História Rescue - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Científica, Romance e Novela, Suspense, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Birds Set Free


Interrogaram a Major e seu marido para saberem a verdade. Foi confirmado a versão de ambos sobre o sequestro. Ela disse que os Vaga-lumes estavam vigiando ela e quando fez o que tinham ordenado, seu marido apareceu  no local que fora levado, eles não entraram mais em contato depois disso. 

Meu pai disse que eu não podia me envolver fisicamente, mas não disse que podia dar minha opinião sobre o caso. Também, o Marechal que eu estava envolvida demais, mas precisava de mim. Meu braço ia ficar bom em 3 meses, mas não consigo esperar tudo isso. 

Hoje estou no QG da Force, posso não trabalhar em campo, mas ainda ajuda com na área de inteligência. O Marechal comanda a reunião junto com seu assistente, só há mais 3 Rangers além de mim, os outros são Majors e estrategistas. 

— Esses terroristas que autodenominam "Vaga-lumes" estão indo além! Ontem não passavam de um grupo pequeno que tinha uma página na internet e hoje é uma legião de homens e mulheres devotos a tolos que dizem seguidores de uma divindade! Devemos tomar uma providência! — Um homem no qual nunca tinha visto falava, sua voz estava alterada. 

— Não é assim que as coisas funcionam, Major, sua unidade deveria saber. Aonde vocês estavam quando a filha do presidente foi levada? Fique quieto e ajude a dar soluções ao problema, seu velho gordo...—Disse uma mulher que talvez tinha a idade da minha mãe disse,seus olhos eram verde muito marcante, mas ela foi interrompida pelo Marechal. 

— Por favor, sem xingamentos. Devemos dar exemplo aos Rangers. Não é assim que se comportam, Majors. — Marechal Phoenix parecia focado em mim. O resto da reunião foi tranquila, ele sabia lidar com a situação. Cada major tinha sua unidade/divisão. Por excessão, a 5° unidade, não havia um Major, somente o Marechal que nos comandava. Ainda não sei o motivo. 

1°Unidade : _Major Hawkins_ (na verdade, com ela presa, não sei mais quem comanda.)

2°Unidade: Major Collen

3°Unidade: Major Ísis

4°Unidade: Major Thalles

5°Unidade: Marechal Phoenix

E assim estávamos dividos. Todos estamos aptos a receber ordens de todos os majors. Mas com as mudanças de comando talvez Marechal tenha que comandar 2 unidades até a chegada de um novo major. Ele quem vai decidir. 

— Hum, então você é Ranger que foi a "heroína do dia"?! — Voltei a realidade, era Major Ísis, a mulher que só tinha ouvido falar e nunca visto que estava brigando hoje...

— Sim senhora, Major! — A cumprimentei. 

— Não precisa disso, sei que a missão te custou um braço. Me diga, até quando vai ficar assim? Minha unidade precisa de gente como você, os corajosos sempre são bem-vindos. Já a unidade 4, só há fracassados. — Ela disse tudo em voz alto, exceto a última parte que dizia sobre a unidade abaixo da dela. 

— Acho que Marechal não permitiria minha saída repentinamente. — Falei formalmente.

— Tem razão, afinal, ele nunca troca seus "soldadinhos de chumbo". Descansar Ranger, obrigada pela conversa agradável. Te vejo por aí — Ela saiu andando. Que mulher estranha, sua mente parece tão vazia. Mas o que eu estou fazendo? Entrar na mente de um(a) Major é errado! 

— Ranger Annastácia, o Marechal solicita sua presença. — O assistente do Marechal me disse.

— Já estou indo. — Parei de olhar para a janela e fui até a sala de reuniões aonde ele estava. Quando cheguei, havia outros ranges. 

— Ranger Annastácia, quero te apresentar algumas pessoas. Essa é Ranger Claire, ela ajudou a te guiar. — Marechal Phoenix me olhou.

— Prazer em te conhecer. — Ela veio apertar minha mão, seu aperto é forte.

— Esses são Ranger Apolo e Takeshi. A Major Ísis emprestou eles para nós ajudar na investigação. — Eles nos apresentou e me observava.

— Seu braço não está doendo? — Apolo me perguntou.

— Soubemos que você tem 15 mutações diferentes. — Takeshi me olhou, não são discretos. 

— Primeiro: Eu não sinto dor; Segundo: Sim eu tenho. Algo mais? — Olhei para os dois. Marechal riu. 

— Como pode perceber, eles são bem diretos. Montarei uma equipe, quero que guie eles, os três estarão presentes na equipe. — Marechal disse. — Enquanto seu braço não melhora, você só vai orientar. 

— Está bem senhor! — Olhei para ele. — Será que podemos conversar em particular? Tenho um assunto que gostaria de discutir. — Falei com firmeza na voz.

— Tudo bem, os outros estão dispensados. — Ele disse e três saíram. Se sentou e começou a olhar os papéis. — Quer saber sobre a missão espacial?

— Sim, como o Marechal adivinhou? — Para ele,não parecia surpresa mas por dentro, estava. 

— Você fala com isso com meu filho, Dylan não fecha a boca nunca. — Ele me olhou. — Mas você foi dispensada. 

— Perdão? — Coloquei a mão no meu braço engessado. 

— Você foi dispensada. Mas não foi só você, todos foram. Temos que ter todos os Rangers aqui na Terra até que a situação melhore. Você entendeu, Anna? — Ele largou os papéis e olhou para mim.

— Sim senhor, entendo. — Suspirei.

— Está dispensada.Quer carona para casa? Seu pai deve estar preocupado. Mande um "Oi" ao primeiro ministro por mim. — Ele me perguntou.

— Não, obrigada. Eu farei o que disse. Com sua licença, senhor. — Fiz a saudação de despedida e saí. Voltei para o carro, tinha vindo com o motorista da família. A viagem de volta para casa foi rápida. 

— Anna, seu amigo, Dylan está na sala a sua espera. — Nathan me avisou.

— Obrigada. — Passei por ele e fui até a sala.

— Você chegou! Como foi lá com meu pai? — Dylan parecia animado. Ele estava sentado no sofá, me sentei no divã de minha mãe.

— O mesmo de sempre, você sabe como é. O que faz na minha casa? — Olhei para ele.

— Te visitar, afinal vai ficar de licença por um bom tempo enquanto eu vou me esforçar no serviço militar. — Ele olhava para a janela. Dylan parecia agitado, sua mente também. 

— Por que tão agitado? — Olhei suas mãos.

— Anna...Eles me querem no campo de Reaper. — Ele disse e automaticamente me levantei.

— VOCÊ NÃO PODE IR! AQUILO É SUICÍDIO! — Sem perceber, minha voz tinha ficado alta. — Me desculpe, eu me exaltei. Seu pai sabe disso?

Mesmo sendo o Marechal, ele obedecia a alguém com mais autoridade que ele na Force, afinal ele só era o Marechal da Force e não um dos fundadores. Havia outros que viviam na sombra...

— Não. Eu vou contar pra ele assim que chegar em casa.Eu fui convocado por "eles". — Esse era o problema. "Eles" eram os membros fundadores, os primeiros marechais e rangers, desobediência não é aceita por eles. 

—  Você não quer ir. Eu posso "ler". — Apontei pra cabeça dele.

— Tem razão, mas como Rangers temos o dever de obedecer. — Dylan disse e notei uma mudança em sua voz. Era medo e ódio ao mesmo tempo. Não era o Dylan que conhecia, queria tirar ele dessa situação, mas não há como. Nosso sangue é maldito, nossa existência é anormal. 

— Me desculpe, nessa situação eu não tenho reação. — Olhei para a janela, ele me observava, percebi que ele sorriu.

— Sabe, depois de 5 anos de convivência, você nunca me pediu desculpas por nada. Que droga, Anna! Pare com isso, você vai me fazer ficar todo melancólico. — Ele não tirava aquele sorriso do rosto.

— Me avise quando partir, estarei lá. — Disse a ele e dei um soquinho no braço dele. Ele concordou e então passamos a tarde olhando para o nada. Não havia algo para dizer naquele momento,nossa conversa rápida já tinha sido o bastante. Nem mais, nem menos. 


Assim como a luz que procura sem parar a escuridão, eu achava que nunca mais veria você novamente. Então te pergunto: Como você está no meio dessa loucura?




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