História Resistir: Quase humanos - Capítulo 2


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Categorias Andrew Lincoln, Chandler Riggs, Emily Rudd, Norman Reedus, The Walking Dead
Personagens Abraham Ford, Carl Grimes, Daryl Dixon, Enid, Ezekiel, Glenn Rhee, Maggie Greene, Michonne, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Sasha, Tara Chambler
Tags Azul, Carl Grimes, Hani, Resistir, The Walking Dead
Visualizações 78
Palavras 1.302
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Obrigada a todos que reservaram um tempo para ler, isso significa muito para mim, obrigada!
Fiquem agora com o segundo capítulo!

Capítulo 2 - Capítulo 2


A esperança é algo engraçada, ela as vezes aparece por pequenas coisas: As vezes uma borboleta com cores tão vivas e belas; outras como uma possibilidade de sobrevivência. 

Naquele momento aquela pequena bolinha de pelo era uma chance de esperança, como um ser tão pequeno e inocente poderia nascer no meio de um mundo tão caótico? 

Com cuidado, como se fosse um cristal, o pego em meu colo, sem me importar se estava no meio de qualquer floresta ou se um andarilho seria capaz de me atacar. 

— Ei, o que faz aqui, amigão? — Digo verificando-me do sexo. 

O acomodo em meu colo e passo minha mão em sua cabeça vendo o pequeno bocejar.

Sua pelagem estava suja de terra, mas ele era completamente branco, com exceção de sua orelha direita que era preta por inteiro. 

— A quanto tempo está aqui dentro? — A pergunta havia sido mais para mim, do que para próprio, mesmo que por um momento ele tenha girado a cabeça como se entendesse o que eu perguntava. Mas com certeza não estava há muito tempo.

O seguro com uma mão enquanto olhava a mochila, no compartimento onde ele estava, não havia mais nada. Abro os menores na esperança. Uma lata de ervilhas, uma garrafa quase vazia, duas facas e uma arma... Descarregada. 

Quando retiro tudo, o pequeno filhote tenta sair de meus braços e ir em direção a lata. 

— Está com fome...? Precisamos ir para um lugar seguro antes. 

Ele grunhi. 

— Vou levar isso como um sim. — O apoio no chão que deita sobre as folhas caídas e começa a "lutar" contra elas. Era um cachorro e o tamanho e suas patas mostrava que seria grande, mas ainda sim era um filhote e se comportava como tal.

Olho ao redor, não havia nada além de árvores e mais árvores. 

Árvores grandes e repletas de galhos... Talvez se conseguisse escalar pelo menos até a metade delas...

Jogo tudo que havia nas mochila, deixando tudo no chão. Pego a maior mochila — A que antes pertencia a menina — e vou guardando apenas o necessário. Facas, armas, flechas, corda, comida, água. Deixando para trás tudo o que já havia acabado e a minha velha mochila. Guardo ao meu lado apenas duas facas de caça.

— É a sua vez agora... prometo que não vai demorar. — Pego o pequeno e o coloco cuidadosamente e me certificando de deixar um lugar aberto para que respirasse.

Pego as facas em minha mão. Dou alguns passos para trás. Corro e quando chego perto o suficiente pulo, dando impulso e fincando as facas na madeira dura ficando pelo menos a quase um metro do chão e com meus pés sobre o tronco. E, enfim, vou escalando pouco a pouco tomando cuidado para não escorregar.

Os troncos da árvore eram grandes e firmes o suficientes para aguentar que eu subisse neles. 

Continuo escalando, meu punho se machucava a medida em que fincava a faca na madeira, o que continuou até chegar no que era quase coberto por completo pelas folhas. 

Paro com as facas cravadas mais a cima. Impulsiono um dos meus pés para que ele passasse por entre o tronco e quando, enfim, consigo após algumas tentativas.

Pego a mochila em minhas mãos e retiro o filhote o deixando ficar em meu colo.

— Disse que não demoraríamos. — Digo ao acariciar seu pelo enquanto o mesmo continuava deitado sem fazer menção de olhar para baixo.

A floresta é algo engraçado, ainda mais agora, parece ser um dos lugares que nunca estão quietos, devido aos ventos se chocando aos galhos, dos animais tentando sobreviver, dos tiros cortando o ar por uma caça, de errantes se arrastando pela terra, das assas de insetos. Mesmo que barulhos pequenos, sempre há algum som, mas de uma hora para outra, ela se torna completamente silenciosa. Sem barulho de vento, ou animais. Sem tiros ou errantes. 

Um silêncio como se ela estivesse dormindo. 

Nesses momentos não se da para fugir da realidade. O silêncio começa a ser um problema, porque seus pensamentos se tornam os monstros e você só quer sobreviver.

Será que isso que é morrer? Um silêncio assustador? Ou simplesmente um silêncio como se apenas dormisse? 

Talvez eu não demorasse muito para descobrir, mas ao mesmo tempo não queria descobrir, não queria conhecer a morte. Penso enquanto passava os dedos pelos machucados.

Alcanço a lata de ervilhas e com a mesma faca usada para escalar, utilizo para abrir.

— Se vou ficar com você, preciso de um nome... Que tal Hani? — O filhote brinca com meus dedos. Seus dentes estavam começando a crescer. 

— Gosta de Hani? Sim? — Acaricio por debaixo de suas orelhas, antes de dar um punhado de ervilhas para ele e então, jogar o resto das que permaneciam no lata em minha boca. 

Engulo todas. Antes... Disso, eu odiava com todas minhas forças qualquer tipo de comida enlatada, o forma como elas pareciam estar sempre estragadas. 

Por alguns segundos olhei apenas para o horizonte, não para as árvores, nem para seus galhos ou folhas, apenas para o céu, como se nele pudesse ver o passado, o presente e o futuro, tal como sempre fazia quando possuía os meus seis anos. 

Me ajeitei, enquanto levantava, ficando sobre os dois pés e com Hani sobre meu braço. Encostada sobre o tronco de árvore sentindo as poucas rajadas de vento. Lembrando-me dos momentos antes de tudo isso: de subir até o telhado apenas para olhar para a lua a noite; Do tempo em que perdia implicando com Dean, o filho de Noah, a melhor amiga de minha mãe que cuidou de mim quando a mesma morreu; De olhar para a caixa de música que havia ganho de meus pais no meu primeiro aniversário. 

Quando o mundo pós apocalíptico chegou eu perdi tudo, as memorias, o sentimento de pertencer a algum lugar, Dean, Noah. Até mesmo as lembranças felizes, pareciam se perder cada vez que o dia acabava. Talvez fosse só o sentimento de estar perdida. 

O som de galhos quebrados rasgou meus pensamentos. Me escondi próxima o suficiente do tronco, agachada tentando visualizar o que se passava. Devia ser um errante.

Provavelmente era um errante.

Chego mais perto, para olhar o quer que estivesse ali... Não era um errante, era um garoto. Seus cabelos eram cobertos por um chapéu, mas dava para ver que batia em seus ombros. Se ele olhasse para cima, eu estaria morta, soube no momento em que vi a arma em sua mão. 

Ele se agacha e vejo-o pegar tudo o que eu havia deixado para trás. Eu estava praticamente agachada sobre os galhos quando Hani decide latir. O garoto olha e me aperto contra, minhas pernas falhavam. Eu segura o focinho do filhote para que eu não latisse mais uma vez, se eu tivesse sorte ele não me veria. 

Não olhe para cima, não olhe para cima, não olhe para... 

Ele olhou. Tenho a certeza que ele me viu, pois eu o vi, cada detalhe de seu rosto. Aquele maldito tambor antigo começou a bater dentro de mim, medo, adrenalina, não sabia ao certo, batia tão forte que me questionava se ele também era capaz de ouvir, talvez estivesse longe demais, mas o som também estava alto demais. Talvez o jovem nem percebeu, talvez nem se importou, mas Hani grunhiu e imaginei se aquilo fosse sua forma de pedir desculpas.

O garoto se vira e então volta a andar, como se não houvesse visto nada. Talvez realmente não viu nada. 

Ele não viu. Se me visse, teria atirado, gritado, ameaçado, haveria feito algo, não?

Meus olhos vão em direção ao pequeno, não o acaricio e nem faço nada, ele apenas me olha, será que entende o que acontece? Será que sabe que estamos em um apocalipse? 

Passo a mão pelo seu pelo enquanto vejo o garoto sumindo de meu campo de visão.


Notas Finais


Obrigada se você leu até aqui ^^
Quem será? ahahhahahah, ainda tem muito para acontecer!
Não deixem de comentar!


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