História Resiliência - Capítulo 15


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Notas finais

Capítulo 15 - Trégua... Será?


Ficaram um bom tempo se olhando. Não sabiam como começar. Heloisa sentou no sofá Samantha ficou em frente, sentada na mesinha do centro.


-- Conseguiu fechar alguma parceria? 


-- Não. - Sorriu de lado. -- Conseguimos algumas vozes potente. Vai ser produtiva nesse requisito. 


-- Entendo. 


Retornaram os olhares. Elas abriam a boca na mesma proporção em que fechavam. 


-- Lica..


-- Samantha..


Riram. Samantha levantou para se sentar ao lado de sua esposa. 


-- Pode falar. - Samantha cedeu. -- Me diz o que você quer falar. 


-- Eu não sei se quero falar. - Suspira. -- Mas, eu preciso, né? Ou melhor, precisamos!


-- O que ta acontecendo com a gente? 


-- Desencontros? Talvez.


-- Desencanto? Pode ser também. - Heloisa baixou o olhar. -- Olha pra mim...


-- Quer se separar, Samantha? - Falou olhando em seus olhos. -- Você não quer mais? 


-- Ta difícil, né? - Sussurrou. -- Ta muito difícil. 


-- Está.


-- Você... - Limpou a garganta. -- Você quer se separar?


-- Sam... - Limpou algumas lágrimas. -- Eu sinto muito a sua falta. Falta de tudo!

 

                    -- Exemplo? 

 
-- Eu sinto falta de ser sua mulher. - Olhou pro chão. -- Sinto muita falta de conversamos sobre tudo.


-- Sobre nosso dia. - Samantha completou. -- Sobre nossa filha. 


-- Principalmente. Eu não quero vê-la sofrer. Sam, ela é apenas uma criança. 


-- Ela ia ficar com raiva se te ouvisse falar isso. - Sorriram. -- Eu concordo com você. 


-- Lembra como éramos inconsequentes quando começamos? - Assentiu. -- Eu queria tudo do meu jeito. - Riu. -- Terminamos várias e várias vezes. Por bobagens. Por coisa seria...


-- Mas no final... - Samantha segurou sua mão. -- Sempre ficamos juntas.


-- Juntas... Aí resolvemos ter a Luana logo. - Elas tavam indo pelo começo. -- Todos ficaram contra nosso decisão, você lembra? 

 

-- Diziam que éramos novas demais. - Riu. -- Eu me achava super preparada. Me enganei.


-- Você teve um deslize. - Acariciou sua mão. -- Mas, 99% do tempo você foi uma ótima mãe. Você é uma ótima mãe. -- Corrigiu. -- Luana tem sorte. 


-- Fosse o tempo em que  dizíamos "nós temos sorte." - Suspirou cansada. -- Esta tudo tão bagunçado, Lica. 


-- Você quer que eu vá pra casa da minha mãe? - Perguntou receosa. -- Você quer um tempo pra... sei la? 


-- Você quer?


-- A minha única certeza é que eu te amo, Sam. - Chorou. -- Eu te amo demais!


-- Mas, não podemos negar que tem alguma coisa de errado com a gente. 


-- Não tem nada de errado com o meu amor por você. - Pensou. --Talvez...A vida nos querendo pregar uma peça? - Imediatamente Samantha lembrou de Maisa. Se odiou por ter pensando nisso naquele momento. -- Sam... Tudo bem! Se precisamos desse tem...


Samantha a calou com um beijo. Tomou a boca dela pra si num beijo intenso. Brigaram pra ver quem dominava o beijo. 


-- Lica... - Samantha falou enquanto sugava o pescoço da maior. -- Vamos pro quarto!

 

-- Precisamos conversar. - Tentava se desvencilhar da mulher. -- Vamos conversar primeiro. 


-- Você acha que precisamos mesmo conversar agora? Perguntou erguendo a sobrancelha. -- Você tem certeza? 


Heloisa ia responder, mas perdeu toda linha de raciocínio quando sentiu a boca de Samantha brincando com seu mamilo, e sua outra mão já procurando espaço entre suas pernas. Gemeu abafado quando ela encostou os dedos no ponto mais sensível do seu clitóris.

 

-- Sam...- Gemeu tentando se afastar. -- Samantha. 

 

-- Que? - A olhou. -- Não quer? Tudo bem! - Se afastou. -- Vou tomar um banho pra...

 

            -- Samantha, vem cá!


Samantha se aproximou. Heloisa a puxou para que sentasse em seu colo.Deu um beijo todo apaixonado nela. Finalizou com vários selinhos e uma mordidinha no final. 

 

-- Eu quero muito! Muito! - Sussurrou contra os lábios inchados da outra. -- Eu sinto falta de sentir você. 

 

           -- E por que não deixou eu...?


-- A gente precisa conversar. - Lhe deu um selinho. -- Eu preciso de você. Mas, a gente precisa conversar. 

 

Samantha levantou para sentar melhor. Ficou de frente para Heloisa. Botou as pernas de cada lado de seu corpo. Rodeou as pernas em volta de sua cintura. 


-- Eu sei. - Falou encostando suas testas. -- Desculpa. Eu pensei que...


-- Não precisa pedir desculpas, Samantha. 

 

-- Tudo bem. - Tentou levantar. -- Eu vou tomar banho. 


-- Posso te pedir uma coisinha? - Sam assentiu. -- Fica aqui um pouquinho comigo? Eu quero te sentir mais.


-- Claro! - Afundou o rosto em seu pescoço. -- Eu também tava com saudades.


-- Tava mesmo? -Sorriu sentindo Samantha passar um nariz no outro. -- Beijo de esquimó? 


-- Também. - Riu sapeca. -- Eu gosto de beijar sua boca de todo jeito. - Segurou os lábios de Lica entre os dentes. 


-- E morder também? - Falou com dificuldade. -- Você vai deixar marcado.


-- Idai? - Se afastou pra olha-la. -- Você é minha mulher, certo?


-- Sou.


-- E o que tem eu deixar marcas em minha mulher? - Ergueu uma sobrancelha. -- Por acaso a senhorita tem um caso extraconjugal?


-- Eu não dou nem conta de você, Samantha! - Falou de forma teatral, fazendo a mulher gargalhar. -- Quem dirá de duas.


-- Eu acho bom. - Salpicou beijinho pelo rosto de Lica. -- Ta doendo suas costas?


-- Não. 


-- Ta sim. - Riu. -- Deita. Eu vou deitar por cima de você!


Samantha ficou por cima do corpo de Heloisa. Afundou o rosto entre o pescoço  dela. Heloisa abraçou seu corpo forte. Parecia querer fundir seus corpos. Samantha chorou baixinho.

 

-- Você ta chorando? - Heloisa perguntou. -- Não chora, Sam. - Sussurrou baixinho. --A gente vai da  um jeito. 


-- Será? - Perguntou com a voz embargada. -- Será que vamos conseguir?


O silêncio se fez presente. Samantha continuou chorando baixinho. Heloisa sentia lágrimas solitárias escorrer pelo seu rosto.

 

                               ★


Heloisa acordou sentindo um peso sobre seu corpo


-- Sam...


-- Que foi? - Tentou cobrir o rosto por conta da claridade. -- Quer levantar? 

 

 -- Não é isso. Eu sonhei ou era a Luana chorando?


-- Luana? - Levantou-se. -- Tem certeza? 


-- Não sei. Vamos conferir? 


-- Vai você. Eu vou tomar um banho! - Deu selinho. -- Qualquer me chame!


-- Ta bom. 

 

                               ★ 

 

                      SAMANTHA

 

Tinha acabado de tomar uma banho fresquinho. Estava em dúvida entre: Deitar na minha cama pra matar a saudade ou ir no quarto de Luana. Desde a hora que acordamos não fui ver o que tinha acontecido. Resolvi que agora era a hora.


-- Será que tem alguma coisa pra fazer café? - Rir comigo mesma. Heloisa era a pessoa mais desligada do mundo. 


Fui até o quarto. A porta estava entreaberta. Quando ia bater, ouvir um diálogo.


-- Ta mais calma, filha? - Luana assentiu. -- Quer me contar o que aconteceu? 


-- Você vai embora? Perguntou com a voz embolada pelo sono e choro preso. -- Você não vai embora, né mamãe? 

 

-- Luana... A gente conversou sobre isso. - Falou enquanto acariciava o rosto da pequena. -- Por que você esta me perguntando isso?


-- Foi o sonho. - Baixou a cabeça. -- Você ia embora e me deixava...de novo. - Sussurrou. -- Você ia sem me levar. De novo...


-- Filha... - Se ajoelhou em frente a ela. --- Me diz... Você viu pra onde eu ia?


-- Não sei. - Pensou. -- Ia para outra casa. 


-- E você? - Estimulou a filha falar. -- Você disse que eu te deixava... Você ficava aonde?


-- Aqui. - Olhou em volta. -- Eu ficava aqui com minha mãe. 


-- Oh, bebê... - Chorou. -- Eu nunca irei te deixar. Eu prometi, certo? 


-- Então você não vai embora de casa? 


-- Também não é assim, Lua. As coisas Não são simples assim.


-- Você ta mentindo pra min? - Se exaltou.


 Me assustei. Nunca tinha visto ela agir dessa forma. Parecia agressiva.


-- Não grita comigo, Luana... - Heloisa Sussurrou. Também me assustei. Estava esperando uma resposta impaciente da parte dela. -- Ta tudo bem, filha.


-- Não ta. - Se afastou -- Vocês me brigam. Não ta bem...


-- Luana... - Heloisa tentou uma aproximação. A menina negou. -- Não faz assim, filha...

 
-- Sai do meu quarto! - Gritou. -- Sai daqui.


-- Luana... Eu não vou te deixar sozinha.


-- Vai.


Heloisa parecia cansada ou triste. Estava pronta pra entrar. 


-- Você quer que eu chame sua mãe? - Heloisa levantou-se. -- Ela vem ficar com você, Luana.


-- Não quero... - Respondeu com a voz vacilante. Meu coração se partiu em mil pedaços. 


-- Tudo bem... - Se aproximou da porta. Eu me afastei. -- Quando precisar, estarei na sala. 


Corrir pra cozinha. Queria fugir dali, mas essa lance de fugir dos problemas nunca foi comigo. Meu pai me ensinou que devemos lutar por aqui que queremos e amamos. Eu não vou deixar minha filha. Não mesmo

-- Ela só precisa de um tempo, Lica. - Heloisa veio até mim. -- Você vai ver. Daqui a pouco, ela vai esta aqui te pedindo pra subir nas costas. - Sorrimos. -- Somos as mães dela. 


-- Somos, ne? - Os olhos dela estavam cheios d'gua. -- Ela vai ficar bem, não vai Samy? 


-- Claro que vai! - Falei tentando convencer a mim mesma. -- Ela. Nós. Vamos todas ficarem  bem.


-- Eu quero muito. Eu não suporto vê-la tão triste. - Encostou na minha testa. -- Cadê aquele sorrisinho logo de manhã? 


-- É estranho... Mas logo ficaremos bem.


-- Aham. - Senti quando ela tremeu nos meu braços.


-- Vamos comer? Vou preparar algo.


-- Estou sem fome. - Respondeu tentando se afastar. -- Vou tomar um banho.


 
-- Tomei. - Beijei seus lábios suavemente. -- Eu vou preparar uma omelete pra gente. 


-- Sou obrigada a comer? - Pergunta fazendo bico. Assinto sorrindo de lado. -- Droga! Por que você tinha que ter esse sorrisinho cafajeste?


-- Cafajeste? - Perguntei cheirando seu pescoço. Mordia e passava a língua pra suavizar. -- Você acha?


-- Tenho certeza. - Se afastou pra olhar em meus olhos. -- Vou pro banho. Volto já. 


-- Volte... - A solto. -- Volte logo.


Fiquei preparando o café. Quando terminei, até o quarto de Luana. Ela estava com um livrinho tampado o rosto.


-- Filha? - Chamei ganhando atenção da garota. -- Não está com fome? 


-- Não. 


-- Mas tem que comer. - Ajoelhei na beirada da cama. -- Pra ficar forte. E correr be...


-- Cadê ela? - Interrompeu. -- A mamãe já foi embora? 


-- Luana! 


-- Ela vai embora? - Perguntou com os olhos vermelhinhos. -- Ela não vai morar com a gente? 


-- Claro que vai, filha. - Enxerguei as lágrimas de seu rosto. -- Ela ta tomando banho pra comemos..


-- Vocês brigaram?


-- Não, filha. Não brigamos. - Afirmei. -- Você mandou ela sair do seu quarto...


-- Desculpa. - Baixou o olhar. 


--Olhe pra mim. - Levantei seu queixo. -- Não é pra me que deve desculpas. 


-- A mamãe ta com raiva de mim? 


-- Ela te ama demais pra ter raiva de você, criatura. - Empurrei seu ombro. -- Agora, vamos tomar banho? - Fez bico. -- Te busco na escolinha e vamos almoçar aonde. Advinha? 


-- No estúdio? 


-- Nahh. - Fiz uma careta. -- Muito mais legal que isso.


-- No restaurante?


-- Ok! - Levantei. -- Talvez não seja tão legal assim...


-- Diz, mãe! - Falou tristinha. 

 

-- Almoçar na casa da sua vó. Mas, se não quiser eu desmarco.


-- Eu quero.


-- Vai ficar tristinha até quando?

 

                     -- Não tô.


-- Ta bom. Vamos! Vou te dar um banho.


Dei um banho em Luana. A deixei assistindo na sala e fui ver o porque da demora da Lica.


-- Lica? - Quando entro no quarto ela estava sentada, com os joelhos dobrados e os braços em volta. 


-- Lica... -  a agarrou. -- Não fica assim... Vai passar!


-- E...e se não passar, Samantha? - Perguntou soluçando. -- Eu não quero perder minha filha. 


-- Você não vai. Acredite em mim.


-- Promete, Samantha... - Segurou meu rosto com as mãos. -- Promete pra mim...Independente do que acontecer com a gente, você não vai afasta-lá de mim. Me prometa isso?


-- Amor... Escuta! - Tinha um certo desespero nos olhos dela. -- Luana é nossa filha. NOSSA, entendeu? Minha e sua! Não preciso prometer nada. Você tem os mesmos direito sobre ela que eu.


-- Eu não sei o que fazer, Sam. 


-- Primeiro... - A levantei da cama. -- Vamos lavar o rosto e depois ir comer. - Fiquei por trás enquanto ela lavava o rosto. -- E agora, vamos comer!


-- Cadê ela?


-- Assistindo. Ela esta nos esperando. - Beijou lhes os lábios. -- Vamos?


-- E se...


-- Ela te amo, Lica. Não coloca paranóia na cabeça. - Segurei sua mão. -- Vem?


-- Vou. 


Passando pela sala, chamei Luana. Na mesa dava pra se ouvir os pássaros, e olhe que não tem praças muito perto daqui. Luana só faltava botar a cara no prato. Heloisa olhava pra todo lugar, menos pra nós. Chegou a hora de quebrar o silêncio.


-- Ninguém elogiou. - Tentei puxar assunto. -- Está tão ruim assim? 


-- Está ótimo, Samy. - Sorriu forçado. -- Você é salvação dessa casa, senão teríamos que pedir comida pra toda refeição. 


-- Obrigada. - Luana se manteve calada. -- E você, filha? Gostou? 

 

                 -- Ta bom, mãe. 


-- Luana, conta pra mamãe com que vamos almoçar com a vovó. -Luana parecia nem respirar. Heloisa engoliu em seco. -- Luana!


-- Deixa, Samantha. - Levantou-se. -- Eu preciso ir.


-- Lica...


-- Sam... - Uma lágrima escorreu de seu rosto. -- Depois conversamos. - Sussurra. -- Por favor. ..

 

Heloisa foi pro quarto e demorou cerca de 10 minutos. Sabia o que estava fazendo, mas cada uma precisa de certo espaço. Luana manteve-se calada. 


-- Já vou. Bom dia. - Me deu um selinho. -- Bom dia, Luan...


 Quando foi beijar a cabeça de Luana, a garota agarrou seu pescoço de forma possessiva. Heloísa se agachou pra abraça-lá melhor. As duas choravam baixinho, me fazendo chorar também. 


-- Desculpa, mamãe. - Falou contra os cabelos da mãe. -- Desculpa! Não vai embora...


-- Eu não vou pra lugar algum sem você, filha. 


Me levantei e as puxei pro sofá. Esperamos as respirações se normalizar. Lianar não soltava a mãe de jeito nenhum. Conversamos com ela, tentando fazê-la entender que independentemente da nossa história, ela continuará nossa filha.


-- Então vocês vão se separar mesmo? - Falou triste. -- Você e ela vai se separar? - Perguntou diretamente pra mim. -- Pode falar a verdade. 

 

-- A verdade sempre, ta. - Segurei a mão de Lica. -- Filha, casais briga e se separa o tempo todo. Mas, isso  não quer dizer que eles não se junte de novo. Esta conseguido entender?


-- Mais ou menos...


-- Luana... - Heloisa a chamou. -- O que sua mãe quer dizer é que, a gente pode ficar juntas agora e nos separamos depois, ou virse e versa. Se for pra ficarmos juntas, ficaremos. 


-- Vocês vão pensar, é isso?


-- Isso quer dizer que vamos conversar. Tentar. - Avisei. -- Não vamos ficar juntas por sua causa. Para as pessoas ficaram juntas tem que existir amor. Existe respeito e est...


-- Você não gosta mais da mamãe, é isso? 


-- É claro que gosto. - Rir. -- Eu amo demais! Mas, existem outras coisas além do amor.


-- Respeito, amizade, compreensão, amor, paixão. - Sorrimos. -- E o mais importante: O casal tem que esta na mesma página. 


-- Página? 


-- Sim! - Sorrir. -- Vamos conversa mais tarde? Estamos atrasadas. 


-- É. - Heloisa concordou. -- Tudo bem, filha? 


-- Ta bom. - Sorriu sem ânimo. -- Bora. 


-- Eu te amo, Luana! Nós te amamos. 


-- Eu também amo vocês!


-- Você pode me da uma carona, Sam? - Pediu. -- Vou botar o carro pra lavar. 


-- Claro.


Fomos até o estacionamento em silêncio. Esse silêncio não era constrangedor. Era apenas um silêncio. No caminho para agência, o telefone tocou.
 

                           Ligação on


-- Alô? 


-- Sam. Tem uma banda hoje, esqueceu? 


-- Claro que não, Hugo. - Virei os olhos. -- Estou de motorista hoje. Tô levando as patroas.

 

-- Hum. - Achei estranho seu tom. -- Só não demora muito, Samantha. 

 

-- Tudo bem. Chego já. Beijo.

 

-- Beijo


        Ligação off

 

-- Samy... Pode me deixar aqui. - Heloisa fala. -- Eu peço um carro. 

 

-- Relaxa, Heloisa. 

 

-- É sério. - A olhei. -- É contramão pra você. Não quero te atrasar mais.

 

-- Você é minha mulher. - Sorrir pra tranquiliza-lá. -- Afinal, eu não posso levar as mulheres da minha vida pra escola e trabalho? 

 

-- Pode, mãe. - Luana sorriu animada. 

 

-- Pode sim, Samy.

 

A metade do caminho foi feito em silêncio. A outra metade, nós conversamos, conversas paralelas.


-- Primeira parada! - Estacionei em frente a creche. -- Esta entregue mocinha. 

 

-- Eu levo ela até a sala. - Heloísa desceu levando Luana. -- Da tchau pra sua mãe, filhota. 

 

-- Tchau, mãe! - Acenou com a mãozinha. -- Eu te amo.

 

-- Eu te amo, filha. Boa aula. - Joguei um beijo no ar. -- Te busco pra almoçamos  com sua vó. 

 

                -- Ta, mãe. Tchau!

 

               -- Tchau meu amor! 

 

Heloisa demorou uns cinco minutos lá dentro. 


-- Aconteceu alguma coisa? - Perguntei assim que ela entrou. -- Você demorou.


-- Luana chorou...


-- Por que? 

 

-- Não sei. - Suspira. -- Eu quis falar com ela, mas a professora dela pediu pra ela mesmo conversar.


-- Tudo bem. - Seguro suas mãos. -- Depois saberemos. 


-- Ahan. 


Umas meia hora depois, estávamos dentro do carro. Uma olhando pra outra. Sorrimos. Ela chorou. Fiquei em silêncio, respeitando seu momento. 

 
-- Ta mais calma? - Afastei o banco. Ela assentiu. -- Sabe o que eu sei fazer pra te deixar bem tranquila? 

 

-- Não. - Fingiu esta nem aí. -- Você anda bem fraquinha ultimamente. 


-- Você acha? - Ergui a sobrancelha. -- Tô fraquinha? 


-- Antes você me dava um beijo... - Se aproximou do meu ouvido. -- ...Com pegada e minha calcinha já ficava arruinada. 


-- Como eu fazia então? - Comecei beijando seu pescoço e colo. -- Diz pra mim, Lica! Como eu fazia?  - Ela já estava de olhos fechados. -- Como eu deixava sua calcinha molhada? 


-- Sam... - Ouvir meu nome naquela condição era uma melodia. -- Aqui...aqui não da.


-- Por que? 


 Abrir o zipe e aproveitei pra fazer uma leve massagem por cima do tecido já umido da calcinha. Ela gemeu mais alto. Parei com tudo.


-- Você quer que eu pare, Heloisa?  - Ela me fuzilou. Eu rir. -- Você pediu pra parar. - Me afastei. -- E, não é não. 


-- Não acredito nisso, Samantha! - Diz furiosa. -- Mas, foi bom ter parado.

 

                  -- Foi bom? 


-- Sim. Você esta atrasada e eu também. - Arregalei os olhos. -- Hugo vai te matar. 


-- Meu Deus! - Me ajeitei no banco e coloquei o cinto. -- Vai, amor. Saí daqui. 


-- Nossa, e é assim que se despede dos outros.


-- Oh, amor... - A puxei pra perto. Beijei seus lábios devagarzinho. Suguei e mordi. -- Quer ir almoçar com a gente?


-- Hoje não vai dar. - Beija meu pescoço. -- Tenho fotos pra fazer. Me busca depois? 


-- Busco. Agora vai. Bom trabalho! 


-- Bom trabalho pra você também, amor.


O eu te amo de sempre ficou entalado. Não sei porque não conseguir pronunciar normalmente. Era uma rotina diária essas palavras entre nós. Queria falar que amava. Então eu vou.


-- Lica! - Desci do carro e entrei em sua sala. -- Eu esqueci de uma coisa super importante.

 

-- Sério? - Pergunta confusa. -- Você botou algum na minha bolsa e esqueceu. 


-- Não! Não é isso. - Rir. -- É outra coisa. 


-- O quê? - Se aproxima. -- Fala, Samy.


-- É isso! 

 

Agarrei sua cintura e fui de encontro ao seus lábios. Beijei com certa delicadeza, mas sua língua pedindo passagem era um indicativo que ela queria mais. Empurrei-a até uma parede mais próxima e coloquei uma das minhas pernas no seu centro. Ela gemeu baixinho. Fui fazendo um carinho lento pela sua barriga, quando cheguei em um de seus seios...


-- Lica, eu...


Juliana que acabou de entrar, estava mais branca que uma folha de papel. Eu queria rir, sério. Mas, Lica estava vermelha, com a respiração pesada, tentando ajeitar a camiseta. 


-- Desculpa, eu não imaginei que... - Seu olhar foi direto para a mulher ao meu lado, que tentava fechar o zipe e falhava miseravelmente. -- Bom...


-- Você pode nos da licença, Juliana? - Falei firme. Chamando sua atenção. -- Um minutinho.


-- O que eu tenho pra falar é importante, Samantha. - Me olhou com certo desdém. 


-- Juliana! - Heloisa devidamente vestida falou. -- Samantha é minha mulher. Se ela te pediu, educadamente, se retire. Depois eu mesmo passo na sua sala. 


-- Ok. - Abriu a porta. -- Te espero na minha sala, Heloisa!


-- Que falta de educação. Não se despediu de você. - Se aproximou. --Desculpa, Sam!


-- Tudo bem, amor! -Beijei seu lábios. - Eu passei pra te da um beijo de verdade e...


-- E? - Perguntou sorrindo. 


-- Eu te amo demais! - A abraço apertado. -- Esqueci de falar no carro. Eu te amo muito!


-- Eu também te amo muito, amor. - Deitou em meu ombro. -- Muito!


-- Forte. - Sorrimos. --Passo aqui pra te buscar. 


-- Vou te esperar. - Da um selinho estalado. -- Mande um beijo pra Bianca. 


-- Mando! Te amo. 

 

                        -- Te amo.

 

                              ★

 
-- Hugo! Desculpe! - Samantha chegou. -- Sério, perdão. Me atrasei e... - Arregalou os olhos. -- Maisa?


-- Sam... - Levanta. -- Definitivamente é o destino! 


-- O que você esta fazendo aqui?


-- Nossa, é tão ruim assim me ver? 


-- Não... Que isso, Maisa. Desculpa! Vem aqui. - A puxou pra um abraço. -- É bom te ver!


-- Eu vim cobrir uma amiga nesse ensaio. - Fala. -- Não gosto de parecer. - Ri. -- Quero ser que nem você. Produtora. - Sorriu.


-- Então veio tocar com a banda? 


-- Pro ensaio. Só hoje mesmo. 


-- Hum.


-- Você ta bem linda. 


-- Obrigada, querida! 


-- Ta lindo a rasgação de sede. - Hugo se aproxima. -- Vamos! O Guto já está lá dentro.


-- Huguinho. - Samantha beija sua bochecha. -- Me desculpa o atraso. 

 

-- Tudo bem. Antes tarde do que nunca! 

 
-- Vamos trabalhar! 


Passaram a manhã toda dentro do estúdio. Quando acabou, Samantha correu pro estacionamento pra buscar Luana. 


-- Esta correndo de mim? - Maisa segurou sua cintura por trás. -- Eu...


-- Não, menina. - Riu se desvencilhando de suas mãos. -- Tô indo buscar minha filha. 


-- Você não trabalha mais à tarde? 


-- Não. Só às vezes. 


-- Que tal saímos? Eu, você e Luana? - Pergunta esperançosa. -- Diz que sim, vai...


-- Hoje não da, Maisa. - Sorrir. -- Fazemos assim, me dê um toque e eu anoto teu número. 


-- Marcamos algo depois, então? 


-- Sim. - Pega o celular que esta vibrando. -- Pronto! Ta salvo.


-- Espero uma ligação sua. - Pensa um pouco. -- Eu também posso te ligar? 


-- Claro, Isa. Agora preciso ir. - Beija sua bochecha. -- Até mais!


-- Foi bom te ver, Sam! 

 


                                            ★


-- Então, vocês já trasaram?


-- Mãe! 


Samantha e sua mãe estavam na sala de estar. Luana comeu e acabou dormindo. 


-- Normal. - Bianca da de ombros. -- Vocês são casadas, normal transarem.


-- Mãe... - Samantha ficou vermelha. -- Eu não me sinto confortável falando sobre isso com a senhora.

 

-- Aí... - Vira os olhos. -- Que careta moralista!

  
-- Nada de careta! Só é estranho falar sobre minha vida sexual com minha própria mãe.


-- Me diz só se rolou depois dessa viajem.


-- Quase... - Baixou a cabeça envergonhada. -- Por pouco.


-- E por que não?


-- Ontem a noite a Lica não quis...


-- Por que?  Ela não gosta mais de... Todo dia? 

 

-- Ela não queria sem antes da gente sentar pra conversar. - Afirmou. -- E ela esta certa. 


-- Conversaram? 


-- Não muito. De manhã, Luana chorou muito. 


 -- Por que? 


-- Ela sonhou que a mãe ia embora. Rolou um estresse e tudo..
.

         -- Ela me parece triste mesmo.


-- A gente conversou com ela. Vai ficar tudo bem!


-- Vai sim. - Bianca analisou a filha. -- Você me parece distante, filha. Aconteceu algo?


-- Não, mãe. - Tentou desviar os olhos. -- Não aconteceu nada. 


-- Samantha, eu te conheço. Fala pra mim, filha. Você sabe que pode confiar em mim, né? 


-- Sei, mãe. Eu só... 

 

 Não queria falae sobre aquilo, mas sabia que não tinha ninguém melhor que sua mãe pra dividir os problemas. Afinal, ela era sua melhor amiga. 


 -- Fala, filha. Só estamos nós duas aqui!


-- Eu conheci uma garota em Santos. - Baixou o olhar. -- E, eu não sei...


-- Você esta afim dela, é isso?


-- Não, mãe! Eu não posso...


-- Filha, isso é normal. - Samantha a olhou confusa. -- Você esta em um casamento a bastante tempo. Em uma crise, é normal você achar outra pessoa atraente ou... interessante


-- Quê? - Levantou-se. -- Pra mim não é normal! Se eu amo a Lica. Ela é a minha mulher! Eu devo respeito e fidelidade.


-- Você não fez nada, Sam. - Parou pra analisar a situação. -- Ou...fez?


-- Claro que não, mãe. Assim a senhora me ofende.


-- Então, pra quê todo esse aue? Você nem traiu. - Levantou e foi ate a filha. -- Você esta gostando mais do deveria? 


-- Mãe... - Sussurrou. -- Eu amo a Lica! Eu tô confusa. Não queria me sentir assim.


-- É só uma fase. Você verá!  


-- Tomara! Eu só quero ficar bem com minha mulher.


-- Vai da tudo certo! 

 

                            ★

 

-- Luana comeu boi? - Heloísa carregava a menina nos braços. -- Ta parecendo. 


-- Ela comeu bastante na casa da sua mãe. - Depois de buscar Heloisa, elas resolveram ir jantar na casa de Marta. -- Agora só acorda amanhã. 


-- Tomara. Estou morta. - Falou se jogando no sofá. -- Várias fotos hoje. 


-- Morta? - Samantha andou sensualmente em sua direção. No caminho, ela deixou a blusa e short. -- Jura!?


-- Por que você me tortura? - Perguntou com a voz rouca de desejo. -- Você não tem pena de mim? 

 

-- Não mesmo. - Sentou em seu colo. -- Eu quero você. - Sussurrou em seu ouvido. -- Quero você agora!


-- Me quer como? - Heloisa começou  massagear um seio. -- Fala!


-- Depois desses dias todos sem, você quer brincar? - Ergueu a sobrancelha. -- Então eu vou te ensinar. 


Deu salto e inverteu as posições. Pegou Heloisa no colo e levou para o quarto. Ela pensou que iam deitar na cama, mas Samantha abriu as portas closet e buscou a cinta. 


-- O que você vai fazer? - Perguntou enquanto Samantha a colocava de quatro. 


-- Te foder com força? - Perguntou sugestiva. -- Te comer de quatro?  Te fazer gemer enlouquecida? - Esfregava o pênis em sua vagina. -- É, talvez eu faço isso mesmo.


-- Sam...


-- Não sabe brincar, amor... - Enfiou todo de uma vez. -- ....Não aperta o play.


Samantha começou com um rebolado lento. Heloisa se agarrava onde podia. Estava louca de prazer. Samantha se inclinou e começou massagear os seios. Estocou com força e rápido. Lento e ligeiro.


-- Amor... - Gemeu abafado. -- Amor


-- Diz! Não ta gostando?


-- Aham. Mete com força! 


-- Você quer mais rápido? 


-- Se...e-u disser que sim, voc...você va brincar? 


-- Não. - Riu. -- Vou encher minha mulher de prazer hoje! 


Samantha penetrou o mais rápido que pode. Manipulava o clitóris com uma mão, e a outra apertava o seio de forma quase grosseria. As duas rebolavam em sincronia. Heloisa gemeu alto. Quando o orgasmo veio, ela puxou algumas roupas do closet fazendo cair. Samantha segurou seu corpo dando suporte.


-- Solta isso, amor. Você não vai cair. 


A carregou até a cama. E la, Samantha chupou seu clitóris,  fazendo Lica choramingar. 


-- Vamos pro tomar um banho? - Sussurrou enquanto deixava beijos pela sua coxa e vagina. -- Vamos? 


-- Você jura que é só banho? - Comentou cansada, fazendo Samantha rir alto. -- Não da pra te levar a sério. 


-- Eu juro. - Levantou-se e a pegou no colo. -- Você terá tratamento de princesa!


-- Gostei! - Sorriram.


No banho se perderam em carícias. Heloisa se ajoelhou e fez Samantha gozar. Samantha quis tê-la mais. De várias formas. Em todo lugar do quarto. 


-- Eu te dei canseira, né? - Heloisa se aconchegou em seu peito. -- Tadinha...


-- Às vezes você ta insaciável. 


-- E as vezes é você. - Riu. -- Eu tenho uma mulher gostosa. O que posso fazer?


Ficaram abraçadas conversando. Até que celular tocou incansavelmente. 


-- Va atender, Samantha! 


-- Ah... Mas eu não me levanto daqui tão cedo. Deixa tocar. 


-- Ta. - Continuou tocando. -- Quem é o idiota que liga tanto essa hora. 


Pegou o celular. Continha três mensagens sms e uma ligação. 


-- Tem três mensagens de um num desconhecido. 


-- Amanhã eu vejo. - Virou de costas. -- Vem dormir, Lica.


-- Posso olhar? 


-- Aham... - Falou sonolenta. -- olhe.


-- Ta bom. Pode dor...- Quando viu as mensagens o sangue ferveu. 

     
                         "Foi bom te ver hoje, Sam!"
 
                      "Continua linda. Como pode? rs" 

        " Você me deve um passseio. Bj" 

                     

                        Maisa


-- Toma! - Jogou o celular na cama ao lado da mulher. 


-- Quê? - Virou ficando de frente. -- Que isso?


-- Olha esse merda, SAMANTHA!


-- Não grita comigo. - Desbloqueou o aparelho. -- Quem é? 


  -- Seu casinho, extracextraconjugal!


  - QUÊ?!


Notas Finais


Eu tava prevendo um capítulo maior, só que a enxaqueca apertou. Desculpa demor! Ces são maravilhosxs


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