História Responsabilidad (Hiatus) - Capítulo 4


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Categorias Lionel Messi, Luis Suárez, Neymar, Philippe Coutinho, Phoebe Tonkin
Personagens Lionel Messi, Neymar, Personagens Originais, Philippe Coutinho, Phoebe Tonkin
Tags Barcelona, Copa, Copa Do Mundo, Coutinho, Investigação, Messi, Mistério, Neymar, Romance
Visualizações 173
Palavras 1.982
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Esporte, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii!!
Perdoem o sumiço... eu passei por uns problemas e não estava com cabeça para escrever nem ficar por aqui... me perdoam??

Esse capítulo está caprichado... me digam o que acham ok??
Boa leitura!!

Capítulo 4 - Cuerpo, alma y corazón


Fanfic / Fanfiction Responsabilidad (Hiatus) - Capítulo 4 - Cuerpo, alma y corazón

   O clima estava estranho na casa de Jasmin. Ela encarava a assistente social com fúria nos olhos, a mulher devolvia o olhar, não deixaria a detetive falar nada com a criança.

Philippe, que agora sabia que Jay sofria dor pela morte de um amigo e estava frustrada por não fazer nada, estava se sentindo um banana, apenas encarando a troca de olhares das mulheres e a menina cochilando no colo da responsável por ela.

 — Quero a mamãe — Clarita resmungou, sonolenta.

 — Você só tem que dizer onde ela está e nós...

 — Vai mentir também? — A assistente social perguntou, interrompendo Jasmin e recebendo um olhar mortal em seguida.

 — Estou começando a achar que você tem algo a ver com isso — Respondeu, os olhos e apertaram enquanto analisava a reação da mulher. 

 — Ei — Philippe se pronunciou, falando em tom brando e especificamente com Clarita — meu nome é Philippe.

 O jogador se abaixou perto da menina, e tirou uma mexa do cabelo do rosto, colocando atrás da orelha da menina. Percebeu que Jay não conseguiria conversar com a criança, talvez ele conseguisse.

 — Qual o seu?

 — Clarita.

 — Esse é um nome lindo — Ele sorriu fracamente, a menina continuava tímida e encolhida — está com saudade de casa? — ela assentiu — Eu também. Minha casa é azul, acredita? Tipo o céu. E a sua?

 — Branca. E eu tenho um quarto rosa — ela respondeu, sorrindo um pouco menos tímida.

 — E tem brinquedos? 

 — Não muitos, mas tem um parquinho e muita criança! — contou animada.

 — E você brinca muito? 

 — Sim! Tia Alba me leva pra do outro lado da rua pra tomar sorvete — sorria abertamente e Philippe devolvia, feliz por ter feito a menina se abrir — Estou com saudades — fez um beicinho e ameaçou chorar.

 — Eu sei, princesa. Mas daqui a pouco você vai estar em casa, ok? — a menina apenas assentiu, um pouco descrente. 

 Philippe se virou para trás e Jasmin nem estava ali, provavelmente foi ligar para alguém localizar a casa. Ele esperava ter ajudado.

 Jay voltou e agradeceu Philippe com o olhar, enquanto aguardava por um endereço começou a fazer algo para a menina jantar. 

 — Jay, seu telefone — Philippe avisou, o aparelho vibrava num móvel no canto da sala. A mulher abaixou o fogo e foi atender. Era Alonso.

 — Garcia — atendeu.

 — Jay, dois caras passaram aqui na esquina voando, chegam em seu apartamento em dois minutos — Avisou — Provavelmente pra buscar a Clarita. Eu chego aí logo depois deles. 

 — Ok. Não demora, sinto que esses oficiais da porta não serão de grande ajuda — Reclamou e Alonso riu.

 — Você tem tão pouca fé nos outros... 

 — Vocês três, para o meu quarto, já! — Disse desligando o telefone e indo desligar as panelas. 

 — O quê? Por quê?! — Philippe questionou, enquanto a assistente social levantava com a menina junto. 

 — Só entra lá e não faça barulho! — Jay disse, indo até ele, fazendo-o levantar e empurrando até seu quarto em seguida. 

 — Jasmin, cuidado! — Ele conseguiu gritar antes que ela batesse a porta na cara dele. 

 Rapidamente a detetive alcançou sua arma e se posicionou ao lado da porta, ouviu disparos e estampidos do lado de fora, provavelmente corpos caindo. Não ouviu mais nada por uns segundos. Os oficiais... lamentou e rezou para que sobrevivessem.

 Controlou a respiração enquanto a adrenalina fazia seu coração bater na velocidade da luz, a maçaneta girou devagar, uma arma passou primeiro, seguida de mãos grandes e braços fortes debaixo de mangas pretas coladas. Assim que o ombro e o rosto, pálidos e tatuados passaram, Jay não esperou que a percebesse ali, colada à parede. Atacou agarrando a arma do criminoso e puxando o braço do homem na direção de seu joelho, um estalo foi ouvido e um rugido de dor em seguida. 

 Garcia desferiu um golpe contra o rosto do homem, que caiu desnorteado, a dor nos cortes de sua mão fizeram-na ver vermelho e só então percebeu o companheiro dele, ajoelhado ao lado do corpo de um policial, com a arma na direção dela, o rosto contorcido em um sorriso de pura malícia, no segundo seguinte, uma queimação aguda raspou seu braço direito, perto do ombro. 

 A mulher grunhiu de dor e mirou a arma para o outro oponente, o amigo se recuperando da pancada, deu uma rasteira antes que ela pudesse disparar, e Jay caiu fazendo um barulho alto, pega de surpresa mais uma vez. 

A dor tirou todo fôlego de seu corpo por um segundo. 

 O tempo que levou para o primeiro deles pular sobre ela, dando um soco no rosto e uma joelhada na lateral do corpo, a dor fez com que despertasse.

 Jasmin tentou arranhar e empurrar para longe, sua arma tinha caído num lugar distante da sala depois da rasteira, e estava tonta por ter batido a cabeça e levado um golpe em seguida. 

Precisava lutar e se levantar, era a última coisa impedindo que entrassem em seu quarto e Philippe... 

Ao pensar nesse nome, pela primeira vez na vida, travou. Pânico profundo e paralisante. Philippe iria morrer ali por sua culpa.

O corpo não respondia, não concordava com sua mente alarmada e agitada e não agia de acordo, permanecendo quase imóvel .

 O homem sobre ela agarrou-se ao pescoço da detetive, mesmo com o braço quebrado, tinha força o bastante para impedir que ela respirasse. 

 Alonso finalmente chegou ao apartamento, no momento em que o segundo comparsa avançava procurando por Clarita no apartamento. 

 Miguel não teve piedade ao avançar sobre o homem e lhe apagar com um golpe na cabeça totalmente de surpresa. A morte de Juan ainda lhe aquecia o sangue e enuviava os pensamentos.

 Foi então ajudar Jay, que tentava a todo custo chutar e empurrar o homem de cima dela, impossibilitada de respirar. 

 Alonso chutou as costelas do bandido, ele estava se divertindo tanto matando Garcia que nem ao menos reparou na aproximação.

 Ele caiu e Jay puxou o ar com força, os olhos lacrimejando e a garganta ardendo conforme o ar retornava aos pulmões. 

 Miguel Alonso partiu então sobre o bandido que havia agora se levantado, já havia perdido um parceiro, ele matara dois oficiais e se atrevia a tentar tirar a vida de sua parceira no mesmo dia? 

 Um instinto bestial se apossou do policial, Jay, ainda se recuperando no chão, assistia em choque a um Miguel que nunca vira na vida. Lutando corpo a corpo contra aquele bandido, uma força monstruosa e ódio no olhar. 

 Ela entendeu, então, o motivo de ele ser parte da unidade, porquê era considerado essencial, Miguel era uma tempestade avassaladora, uma besta em combate, socava, chutava e se desviava com velocidade impressionante. Logo, o inimigo estava caído aos seus pés.

 — Você está bem? — Jay assentiu, Miguel nem mesmo ofegava enquanto algemava os dois criminosos invasores. 

 Ao sentir que não cairia ao levantar, que tinha força o bastante para isso, Jay foi chamar as três pessoas escondidas em seu quarto.

 Cada passo era um esforço terrível, cada músculo do corpo doía, seu pescoço... e a queimação em seu braço Jay percebeu ser uma bala que passou de raspão. Aquilo fazia seu coração fervilhar de ódio e um sentimento de inutilidade horrível.

 Abriu a porta e o jogador saltou de sua cama, a assistente abaixada, puxou Clarita debaixo da cama.

 — Já foram? — ela perguntou, Jay assentiu. 

 — Jasmim... — Philippe avaliava a mulher, tinha o olhar arrasado e como mancava um pouco.

 — Garcia, uma unidade de assalto foi enviada para o endereço que achou, acabou, Jay. Arturo está preso — Miguel disse, parado do lado de fora do quarto. 

 Jay se virou lentamente e reparou que mais policiais tinham chegado, a perícia, seu apartamento era agora só mais uma cena de crime. Tinha valido a pena.

 Eles tinham prendido Arturo Muñoz. Ela queria comemorar mas sabia que não era a hora, não tinha forças para isso.

 — Podem ir... eles vão... — Jay murmurou, para a assistente com a menina no colo. 

 A mulher saiu, Coutinho permanecia imóvel, apenas observando cada doloroso movimento de Jasmin. 

 — Você está bem? 

 — Vai dar o seu depoimento, Philippe. E depois, eu não quero te ver nunca mais — tentou soar autoritária, mas estava exausta e restava apenas um fio de voz rouca. O coração de Philippe se partiu, e sua face contorceu com dor e descrença.

 — Você não quer dizer isso. Espere aqui — ele disse, olhando para os olhos tristes de Jasmin e então tratou de sair do quarto, com seu coração batendo forte e as mãos trêmulas, fechou a porta e respirou fundo.

 Deu seu depoimento em cinco minutos, e então voltou para o quarto. 

 Jasmin estava exatamente no mesmo lugar, imóvel, paralisada com o terror que lhe atingira novamente assim que o jogador deixou seu quarto.

 Se Miguel Alonso não tivesse aparecido, as chances de Philippe estar morto eram muito reais, Jay falhara e não costumava falhar.

 O simples pensamento sobre Coutinho escondido ali deixou-a em pânico, paralisada. 

 — Você está machucada? — O jogador perguntou, se aproximando com cautela. 

 — Eu disse para ir embora — respondeu, sem virar o rosto para encarar o homem ao seu lado.

 Amaldiçoou tudo no mundo pelo calor que emanava dele, pelo magnetismo entre seus corpos. Precisava se afastar e não ceder, suas pernas não se moviam, os pés estavam fincados no chão.

 — Você não quis dizer isso — ele ignorava a frieza, seu tom de voz permanecia calmo e preocupado — Jay, o que foi? 

 — Eu disse para ir embora — repetiu, o tom de voz um pouco mais firme, mesmo com as mãos trêmulas e o coração batendo forte o bastante para sentir as pulsações em cada centímetro de seu corpo.

 — É isso mesmo o que quer? Porque meia hora atrás, seus olhos diziam outra coisa, Jasmin.

 — É Jay — seu tom de voz era cortante — eu preciso de um banho e tenho muito trabalho a fazer. 

 — Jasmin...

 — Saia — Pediu, seus pés finalmente obedeceram o comando para ir pra longe. Abriu seu armário e começou a procurar por roupas, continuou mesmo quando seu ombro gritou de dor.

 — Jas...

 — Saia! — Rugiu, jogando um objeto achado em seu guarda-roupa na direção dele. Um colar, simples com pedra de lápis-lazúli, costumava ficar esquecido na gaveta de jóias. 

Philippe agarrou aquilo com força, o lugar em que o cordão acertou, bem no meio de seu peito agora queimava levemente.

 Ambos estavam ofegantes, Jay olhava para o chão e Philippe a encarou por apenas mais um segundo, tinha os punhos cerrados com tanta força que os nós dos dedos ficavam brancos, a pequena jóia pendia entre os dedos do jogador. 

 Ele deu as costas e saiu, levado consigo aquele pedacinho de Jasmin, dor e frustração envolviam o seu peito e uma raiva irracional lhe dominava a cabeça.

 Ao bater a porta do quarto, atraiu a atenção de todas as pessoas no apartamento, lançou a eles - policiais - um olhar tão irado e mortal que deixou-os acuados, saiu pisando firme e batendo também a porta de entrada do apartamento. 

 Assim que ouviu a segunda batida de porta, Jasmin, ainda congelada no mesmo lugar caiu ao chão e chorou intensamente. 

 Lágrimas grossas molhando seu rosto, enquanto ela tentava não gritar o quanto estava doendo. 

 Sabia que tinha cometido erros terríveis naquele dia.

O primeiro lhe custou a vida de Juan Martínez. O segundo, um tiro no braço e quase a sua própria morte, e o terceiro grande erro, parecia ter levado seu coração junto, assim como a vontade de amar alguém.

 Nunca teve espaço para tal sentimento em sua vida, e nunca considerou tentar, até Philippe. 

Jay gritou e chorou tanto que os paramédicos não souberam dizer se era por seus ferimentos ou pela perda de um parceiro. Deram um sedativo fraco, não tirando sua consciência e depois cuidaram de seus machucados. 

Gael a colocou para dormir, e pediu a transferência da policial para sua unidade assim que deixou o apartamento de sua filha.

 O dia parecia ter exigido mais do que qualquer outro dia da vida de Jasmin, consumiu o seu corpo, a alma e o coração. 

 

 


Notas Finais


Intenso...
Será que Philippe aceita esse fim ai? Sei não hein... comentem muuuuito ok ok??
Vejo vcs logo!! Beijos 💋💋❤️❤️


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