História Ressoar - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags J-suga, Jungyoon, Seokyoon, Sobi, Sope, Sugahope, Taehyung!baby, Universoabo, Yoonseok
Visualizações 112
Palavras 2.626
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Não vire as costas para mim


Fanfic / Fanfiction Ressoar - Capítulo 3 - Não vire as costas para mim

Min YoonGi estava inseguro quando leu aquele papel em um dia que achou que não se teriam nenhuma emoção aparente, pensou sinceramente que não era uma boa ideia comparecer no local marcado pelo alfa. Encontro esse que veio registrado em um bilhete cujo papel era verde, da cor da esperança que o Min não estava acostumado a sentir, porém que o incendiava a cada segundo que se passava a ir a diante. Era um pouco bobo de sua parte pensar assim. Diferente de tudo, ele não era acostumado a ter uma pessoa querendo conhecer sua personalidade e sua mente antes do seu corpo. Que não queria vê-lo entre quatro paredes e depois em locais onde as pessoas soubessem quem ele era. Estava exausta da vergonha que sentiam de si. E se o Jung fosse daquela forma ele daria passos para trás e nunca mais tentaria nada assim com alguém.

Mais inseguro ainda ficou quando se viu esperando pelo alfa na saída da escola em um dia de chuva. Estava temeroso pelo tempo, por sua família sem escrúpulos e acima de tudo que acreditavam que a puta do filho deles estava indo a mais um encontro para dar e depois aparecer em casa dias depois. Sinceramente o Min estava cansado disso, não tinha muitas escolhas ou opções que o fizessem fugir daquela casa, porém já estava em um estado em que não valia mais a pena ir dormir com o primeiro que lhe desse um teto para não ter de ver o teto do local mais assustador para si. Não conseguia mais sentir nada quando lhe tocavam ou lhe penetravam sem preparo. Nem mesmo a dor estava mais lhe acompanhando, parecia ter entrado no estado mais profundor de dormência. Queria fugir disso, mas não tinha mais forças. Era a hora de tentar algo novo.

– Desculpe-me se te fiz esperar, estava preso por uma atividade chata de História, o professor me fez parar para me corrigir, acredita nisso? – o Min não sabia lidar com aquele sorriso. O rapaz parecia radiante mesmo estando em baixo de uma chuva pesada, se molhando e tremendo de frio. – Você esperou muito? Está com frio? – YoonGi não soube o que dizer, nem se mexeu quando o outro lhe estendeu a mão e lhe convidou a atravessar a rua para entrarem em seu carro. Ele estava agindo por impulso, o Jung quem o guiou e o fez entrar no veículo.

– O aquecedor desse carro é bom, por isso eu vou deixar ele no mais confortável possível. Está com fome? O almoço da escola é uma porcaria em dia de hoje. O que você comeu? – o Min riu sem perceber. Quanto tempo fazia que alguém não lhe perguntava isso, que não fossem seus amigos? Era estranho, quente e ao mesmo tempo assustador. Sua maior vontade era perguntar qual as reais intenções do Jung em relação a si, mas havia prometido a SeokJin e NamJoon que deixaria as coisas acontecerem e não forçaria nada. Muito menos agiria como se o outro fosse um inimigo, alguém que só quisesse seu corpo.

– Você é calado assim, hyung ou sou eu quem falo demais quando estou nervoso. Acho que nem dei tempo de você responder a nenhuma pergunta minha, não é? – o Min riu, pela primeira vez estando ao lado de um desconhecido, de verdade.

– Você quem fala demais Jung. – Respondeu com o mesmo sorriso tímido no rosto. O alfa achou melodiosa demais a voz do Mim e antes que ele perguntasse aquela frase retórica que todos um dia já lhe fizeram, decidiu explicar o porque estava ali, o porque queria aquela companhia e não as outras.

– Antes que você me pergunte, hyung, eu queria que soubesse que eu te convidei para sair porque estava interessado demais em ver de perto seu sorriso. – o Min paralisou. O que diabos esse alfa estava dizendo. – Eu sei que muitos por ai dizem que você tem fama de fácil, daqueles que qualquer um pode ter a qualquer momento como se uma palavra fosse o necessário para que você abrisse suas pernas. – YoonGi não gostou muito dessa parte, estava se sentindo realmente ofendido, mas o outro continuou. – Mas eu não acredito nisso, não gosto de escutar o que os outros dizem e muito menos pensar que por você ser ômega significa que é frágil.

O Min respirou fundo, nem sabia que estava prendendo o ar. Quem era aquele rapaz e porque estava fazendo questão de ir além do que ninguém foi? Estar ao lado dele, naquele carro, já significava muito, mas ouvir aquilo da boca dele era mais do que ele pode imaginar. Seu ego estava sendo massageado e pela primeira vez na vida ele não estava sendo arrastado para o banco de trás, tendo suas roupas arrancadas e visto como se fosse a coisa mais fácil do mundo. HoSeok estava acreditando antes de mais nada em si, estava lhe dando palavras em vez de um pênis duro. Estava caminhando ao seu lado em vez se por atrás de si e lhe fazer um ômega.

– Quando eu quis te conhecer, pensei que não seria fácil como os outros diziam que era. Muitos rapazes, cuja amizade eu já mandei para o inferno, diziam que você era dos que transava primeiro e falava depois. Desculpe confessar, mas eu soquei a cara deles. Não penso assim de você. Não conheço o seu passado, não sei o que te faz ser assim, muito menos quais suas dores no presente momento. Mas o Min YoonGi que eu quero conhecer vai além do que quatro paredes podem mostra. Eu quero estar ao lado do homem por trás das máscaras que você sempre coloca quando está na cama com alguém. Quero ir além do que dizem pelo corredor. – o Min tentou, do fundo do coração, mas não conseguiu conter as lágrimas que escorreram sem aviso por seus olhos. No fundo ele precisava apenas ouvir o que estava ouvindo, sentir os braços quentes de alguém em volta de si para lhe dar um abraço sincero, de quem quer apenas o seu coração.

 

[…]

 

HoSeok levou YoonGi ao shopping, mais precisamente a ala recreativa onde poderiam jogar boliche. Achou que seria um bom começo levá-lo para fazer algo divertido e não entupir-se de comida ou ver um filme, ainda não. Essas coisas eles fariam mais a diante. HoSeok não falou mais sobre o momento de fraqueza do Min e nem pediu para que ele explicasse o porque levou quase meia hora para se acalmar enquanto se agarrava a si pedindo perdão chorando descontrolado. O alfa não entendia os seus porquês, mas não era dos que o questionaria.

Min YoonGi parecia um pouco assustado com seu jeito alegre, com a forma com que ele encarava as coisas e principalmente o quão verdadeiro ele estava sendo. Os dois jogaram quase seis partidas de boliche, já que o Min reclamou estar cansado e pedir para que se sentassem um pouquinho. O pedido foi atendido prontamente e só assim eles poderiam se entupir de comida enquanto se conheciam melhor. HoSeok ficou animado com o quanto aquele hyung estava se abrindo, contando aos poucos do que gostava e do que desgostava. E diferente do que via nos corredores da escola, seu aroma estava agradável, sem aquele teor sexual todo.

HoSeok também contou um pouco sobre si, até mesmo que amava dançar e fazer músicas, por mais que seu forte fosse a área policial na qual queria estar inserido até o final do ano seguinte. O Min achou aquilo maravilhoso, por mais que fosse bem perigoso. Se encantava com a forma amorosa com que o alfa contava sobre o que queria fazer e como chegaria até o seu objetivo. Empolgado demais o Jung falava tanto que o Min se perguntava como ele não se engasgava. Mas adorava ouvir, era bom demais.

– Eu queria ir embora de casa esse fim de ano. Não quero mais ficar naquela casa nenhum segundo a mais do que isso. – o Min confessou depois de um tempo. – Eu não gosto da minha família. – o rapaz estava deixando as coisas sairem aos poucos, HoSeok o escutava com calma e não o interrompeu. Com isso, depois de uma dose grande de refrigerante, o Min confessou tudo o que se passava consigo dentro daquela casa. Não era dos que reclamava ou dos que saia espalhando suas desgraças por ai, mas o Jung transpirava confiança e ele quis dizer a ele tudo o que sentia.

– Estou revoltado, com ódio na verdade. Me pergunto como a justiça não viu tudo isso e lhe resgatou das mãos dessa pessoa. – o alfa exalava ódio, mas logo controlou a si mesmo quando percebeu o Min se encolher. – Eu sabia que tinha um bom motivo por trás de tudo. As pessoas são cruéis demais, hyung. Elas julgam as pessoas sem saber, sei que é doloroso ter passado por tudo isso, mas agora eu estou aqui. Posso não valer muito agora, mas espero que me veja como um amigo no começo, aos poucos o que tiver de acontecer entre nós, acontecerá. – tranquilizou-o.

YoonGi se sentiu bem, muito melhor do que nunca.

Continuaram seu passeio, viram um filme. E na semana que se seguiu saiam sempre que podiam. HoSeok deixava que o Min dormisse na sua casa sempre, apenas dormisse. Assim ele pode conhecer a irmã de HoSeok, Jung Jiwoon, uma moça gentil e meiga que lhe acolheu como se acolhe um filhote. Com consentimento do ômega, o ruivo contou a irmã tudo pelo que ele estava passando e ela pediu encarecidamente que o Min se mudasse para lá. Que não tinha problema algum nele passar o tempo que quisesse ali e até prometeu que seu irmão cuidaria de si.

O Min estava temeroso no começo, mas também estava cansado de tudo. Aquela ajuda vinha em bom momento e ele compreendia que seus amigos não fizeram isso por ele antes porque não tinham as mesmas condições dos Jung. Aceitar estar sobre o mesmo teto que eles agora era a sua salvação, ainda mais agora que seus pais estavam piores do que o comum e seu irmão se metia com gente pior do que já se metia antes. Assim ele não pensou muito, somou os conselhos dos amigos e se mudou para a casa dos Jung.

A convivência com eles era das melhores. Jiwoon era amorosa, dedicada, compreensiva e se mostrou a melhor amiga que ele pode ter, o que deixou NamJoon e SeokJin enciumados. Mas apenas por um tempo, já que eles iam visitar o amigo e acabaram se encantando pela moça. HoSeok também ficava feliz em receber esses dois, assim como os alfas JungKook e Jimin, posteriormente Kim TaeHyung, um beta que se juntou a turma de amigos. Era gostosa a sensação de estar entre pessoas que o compreendiam e que – acima de tudo – faziam com que o Min se sentisse alguém.

O tempo ia passando, as coisas entre HoSeok e YoonGi progredindo. O Jung estava sendo exatamente como o prometido e feito da relação deles algo sadio, antes de mais nada, tranquilo e formou um porto no qual o Min poderia sempre atracar quando quisesse. A amizade deles era bem vista por todos, assim como o sentimento que YoonGi sabia que estava começando a nutrir pelo mais novo. Era quase impossível não ter chegado até ali quando se tinha um alfa que lhe tratava como se fosse quebrar a qualquer momento. YoonGi não demorou a ficar perdidamente apaixonado.

Mas ao mesmo tempo que se sentia quente, sentia medo. Não queria estragar aquilo que sentiam um pelo outro. Não queria que o Jung o rejeitasse e por mais que a irmã do alfa dissesse que seria bom que ele se declarasse, o Min tinha medo. Por isso decidiu esperar e esperar. Morria por dentro dia a dia ao ver HoSeok tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Queria poder ter coragem, ser um YoonGi diferente, mas em vez disso apenas olhava o homem que amava do mais longe que podia. Não queria quebrar seu coração.

 

 

[…]

 

Até que em um belo dia, em uma tarde ensolarada HoSeok o levou para mais um passeio, dizia que dessa vez eles iriam a um bairro comercial, que ele precisava comprar uma coisa e que o Min seria de grande ajuda nesse momento. Claro que YoonGi concordou em ir, por mais que estivesse apaixonado demais e escondendo isso menos ainda. Era ele quem pedia para que andassem de mãos dadas, para que dormissem juntos depois da aula quando chegavam em casa e o almoço ainda não estava pronto, era o Min quem gostava do cheiro do Jung assim que acordava e por isso corria sempre para a cama do mais novo e lhe dava um bom dia caloroso com direito a abraços e beijinhos no rosto. Era o Min quem não se reconhecia quando pulava nas costas de HoSeok na escola pedindo uma carona até sua sala, o mesmo YoonGi que perdeu a fama de fácil e que – com o passar do tempo – tinha uma fama diferente. O ômega não sabia mais quem era, não compreendia o que o Jung tinha feito consigo e porque ele era aquilo que ele sempre quis ser. Assim como sentia muita dor quando HoSeok não se aproximava demais.

O Min passava os seus cios sozinho, no respeito e conforto do seu novo quarto, sentia a necessidade de um alfa, mas não qualquer um, ele queria e precisava de HoSeok. Mas esse nunca foi desrespeitador consigo, mesmo que ele o quisesse. O Jung era o primeiro a sair de casa nesses dias e só voltar – da casa de uma tia – quando o Min estivesse bem. Ele quem comprava os remédios para dor e os deixava por baixo da porta. HoSeok doava-se sempre, mas não queria nada mais em troca. E YoonGi queria que ele o tomasse.

Caminharam animados em direção ao local, de mãos dadas como um casal que não eram e com um HoSeok tagarelando coisas a esmo. YoonGi se sentia maravilhado sempre que o alfa começava a falar, o sentimento transbordando pelos olhos e a vontade de viver ao lado dele transbordando dia a dia, noite após noite. Era incrível a forma como ele se sentia completo com a simples menção do nome do outro, com os mínimos detalhes, com os gestos mais insignificantes. Ele dizia que poderia flutuar sempre que o alfa lhe abraçava ou deixava beijos doces em sua nuca.

– O que quer comprar? – perguntou o Min pela quarta vez, mas HoSeok apenas ria e dizia que ele veria. O ômega estava chateado e não queria mais andar e empancava cheio de manha no meio do caminho. – Estou cansado Hobi, vamos comer alguma coisa, eu quero café com leite. – pedia, mas o alfa pedia um pouco de paciência, mas o Min era irredutível e como sabia que sempre conseguia o que queria do outro não deu outra. HoSeok pediu que ele esperasse por ele em uma cafeteria que logo ele voltaria com o que queria comprar. Meio relutante o Min fez que sim.

Ele esperou pelo alfa. HoSeok voltou rapidamente, mas com uma aliança e um pedido de namoro. Para YoonGi aquele foi o momento mais feliz do mundo. O jeito como ele se ajoelhou no meio de todos, o seu sorriso terno e a forma calorosa com que pediu para que ele fosse dele para sempre. A maneira como se beijaram pela primeira vez aos aplausos dos desconhecidos, o modo como ele lhe pôs no colo e disse que o protegeria e o amaria todos os dias... Tudo tinha magia, era como um sonho que o Min estava realizando. Era perfeito demais.

A primeira vez deles aconteceu um tempo depois, precisamente um dia antes daquele desastre arrastar sua vida para o inferno que ela estava sendo agora. 


Notas Finais


O próximo é o último amores meus


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