História Resident Evil: Shattered Crystal - Capítulo 4


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Categorias Resident Evil
Personagens Billy Coen, Leon Scott Kennedy, Personagens Originais
Visualizações 4
Palavras 1.218
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - The Damaged


O cheiro de álcool era calmante para a garotinha, algo que ela queria poder sentir o tempo todo, mas a situação que se encontrava não era a melhor. Estava com o pulso torcido, na enfermaria que havia por ali, com uma tala no braço que Leon havia feito. Por sorte não haviam tido mais imprevistos no caminho, o que facilitou muito. Crystal encarava a maçã que estava nas mãos do agente, que tentava a todo custo convencê-la a comer alguma coisa já que havia vomitado mais cedo com o soco que recebeu no estômago. 

"Só uma mordida" tentou coagi-la, sem sucesso, Crystal simplesmente virou o rosto para o lado, mexida com o acontecido "Não vai poder continuar se estiver fraca" ele disse, colocando a maçã nas mãos dela "Eu sei que é difícil lidar com tudo isso, especialmente porque você é uma criança ainda" ele a fez olhá-lo com delicadeza "Está tudo bem se você não conseguir continuar daqui." 

Ela negou com a cabeça e mordeu a maçã com força.

"Eu consigo" ela disse, inspirando fundo e soltando o ar. Tinha que seguir em frente, não poderia deixar que nada a impedisse de completar seu plano. "Eu vou te levar até ele" ela mordeu a maçã novamente, desviando o olhar. O que era aquilo? Culpa? Estava se sentindo mal pelo que estava fazendo? Não podia ser. Respirou fundo e olhou a tala longamente. Depois de um remédio para a dor e os cuidados de Leon ela estava bem melhor, e ela nem precisou mandá-lo fazer nada daquilo. Ele simplesmente foi e fez. Ele era diferente das outras pessoas que havia encontrado na vida, mesmo que sua vida não fosse assim tão longa. 

Crystal terminou a maçã sem problemas e se levantou, se movendo sob os comandos de Leon para ter certeza que ela poderia continuar mesmo com a lesão e com a promessa de que ele a levaria para o hospital colocar um gesso no braço dela assim que aquela bagunça fosse acabada. 

"Assim?" Crystal movimentou o braço do mesmo jeito que o agente fez, num último movimento de checagem rápida.

"Isso." parabenizou Leon, fazendo que a garotinha enrubescesse "Sente alguma dor?" ele se aproximou da garotinha e tocou o braço com a tala. Parecia estar bem melhor agora. 'Estranho' pensou ele 'normalmente demoraria para a dor se dissipar completamente, mas foi relativamente rápido para ela...' 

"Não, nenhuma" ela se empolgou e deu um soco no ar, um tão forte que Leon teve que segurá-la para que não caísse no chão. "Bem... Vamos?" ela perguntou, um tanto sem jeito pelo pequeno acidente.

"Vamos" ele concordou e deixou que ela fosse na frente, indo atrás, mas um movimento em uma cortina de cama o fez parar. Aquilo sempre esteve fechado? Não, todas as cortinas estavam abertas quando ele entrou com Crystal, tinha certeza disso.

Lentamente ele andou para a cortina, sentindo um frio na nuca que não gostava nem um pouco. Rapidamente ele segurou o pano claro da cortina e o abriu, se assustando com o que estava lá. Em cima da cama havia uma faca ensanguentada e na parede uma mensagem escrita com o sangue:

"Não confie na danificada"

Leon deu alguns passos para se aproximar da mensagem, para ver se encontrava alguém quando o seu pé encostou em algo no chão. Uma boneca. Ele segurou, ela tinha longos cabelos acinzentados e usava um vestido rosa, com marcador tinha desenhado um crucifixo invertido no peito dela e um 'X' onde estavam os olhos em botão. Pendurado no pescoço havia um pequeno colar com uma pedrinha transparente, talvez um pequeno cristal, no formato de um diamante. Tudo aquilo parecia muito coincidente para ser mentira, era muito esforço para alguém simplesmente estar mentindo. 

O agente deu alguns passos para trás, assombrado pelo fato de estar simplesmente andando com o monstro que deu início a todo aquele terror, mais ainda, de estar ajudando quem havia prendido todas aquelas pessoas ali! Agora fazia sentido o como ela sabia de tanto, o motivo dela ter ido até a despensa mesmo estando sem fome, a razão daqueles homens terem atacado ela! Crystal era a culpada de tudo, ainda que soasse como uma loucura. O agente colocou a boneca em cima da cama e pegou a pistola no coldre. Se alguma coisa do que ela disse for verdade, ela era capaz de controlar as pessoas apenas pela voz.

"Leon?" a garotinha entrou novamente na enfermaria para procurar pelo homem e o viu apontando a arma para ela "Leon... O que-?" ela foi interrompida pela visão do recado escrito em sangue, logo então ela viu a bonequinha e sorriu. Um sorriso sádico que não combinava com a aparência angelical que destoava de Crystal, um sorriso de quem estava gostando da situação e de quem sabia que poderia virar a situação contra ele a qualquer momento. Mas ela não queria. "Você descobriu. Precisou de alguma ajuda para isso, mas descobriu." ela riu, fazendo o agente endurecer a postura "Finalmente as coisas estão ficando interessantes!" lentamente as íris azuis dela foram se modificando, se tornando escuras e arroxeadas "Largue a arma."

Leon permaneceu parado, a pistola apontada para Crystal. Ela ficou assustada. O olhar dela se tornou mais penetrante.

"Largue a arma!" ela berrou, então o corpo do agente respondeu de uma maneira estranha, as mãos estavam querendo abrir mas ele lutava para que não acontecesse. Ele estava resistindo ao poder da garota. "O quê...? Como....?" a menina deu alguns passos para trás, assustada e confusa. Por que não estava funcionando? Deveria estar funcionando! 

"Crystal." Leon chamou, fazendo a garota tremer de medo. Ela poderia morrer ali, naquele momento. Estava... A mercê dele. "Eu não quero te machucar" mentiu, queria poder apertar aquele gatilho, queria poder destruir aquela garotinha, por tê-lo usado, por ter colocado todos ali em risco. Mas mais do que querer acabar com aquela menina, queria uma explicação para tudo aquilo. "Me diga o motivo disso tudo."

"Eu... Eu..." ela gaguejou, olhando para a porta e para Leon repetidamente antes de sair correndo, ouvindo o tiro e os passos do agente atrás de si. 

Não. Não. Deveria ter funcionado, Leon deveria ter obedecido! Ela escorregou por entre as barras de um portão e saiu correndo pelo pátio da igreja em direção a saída, o capuz que cobria seus cabelos em tons incomuns caiu, o aparelho que usava para observar pelas câmeras chacoalhava dentro do bolso da sua calça e as botas rosa que usava definitivamente não foram feitas para correr. Logo avistou uma menininha andando de bicicleta e se aproximou dela com um sorriso acolhedor e olhou para trás. Ainda nem sinal de Leon, que deveria ter encontrado mais pessoas para lidar. 

"Ei, qual o seu nome?" Crystal perguntou, vendo ela se retrair e colocar a bicicleta mais perto de si. Ótimo. Ela era egoísta. "Me dê a bicicleta." ordenou e logo a garotinha entregou a bicicleta e o capacete. 

"O que você vai fazer com ela?" ela perguntou, os olhos cheios de lágrimas

"Fugir de alguém" tirou o casaco e colocou na menininha, cobrindo a sua cabeça "Agora fique aí e não diga nada sobre mim" então subiu na bicicleta e desceu pela rua, em uma velocidade que podia ultrapassar os carros que passavam por ela. 

'Droga. Por que meu poder não funciona nele?'



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