História Resiliência - Capítulo 11


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Palavras 3.719
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguei rs
Fic sem tombo nem é fic rs

Capítulo 11 - Encanto e desencanto


O caminho foi repleto de musicas e brincadeiras. 


-- Vai amor. Canta - Heloisa pedia com um bico. -- Por favor!


-- Não, Heloisa. - Nega novamente. -- Você quer tirar onda. Não vou.


-- Claro que não. Só quero ouvir você. -- Poxa...


-- Não! 


Entre uma zoeira e outra Luana reclamou de fome. Isso gerou outra Dr do casal. Heloisa que ficou responsável de botar o lanche da garotinha na mochila. 


        -- Você não presta atenção. -- Sussurra.

-- Era só isso que você tinha que fazer, mas não... - Ela virou o rosto. -- E, preste atenção quando eu estiver falando.


  -- Samantha... - À encarou. -- Você não é minha mãe! - Desdenha. -- Desculpa! Eu não deveria  ter esquecido. - Concorda.

-- Mas aconteceu. Infelizmente. Foi mal. - Se agacha pra falar com Luana. -- Filha, desculpas, ta? - Assente. -- Próximo daqui tem uma outra parada. 

- Vira pra falar com Gab. - Ei, vai demorar muito ainda? 


-- Não Lica. Já estamos chegando. 


-- Ta bom. 


-- Você quer usar o banheiro ou comprar gelo?


-- Não. Eu não botei o lanche de Luana na bolsa. Ela esta com fome. - Lamenta. --Temos uma parada perto?


-- Sim. - Entrega um sanduíche. -- Pega! Eu tô sem fome.


-- Aí, Gab. Vou aceitar. - Samantha pega sanduíche e dá para Luana. -- Depois te compro outro. 


-- Que isso! - Vira os olhos. -- Não precisa. - Olha a garotinh. -- É uma honra ver um sorrisinho no rosto dessa criaturinha. 


-- Obrigada, tio Gab.


-- Nada meu amor.


Luana comeu tudo. Teve uma parada e Heloisa comprou salgados, refrigerantes e água. Entregou tudo a Samantha. As duas colocaram tudo na mochila, mas Lica não trocou uma palavra. Samantha resolveu quebrar o silêncio. 


-- Desculpa. - Toca na mão da outra. -- Não deveria ter me estressado tanto. - Lica assenti sem muita empolgação. -- Foi mal mesmo, Lica. 


--Tudo bem. O importante é que Luana já comeu.


-- Sim. - Heloisa  da as costas. -- Pode segurar ela um pouco? - Assente. -- Quero ajeitar o biquíni. - À entrega. -- Já já pego.


  -- Não precisa. Você já levou por muito tempo. Tem que descansar. 


  -- Mamãe? - Fala com Heloisa. -- Você não vai comer?


-- Vou, meu amor.


-- Quando? - Samantha prende o riso. -- Tem que comer na hora certa. 


-- Nossa, parece sua mãe falando. 


-- Mas tem que comer na hora certa senão fica doente, né mãe? 


-- Sim, filha. - Samantha concorda. -- Tem que comer pra ficar forte. - Pegou o sanduíche na mochila com suco. -- Por isso... - Fez gesto pra que Lica partisse um pedaço. -- Vou alimentar esse bebê também. 


-- Eu não sou bebê, Samantha. - Vira os olhos. -- Eu já sou casada e tenho filha.


-- Ta bom, gente grande. Agora coma tudo. 


-- Isso ai, mamãe! 


Keyla e Ellen que vinham a cena tentava prender o riso. Heloisa viu que as amigas estava querendo tirar sarro da cara dela. 


-- Que é? - Indagou. --Você não tem uma mulher dessas pra cuidar de vocês. - Keyla revirou os olhos. -- Sinto muito, mas essa já é minha. 


-- Até que a Samantha é gostosinha. -Keyla instigou. -- Será que ela topa diversificar?  


-- Vai se fuder, Keyla. 


-- Heloisa! - Samantha a repreendeu. -- Sua filha esta nesse caro. Esqueceu? 


-- Não, Samy. - Olhou para menina que prestava atenção na conversa. -- Filha... Não repete isso, ok? - Luana assente. - Isso. Quer água? 


-- Quero mãe. 


-- Tome! - Luana bebe e a entrega. -- Toma, Samy. Pelo menos bebe um pouco d'gua. 

 

  --Estou sem sede, amor. Brigada!


-- Toma Samantha! 


Samantha toma água pra não contrariar a mulher. 


-- Pau mandado. - MB cantarola. -- Que papelão, hein Samanthinha. 


-- Fica na sua também, MB. - K1 o repreende. -- Fica bem na sua. 


-- Quem é o pau mandado agora? - Samantha sussura. -- Otário


Entre uma brincadeira e outra, finalmente chegaram a praia. Procuraram um lugar mais afastado. Tinha uma galera mais pra longe. Heloísa montou uma barraca para proteger Luana do sol. A menina ficou toda feliz em ver o mar. Se empolgou tanto que fez Heloisa entrar na água imediatamente. Samantha ficou jogando conversa fora com Guto e Gabriel. 


-- Não vai beber, Sam? - Perguntou Gabriel. -- Ta geladinha.


-- Não sei. - Pensou um pouco. -- Tenho que vê se Heloisa vai querer beber. - Gabriel a olhou confuso. - Por conta de Luana. 


-- Samantha, louca. - Riu. -- Vocês não vão dirigir. Esqueceu?


-- Não é isso, Gabriel. - Vira os olhos. -- Toda vez que Lica toma umas cervejas, eu prefiro ficar de boa. Sabem como ela é... - Ele assente. -- Pra evitar certas coisas. Luana ta aqui também.


-- Por que você não pergunta se ela quer? Aí se ela não quiser, você toma. 


-- Pode ser. 


-- Vai agora, Sam. - A empurra em direção ao mar. -- Assim você me acompanha nessa.


-- Ok... - Levanta os braços. -- Volto já. 


Heloisa e Luana brincavam na areia. 


-- Ei!! Cuidado com o sol nela, amor. 


-- To bem, mãe. Relaxa

 

Samantha arregalou os olhos. Lica se fez de desentendida. Luana falou do mesmo jeito que sua mãe fala com sua vó. 


-- Ta vendo? - Samantha questionou abismada. -- Ta vendo o que você a ensina?


-- Eu não ensinei isso, amor. - Tentava conter o riso. -- Ela quem ouviu


-- Para de rir. - Deu um tapa em seu braço. -- Sim... Você vai tomar alguma coisa? 


-- Depois. Não sei ainda. - Samantha assentiu. -- Por que? 


-- Porque eu ia tomar alguma coisa com o 
Gabriel.


-- Ue... Tome. 


-- É... - Baixou o olhar. -- Eu não queria. Se você vai beber. Tudo bem.


-- Por que isso agora, Samantha? A gente sempre bebeu junto. - A encarou. -- Sempre saímos. 


-- A Luana esta aqui, Heloisa. - Sussurrou. -- Não quero que nós duas bebemos na frente dela.


-- Ok. Pode ir lá. - Baixou o olhar. -- Não quero nada agora não.


-- Certeza?


-- Qualquer coisa eu tomo uma cerveja só. 


-- Ta bom. - Encarou a filha. -- Quer que eu fique com ela um pouco?


-- Não. Estamos fazendo um pista pra moto da mamãe, ne Luana? - A menina assentiu. -- Se nos der licença.


-- É mãe. Estamos ocupada. 


-- Credo. - Fengiu mágoa. -- Tu bem então. Vou indo. - Levantou-se. -- Tchau chatas!


-- Tchau, mamãe te amo. 


Guto e Gabriel as observava de longe. Cada um com seus pensamentos. 


-- Você acha que elas vão durar?


-- Não faço idéia! 


-- Elas se amam. Isso é fato. - O outro concordou. -- Mas... Samantha parece esta cansada. E, Lica também.


-- O amor de filmes. Talvez? 

 

-- Talvez... - Pensou um pouco. - Talvez, elas se amem tanto, mas não foram feitas pra estarem juntas! 


-- Talvez seja isso. 


-- Mistérios da vida. 


-- Ôh...


Samantha veio na direção dos dois. Se juntaram ao restante do pessoal. Trouxeram uma churrasqueira para assar as carnes. Samantha já estava na sua nona latinha. 


-- Samantha. - A mulher chamou. -- Cabou a água. Vou comprar. Lá em cima tem um restaurante. Deve ter. - A outra acenou. -- Você esta bem?


-- Sim. Eu compro. - Pegou o dinheiro. -- Vou com o Gab. Você fica de olho nela, ta? - Lica assentiu. -- Volto já. 


Caminharam até a rua de cima. Samantha pediu para que Gabriel entrasse e comprasse águas e refrigerantes. Preferiu ficar lá fora tomando um ar. Estava perdidas em pensamentos quando viu uma garota que apresentava ter no mínimo dezenove anos a encarando. A menina era morena. Tinha um corpo bronzeado. A garota veio caminhando sensualmente pra perto. 


-- Oi. - Falou de forma tímida. -- Tudo bem?


-- Oi. Tudo. -Samantha a mediu de cima a baixo e sentiu algo estranho. Ela conhecia isso muito bem... -- E você? 


-- Estou bem melhor agora. - Sorriu de forma graciosa. -- Você não é daqui. Aposto!


-- Não... - Estava se sentindo perdida. -- Sou da Capital. - Explicou. -- Vim pra comemorar o aniversário de um amigo. 


-- Aquela galera que esta la embaixo? - Perguntou. -- Passei por vocês ainda agora. 


-- Hum... - Olhou para os lados. -- Você também não é daqui. - Constatou. -- Ao menos não parece. 


-- Não. - Ri. -- Sou da Capital também. - Pensou. -- Que falta de educação a minha. - Fez uma careta. --Como é seu nome. 


  -- Samantha. - Esticou a mão. -- Samantha Lambertini..


  -- Muito prazer.  


-- Prazer. - Tirou a mão. -- Veio sozinha?


-- Não. - Olhou para umas mulheres numa mesa próxima. -- Vim com minha irmã e umas colegas da faculdade. Faço música. - Sorriu empolgada. -- Amo.


-- Eu também. - Gab apareceu na porta. Parou observando a cena. -- Tenho que ir.


-- É seu namorado? - Perguntou sem rodeios. - Parceiro?


-- Não. - Riu. -- É meu amigo. 


-- As goratoas estão me chamando. - Falou apontado para a mesa. - A gente se ver. Certo? - Bijo no canto dos lábios da mulher. -- Prazer! 


-- Até mais. - Ficou observando a garota se afastar. Ela parecia uma garotinha, mas ao mesmo tempo parecia decidida. E era linda. Ninguém podia negar. Balançou a cabeça. Gabriel tinha um sorriso cínico no rosto. -- Que foi? - Pegou as sacolas para ajudá-lo. -- Que cara é esse, Gab? 


-- Quem é essa?


-- Uma menina aí. Ela se apresentou simpática. Ficamos conversando. 


-- Como é o nome dela?


-- Meu Deus! - Parou de repente. -- Não perguntei o nome dela. - Fez uma careta. -- Que falta de educação. 


-- Você gostou dela?


-- Como assim, Gabriel Romano? - Se indignou. -- Eu sou casada!


-- A garota só faltou te comer com os olhos. - Ela ia falar, mas ele continuou. -- E parecia muito recíproco a foda por telepatia. - Riu. -- Samantha! Samantha!


-- Nada a ver, menino. - Fez um bico enorme. -- Ela foi educada. Eu retribui. Pronto. E repito: Eu sou casada! - Gritou as palavras. -- Eu respeito a mulher que dorme comigo! 


-- Tudo bem! - Levanta as mãos em forma de redenção. -- Não ta mais aqui quem brincou. 

 

                 -- Acho bom. 


-- E, o estágio? - Lembrou que amiga tentava a licenciatura de música. -- Conseguiu, né? - Se empolgou. -- Minha amiga vai virar professora!!


-- Talvez... - Riu sapeca. - Vou pegar o resultado daqui a quinze dias. O bacharelado eu já tenho. - Constatou. -- Agora eu quero ter um trabalho fixo. Vou continuar com Guto. Essas viagens acaba com o tempo que tenho com Luana. - Lamentou. -- Quero esta mais perto dela!


-- E da Lica?


-- Sim. - Ponderou. -- Não é nada certo ainda. Vamos com calma, ok? 


-- Ok. - Gabriel avista Lica dançado junto de Tina na areia. -- Olha! - Aponta. -- Alguém parece que bebeu. - Ri. -- Elas dançam engraçado, ne?


-- Sim. - Fechou a cara. -- Ta vendo a Lua? 


-- Ta de dia ainda, sua louca. - Brincou. Samantha fuzilou com os olhos. -- Ok! Não to vendo. Vamos lá? 

 
Fechando no local Samantha descobriu que Luana tinha dormindo. E o pior.  Heloisa estava bebendo muito. 


-- Você não disse que ia beber pouco? - Sussurrou chegando por trás dela. -- Você já esta louca. 


-- Comecei agora, amor... Não vou muito longe. - Lhe deu um selinho. -- Relaxa, Samy! 


-- Ta bom! - Concordou a contragosto. -- Vou pegar um sanduíche. - Lica assentiu. -- Você comeu já? 


-- Ainda não. - Parou de dançar. -- Te esperei e acabou passando a fome. - Envolveu seu pescoço. -- Posso ficar mais um pouco aqui? - Pediu como uma criança. -- Quero dançar mais.


-- Dança, Lica! - Agarrou pela cintura. -- Só não pode ficar sem comer, ta? - Assentiu. -- Volto já. - Ia virando quando Heloisa a puxou. -- Que foi? 


-- Eu te amo! - Sorriu. -- Muito!


-- Forte?


-- Forte! 


-- Eu também te amo. - Lhe deu um beijão. -- Volto já pra gente dançar! 


Samantha se afastou um pouco pra comer. Sentia uma leve dor de cabeça por conta do sol e daa cervejas. Deitou um pouco com Luana.  


-- Cadê a Sam?  - Perguntou Heloisa. -- Cês viu?


-- Ta deitada com Luana! - Tina disse. -- Ela tava com dor de cabeça. 


-- Sério? Por que não veio falar comigo... - Se chateou. -- Eu poderia ter...


-- Feito raiva?  - K1  interrompeu. -- Cê ta de porre, patricinha. Sossega aí. - Aconselhou. -- Já já ela vem. 


Tina e Keyla ficaram conversando com a amiga pra o efeito do álcool passar. Dançaram e foram pro mar juntas. De volta a areia, dançaram até o chão no ritmo do funk. Samantha observava a cena a distância. Lica parecia leve. Feliz. Sorrio. Caminhou até eles. Agarrou a cintura dela por trás e distribuía beijos pelo pescoço e nuca. 


-- Você fica ainda mais gostosa dançando assim, sabia? 


-- Ahan...

 

Se limitou a responder pois já sentia os toques de sua esposa. Samantha a virou ficando frente à frente. O beijo de início foi calmo. Mas, Samantha queria mais. Ficou instigando. Mordendo os lábios. Pescoço. Colo.


-- Amor... 


-- Quê? 


-- Tem um monte de gente aqui. -Samantha olhou em volta. Todos pareciam bastante distraídos. -- Eu queria muito. - Lhe deu um selinho. -- Mas... - A voz de Lica saiu arrastado. Sam semicerrou os olhos. --Queria muito mesmo. - Fez bico.


-- Você queria o que, Heloisa? - Perguntou rouca. -- Diz pra mim...- Sussurrou no ouvido dela. -- Diz! 


-- Você sabe, amor...-Baixou o olhar. -- Sabe? 

 

-- Sei. - A abraçou. -- Eu acho lindo seu jeitinho quando fica sem graça quando quer fazer amor. - Riu. -- Mas fica com vergonha de falar. - Heloisa não conseguia encarar. -- Olha pra mim! - Ordenou. Ela obedeceu. -- É lindo. Você é linda. - Sorriam. -- Me excita.- Confessou fazendo Heloisa gargalhar. -- Eu quero agora, amor. 

 

            -- Não dá, Samy!


-- Eu quero agora. - Emburrou. -- Você não quer? 

 

-- Quero! - Olhou pros lados. -- Eu tô molhada! Muito! 


-- Então pronto!


-- Mas não tem lugar. 


-- Claro que tem. - Ergueu a sobrancelha de forma provocativa. -- Tem eu...você...- Apontou. - O mar! 


-- Você é louca! - Sorriu. - E eu amo demais. 


MB fez um gesto para que elas se aproximasse. Num acordo silencioso, deixaram pra depois. 


-- Fala MB.


-- Estamos fazendo um karaokê!


-- Legal. - Samantha se animou. -- Vou curtir ouvir vocês. 


-- Você não vai cantar?


-- Não. - Lamentou. -- Tô com um pouco de dor de cabeça. 


-- Está doendo ainda, amor? - Sua expressão era de preocupação. -- Você tomou remédio? 


-- Meu remédio... - Se aproximou pra sussurrar. -- É quando transarmos naquele mar. - Sorriu de forma maliciosa. -- Quando eu te fizer gozar! 


-- Para de falar isso, Samantha!


-- Que que tem?


-- Tem que agora fico com vontade. - Sussurrou. -- Muita. 


-- Cante uma música com as meninas. - Falou firmemente. --E depois vamos. Entendeu?


-- Ahan. - Concordou.-- Só uma, amor!


Samantha sentou no canto. Ficou esperando as músicas começarem. Rolou uma leve discussão entre a galera pra escolherem a música. Ela dava risada das birras dos amigos. 


Heloisa a olhava de longe. Sorriram cúmplices. Samantha não desviou o olhar um segunda se quer. Se sentia privilegiada por ter aquele mulher do seu lado. Heloisa sorria de forma tímida. Ora baixava a cabeça ora mordia os lábios, deixando sua mulher hipnotizada. Samantha queria tê-lá logo. 

 


É verão
Sei lá
Dá uma vontade boa de se dar
Tempo bom de ser feliz, tempo bom de namorar

 

Heloisa começou a cantar com as garota do vagão. Pulavam. Riram. E sua mulher continuava paralisada a olhando com cobiça. 

 

Quando eu te vejo passar
o corpo bronzeado no mar, te imagino toda nua, ou, ou
É verão
Sei lá


Sentiu uma vontade de sair de lá com sua mulher pra fazer amor até não sentir mais as pernas. Estava cada vez mais difícil impedir esses pensamentos. 

 

Dá uma vontade boa de se dar
Tempo bom de ser feliz, tempo bom de namorar


Seus olhares se encontram. Cada cá com seus pensamentos. Sorriram. 

 

Eu deixo a onda bater forte na cabeça
Vou dar adeus à maré dessa solidão
Quero badalar, na balada
Deixar o amor tomando conta do meu coração


Samantha nem percebeu que a música já tinha acabado. Heloisa se agachou em sua frente. 


-- E aí. Ainda vamos? 


-- Por acaso você tem alguma dúvida? - Negou sorrindo. --Vamos, amor. - Deu um selinho apertado. -- Eu quero te foder logo!

 

Heloisa sentiu seu sexo pulsar com aquela declaração.  Caminharam até o mar de mãos dadas. Entram na água gelada. Samantha sentou e Heloisa envolveu as pernas ao redor de sua cintura. 


-- Eu gosto dessa posição, sabia? 

 

             -- Não! Por que? 

 

-- Eu consigo te sentir melhor. - Susurrou roçando seus lábios. -- Dá pra chupar seus seios. - Heloisa começou se esfregar só de ouvir aquilo. -- Pena que aqui não da pra fazer tudo.- Lamentou, triste. -- Mas, vou tentar te dar prazer do mesmo jeito. - Começou a massagear lentamente o sexo. Sentia a carne crescer por trás do pano. -- Amor...Temos que tirar esse pano. 


-- Não dá. - Respondeu-lhe triste. -- Teria que ficar pelada. 


-- O maiô abre em baixo, certo? - Assentiu. -- Inclina pra trás e eu abro um pouco. 


-- Será que os meninos não vão entrar aqui. - Falou receosa. -- Eles podem querer...


-- Heloisa! - Samantha interrompeu. -- Relaxa. - Começou a beijar seu colo e acariciar um seio por cima do pano. -- Eles não são burro. Eles sabem o que estamos fazendo aqui. - Constatou. -- Você vai querer? - Assentiu. -- Mesmo? 


-- Aham.


Samantha abriu o maiô por baixo tomando um certo cuidado para ele não subir completamente. 

 

-- Tenta relaxar, amor!


Começou com uma carícia de leve. Heloísa afundou o rosto em seu pescoço. Gemia baixinho enlouquecendo a outra. Samantha fez pressão com três dedos. Heloisa choramingou.


-- Doeu, Lica? - Assentiu. --Shhh.Calma...


-- Bota dois, amor...


Obedeceu. Colocou dois dedos. Sentiu uma certa resistência. Manipulava o clitóris enquanto fazia um movimente suave de vai e vem na vagina de sua mulher.


-- Mais rápido, Sam...


-- Você quer mais rápido? 


-- Uhun...


 -- Então geme gostoso pra mim. - Fez uma pressão no clitóris. Ela gemeu alto. -- Baixinho, amor. - Riu. -- Só pra mim, ta bom? 


Recomeçou com a massagem enquanto manipulava o clitóris. Heloisa começou a quicar descontrolada. 

 

-- Calma, Lica. - Samantha a repreendeu. -- Devagar. - Choramingou. -- Rebola devagar pra mim, amor...


-- Sam...


-- Só rebola, vai...


Heloisa rebolava devagar. Samantha ajudava mantendo os dedos firmes. Soprava Estímulos verbais toda vez que sentia sua mulher choramingar. Ficava com dó dela. Heloisa gemia baixo. 


-- Você fica ainda mais linda rebolando pra mim. - Heloisa se movimentou rápido. -- Caralho. - Segurou sua cintura a mantendo no mesmo lugar. -- Fica quieta e deixa comigo. 


Samantha começou a estocava forte. Misturava ritmos. Seus corpos dançavam em perfeita sincronia. Sam sentiu o corpo de sua mulher travar. A respiração descontrolada. O orgasmo atingiu em cheio. Depois de uns minutos seu corpo ainda tremia.

 

-- Shh! - Samantha alisava seus cabelos. -- Respira devagar...


-- Eu... te amo!


-- Eu sei! - Respondeu convencida. -- Também te amo. - Recomeçou as carícias. -- Amor... vamos da um mergulho...


-- Mas já? 


-- Sim. Luana pode ter acordado. 


-- Amor, Quero fazer você gozar também. 


-- Quando chegarmos em casa continuaremos, ta bom? - Heloisa fez bico. -- Desmancha isso. - Deu um beijo. -- Eu te amo! Vamos?


-- Vamos!


Quando chegaram lá Luana não tinha acordado ainda. Ficaram conversando e dançando. Heloisa voltou a beber e Samantha decidiu parar. 


-- Vai comer, Lica! 


-- Daqui a pouco. Prometo! 


Samantha virou os olhos. Quando ia sentar, ouviu o choro de Luana. Correu pra busca-lá.


-- Mamãe! 


-- Que foi, meu amor?


-- Um sonho.


-- Ruim?


-- Muito.


Escondeu o rosto na curva do pescoço da mãe. Ficaram abraçadas até que Luana se acalmasse.


-- Sam? - Heloisa  perguntou peocupada. -- O que aconteceu? 


-- Um pesadelo. - Lica a abraçou. -- Só foi um pesadelo. 


-- Sim. Ta tudo bem agora, Luana.  - Acariciava os cabelo da filha. -- A gente ta aqui agora!


-- Quando vamos pra casa? - A menina perguntou fazendo bico.


-- Logo, princesa. Logo. 


Luana ficou abraçada com suas mães. 


-- Acho que ela estava um pouco com febre. 


Heloisa não sentiu.


-- Acho que é impressão tua Samantha. - Riu. -- Ela não esta.


-- Impressão? - Perguntou incrédula. -- Você já está bêbada de novo?


-- Que bêbada, mulher! - Se exaltou. - Estou ótima. 


-- Não grita... - Sussurrou. -- Você está assustando a Luana.


Heloisa olhou pra menina que via a discussão com os olhos arregalados. Samantha a pegou pra darem uma volta. Estavam caminhando quando a menina sentou próximo a uma pedra.


-- Cansou, bebê? 


-- Pouquinho. - Respondeu desanimada. -- Por que vocês briga tanto. .. - Era uma constatação. -- É ruim. - Seus olhos encheu de lágrimas. -- Igual o sonho...


-- Filha... 


-- É ruim, mãe. 


-- É... - Agarrou a menina. -- Vai ficar tudo bem, Luana...


-- E se não ficar?!


Samantha encarou aqueles olhinhos cheios de medo e angústia. Sentia uma nó se formando. 


-- Olha pra mim, Luana! 

 

A garotinha levantou a cabeça.


-- Vai ficar tudo bem! Eu prometo


-- Promete mesmo?


-- Prometo. - Ela não tinha certeza, mas não queria que a filha passase por aquilo. -- Prometo, filha! 

 

 

 


                  É verão - Jammil e uma noites


Notas Finais


Esta dando pra entender?


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