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História Renjun no País das Maravilhas - Capítulo 2


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Notas do Autor


Sei que demorei um tempão para atualizar, mas confesso que minha mente estava um pouco fraca. Eram mil coisas ao mesmo tempo, e não tive muita criatividade.

Se o capítulo ficar pequeno, espero que me perdoem.

boa leitura<3

Capítulo 2 - Episode 02: As castas.


— Jaemin, vou lhe perguntar mais uma vez. — Donghyuck semi-serrou os punhos e aproximou-se do rapaz, olhando em seus olhos. — Cadê o Huang Renjun? 

 

O rapaz travou, não saberia como explicar todo o contexto, achava que o Lee iria zombar de sua cara, assim como esperava que todos fizessem. Jaemin não tinha certeza se realmente revelaria sobre o projeto, o que ele diria? “Eu criei uma máquina do tempo, Hyuck! Oh, que dar uma olhada?” Ou “Renjun está preso no tempo, sabe-se lá aonde. Está a fim de me ajudar?” Talvez a segunda opção. Porém, sabia que o coreano á sua frente o admirava bastante, escutou Renjun lhe dizendo algumas vezes, que Donghyuck gostava muito de seus projetos. Talvez não seja má ideia contar o aconteceu. 

 

Já Donghyuck, estava preocupado. Criou mil e uma paranóias sobre o sumiço repentino do amigo. Teria acontecido alguma coisa, e Jaemin estaria escondendo de si? Ou talvez, Renjun só estivesse com problemas e foi atrás para resolvê-los, Jaemin também poderia estar resolvendo os seus agora... Mas a intuição de Donghyuck dizia outra coisa. O Lee acreditava que Renjun corria perigo. Encarou o Na mais uma vez, o rapaz estava trêmulo, as orbes escuras pareciam sem esperança, e as mãos estavam suadas. 

 

De fato, alguma coisa séria aconteceu. 

 

— Donghyuck, eu... criei um projeto. — Desviou o olhar, e respirou fundo antes de continuar. — Pode parecer um pouco de loucura, mas eu construí uma máquina do tempo. Eu realmente não esperava que ela funcionasse, mas as coordenadas e o teletransporte, apresentaram resultados ótimos. 

 

Hyuck paralisou, não sabia se acreditava ao certo; com certeza adorou todos os projetos que Jaemin já foi capaz de construir, até aqueles que deram errado. Não iria julgar algo que nem foi capaz de ver, por enquanto. 

 

— Fiquei três anos só trabalhando nela, aconteceu que chamei Renjun para ser meu cobaia, como de costume. — Arriscou olhar para Donghyuck, e corou quando percebeu os olhinhos brilhantes, esperando que a história terminasse. — Primeiro testamos com uma peça mecânica, e quase surtei quando ela avia sumido. — Jaemin riu fraco, relembrando de horas antes. — E, finalmente pedi para que Renjun entrasse nela e...

 

— Está me dizendo, que Renjun sumiu dentro daquela coisa? — Donghyuck gritou, e Jaemin rapidamente calou a boca do coreano com as mãos. 

 

— Não grita, ficou louco?! 

 

— Isso parece doideira! Como não consegue trazer ele de volta? 

 

— Um controle estragou. — Nana coçou a nuca, e olhou pidão para o rapaz de cabelos ruivos. 

 

— Está bem, cachorro abandonado. Me mostra logo esse troço. 

 

E os dois entraram na casa alaranjada. Donghyuck ficou impressionado com tamanha organização, achava Na Jaemin um pouco estabanado, não pensara que sua casa seria tão limpa e organizada. E o laboratório, era totalmente ao contrário, uma zona. Materiais espalhadas por toda a parte e peças caídas no chão. Portanto, o Lee nem teve tempo de notar toda aquela bagunça, os olhos brilharam novamente ao deduzir que aquela coisa tão grande, seria a máquina do tempo. 

 

— Não brinca... — Com a boca aberta, Donghyuck obrservava cada detalhe daquela obra prima. Sabia da capacidade de Jaemin, mas nunca imaginou uma belezura dessa. Aquilo era incrível, e muito bonita. 

 

— Er... — O de madeixas azuis coçou a nuca, procurando algo. — Se quiser ler isso aqui. — Entregou para o mais novo, uma caixa cheia de mangás. — Ainda tenho que terminar de ajeitar o painel. 

 

E passaram a tarde ali, Na Jaemin concentrado o máximo possível, para não errar em nada; e Lee Donghyuck distraído lendo aquela pilha de mangás. O mais novo vez ou outra, tocava em algum objeto estranho da mesa, passando despercebido pelo Na; achava magnífico cada detalhe daquele pequeno cômodo. 

 

 

 

No século passado, já era de manhã. Jisung e Sicheng aviam organizado uma cama para que Renjun pudesse descansar. Estavam todos de pé, afinal, o guarda real da casta vermelha, Johnny Suh, bateu de porta em porta acordando todos. Logicamente estranhou a presença de mais um no quarto, portanto, como não tinha acesso às informações vindas do Lorde Taeyong, sobre alunos transferidos, não importou-se tanto. 

 

— Uau! A farda lhe caiu muito bem! — O mais novo dos três garotos, ajeitou a gravata do Huang. — Vamos logo, está na hora de comer alguma coisa! 

 

Jisung pegou Renjun pelo braço, e foi arrastando o chinês até o salão principal. Dong Sicheng, ainda sonolento, cambaleava pelo enorme corredor, vez ou outra coçando os olhinhos. O salão principal costumava ser muito cheio. Era bem decorado, com duas grandes mesas compridas, uma pertencia aos Howlites, e os outros aos Rubies. 

 

Quando o lorde Lee Taeyong separou os alunos em grupos diferentes, não imaginou uma rivalidade tão grande entre ambas castas. Isso tem sido um grande problemas para os guardas reais, Seo Youngho e Jung Jaehyun. Brigas graves eram raras, mas pequenas discussões e ofensas sempre estiveram ali, na maioria das vezes, iniciadas pela casta azul, Howlites. 

 

— Yuta está te olhando de novo. — O Park sussurrou no ouvido de Sicheng, esse que quase derrubou o prato ao ver que o japonês da casta azul realmente não sabia disfarçar o olhar de predador. 

 

— Deixei-o olhar. — O Dong manteve a postura de ignorante, e deu de ombros. Queria transparecer que não importava-se com o Nakamoto rebelde, porém falhava miseravelmente ao pensar nos olhares quentes de Yuta; ele era estranhamente atraente. 

 

Já Renjun estava maravilhado com o tamanho do banquete. Achava aquilo tudo muito incrível, por um momento, desejou nunca mais sair de Cristal’s. Os três sentaram próximos ao final da mesa, onde poderiam conversar mais à vontade. O chinês tinha varias duvidas para tirar com os dois á sua frente, mas poderia esperar mais um pouco, aquele pudim parecia uma delícia. 

 

Na mesa da casta vizinha, Lee Jeno não desviou o olhar do novato nem por um segundo. Huang Renjun teria lhe chamado a atenção desde que Yuta comentou de Sicheng na mesa pela segunda vez. 

 

— Tchubirau daum daum, Jeno? — Mark Lee sentou ao lado do coreano. 

 

— Não. — Respondeu despertando do transe. Encarou o prato do amigo e sorriu ao ver o mesmo de sempre. 

 

— Esse doce de abóbora do Taeil, é horrível! — Yuta o olhou decepcionado. Minhyung sempre acabava passando mal depois, e o japonês era quem sempre limpava a sujeira no chão. — Se vomitar na minha cama de novo, te faço limpar com a língua! 

 

— Para com isso, esse doce é uma delícia! Não me importo de passar mal depois, Taeil só prepara ele três vezes por mês, bando de dramáticos.— O canadense enfurecido enfiou metade do pão com doce na boca, e Jeno rolou os olhos, não muito diferente de Yuta. 

 

— Quem é ele? — O coreano olhou discretamente para o Huang. — Nunca o vi por aqui. 

 

— Ouvi por aí que ele chegou ontem. H... Hwang... Não, não, Huang Renjun! Isso.

 

 Yuta ainda era meio travado com sobrenomes, ainda mais se eram chineses. Fazia apenas um ano que o japonês saiu da terra natal, para estudar ali na Coreia. Seus pais permanecerem lá, e mesmo assim estudou coreano com Jaehyun, e até que falava bem atualmente. Adolescentes de vários lugares sonhavam em viverem dentro do castelo de Cristal’s, porém, aquele lugar eram um abrigo para jovens. Aqueles que não tinham a presença dos pais e possivelmente não tinham para onde ir. Taeyong era um rapaz muito gentil, e seguiu com os planos do pai, após a morte do mais velho. Embora o Lee estivesse no auge de seus vinte e cinco anos, era um bom lorde e sabia liderar um castelo sozinho. Vez ou outra perdia-se  com os mapas, mas Jaehyun o ajudava de bom grado. 

 

O Jung era seu ombro direito, sempre o corrigindo e auxiliando. Se não fosse pela ditadura, com certeza seu pai teria escolhido Jung Jaehyun como novo herdeiro do trono. O rapaz era muito inteligente e com um bom coração. A intenção do projeto de seu pai, era acolher jovens “órfãos” e ensiná-los táticas de batalha, e óbvio que estudos não estavam fora do catálogo. O castelo era pouco atacado, portanto, nunca poderiam baixar a guarda para os samurais de uma organização japonesa. 

 

 

 

Jaemin estava exausto, mas não desistiria tão facilmente de recuperar seu amigo novamente. Donghyuck avia adormecido na mesa há mais de uma hora, infelizmente a pilha de mangás o deixou entediado. 

 

— Consegui! — O de madeixas azuis gritou empolgado, assustando aquele que estava adormecido. Só faltou Hyuck cair da cadeira. 

 

— O que? — Perguntou sonolento. 

 

— Vamos buscar Renjun! Eu só preciso lembrar a ordem numérica que eu digitei antes... Hyuck, entra lá. — Olhou de relance para a máquina, e Donghyuck rapidamente entendeu o recado. Levantou da cadeira e apressou os passos até a máquina do tempo. Levou a destra até a barra da portinha, abrindo-a com agilidade. 

 

Jaemin logo lembrou dos números e os digitou, esperou a máquina começar a balançar para entrar lá dentro. Por mais que o Lee estivesse curioso, segurou na mão de Jaemin, em busca de conforto. Estava com medo. Já Na Jaemin, estava com pura adrenalina circulando em seu interior, queria muito saber o resultado de seu projeto e o mais interessante: para onde iria. Perguntava-se sobre Renjun. Ele estava bem? O chinês estaria perdido? 

 

E aquele clarão conhecido, surgiu na vista de ambos. Donghyuck pôs a mão sobre os olhos, e o Na fez o mesmo. Aquilo que mais pareceu durar horas, progrediu em apenas dezessete segundos. Aviam caído sobre um gramado verdinho, por coincidência, aquele mesmo onde Renjun caiu há horas atrás. O Lee estava desacreditado, olhou em toda a redondeza e tampou a boca, após por os olhos na grande construção atrás de si. O magnífico castelo do reino Cristal’s. Jaemin estava tão surpreso quanto o amigo, um lugar daquele jamais passou por sua imaginação; era tudo muito belo. 

 

— Q-que lugar é esse...? — Donghyuck tocou na grama, só para conferir se não eram apenas delírios seus. — Nana, isso é incrível! Mas, onde será que Renjun está?

 

— Talvez ali dentro. — Apontou para o castelo. — Deveríamos dar uma olhada? 

 

— Com certeza. — Hyuck sorriu. Seu maior sonho desde criança, era conhecer um castelo medieval de verdade, e Na Jaemin conseguiu realizá-lo. Lembraria de agradecê-lo sempre. 

 

 

 

O trio de garotos estava alegre como sempre. Jisung impôs a ideia de levarem Renjun para conhecer mais o castelo, Sicheng estava preguiçoso como de costume, mas não excitou em acompanhar os dois, queria a todo custo evitar Yuta. O Park decidiu começar pela cozinha, onde Renjun conheceu o fiel cozinheiro Moon Taeil, achou o loiro bem otimista, e não pode deixar de comentar da comida gostosa. Depois de mostrarem onde ficava o cantinho do guarda da própria casta, o que atendia por Johnny; resolveram caminharem até o jardim. 

 

— E aqui, é o local das rosas e tulipas mais lindas que eu já vi; os lírios também são muito comuns e...

 

Dong Sicheng adoraria explicar seu conhecimento e amor pelas flores, mas estreitou o olhar para aquele dois estranhos parados no meio do jardim. Um de cabelos azuis, e o outro de pele mais bronzeada. Renjun reconheceu os indivíduos logo de cara, mas não poderia dizer que os conhecia. E não foi isso que Jaemin e Donghyuck pensaram, sairiam correndo na direção do chinês, perguntando se ele estava bem. 

 

— Os conhece? — Park Jisung estava confuso, cumprimentou os dois e ficou os encarando depois, Sicheng estava igual. 

 

— Não. 

 

— Sim. 

 

O Huang respirou fundo. Devia belas explicações aos dois Rubies, e torcia para que acreditassem, e não espalhassem para mais ninguém. Seria um caos completo se isso chegasse nos ouvidos da casta azul e do Lorde Taeyong. 

 

 


Notas Finais


as castas são tipo rainha de copas e rainha branca, no filme da Alice🙈

capítulo não revisado⚠️

até mais!


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