História Rendidos - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Naruto
Personagens Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Temari
Tags Naruto, Romance, Shikamaru, Shikatema, Temari
Visualizações 127
Palavras 1.453
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo Único


Estava atrasada. Havia passado tempo demais escolhendo aquela roupa e agora me sentia desconfortável com ela. Não. Eu estava ansiosa, essa era a verdade. O problema é que eu nunca fico ansiosa. Toquei a campainha e esperei que alguém viesse atender. 
– Está atrasada. – Shikamaru falou logo que abriu a porta para mim. 
– Eu sei. – respondi. Ele se demorou um pouco olhando para meu vestido, ou melhor, para minhas pernas. Eu pigarreei e arqueei uma sobrancelha; ele desviou os olhos e me deu passagem para dentro da casa.
– Quase perdeu o almoço. – ele reclamou novamente.
– Estava treinando e perdi a hora. – disse com toda a sinceridade que consegui, tentando convencê-lo, no entanto, não tive certeza de ter obtido sucesso, nós nos conhecíamos bem demais para que ele acreditasse.
Ele apenas deu de ombros e me ofereceu um lugar para sentar. Aproveitei o silêncio constrangedor que se instaurou para observar o lugar. Era a primeira vez que eu ia até a casa dele e era bem diferente do que eu imaginei. Era muito organizado. 
Quando finalmente ele resolveu dizer algo, uma mulher – que eu penso ser sua mãe - entrou na sala, ela tinha um sorriso enorme direcionado à mim.
– Ah, você chegou. – fiquei de pé e ela me abraçou; pude ver a cara de espanto dele ao observar a cena. – Fiquei muito surpresa quando Shikamaru disse que você viria almoçar conosco hoje.
– É mesmo? – voltei a sentar e direcionei a ele meu melhor sorriso debochado e ele apenas virou o rosto, enrubescido por ter sido pegue. Ele havia dito a mim que sua mãe me convidara.
– Bom, é verdade que vocês... trabalham juntos a bastante tempo? – ela deu um risinho no final. Tinha algo que eu deveria saber acontecendo?
– Sim. – ela arqueou a sobrancelha como quem buscava outra resposta. - Apesar dele ser um preguiçoso. - lhe segredei e pude vê-lo revirar os olhos.
– Nós temos tanto o que conversar. – ela parecia eufórica com a ideia.
– Eu vou adorar. – fui sincera. A mulher me pareceu uma boa pessoa, tinha certeza que nos daríamos muito bem.
– Você deve estar com fome. – fomos interrompidas pelo pai dele e Shikamaru suspirou aliviado.
Este eu já conhecia, mesmo que tivéssemos conversado poucas vezes. Ele me cumprimentou brevemente e estendeu a mão a esposa para que ela levantasse.
– É claro. – ela respondeu, olhando – o com uma expressão interrogativa enquanto ia para dentro da casa, levantei disposta a segui – lá.
– Não precisa, eu a ajudo. – o pai dele disse e seguiu a mulher, deixando – me sozinha com Shikamaru novamente. Suspirei. Ele me olhou um pouco hesitante, ponderando as palavras que usaria.
– Bonito vestido. - Shikamaru disse provocativo, mas seu rosto estava corado. 
– Obrigada. - respondi desviando meus olhos dos dele. Preguiçoso, só podia estar pensando que eu escolhi esse vestido por causa dele. - Foi o primeiro que escolhi.
Shikamaru arqueou a sobrancelha porém nada mais disse a respeito, apenas acenou com a cabeça. 
– Volta para Suna amanhã? - Ele pôs as mãos nos bolsos e registou a cabeça no sofá, direcionando o olhar para cima.
– Sim - respondi após pensar um pouco.
Olhei para ele e desejei saber o que estava se passando em sua mente. Era melhor que aquilo não tivesse acontecido, pois desde então, o clima entre nós estava um pouco tenso.
– O almoço está pronto. - o pai dele veio nos chamar. 
Nos levantamos ao mesmo tempo e o seguimos. Para minha total satisfação foi bastante agradável. Yoshino, mãe de Shikamaru e eu conversamos o tempo todo. O pai dele falava algumas vezes, enquanto o próprio Shikamaru apenas observava tudo.
Pouco depois que o almoço acabou os pais de Shikamaru saíram dizendo voltar logo e Yoshino me fez prometer que a esperaria, para que pudéssemos conversar mais. 
Ficar sozinha com Shikamaru não estava nos meus planos e eu acabei prendendo a respiração sem perceber. 
– Você está bem? - Ele perguntou, tirando – me de meu transe.
– Apenas cansada. Nada com o que você precise de preocupar. - disse com um sorriso de canto.
– Talvez eu pudesse te fazer uma massagem. - arregalei os olhos após sua proposta, o que não passou despercebido por ele. - O quê? Acha que eu vou atacar você? - agora ele estava passando dos limites. 
Era óbvio que eu pensaria que sim, principalmente após o ocorrido ontem.
Depois de tantas provocações, eu não resisti e o beijei no escritório. Beijo satisfatoriamente correspondido por ele. 
– Tudo bem, você pode. - Se ele achava que apenas ele podia jogar aquele jogo, estava muito enganado. Entretanto ele não ficou surpreso apenas sorriu e pediu que eu me sentasse de costas para ele no sofá.
E assim começou minha tortura. 
As mãos dele deslizaram por meus braços lentamente, acariciando – os com delicadeza. Podia sentir sua respiração em meu pescoço, tão próximos estávamos, e saber aquilo estava me deixando arrepiada, excitada.
– Apenas relaxe. - Ele disse baixo em meu ouvido e sua voz pareceu demasiadamente provocante para mim.
Cada toque dele deixava um rastro quente em meu corpo. As mãos ágeis pousaram em minhas costas e eu respirei fundo para manter o controle sobre meus atos. Aquele homem, aquela massagem, o lugar e a situação em que estávamos, era tudo tão excitante.
Talvez eu não devesse ter aceitado aquela proposta. Nenhuma delas. Estar tão próxima de Shikamaru um dia após ter beijado ele, era extremamente complicado. Para não dizer problemático. O que havia se passando na cabeça dele para me convidar para almoçar?
– Você deveria estar relaxando e não se preocupando com esse assunto. - ele voltou a falar, parando as mãos em meus ombros. 
– Quem disse que eu não estou? – tentei fazer com que minha voz soasse o mais natural possível, contudo foi impossível depois que ele subiu as carícias para meu pescoço. 
– Tem razão. – ele parou a massagem, mas não se afastou de mim. – O beijo que aconteceu ontem foi um acidente. – o sentir colar nossos corpos.
– Claro que sim. – respondi num fui de voz e o ouvir rir.
– Mulher problemática. - ele levantou apenas para sentar novamente, desta vez na minha frente. – Quer dizer que não quer me beijar agora?
Eu sabia que estava completamente corada, mas não poderia dizer se era por vergonha ou qualquer outra coisa. A verdade é que o beijo não havia sido um acidente. E eu queria beija-lo novamente. 
Os olhos de Shikamaru estavam fixos nos meus, nossos rostos estavam próximos, as mãos dele estavam nas laterais de meu corpo. Eu sabia que meu desejo era recíproco. Eu sabia que podia confiar nele. E eu sabia que queria aquele beijo.
Eu estava prestes a beija-lo quando os pais dele chegaram. Nos levantamos bruscamente o que não passou despercebido pelos mais velhos. 
– Atrapalhamos algo? – Yoshino parecia insatisfeita. 
– Não. – Eu e Shikamaru respondemos juntos. 
– Eu tenho que ir. - Yoshino abriu a boca para protestar. - Sinto muito. – completei e sair da casa praticamente fugindo. O que estava acontecendo afinal? 
Passei o resto da tarde jogada na cama do hotel em que ficava. Só podia estar ficando louca quando num ato de impulso beijei o preguiçoso. E não era a única a estar perdendo o juízo ali, afinal, ele também queria me beijar.
Estava buscando uma resposta para minhas aflições e meus surtos, lê –se desejos pelo Nara, quando uma batida na porta me interrompeu.
Levantei devagar, quem quer que fosse poderia esperar, e me assustei ao ver Shikamaru parado em frente à minha porta. A expressão típica de sono estava lá, entretanto seus olhos estavam decididos. Ele transbordava confiança; era uma mistura sexy, perigosa.
– O que você quer? – nada sutil. 
– Vim terminar o que começamos. - Ele foi direto.
Shikamaru estava cansado das nossas indiretas, de todas as vezes fingirmos que não havia nada. E eu também. Nós sabíamos que havia. 
Com apenas um passo ele colou nossos corpos e me beijou. Não era um beijo calmo. Era um beijo voraz. Era um beijo ardente, carregado de luxúria e desejo. Era um beijo que deixaria qualquer um excitado apenas em vê-lo.
As mãos dele passeavam pelas laterais do meu corpo possessivas, dominantes. Nos separamos, porém ficamos a poucos centímetros de distância. 
Olhos nos olhos. Ambos ofegantes. Ambos querendo mais. Ele voltou a me puxar, beijou meu queixo, meu pescoço e novamente meus lábios, contraditoriamente eu o interrompe desta vez.
– Espera. - disse ofegante o afastando.
– Você não vai dizer que não podemos não é? – ele perguntou segurando meu braço. – Eu pensei muito antes de vir aqui e...
– A porta ainda está aberta. - Eu disse mais uma vez o interrompendo e revirei os olhos. 
Eu não precisava que ele dissesse absolutamente nada. Ele estar ali já significava tudo. Shikamaru estava rendido. Completamente apaixonado. E eu também.

Notas finais do capítulo


Notas Finais


Perdões pela formatação tosca!
Espero que tenham gostado! Beijosssssssssssssss


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...