História Resplandecente - Capítulo 8


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones), O Hobbit, O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings)
Personagens Aragorn, Daenerys Targaryen, Frodo Bolseiro, Gandalf, Gimli, Legolas, Meriadoc "Merry" Brandybuck, Peregrin "Pippin" Took, Samwise Gamgee
Tags Daenerys Targaryen, Dragões, Elfos, Game Of Thrones, Legolas, Lenerys, O Hobbit, Romance, Senhor Dos Anéis, Thranduil
Visualizações 279
Palavras 1.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HELLOW PIPOUS! TURU POM? ESPERO QUE SIM!

Teremos algumas revelações nesse capítulo, e é agora de fato que começa uma treta (literalmente) Espero que gostem! E eu fiz essa capinha super improvisada do Legolas e do Aragorn. <3 Ficou bem simples, pois estava super ansiosa para postar logo o capítulo, kkkkkk. Enfim, sem mais delongas!

Capítulo 8 - Decisões


Fanfic / Fanfiction Resplandecente - Capítulo 8 - Decisões

Um azul pesado ocupava o céu durante aquela tarde calorosa e acima dele, um falcão caçador planava sob o ar e voava em círculos, rodeando a montanha em inúmeras voltas. O sol pino se escondia atrás das nuvens brancas desbotando seus raios, mas não a quentura do dia. O calor nunca era novidade.

Os bois e vacas mantinham-se soltos atrás da cerca de madeira, pastando e se alimentando em meio a grama baixa e verde, enquanto um homem másculo os ordenhava. As gotículas de suor brotavam em sua testa bronzeada, escorrendo em forma de linhas onduladas. O moreno de calça e botas de couro erguia as longas mangas de sua camisa de linho, afim de amenizar a quentura, mas isso não parecia adiantar.

O mar de plantações oscilava e suspirava a cada sopro do vento, o ar morno colidia-se contra a face da garota levando as madeixas louras de seus cabelos longos. Estava tudo estranhamente silencioso, Daenerys conseguia sentir a paz reinar no ambiente como se essa planasse sob o ar, era como se tudo a sua volta estivesse completamente vazio.

Um dia havia se passado desde o encontro com o elfo loiro e desde então, Dany não o viu mais. No dia anterior, não houve reclamações dos clientes por ela ter encharcado o aposento, e ela realmente esperava que as coisas continuassem assim.

A loira caminhou pelas estradas de terra ao lado do pequeno galinheiro. As paredes de madeira eram pintadas por tons opacos, enquanto grades de arame cercavam as aves de penas brancas, que ciscavam o chão quase em silencio, enquanto outras dormiam em seus ninhos encontrados dentro da pequena localização construída com tábuas.

— Ontem ele disse que me amava! — de repente, uma voz conhecida ecoou ao lado de dentro do galinheiro e essa chamou atenção da loira que caminhava pelas estradas recolhendo as flores que encontrava plantadas nos arbustos. Daenerys não demorou a notar que se tratava de Yara. Ela aproximou-se passando pela grade e parando ao lado da pequena abertura da janela. Do que elas falavam?

— Isso é ótimo! — uma menina de cabelos vermelhos, até então desconhecida por Dany, sorriu largamente. Sentia-se feliz por Yara ter encontrado alguém que amasse, pois ela jamais viu sua amiga tão feliz como estava naqueles últimos dias.

— Mas tem uma coisa... — murmurou Yara, apreensiva, seu sorriso brilhante e alegre se desfez e suas feições foram ocupadas por uma expressão abatida.

— O quê? — a ruiva questionou preocupada, estranhando todo aquele mistério e nervosismo que refletiam por parte de sua amiga.

 — Eu terei que partir. Irei fugir com ele! — a morena confessou, enquanto recolhia os pequenos ovos de galinha e os depositavam sobre sua pequena cesta feita de madeira e palha.

Como é? Daenerys que até então, ouvia todo aquele diálogo, pensou em choque. Mas não fora a única a ficar surpresa com aquilo tudo.

— O quê? Como assim? — a outra indagou elevando seu tom de voz tamanho a surpresa que tivera com aquela declaração. — Ficou louca?! — disse ela, fitando Yara assustada. — Você não pode ir! Enquanto a sua mãe? E o seu irmão?

— Eu não me importo com os dois! Eu apenas me importo com ele! — a garota sorriu iludida, enquanto seus olhos brilhavam de paixão. — Ele é um príncipe, não deve ficar em uma fazenda! Minha mãe jamais o aceitaria e nunca me deixaria partir... Você sabe como ela é. Por isso, ele propôs isso!

— E você aceitou?! — a ruiva indagou como se sua fixa ainda não tivesse caído.

— Mas é claro, sua idiota! Eu não acabei de dizer que irei fugir?! — ela revirou os olhos, e sorriu vendo a expressão apreensiva que sua amiga fez. — Não se preocupe, Jeyne. Você só fica assim porque não entende o que estou vivendo, eu sei que realmente o amo e tenho certeza ele também me ama! — concluiu Yara, sorrindo sincera. — Eu só te peço uma coisa; não conte nada a ninguém. Ainda!

— Se você diz isso com tanta certeza... Ok então. — a garota que Dany havia acabado de conhecer pelo nome de “Jeyne” garantiu, mas sua não voz pareceu completamente certa, ela parecia estar com medo.

Deuses! Pensou a loira. Agora fazia todo o sentido, as coisas se revelaram claramente para Daenerys, e finalmente compreendeu os motivos pela Yara ter fugido tão misteriosamente naquela noite. Ela estava indo se encontrar com um homem! Mas quem seria ele? A garota mordeu sua bochecha interna e se encostou sobre a parede de tábuas, buscando o ar.

[...]

A janela do quarto permanecia entre aberta, enquanto a luz calma adentrava por ela e banhava o cômodo onde o grupo da Sociedade do Anel se encontrava. Uma nova jarra d’água ocupava a mesa de canto e ao lado dela, os restos embolados do mapa se despedaçavam em papéis manchados e molhados, à medida que Samwise tentava secá-la.

— Não dá... Ele está destruído. — murmurou o hobbit, enquanto fitava o objeto que fora esquecido de baixo do armário, e encontrado por Merry e Pippin. Sam apenas voltou-se a cama e sentou-se ao lado dos dois companheiros hobbits.

— Está tudo dando errado! Eu sabia que era uma má ideia vir até essa fazenda! — o homem alto exclamou indignado, observando os restos ensopados do mapa atirado sobre a mesa de madeira. — Gandalf está sumido, nem se quer sabemos se devemos partir ou esperá-lo! E para completar, não temos mais um mapa! — concluiu Boromir em voz alta, perdendo os poucos indícios da calma que lhe restavam.

— Se irritar não nos levará a lugar algum, Boromir. — interrompeu Aragorn, tentando reconfortar o companheiro, mas esse não pareceu se acalmar. O mesmo continuou caminhando de um lado a outro pensando nervosamente nas consequências que aquilo seria.

— Então... — começou Pippin, inquieto. — O que faremos agora? — ele questionou, enquanto mantinha-se sentado na cama ao meio de Merry e Sam.

Aragorn respirou fundo, buscando a calma, antes de pronunciar uma segunda frase.

— Eu acho que cabe a Frodo dar-nos sua decisão sobre nosso próximo passo.

Naquele momento, todos os sete olhares dirigiram-se para a pequena figura do Portador do Anel, que se encontrava sentado sobre uma cadeira ao canto escuro do quarto. Frodo engoliu em seco, sentindo-se pressionado por todos aqueles olhares curiosos e esperançosos pesando sobre seu corpo. O hobbit respirou profundamente, pensando por meros segundos e tentando buscar as palavras corretas para proferir naquela situação, mas não encontrou nada.

— Eu... — o jovem gaguejou instantaneamente sem saber o que dizer, como se o próprio calor de seu sangue tivesse lhe roubado as palavras. — Eu... — ele engoliu em seco, buscando sua pouca coragem. — Eu acho que devemos esperar. Gandalf sempre se atrasa e... nós não temos um mapa, acho que não adiantaria partir sem saber para onde estamos indo.

— Você “acha”?! — bufou Boromir, irritado. — Não é achar e sim ter certeza! É o futuro da Terra-Média que está em jogo, seu pequeno tolo! — o homem cuspiu suas palavras grosseiramente, fazendo o pequeno hobbit se encolher em sua cadeira.

— Não fale dessa maneira com o Senhor Frodo! — defendeu Sam, colocando-se na frente de Boromir. — Ele não escolheu esse futuro e muito menos escolheu carregar esse fardo, não o pressione dessa forma! — o hobbit de cabelos claros colocou suas palavras irritadamente, fitando o homem alto.

— Ora, seu... — começou Boromir, intrigado com tamanha ousadia por parte de Sam. No entanto, antes que o homem pudesse concluir suas ofensas, Pippin correu direção dele e lhe ofertou um forte chute sobre a canela, lhe fazendo esbravejar de dor. 

— Já chega! — gritou Aragorn. Sua voz ecoou por todo o cômodo e tomou a atenção de todos ali presentes, parando a discussão imediatamente. Assim que notou o enorme silêncio se instalar, ele continuou. — Boromir, cuidado com suas palavras quando for se dirigir ao Portador do Anel. — concluiu seriamente, fitando Boromir e em seguida fitando Frodo. — A decisão já está tomada, vamos aguardar mais uns dias!

— Aguardar mais tempo? Quanto? — o anão de capacete indagou rapidamente, tendo o olhar de todos sobre si, mas não esperou por uma resposta. — Você estava com o mapa! — Gimli esbravejou e apontou para o elfo loiro, enquanto o encarava. — Então devia ter tido mais cuidado com ele!

— Como é? — o elfo antes encostado sobre a parede, questionou e aproximou-se do anão. — Eu não destruí o mapa! E quem o deixou ali foi você!

— Está dizendo que a culpa é minha?! — o ruivo declamou indignado. Legolas apenas deu ombros em resposta, deixando Gimli ainda mais irritado. Então, o anão colocou novamente suas palavras, irritadamente. — Eu sabia desde o início, vocês elfos são traiçoeiros! Não podemos confiar em vocês! — ele bradou, indo em direção ao loiro.

Aragorn suspirou sem paciência para aquela briga infantil. Aquela discussão estava longe de ser sobre o mapa, sobre Frodo ou sobre o Anel, aquilo havia se transformado em uma disputa entre raças, pois Aragorn sabia perfeitamente a rivalidade que os anões e os elfos possuíam. O grupo estava junto há poucos dias e em todo esse curto tempo, fora impossível ter um diálogo maduro com os companheiros, e tudo isso o fazia se perguntar... Como conseguiriam chegar a Montanha da Perdição com aquele grupo? Seria impossível se ambos continuarem se dividindo assim.

— Ei, pessoal! — pediu Aragorn por uma segunda vez, mas seu tom não fora alto o suficiente para os companheiros se calarem. — Eu disse já chega! — ele gritou novamente, e todos se calaram imediatamente. — Será que podemos tratar esse assunto civilizadamente? — questionou agora em seu tom normal.

Todos continuaram em silêncio, parecendo concordar com as palavras do homem.

— Tudo bem. — concordou Boromir, antes de adicionar suas palavras. — Nós não podemos ficar aqui perdendo tempo. Eles estão se aproximando... É perigoso. — ele concluiu minucioso, fitando o pequeno hobbit que possuía o Anel. Frodo apenas se mantinha em silêncio, enquanto ouvia os diálogos atentamente.

— Nós precisamos de um novo mapa. — concluiu Gimli. — Eu acho que a pessoa que o destruiu deve arrumar um novo. — o ruivo objetou, encarando o elfo. — Legolas, você conheceu aquela garota e então, acho que é você quem deve tratar esse assunto.

— O quê? Por que eu? — o loiro questionou, espreitando os olhos em direção ao Gimli. Ele notou claramente que o anão parecia se divertir internamente jogando aquelas decisões sobre suas costas.

— Você é melhor quando se trata dessas coisas. — ele justificou sorrindo, como se já estivesse com aquela resposta na ponta da língua, apenas aguardando o melhor momento para usá-la.

Legolas pensou minuciosamente por meros instantes, concluindo que talvez não seria tão ruim ir falar novamente com Daenerys. Ela mesma havia lhe dito que se ele precisasse de qualquer coisa, era só chamá-la. O elfo mordeu o lábio ainda pensativo, e sorriu satisfeito antes de pronunciar.

— Tudo bem, eu vou.

No entanto, Gimli não pareceu satisfeito com aquela resposta. O anão queria ver o loiro irritado por ter que ir revolver esse assunto sozinho, mas dessa vez, não conseguiu o que queria. Legolas apenas sorriu para ele, recebendo um olhar irritado em troca.

— Ótimo. — concluiu Aragorn, sentindo o alívio e a satisfação por todo aquele assunto e discussão ter morrido. Todavia, ele sabia que as coias não terminariam ali.


Notas Finais


Eu não gosto muito do Boromir, huehuehue. :v Mas e agora... Como será essa conversinha do Legolas e da Daenerys? Logo iremos saber! Se você leu até aqui, deixe um comentário, crítica construtiva, elogio ou sugestões. Não custa nada e irá me ajudar muito e me incentivar ainda mais a escrever! Conversem comigo! <3


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