História Reputation - Capítulo 10


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Palavras 3.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meu amores, espero que gostem do capítulo.
Treacherous já foi minha música favorita, ainda está no meu top 10.
Ouçam o hino!
Boa leitura <3

Capítulo 10 - Treacherous


  Acordei com vários beijos em meu pescoço e sendo completamente abraçado por trás.

—O que faz aqui, amor? —Ouvi a voz rouca de Junghyun ao pé do meu ouvido. Logo em seguida mais beijos no meu pescoço, e mais carícias por todo o meu corpo. —Que surpresa maravilhosa!

  Me virei para olhar em seu rosto, e ele parecia muito feliz por me ver ali.

 Junghyun sempre foi simplesmente lindo e desejado, assim como o irmão mais novo. Mas... eu tenho asco dele, e eu não consigo entender o porquê, já que esse mesmo nojo parecia não acontecer quando era Jungkook a se aproximar de mim.

—Eu vim passar a noite com você, estava me sentindo muito sozinho naquele apartamento enorme. —Falei baixinho, fazendo minha expressão mais “fofa” com direito a biquinho e tudo, sentindo ele me puxar ainda mais para si, me apertando contra seu corpo forte.

  Junghyun encostou sua boca na minha, em um selar carinhoso.

—Ah, meu amor... era só você ter me ligado, eu ia na mesma hora ficar com você. —Ele disse olhando-me nos olhos, seu rosto transbordava alegria. —Você sabe que eu vou sempre quando você pedir, não sabe?

  Afirmei com a cabeça, ainda o fitando com minha expressão “inocente”. Então ele sorriu para mim, e se aproximou mais, fazendo nossas respirações se misturarem.

—Acho melhor eu ir para casa agora. —Sussurrei, vendo seus olhos escuros se fixarem na minha boca, e logo em seguida voltar a fitar os meus. —Eu...

—Fica... —Ouvi seu sussurro, suas mãos fortes não me deixariam desgrudar dele tão facilmente. —...pelo menos almoça comigo, uh?

  Eu sabia que precisava ficar ali com ele, precisava analisar a situação e ver como tudo estava entre nós dois. Fazia um tempo que eu não conseguia ficar perto de Junghyun, e eu não podia cometer esse tipo de erro.

—Tudo bem, podemos almoçar juntos. —Respondi com um sorriso. —Mas eu preciso voltar...

  Ele mal deixou eu terminar de falar, calando-me com sua boca. O beijo afoito foi correspondido por mim, e ao sentir sua boca macia meus pensamentos foram na mesma hora para a noite anterior, o que me deixou irado de tanta raiva.

  Junghyun me virou para baixo e ficou em cima de mim, e eu me acomodei embaixo dele. Nossos lábios se moviam de forma rápida e faminta, ele tentando me devorar, e eu tentando esquecer a imagem de um Jeon Jungkook me imprensando contra a cama, roçando seus lábios nos meus, me provocando.

  Maldito.

  Senti uma mão entrando por minha camisa, tocando minha barriga com cuidado, acariciando minha pele, enquanto nossas bocas não se desgrudavam naquele beijo interminável.

  Quando notei que sua mão boba estava descendo demais, eu surpreendentemente me entreguei ainda mais àquilo. Eu estava irritado, mas queria aprofundar um pouco mais as coisas, mesmo que nunca fosse permitir chegar muito longe.

  Abri mais as pernas para acomodá-lo, e quando ele se encostou mais em mim, eu percebi o quanto estava duro... agarrei seus cabelos com força mostrando a ele que eu o desejava, então ele se soltou do nosso beijo para gemer alto contra a minha boca. E foi nesse momento que a porta foi escancarada.

  Escutamos a madeira batendo com tudo contra a batente, fazendo um barulho estrondoso que me fez quase ter um ataque, tamanho o meu susto. Na mesma hora Junghyun saiu de cima de mim, se levantando da cama.

  Ambos olhamos para a porta, encontrando ali, Jungkook de braços cruzados parecendo completamente furioso, enquanto olhava de mim para Junghyun.

—Que susto, porra! —Junghyun exclamou, com a mão no peito, olhando enraivecido para o irmão mais novo. —Como você entra no meu quarto do nada, quase quebrando a porta? Tá louco?

  Ele não olhava para o irmão, naquele momento ele olhava para mim, e aquele olhar demonstrava uma ira que não era fácil de ver no tão frio Jungkook.

  Engoli em seco me endireitando na cama, apertando a coberta contra o peito, sob o olhar meticuloso dele, será que ele diria a Junghyun que eu estava escondido em seu guarda-roupas ontem à noite?

—Você vai mandar seu noivinho embora, agora! —Foi o que ele disse, desviando o olhar furioso de mim, e se voltando ao irmão, ficando completamente concentrado nele. —Eu não quero ver mais esse garoto na minha casa.

—Jungkook... —Junghyun começou.

—“Esse garoto” tem nome e sobrenome. —Falei, olhando fixamente para ele. Minha fúria estava gigante nesse momento, e eu não deixaria ele falar de mim, ainda mais na minha frente.

  Seus olhos se voltaram novamente para os meus, o mesmo olhar superior e arrogante de sempre.

—Eu não me importo com o seu nome, muito menos com o seu sobrenome. Eu quero que você saia daqui, e não pise mais nessa casa. —Ele falou tudo me olhando de um jeito completamente furioso, mas aquilo não me intimidou nem um pouco. —Não sou obrigado a ouvir os gemidos nojentos de vocês! Querem transar? Vão para um motel!

—Jungkook! —Junghyun exclamou, não sabendo como agir naquela situação, o que só me deixou ainda mais irritado do que eu já estava.

—Vai embora, Jimin. E se eu ver vocês se agarrando sob o meu teto... eu não serei tão bonzinho como estou sendo agora! —Ameaçou, suas sobrancelhas estavam arqueadas e ele quase rosnava de raiva.

  Eu ri ironicamente, me levantando na mesma hora, logo começando a calçar meus tênis para ir embora. Eu estava muito irritado.

—Eu saio desse mausoléu com todo o prazer desse mundo!

—Jimin, não...

—Não se preocupe, amor. —Interrompi Junghyun, que já se aproximava de mim, aparentando estar preocupado. —Nos vemos amanhã, ok?

  Voltei meus olhos para Jungkook, que ainda me fitava com a mesma ira que entrou. Segurei a camisa de Junghyun, ainda olhando para Jungkook e selei os lábios do meu noivo em sua frente, fechando os olhos por alguns breves segundos.

  Eu senti os olhos do maldito me queimando, a tensão daquele quarto era palpável.

—Amanhã nos vemos. —Disse-lhe com um tom fofo, olhando para Junghyun.

—Desculpe por isso.

—Não se preocupe, eu estou bem. Amanhã almoçamos juntos, ok?

  Ele afirmou com a cabeça.

  Antes de sair do quarto peguei minha mochila que estava no chão e olhei firmemente nos olhos negros e furiosos do Jungkook, que me encaravam com uma clara irritação.

—Nunca mais me ameasse, porque ao contrário de você eu não sou dado a ameaças vazias. —Falei tudo olhando firmemente em seu rosto.

  Sai dali sem olhar para trás, segurando minha mochila firmemente, completamente louco para saber que papéis eram aqueles.

 

  FlashBack On

  4 anos atrás

  Eu estava tendo uma verdade crise. Ainda não sabia lidar com tudo o que eu estava descobrindo, eram muitas coisas.

  Meus pais haviam sido acusados de crimes terríveis, como tráfico de drogas, estelionato, entre outros. Mas o que sempre me magoou mais foi o de tráfico de mulheres. Aquilo me dava calafrios.

  Eu sempre soube que eles eram inocentes, mesmo que todas as provas estivessem contra eles. Nada fazia sentido, aqueles que apareciam nos jornais como dois monstros não eram as mesmas pessoas que me criaram com tanto amor e carinho.

  Até que ele apareceu na minha vida. Kim Kwan, o melhor amigo do meu pai, e também o único que acreditava nele e na sua inocência. Ele me disse que me procurou muito, mas não estava conseguindo me achar, até porque o governo escondeu o meu paradeiro justamente para preservar minha imagem, para não me associarem aos meus pais.

  Mas quando Kwan finalmente me achou, eu não estava mais na Coréia, e sim no Japão. Eu o conhecia desde que era criança, mas como ele estava morando em Tóquio, eu nunca mais o vi.

  Foi naquele dia, que eu descobri, que sim, meus pais eram mesmo inocentes.

  Os Jeons eram amigos dos Parks a anos, e aquilo era algo que eu não sabia até aquele momento, o que me fez entrar em choque. Na verdade, o pai de Jungkook e o meu foram melhores amigos de infância, mas pararam de se falar no ensino médio e tudo isso por causa da minha mãe.

  Eu não conseguia acreditar naquilo, mas Kwan me explicava tudo em detalhes. Até mesmo um dia em que brigaram feio no ginásio, e que ali foi o verdadeiro fim da amizade.

  Mas depois de anos sem se falar, Jeon Seok intermediou a briga e fez com que ambos voltassem a se falar minimamente, até mesmo fez amizade com a minha mãe com a desculpa de que eu e Jungkook andávamos muito juntos, e já que éramos amigos, eles também deviam deixar as diferenças de lado.

  Não sei como, mas eu nunca soube de tudo aquilo, nem mesmo sabia que os Jeons vez ou outra frequentavam minha casa.

  Kwan me entregou uma carta, que ele dizia ter sido escrita por minha mãe, horas antes do acidente que causou sua morte.

  Foi algo totalmente único para mim, eu mal conseguia respirar quando recebi aquilo. E não pude ler de imediato, fiquei horas com o papel lacrado em minhas mãos sem a mínima coragem para abri-lo.

  Não consegui, simplesmente não consegui abrir, nem mesmo depois que Kwan foi embora, nem mesmo quando se passou uma semana. Até que um dia, eu resolvi abrir a carta que deveria ser a minha despedida, e o meu alívio. Mas o que estava escrito ali, só me fez ter ainda mais ódio, e ainda mais sede de vingança do que tudo o que eu já tinha passado.

  Eu chorei, eu gritei, eu esmurrei a parede. Eu queria matar tudo e todos.

  Foi realmente um complô, haviam muitas pessoas envolvidas, eles acabaram com a vida dos meus pais para livrarem suas caras e receberem muito dinheiro em troca.

  Não foram só os Jeons, mesmo que eles tenham sido os verdadeiros causadores de tudo.

  Haviam, juízes, promotores e até mesmo políticos comprados.

  Milhares de “amigos” que foram usados como testemunhas contra os meus pais, todos comprados.

  As pessoas que sempre se disseram suas amigas, estavam todas contra eles.

  E no meio disso tudo, tinha Jungkook. Me traindo de todas as formas possíveis e imagináveis, enquanto eu só me entregava para ele, sendo exclusivamente dele. Amando-o como nunca amei ninguém antes. Até mesmo obedecendo ridiculamente ás coisas que ele me ordenava a fazer.

  Foram muitas traições, de todos os tipos. E eu não suportaria mais injustiça, eu não viveria o resto da minha vida calado, sabendo de toda a verdade nojenta por trás de tantas pessoas falsas que usaram da bondade e inocência dos meus pais, para lhes destruírem e ficarem com toda a fortuna e o status que não lhes pertencia.

  Eu contei nos dedos, todas as pessoas que caírão. Eram muitas.

  Mas, eu sabia que só havia uma forma de fazer com que todos caíssem.

  Era só destruir o que está no topo que o restante cai como poeira, ou seja, eu precisava destruir os Jeons, e então, eles entregariam todos envolvidos no esquema.

  Como eu entraria na família, para saber de tudo o que acontecia de perto, e ainda de quebra, deixá-los enfurecidos? Eu precisava ficar com Junghyun, isso era óbvio, mesmo que não fosse fácil. Eu teria que usar de toda a minha frieza para conseguir beijar e me permitir ser tocado por alguém que eu tenho tanto nojo. Mas eu faria TUDO para provar a inocência dos meus pais.

  Eu só jurei uma coisa a mim mesmo.

  Eu jamais deixaria com que a vingança me transformasse em um deles, eu não seria cruel, eu não queria sangue. Eu queria justiça.

  Eu seria sempre bom com quem merecia, porque eu fui ensinado assim pelas pessoas mais incríveis do mundo.

  Passaram-se meses desde que eu li aquela carta, e eu já havia conseguido todos os nomes da minha lista, mas eu ainda não estava pronto para encarar todos de frente, ainda não.

  Então resolvi fazer uma visita ao meu único amigo na Coréia, e voltei ás escondidas, sem ninguém saber.

  Estavam todos em Busan naquela época do ano, inclusive os Jeons, e em um impulso completamente louco eu os segui, logo depois de deixar minhas malas no hotel.

  E então... eu o vi. Depois de muito tempo eu vi Jungkook sentado olhando pensativamente para o mar, sozinho, ele parecia melancólico e totalmente alheio ao seu redor.

  Meu coração explodia dentro do peito, minhas pernas ficaram bambas e eu não conseguia parar de olhar para ele, como um verdadeiro idiota apaixonado.

  Eu ainda sentia raiva, muita raiva, mas naquele momento em que eu simplesmente o vi... a raiva sumia, e a saudade aumentava de uma forma completamente ridícula.

  Eu queria me livrar daquele sentimento traiçoeiro. Porque era muito dolorido.

  Não demorou para SunHee aparecer, ela selou sua boca como a boa esposa que era. Como sempre, estava espetacularmente linda, e então eu percebi a elevação em sua barriga, o que me fez perder o ar. Ela estava grávida!

  A dor era emocional, mas também se tornava física, tamanho o meu sofrimento.

  Eu chorei como um bebê, saí correndo, indo direto para a casa da única pessoa que me amava de verdade naquele mundo.

—Jimin? —Hoseok me olhava completamente surpreso.

  Ele mal havia aberto a porta, mas eu já pulava em seu pescoço, eu precisava de um abraço e tinha que ser dele.

  Hoseok já sabia da minha sede de vingança, mesmo que não soubesse que eu estava levando isso adiante, eu havia lhe contado por uma ligação algumas coisas que descobri, mas mesmo assim ele não concordava com a minha vingança.

  Ele achava que eu devia seguir em frente, e nunca mais chegar nem perto dos Jeons porque tinha medo que eu me machucasse de verdade, ainda mais do que eu já me machuquei a vida toda com essa maldita família.

—O que ouve? —Ele perguntou me abraçando forte, acariciando minhas costas com carinho.

  Ainda estávamos na porta de sua casa, então eu me soltei dele para entrar. Ele fechou a porta e me olhou profundamente nos olhos, parecia preocupado, na verdade, Hoseok sempre parecia muito preocupado comigo. Como um irmão mais velho.

—Eu precisava conversar com você, porquê... eu realmente odeio ter que fazer tudo isso Hyung, mas é necessário! —Eu tentava não chorar, mas minha garganta estava completamente travada, e eu estava diante do meu único amigo verdadeiro. —Toda a maldita vez que eu vejo ele, eu sinto coisas que ninguém nesse mundo me fez sentir, e eu me odeio por isso! Eu me odeio muito por sentir as coisas que eu sinto!

  Hoseok não precisava que eu dissesse nenhum nome, ele sabia exatamente de quem eu estava falando. E mesmo assim, mesmo sabendo que devia me repreender por sentir isso por alguém tão desprezível, ele me abraçou, ele me confortou como sempre fazia.

  E eu me permitir ser quem eu sempre fui. Um fraco.

  Abracei firmemente meu único porto seguro, com medo de perde-lo também, enquanto as lágrimas rolavam pelo meu rosto, e os soluços preenchiam o ambiente.

  Eu chorava por tudo, pelos meus pais, por Jungkook, por Hoseok, mas principalmente por mim. Porque eu não conseguia ser forte o suficiente, eu não conseguia ser frio para tudo isso, e agora eu percebia que estava mentindo para mim mesmo, eu não tinha esquecido dele, eu ainda o amava. E isso era algo que eu não conseguia arrancar de dentro do peito, mesmo ainda tento ódio, e mesmo sabendo que nunca conseguiria perdoá-lo. Eu ainda o amava.

—Você vai se livrar disso, Chim! —Ele sussurrou olhando em meus olhos.

—Não sei se vou! —Falei, sendo completamente sincero.

—Você vai! —Ele afirmou. —Você vai ser livre desse sentimento, e então, vai finalmente ser feliz! Você precisa perdoar, não foi o que sua mãe disse na carta?

  Funguei, afirmando com a cabeça.

—Essa é a única promessa que eu jamais poderei cumprir, o perdão. Essa palavra não existe no meu vocabulário.

 

  Atualmente

  Eu não conseguia deixar de sorrir. Bingo. Eu sorria de orelha a orelha no banco de trás do carro, olhando todos aqueles papéis, eram vários documentos de propriedades que estavam no nome dos Jeons.

  Haviam pelo menos dez, todas localizadas em Seul. Passei a tarde verificando uma por uma, e todos davam em terrenos abandonados. Ou seja, de onde vinha todo o dinheiro que esses supostos estabelecimentos estavam dando? Era óbvio que era dinheiro sujo.

  Eu queria vê-los explicando isso na justiça, mas eu ainda não entregaria isso para a polícia, eu ainda não podia. Quando os Jeons caíssem, seria para nunca mais levantar!

  Quando cheguei em casa já era tarde, e eu não estava mais me aguentando em pé, precisava tomar um longo banho e dormir. Teria muita coisa a fazer no dia seguinte.

  Desci do carro e caminhei tranquilamente até o prédio, eu estava imensamente feliz por ter conseguido pelo menos alguma coisa, mesmo que fosse ás custas de passar toda a raiva que eu passei na casa dos Jeons. Tinha valido a pena.

  Senti algo estranho, assim que cheguei a porta do prédio, olhei para trás e não havia ninguém na rua escura. Mas eu tinha certeza que havia escutado passos, então franzi o cenho, olhando bem para a rua, de um lado a outro, não encontrando absolutamente nada nem ninguém.

  Então, entrei no prédio, me sentindo mais seguro, passei pela recepção grandiosa, tinha muitas pessoas no saguão. Fui até o elevador, e apertei o número 13 que era o andar do meu apartamento.

  Quando finalmente estava em casa, tomei um longo banho, me sentindo completamente revigorado. Eu era absurdamente vaidoso, então passei todos os meus cremes, e coloquei um pijama confortável. Sequei meus cabelos com o secador, deixando-o bem liso.

  Pretendia mandar uma mensagem para Yoongi perguntando das escutas e iria ligar para Hoseok, mas fui impedido assim que ouvi o som da campainha ecoando por todo o apartamento imenso.

  Realmente não entendia quem poderia ser, a uma hora dessas ainda por cima. Eu tinha que andar muito até chegar na porta da sala, meu quarto era bem distante da sala de estar, e naquele momento me arrependi de ter comprado um apartamento tão grande.

  Suspirei impacientemente ao ouvir a campainha sendo tocada de novo.

  Calcei meus chinelos e fui em direção ao corredor extenso, andando o mais rápido possível ao ouvir a campainha sendo tocada de novo, agora sem parar, várias vezes seguidas.

  Eu estava bem irritado com a pessoa insistente, então fui quase correndo, até alcançar a porta e abri-la, me deparei com a última pessoa que eu imaginava ver na minha casa.

—O que você quer aqui? —Perguntei, sentindo toda a minha fúria transbordar pelo meu corpo. —Sai daqui agora, ou vai sofrer as consequências!

  Tentei fechar a porta, mas ele irrompeu com tudo para dentro da minha casa, fechando a porta atrás de si.

—Nós temos que conversar, Ji! —Ele parecia totalmente diferente de hoje cedo, e eu não estava entendendo nada.

—Vai embora da minha casa, AGORA! —Gritei, tremendo de raiva. —Vai embora, Jungkook! Suma da minha frente!

—Não até conversarmos! —Ele disse caminhando em minha direção, parecendo desesperado, ofegante.

—Qual é o seu problema? —Grunhi, andando para trás. —Sai da minha casa, quer que eu ligue para a polícia?

  Ele nada respondeu, só continuou vindo com tudo para cima de mim, eu não entendia nada, mas não queria arriscar, então me virei para correr em direção a minha arma. Mas ele foi muito mais rápido me segurando pela cintura, puxando-me por trás até eu estar completamente colado ao seu corpo forte. Perdi o ar.

—Me solta agora, eu não estou brincando, Jungkook! —Eu grunhi, me debatendo com todas as minhas forças, tentando me soltar.

—Para Jimin, eu não vou fazer nada, só quero conversar, ok? —Sua voz soou em meu ouvido, me arrepiando, me dando raiva. —Calma! Me escuta!

—Você invade a minha casa e me pede calma? Você me expulsa da sua casa e quer conversar? Qual é o seu problema seu idiota? Suma daqui, agora!

  Ele virou meu corpo para si rapidamente, me fazendo brevemente perder o ar ao encarar seus olhos escuros e seu rosto bonito de perto.

—Termine com o Junghyun! —Mandou. Seus olhos negros fitando os meus com intensidade.

  Olhei para ele, completamente embasbacado. Jungkook não parecia estar brincando, eu nunca o tinha visto dessa forma que eu via agora, ele parecia em completo desespero.

  Ele me soltou, se afastando um pouco, mas ainda me olhando. Eu não conseguia nem me mover do lugar, estava estático.

—Como assim? O-O que... você está louco? O que foi que te deu?

—Faça isso, ainda hoje! —Ele disse com as sobrancelhas arqueadas. Logo em seguida passou sua mão no rosto, que eu brevemente notei estar com os nós dos dedos todos abertos de tantas feridas, e suas mãos estavam roxas e ensanguentadas.

  Ele havia se metido em alguma briga da rua? Logo o perfeito e elegante Jeon Jungkook?

—Eu vou me casar com ele. —Eu disse, ri ironicamente. —E isso não vai demorar para acontecer.

  Foi sua vez de rir, com ironia, raiva e algo a mais que eu simplesmente não entendia.

—Isso, só por cima do meu cadáver!


Notas Finais


Qual é a do JK? Onde está o Dakho?
No próximo é Pov do Jungkook, então será que saberemos?
HAHAHA
Obrigada por lerem meus amores, amo vocês <3


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