História Resident Evil - Re:Generação - Capítulo 6


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Categorias Resident Evil
Tags Corporação, Corporation, Evil, Residentevil, Umbrella, Virus
Visualizações 8
Palavras 1.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Survival, Terror e Horror
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A quem ainda acompanha, queria esclarecer que estive tão doente nas últimas semanas que só conseguia ficar na cama ouvindo soundtrack triste de anime. Obrigado a quem estiver aí acompanhando, e lembrando que qualquer feedback é sempre bem-vindo <3

Capítulo 6 - Inocente


Erin e Olivia haviam adentrado para além de alguns corredores, porém não estavam preparadas para aquilo. O mesmo caos do hall de entrada se estendia por entre os laboratórios. Erin não suportava aquilo tudo, subitamente curvou-se e vomitou todos os aperitivos e champanhe que havia ingerido. Aquela cena grotesca era demais para ela, mas tinha mais medo de fugir dali sozinha. Ao menos Olivia parecia um pouco mais acomedida, e tinha uma arma. Era melhor que sair correndo sozinha, sem saber o que a esperava do outro lado da porta. Fosse o que fosse, ela não conseguiria enfrentar sem ajuda.

- O que diabos foi feito aqui? – Indagou Olivia, mais para si do que para Erin. Provavelmente nenhuma das duas saberia a resposta.

- Acho que não é uma boa ideia continuarmos, Olivia. Vamos voltar e pedir ajuda. – Erin recostara-se na parede, tão fraca que estava.

- Não sem Riley e Logan. Papai jamais nos perdoaria. Vamos, Erin.

Ao darem os primeiros passos após a pausa, ouviram um pequeno estrondo.

- O que... ?

- Acho que foi uma explosão, Erin. Vamos!

E assim as duas continuaram por entre o caos.

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Os irrigadores haviam desligado. Riley estava ajoelhada no meio da sala de estar, tentando recobrar a sanidade. Sienna, já impaciente, apenas a observava, seus cabelos ruivos já não tão lisos depois daquela chuva interna, as roupas encharcadas de água e sangue, seu corpo trêmulo de frio e angústia. Sienna percebia ali que Riley não era responsável por aquelas criaturas; estava tão no escuro quanto ela. As duas perdidas em um inferno de monstros e dúvidas. Inspirando fundo, ajoelhou-se à frente dela.

- Riley, a gente precisa sair daqui. O reforço vai chegar em instantes, mas não podemos ficar esperando aqui, precisamos escapar.

Riley a fitou, quase que como buscando em Sienna a sanidade que ela acabara de perder. Balançou a cabeça, respirou fundo e se levantou.

- Vamos subir. Estamos no subterrâneo. Precisamos chegar até os andares superiores. – Riley conseguiu, finalmente, reajustar os pensamentos.

- Ótimo. – Respondeu Sienna, aliviada com a volta da outra. Não seria nada fácil carregar um peso morto para fora daquele lugar.

Segurando suas poucas armas, elas estavam prestes a deixar a sala, quando um urro as assustou. Ao olharem para trás, o monstro que Riley tinha derrubado a facadas estava em convulsão. Ilogicamente, seu corpo foi tomado por chamas e em seguida uma gosma começou a sair dele próprio, o envolvendo e endurecendo.

- Meu Deus! – Exclamou Riley, seu corpo tremendo.

Sienna apenas a puxou pelo braço para que corressem. Sem ver o que aconteceria com a crisálida recém-formada, elas saíram para um pequeno saguão, portas, elevadores e uma grande escadaria de concreto eram seus possíveis caminhos.

- O elevador não funciona... – Disse Riley, ainda um pouco em transe.

- Escadas, então. – Sienna apontou a solução óbvia. E por lá, as duas foram.

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Sem terem podido usar o elevador, Erin e Olivia desciam as escadas. Olivia à frente, arma em punho, Erin atrás, olhando convulsivamente para todos os lados com medo de uma das criaturas aparecer.

Repentinamente, Olivia parou e fez sinal para que Erin também parasse. Ela parecia atenta a algo que Erin não percebeu em princípio, mas logo ouviu. Um leve ruído, como quando as patas de um cachorro andam sobre superfícies duras. TAP, TAP. E o som se aproximava, vindo de baixo. Então, uma das coisas pálidas surgiu no fim da escada de concreto. Quando avistou as duas, gemeu e avançou. Olivia lançou uma flecha com sua balestra, mas a coisa foi rápida e pulou para a parede e dali continuou seu caminho perigoso até elas. Erin, estática em medo, observava sua companheira preparar uma outra flecha, mas aquilo parecia levar um tempo que elas não tinham. A coisa chegou perto e, com uma das mãos de garras afiadas, tentou um golpe. Olivia abaixou-se e puxou Erin no momento certo. Errando o golpe, a coisa pulou para os degraus acima delas, e Erin pulou os degraus restantes e torceu o pé ao chocar-se com o chão e caiu. Olivia já tinha conseguido preparar outra flecha e a lançou no momento em que a coisa saltou sobre elas, acertando-lhe entre os olhos. O corpo morto da coisa caiu ao lado de Erin, que automaticamente se encolheu para mais longe, incapaz de levantar-se.

- Consegue andar? – Perguntou Olivia.

- Vou ter que conseguir. – Erin levantou-se decidida mas gemeu com a dor no mesmo instante.

As duas continuaram pelas escadas, e Erin, mesmo mancando, seguia firme. O medo de ficar parada e ser um alvo fácil era maior que a dor.

Quando já haviam descido mais algumas escadas, Olivia pareceu perder o equilíbrio e levou uma mão à parede, buscando apoio.

- Olivia... – Erin preocupou-se. Olivia agora parecia pálida e tonta.

- Só uma tontura. Muito champanhe...

Erin não se convenceu. De repente, Erin caiu no chão, contorcendo-se e grunhindo, claramente com alguma dor. Erin ajoelhou-se ao lado dela, desesperada, tentando entender o que ela sentia.

- Olivia, me diz o que t acontecendo! O que está sentindo?!

Olivia tentava estabilizar a respiração.

- Eu... preciso... eu só preciso do meu remédio. Esqueci de tomar hoje...

- Que remédio... O que você tem?

- Cala a boca, Erin, e só me ajude a levantar.

Erin surpreendeu-se com o repentino estouro de raiva, mas tentou entender. Se fosse ela agonizando em dor talvez também preferisse que ninguém ficasse fazendo perguntas.

Um grito masculino ecoou pelo andar. As garotas sobressaltaram-se. Um cientista que Erin lembrava se chamar Norman surgiu da esquina do corredor, seu jaleco banhado em sangue.

 - Socor...! – Antes que ele pudesse terminar, algo perfurou seu peito, sangue esguichando. Uma criatura surgia atrás dele, tão esguia e macilenta quanto as outras, porém muito mais alta. Seu rosto era uma confusão de olhos e pele. O braço esquerdo era como a dos outros albinos, mas o direito, agora atravessando o peito de Norman, era tão grande quanto seu corpo e revestido por espinhos do tamanho de uma cabeça humana.

A coisa sacudiu o braço e Norman foi jogado para perto de Erin e Olivia. Erin apenas encarava aquilo tudo com tanto pavor que apenas tremia. Olivia forçou-se a recuperar-se e levantou. Ia preparar uma flecha, mas o gigante mexeu o braço e vários dos espinhos soltaram-se e vieram em sua direção. Ela jogou-se para trás, os espinhos cortando o ar acima dela. Em um pulo rápido, ela estava novamente de pé. Puxou Erin pela mão e as duas correram escada abaixo, mais uma leva de espinhos grudando na parede atrás delas. 



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