História Responsibilities - Capítulo 2


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Categorias The Beatles
Personagens George Harrison, John Lennon, Paul McCartney, Ringo Starr
Tags Mclennon, Starrison, The Beatles
Visualizações 27
Palavras 1.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


tô muito insatisfeita com esse capítulo pqp
eu tava com muita vontade de escrever e queria uma coisa decente, mas a escola me pressionou muito e não consegui deixar como eu queria. enfim, vida que segue

Capítulo 2 - Proposta


Acordei puto porque alguém insistia em derrubar a minha porta. Quem, em pleno sábado, às 9:00 horas, vai até a casa de outra pessoa só pra passar um sermão? Se você pensou em Richard Starkey, mais conhecido como Ringo Starr, você está corretíssimo.

— Bom dia, Ring-

— Não diga nada. Existe uma grande chance de eu querer te bater se você falar algo.

Começamos o dia muito bem. Ringo mal deixou eu o cumprimentar, já chegou me xingando.

— Por que você tá dizendo isso? O que eu fiz?

— Você sabe muito bem o que fez John Lennon, seu miserável, sem coração. — Ringo suspirou, segurando pra não socar a minha cara.

— Olha, eu não sei mesmo.

— Você sabe sim que o motivo da nossa conversa é o porque de você estar andando estranho.

— Não tô andando estranho!

— E eu sou cego!

— Tá, esse não é o foco! Diga, o que cê quer logo!

— John, senta. — o tom da voz dele era tão autoritário que nem hesitei em obedecer.

Sentei no sofá e fiquei quietinho. Sim, eu estava me fazendo de desentendido. Sabia muito bem que Ringo queria falar sobre o que aconteceu com Paul, porém eu não queria falar sobre isso. Ainda estou bem confuso. Não sei exatamente o que sinto pelo meu (ex (?)) melhor amigo.

— Primeiro de tudo, o que vocês iriam fazer ontem a tarde?

— Sessão de filmes adolescentes.

— E por que isso fugiu do controle? Por que acabaram transando?

— Eu te disse pelos áudios. Queria saber se Paul é gay ou não.

— E por que não perguntou isso a ele?

— Não sei, tá legal!

— Okay, vamos voltar ao começo: como isso fugiu do controle? E por que acabaram transando?

— Já te disse nos áudios também! Eu o beijei e ele correspondeu e de uma hora pra outra, quando percebi já tinha acabado.

— John, se ele correspondeu é porque sente alguma coisa. Pode ser desejo, pode ser paixão ou pode ser qualquer coisa. Ele sente algo por você.

— É claro que sente, Paul é meu melhor amigo!

— Suspeito que Paul sinta bem mais do que amizade por você, John.

— Você tá delirando, Ringo. Somos melhores amigos, foi uma coisa momentânea, não significa que vá se repetir ou que estamos apaixonados.

— Eu não disse que vocês estão apaixonados. Disse que pode ser que estejam apaixonados.

— Tanto faz. Foi algo sem importância.

Tá tudo muito confuso dentro de mim. Gosto de Paul como meu amigo. Talvez, eu me sinta atraído por ele. Não podemos negar que Mccartney é atraente. Na verdade, ele é muito atraente, diga-se de passagem. Queria experimentar mais do que Paul tinha a me oferecer, mas não queria estragar com nossa amizade. Tipo, ter um rolo, sabe? Na brotheragem, é claro.

— Isso não foi algo sem importância para Macca, John. Ele está triste pelo modo que você agiu, fugindo como se ele fosse um monstro.

— Foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Estou sem saber o que fazer e não queria magoar ele falando algo que não deveria.

— Já o magoou a partir do momento em que se negou a falar com ele.

Merda. As coisas não estavam muito boas para o meu lado.

— É como disse antes, não sei o que fazer. Gosto de Paul como meu amigo, porém, não nego que ele é muito interessante.

— Reflita sobre o que sente e quando entender coloque tudo em pratos limpos com Paul e se desculpe. Só não demore muito.

— Vou te dizer, Ringo, tu é chato pra porra, mas é um bom conselheiro e ótimo amigo.

— Obrigado?

— Apesar disso tudo, você ainda é chato.

[. . .]

Suando? Confere.

Tremendo? Confere.

Morrendo de medo? Confere.

Querendo sair correndo? Confere.

Estava na frente da casa de Paul. Tentaria seguir os conselhos de Ringo e esclareceria todas as dúvidas sobre o que aconteceu. Não sabia se estava realmente preparado para fazer o que pretendia, todavia, eu já estava em frente a sua casa. Desistir não era uma opção.

Bati na porta e esperei ser atendido. Dentro de segundos Mccartney apareceu em minha frente com aquele sorriso maravilhoso que só ele tinha. Porra, como um homem podia ser tão bonito?

— John? — desmanchou o sorriso assim que percebeu que eu é quem estava ali.

— Posso entrar?

Soltou um suspiro cansado e deixou-me entrar. É, ele conseguiu fazer eu me sentir culpado.

— Então... — falei num fio de voz.

— Então, o que?

— Eu... queria me desculpar. Sabe, sobre aquilo. Eu agi sem pensar.

Paul pareceu analisar se minhas desculpas eram verdadeiras ou não.

— Eu te perdôo. Isso não significa que não estou mais magoado.

— Escuta, Macca, juro que não foi minha intenção.

— Sendo ou não, estou triste por isso, John.

— O que eu tenho que fazer pra me redimir?

— Talvez me contar o porquê de tudo aquilo?

Eu estava tentando evitar isso. Tá, pode ser que se eu disser o que pretendia desde o começo Paul possa considerar a proposta.

— Não vou mentir pra você porque não há motivo. Paul, dois motivos impulsionaram minhas atitudes. Uma foi porque, como eu disse na ligação, queria saber se você é gay. E a segunda...

— Qual é a segunda? — questionou com o semblante confuso.

— Me sinto atraído por você, Paul. Uma atração forte, absurdamente forte.

Macca estava surpreso. Levantou-se e andou de um lado para o outro. Era como se eu tivesse dito algo impossível de acontecer.

— Está se sentindo ofendido, Paul? Sério, me perdoe, não quis ser ofensivo.

— John, não estou ofendido, só estou surpreso. Porra! Sempre tive uma vontade enorme de fazer tudo o que fiz com você, mesmo com a nossa amizade. Nunca imaginei que você também tivesse esse tipo de pensamento.

Espera aí! Paul também pensava como eu? Também queria ter relações comigo?

— Então, eu pensei, tipo, a gente podia ter um lance, entende? Algo como fodas casuais. Você pode pegar quem quiser, eu posso pegar quem eu quiser. Tudo na brotheragem.

— Uma amizade colorida. É isso o que quer?

— Bom, sim.

Ainda não sabia se o que estava fazendo era certo, contudo, tinha um enorme desejo em tocar e ser tocado por Paul. Queria sentí-lo mais vezes. Claro que mantendo nossa amizade. Paul Mccartney desde sempre foi meu melhor amigo e assim queria que permanecesse.

O mais novo veio até mim e deixou um selar demorado em meus lábios.

— Eu aceito.


[. . .]


(Paul)



— O que você tem na cabeça?

— George não grite.

— Como que eu não vou gritar, Paul? Você reclama sempre que assim que colocou seus olhos em John se apaixonou e que ele nunca o notou. Aí quando surge a oportunidade de se declarar pra ele você não faz nada? Meus mais sinceros vai se foder!

— E justamente por gostar dele aceito o que foi proposto. John não se sente como eu me sinto. Ele só quer sexo, Geo. Sendo assim, prefiro ao menos ter um sexo casual do que ter só a amizade.

— Paul, isso não é certo. Devia abrir seu coração.

— Não posso. Estragaria nossa "amizade".

— Essa amizade que já foi estragada há tempos. Para falar a verdade, ela nunca existiu em sua concepção.

— Prefiro que seja assim. Se eu falar como me sinto, John não irá aceitar meus sentimentos. É melhor que seja assim.

— Você vai sair machucado disso tudo, Paulie.

— Ao menos vou poder tê-lo em meus braços por algum tempo.

Sei que George estava louco pra me dar um tapa na cara e falar para eu parar de me iludir, entretanto, passei anos de minha vida esperando alguma chance e agora eu estava tendo uma. Não era como eu esperava, mas ainda era uma chance.

— Tente não se ferir tanto, okay? — Geo sentou em minha cama e me abraçou.

George sempre soube me confortar, afinal ele me conhecia bem. Também pudera, Harrison era meu melhor amigo. Nunca considerei John como meu melhor amigo. Esse posto sempre pertenceu a George, pois, meus sentimentos não eram de amizade. Nunca foram. 


Quando Lennon chegou até minha casa pedindo para que tivéssemos uma amizade colorida, não acreditei. Sequer me passou pela cabeça que o mais velho pudesse me ver com outros olhos além de como seu amigo, então, prontamente aceitei. Aceitaria qualquer coisa que me aproximasse de John. Contentaria-me com migalhas. Se estivesse o fazendo bem, não via problema algum em ser usado.

Se John estivesse feliz, eu estaria feliz também.


Notas Finais


me dêem biscoito. comentem aqui pra eu me sentir feliz

tenham um bom dia/tarde/noite


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