História Resiliência - Capítulo 13


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Categorias Friends
Tags Bissexual, Família, Heloisa, Lica, Limantha, Malhação Viva A Diferença, Samatha Lambertini
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Palavras 2.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi.

Capítulo 13 - Não dá


 Acordaram no outro dia bem cedo. 


-- Por que tão cedo, mãe?  - Luana resmungava na mesa. -- Minha mãe ligou? 

 

-- Você tem aula e eu trabalho. - Riu. -- Sua mãe não ligou ainda.

 

-- Hum. Será que ela esqueceu? - Falou triste. -- Tô com saudade...

 

-- Oh, já já ela liga. - Marta falou. -- Ela prometeu, certo?


                                  -- Sim. 


-- Quer que eu ligue, Luana? Assim, você mata a saudade. 

 

-- Pode mãe? - Sorriu animada. -- Eu quero! 


                -- Será que ela não está ocupada? 


-- Mãe, são seis meia da manhã. - Heloisa riu. -- Ela provavelmente, nem acordou ainda. 

 

                    -- Liga.


-- Ta bom. Mas... - Avisa. -- Vai ser rápido, ta bom? Senão nos atrasamos.

 

          -- Ta bom. Liga logo.


Heloisa tentou duas vezes e ninguém atendia.


                  -- Deve esta dormindo ainda. 


-- Então, vamos nos arrumar. - Marta falou. -- Quem sabe ela retorna.


-- Isso, dona Marta. Vamos os escovar os dentinhos, Lua? - A garotinha fez um bico. -- Meu Deus! Dengo logo de manhã... Venha cá pro colo da mamãe. 


-- É todo dia isso? - Marta achou graça da cena. -- Todo dia esse denguinho gostoso? 


 
-- Não... As vezes é pior. - Lica comentou fazendo sua mãe rir. -- Sério, as vezes Samantha deixa de ir ao estúdio pra ficar até tarde com ela. 


                             -- Meu Deus...


-- Eu falo. Mas sempre saio como a bruxa da história.


                    -- Você não é bruxa, mamãe. 


-- Não sou! - Abraçou apertado. -- Agora vamos nos arrumar.


-- Vamos!


Devidamente trocados. Heloisa foi no carro separado da mãe. 


-- Obrigada por passar a noite conosco, mãe. 

 

-- Sempre que precisar, certo? Eu amo vocês. 


                             -- Te amo, vovó.


-- Também te amo, meu amor. Se a febre aumentar, não hesite em me chamar. Ouviu?


-- Sim senhora. - Bateu continência. -- Obrigada por me ajudar, mãe. 

 

               -- Obrigada, vó. 

 

-- Não agradeça. Assim, vocês me ofendem. Beijo. 

                              ★

 

No carro, Heloisa tentou ficar mais próxima possível da filha. O telefone tocou. Era Samantha. 

 

                  Ligação on
  
-- Sua mãe, filhota. - Colocou no viva voz. -- Oi...

 

-- Você me ligou várias vezes. Aconteceu alguma coisa? Cadê a Luana?

 

-- Respira. -Riu. -- Não aconteceu nada. Luana pediu pra te ligar. 

 

--Ahan... Cadê ela?

 

-- Esta aqui. Estamos no carro. - Virou para filha. -- Fala com sua mãe, Lua.

 

-- Mãe... por que você não ligou? - Reclamou. -- Eu esperei. 

 

-- Meu amor... Mil desculpas. Eu dormir demais. - Justifica. -- Acordei e corri pro banho. 

 

            -- Onde a senhora esta?


  
-- No carro. E você? Escola? 

 

--Eu não queria... - Falou baixo. -- Queria você...

 

-- Eu sei, Lua. Só te peço um pouquinho de paciência, ok? - Pede. -- Irei chegar logo. 

 

                          -- Ta bom. 


-- Heloisa? 


-- Tô aqui. 


-- Ela comeu direitinho? 


-- Comeu. 


-- Comi, mãe. Eu já sou grande! - Revira os olhos -- Não queria ir pra escola hoje 

 

-- Por que? Você gosta tanto da tia. 

 

-- Gosto. Mas, eu gosto mais de ficar com você. 

 

-- Ela fez drama hoje também, Lica? 

 

-- O que você acha? - Riram. -- É óbvio. Não queria levantar essa preguiçosa...


-- Não sou preguiçosa. - Fez bico. -- Eu só queria dormir mais.

-- Quando você chegar, descanse. - Sam aconselha. -- Dormiu bem?


-- Sim. Dormir com a mamãe. - Fala sorrindo. -- Queria que nós três dormisse juntas. 


-- Outra hora. 


-- Você ta bem, Samantha? 


-- Estou. E você?  


-- Ahan. 


-- Trabalhando muito, mãe? 


-- Nem tanto. - Sorrir. -- É mais burocracia. Assinar papéis essas coisas de gente adulta. - Riu prevendo a reação da filha. -- Quando você crescer, saberá.


-- Eu sou grande, mãe!


-- Muito grande. - Heloisa rir. -- Bicuda e dengosa... 

 

-- Não sou bicuda. 


-- Não mesmo. 


-- Samantha? Tenho que desligar. Já chegamos!

 

-- Tudo bem. Bom trabalho. Eu te amo, filha. Boa aula!


-- Também te amo, mamãe. Volta logo. 


-- Ta certo. - Ri. -- Beijo. Beijo. 


-- Beijo. 


Samantha desligou e focou na reunião. O pessoal iria para um conserto musical. Tinhas estudantes de todo o pais. Músicos e Jornalistas.

 

-- Samantha?  - Seu assistente a chamou. -- Vamos entrar. Assim ficaremos mais acomodados.


-- Ok.


-- E a filhota?  Esta melhor? 


-- Sim. - Sorrir. -- Ela acordou melhorzinha. Essa falta de controle da imunidade dela me preocupa.


-- Coisa da idade. Dê bastante líquido. Ela vai crescer e isso logo muda.


-- Tomara! Ela tem muita febre. 


-- Meu irmão também tinha. Hoje ele tem 15 anos. Daqui a pouco é a Luana. - Rir. -- Vai levar os namoradinhos pra te conhecer. - Samantha fez uma careta. -- É, minha amiga, melhor ir se acostumando. 


-- Não vou me acostumar nunca. Ela é só um bebê. 


-- Precoce, diga-se de passagem. - Sorriram. -- Sente-se. 


-- Obrigada. 


A palestra aconteceu animadamente. Samantha não estava com a cabeça ali. Ficou a palestra toda pensando em Luana e Heloisa. 


-- Não posso acreditar...- Alguém chega por trás. -- Acho que é o destino nos querendo pregar uma peça. - Ri. - Mundo pequeno. 


-- Maisa... - Rir. -- Você... Que bom te revê. 


-- Eu, particularmente, adorei!


-- Hum... - Ri sem graça. -- O que esta fazendo aqui? 


-- Samantha... - Sussurra. -- Não é óbvio? - Gargalha. -- Vim pro conserto junta do pessoal do curso. 


-- Claro... Que cabeça a minha. 


-- Tudo bem... Deve ter ficado emocionada ao me ver. - Samantha nega sorrindo. -- Brincadeirinha.


-- É... Só estou distraída. Luana esta com mal estar.


-- Jura?!


-- Sim... Imunidade baixa.


-- Oh, meu Deus.... Coitada. - Samantha baixa o olhar. -- Mas ela vai ficar bem, Sam... É uma menina forte.


-- Isso é mesmo! - Sorrir.


-- Eu gosto do seu sorriso. Ele é lindo. - Samantha se remexe desconfortável. -- Ei...


-- Maisa, não. Por favor... - Sussurra. -- Não faz isso...


-- Só te elogie. - Diz também levantando. -- Me desculpe!


-- Tudo bem... Só não faz isso. Já ta difícil o bastante. 


-- Problemas no paraíso?


-- Em casa mesmo. - Sorrir. -- Tô confusa. 


-- Se quiser conversar. - Apontou a saída. -- Deu uma pausa aqui. Quer comer alguma coisa? 


-- Tudo bem. Mas, com seus amigos? 


-- Não! - Ri. -- Que horror, Sam... Crianças... Só vamos nos duas. Tudo bem pra você? 


-- Tudo. Só vou falar com um amigo. 


-- Espero. 

 

Samantha se despediu de Hugo, prometendo voltar pra segunda parte do evento. Chegaram no restaurante.


-- Vamos sentar, ali?  


-- Vamos! 


-- Então... - Sentaram. -- A vida não anda muito colorida pra você?  - Samantha assente. -- Sinto muito. 


-- Sente mesmo? - Perguntou e logo se arrependeu. -- Desculpa! Desculpa, não quis ser...


-- Tudo bem, Sam!  - Segurou sua mão por cima da mesa. -- Eu não nego nada do que estou sentindo. 


-- Maisa, eu...


-- Eu quero você. - Sorrir. -- Quero muito. 

-- Eu sou casada! Maisa, as coisas não são...


-- Eu sei... - Rir sem humor. -- Infelizmente as coisas não funciona assim.


-- É.


-- Olha, Sam. Eu gosto muito de você, o que é estranho, já que nunca nos beijamos. - Riram. -- Mas, eu respeito você! Muito. Você tem sua família. 

--  Nem sei se tenho mais. 


-- Pode ser só uma fase. - Samantha suspira. -- Você não tem certeza do seu sentimento por
...?


-- Eu a amo, Maisa. Mas, as veses parece que o amor não é o suficiente. 


-- Às vezes sim, às vezes não. 


-- Você me parece bem inteligente! - Pensa. -- Você tem quantos anos? 


-- Dezenove. Na verdade fiz ontem. 


-- Meus parabéns. Você é bem novinha... Achei que tivesse menos, na verdade.  

 

-- Você reparou em mim? - Sorriu empolgada. Samantha assentiu. -- Interessante...


-- Normal, Maisa. Você é linda... Digo... Muita gente deve reparar em você.

 

-- Eu gostei que tenha sido você. - Se aproximou sussurrando. -- Me deixa mais...Alegre. 


-- Maisa! - A empurra sorrindo. -- Para, sua louca. 


-- Ok. - Levanta as mãos. -- Desculpe. É que você é muito linda. - Sorrir travessa. -- Muito mesmo. 


-- Você me deixa envergonhada.


-- Fica ainda mais linda. - Samantha sorrir sem graça. -- Você tem quantos anos?


-- Vinte e cinco. 


-- Meu Deus!


-- Quê?!


-- Você parece ter bem menos. - A olhou. -- O tempo parou pra você. 


-- Quem dera...


-- Eu gosto do que tô vendo. 


-- Você fala isso p...


-- Pra te agradar? Claro... - Levantasse para sentar ao seu lado. -- Por que estou apaixonada? Também. Mas, falo porque é a mais absoluta verdade também.


-- Esta na hora de votarmos, né? - Se afastou. -- Vamos?


-- Temos dez minutos ainda. - Se levantou. -- Quero te levar em lugar especial aqui.


-- Eu acho melhor não. 


-- Relaxa, Samantha... Não vou te agarrar. - Samantha semicerrou os olhos. -- Eu juro! 


-- Jura mesmo? 


-- Juro de dedinhos. 


-- Que besta. - Sam gargalha. -- Me leva logo.


-- Agora!

 

Era uma praça enorme. Tinha árvores lindas. As paisagens dava um sensação de paz. Não tinha muita gente, por conta do horário. 


-- É lindo aqui.


-- Você não viu nada. - Entrelaçou suas mãos. -- Vem!


Maisa a puxou. 


-- Uau.


O lugar ficava por trás do parte. Era tipo uma montanha. O local era cheios de rochas. Maisa sentou e puxou Samantha para que se sentasse ao seu lado. 


-- Esse lugar é especial pra mim.


-- Isso é muito lindo!


-- Não mais que você... - Afastou os fios de cabelos dos olhos dela. -- Seu sorriso é lindo...


 Maisa se aproximou lentamente. Aproveitou que Samantha estava distraída olhando a paisagem. 


-- Aqui parece aqueles filmes de... - Quando olhou para o lado, viu a garota próximo ao seu rosto. -- O que você esta fazendo? - Perguntou num sussuro. -- Não faz isso...


-- Você é linda. - Deu um beijo em sua bochecha. -- Eu não vou te beijar. -- Sussurrou a encarando. -- Eu quero. Por Deus, como eu quero. - Se afastou. -- Mas eu não vou fazer isso! 


-- Você não deve fazer isso.


-- Olha... - Apontou para um vendedor de brinquedos. -- Vou ali. Me espere aqui, ta?


-- Ok.


Samantha ficou olhando a paisagem e um nó se formou na garganta. Se sentia confusa. Parecia surreal tudo o que estava vivendo. 


-- Ei! - Maisa a chamou. -- Pra você e um pra Luana. 


-- Não precisava. 


Era dois ursos. Um estava tocando baixo. E o outro, estava dançando. 


-- Obrigada! São lindos. 


-- Não agradeça. 


-- Qual é o meu? 


-- O seu é esse tocando baixo. 


-- Imaginei. 


-- Sou previsível então? 


-- Eu diria, observadora. - Sorriu. -- Obrigada, Maisa!


-- Me chama de Isa? - Pedia como uma criança. -- Eu gostaria que você me chamasse de Isa. Menos informal. 


-- Ta bom... Isa! - Levantou-se. -- Vamos? - Esticou as mãos para ela. -- Hugo deve ta querendo me matar. 


-- Vamos, Sam...

 

                          ★


-- Vamos pra casa, mamãe. - Luana falou emburrada. -- Eu quero ir pra casa.


-- Luana... Fica quietinha, vai? - Pediu. -- Deixa eu terminar isso aqui. Prometo que vai ser rapidinho.


-- Aham... - Responde Desanimada. 


-- O que você disse?


-- Nada, mãe. 


-- Por que não vai lá fora brincar um pouco? 


-- Não posso ficar aqui? 


-- Claro, meu amor. 


-- Pode ligar pra mãe agora? - Pergunta esperançosa.


-- Não. - Luana fez bico. -- Filha... Escute! Sua mãe esta trabalhando. Você precisa entender isso. Você já é bem grandinha. 


-- Eu não posso falar com ela?


-- Claro que pode. - À pega no colo. -- Quando ela terminar, irá te ligar. Tenho absoluta certeza. 


-- Aham.


Juliana entra na sala.


-- Garotinha... Não sabia que estava aqui. - Luana a abraça. -- Que bom te ver.


-- Oi.


-- Esta triste?


-- Isso é birra. - Heloisa avisou. -- Saudade da mãe. 


-- E cadê ela?


-- Viajou. - Respondeu desanimada. 


-- Ihh... Sabe o que melhora essa carinha? 


-- O que? 


-- Pizza!! 


-- Gosto.


-- Não! - Heloisa se manifestou. -- Hoje não dá. Luana, arruma as coisas que terminei.


-- Mas mãe...


-- Luana! 


-- Gente, calma. - Juliana se aproxima de Lica. -- Qual é Lica. Ela é apenas uma criança.


-- Hoje não dá!


Notas Finais


Cheguey rs
Obrigada pelos comentários!

Gente, duas coisinhas aqui
Primeiro; Eu tenho uma sobrinha que começou a falar c um ano de idade. Ela já repetia todos os palavrões existentes hahaha

Segundo: Meus pais tem um casamento de brigas e as vezes pareciam casal de filme. Então não é estranho se elas conversa numa boa dps estão brigando. Vamo ver o desenrolar da história. E, lembrando, n fiquem em um racionamento ruim por causa dos filhos. Nunca.


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