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História Replay - Um garoto de orelhas de cachorro. - Capítulo 17


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Capítulo 17 - Capítulo 15 - Um acordo


Fanfic / Fanfiction Replay - Um garoto de orelhas de cachorro. - Capítulo 17 - Capítulo 15 - Um acordo

Ele abriu a porta do quarto com dificuldade. Os cabelos pretos desciam até a altura dos ombros e a respiração estava pesada. Seus caninos tinham desaparecido, suas garras agora não existiam. Ele era humano.

Ele andou pelo corredor ouvindo alguns barulhos de vidros se quebrando e passos rápidos. Ele tentou andar mais rápido até a sala para ver o que estava acontecendo e parou se encostando na parede quando avistou um garoto de cabelos loiros e uma menina não muito mais velha que ele sentados no sofá o observando.


— Quanto tempo. — Dake sorriu para Castiel se levantando e caminhando até onde ele estava. Castiel deu um passo para trás se sentindo fraco.

— Dake... — ele sussurrou.

— Vamos! Mais animação, você tem visitantes em casa. — Dake sorriu para ele puxando Castiel pela gola da blusa até o sofá.

— Quando os visitantes me vem para agradar, eu fico animado... — Dake reagiu dando um soco em seu rosto.

— Bem... Isso não importa. — ele disse dando de ombros e puxou um isqueiro para acender seu cigarro, mas logo quando tentou acende-lo o isqueiro queimou sua mão em uma enorme labareda de fogo. Dake desviou os olhos para Marina que sorriu.

— Machuca-lo é trabalho meu. — ela disse se levantando e se aproximando de Castiel.

— Marina... — Castiel disse passando a mão no local do soco. — É sempre um horror vê-la.

— Que lindo. — ela se inclinou para frente pegando seu isqueiro de ouro. O abrindo e fechando várias vezes enquanto o encarava.

— O que vocês querem? — ele parou por um minuto se lembrando de Aya. — Onde está...

— Ela não está aqui e nem no mercado. — Marina disse suspirando. —

Ela foi até a casa de Ken. — ela concluiu. — Mas no momento nossos assuntos são com você, Castiel. — ela puxou uma cadeira se sentando de frente para ele. — Armin quer a espada de Grey. — Castiel sorriu zombeteiro.

— Bom para ele. — o telefone começou a tocar e Dake empurrou o telefone ao chão que se quebrou.

— E nada bom para Aya. — Os olhos de Castiel se fixaram nela enquanto Dake amarrava as mãos de Castiel por trás de suas costas e depois amarrando seus pés. — Ele acredita que Dante escondeu a espada dentro do diário e como você sabe, o diário só mostrará seu conteúdo para Aya. — ele ergueu as sobrancelhas.

— Já disse, se Armin tocar na garota...

— Sim, nós sabemos e para evitar conflitos maiores, Armin quer que a garota tire a espada de lá. — ela se inclinou para sobre Castiel. — Ele mandou lhe avisar para que não interfira em nada.

— Ele não pode me matar...

— Ninguém disse que Armin mirava em você... — Os olhos de Castiel se arregalaram.  — Se afaste da garota, Castiel. O máximo que poder e não interfira.

— E como vai pegar a espada?

— Oh! Ela não te contou? — ela riu. — Armin prometeu falar do pai de Aya se ela fosse sua companheira no baile de mascaras. — Castiel estremeceu.

— Isso é mentira. Ela teria me dito.

— Coitado. — Dake riu.

— Bem, ela irá. Ela fez um trato com um guardião e você sabe como isso funciona, ainda mais se tratando de Armin. Não interfira, Castiel. Seu egoísmo pode custar à vida de Aya. — Ela se levantou abrindo o isqueiro pela última vez.


Uma labareida de fogo foi lançada até a cortina que logo pegava fogo assim como a maior parte da sala. Em poucos minutos toda a casa estaria em cinzas.


— Pensando bem, só não interfira... Se por um acaso você sair vivo daqui.


Ela lhe deu as costas deixando Castiel sentado nos sofá com as mãos e pés amarrados.

[...]

— Diga-me Aya, do que você tem medo?


Eu fiquei em silêncio. O coração batia descontroladamente enquanto eu pensava no que poderia estar acontecendo com Castiel agora, nesse exato momento. Eu fechei os olhos tentando me acalmar e pensei em meu medo, sim. Eu sabia qual era meu medo e eu o disse em voz alta.


— Eu não posso perde-lo...


Luise se afastou de mim quando eu me inclinei para frente levando as mãos na cabeça. Eu podia sentir o diário vibrando freneticamente mesmo naquela distancia. O diário estava me mostrando uma parte do futuro, mesmo que eu nem tivesse o tocado para isso e ainda de olhos fechados eu pude ver o fogo se alastrando pela casa, o cheiro de queimado e... Um garoto de cabelos pretos. Tão perto do fogo. Espera!

Eu abri os olhos apavorada.


— Ele está em casa! — eu disse em um grito correndo para a porta sem esperar mais ninguém.

[...]

Eu não esperei o carro parar. Abri a porta me atirando para dentro da casa em chamas, as labaredas de fogo chamavam pessoas de todo o bairro para a minha porta. Eu avancei para dentro da casa desesperada, empurrando a porta destroçada e procurando Castiel. O cheiro da fumaça começou a me deixar tonta, mas eu avancei ainda assim para dentro da casa até a parte da minha visão onde eu o tinha encontrado, porém, nada encontrei.

Corri pelo corredor em chamas para o quarto de Castiel, mas não existia nada lá. Onde ele estava? Eu me virei para voltar à sala, mas agora a passagem estava bloqueada, eu estava sem saída. Eu me encolhi em um canto assustada. Os olhos varreram até o meu quarto onde eu entrei encontrando o diário que ainda tremia como eu tinha sentido na casa de Ken. Eu toquei o diário deixando as lágrimas caírem uma após a outra em desespero e lembrei do que Luise tinha dito. Do que eu tinha medo? — eu perguntei para mim mesma e abri o diário sussurrando.


— Por favor, me ajude!


A fumaça me sufocou. Eu me ajoelhei no chão agarrando o diário contra o peito quando a janela do quarto se destroçou em milhares de pedaços. Eu não me virei para encarar quem quer que fosse, pouco tinha forças para abrir os olhos. Os braços fortes me pegaram no colo me grudando em seu corpo. Eu me agarrei em quem quer que fosse tossindo sem parar e logo nós estávamos ao lado de fora da casa, mas ele não parou de correr. Ainda me carregando nos braços ele me carregou para longe. Eu tive forças apenas para levantar os olhos rapidamente e notar dois olhos azuis me encararem com diversão.

Ele parou minutos depois me colocando no chão. Eu não sabia onde estava. Talvez no parquinho ao lado do grande parque de diversões? Ele se afastou de mim. Os cabelos pretos se sacudindo contra o vendo.


— Quem é você? — eu perguntei enquanto ele estalava a língua. — Onde está Castiel? — ele deu um meio sorriso.

— Castiel está bem. — ele disse irritado. — Parece que precisa de muito mais para mata-lo, mas como você foi uma boa garota em não contar a ele sobre o baile, eu te direi duas coisas. — ele disse se inclinando para perto de mim, os dedos roçando em meus lábios e ele beijou o canto de minha boca sussurrando em meu ouvido. — Foi Castiel quem matou seu pai... — eu arregalei os olhos e estremeci. Ele sorriu enquanto fixava os olhos azuis em mim como se estivesse me hipnotizando. — E a segunda... Você não vai dizer a ninguém como saiu de lá.


Dito isso, ele sumiu no meio da noite como um vulto. Eu fui capaz apenas de ouvir a voz de Castiel e a de Ken chamar meu nome, mas não tive forças para responder. Meus olhos pesaram e eu apaguei.



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