currículos e em sua vida pessoal antes de serem admitidos no emprego. Além disso, o jovem foi impelido pela agência do ator a assinar um contrato afirmando que pagaria uma multa gigantesca caso alguma informação sobre a vida pessoal de Jimin vazasse para a imprensa.

Porém, apenas quando começou seu oficio naquele lugar foi que percebeu os motivos de tanto cuidado pelos chefes do artista. Um dos homens mais importantes da arte dramática do país, aquele que povoava o sonho romântico de milhares de mulheres na Ásia, aquele que vendia milhares de tabloides com fofocas sobre relacionamentos secretos com modelos e atrizes... Aquele homem era gay. E mais, morava com outro dos mais imponentes artistas coreanos.

Tão logo percebeu isso, viu também a chance de se aproveitar da situação. E a ocasião disso não demorou a acontecer. Em menos de um mês depois de ter assumido seu posto no novo trabalho, um jovem ator da agência de Jimin o visitou. Dinheiro e presentes foram muito bem aceitos em troca de favores especiais.

Não fez nada de errado, disse a si mesmo, apenas anotou os horários que Jimin costumava chegar e sair, e também fez com que pacotes não vindos da agência SK passassem pela portaria sem serem notados.

Oh, e Yuu era tão generoso! Em menos de um ano já comprara um carro e estava prestes a adquirir uma casa. Realmente, não havia como se arrepender.

Além de ter um bom salário e benefícios dados por Lee Yuu, havia mais uma coisa que gostava naquele trabalho: Audrey Morgan.

Oh, que homem não gostava de uma mulher com carne o suficiente para fazer seu sangue ferver? Os seios dela, firmes e médios, balançavam quando cruzava por sua mesa. Além disso, a mulher costumava usar calças jeans que moldavam com primor o belo traseiro.

Kana sempre a observava, demorando seus olhos sobre aquele corpo de deusa. Tinha uma namorada, mas a garota em questão era um nada perto do corpo escultural de Morgan... E, além disso, o rapaz mantinha uma esperança acessa: bem sabia que as estrangeiras não tinham vergonha e eram imorais. Tinha certeza que, caso tentasse, levaria a mulher facilmente para a cama.

Olhou no relógio. Eram onze horas da noite, mas o edifício estava deserto. A maioria dos moradores eram idosos ou pessoas calmas. Não havia barulho, demonstrando que todos dormiam.

O rapaz olhou para as câmeras de vigilância mais uma vez antes de deitar para trás, aconchegando-se na cadeira macia.

Seu trabalho era tão fácil. Como nada acontecia naquele lugar, tudo que ele fazia era dormir ou assistir televisão. Quando precisava fazer algum turno diário, o máximo que improvisava era um sorriso para um ou outro morador.

O som do pequeno rádio tocou uma canção americana, e ele fechou os olhos, preparando-se para um cochilo.

Porém, poucos minutos depois um estalo o fez saltar. A escuridão reinante o pegou desprevenido. O que havia acontecido? Por que estavam sem energia elétrica?

Observou os monitores à sua frente. Todos apagados. Abaixo da mesa havia uma espécie de botão que acionava uma luz reserva. Colocou uma das mãos sobre ele, apertando-o. Nada. Começou a suar, mesmo que a temperatura fora do prédio estava, certamente, abaixo de zero.

Buscou o aparelho de telefone. Estava mudo.

Ficou estático alguns segundos, caçando qualquer sinal de vida. O silêncio ao seu redor era perturbador, aterrorizante.

O som de algo caindo no chão dentro do banheiro usado pelos empregados fez o rapaz voltar-se àquela direção. O que fazer? Sair correndo como um covarde, ou descobrir o que era o barulho.
"Droga", pensou. "Sou um homem".

Não podia se acovardar, por mais que desejasse fazer tal coisa.

Pé ante pé, ele caminhou até o banheiro. Seguia os instintos e a pouca luminosidade que vinha da rua.

— Tem alguém aí? – chamou.

Nada.

Tentando articular os pensamentos, ele se deteve à porta, observando o pequeno toalete. Estava vazio, e o som era apenas o leve murmuro do vento que adentrava por uma janela aberta.

— O medo está me fazendo pensar besteiras – disse a si mesmo.

Caminhou até a pequena abertura, e a fechou.

Outro som contínuo vindo agora da portaria fê-lo virar o corpo rapidamente. Havia alguém ali?

— Isso é uma propriedade particular – gritou, do banheiro.

O silêncio foi sua resposta. Contudo, por pouco tempo. Uma pequena batida, ritmada, se fez ouvir.

— Vou chamar a polícia – gritou.

Cauteloso, aproximou-se da porta do banheiro. Um pequeno feixe de luz cruzou por ele, e o rapaz percebeu que a pessoa que estava lá tinha uma lanterna.

O coração saltava no peito, e o corpo inteiro tremia. Estava apavorado, subitamente percebendo o risco que corria.

— O que quer?

— Um tablet último modelo – uma voz feminina quase o fez desmaiar –, um carro novo, um apartamento em fase de compra. – A lanterna se ergueu, e ele visualizou a mulher americana que ambicionava segurando um dos seus eletrônicos que descansava sobre a mesa de mogno. – Fico tão curiosa em saber quanto ganha um porteiro. – O sorriso dela era maquiavélico.

Suspirando de alívio, Kana sorriu.

— Você quase me matou de susto – ele riu.

— Teme a morte? – o som da voz dela era agora melodioso.

— Quem não teme?

O coreano se aproximou. Enrubesceu ao notar que ela estava de camisola. Apesar de a peça ser um tanto recatada para os sonhos eróticos que já teve com aquela mulher, ainda assim deixava-a tentadora.

— Não respondeu minha pergunta – ela riu, simpática.

— Que pergunta?

— Quanto ganha um porteiro?

Interesseira! Então era em dinheiro que ela pensava? Pagaria seu ano inteiro de salário para tê-la, se preciso fosse.

— Não tanto quanto um ator como Jimin Park, mas o suficiente... – ele mordeu os lábios, observando-lhe as formas.

Morgan gargalhou, a cabeça jogada para trás. Pouco depois ela sentava-se à mesa, as pernas cruzadas de forma sensual.

Como se fosse guiado por um laço invisível, Kana começou a andar em sua direção. Sentia o corpo inteiro em ebulição, disposto a fazer o que ela desejasse. Sempre quis ter uma estrangeira, e aquela à sua frente em questão era um pecado de tão linda.

— Sabe o que me fez vir até você? – ela indagou, delicada.

O homem grudou seu corpo ao dela. As mãos grandes seguraram sua nuca, e ele observou seus olhos castanhos esverdeados pela luz baixa da lanterna.

— O quê? – indagou, deixando-se levar pela sedução.

— Estava assistindo televisão e subitamente notei que nunca lhe questionei como um DVD de Jeon Jeongguk fazendo sexo com Lee Yuu chegou às mãos de Park.

O rapaz sentiu uma ponta firme na sua barriga. Suas mãos estancaram, e ele intuiu que a mulher lhe armara uma armadilha.

— Cresci num orfanato – ela contou. – Eu sei me defender de qualquer pessoa, e sei o que fazer para que nunca mais respire na sua vida. – ameaçou. – Sou amiga de Namjoon Kim, e ninguém colocará as mãos em mim, pois ele jamais permitiria. Você acha que é forte o bastante para enfrentar um Kim caso precise?

Levemente, ele soltou sua nuca. As mãos continuaram erguidas, numa atitude de vítima.

— Sabe por que escolhi a faca? – questionou, maquiavélica. – Uma bala de revólver pode se acomodar num corpo, e qualquer pessoa baleada consegue sobreviver se cair nas mãos de um bom médico. Contudo, uma faca... – ela riu baixo. – Quando a lâmina rasga o tecido, não há como sobreviver. Você agoniza por horas, e vê a morte se aproximar com o torpor de um moribundo.

— Pare – implorou. – O que você quer?

— Quero saber quem deu vidro moído para o cachorro – seus olhos brilharam. – Quero apenas saber se foi a mesma pessoa que lhe pagou para que entregasse o DVD para Jimin, ou que facilitasse a entrada ao apartamento de Park enquanto esse estava no hospital. – Ela saiu da mesa, e caminhou até Kana. – Como Lee Yuu conseguiu visitar Jeon Jeongguk sem ser anunciado? Você vai explicar a mim, ou prefere contar diretamente a Deus?

***

Audrey entrou no apartamento e sorriu para Mago. O pequeno cachorro fez festa assim que a viu. Agachando-se no chão, a morena lhe acariciou a cabeça.

— Já sei quem matou seu papai – ela contou.

E que Deus ajudasse Lee Yuu, porque Audrey não tinha piedade de ninguém.

***

Jeon acordou pelo leve balanço que Jimin fez em seu sono. O mais velho abriu os olhos, reconhecendo de imediato a cabeleira negra que se mantinha próxima a sua face.

Sorriu.

As mãos ainda estavam na mesma posição em que havia deixado quando adormeceu, na cintura fina de Jimin.

Virou o rosto e encarou o relógio. Eram seis e quinze da manhã. Logo teriam que se levantar para enfrentar mais um dia de trabalho; contudo, ainda tinham uma hora inteira, e ele queria aproveitar.

— Jeon... – Jimin suspirou, acordando, assim que o mais velho se postou em cima dele.

— Vamos trazer Mago amanhã? – Jeon indagou, o pênis se ajeitando na entrada de Jimin. – Assim você pode ficar comigo mais um pouco e não precisa ir pra casa vê-lo.

Jimin gargalhou, os olhos ainda dormentes pelo sono. Mesmo assim, ele ergueu as pernas, aceitando o que Jeon tinha a lhe oferecer.

Céus, como o amava...

— Egoísta – acusou, sorrindo. – Você já não me tem tempo suficiente?

— Nem toda a eternidade bastaria, Ji-min...

Jeon desviou os lábios, firme em manter seu propósito em aceitar todas as condições de Jimin. Desceu, então, a boca até o pescoço do outro, lambendo toda a extensão da pele. O pênis duro não demorou em se acomodar no corpo do mais jovem, que gemeu assim que sentiu toda a extensão em si.

— Jeon...

Como era fácil quando era entre eles. Era como se todo corpo de Jimin houvesse sido criado especialmente para Jeongguk, um presente divino em sua vida.

Movimentou os quadris, as mãos dançando sobre o ventre de Jimin, antes de segurarem firmes a carne do outro. Imitando com as mãos o movimento ritmado do quadril, não tardou para Jimin gemer alto, alcançando o orgasmo. Poucos segundos depois foi Jeon aquele a atingir o ápice do prazer.

— Jeon... – Jimin o encarou. – Desculpe.

Por alguns segundos o mais velho não entendeu a colocação. Mas, então, postou o rosto para baixo e viu todo o seu tórax e peito melados pelo líquido expelido por Jimin. Sem pensar, ele levou as mãos até a parte melada, tocando no fluído claro. Depois, levou os dedos até os lábios, lambendo.

— O que você está fazendo? – Jimin o encarava de olhos arregalados.

— Por que está agindo como uma freira? – Jeon o provocou, sentindo-se excitar novamente. – Quantas vezes você já não engoliu meu sêmen?

— Mas era de uma forma discreta! – o menor se protegeu.

— Existe alguma forma discreta de chupar um pênis e depois sugar o esperma dele?

Jimin enrubesceu e desviou o olhar, encarando a parede. Sentia-se constrangido, sem saber direito como reagir. O pior de tudo era que era um homem, e homens são seres sexuais! Então, por que diabos, ele não era como os outros?

— Eu te amo – sentiu os lábios de Jeongguk tocando sua orelha.

— Jeon! – reclamou, fazendo o mais velho se lembrar do acordo.

Jeongguk deu um suspiro zangado e caiu de lado. Em seguida, no entanto, ele esqueceu a mágoa. Era a chance que Deus havia lhe dado, e ele aproveitaria ela de todas as formas que podia, não se deixando abater.

— Oh, céus – Jimin interrompeu seus pensamentos. – Preciso tomar banho, ir ver Mago, e estar até às oito horas no estúdio para fazer a maquiagem. Tenho gravações o dia todo de Thorns...

— Com Nowaki Suk! – Jeon imitou a voz do outro, deixando claro o ciúme.

Park gargalhou.

— Ele é um grande ator, Jeon...

— Você vai falar desse cara na nossa cama?

Jimin negou, abraçando Jeon e deitando a cabeça em seu ombro.

— Só quero que entenda que Nowaki é apenas um excelente colega de profissão, um dos poucos que realmente sabe o que está fazendo diante de uma câmera. Passei metade da vida tendo que contracenar com amadores, com modelos que fingem serem atrizes, ou com pessoas que mal podiam pronunciar uma frase, tamanho o estado de torpor em que se encontravam. Agora, tenho a chance de atuar de verdade, por favor, fique feliz por mim!

Jeon devolveu o abraço.

— Estou feliz por você – era mentira.

Jimin riu mais uma vez.

— A Audrey já sabe desse cara? – Subitamente percebeu que a americana, que vivia a criticar todos os pares românticos de Jimin em quaisquer dos trabalhos feitos pelo jovem, até então ainda não havia emitido opinião.

— A Audrey nem liga mais pra mim... – reclamou.

Mas ligaria quando Jeon lhe contasse sobre Nowaki!

— Ei, Jeon! – Jimin chamou sua atenção. – Sabia que Nowaki era meu fã – disse com orgulho. – Ele acompanha minha carreira desde Latter Love.

O que mais aquele desgraçado havia dito a Jimin na tentativa de levá-lo para a cama?

— Esses dias atrás eu conversava com a Audrey pelo telefone – Jimin continuou a tagarelar, sem se importar com o olhar aborrecido do outro – e, quando terminei, ele perguntou se eu falava com a minha namorada. Eu falei que não, claro. Disse que era uma amiga. – Respirou fundo antes de continuar. – E então Nowaki questionou: "Audrey Morgan?". Daí ele me explicou que havia lido o boato que surgiu sobre nós, e tal...

O corpo de Jeon se movimentou, e o Riida sentou-se, parecendo incomodado.

— Como assim? – seu semblante era sério.

— Como assim o quê? – Jimin ficou inquieto com os olhos preocupados do outro.

— Jimin, desde quando estão tentando matar a Audrey? – Jeon indagou, para em seguida responder. – Não foi desde que esse tal Nowaki apareceu?

— Está querendo me dizer que ele...? – A voz morreu. Logo depois Jimin negou com a face. – O fato de Nowaki ser um fã que lê tabloides não o torna um assassino.

O corpo de Jimin voltou para a cama. O menor se sentiu pressionado pelo peso do outro, mas nada disse. Jeongguk o encarava duramente, perplexo.

— Park... – disse com cuidado. – Nunca houve boatos envolvendo você e Audrey! A imprensa nunca soube de ambos!

"Não se preocupe que a imprensa nem imagina", a voz de Min chegou aos seus ouvidos.

A visão da noite em que retornara dos Estados Unidos, e que jantara com os amigos no apartamento de Jung, surgiu diante de si. Lembrava-se bem daquele dia, seis anos antes. Os membros do BTS haviam comentado que rolava uma fofoca interna, o câmera contou a um produtor que conhecia alguém próximo a Min, etc...

Céus! Como pudera ser tão descuidado? Como pudera se esquecer de tal coisa? Havia sido à noite em que confessara seu amor a Jeon quando lhe dera uma carona para retornar para casa.

— Preciso ver a Audrey... – sussurrou.

***

— Srta. Audrey? – a voz de Kana chegou a ela antes que a mulher conseguisse sair pela porta frontal.

Voltou-se ao jovem que havia, ironicamente, aterrorizado durante a noite.

Bom, já amanhecera e a mulher estava com fome. Jimin só tinha pão velho no balcão e ela sabia de uma mercearia que vendia pães quentinhos àquele horário.

— O que quer? – questionou, a sobrancelha levemente levantada em escárnio.

— A senhora tem visitas – e apontou um pequeno jardim que adornava a lateral do prédio.

O local tinha a única finalidade de ser agradável aos olhos. Assim, aquela parte era cercada por vidros, dando aos moradores a oportunidade de admirar a beleza sem precisar ir até lá.

Contudo, não foi com a beleza da paisagem que a mulher se espantou. Sua boca abriu-se levemente, como se ela estivesse diante de um fantasma.

— Nowaki? – indagou.

Já haviam se passado muitos anos desde a última vez que o vira. Tempo demais para que recebesse uma visita.

— Nowaki – ela se aproximou vagarosamente, como se temesse dar os passos.

Ele girou o corpo e a encarou. O olhar ainda mantinha todo o ressentimento causado pela separação.

— Você continua linda... – ele murmurou, triste.

A mulher ainda aparentava espanto. Porém, quando ela cruzou os braços sobre os seios, e pareceu disposta a enfrentá-lo, o homem percebeu: ainda a amava.

 



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