História Resplandecente - Capítulo 7


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), O Hobbit, O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings)
Personagens Aragorn, Daenerys Targaryen, Frodo Bolseiro, Gandalf, Gimli, Legolas, Meriadoc "Merry" Brandybuck, Peregrin "Pippin" Took, Samwise Gamgee
Tags Daenerys Targaryen, Dragões, Elfos, Game Of Thrones, Legolas, Lenerys, O Hobbit, Romance, Senhor Dos Anéis, Thranduil
Visualizações 276
Palavras 2.045
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HEYHEY PESSOAS :3 CHEGUEI NA VELOCIDADE DA LUZ COM MAIS UM CAPÍTULO “LENERYS” (SIM, ESSE É O NOME DO SHIPP QUE CRIEI PARA O LEGOLAS E A DANY) ASHAUSHAUHSA. MAS ANTES DE TUDO, EU QUERIA MUUUUUUUUUITO AGRADECER A TODOS QUE ESTÃO ACOMPANHANDO, AAAAAAAAAA, VOCÊS DEIXAM MEU DIA MAIS DO QUE FELIZ, VOCÊS O DEIXAM ALEGRE! q ESPERO QUE GOSTEM DO CAPÍTULO! <3

Capítulo 7 - Sensações


Fanfic / Fanfiction Resplandecente - Capítulo 7 - Sensações

Com passos largos, a figura feminina estendeu o corredor velozmente em direção à escadaria que levava ao cômodo de baixo. Daenerys colou suas costas sobre a parede rochosa ao fim do corredor extenso, tentando recuperar o ar que havia abandonado seus pulmões em poucos segundos atrás. Ela levou a mão em direção ao ponto dolorido que latejava sua cabeça, massageando levemente seus cabelos afim de amenizar a dor.

Os segundos correram transformando-se em minutos e após se recompor do trágico acidente ocorrido no quarto, a garota seguiu lentamente as escadas, contando os degraus de madeira a medida que seus pés os desciam, até esses chegarem ao salão lotado por visitantes.

O vozear da multidão soava por todo o ambiente em forma de distintas vozes que se misturavam em inúmeros diálogos, espalhando-se sob as mesas ocupadas por grupos de clientes.

Ao lado externo da taberna, a manhã parecia soar calma. Os pássaros cantavam em meio aos céus, enquanto os donos e trabalhadores da fazenda se entregavam aos seus afazeres sem fim, doando seu tempo e suas atenções para os trabalhos que se repetiam todos os dias e pareciam nunca mudar.

Daenerys aproximou-se do balcão onde Lyanna trabalhava incansavelmente, organizando as bebidas sob as bandejas de prata e entregando-as aos clientes que aguardavam, enquanto Missandei preparava as coisas na cozinha. As chamas acesas do fogão a lenha crepitavam ao cômodo enquanto a morena de cabelos encaracolados assava um o frango sob o forno. O fogo vermelho dançava com a madeira deixando uma linha de fumaça subir e se espalhar em meio ao local acompanhada pelo ar fresco que adentrava pela pequena janela de madeira, preenchendo o cômodo caloroso.

— Lyanna, eu preciso da sua ajuda! — a Targaryen murmurou dirigindo-se em direção à amiga, enquanto pensava rapidamente nas palavras exatas que colocaria para iniciar aquele diálogo.

— Agora eu não posso, estou com as mãos ocupadas. — a morena respondeu calmamente, enquanto caminhava em meio ao salão e entregava os pedidos para suas devidas mesas aguardadas.

Daenerys apenas a seguiu, minuciosamente.

— Eu preciso de um pano e um escovão. — a loira disse finalmente, acompanhando os passos ligeiros de Lyanna em meio ao cômodo.

— Por quê? — ela lhe questionou desconfiada, parando novamente atrás do balcão e pegando uma nova garrafa de cerveja gelada. A morena apenas fitou a loira de canto e deu ombros em seguida, e notando que não haveria resposta por parte de Dany, Lyanna apenas respondeu. — Vá até a dispensa de casa, lá tem tudo o que precisa. — respondeu rápida, enquanto despejava o líquido dentro de duas canecas de madeira.

Daenerys não respondeu, apenas assentiu e lançou um breve olhar de agradecimento a Lyanna, antes de se retirar rapidamente da taberna. A garota seguiu a estrada de terra e adentrou novamente a residência da família Mormont.

A casa se destacava com a visão completa do ambiente abaixo da montanha, onde havia uma pequena e quase invisível praia vazia. O horizonte era completamente preenchido pelas águas salgadas pertencentes ao enorme mar azul, essas contornavam toda a extensão da baía, enquanto uma floresta verde cercava o lado oposto da praia. Próximo ali, não havia mais nenhuma colina e nem montanha, nem cidades ou estradas, apenas árvores e mata sem fim, cujas folhas altas ondulavam como ondas quando o vento soprava.

O som da cachoeira emitia-se por grande parte da região, sua água doce escorria da montanha chegando a um rio que provavelmente, terminava derramando-se no mar próximo.

A casa estava vazia e seus cômodos silenciosos, nem mesmo as crianças estavam por perto. Daenerys abriu a porta de madeira e desceu as escadas, adentrando ao pequeno porão onde era usado para guardar todo o tipo de coisa. Os armários empoeirados preenchiam o canto das paredes de pedra, e neles acumulavam-se toda a comida que não cabia na cozinha. Os barris de cerveja e os galões de água também eram mantidos ali, assim como ferramentas e restos reutilizáveis de construções, pedras, tábuas e madeira.

A loira caminhou lentamente sobre o piso de madeira empoeirado, enquanto seus olhos buscavam algo que resolveria seu problema. Um pequeno feixe de luz invadia o porão pela abertura pequena da janela redonda, iluminando fracamente o cômodo subterrâneo. Aquela era a única abertura que havia ali.

Visíveis teias de aranhas acumulavam-se nos cantos das paredes, ocupadas pelos insetos negros que aguardavam minuciosamente alguma mosca pousar ali.

Daenerys afastou as madeixas loiras que insistiam em cair sobre sua face, quando o incomodo começou a surgir por estar ali sozinha, aquele local era um esconderijo amedrontador. Todavia, uma grande caixa brilhante chamou atenção de seus olhos curiosos, o objeto ocupava-se sobre uma mesa de madeira escorada em um canto qualquer do porão. Dany engoliu em seco e em seguida, aproximou-se da caixa minuciosamente e fora apenas então que ela notou o quão detalhado essa era. Os pontos bronzeados pincelavam a superfície do baú moldado à madeira de cedro, detalhando o objeto retangular. A loira mordeu sua bochecha interna curiosamente, escorregando seus dedos sobre a superfície lisa e gelada, e assim que a abriu encontrou uma pequena pilha de veludos e damascos, e acima do tecido delicado, aninhavam-se três ovos de pedra.  

Daenerys ofegou, analisando-os detalhadamente. Aquelas eram uma das coisas mais belas que ousara colocar os olhos. Os ovos possuíam uma tonalidade de cores variadas e diferentes umas das outras, com padrões ricos de tons. Ela segurou um deles delicadamente sobre as mãos, sentindo a textura áspera tomar seu tato. Ele era tão pesado quanto uma rocha sólida. Pareciam muito belos para estarem atirados ali no escuro.

A superfície da casca encontrava-se coberta por pequenas escamas. A cor negra o tomava completamente, um negro tão sólido como o mar da meia-noite, repleto de pequenos detalhes e ondulações escarlates que pareciam brilhar como joia apenas com a pouca luz refletida do sol. O segundo ovo era no tom verde vivo, coberto de escamas brilhantes, enquanto o último era variado pela cor creme-claro acompanhado por mínimos detalhes dourados.

Ela estava tão concentrada analisando os objetos de pedra que acabou por se esquecer completamente do objetivo principal; limpar o quarto. Quando ecoantes ruídos de passos soaram, alarmando-a e fazendo-a voltar à realidade, Daenerys colocou o ovo novamente sobre a caixa e a fechou rapidamente. Não queria fuçar nas coisas que não lhe pertenciam, pois já se deu muito mal molhando o quarto dos clientes de Lyanna e realmente, Dany não queria mais problemas.

A garota suspirou antes de procurar um pano velho, um balde e um escovão de chão, para limpar a bagunça que causou na taberna antes que os fregueses pudessem reclamar. Ela tomou em mãos tudo o que precisava e colocou-se a subir a escada e dirigir-se novamente para o quarto da taberna. 

Parando em frente da porta de madeira do ambiente conhecido, Daenerys respirou profundamente antes de abri-la, como se buscasse a coragem no ar. Ela rezou mentalmente pedindo aos Deuses para que Legolas não estivesse mais ali, porém, o gosto amargo da decepção tomou seu paladar assim que seus olhos captaram a figura do elfo conhecido.

Legolas mantinha-se sentado sobre a beira da cama de solteiro, enquanto polia concentradamente a ponta do arco de madeira com uma pequena lâmina de aço prateado. No entanto, o ruído baixo da porta abrindo e fechando fora o suficiente para tirar sua concentração.

Daenerys adentrou lentamente, contando os passos até que chegasse a bagunça que causou á minutos atrás. Ela evitava olhá-lo a todo instante, mas ainda sim, conseguia sentir os olhos do elfo sobre si. Mas não ousou encara-lo, apenas ajoelhou-se recolhendo cuidadosamente os cacos de vidro espalhados pelo chão.

A loira sentia como se o clima de seu corpo esquentasse com o nervosismo que preenchia seus músculos, mas tentava a todo custo ignorar isso. Ela terminou de recolher os resíduos transparentes que restou da jarra quebrada e em seguida, destinou-se a secar toda aquela bagunça com o pano e o escovão. Daenerys respirou fundo tomando coragem para se virar e encarar o homem que a fitava, ela se sentia necessitada em quebrar o silencio que nutria aquele clima constrangedor, antes que esse a consumisse.

— Eu... — a garota começou aparentemente calma, tentando manter essa postura. — Eu peço novamente desculpas pela terrível bagunça que causei... Não foi minha intenção.

— Não se desculpe, foi apenas um acidente, acontece. — o elfo respondeu, enquanto guardava novamente a flecha dentro da bolsa de couro. — Só tenha mais cuidado da próxima vez, senhorita... — ele pausou discretamente, notando que ainda não sabia o nome dela.

— Daenerys. — ela apenas completou calma, mantendo um leve sorriso sobre a face, enquanto voltava a secar o chão. — Eu pedirei para lhe prepararem outra jarra de d’água. — voltou a dizer, passando a mão sobre a testa sentindo a quentura do clima. — Ah... O senhor se importaria se eu abrisse a janela? — questionou um pouco mais confortável, aguardando pela resposta que não demorou a chegar.

— Não, tudo bem. — o elfo concluiu simplesmente, acompanhando os movimentos da garota com os olhos, tentando apenas entender do por que dela lhe chamar tanto a atenção.

— Apenas... — a garota sussurrou baixo fitando a pilha de papéis sobre a mesa, e se não fosse pela audição mais elevada dos elfos, Legolas não teria escutado aquela palavra. Daenerys deixou o escovão de lado e caminhou em direção a mesa de madeira escura, afim de guardar a pilha de folhas brancas dentro da pequena gaveta da mesa, para o vento não soprá-las por uma segunda vez. Em seguida, ela estendeu seus passos em direção a janela e a abriu novamente, sentindo a brisa fresca tomar o cômodo. — Pronto! — concluiu. — Eu nunca me acostumei com o calor desse lugar, o sol é muito mais forte do que de onde vim.

A loira sorriu e voltou sua atenção ao homem que apenas lhe observava. Dany engoliu a saliva envergonhada, tentando se distrair com seus afazeres ligados ao escovão e ao chão molhado, concluindo que talvez não fosse correto manter um diálogo com um dos clientes e ainda mais, estando sozinha em um quarto com um homem.

— Você está aqui a quanto tempo? — o elfo questionou confuso com aquele assunto de “de onde eu vim”, sem retirar os olhos da garota que desviou o olhar com a sua pergunta.

— Há dois dias. — a loira respondeu abaixando o olhar.

O silêncio instalou-se rapidamente sob o local, apenas a brisa do vento e a respiração de ambos eram ouvidas. Por mais que tentasse, Daenerys não conseguia concluir se preferiria manter um diálogo com Legolas, ou deixar o silêncio constrangedor se acomodar completamente. As duas opções pareciam terríveis.

Ela engoliu em seco, pensando em dizer mais alguma coisa, mas se surpreendeu ao ver o homem se levantar.

— Bom... Apenas termine isso até eu voltar. — o elfo começou calmo, e concluiu rapidamente sem esperar pelas palavras da garota. — Eu tenho que ir.

— Tudo bem... — a jovem respondeu, passando levemente a língua sobre o lábio e então prosseguiu. — Se eu puder te ajudar em mais alguma coisa, é só me procurar. — ela pontuou com um sorriso discreto, observando-o assentir.

Legolas se colocou em pé, fitando-a concentradamente. Daenerys sentiu seus músculos congelarem enquanto seus olhos violetas observavam a figura de arco-e-flecha caminhar em sua direção. A garota apenas sentiu quando o elfo passou ao seu lado, tocando levemente o braço em seu ombro, enquanto ele caminhava em direção a porta do quarto.

Fora um toque tão rápido, mas ainda sim, fora o suficiente para Daenerys sentir — ainda que minimamente — a textura macia do tecido do traje que Legolas usava. Talvez, ela estivesse fazendo papel de boba, mas era impossível evitar o sentimento de desconcerto e constrangimento que ele automaticamente lhe causava.

A garota apenas permaneceu onde estava, fazendo o possível para engolir as sensações. Aqueles milhares de acontecimentos embaraçavam-se feito bola de lã e aquilo era demais para Dany digerir sozinha. E para completar, o dia mal havia começado!

— A propósito, Daenerys. — Legolas voltou a se pronunciar, dessa vez, com um sorriso visível estampado sob os lábios levemente rosados, fazendo a garota virar-se para encará-lo, relutantemente. — Tome cuidado quando for se abaixar daquela maneira, existem pessoas com más intenções por toda a parte.

Deuses! Ela murmurou mentalmente, no instante em que seus olhos se arregalaram automaticamente. Todavia, não houve tempo para uma resposta, Daenerys apenas observou quando Legolas se retirou do quarto.


Notas Finais


Para quem não leu ou assistiu Game Of Thrones, as descrições dos ovos de dragões foram inspiradas no primeiro livro; A Guerra dos Tronos. Eu tentei recriar a cena, mas com uma visão diferente e escrita por mim, hahaha, já que a minha fanfic não segue absolutamente nada do enredo da série, apenas do filme do Senhor dos Anéis. Enfim, espero que tenham gostado! Não se esqueçam de comentar, por favory! Até a próxima! <3


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