História Resistindo á Tentação - Capítulo 3


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Categorias Saint Seiya
Personagens Aioros de Sagitário, Personagens Originais
Tags Aiolos, Aiolos De Sagitário, Kogarin, Olos, Romance, Saint Seiya
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Palavras 2.523
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olás,

Já faz um tempinho, né? Rsrsrs
Gente, me desculpe a demora na atualização dessa fic. Tive uns probleminhas que me deixaram um pouco afastada das duas fics que vinha escrevendo, esta e a "Meu Tesouro é Você", mas aos pouquinhos estou conseguindo voltar à ativa e começar a colocar ordem no barraco rsrsrs.

Sem mais enrolações, desejo à todos uma ótima leitura.

Capítulo 3 - Hora de Brincar


Fanfic / Fanfiction Resistindo á Tentação - Capítulo 3 - Hora de Brincar

Durante a refeição, composta por salada grega com muito queijo feta e azeite, tomate recheado, arroz e suco de frutas cítricas, Alana se viu completamente rendida à cumplicidade entre pai e filho. Aiolos se mostrava um pai extremamente carinhoso e paciente, atento a cada pequeno gesto de Hector, e a sua satisfação se expressava vendo que o pequeno se mostrava cada vez mais à vontade com sua presença.

Hector foi o primeiro a terminar de comer e com um aceno deixou a mesa e a sala de jantar.

– Ele nunca agiu assim com ninguém que não fosse da família. Nem mesmo a babá que contratei para tomar conta dele antes de voltarmos para Atenas. – falou Aiolos olhando o filho seguir pelo corredor e sumir por uma porta, e voltou seus olhos verdes sorridentes para ela. – Ele gostou de você, Alana.

– Ele só confiou no pai dele. – sorriu de volta. – A sua atitude o fez me dar um voto de confiança. – Alana concluiu antes de levar a última porção de salada à boca. – Está tudo uma delícia, Aiolos, mas acredito que eu não consiga te ajudar na missão de acabar com todo este banquete. – ela se recostou na cadeira, claramente satisfeita.

– Cozinhar é um dos meus hobbies favoritos. – confessou com um leve rubor nas maçãs do rosto e, levantando-se, contornou a mesa e estendeu a mão para Alana. – Venha. Vou te mostrar o resto da casa e o seu quarto enquanto permanecer conosco.

O apartamento era grande e espaçoso o suficiente para que cinco crianças como Hector pudessem conviver correndo pelos cômodos sem que trombassem umas nas outras. Era enorme. Havia uma segunda sala com televisão, várias almofadas espalhadas pelo chão e também no sofá, um tapete felpudo branco e um aparelho home theater; um escritório onde Aiolos trabalhava, a ampla sala de jantar, a cozinha, os dois quartos de hóspedes e os do Hector e dele.

E seu quarto não devia nada à uma suíte no melhor hotel cinco estrelas da cidade. As paredes e o piso seguiam o mesmo padrão das áreas comuns do apartamento; paredes brancas e piso em madeira escura; mas um grande tapete vinho modificava um pouco o tom do quarto. A cama era de casal de ferro fundido, com a cabeceira encostada na parede ao lado da janela e ladeada por duas mesinhas redondas de ferro e tampo de vidro, com um abajur clássico em cada. Havia um guarda-roupas branco na parede oposta à da cama, uma cômoda também branca ao lado de uma porta que deveria ser o banheiro e uma chaise longue abaixo da janela.

“Este quarto é, com certeza, do mesmo tamanho da minha casa todinha” – pensava Alana enquanto andava pelo cômodo.

– As suas coisas já estão guardadas. A Agnes arrumou tudo no guarda-roupas e colocou seus produtos de higiene pessoal no banheiro – Aiolos abriu a porta do banheiro para mostrar a ela. – Espero que goste do quarto.

– É perfeito! Muito obrigada. – “Agnes? Não vi ninguém além dos dois desde que cheguei aqui.”

– Agnes é minha governanta. Ela cuidou de tudo enquanto almoçávamos. Agora ela deve estar com o Hector, como sempre a esta hora. – como se tivesse escutado seus pensamentos ele respondeu à sua dúvida.

– Ah, sim.

– Vamos até ela. Vou te apresentar à ela e assim você fica sabendo onde fica o esconderijo preferido do Hector.

Saíram novamente para o corredor e pararam diante do quarto de Hector. Aiolos a abriu para que Alana vislumbrasse um cômodo inteirinho com papel de parede de fundo azul estampado com milhares de estrelinhas brancas, astronautas, ET’s simpáticos, discos voadores, foguetes e planetas. A luminária no teto tinha o formato de um aviãozinho bimotor azul e vermelho voando no céu que era o teto pintado de azul claro salpicado de nuvens brancas fofas.

No chão acarpetado, estavam Hector, cercado de gizes de cera de várias cores e pintando a figura de um leãozinho sorridente, e uma jovem senhora de cabelos castanhos compridos e presos num rabo de cavalo, que era quem desenhava as figuras para que o pequeno as pintasse. Ela olhou para a porta e se levantou com um sorriso simpático.

– Agnes, esta é a Alana. Alana, esta é a mulher que coloca ordem na casa. Qualquer coisa que precisar é só pedir à ela.

Feitas as apresentações, conversaram por algum tempo e Aiolos as deixou com o filho para atender um telefonema e voltar ao trabalho de seu escritório no apartamento. Desde que chegara a Atenas com o filho, Aiolos trabalhava sempre de casa para ficar mais tempo com Hector, ficando seu irmão mais novo responsável por gerir a empresa presencialmente.

Agnes também voltou aos afazeres da casa e deixou Alana sozinha pela primeira vez com o garotinho, que continuava a sua pintura alheio às conversas dos adultos na porta do colorido quarto. Alana se sentou no carpete próximo ao pequeno e ficou observando-o terminar de pintar o leãozinho sorridente que Agnes havia desenhado. Terminada a pintura, Hector levantou a folha para que ela visse sua obra concluída.

– Oh, é para eu ver? – perguntou antes de pegar o desenho.

Hector mantinha uma expressão ansiosa enquanto esperava que Alana dissesse o que achou de sua pintura, e isso de certa forma tocou o coração dela. No fundo, Alana estava preparada para ser ignorada pelo pequeno por todo dia, não esperava conquistar tão rapidamente a confiança do neto da diretora. Não com tudo que ela havia lhe contado sobre outras babas que passaram por ele sem que obtivessem qualquer reação positiva do pequeno, que apenas queria ficar com o pai.

– Você é um ótimo pintor, Hector! Fez um ótimo trabalho, está lindo! – elogiou com um sorriso, ao que o garotinho pegou um carimbo em forma de estrela e entregou para ela, apontando para o desenho. – O que eu devo fazer com isso, Hector?

Ela sabia o que ele queria, mas arriscou perguntar assim mesmo, esperando uma resposta mais clara.

Hector mordeu o lábio inferior e olhou para a porta, depois voltou a olhar para Alana e abriu a boquinha como se fosse dizer algo. O coração de Alana disparou na expectativa de uma palavra dele, mas o pequenino desistiu e apontou novamente para a folha.

– Ah, entendi. Esta estrela é uma boa nota, não é? – “Calma, Alana. Ainda é o primeiro dia com ele.” Pensava enquanto apoiava a folha no chão e pressionava o carimbo, deixando a marca azul em forma de estrela. Vendo que ele balançava a cabecinha com um sorriso nos lábios, entregou-lhe a folha – Prontinho, Hector. Aqui está sua incrível pintura. Passou o resto da tarde com ele ali, e ficou muito satisfeita com o fato do pequeno se mostrar à vontade com a sua presença e até mesmo deixa-la participar de suas “criações artísticas”.

Já era final de tarde quando Aiolos entrou no quarto e encontrou Alana fazendo um mini teatro improvisado com os bonecos e brinquedos para um atento espectador. Hector estava de bruços no chão, com o rosto apoiado nas mãozinhas e os olhos muito atentos a cada performance dos atores controlados pela jovem ruiva. Esta notou a entrada do pai do garoto pelo canto dos olhos, mas continuou a atuação até o “gran finale” com a festa dos vitoriosos, onde Hector, que pulou rapidamente para perto da cama, participava fazendo outros dois bonequinhos dançarem junto aos que estavam nas mãos de Alana.

– Bravo! Bravo! – Aiolos aplaudia o final da peça e um Hector muito sorridente, que deixou os bonecos em cima da cama e correu abraçar o pai. – Muito bem, foi um belo espetáculo, filho! – completou olhando para Alana, que sorria timidamente.

– Graças à ajuda do Hector. – ela falou e bagunçou os cabelos do pequeno com carinho.

– Bom, agora está na hora do seu banho, senhor assistente de palco. – Ao ouvir a frase do pai, Hector tentou fugir mas Aiolos já o mantinha seguro pelo capuz do casaco que o filho vestia, e o impediu de se afastar. – Nem pense nisso, campeão. Dessa vez eu vou te dar banho lá no meu banheiro. Quero ver conseguir fugir de lá.

Alana riu da cara de derrota que Hector estampou com a sentença de Aiolos quando os dois deixaram o quarto, e saiu logo atrás, indo para o seu. Aproveitaria algumas horas para tomar banho e organizar seus planos para os dias que passaria com Hector antes do jantar.

Depois do banho sentou-se diante do notebook vestida apenas com o roupão felpudo que levara, sentindo-se completamente confortável e começou a dar os toques finais na planilha de seu novo dia-a-dia.

Foi só ao ouvir algumas batidas na porta de seu quarto que ela se deu conta de que a noite já ia alta lá fora. “Nossa, já passou todo esse tempo?!” olhou para o horário na tela do computador. Com certeza já havia perdido o jantar, e pensando bem, nem estava com fome depois do lanche que tomou com Hector na cozinha antes de voltar para o quarto prometendo fazer um teatro de bonecos para ele.

Fechou melhor o decote do roupão e foi abrir a porta, deparando-se com Aiolos que levava nas mãos uma vasilha de pipocas, e Hector que segurava um dvd de desenho animado. Com um sorriso, ela olhou para Aiolos esperando que ele dissesse algo, mas os olhos verdes estavam sérios e corriam por seu corpo, dos pés descalços até a cabeça onde os cabelos vermelhos estavam presos com uma caneta, para enfim encontrarem seus olhos por trás dos óculos de leitura e piscar nervoso, voltando a sorrir, dessa vez sem graça. Pigarreou e falou:

– É... O Hector quer saber se você não gostaria de assistir um filme com a gente. Tem até pipoca. Que tal?

Tal atitude a fez pensar se não havia esquecido de fechar o roupão, mas estava muito bem fechado. Engoliu em seco. “Será que ele não gostou de me ver assim? Achou falta de respeito ou algo assim? Mas estou dentro do meu quarto...” – Com esse último pensamento, deu de ombros e voltou a encarar os dois com um sorriso.

– Quero sim. Só vou me trocar e já encontro vocês na sala.


♡♡♡


O desenho não havia chegado nem à metade e Hector já tinha adormecido no colo do pai, que estava sentado no tapete e recostado no sofá onde Alana, agora vestida com uma calça jeans e uma blusa branca de mangas compridas, se encontrava sentada com as pernas para cima.

– Eu vou colocá-lo na cama e já volto. Por que não procura um outro filme para assistirmos? – o castanho se levantou com o pequeno nos braços e deixou a sala antes mesmo da resposta de Alana.

– Ok...

Com o controle em mãos, procurou entre diversos filmes mas não encontrou nada que realmente lhe chamasse atenção. Ou seria melhor dizer que não conseguia ver nada entre tantos títulos porque o fato de que estaria sozinha em uma sala escura com o filho extremamente atraente de sua chefe a cegava de nervoso? Ao ouvir os passos dele voltando, simplesmente selecionou um filme qualquer que se iniciou sem que ela se importasse em ler o título.

Diferente de antes, Aiolos sentou-se ao lado dela no sofá, mantendo uma distância que Alana julgou segura, para ele.

– Que bom, já escolheu.

– Ah, sim. Pela sinopse é o tipo de filme que me agrada. Espero que te agrade também. – mentiu com um sorriso nos lábios.

– Vamos ver, então. – ele sorriu de volta e se acomodou melhor no sofá, apoiando o braço direito no encosto atrás de Alana.

Após os créditos iniciais, o filme inicia com uma garota adolescente querendo perder a virgindade com o namorado também virgem. O diálogo entre os personagens é um pouco estranho, mas nada que dois adultos se sentissem constrangidos. O filme segue e logo acontece uma cena em que a garota sofre uma humilhação na festa na casa de uma amiga e depois de tudo, ainda leva uma bronca da mãe.

“Até aí tudo certo, Alana. Parece um filme normal.” – era o que pensava a professora até que a garota, revoltada com a bronca da mãe, arrancou o que restava de roupa e voltou para a rua correndo pelo bairro com os seios de fora. – “Ai não...” – E para completar, o nome do filme é estampado na tela, para estarrecimento total da ruiva.

“Como Organizar uma Orgia em uma Cidade Pequena” – a voz do narrador se fez ouvir na sala de TV.

Aiolos percebeu o desconforto de Alana ao seu lado. A moça se remexia no sofá conforme a garota no filme tirava uma peça de roupa, e praticamente saltou de seu lugar quando o nome do filme surgiu na tela. Foi quase impossível conter a risada com a reação dela ao título.

– Seu gosto para filmes parece mesmo interessante, Alana. – provocou

Sentindo o tom jocoso na voz de Aiolos, Alana o encara e vê o esforço que ele fazia para não rir da situação. “Ele está se divertindo com a minha cara?!” – pensava vermelha como um pimentão. Em sua mente, o fato de uma mulher que foi contratada para cuidar de seu filho, ter escolhido um filme com esse título para assistirem juntos, não seria bem visto por ele, mas, muito pelo contrário, Aiolos se divertia com seu constrangimento.

Mas apenas mais alguns segundos o observando foi o suficiente para que Alana relaxasse de volta no sofá. Era obvio que Aiolos sabia que ela não havia escolhido aquele filme e por isso estava quase deixando escapar o riso de sua atitude atrapalhada. Abaixou a cabeça a meneando de um lado para o outro e começou a rir de si mesma, sendo logo acompanhada por ele.

– Que bom que você sabe que este não é o meu gosto para filmes. – falou quando se recuperou do riso.

– Mas foi divertido ver a sua reação. Acho que não ria assim há... – pensou um pouco olhando para o teto do apartamento com a mão no queixo e voltou a olhar para a ruiva ao seu lado dando de ombros. – Ah, há bastante tempo.

– Que bom que fui útil de alguma forma.

No fim das contas, a curiosidade sobre o que aconteceria com a garota do início do filme fez com que ambos acabassem se interessando pela trama do filme, que não passava de uma comédia sobre uma cidade onde os moradores tinham uma vida tão sem graça que precisavam da ajuda de uma ex-moradora – a garota nua do começo do filme que se tornou uma famosa escritora que dá dicas sobre como ter uma boa vida sexual – para literalmente planejarem uma orgia.

Perto do final do filme o interfone tocou e Alana pausou quando Aiolos foi atender. Aproveitou a saída dele da sala para esticar as pernas sobre o sofá e se deitou com a cabeça sobre um dos braços, espreguiçando-se.

– Pelo visto já está se sentindo em casa. Espero não estar atrapalhando seu lazer, senhorita Monteiro.

“Eu não ouvi essa voz! Por Zeus!” – lentamente, Alana se virou no sofá para a porta-dupla atrás de si e confirmou seu temor.

– Boa noite, senhora Mastrogiannis! – era a própria diretora parada na porta da sala. E a encarava com um sorrisinho sarcástico de enervar qualquer um.


Notas Finais


Aaahh, justo agora que a coisa estava ficando boa, a mamãe do Olos tinha que aparecer?! Pobre Alana hehehe
Pessoas, é isso por enquanto. Espero que tenham gostado do capítulo. Logo logo posto o próximo.
Bjinhos 😙😙😙


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