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História Renjun Day: Alcançando as estrelas - Capítulo 1


Escrita por: e DrWriter


Notas do Autor


Ⓕ 𝐅𝐈𝐂𝐇𝐀 𝐓É𝐂𝐍𝐈𝐂𝐀
[✏] História escrita por — @drwriter
[✃] Capa feita por — @neowave
[✒] História betada por — @rainfliorest

Ⓝ 𝐍𝐎𝐓𝐀𝐒 𝐃𝐎 𝐀𝐔𝐓𝐎𝐑
Fazendo meu debut nesse projeto lindo e voltando a escrever depois de 1 ano. Eu estou muito feliz de poder comemorar o aniversário do Renjun com essa fanfic, apesar da vibe não ser muito de celebração, risos. É muito importante para mim poder concluir essa história. Espero que vocês gostem bastante e se inspirem no Renjun para nunca desistir! Boa leitura!

Capítulo 1 - Realizando um desejo


Fanfic / Fanfiction Renjun Day: Alcançando as estrelas - Capítulo 1 - Realizando um desejo

 

Passos. Passos. Passos.

Mais rápido. Mais passos. Mais ar.

Ardência. Dor. Mais passos. Mais suor.

Mais ar. Mais passos. Mais dor.

Contrair. Relaxar. Respirar.

Mais passos! Mais rápido!

Mais! Mais! Mais!

Uma correria que não parava.

Renjun estava sempre correndo. Os pulmões já eram acostumados à falta de ar. Os músculos tensos doíam quase sem parar, porque ele não parava de correr. Era desesperador! Corria para se esconder, e corria para se salvar. Corria para poder sonhar, para talvez se encontrar no fim do caminho.

O Huang era um garoto sofrido. Sozinho. Acostumado ao pouco. Pouco carinho. Poucas oportunidades. Poucas palavras. Sua história nunca precisou de muitas linhas para ser contada. Órfão. A criança que ficou por último. Aquele que nunca foi adotado. Talvez pudesse terminar por aqui. Ele não tinha ninguém que pudesse pedir por mais alguns parágrafos. Entretanto, jamais se esquecia de orar às estrelas por um milagre. Apesar de nunca ter sido ensinado sobre religiões ou crenças, via nos astros a possibilidade de mudança. Foi por causa de seus pedidos sinceros que eles resolveram ouví-lo.

(...)

Era o fim do verão. Mais uma criança havia ganhado uma família. Todos iam embora um dia, mas Renjun continuava ali. Com o tempo, ele aprendeu a não se importar tanto e passou a direcionar toda sua atenção ao seu surrado caderno de desenhos. Afinal, por mais difícil que a vida fosse, o moreno mantinha suas esperanças através de ilustrações fantasiosas sobre um herói solitário e corajoso. Tentava representar aquilo que desejava ser através dos traços na folha branca e se espelhar em suas próprias expectativas. Era dessa forma que tentava diminuir o fardo triste que carregava.

Todavia, as outras pessoas não pareciam entender a importância das mãos sujas de tinta que o Huang exibia orgulhosamente. Os colegas de classe caçoavam dele por todas as imperfeições que possuía. Não davam a mínima para todas as lutas que o garoto de corpo esguio e calcanhares machucados enfrentava diariamente. Era como se sentissem prazer em destruir os sonhos que o castanho construía com tanto carinho; uma prova de que a maldade humana era pior do que as linhas traçadas pelo destino.

Entretanto, nenhum dos xingamentos proferidos pelos colegas machucaram mais o órfão, do que a visão de seu querido caderno sendo rasgado em frente aos seus olhos. Não importava o quanto corresse ou chorasse, a dor de ver seus preciosos desenhos se esvaindo jamais iria embora. Foi como se seu último fio de esperança tivesse sido rompido; nada mais fazia sentido. Foi na tentativa de encontrar um motivo para não desistir, que percebeu que jamais seria feliz se permanecesse naquele ambiente.

Foi com esse pensamento que, num rompante, planejou uma fuga. Juntou as poucas coisas que ainda lhe pertenciam, algumas roupas e um tênis velho, e esperou até o fim do toque de recolher, para sair de fininho pela janela do quarto, às exatas 23:03 da noite. A lua aparecia solitária no céu, enquanto o jovem corria pelas ruas como um vulto. Recordou-se, então, que se fosse possível alcançar a velocidade da luz, a matéria deixaria de ser matéria e passaria a ser luz. Isso fez com que corresse ainda mais rápido, desejando se tornar uma estrela na imensidão do céu.

Quando virou mais uma esquina numa rua qualquer, percebeu ter chegado no ponto mais alto da cidade. Os passos foram parando até que estivesse frente a todos os feixes luminosos dos prédios, com as mãos na grade de proteção à beira do morro. Respirava com pressa, observando o caos urbano se fundir com o céu limpo. O questionamento sobre a própria existência veio acompanhado de uma chuva de meteoros e uma corrida desesperada para alcançar uma das tantas “estrelas cadentes” que inundavam sua visão.

Por um momento, era como se nada mais importasse; fossem os calcanhares sangrando ou os pulmões implorando por ar. Renjun só pensava em se apoderar das estrelas e realizar seu desejo. Ele correu, correu, correu. Até os prédios darem lugar a uma clareira na floresta. E então ele viu, em seu máximo esplendor, uma estrela flutuando bem no meio da grama molhada. O astro brilhante tomou a forma de uma pessoa e lhe estendeu a mão, como se o chamasse para um abraço. E com ternura, sussurrou em seus ouvidos: 

“Sua corrida terminou. Agora você está em casa”.

 



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