História Resiliência - Capítulo 16


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Cheguey

Capítulo 16 - Tentando explicar


      
          SAMANTHA

 


-- Lica... - Esfrego os olhos. -- Do que você ta falando, amor? 

 

-- Olha a merda desse celular! - Esbravejou. -- Olha agora! 

 

-- Fala baixo... - Olho as mensagens que Maisa mandou. -- Esses mensagens?  É isso?

 

-- Isso? - Rir irônica. -- Você diz isso?

 

-- O que tem demais? 

 

-- Essa garota te mandando mensagem. Você deve um passeio a ela. - Se aproxima. -- Você vai da uma de louca? - Segura meu braço. -- O que essa garota quer, Samantha? Fala logo!

 

-- Me solta! - Levanto, me afastando. -- Qual é o seu problema? Você ta me machucando! 

 

-- Fala logo, Samantha! O que essa garota quer? 

 

-- Eu a conheci na praia, Lica. - Falo nervosa. -- Eu nunca iria ficar com outra pessoa. - Me aproximo. -- Eu tenho você.

 

-- Ela sabe que você é casada? 

 

-- Claro que sabe, amor. Eu deixei claro isso naquele dia mesmo da praia. - Sussurro. -- Eu sempre deixo claro que tenho mulher. 

 

-- Ela esta afim de você? - Fala me olhando. Desvio. -- Olha pra mim! - Segura meu rosto. --Diz a verdade!

 

-- Isso não importa, Lica. 

 

-- Pra mim importa sim! Fala logo.

 

-- Ela disse que sim... - Ela levanta. -- Mas, ela é só uma garota, amor. Isso não vale nada. 

 

-- Você a viu depois daquele dia?

 

 -- Aham...- Resolvo que mentira não é o melhor caminho. -- Na viajem, e...

 

-- O quê?!

 

-- Lica... - Seguro suas mãos. -- Fala baixo. - Peço com calma. -- Luana esta aqui do lado. Ela vai ouvir.

 

-- Samantha... - Suspira. -- Amanhã...

 

-- O que tem amanhã? 


-- Amanhã a gente conversa! - Deita na cama. -- Eu tô muita cansada agora. E, também não quero que Luana ouça nada.

 

-- Ok... Amanhã a gente conversa. Quer que eu durma em outro lugar?. - Ela nega. 

 

-- Samantha... Eu só quero ficar na minha!

 

-- Tudo bem. Desculpe! - Me aproximo lentamente. Abraço sua cintura. --Amor... - Sussurro. -- Eu nunca iria te trair. Acredita em mim, por favor...

 

-- Me deixa ficar só aqui. Eu preciso! - Se vira pra olhar em meus olhos. -- Por favor, Samantha...

 

-- Ta bom. - Tento beijar seus lábios. Ela desvia. -- Ta, Lica. Só... Seja justa! - Beijo seu ombro. -- Dorme. 

 

                  ★

 

Me viro de um lado pro outro na cama. Levanto desistindo de tentar dormir. Olha pra Lica, sei que ela também não esta dormindo, mas decido deixá-la sozinha. Ela precisa pensar, e eu também. Ela não ter acredito em mim, doeu. Mas, eu também omitir tudo em relação a Maisa. Eu não posso cobrar nada. 

 

Levanto e vou até o quarto de Luana. Pra minha surpresa, ela estava acordada. 

 

-- Ei, garotinha. - Me aproximo da cama. -- Por que esta acordada a essa hora?

 

-- Tô sem sono, mãe. - Diz manhosa. -- Deita comigo? 

 

-- Claro! - Deito ao seu lado. Ela se aconchega em meu peito. -- Está acordada a muito tempo? 

 

-- Aham. - Esconde o rosto em meu pescoço. 

 

-- Sério? - Temo dela ter ouvido os gritos. -- Vou ficar aqui até você dormir. 

 

-- Por que a mamãe tava gritando? - Diz, me assustando. -- Vocês tava brigando? 

 

-- Não... a gente ta brincando... - Tentei. -- A gente só tava brincando, filha.

 

-- Vocês estavam gritando - Pensou. -- Ela tava falando o que da praia? 

 

-- O que você ouviu, Luana? - A encaro. -- O que você realmente ouviu? 

 

-- Nada e tudo. - Fala triste. -- Eu ouvi gritos. - Sussurra. -- Eu acordei com gritos, mãe. 

 

-- Você deve ter sonhado, amor. - Acariciava seus cabelinhos. -- Eu tô aqui agora. 

 

-- Você acha que foi sonho? 

 

-- Vamos dormir, Luana. - Desconverso. -- Eu vou dormir com você. Que tal? - Sorri. -- Você quer? 

 

-- Pode ser, mãe. - Falou desanimada. 

 

-- Eu te amo, meu amor.

 

-- Também. 


  
              
                                            (....)

 

-- Acorda, mãe... - Sorrir. -- Ta na hora do café!

 

-- Bom dia pra você também! - Esfrego os olhos. -- Deita aqui. 

 

-- Não, mãe. - Levanta. -- Tô com fome...Vem.


-- Aí, Luana. - Viro os olhos, cedendo. -- Você já tomou banho?

 

-- Já!

 


 -- Como? - Pergunto assustada. -- Você foi pro banho sozinha, Luana? 

 

-- Nahh. Tomei banho com a mamãe. 

 

-- Hum... E cadê ela? 

 

-- Ela ta botando as roupas na máquina. 

 

-- Ta bom. - Vou até o banheiro. -- Preciso de um banho, Lua.

 

-- O café-da-manhã primeiro, mãe. - Pediu com biquinho. -- Por favor! 

 

-- Ta bom! 

 

Já cozinha percebo que tô apenas de roupão. Faço umas torradas. Boto suco, café. Agradeço aos céus por ter bolo de ontem ainda. Acordei sem nenhuma disposição. Heloisa deixou meus seios todo dolorido, e minhas pernas falhas. E, em pensar como a noite de ontem acabou. Respiro fundo.

 

-- Mamãe... - Percebo que Heloisa se aproxima da mesa. -- Olha, temos torradas!

 

-- Que bom, amor. - Sorrir forçado. -- É pra comer tudo, hein.

 

-- Você não vai sentar pra comer, mamãe?  


-- Não. Tô sem fome.


-- Senta, mamãe! Tem que comer. 


-- Não, filha. Eu...


-- Senta, Lica. - Sussuro. -- Por favor.

 


Lica se juntou a nós na mesa. Luana estava triste e distante. Queria questionar o que foi, mas eu, de certa forma, tinha medo da resposta. O silêncio na mesa reinou. Quando bateram na porta, eu corri pra atender. 


-- Mãe! - A abraço. -- Entra!


-- Bom dia, filha. - Caminhamos até a sala. -- Estou atrapalhando? 


-- Nunca, mãe!


-- Cadê Luana? 


-- Comendo. - Levanto do sofá. -- Vamos lá? 


-- Vamos! 


Quando minha mãe chegou a mesa, Luana nem correu para seus braços, como de costume. Heloisa a comprimentou educadamente. Depois do café fomos todas a sala.


-- Então, família linda e tradicional. - Revirei os olhos. Só podia ser minha mãe. -- Eu vim buscar Luana pra ficar comigo. 


-- Vocês vão passear, mãe? - Perguntei interessada. -- Vai levá-la pra sair? 


-- Não. - Riu. -- Um shopping mais tarde? Sim, lógico. - Sorrimos. -- E aí, Luana, topa? 


-- Num sei... - Se encolhe no sofá. 


-- Vamos, vovó. - Minha mãe se aproxima, a pegando no colo. -- Eu não quero ficar só. 


-- Tudo bem, vó. - Agarra o pescoço dela. -- Eu vou pra sua casa!


-- Eba! - Comemora. -- E dorme lá? 


-- Posso mamãe? - Pergunta pra Heloisa que sempre foi mais rígida com esses assuntos. 


-- Você quer? - Luana assente. -- Tudo bem pra bem pra você Samantha?


-- Tudo! - Sorriu pra minha mãe. Sei exatamente o porque disso. -- Pode ir, amor!


-- Ta bom. - Desceu do colo da vó. -- Vou pegar meu urso  no quarto, ta vovó? 


-- Pode ir, meu amor! - Pisca pra ela. -- Eu te espero aqui. 

 

-- Eu a ajudo. - Heloisa se adiantou. -- Licença, Bianca.

 

-- Claro, querida. - Se retiram. Minha mãe me olha. -- E aí?  Rolou? 

 

-- Aí, mama. - Riu. -- Você é tão discreta! Não vou te dizer. - Arregala os olhos. -- Sério, mãe! Fico constrangida demais. 

 

-- Você me conta ou eu pergunto diretamente pra Heloisa. - Suspiro derrotada. Ela seria capaz mesmo. -- Me conta logo, vai.

 

-- Rolou sim.

 

-- Só isso? - Semicerrou os olhos. -- Que desânimo é esse? Perdeu o tesão por acaso? Ou é aquela mulher? Ou...

 

-- Mãe! - Chamo sua atenção. -- Não é nada disso. É que...Bom... 

 

-- Fala logo, Samantha!

 


-- Credo! Foi bom. Não perdi o tesão. E nem o jeito! - Afirmo. -- Foi... gostoso. Eu sei da prazer, ta bom? 


-- Abre isso aí. - Aponta pro roupão. -- Abre!

 

-- Como assim? - Pergunto confusa. -- Pra quê? 

 

-- Abra!


-- Mãe, eu tô nua. - Aviso tensa.


-- E daí? Eu cansei de ter nua!

 

-- Não, mãe! É sério. - Riu nervosa. -- Não mesmo. 

 

-- Por que? Me de um bom motivo. Porque nua eu já te vi.

 

-- Eu... - Baixo o olhar totalmente envergonhada. -- Mãe...

 

-- Sim?

 

-- Eu tô toda marcada aqui! - Digo de uma vez só. -- Não vou te mostrar. - Ela gargalha alto. -- A senhora é muito besta! 

 

-- Você fica tão fofinha toda vermelhinha. - Sorrir me abraçando. -- Fica a coisa mais preciosa do mundo. - Pensa um pouco. -- Óbvio, depois da minha neta mais querida. 

 

-- E a única, vó! - Luana diz se aproximando. -- Tô pronta. 

 

-- Então, é isso. - Pega a garotinha no colo. -- Vamos, bebê!

 

-- Eu sou grande, vó! -  Vira os olhos. -- Tchau, mãe. - Me da um selinho. -- Tchau, mamãe. - Um selinho em Lica. -- Até amanhã.

 

-- Tchau, amores. 

 

-- Tchau! - Respondemos juntas. -- Eu amo vocês. - Completei. -- Até amanhã. 


Fecho a porta já sentindo o clima tenso  na sala. Só eu e ela. Estou na dúvida se a chamo pra conversar ou a agarro pra fazermos um sexo selvagem e depois um amor fofinho. 


-- Lica...


-- Eu vou limpar a cozinha. - Assinto desanimada. -- Licença. 


 -- Aham...


Depois de um banho de água fria, literalmente, resolvo deitar um pouco. Fico lendo um livro que já estava pela metade. Tava quase cochilando. 

 

-- A Tina está aí. - Heloisa aparece na porta. -- Vem da um oi.

 

-- Mando um beijo pra ela. - Peço sem olha-lá -- Tô um pouco indisposta. 

 

-- Ok. - Vai embora sem perguntar nada.

 

                               ★

 

-- Samantha... - Sinto alguém acariciando minhas costas. -- Samantha...


-- Oi? - Minha voz saiu grave. -- Ah...Lica.

 


-- É... - Analisa meu corpo exposto. O roupão acabou abrindo. -- É... 

 

-- É o que, Lica. - Ri discretamente. -- Fala.

 

-- Huhn...- Limpa a garganta. -- Você ta...

 

-- Toda marcada? - Ergo a sobrancelha. Ela assente constrangida. -- O que tem demais nisso, Lica? 

 

-- Não esta doendo? -Me sento. Retiro o roupão e fico completamente nua. 

 

-- Olha. - Viro de costas já prevendo sua reação acanhada.-- O que você fez. 

 

-- Desculpa. Eu...- Vira o rosto. -- Eu não queria ter machucado desse jeito.

 

-- Não precisa pedir desculpas. - Falo me vestindo novamente. -- Ta tudo bem. Eu até gosto! - Sorriu de lado. -- É bom demais saber que consigo da prazer a mulher da minha vida. 

 

-- Eu sou a mulher da sua vida?

 

-- Me escuta, Lica! - Sento ao seu lado. -- Eu não tenho nada com a Maisa, e nem com outra pessoa que não seja você. 

 

-- Por que ela falou aqui? 

 

-- O que? Do passeio? -Aceno positivo. -- Ela foi lá no estúdio ontem. - Arregala os olhos. -- Me promete que vai ouvir tudo sem gritar?

 

-- Aham... - Se ajeita. -- Pode falar tudo.

 

-- O primeiro encontro foi no restaurante na praia. Aí, depois da nossa discussão eu saí com Luana, e encontrei ela lá. 

 

-- Até aí eu sei. 

 

-- Na viagem eu a encontrei por acaso.

 

-- Vocês saíram ou só se encontraram no evento? 

 


-- Fui ver o pôr do sol, por insistência do Hugo. Encontrei ela lá. - Heloisa se remexe desconfortável. -- Conversarmos normal...

 

-- Ela tentou alguma coisa? 

 

-- Lica...

 

-- Samantha! 

 

-- Não...- Decido deixar a história do não beijo pra lá. Afinal, não aconteceu. -- Não tentou. Ela sabe que somos casadas. 

 

-- Termine o resto da história. - Curta e fria. 


-- Por acaso, ontem ela foi substituir uma amiga na banda que foi la no estúdio. 

 

-- Vocês se encontram ontem e você prometeu um passeio?

 

-- Não foi por ai, Heloisa! Ela pediu pra ver a Luana...

 

-- Ela não vai ter contato com a minha filha! 

 

-- Nossa. - Sussurro. --Continuando... Eu disse que tinha um almoço com minha mãe...

 

-- Você fica dando explicação a ela de tudo que faz?


-- Não! - Tô começando a me irritar. -- Você vai deixar eu continuar ou vai tirar suas conclusões precipitadas como sempre? 

 

-- Continua. Pode continuar. Quero ver até onde essa porra toda vai.

 

-- Sem exageros, vai. -  Viro os olhos. Ela bufa. -- Aí trocamos o telefone, para depois marcamos algo. Foi isso que aconteceu. - Aviso. -- Ponto. 

 

             -- Ela esta afim de você? 

 

-- Talvez. - Penso. -- Mas, ela é jovem. E também uma ótima pessoa. Ela é legal, Lica. Não quero nada e já deixei bem claro.

 

-- Você sabe a idade dela? 

 

-- Dezenove. - Vejo que respondi rápido demais. -- Ela disse. 

 

-- Ok. - Levanta. -- Não quero Luana perto dela.

 

-- Lica, isso não é justo. - Levanto também. -- Luana gosta dela.

 

-- Luana é uma criança. Esquece logo! - Afirma. -- Eu não quero minha filha perto dessa mulher.

 

-- Nossa filha, Heloisa. - Vou até a porta. -- Larga a mão de ser infantil. Deixa a menina gostar de quem quiser...

 

-- Eu já disse, Samantha! Não a quero perto da minha filha. - Me segue até a cozinha. -- E nem de você. Por tanto, não quero você de papo com ela. E acabou!

 

-- Quê? - Paro em sua frente. -- Você não é minha dona, Lica. Qual é? Corta essa. Eu não te obriguei a parar de falar com a Juliana. Porque isso é errado!

 

-- Você ta me dizendo que vai continuar falando com ela?

 

-- Você não pode me dizer com quem eu devo ou não falar. Cê ta parecendo macho escroto e machista! - Ela pega a chave do carro. -- Onde você?  

 

-- Não te interessa! - Abre a porta. -- Chame sua nova amiga pra vocês comerem, ou você comer e..

 

-- Se você terminar essa frase, eu juro pra você que acaba aqui. - Afirmo categórica. -- Não vou deixar você me ofender! Tenha um mínimo de respeito.

 

                    -- Preciso sair...

 

                          -- Lica...

 

                                ★


-- Olha, Luana. - Aponta. -- Tem milk shek quer?

 

-- Pode ser. - Falou de forma desanimada. 


-- Pode ser? Ue - Sentaram na mesa. -- Você não gosta mais, é isso? 

 

            -- Gosto, vó. Pode comprar.

 

-- Me diz do porquê dessa triste? - Os olhos da menina encheram de água. -- Oh, meu amor, conte pra vovó... O que aconteceu? 

 

                          -- Nada.


-- Você confia em mim? - Aceno positivo. -- Então, porquê  não fala pra mim. 

 

-- Não é nada, vó. - Respondeu com a voz embargada. -- Quero ir pra casa...

 

-- Ah, é isso? Você quer ir ficar com suas mães. Era só falar, Lua. - Sorriu. -- Te levo pra lá ago...

 

-- Não! - A interrompeu. -- Eu quero ir pra sua casa.

 

-- Luana... - Limpou as lágrimas do rosto da menina. -- Me fala o que ta acontecendo. Por favor... Eu só quero te ajudar. 

 

-- Você não vai contar pra minha mamãe? - Pergunta receosa. 

 

-- Qual mãe? A Heloisa? - Luana assente. -- Não vou. 

 

                   -- Promete, vovó? 

 

                  -- Prometo, Luana!

 

                -- Elas brigaram hoje. 

 

-- Suas mães? É normal. A casal as vezes se desentende.


-- Elas brigaram de novo, vó. - Sussurra. -- Elas gritaram...

 

-- Sério? - Pegou a menina no colo. -- Vai ficar tudo bem... Você vai ver.

 

              -- E se elas se separar? 

 

-- Eu sou separada do seu vó. - Lembra. -- E sua mãe ainda é minha filha e filha dele. - Conforta. -- Se...Ainda temos o se. Se suas mães se separarem, você vai continuar sendo filha delas. Elas vão continuar te amando da mesma forma. 

 

             -- Eu muito medo... - Sussurra. 


-- É naturalmente normal ter medo do desconhecido. - Acaricia os cabelinhos encaracolados. -- Você quer ver elas bem feliz?

 

                          -- Quero. 

 

-- E se elas forem felizes apenas separadas? 

 

-- Por que? Elas se amam. - Pensa. -- Elas dizem que se amam.

 

-- Eu acredito no amor delas. - Sorrir. -- Elas já passaram por um monte de coisa juntas. Difíceis e boas. E a melhor de todas, sem dúvida alguma, foi você!

 

                      -- Você acha?

 

-- Tenho certeza! Você é a coisa mais linda da vida delas. 

 

                       -- Aham...

 

-- Tudo bem... - Limpa a garganta. -- Você promete pra mim que vai ajudá-las? Que independente de qualquer você vai continuar firme e forte? - Sorriu. 

 

-- Não sei... - Deita a cabeça no ombro da mulher. -- Eu posso morar com você, vovó? 

 

-- Quê? - Sorrir tensa. -- Luana, você já tem seu quarto, sua cama. E o mais importante é esta ao lado de suas mães! 

 

                          -- Mas...

 

-- Depois conversamos sobre isso, ta bom? Vamos comer! 

 

                          -- Ta bom.

 

                               ★


Heloisa tira os sapatos e caminha pela areia da praia. Não sabendo o que fazer ou pensar. Ficou perdida em pensamentos paralelos. 

 

                         Flashback

 

 Heloisa tinha ganho uma festa surpresa de suas melhores amigas. Seu aniversário de vinte e quatro anos já estava rolando. Samantha foi a última a chegar. 

 

-- Por que demorou, amor? - Perguntou assim que viu a mulher se aproximando. -- Quase chega depois dos parabéns. 

 

-- Aí, Lica. Me atrasei com uns arranjos lá. - Lhe deu um selinho. -- Felizmente cheguei. 

 

-- Me dá um beijo de verdade. - Fez bico. -- Não ganhei nenhum beijo da minha mulher hoje!

 

-- Por acaso, você ganhou algum beijo além da sua mulher hoje? -Ergueu as sobrancelhas. -- Cuidado, viu... Eu tô de olhos bem aberto na senhorita. 

 

-- Eu acho muito bom.

 

-- Agora, pare de falar e vem aqui pra eu te da um beijo de verdade! - A puxou pela cintura. -- Saudade dessa boca! 


O decorrer da festa foi regado a muita música, comida e bebidas. Samantha não quis nenhum tipo de álcool aquela noite. Heloisa estranhou.

 

-- Você ta doente? - Sussurrou em seu ouvido. -- Antes de ontem vomitou e hoje não quer beber.

 

-- Bebo depois, Heloisa. - Riu pra despistar. Heloisa encarou seria. -- Aí, amor, deixa de ser desconfiada.

 

-- Vamos cantar os parabéns! - Tina gritou do palco improvisado. -- Vem aniversariante!

 

-- Vai, amor! - A empurrou. -- Vai! 

 

-- Você não vem comigo? 

 

-- É só seu aniversário, Lica. - Sorriu. -- Eu vou ficar na primeira fila!

 

-- Fica do meu lado, amor. - Fez bico. -- Eu quero você do meu lado!

 

-- Nossa, como você é birrenta! Vem - A puxou pela mão. -- Vamos!

 

Bateram os parabéns, e na hora de corta o bolo Heloisa teve uma surpresa. Tinha um envelope vermelho no centro.

 

-- Ue, tem uma coisa esquisita aqui. - Aponta. -- E agora?

 

-- Deixa de ser lesada. - Keyla gritou. -- Abre isso logo!

 

-- Abre, amor! - Samantha sussurrou com os olhos cheios de lágrimas. Se Heloisa não tivesse tão vidrada no envelope, teria percebido a emoção de Samantha. 


-- É um exame! - Riu. -- Como pode ter um exame aqui dentro?

 

 -- Lê em voz alta!


Quando Heloisa viu que era um exame de sangue, mais especificamente de gravidez, ficou confusa. Quando viu o nome de Samantha, ficou ainda mais confusa.

 

-- Tem seu nome aqui, amor? - A olhou. Samantha estava em lágrimas. -- Por que você esta chorando? -Ficou agoniada achando que tinha algum problema. -- Você ta doente é isso? Fala, Samy! 

 

-- Parabéns mamãe! - Os convidados gritaram em um coro. Heloisa os encarou. Depois olhou para sua mulher. 

 

-- A...Amor. - Gaguejou. -- O...oque significa esse exame?

 

-- Eu tô grávida. - Sussurrou contra seus lábios. -- Estamos grávidas, amor.

 

-- É sério? - Sorriu abobalhada. -- Isso é sério? Não é trollagem? - Seu rosto já estava banhado a lágrimas. -- É sério mesmo, amor?

 

-- Seríssimo. - Afirmou. -- Estou de dois meses.

 

-- Dois? - Se espantou. -- Por que eu estou sabendo agora?


-- Por que é seu aniversário. Quis te fazer essa surpresa. - Falou receosa. -- Você não está feliz? 


-- Se eu estou feliz? - Riu e chorou ao mesmo tempo. -- Parece que eu vou sufocar de tanta felicidade, amor. - Se abraçaram apertado. -- Que presente maravilhoso! Eu amo te amo! - Alisou sua barriga. -- Eu amo demais vocês! Eu sempre vou amar vocês! Sempre. 


-- Também te amamos! 

 


                                            ★


No shopping, Bianca fez a netinha brincar em alguns brinquedos. A menina continuava tristinha. Resolveram bater de perna um pouco.  Luana viu alguém e correu. 

 

-- Luana, volta aqui. - Bianca foi atrás da menina. -- Luana! 

 

-- Tia Maisa! - A menina pulou no colo da mulher que estava na fila do cinema. -- Tia!

 


-- Minha Lua! - A pegou. -- Parece que cresceu mais, hein. - Botou no chão. -- Você esta bem?

 

-- Sim. - Pegou na mão da vó. -- Essa é minha vó. 

 

-- Prazer! - A comprimentou educadamente. -- Maisa!

 

-- Bianca! - Retribuiu o aperto de mão. -- Vocês se conhecem de onde?

 

-- Da praia! - Afirma. Bianca junta os pontos. -- Nos conhecermos na praia. - Sorriu. -- Foi amizade a primeira vista!

 

-- Que bom. - Sorriu. -- Bom, a gente já tava indo. Foi um prazer!

 

-- Não estamos, vó. 


-- Claro que estávamos. - Rir. -- Preciso fazer  compras no supermercado.

 

-- Outro dia nos vemos, Lua. - Maisa fala tranquila. -- Foi um prazer, Bianca!

 

               -- Igualmente, querida. 


-- Tchau tia! Foi bom te ver.

 

-- Também pequena. Da um beijo aqui. - Se agacha pra menina beijar sua bochecha. -- Mande um beijo pra sua mãe!  A gente se ver por aí. 

 

                         -- Ta bom! 

 



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